Para uma melhor experiência neste site, utilize um navegador mais moderno. Clique nas opções abaixo para ir à página de download Indicamos essas 4 opções:
Ok, estou ciente e quero continuar usando um navegador inferior.
BLOG
Rádio Guarujá
Agro catarinense fecha 2025 com desafios nos grãos e projeta 2026 de incertezas, avalia FAESC
Por Rádio Guarujá07/01/2026 10h41
Foto/Reprodução Instagram
O agronegócio catarinense encerrou 2025 com resultados desiguais entre os diferentes segmentos produtivos. Enquanto as cadeias de proteína animal conseguiram manter rentabilidade, os produtores de grãos enfrentaram queda acentuada de preços, alta nos custos e dificuldades de acesso ao crédito. A avaliação é do vice-presidente de Secretaria da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), Enori Barbieri, em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta quarta-feira (7).
Segundo Barbieri, o ano foi marcado por uma contradição entre volume de produção e retorno financeiro. “Foi um ano muito, muito difícil. Tivemos uma supersafra brasileira de grãos, mas uma safra muito pequena em dinheiro. Os preços caíram muito pela produção e pela oferta de produtos, não só no Brasil, mas no mundo inteiro”, afirmou.
Na análise do dirigente, o excesso de oferta pressionou os preços da soja e do milho a patamares considerados insuficientes para cobrir os custos de produção. Ele explica que, mesmo com uma produção recorde de milho, os produtores não foram beneficiados. “A soja se manteve num preço muito ruim, um valor que não paga a conta do produtor. E para 2026 não há nenhuma perspectiva de melhora, porque ainda se fala em alta produção e há excesso de soja no mundo”, disse.
Barbieri detalhou que o Brasil colheu cerca de 140 milhões de toneladas de milho, acima da expectativa inicial de 120 milhões. Apesar do aumento no consumo interno, impulsionado pelas usinas de etanol e pela produção de proteína animal, os preços continuaram pressionados. “Tivemos uma safra boa de produção, mas ruim de preço. Boa para o país, mas ruim só para o produtor”, resumiu.
Outro segmento fortemente impactado foi o arroz, especialmente na Região Sul. De acordo com o vice-presidente da FAESC, a produção superou a demanda interna, derrubando os preços pagos ao produtor. “Nós colhemos 14 milhões de toneladas, mas o mercado brasileiro é de 10 a 11 milhões. A saca que chegou a R$ 115 no fim de 2024 hoje está em torno de R$ 55, o que não paga a conta de jeito nenhum”, destacou.
O leite também aparece como um dos setores mais preocupantes. Barbieri aponta excesso de produção, aumento das importações e falta de proteção ao mercado interno. “O produtor de leite está trabalhando em prejuízo. Houve aumento de quase 15% na produção e não existe mercado para isso, além do crescimento das importações, principalmente da Argentina”, afirmou.
Em contrapartida, as cadeias de carnes tiveram desempenho mais positivo em 2025. A carne suína, segundo Barbieri, foi o grande destaque do ano. “A carne suína foi a grande surpresa. Tivemos quase 4 bilhões de reais em faturamento com exportação, o segundo maior do Brasil, e ela continua atrativa para 2026”, avaliou.
A carne bovina manteve bom desempenho, mesmo com embargos pontuais, enquanto o setor avícola sofreu impactos temporários devido à suspensão das exportações para a China, em função de casos de gripe aviária no Rio Grande do Sul, o que aumentou a oferta no mercado interno.
Ao projetar 2026, Barbieri demonstrou preocupação com o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à proteção orçamentária do seguro rural e da Embrapa na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Para ele, a decisão agrava um cenário já delicado. “Sem crédito e sem seguro, as coisas ficam muito mais difíceis. Tu pode colher o máximo que quiser, mas muito pouca gente vai conseguir pagar o custeio”, alertou.
O dirigente também destacou o endurecimento no acesso ao financiamento rural. Conforme explicou, apenas produtores com histórico bancário sólido têm conseguido crédito. “Os agentes financeiros estão selecionando muito os clientes. Quem mais precisava, na maioria dos casos, não conseguiu financiamento”, disse.
Apesar das dificuldades, Barbieri reconhece a resiliência do produtor rural brasileiro. Ele acredita que, mesmo diante de custos elevados e falta de garantias, a próxima safra pode surpreender. “O produtor é muito guerreiro e arrisca demais. Mesmo sem financiamento e sem seguro, podemos ter uma safra surpreendente”, concluiu.
Polícia Civil de Santa Catarina encerra 2025 com redução da criminalidade e reforça foco no combate à violência contra a mulher
Por Rádio Guarujá07/01/2026 10h38
Foto/Reprodução Instagram
O desempenho da Polícia Civil de Santa Catarina em 2025 foi marcado por avanços operacionais, aumento expressivo de ações policiais e redução dos principais índices de criminalidade no Estado. A avaliação é do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quarta-feira (7).
Segundo o delegado, os resultados são reflexo de uma política contínua de investimentos iniciada nos primeiros anos do governo Jorginho Mello, com foco tanto na valorização profissional quanto na estrutura da instituição. “Nós alcançamos índices extremamente positivos em 2025 na área de segurança pública. Foram muitos investimentos realizados ao longo de três anos, não só na valorização dos policiais, mas também na questão estrutural, com novas armas, viaturas, equipamentos de tecnologia e mais de cem obras na Polícia Civil”, afirmou.
De acordo com Ulisses Gabriel, o fortalecimento estrutural resultou em um crescimento significativo das operações policiais em todo o Estado. Ele destacou que, ao comparar os últimos anos, os números demonstram uma intensificação contínua do combate ao crime. “De 2023 para 2024, aumentamos em mais de 80% as operações policiais em Santa Catarina. De 2024 para 2025, novamente ampliamos o contingente e o número de ações policiais em mais de 80%”, ressaltou.
Esse aumento, conforme explicou, impactou diretamente na redução dos principais crimes. “Isso fez com que nós reduzíssemos os principais índices de criminalidade, especialmente homicídios, além de furtos e roubos, que impactam diretamente a população todos os dias”, disse.
O delegado-geral destacou ainda que Santa Catarina lidera o ranking nacional de segurança pública. Conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Estado apresenta o menor índice de homicídios do país. “Enquanto o Brasil tem cerca de 22 homicídios por 100 mil habitantes, Santa Catarina registra 9,2 mortes violentas por 100 mil habitantes, quase três vezes menos que a média nacional”, pontuou.
No balanço operacional, Ulisses Gabriel informou que somente em 2025 a Polícia Civil cumpriu mais de 6,6 mil mandados de prisão e mais de 9 mil mandados de busca e apreensão. Segundo ele, os números representam um crescimento constante desde o início da atual gestão. “Desde que assumimos no governo Jorginho Mello, aumentamos muito o número de operações e de ações voltadas ao combate direto ao crime”, afirmou.
Apesar dos avanços, o delegado reconheceu que ainda há desafios a serem enfrentados e anunciou reforço no efetivo como uma das prioridades para 2026. Ele explicou que um concurso público em andamento deverá ampliar o quadro da corporação. “Estamos realizando um concurso com 300 novos escrivães. As inscrições já se encerraram, a prova ocorre em março e até a metade do ano queremos concluir esse processo”, detalhou. Além disso, em janeiro terá início o curso de formação de novos delegados e psicólogos policiais.
Entre os diferentes tipos de crime, Ulisses Gabriel afirmou que a violência contra a mulher é hoje a maior preocupação da Polícia Civil. Segundo ele, embora Santa Catarina tenha registrado apenas um homicídio a mais em comparação com o ano anterior, os números relacionados a feminicídios acendem um alerta. “Mais de 50 mulheres perderam a vida. Foram 52 mortes em decorrência de ações criminosas, e isso nos preocupa muito. Cada vida perdida importa”, enfatizou.
O delegado explicou que a dificuldade no combate a esse tipo de crime está ligada à sua natureza. “Via de regra, são crimes passionais que acontecem dentro de casa. Apenas 15% das mulheres vítimas de feminicídio haviam denunciado anteriormente”, afirmou. Para ele, a escalada da violência ocorre de forma silenciosa. “A violência vai se intensificando dentro de casa, a mulher não denuncia, não procura ajuda, e de repente o criminoso tira a vida dela”, completou.
Questionado sobre o perfil dos agressores, Ulisses Gabriel confirmou que, muitas vezes, são pessoas sem histórico aparente de violência fora do ambiente doméstico. “Muitas vezes é isso: um cidadão que não levanta suspeitas, mas que dentro de casa, por ciúmes ou possessividade, acaba tirando a vida da mulher”, disse.
Durante a entrevista, o delegado também falou sobre a situação da Delegacia de Polícia de Orleans, que teve sua sede danificada por um temporal no fim de novembro. Segundo ele, medidas emergenciais já foram autorizadas pelo governo estadual. “O governador já determinou que se procure um imóvel para adaptação, para que a delegacia funcione provisoriamente até a demolição da sede atual e a construção de uma nova”, explicou.
Ulisses Gabriel informou ainda que o projeto da nova delegacia, que deverá contemplar também a Polícia Militar, está em fase de encaminhamento. “A nossa intenção é executar o projeto ainda este ano e já fazer a licitação para a construção da nova sede”, concluiu.
Segundo o delegado, logo após o desastre houve dificuldades para retomar os atendimentos, especialmente os voltados ao público. “A gente teve alguma dificuldade até para iniciar novamente os trabalhos, principalmente para atendimento da população e para instrução dos procedimentos”, relatou. Ainda assim, conforme explicou, cerca de uma semana após o vendaval, já no mês de dezembro, os serviços básicos começaram a ser retomados.
Atualmente, a Delegacia de Polícia de Orleans funciona de forma provisória nas dependências da Polícia Militar, localizada no bairro Canudos. De acordo com Osmar Filho, no local estão sendo realizados atendimentos ao público, registros de boletins de ocorrência, oitivas mediante intimação e requerimentos de medidas protetivas de urgência. “Hoje, provisoriamente, está funcionando ali na base da Polícia Militar o atendimento ao público, o registro de boletim de ocorrência e os demais serviços da delegacia”, afirmou.
O delegado destacou a parceria com a Polícia Militar, que cedeu espaço para a instalação da equipe da Polícia Civil. “Quero agradecer a Polícia Militar, o capitão Cristóvão e o sargento Cândido, que gentilmente cederam o espaço para que a equipe de investigação, o cartório e o gabinete pudessem funcionar”, disse. Ele também ressaltou o apoio da Prefeitura de Orleans durante e após o evento climático.
Sobre os prejuízos causados pelo vendaval, Osmar Filho explicou que o levantamento ainda está em andamento. Equipamentos, documentos e procedimentos foram danificados ou perdidos. “A gente ainda está calculando todo o prejuízo, máquinas, procedimentos que se perderam, infelizmente, além de papéis e eletrônicos”, pontuou.
Quanto à estrutura da antiga delegacia, o delegado confirmou que os danos foram severos. Uma equipe do setor de engenharia da Delegacia-Geral da Polícia Civil esteve no local antes do recesso de fim de ano e deve elaborar um laudo técnico. Segundo ele, a avaliação preliminar indica que o prédio não tem condições de reforma. “Provavelmente o relatório vai apontar que não há condições de reforma, e sim que o mais viável é a demolição e a construção de uma nova edificação”, explicou.
Em relação aos serviços do Detran, que funcionavam junto à delegacia, Osmar Filho informou que, de forma provisória, o atendimento foi transferido para a Delegacia de Polícia de Urussanga. “Os serviços de CNH, licenciamento e outros estão sendo feitos em Urussanga, das 13h às 18h”, esclareceu. Já a entrega de CNHs e algumas orientações seguem ocorrendo na base da Polícia Militar de Orleans.
Sobre a nova sede, o delegado afirmou que já existe um projeto do Governo do Estado para a construção de um prédio que abrigará, no mesmo local, a Polícia Civil e a Polícia Militar. “Essa ideia já existia antes do desastre, mas agora se mostrou ainda mais necessária e urgente”, afirmou. Segundo ele, o delegado-geral da Polícia Civil tem acompanhado de perto a situação e atua para que o projeto avance, respeitando os trâmites legais e licitatórios.
Enquanto a nova sede não é construída, a Polícia Civil busca a locação de um imóvel provisório no município. De acordo com Osmar Filho, alguns imóveis já foram avaliados, mas ainda passam por análise técnica. “A delegacia precisa de requisitos específicos, como segurança, acessibilidade e espaço adequado para viaturas e atendimento ao público”, explicou.
Confira entrevista completa
0
0
Prefeito Valdir Fontanella projeta 2026 com foco em infraestrutura, saúde e desenvolvimento econômico em Lauro Müller
Por Rádio Guarujá06/01/2026 10h27
Foto/Reprodução Rede Social
O prefeito de Lauro Müller, Valdir Fontanella (PP), avaliou de forma positiva o primeiro ano de sua nova gestão e apresentou as principais projeções e investimentos previstos para 2026. Em entrevista concedida na manhã desta terça-feira (6) ao Jornal da Guarujá, o chefe do Executivo destacou avanços em obras, mudanças estruturais na saúde pública e metas ambiciosas para o desenvolvimento do município.
Segundo Fontanella, o primeiro ano de gestão foi marcado por um volume expressivo de investimentos. Atualmente, 17 obras estão em andamento no município e, no último dia de Natal, outras 11 ordens de serviço foram assinadas, todas já em execução. Entre os destaques está a ampla reforma de uma escola municipal, com investimento aproximado de R$ 1,5 milhão.
Na área da saúde, o prefeito anunciou como um marco histórico a concessão da gestão do Hospital Municipal Henrique Lage ao Instituto IMAS. O contrato tem vigência inicial de 10 anos, podendo ser renovado por igual período. A mudança, segundo Fontanella, representa uma nova forma de administrar a saúde no município. Ele afirmou que a Prefeitura seguirá focada na atenção preventiva, enquanto a gestão hospitalar passará a contar com expertise técnica para atendimento corretivo, captação de recursos e melhoria dos serviços à população.
Ao projetar o ano de 2026, o prefeito destacou que a prioridade seguirá sendo a pavimentação asfáltica, especialmente nas comunidades do interior. A meta é ligar todas as localidades rurais ao centro da cidade por meio de asfalto. Além disso, Fontanella afirmou que está nos planos uma revitalização do centro urbano e a construção de um centro de eventos, estrutura ainda inexistente no município.
Outro investimento estratégico previsto é a implantação de uma área industrial. O projeto deve ser entregue ainda nos primeiros dias de janeiro. Também está em fase final de aprovação uma importante obra de infraestrutura viária, financiada com recursos do Governo do Estado e do Badesc, cuja licitação deve ocorrer nos próximos dias.
Sobre o relacionamento com a Câmara de Vereadores, Fontanella avaliou como positivo e destacou que os projetos encaminhados ao Legislativo têm foco exclusivo no interesse público, sem viés eleitoral. Ele reforçou a importância do diálogo e afirmou manter uma relação institucional com todos os vereadores, independentemente de posicionamento político.
O prefeito também abordou a preocupação com a qualidade do fornecimento de energia elétrica no município. Segundo ele, já foi solicitada audiência com a Celesc para discutir a ampliação de plantões mais próximos da região, a fim de reduzir o tempo de resposta a quedas de energia, que impactam moradores, produtores rurais e o setor industrial. Fontanella ressaltou que a melhoria do serviço é essencial para atrair novos investimentos.
Na condição de presidente da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC) durante 2025, Valdir Fontanella afirmou que seguirá atuando pela integração regional até a transição da presidência, prevista para fevereiro. Entre as principais pautas regionais estão a duplicação da SC-108, a extensão da Via Rápida, as obras no Morro dos Cavalos, além de intervenções de macrodrenagem e contenção de cheias em rios da região.
Para o prefeito, o trabalho conjunto entre os municípios é fundamental para tirar grandes obras do papel e garantir o desenvolvimento sustentável do Sul de Santa Catarina.