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Rádio Guarujá

Prefeito de Tubarão avalia primeiro ano de mandato, fala sobre Amurel, obras e coleta de lixo

Por Rádio Guarujá13/01/2026 11h07
Fotos/Divulgação

O Jornal da Guarujá conversou, na manhã desta terça-feira (13), com o prefeito de Tubarão, Estêner Soratto da Silva Júnior (PL), que também encerrou nesta segunda-feira, dia 12,  seu mandato como presidente da Associação de Municípios da Região de Laguna (Amurel), cargo que passou ao prefeito de Gravatal, Clei Rodrigues.

Ao fazer um balanço do período à frente da Amurel, Soratto classificou o ano como intenso, especialmente por coincidir com o primeiro ano de seu mandato no Executivo tubaronense. Segundo ele, o trabalho foi possível graças ao apoio dos prefeitos da região e da equipe técnica da associação.

“Foi um ano bastante intenso porque coincidiu com o primeiro ano de mandato à frente da prefeitura de Tubarão. Mas, como a gente teve um forte apoio dos 18 prefeitos da nossa Amurel e também dos colaboradores, que já têm uma equipe muito bem coesa, nós conseguimos avanços importantes”, afirmou.

Entre as principais conquistas, o prefeito destacou a aquisição da nova sede da Amurel, localizada no antigo Clube Cidade Luz. De forma indireta, ele explicou que o imóvel possui mais de dois mil metros quadrados e deverá atender a associação e seus consórcios por décadas. De forma direta, ressaltou: “Nós adquirimos uma área muito grande, um imóvel que com certeza vai atender tanto a Amurel quanto os consórcios de saúde e multifinalitário por mais de 30 anos, sem precisar buscar uma nova sede”.

Soratto explicou ainda que seu foco foi a compra do prédio, enquanto a adequação e reforma do espaço ficarão sob responsabilidade do novo presidente da entidade. Além disso, citou a realização de treinamentos para servidores municipais e prefeitos e o início das operações da usina de asfalto da Amurel, que entrou em funcionamento em dezembro. Para ele, o mandato de um ano é curto. “Quando você está pegando o jeito da coisa, o mandato está acabando”, disse, defendendo a adoção de mandatos de dois anos, a exemplo da Fecam.

Balanço do primeiro ano de governo

Ao avaliar o primeiro ano à frente da Prefeitura de Tubarão, o prefeito afirmou que 2025 foi marcado por ajustes administrativos, desafios financeiros e entregas importantes. Ele destacou que, mesmo sendo tradicionalmente um ano sem grandes obras, a gestão rompeu esse padrão.

“Fizemos a pavimentação de mais de 52 ruas, um número histórico para um primeiro ano de mandato”, afirmou. Segundo ele, também foram iniciadas a construção do maior posto de saúde do município e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas, além da implantação da telemedicina.

Na área da saúde, Soratto detalhou a criação do programa conhecido como “Uber da Saúde”, voltado a pacientes em tratamento oncológico e de hemodiálise. “Antes, o paciente tinha que esperar todo mundo terminar o procedimento para voltar para casa. Agora, cada paciente chama o transporte, vai para a clínica e, assim que termina, já retorna para casa, dando mais conforto para quem está em um tratamento severo”, explicou.

O prefeito também citou ações na infraestrutura urbana, como a substituição de antigas tubulações por galerias maiores em rios e riachos, com o objetivo de reduzir alagamentos. “Antes eram pequenos tubinhos que não davam vazão, agora a água escoa mais rápido para o rio e as ruas não ficam alagadas”, disse.

Na educação, Soratto destacou a reforma e ampliação de duas creches, que tiveram suas estruturas dobradas, além da renovação da frota escolar. Apesar das entregas, reconheceu as dificuldades financeiras enfrentadas pelo município, que possui dívidas com bancos, parcelamentos de impostos e precatórios. Segundo ele, a situação foi organizada ao longo do ano. “A dívida ainda existe, mas está bem equacionada. Entramos em 2026 muito melhor do que quando entramos em 2025”, afirmou.

Um dos principais desafios citados pelo prefeito é a coleta de lixo em Tubarão. Atualmente, o serviço é realizado de forma emergencial por uma empresa provisória. Soratto explicou que uma nova licitação será aberta no dia 20 e que a expectativa é firmar um contrato definitivo de cinco anos.

“Estamos com uma empresa emergencial que não consegue contratar mão de obra suficiente. Não está legal”, admitiu. Ele demonstrou confiança de que o novo contrato resolverá o problema. “Com um contrato de cinco anos, a empresa tem segurança para comprar caminhões novos e remunerar melhor os funcionários, fidelizando essa mão de obra, que hoje é a grande dificuldade”, afirmou.

O prefeito explicou ainda que a empresa atual não faz investimentos justamente por saber que o contrato é temporário. “Ela sabe que a qualquer momento pode sair, então não fideliza funcionário e não investe. Com o contrato definitivo, a gente tem muita convicção de que o problema será resolvido”, concluiu.

Confira entrevista completa

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Senadores pedem prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro; Jorge Seif aponta perseguição política e agravamento da saúde

Por Rádio Guarujá12/01/2026 10h04
Foto/Agência Senado

Um grupo de cerca de 24 senadores encaminhou, na semana passada, um abaixo-assinado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido tem como base o estado de saúde do ex-presidente e é assinado por parlamentares de diferentes estados, entre eles o senador Jorge Seif (PL-SC).

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, Seif afirmou que Bolsonaro reúne uma série de condições que justificariam a medida. Segundo o senador, o ex-presidente é idoso, passou por diversas cirurgias e apresenta um quadro de saúde que vem se agravando nos últimos meses.

“O presidente Bolsonaro é uma pessoa idosa, sofreu uma tentativa de assassinato em 2018, já passou por mais de oito cirurgias, e nós temos visto a saúde dele se degradando. A última cirurgia, inclusive, já aconteceu com ele preso”, afirmou.

O senador também questionou as acusações que levaram à prisão do ex-presidente, especialmente a investigação relacionada à tentativa de golpe de Estado. Para Seif, não há elementos que sustentem a tese.

“Como falar em golpe de Estado de uma pessoa que estava nos Estados Unidos? Um golpe sem arma, sem tanque, sem sangue, num domingo em que todas as autoridades estavam de recesso. É um golpe que nós sabemos que é fake”, declarou.

De forma indireta, Seif avaliou que Bolsonaro não oferece risco à ordem pública nem possibilidade de fuga, o que, em sua visão, reforça a viabilidade da prisão domiciliar. Ele destacou que o pedido encaminhado ao STF já conta com cerca de 24 assinaturas.

“Qual é a possibilidade de ele fugir? Ele não tem condição física para isso. O que estamos pedindo é que ele fique em casa, com a família, com acompanhamento médico e de enfermeiros”, disse.

Durante a entrevista, o senador relatou preocupação com episódios recentes envolvendo a saúde de Bolsonaro dentro da unidade onde está preso. Segundo ele, houve demora no acionamento de atendimento médico após uma queda sofrida pelo ex-presidente.

“Depois desse acidente dentro da cela, demorou demais para chamar a equipe médica. Isso mostra uma leniência (lentidão) do Estado com a saúde dele. Ele bateu com a cabeça, está tossindo muito, vomitando muito, está num estado de saúde gravíssimo”, afirmou.

Seif comparou a situação de Bolsonaro com a de outros ex-presidentes que, segundo ele, receberam tratamento mais flexível da Justiça. Citou o caso de Fernando Collor de Mello, que teve prisão domiciliar concedida por questões de saúde.

“O Collor foi condenado por corrupção, tinha um quadro de saúde bem mais leve do que o do Bolsonaro, e mesmo assim teve a prisão domiciliar concedida. Então, o que estamos pedindo não é nada absurdo”, argumentou.

Questionado sobre a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes atender ao pedido, Seif disse que, apesar das divergências, ainda há expectativa de uma decisão favorável.

“Nós precisamos acreditar. Mesmo sabendo da animosidade e da perseguição visível contra o presidente Bolsonaro, é importante que esse pedido esteja na mesa do ministro”, afirmou.

O senador também citou publicações recentes da família Bolsonaro que mostram o ex-presidente passando mal, com dificuldades para se alimentar, o que, segundo ele, evidencia o impacto físico e psicológico da prisão.

“A injustiça mexe com o emocional de qualquer pessoa e isso acaba refletindo na saúde. Nós tememos, sinceramente, pela vida do presidente se ele continuar preso nessas condições”, disse.

Ao final da entrevista, Jorge Seif reforçou que os senadores estão limitados às vias institucionais e que a decisão cabe exclusivamente ao Judiciário, embora considere o tratamento dado ao ex-presidente inadequado.

“Não dá para compreender como demora quase duas horas para acionar uma equipe médica após a queda de um ex-presidente dentro da Polícia Federal, em Brasília, cercado de hospitais. Isso me parece abandono e descaso do Estado brasileiro”, concluiu.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=2H9uFDyONNk

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Senador Esperidião Amin apresenta projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro

Por Rádio Guarujá09/01/2026 11h38
Plenário do Senado Federal durante sessão não deliberativa. Em discurso, à tribuna, senador Esperidião Amin (PP-SC). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O dia 8 de janeiro completou três anos nesta semana, relembrando os atos ocorridos em 2023 que culminaram na invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília, e na prisão de centenas de pessoas acusadas de tentativa de golpe de Estado. A data foi marcada por um evento oficial promovido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que exaltou a democracia, criticou os envolvidos nos atos e vetou o projeto de lei da dosimetria, que previa a redução das penas aplicadas aos condenados.

Em meio às manifestações em torno do tema, o senador catarinense Esperidião Amin (PP) anunciou a apresentação de um projeto de lei que propõe anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Ao Jornal da Guarujá, o  parlamentar afirmou que nunca considerou a dosimetria uma resposta adequada aos acontecimentos e defendeu a anistia como alternativa para promover a pacificação nacional.

“Acabo de dar entrada no projeto de lei da anistia aos condenados pelo inquérito que apurou os fatos do dia 8 de janeiro de 2023. Mesmo sendo relator no Senado, eu nunca aceitei que o projeto da dosimetria fosse a resposta correta aos fatos do dia 8 de janeiro”, declarou o senador.

Segundo Esperidião Amin, embora os atos de vandalismo devam ser repudiados e punidos, houve falhas graves por parte do poder público. “Aqueles atos de vandalismo, que merecem repúdio e punição, foram permitidos pela omissão dos agentes públicos que receberam a comunicação de que havia probabilidade de ocorrer aquele tipo de manifestação. Portanto, houve omissão”, afirmou.

O senador também citou declaração do presidente da República feita à época dos fatos. “Como disse o próprio presidente Lula, no dia 18 de janeiro de 2023, alguém abriu a porta. E nenhum inquérito foi feito para apurar essa omissão, essa cumplicidade”, completou.

Ao justificar a proposta de anistia, Esperidião Amin apontou o que considera vícios jurídicos no processo conduzido pelo Supremo Tribunal Federal. “O inquérito do dia 8 de janeiro tem pelo menos três nulidades absolutas. A primeira é o foro: a Primeira Turma do Supremo não era o foro adequado para fazer esse julgamento”, disse.

Ele também questionou a imparcialidade dos magistrados envolvidos. “Os juízes, ou seja, a maioria da Primeira Turma, era e é sabidamente suspeita, com disposição de condenar pela narrativa”, afirmou. Segundo o senador, há ainda problemas na condução do próprio inquérito. “O inquérito foi feito de maneira absolutamente ilegal, com viés, com tendência, tendo como líder alguém que se apresentava também como vítima do tal golpe que não aconteceu”, declarou.

Para Amin, o projeto de anistia deve ser analisado pelo Congresso Nacional, que, segundo ele, é o espaço adequado para deliberar sobre o tema. “Por tudo isso, apresento este projeto de lei como uma proposta de justiça, de harmonia e de pacificação do Brasil. É o Congresso Nacional o foro correto para decidir sobre a concórdia”, afirmou.

O senador destacou ainda que o Parlamento representa a sociedade brasileira e deve assumir esse debate. “A nação merece pacificação. E é o Congresso, o Parlamento brasileiro, que representa o povo brasileiro, que pode e deve deliberar sobre isso”, concluiu.

O projeto de anistia começa agora a tramitar no Senado Federal. Parlamentares como a senadora Damares Alves (Republicanos), já manifestaram apoio público à proposta, enquanto Esperidião Amin trabalha para reunir assinaturas suficientes para que o texto avance nas comissões da Casa.

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Uma conquista esperada há 50 anos”, afirma prefeita de Urussanga sobre pavimentação da Rodovia dos Mineiros

Por Rádio Guarujá09/01/2026 11h35
Foto/PMU

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, esteve em Urussanga na quinta-feira (8) para autorizar o convênio que viabiliza a pavimentação da chamada Rodovia dos Mineiros. A obra é considerada estratégica para a mobilidade e o desenvolvimento regional. O investimento previsto é de mais de R$ 46 milhões de reais em aproximadamente 8 quilômetros.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta sexta-feira (9), a prefeita de Urussanga, Stela Talamini, classificou o ato como um marco histórico não apenas para o município, mas para toda a região carbonífera. “Foi um dia histórico ontem, e eu diria que não foi só para Urussanga, foi para Lauro Müller, foi para toda uma região. A gente sabe da importância desse ato”, afirmou.

Segundo a prefeita, a pavimentação da rodovia era aguardada há cerca de cinco décadas pela comunidade. Ela relembrou que, ao longo desses anos, houve diversas mobilizações populares e promessas políticas que não se concretizaram. “Nesses 50 anos, houve muitas manifestações, muitos movimentos dos moradores, muitas idas e vindas a Florianópolis. Muitas lideranças políticas estiveram no local, prometeram, mas não havia conquistado essa pavimentação”, destacou.

Stela ressaltou que a assinatura do convênio representa uma reparação histórica. “Agora, num momento histórico, tivemos a assinatura do governo, através de um convênio com o governador do Estado de Santa Catarina, Jorginho Mello. Então foi uma conquista muito especial. Eu tenho dito que o dia de ontem não foi apenas um dia histórico, mas foi fazer justiça com a própria história”, declarou.

A prefeita explicou que a rodovia tem início no bairro Nova Itália, em Urussanga, passando pelas comunidades de Rio Carvão Baixo, Rio Carvão, Rio Carvão Alto e pelas entradas da comunidade de Santaninha, até chegar a Santana. O trecho a ser pavimentado possui quase oito quilômetros de extensão. Ainda segundo ela, restariam cerca de cinco quilômetros para ligação com o asfalto existente na comunidade de Itanema, em Lauro Müller.

Durante o evento, Jorginho Mello sinalizou a possibilidade de continuidade da pavimentação até Lauro Müller. “Ele já sinalizou a continuidade dela para ligar de fato Urussanga a Lauro Müller”, disse a prefeita, destacando a presença de prefeitos de 12 municípios e de cinco deputados estaduais no ato.

Sobre os próximos passos, Stela informou que será aberto o processo licitatório. “O que nós vamos fazer a partir dessa assinatura? Nós vamos dar início ao edital de licitação. Não é uma licitação simples, ela é mais complexa, demanda mais critérios e os tempos também são maiores, mas a gente acredita que até março ela já esteja acontecendo”, explicou. Segundo ela, o projeto já está atualizado e as questões ambientais estão encaminhadas.

Além da Rodovia dos Mineiros, a prefeita afirmou que outros investimentos em infraestrutura foram tratados com o governador. Entre eles, dois convênios do programa Estrada Boa Rural, totalizando cerca de oito quilômetros de pavimentação. Um dos trechos liga a comunidade de Barro Branco a Armazém e outro conecta Rio América a Belvedere.

Também foram citadas a duplicação da SC-108, entre Urussanga e Criciúma, que segue em andamento, e a revitalização da Rodovia Genésio Mazon, que liga Urussanga a Morro da Fumaça. Outro projeto mencionado é a ligação entre Urussanga e Pedras Grandes, via Rodovia da Imigração, passando por Azambuja.

Para a prefeita, essas obras têm impacto direto no turismo e na valorização cultural da região, especialmente da colonização italiana. “Azambuja foi o primeiro núcleo da colonização, então ela tem um valor e uma importância histórica muito especial”, afirmou.

Stela também comentou a abertura da 23ª edição da Vindima, festa da colheita da uva, que ocorreu na Vinícola Mazon com a presença do governador.

Segundo a prefeita, o evento integra o roteiro dos Vales da Uva Goethe, envolvendo sete municípios, e deve atrair grande número de visitantes. “Já estamos na vigésima terceira edição e, a cada ano, ela se fortalece, com a presença de mais pessoas participando”, concluiu.

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