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Rádio Guarujá
Deputado Rafael Pezenti analisa cenário político internacional, migração venezuelana e defende CPMI do Banco Master
Por Rádio Guarujá08/01/2026 10h54
Foto/Câmara dos Deputados
Na manhã desta quinta-feira (8), o Jornal da Guarujá conversou com o deputado federal Rafael Pezenti (MDB-SC), que analisou a operação militar dos Estados Unidos que resultou na prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O parlamentar também comentou os reflexos da crise da Venezuela no Brasil e confirmou a assinatura do requerimento que pede a instauração da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master.
Ao falar sobre a prisão de Maduro, Pezenti afirmou que sua avaliação se baseia nos relatos de venezuelanos que deixaram o país por conta da repressão política e da crise econômica. Segundo ele, o regime foi responsável por perseguições, prisões políticas e empobrecimento da população.
“O posicionamento que eu tenho é com base nas pessoas com quem converso, que viveram tensões e repressões de um regime que matou muita gente, prendeu politicamente muitas pessoas e deixou na miséria um povo que vive sobre uma riqueza inigualável”, afirmou.
Para o deputado, a ação internacional atendeu ao desejo da população venezuelana, que, segundo ele, não teria condições de derrubar o regime apenas por meios internos.
“Basta conversar com um venezuelano que está no Brasil, fugindo desse regime autoritário, para perceber que o que aconteceu foi aquilo que o povo venezuelano queria que acontecesse”, disse.
Pezenti reconheceu que a operação foi dura, mas defendeu que, diante de uma ditadura, a força acaba sendo o único caminho possível.
“Não há outra maneira de combater uma ditadura senão por meio da força. Aquilo que os Estados Unidos fizeram tem o meu apoio, porque é o apoio que o próprio povo venezuelano tem”, declarou.
O parlamentar também comentou os reflexos da crise venezuelana no Brasil, especialmente no mercado de trabalho. Segundo ele, muitos venezuelanos ocuparam vagas em setores com dificuldade de contratação, mas esse movimento pode se inverter com a estabilização política no país vizinho.
De acordo com Pezenti, quando a situação da Venezuela melhorar, parte dos imigrantes deve retornar ao país de origem.
“É natural que essas pessoas voltem para suas casas, para viver com suas famílias. Teremos um fluxo migratório inverso”, avaliou. Ele acredita que o tema deve ganhar destaque no Congresso Nacional com o fim do recesso parlamentar.
CPMI do Banco Master
Rafael Pezenti confirmou que assinou o requerimento que pede a criação da CPMI do Banco Master, que pretende investigar supostas fraudes financeiras estimadas em mais de R$ 12,2 bilhões, além de possível envolvimento de agentes públicos.
“É uma treta que até agora tem pouca gente na cadeia, mas que deveria colocar muita gente poderosa na cadeia”, afirmou.
O deputado disse acreditar que a comissão será instalada com a retomada dos trabalhos no Congresso.
“Já temos assinaturas suficientes e, na volta do recesso, essa CPMI deve ser aberta. Muita coisa que hoje está escondida vai precisar vir à tona”, declarou.
Dosimetria e críticas ao STF
O parlamentar também comentou o projeto que trata da dosimetria das penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Embora tenha condenado o vandalismo, defendeu a individualização das condutas.
“Eu condeno atos de vandalismo, mas precisamos separar quem realmente tentou um golpe de quem agiu por efeito manada”, afirmou.
Pezenti disse acreditar que o veto do presidente Lula ao projeto será derrubado pelo Congresso e criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal.
“Hoje, muitas decisões do Parlamento acabam sendo judicializadas. Precisamos rever esse modelo e discutir mudanças mais profundas”, concluiu.
Desnível em ponte da SC-108 preocupa motoristas na Palmeira Baixa, entre Orleans e Urussanga
Por Rádio Guarujá08/01/2026 10h51
Foto: Redes Sociais/Divulgação
Motoristas que trafegam pela SC-108, na comunidade da Palmeira Baixa, divisa entre os municípios de Orleans e Urussanga, têm manifestado preocupação com um desnível existente na cabeceira da ponte localizada no trecho. A situação chamou a atenção de quem passa pelo local e levantou questionamentos sobre a segurança da estrutura.
Diante disso, o Jornal da Guarujá conversou na manhã desta quinta-feira, dia 8, com o coordenador regional da Secretaria de Estado da Infraestrutura, Miro Ghisi, que explicou que o problema já foi avaliado por equipes técnicas e não compromete a estrutura da ponte.
Segundo Ghisi, assim que a demanda chegou ao conhecimento da Secretaria, técnicos foram enviados ao local para uma análise detalhada. “Foi feito uma análise debaixo da ponte, todas as observações necessárias, e não tem problema nenhum com relação à contenção das cabeceiras”, afirmou.
De acordo com o coordenador regional, o desnível foi provocado por um assentamento natural do material ao longo do tempo. “O que teve ali foi um assentamento de material, que vai ser corrigido com a correção da capa asfáltica e também com uma limpeza lateral para melhor escoamento da água da chuva”, explicou.
Ghisi reforçou que não há qualquer risco estrutural. “Com relação à estrutura da ponte, não tem problema nenhum. Está tudo tranquilo”, garantiu. Ele destacou ainda que o trabalho preventivo é uma prioridade da pasta.
Questionado se a solução é simples, o coordenador confirmou que sim e tranquilizou os usuários da rodovia. “Vai ser resolvido nos próximos dias. O pessoal pode continuar circulando tranquilo”, disse. Segundo ele, apesar de muitas pontes antigas apresentarem problemas nas cabeceiras, este não é o caso. “Essa ponte já tem cortina de concreto revestida. Com o tempo acontece o assentamento do material e isso acaba gerando o desnível, mas estruturalmente não há problema algum.”
Miro Ghisi explicou ainda que a correção depende apenas da mobilização das equipes e equipamentos, o que deve ocorrer nos próximos dias, com o retorno das atividades após o recesso. “É só questão de deslocar maquinário. O pessoal estava em recesso e está voltando essa semana”, comentou.
Durante a entrevista, o coordenador também atualizou o andamento das obras de duplicação da SC-108. Ele informou que os trabalhos foram retomados após o recesso e que a obra segue dentro do cronograma previsto. “A expectativa é que, se o clima ajudar, pelo menos os trechos 1 e 3 estejam prontos até o meio do ano”, afirmou.
Ghisi também destacou outras obras importantes na região Sul do Estado, como a finalização da SC-445, o andamento da Serra do Corvo Branco e os trabalhos na Serra do Faxinal, todas com expectativa de avanços significativos nos próximos meses.
Confira entrevista completa
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Agro catarinense fecha 2025 com desafios nos grãos e projeta 2026 de incertezas, avalia FAESC
Por Rádio Guarujá07/01/2026 10h41
Foto/Reprodução Instagram
O agronegócio catarinense encerrou 2025 com resultados desiguais entre os diferentes segmentos produtivos. Enquanto as cadeias de proteína animal conseguiram manter rentabilidade, os produtores de grãos enfrentaram queda acentuada de preços, alta nos custos e dificuldades de acesso ao crédito. A avaliação é do vice-presidente de Secretaria da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), Enori Barbieri, em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta quarta-feira (7).
Segundo Barbieri, o ano foi marcado por uma contradição entre volume de produção e retorno financeiro. “Foi um ano muito, muito difícil. Tivemos uma supersafra brasileira de grãos, mas uma safra muito pequena em dinheiro. Os preços caíram muito pela produção e pela oferta de produtos, não só no Brasil, mas no mundo inteiro”, afirmou.
Na análise do dirigente, o excesso de oferta pressionou os preços da soja e do milho a patamares considerados insuficientes para cobrir os custos de produção. Ele explica que, mesmo com uma produção recorde de milho, os produtores não foram beneficiados. “A soja se manteve num preço muito ruim, um valor que não paga a conta do produtor. E para 2026 não há nenhuma perspectiva de melhora, porque ainda se fala em alta produção e há excesso de soja no mundo”, disse.
Barbieri detalhou que o Brasil colheu cerca de 140 milhões de toneladas de milho, acima da expectativa inicial de 120 milhões. Apesar do aumento no consumo interno, impulsionado pelas usinas de etanol e pela produção de proteína animal, os preços continuaram pressionados. “Tivemos uma safra boa de produção, mas ruim de preço. Boa para o país, mas ruim só para o produtor”, resumiu.
Outro segmento fortemente impactado foi o arroz, especialmente na Região Sul. De acordo com o vice-presidente da FAESC, a produção superou a demanda interna, derrubando os preços pagos ao produtor. “Nós colhemos 14 milhões de toneladas, mas o mercado brasileiro é de 10 a 11 milhões. A saca que chegou a R$ 115 no fim de 2024 hoje está em torno de R$ 55, o que não paga a conta de jeito nenhum”, destacou.
O leite também aparece como um dos setores mais preocupantes. Barbieri aponta excesso de produção, aumento das importações e falta de proteção ao mercado interno. “O produtor de leite está trabalhando em prejuízo. Houve aumento de quase 15% na produção e não existe mercado para isso, além do crescimento das importações, principalmente da Argentina”, afirmou.
Em contrapartida, as cadeias de carnes tiveram desempenho mais positivo em 2025. A carne suína, segundo Barbieri, foi o grande destaque do ano. “A carne suína foi a grande surpresa. Tivemos quase 4 bilhões de reais em faturamento com exportação, o segundo maior do Brasil, e ela continua atrativa para 2026”, avaliou.
A carne bovina manteve bom desempenho, mesmo com embargos pontuais, enquanto o setor avícola sofreu impactos temporários devido à suspensão das exportações para a China, em função de casos de gripe aviária no Rio Grande do Sul, o que aumentou a oferta no mercado interno.
Ao projetar 2026, Barbieri demonstrou preocupação com o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à proteção orçamentária do seguro rural e da Embrapa na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Para ele, a decisão agrava um cenário já delicado. “Sem crédito e sem seguro, as coisas ficam muito mais difíceis. Tu pode colher o máximo que quiser, mas muito pouca gente vai conseguir pagar o custeio”, alertou.
O dirigente também destacou o endurecimento no acesso ao financiamento rural. Conforme explicou, apenas produtores com histórico bancário sólido têm conseguido crédito. “Os agentes financeiros estão selecionando muito os clientes. Quem mais precisava, na maioria dos casos, não conseguiu financiamento”, disse.
Apesar das dificuldades, Barbieri reconhece a resiliência do produtor rural brasileiro. Ele acredita que, mesmo diante de custos elevados e falta de garantias, a próxima safra pode surpreender. “O produtor é muito guerreiro e arrisca demais. Mesmo sem financiamento e sem seguro, podemos ter uma safra surpreendente”, concluiu.
Polícia Civil de Santa Catarina encerra 2025 com redução da criminalidade e reforça foco no combate à violência contra a mulher
Por Rádio Guarujá07/01/2026 10h38
Foto/Reprodução Instagram
O desempenho da Polícia Civil de Santa Catarina em 2025 foi marcado por avanços operacionais, aumento expressivo de ações policiais e redução dos principais índices de criminalidade no Estado. A avaliação é do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quarta-feira (7).
Segundo o delegado, os resultados são reflexo de uma política contínua de investimentos iniciada nos primeiros anos do governo Jorginho Mello, com foco tanto na valorização profissional quanto na estrutura da instituição. “Nós alcançamos índices extremamente positivos em 2025 na área de segurança pública. Foram muitos investimentos realizados ao longo de três anos, não só na valorização dos policiais, mas também na questão estrutural, com novas armas, viaturas, equipamentos de tecnologia e mais de cem obras na Polícia Civil”, afirmou.
De acordo com Ulisses Gabriel, o fortalecimento estrutural resultou em um crescimento significativo das operações policiais em todo o Estado. Ele destacou que, ao comparar os últimos anos, os números demonstram uma intensificação contínua do combate ao crime. “De 2023 para 2024, aumentamos em mais de 80% as operações policiais em Santa Catarina. De 2024 para 2025, novamente ampliamos o contingente e o número de ações policiais em mais de 80%”, ressaltou.
Esse aumento, conforme explicou, impactou diretamente na redução dos principais crimes. “Isso fez com que nós reduzíssemos os principais índices de criminalidade, especialmente homicídios, além de furtos e roubos, que impactam diretamente a população todos os dias”, disse.
O delegado-geral destacou ainda que Santa Catarina lidera o ranking nacional de segurança pública. Conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Estado apresenta o menor índice de homicídios do país. “Enquanto o Brasil tem cerca de 22 homicídios por 100 mil habitantes, Santa Catarina registra 9,2 mortes violentas por 100 mil habitantes, quase três vezes menos que a média nacional”, pontuou.
No balanço operacional, Ulisses Gabriel informou que somente em 2025 a Polícia Civil cumpriu mais de 6,6 mil mandados de prisão e mais de 9 mil mandados de busca e apreensão. Segundo ele, os números representam um crescimento constante desde o início da atual gestão. “Desde que assumimos no governo Jorginho Mello, aumentamos muito o número de operações e de ações voltadas ao combate direto ao crime”, afirmou.
Apesar dos avanços, o delegado reconheceu que ainda há desafios a serem enfrentados e anunciou reforço no efetivo como uma das prioridades para 2026. Ele explicou que um concurso público em andamento deverá ampliar o quadro da corporação. “Estamos realizando um concurso com 300 novos escrivães. As inscrições já se encerraram, a prova ocorre em março e até a metade do ano queremos concluir esse processo”, detalhou. Além disso, em janeiro terá início o curso de formação de novos delegados e psicólogos policiais.
Entre os diferentes tipos de crime, Ulisses Gabriel afirmou que a violência contra a mulher é hoje a maior preocupação da Polícia Civil. Segundo ele, embora Santa Catarina tenha registrado apenas um homicídio a mais em comparação com o ano anterior, os números relacionados a feminicídios acendem um alerta. “Mais de 50 mulheres perderam a vida. Foram 52 mortes em decorrência de ações criminosas, e isso nos preocupa muito. Cada vida perdida importa”, enfatizou.
O delegado explicou que a dificuldade no combate a esse tipo de crime está ligada à sua natureza. “Via de regra, são crimes passionais que acontecem dentro de casa. Apenas 15% das mulheres vítimas de feminicídio haviam denunciado anteriormente”, afirmou. Para ele, a escalada da violência ocorre de forma silenciosa. “A violência vai se intensificando dentro de casa, a mulher não denuncia, não procura ajuda, e de repente o criminoso tira a vida dela”, completou.
Questionado sobre o perfil dos agressores, Ulisses Gabriel confirmou que, muitas vezes, são pessoas sem histórico aparente de violência fora do ambiente doméstico. “Muitas vezes é isso: um cidadão que não levanta suspeitas, mas que dentro de casa, por ciúmes ou possessividade, acaba tirando a vida da mulher”, disse.
Durante a entrevista, o delegado também falou sobre a situação da Delegacia de Polícia de Orleans, que teve sua sede danificada por um temporal no fim de novembro. Segundo ele, medidas emergenciais já foram autorizadas pelo governo estadual. “O governador já determinou que se procure um imóvel para adaptação, para que a delegacia funcione provisoriamente até a demolição da sede atual e a construção de uma nova”, explicou.
Ulisses Gabriel informou ainda que o projeto da nova delegacia, que deverá contemplar também a Polícia Militar, está em fase de encaminhamento. “A nossa intenção é executar o projeto ainda este ano e já fazer a licitação para a construção da nova sede”, concluiu.