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Rádio Guarujá

Após vendaval, Delegacia de Orleans atende provisoriamente na PM e aguarda construção de nova sede

Por Rádio Guarujá06/01/2026 10h29
Foto/Reprodução Instagram

Na manhã desta terça-feira (6), o Jornal da Guarujá conversou com o delegado Osmar Filho, responsável pela Delegacia de Polícia de Orleans, para esclarecer como estão sendo prestados os serviços policiais após o vendaval que atingiu o município no fim de novembro do ano passado e causou a destruição do telhado da unidade.

Segundo o delegado, logo após o desastre houve dificuldades para retomar os atendimentos, especialmente os voltados ao público. “A gente teve alguma dificuldade até para iniciar novamente os trabalhos, principalmente para atendimento da população e para instrução dos procedimentos”, relatou. Ainda assim, conforme explicou, cerca de uma semana após o vendaval, já no mês de dezembro, os serviços básicos começaram a ser retomados.

Atualmente, a Delegacia de Polícia de Orleans funciona de forma provisória nas dependências da Polícia Militar, localizada no bairro Canudos. De acordo com Osmar Filho, no local estão sendo realizados atendimentos ao público, registros de boletins de ocorrência, oitivas mediante intimação e requerimentos de medidas protetivas de urgência. “Hoje, provisoriamente, está funcionando ali na base da Polícia Militar o atendimento ao público, o registro de boletim de ocorrência e os demais serviços da delegacia”, afirmou.

O delegado destacou a parceria com a Polícia Militar, que cedeu espaço para a instalação da equipe da Polícia Civil. “Quero agradecer a Polícia Militar, o capitão Cristóvão e o sargento Cândido, que gentilmente cederam o espaço para que a equipe de investigação, o cartório e o gabinete pudessem funcionar”, disse. Ele também ressaltou o apoio da Prefeitura de Orleans durante e após o evento climático.

Sobre os prejuízos causados pelo vendaval, Osmar Filho explicou que o levantamento ainda está em andamento. Equipamentos, documentos e procedimentos foram danificados ou perdidos. “A gente ainda está calculando todo o prejuízo, máquinas, procedimentos que se perderam, infelizmente, além de papéis e eletrônicos”, pontuou.

Quanto à estrutura da antiga delegacia, o delegado confirmou que os danos foram severos. Uma equipe do setor de engenharia da Delegacia-Geral da Polícia Civil esteve no local antes do recesso de fim de ano e deve elaborar um laudo técnico. Segundo ele, a avaliação preliminar indica que o prédio não tem condições de reforma. “Provavelmente o relatório vai apontar que não há condições de reforma, e sim que o mais viável é a demolição e a construção de uma nova edificação”, explicou.

Em relação aos serviços do Detran, que funcionavam junto à delegacia, Osmar Filho informou que, de forma provisória, o atendimento foi transferido para a Delegacia de Polícia de Urussanga. “Os serviços de CNH, licenciamento e outros estão sendo feitos em Urussanga, das 13h às 18h”, esclareceu. Já a entrega de CNHs e algumas orientações seguem ocorrendo na base da Polícia Militar de Orleans.

Sobre a nova sede, o delegado afirmou que já existe um projeto do Governo do Estado para a construção de um prédio que abrigará, no mesmo local, a Polícia Civil e a Polícia Militar. “Essa ideia já existia antes do desastre, mas agora se mostrou ainda mais necessária e urgente”, afirmou. Segundo ele, o delegado-geral da Polícia Civil tem acompanhado de perto a situação e atua para que o projeto avance, respeitando os trâmites legais e licitatórios.

Enquanto a nova sede não é construída, a Polícia Civil busca a locação de um imóvel provisório no município. De acordo com Osmar Filho, alguns imóveis já foram avaliados, mas ainda passam por análise técnica. “A delegacia precisa de requisitos específicos, como segurança, acessibilidade e espaço adequado para viaturas e atendimento ao público”, explicou.

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Prefeito Valdir Fontanella projeta 2026 com foco em infraestrutura, saúde e desenvolvimento econômico em Lauro Müller

Por Rádio Guarujá06/01/2026 10h27
Foto/Reprodução Rede Social

O prefeito de Lauro Müller, Valdir Fontanella (PP), avaliou de forma positiva o primeiro ano de sua nova gestão e apresentou as principais projeções e investimentos previstos para 2026. Em entrevista concedida na manhã desta terça-feira (6) ao Jornal da Guarujá, o chefe do Executivo destacou avanços em obras, mudanças estruturais na saúde pública e metas ambiciosas para o desenvolvimento do município.

Segundo Fontanella, o primeiro ano de gestão foi marcado por um volume expressivo de investimentos. Atualmente, 17 obras estão em andamento no município e, no último dia de Natal, outras 11 ordens de serviço foram assinadas, todas já em execução. Entre os destaques está a ampla reforma de uma escola municipal, com investimento aproximado de R$ 1,5 milhão.

Na área da saúde, o prefeito anunciou como um marco histórico a concessão da gestão do Hospital Municipal Henrique Lage ao Instituto IMAS. O contrato tem vigência inicial de 10 anos, podendo ser renovado por igual período. A mudança, segundo Fontanella, representa uma nova forma de administrar a saúde no município. Ele afirmou que a Prefeitura seguirá focada na atenção preventiva, enquanto a gestão hospitalar passará a contar com expertise técnica para atendimento corretivo, captação de recursos e melhoria dos serviços à população.

Ao projetar o ano de 2026, o prefeito destacou que a prioridade seguirá sendo a pavimentação asfáltica, especialmente nas comunidades do interior. A meta é ligar todas as localidades rurais ao centro da cidade por meio de asfalto. Além disso, Fontanella afirmou que está nos planos uma revitalização do centro urbano e a construção de um centro de eventos, estrutura ainda inexistente no município.

Outro investimento estratégico previsto é a implantação de uma área industrial. O projeto deve ser entregue ainda nos primeiros dias de janeiro. Também está em fase final de aprovação uma importante obra de infraestrutura viária, financiada com recursos do Governo do Estado e do Badesc, cuja licitação deve ocorrer nos próximos dias.

Sobre o relacionamento com a Câmara de Vereadores, Fontanella avaliou como positivo e destacou que os projetos encaminhados ao Legislativo têm foco exclusivo no interesse público, sem viés eleitoral. Ele reforçou a importância do diálogo e afirmou manter uma relação institucional com todos os vereadores, independentemente de posicionamento político.

O prefeito também abordou a preocupação com a qualidade do fornecimento de energia elétrica no município. Segundo ele, já foi solicitada audiência com a Celesc para discutir a ampliação de plantões mais próximos da região, a fim de reduzir o tempo de resposta a quedas de energia, que impactam moradores, produtores rurais e o setor industrial. Fontanella ressaltou que a melhoria do serviço é essencial para atrair novos investimentos.

Na condição de presidente da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC) durante 2025, Valdir Fontanella afirmou que seguirá atuando pela integração regional até a transição da presidência, prevista para fevereiro. Entre as principais pautas regionais estão a duplicação da SC-108, a extensão da Via Rápida, as obras no Morro dos Cavalos, além de intervenções de macrodrenagem e contenção de cheias em rios da região.

Para o prefeito, o trabalho conjunto entre os municípios é fundamental para tirar grandes obras do papel e garantir o desenvolvimento sustentável do Sul de Santa Catarina.

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Prefeito Fernando Cruzetta faz balanço detalhado de 2025, aponta desafios da gestão e projeta ano decisivo para Orleans em 2026

Por Rádio Guarujá05/01/2026 12h01
Foto/Redação

O prefeito de Orleans, Fernando Cruzetta, participou na manhã desta segunda-feira (5), do Jornal da Guarujá, onde fez um balanço detalhado do primeiro ano de sua gestão à frente do Executivo municipal. Ao longo da entrevista, ele falou sobre os desafios enfrentados em 2025, os investimentos realizados em diversas áreas, as dificuldades impostas pela burocracia da administração pública e as expectativas para 2026, ano marcado por eleições e pela execução de projetos estruturantes.

Ao avaliar o primeiro ano de governo, Cruzetta afirmou que a administração pública exige adaptação constante e capacidade de enfrentar obstáculos. “A administração pública é um desafio. Em 2025 nós tivemos muitos desafios, mas também muito trabalho realizado. A gente fechou o ano bastante produtivo”, afirmou. Segundo ele, mesmo durante o período de recesso, a equipe manteve o ritmo de trabalho, com reuniões estratégicas com os secretários até o dia 23 de dezembro.

O prefeito destacou que a gestão priorizou investimentos estruturais logo no início do mandato, com foco na renovação da frota, aquisição de equipamentos e ampliação de serviços básicos. Ele citou melhorias no abastecimento de água em comunidades do interior, asfaltamentos pontuais e investimentos contínuos nas áreas da saúde e da educação. “Na educação, os resultados são de longo prazo, mas são investimentos necessários e que vão aparecer com o tempo”, pontuou.

Cruzetta ressaltou que o primeiro ano foi marcado por entregas perceptíveis à população. “Foi um ano de muito trabalho, muita entrega, e as pessoas têm observado isso, têm nos relatado”, disse. Ele destacou a atuação da gestão junto às comunidades do interior, com apoio financeiro a entidades e associações locais. “Atendemos várias comunidades do nosso interior e fizemos auxílio financeiro para que elas pudessem realizar suas festas e melhorar suas estruturas”, afirmou.

Segundo o prefeito, a aproximação com as comunidades e entidades faz parte de uma estratégia de aplicar os recursos públicos “lá na base, onde realmente precisa”. Ele também citou parcerias com a CDL, a ACIO e outras instituições, além da realização de eventos no município. “Prova disso foi a festa do município, os eventos de final de ano na praça e outras ações que colocaram o nome de Orleans em evidência”, afirmou.

No esporte, Cruzetta foi enfático ao afirmar que o setor recebeu atenção inédita. “Nenhuma outra gestão investiu no esporte como nós investimos”, declarou. Ele explicou que a administração busca consolidar Orleans como um polo esportivo regional, citando como exemplo a compra de uma van zero quilômetro, com 21 lugares, destinada ao transporte de atletas. “Isso é valorização das nossas crianças e dos nossos atletas. Nunca antes foi comprada uma van desse porte para o esporte no município”, afirmou.

Ao ser questionado sobre os maiores desafios do primeiro ano, o prefeito apontou a renovação do maquinário como um obstáculo significativo, embora não o principal. Segundo ele, a frota antiga gerava altos custos de manutenção e comprometia a eficiência dos serviços. “Quando o equipamento está na manutenção, ele não trabalha, o funcionário fica parado e isso é custo”, explicou. Cruzetta informou que mais de R$ 4,8 milhões em recursos próprios foram investidos na compra de equipamentos, além da busca por parcerias com deputados e com o Governo do Estado.

Para o prefeito, no entanto, o maior desafio da gestão é a administração de pessoas. “O grande desafio é a gestão de pessoas. Isso não é diferente da iniciativa privada, mas no setor público é mais complicado”, afirmou. Ele explicou que mudanças de gestão exigem a implementação de novos métodos de trabalho, o que nem sempre é absorvido sem resistência. “Existe o pensamento do ‘sempre foi assim’. Não por maldade, mas por costume”, disse.

Cruzetta destacou que a administração tem buscado implantar um conceito mais humanizado, valorizando os servidores públicos. “Sem os funcionários ninguém faz nada. A gente precisa criar esse sentimento de pertencimento, independentemente de sigla partidária”, afirmou, acrescentando que o objetivo é alinhar todos em torno de um único propósito: o desenvolvimento de Orleans.

O prefeito também reconheceu frustrações ao longo de 2025, especialmente em relação à velocidade de execução de obras. Ele citou como exemplo a entrega de pontes e obras de asfaltamento que, segundo ele, poderiam ter sido concluídas mais cedo. “A gente gostaria que as coisas acontecessem muito mais rápido”, afirmou, atribuindo os atrasos à burocracia e às exigências legais da administração pública. “No setor público, só se pode fazer o que a lei permite”, completou.

Entre os avanços institucionais, Cruzetta destacou o aumento do índice de transparência do município. Segundo ele, Orleans saiu de 32% para mais de 62% em um ano. “Tenho certeza absoluta que em 2026 vamos passar de 75% e avançar rumo ao selo de excelência”, afirmou, ressaltando que o tema também foi um desafio enfrentado pela gestão.

Ao projetar 2026, o prefeito afirmou que o foco será a continuidade dos projetos já lançados. “Nós lançamos mais de 40 obras no Avança Orleans e agora precisamos entregar essas obras”, disse. Ele alertou para os desafios de um ano eleitoral, especialmente em relação aos prazos para liberação de recursos e convênios. “A gente precisa de celeridade para não perder recursos”, afirmou, informando que pretende intensificar articulações junto ao Governo do Estado.

Cruzetta citou como prioridades o programa Estrada Boa Rural, asfaltamentos, projetos habitacionais, fortalecimento do turismo, da agricultura e a implantação da segunda área industrial do município. Segundo ele, todas as ações seguem um planejamento de longo prazo. “Cada obra, cada investimento, é pensado para o município daqui a 40 anos”, afirmou.

Sobre a relação com a Câmara de Vereadores, o prefeito reconheceu que 2025 foi um ano de embates, marcado pela formação de um bloco de oposição. Ainda assim, disse esperar um ambiente mais equilibrado em 2026. “Espero que as bandeiras políticas sejam deixadas de lado e que fique apenas a bandeira do município de Orleans”, declarou.

Questionado sobre a reforma administrativa, derrotada no Legislativo no ano passado, Cruzetta confirmou que o projeto retornará à pauta. “Com certeza vai voltar. Fizemos ajustes e precisamos dar mais agilidade aos serviços”, afirmou, citando áreas como esporte, cultura, turismo e agricultura como diretamente impactadas.

Ao comentar a ação judicial envolvendo o líder do governo na Câmara, o vereador Osvaldo Cruzetta, o prefeito afirmou que a decisão será recorrida e demonstrou tranquilidade. “De uma decisão judicial só existem dois caminhos: aceitar ou recorrer. E nós vamos recorrer”, disse, destacando confiança na reversão e no trabalho jurídico.

Fernando Cruzetta encerrou a entrevista reforçando que encara a gestão como um compromisso temporário com o interesse público. “A prefeitura não é minha, não é da vice-prefeita, não é dos secretários. Ela precisa ser bem gerida”, afirmou. Segundo ele, o objetivo é entregar resultados que permitam olhar para a população “com a consciência tranquila e o sentimento de dever cumprido”.

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Sicredi Sul SC repassa mais de R$ 17,1 milhões em juros ao capital social dos associados

Por Rádio Guarujá19/12/2025 10h56
Foto/Reprodução

A Sicredi Sul SC realizou, nesta quinta-feira (18), o pagamento da remuneração dos juros ao capital social referente ao exercício de 2025. Neste ano, o valor distribuído aos mais de 70 mil associados ultrapassa R$ 17,1 milhões, montante que corresponde a 100% da variação acumulada da taxa Selic nos últimos 12 meses. O crédito foi efetuado diretamente na conta capital dos cooperados.

Segundo Aloísio Westrup, presidente da Sicredi Sul, o pagamento contemplou todos os associados, independentemente do volume de movimentações ao longo do ano. “Fizemos o depósito na conta capital social, remunerando 100% da Selic. Isso correspondeu a mais de 17 milhões de reais pagos a todos os nossos associados”, afirmou.

Ao Jornal da Guarujá ele explicou que, diferentemente da distribuição de sobras, que depende da movimentação financeira do cooperado, a remuneração do capital social é universal. “Quando se fala em sobras, em abril, só recebe quem trabalhou e fez transações com a cooperativa. Nesse caso não. Todos recebem 100% da média da Selic do ano, que deu 14,14%”, destacou.

O presidente reforçou que o valor creditado permanece vinculado ao capital social do associado. “Ele fica na conta capital do associado. Assim como numa empresa existe capital social, na cooperativa é da mesma forma. Esse dinheiro é do associado”, explicou.

De acordo com ele, o capital acumulado pode ser utilizado no futuro, conforme regras previstas em lei. “Com 65 anos de idade e mais de dez anos de filiação, o associado pode programar o resgate de até 20% ao ano. E ainda remunerado a 100% da Selic, o que é uma bela aplicação”, afirmou, comparando com outros modelos financeiros. “Aqui não tem taxa de administração, por exemplo”, completou.

O presidente ressaltou que a prática de remunerar o capital social já é adotada pela cooperativa há vários anos. “Desde 2016 a nossa cooperativa vem fazendo isso. A lei permite remunerar até 100% da Selic, e esse ano não foi diferente. Fizemos o depósito hoje e esse dinheiro é do associado”, disse.

Ao avaliar o desempenho da cooperativa em 2025, o presidente classificou o período como desafiador. “Foi um ano difícil. A gente procura sempre levar tarifas e taxas de juros mais baixas, mas com a Selic em torno de 15%, isso é custo do dinheiro”, afirmou. Segundo ele, mesmo diante das dificuldades, a cooperativa buscou apoiar os associados. “A cooperativa é assim: está lado a lado, procurando a melhor forma para o associado parcelar, reorganizar e melhorar o seu negócio.”

Apesar do cenário econômico, a Sicredi Sul SC registrou crescimento expressivo. “O número de associados cresceu cerca de 30%. Chegamos próximo de 80 mil associados”, destacou. Na área de crédito, os números também avançaram. “Passamos de dois bilhões para cerca de dois bilhões e duzentos milhões de reais em crédito”, afirmou, ressaltando que os recursos permanecem circulando na região. “Esse dinheiro só pode ser emprestado dentro da nossa área de atuação, então ele fica aqui, gerando renda e qualidade de vida.”

Sobre as perspectivas para 2026, o presidente adotou um tom cauteloso. “É difícil projetar. O Brasil está um pouco nervoso por conta da parte política, que precisa se acomodar”, avaliou. Ainda assim, demonstrou confiança. “O Brasil é um país maravilhoso, tem tudo. O cooperativismo tem ajudado muito as pessoas a se desenvolver e seguir em frente, e a gente acredita que vai continuar crescendo, mesmo que não no ritmo ideal”, concluiu.

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