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BLOG

Rádio Guarujá

Orleans confirma novos focos do Aedes aegypti e inicia vacinação contra a dengue em adolescentes

Por Rádio Guarujá10/02/2026 12h38
Foto/Redação

O município de Orleans confirmou recentemente mais dois focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Os registros ocorreram nos bairros Barro Vermelho e Samuel Sandrini, elevando para quatro o número de focos identificados na cidade.

O tema foi abordado durante entrevista no Jornal da Guarujá, com a participação da coordenadora de Imunização de Orleans, Gileisi Debiasi Ceolin, e do coordenador de Endemias, Luiz Fellipe da Silva Garcia.

De acordo com Luiz Fellipe, o município realiza um trabalho permanente de monitoramento por meio de armadilhas instaladas na área urbana.

“Hoje o município de Orleans possui 109 armadilhas na área urbana. Essas armadilhas são vistoriadas a cada sete dias. A gente faz a inspeção, coleta as larvas e envia para o laboratório da Regional de Saúde, que identifica de que tipo de mosquito se trata”, explicou.

Segundo ele, os focos positivos foram confirmados no bairro Barro Vermelho, no sentido do Rio Novo, e em três pontos do bairro Samuel Sandrini.

“Nesse período é comum aparecer foco porque a temperatura está alta e chove bastante. Isso acaba sendo um ambiente propício para a proliferação do vetor”, afirmou.

Luiz também destacou a atuação dos agentes de endemias após a identificação dos focos.

“É nesse momento que os agentes entram em campo para orientar a população, eliminar criadouros e fazer esse trabalho de varredura, justamente para evitar que o mosquito se espalhe para outros bairros”, completou.

Apesar da confirmação dos focos, não há casos confirmados de dengue no município. A coordenadora de Imunização, Gileisi, reforçou que a prevenção depende diretamente do envolvimento da comunidade.

“A gente sempre fala que a dengue precisa da colaboração da comunidade. São situações simples do dia a dia que, se forem observadas, fazem com que os casos sejam raríssimos”, destacou.

Vacinação contra a dengue

Durante a entrevista, Gileisi também falou sobre a vacinação contra a dengue, que já está disponível para adolescentes de 10 a 14 anos em Orleans.

“A vacina é uma prevenção, mas isso não quer dizer que, se não cuidar do vetor, a doença não vai acontecer”, explicou.

Ela ressaltou que o principal objetivo da imunização é evitar formas graves da doença.

“A vacina tenta prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Os sintomas da dengue são muito intensos, com muita dor no corpo, dor de cabeça, manchas pelo corpo e, em casos mais graves, até hemorragia”, alertou.

As doses estão disponíveis em todas as salas de vacinação do município, com atendimento das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30.

“Esse horário diferenciado é por causa dos cuidados com a rede de frio. A gente precisa seguir esse protocolo para garantir a qualidade da vacina”, explicou Gileisi.

Luiz Fellipe chamou atenção para o risco regional e para a falsa sensação de segurança causada pela vacinação.

“O Aedes aegypti não transmite só dengue, mas também zika e chikungunya. A vacina ajuda, mas a prevenção continua sendo essencial”, afirmou.

Ele destacou ainda a importância das denúncias feitas pela população.

“Muitas vezes o foco não aparece naquela semana epidemiológica. Por isso, a denúncia da população é fundamental para que a gente consiga chegar antes da disseminação do mosquito”, disse.

Segundo o coordenador, o combate à dengue exige um esforço coletivo.

“A dengue é uma doença compartilhada. Não é só com vacina ou só com agente de campo. A população precisa ajudar para que o município não se torne infestado”, concluiu.

A Secretaria de Saúde orienta que a população mantenha os cuidados básicos, elimine recipientes com água parada e procure a unidade de saúde para vacinar adolescentes dentro da faixa etária indicada.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=vtDeWbQ_Iw0

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Reunião no TCU confirma avanço no projeto dos túneis do Morro dos Cavalos

Por Rádio Guarujá06/02/2026 12h03
Foto: Arteris Litoral Sul

A deputada federal Geovania de Sá participou, em Brasília, de uma reunião no Tribunal de Contas da União (TCU) que confirmou o encaminhamento para o início das obras dos túneis do Morro dos Cavalos, na BR-101, ainda em 2026. O encontro reuniu representantes do Ministério dos Transportes, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e das concessionárias envolvidas no processo de otimização e readequação contratual do trecho.

Durante a apresentação ao TCU, foi informado que o projeto passa por atualização de valores para adequação aos preços atuais. A estimativa inicial, que em 2015 girava em torno de R$ 150 milhões, hoje está entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando a construção dos túneis e das obras complementares.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta sexta-feira (6), Geovania explicou que a reunião integrou os trabalhos de uma comissão criada pelo Tribunal de Contas da União justamente para analisar alterações contratuais. “O TCU criou essa comissão exatamente para tratar da adequação dos valores e da transferência do trecho, porque hoje o Morro dos Cavalos é da concessionária Arteris, e a CCR Motiva é responsável aqui pelo Sul de Santa Catarina. Para essa transferência acontecer, precisa passar pela análise do Tribunal”, explicou.

Segundo a deputada, o Morro dos Cavalos é um dos pontos mais críticos da BR-101 no país. “Qualquer ocorrência ali interfere totalmente na nossa vida. A gente já viu isso acontecer com acidente, com deslizamento, com caminhão-tanque. Tudo isso bloqueia o tráfego e afeta toda a região”, afirmou.

Geovania relatou que acompanhou praticamente toda a reunião, que teve duração de cerca de três horas e meia. “Era uma reunião muito técnica, com apresentação do Ministério dos Transportes, da Secretaria Nacional e da ANTT, mas para nós é extremamente importante. O que foi passado ali é que o Morro dos Cavalos está nesse processo de transferência e que deve ter um relatório final agora em fevereiro ou, no mais tardar, em março”, disse.

De acordo com a deputada, o projeto apresentado prevê a construção de três túneis com três pistas, além de outras intervenções. “Foi apresentado inclusive para nós o projeto aprovado. E também os valores. Lá atrás falava-se em cerca de 15 milhões, hoje a obra completa, com túneis e obras complementares, gira entre 2,5 e 3 bilhões de reais”, detalhou.

O prazo estimado para execução é de 36 meses. “Eu até acho rápido, pela complexidade da obra, mas esse foi o prazo apresentado. Claro que nós vamos acompanhar do início ao fim, porque não é só o túnel, tem galerias, sistemas de segurança e várias outras intervenções”, ressaltou.

Sobre o licenciamento ambiental, Geovania afirmou que o tema foi mencionado, mas não foi o foco central da reunião. “Foi apresentado de forma rápida. A maior preocupação lá atrás era a questão da área indígena, e isso já está vencido. Pelo que eu percebi, as outras adequações ambientais não preocuparam os técnicos que estavam construindo o projeto”, avaliou.

Questionada sobre a possibilidade de as obras efetivamente começarem ainda este ano, a deputada demonstrou cautela, mas também otimismo. “É aquela coisa, né? Tem que ver para crer. Mas nós nunca estivemos tão perto. Antes isso nem era discutido. Hoje já é algo concreto, sendo analisado por um órgão extremamente respeitado, que é o Tribunal de Contas da União”, afirmou.

Durante a entrevista, Geovania também comentou sua posição contrária ao programa federal Gás do Povo. “Eu fui contra. Eu sempre defendi a assistência social, mas não aquela que faz a pessoa ficar dependente do governo. O maior programa social é o emprego. A gente precisa criar porta de saída, não só porta de entrada”, declarou. Segundo ela, é necessário investir em qualificação e autonomia financeira. “Não existe almoço de graça. Tudo isso é pago com imposto”, completou.

Ao final da entrevista, a deputada falou sobre seu futuro político. “Os encaminhamentos devem acontecer até março, que é o período da janela partidária. Estou analisando o cenário e trabalhando bastante, mas essa decisão deve ser tomada nesse período”, concluiu.

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Unesc lança curso de Artes Cênicas e amplia formação de professores no Sul catarinense

Por Rádio Guarujá06/02/2026 12h01
Foto/Arquivo Unesc

A Unesc passa a contar, a partir deste ano, com uma nova opção em sua graduação: o curso de Artes Cênicas – Licenciatura. A iniciativa amplia o campo das artes na universidade e atende a uma demanda histórica do Sul de Santa Catarina, região que até então não dispunha de formação específica para professores na área das artes cênicas.

As matrículas já estão abertas e o curso integra o Programa Universidade Gratuita, o que facilita o acesso de novos estudantes ao ensino superior. O prazo para ingresso na Unesc segue até 13 de março, com vagas limitadas. Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (48) 9 9915-0433 ou pelo telefone (48) 3431-4500.

Sobre a novidade, o Jornal da Guarujá conversou, na manhã desta sexta-feira (6), com Luiz Gustavo Bieberbach Engroff, coordenador do curso de Artes Cênicas da Unesc. Segundo ele, a criação da licenciatura representa um avanço importante para a região. “É uma grande novidade, porque passamos a formar professores de arte com foco na linguagem teatral, algo que era uma lacuna histórica no Sul catarinense”, destacou.

De acordo com o coordenador, levantamento realizado pela universidade mostrou que cursos de Artes Cênicas – Licenciatura em Santa Catarina estavam concentrados apenas em Florianópolis e Blumenau. “Toda essa região ficava descoberta dessa formação específica, apesar da forte demanda”, explicou.

Luiz Gustavo também ressaltou que professores de Arte da educação básica precisam atuar em quatro linguagens como dança, música, artes visuais e artes cênicas, e que o teatro era justamente a área em que mais buscavam qualificação. “As artes cênicas eram o foco principal dessa procura, para que pudessem aplicar esses conhecimentos com crianças, adolescentes e jovens do ensino fundamental e médio”, afirmou.

Além da formação docente, o curso também contribui para o desenvolvimento humano e social. Segundo o coordenador, o teatro fortalece a coletividade, a comunicação e a empatia. “Vivemos um momento muito individualizado. O teatro trabalha o coletivo, o respeito ao outro e a construção conjunta. Além disso, melhora a expressão e a comunicação, que são fundamentais em qualquer área”, pontuou.

O curso também abre possibilidades de atuação em projetos culturais, ações comunitárias, ONGs, políticas públicas, educação informal e iniciativas interdisciplinares, como projetos na área da saúde. “Essas ações só são possíveis por meio das artes cênicas e do teatro, que têm um papel social muito forte”, completou.

Luiz Gustavo reforçou ainda que, por se tratar de uma universidade comunitária, a Unesc oferece diversas modalidades de bolsas e descontos, além do Universidade Gratuita. “Quem tiver interesse pode entrar em contato com a Central de Atendimento da Unesc para receber todas as orientações”, finalizou.

Mais informações sobre o curso estão disponíveis no site www.unesc.net, na aba de cursos presenciais, em Artes Cênicas.

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Em entrevista, vereadora Giovana Mondardo se posiciona contra projetos sociais do Executivo de Criciúma

Por Rádio Guarujá05/02/2026 13h22
Foto/Reprodução

O Jornal da Guarujá conversou, na manhã desta quinta-feira (5), com a vereadora de Criciúma Giovana Mondardo (PCdoB), que se manifestou contrária aos projetos Promove e Recomeço, encaminhados pelo Executivo municipal e atualmente em tramitação na Câmara de Vereadores.

O projeto Promove prevê o pagamento de um auxílio mensal de até R$ 300, pelo período máximo de seis meses, a famílias que ingressem no emprego formal após a saída do Bolsa Família. Para receber o benefício, é necessário manter vínculo empregatício com empresa de Criciúma, residir no município e frequentar curso de qualificação profissional.

Ao comentar o projeto, a vereadora afirmou que sua principal dúvida sempre foi sobre a forma como o programa irá funcionar na prática. “É preciso deixar claro que o prefeito apresenta um projeto de transferência de renda, mas a minha dúvida sempre foi como ele vai funcionar”, disse.

Segundo Giovana, apesar do discurso de incentivo à saída do Bolsa Família, o texto do projeto indica que o benefício é destinado a quem já está deixando o programa federal. “O programa chega para quem já está saindo do Bolsa Família. Ou seja, ele é direcionado àqueles que já estão no mercado de trabalho”, afirmou.

A parlamentar também questionou a efetividade do auxílio. “Uma pessoa que vai receber R$ 300 por seis meses, no total de R$ 1.800, isso não garante que ela vai permanecer no mercado de trabalho”, avaliou. Para Giovana, há uma contradição entre o que é divulgado e o que está escrito na proposta. “O argumento na rua é um, e o que está no texto da lei é outro”, declarou.

Sobre o projeto Recomeço, que prevê a inclusão produtiva e a contratação temporária de pessoas em situação de rua, desempregados e mulheres vítimas de violência para serviços de zeladoria urbana, a vereadora também demonstrou preocupação. “Me chama a atenção colocar pessoas em situação de rua e mulheres vítimas de violência no mesmo projeto. São realidades diferentes, que exigem políticas públicas diferentes”, afirmou.

Giovana informou que pretende conversar com o prefeito para apresentar seus questionamentos e sugerir possíveis mudanças. “Quero apresentar a possibilidade de ajustes no projeto e entender como ele pode ser melhorado”, disse. Ainda assim, adiantou que, caso o texto seja levado à votação da forma como está, tende a votar contra. “Não sou uma vereadora que vota contra por votar, mas esse é um programa grande, complexo e que ficou confuso na sua aplicação”, completou.

Durante a entrevista, a vereadora também falou sobre o cenário político e confirmou a intenção de disputar novamente uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026. “A eleição de 2026 é muito importante, especialmente para eleger uma bancada progressista no Congresso”, afirmou. Segundo Giovana, seu objetivo é atuar como ponte entre os municípios do Sul catarinense e o governo federal, buscando fortalecer o desenvolvimento regional, a geração de emprego e renda.

Confira entrevista completa

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