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BLOG
Rádio Guarujá
Morador fica ilhado após chuva causar danos em ponte no interior de Orleans
Por Rádio Guarujá05/02/2026 13h17
Foto: Airton Fernandes / SDC
Um morador da comunidade de Rio Laranjeiras, perto da localidade de Boa Vista, em Orleans, relatou no início da manhã desta quinta-feira ter ficado ilhado após fortes chuvas atingirem a região da encosta da Serra durante a noite anterior. Segundo ele, a chuva intensa ocorreu por cerca de duas horas nas áreas mais altas, elevando rapidamente o nível do Rio Hipólito e causando danos na cabeceira de uma ponte.
De acordo com o relato, a água chegou a ultrapassar um metro sobre a ponte, que é considerada baixa, arrancando pedras e comprometendo as cabeceiras dos dois lados da estrutura. “Choveu muito lá em cima. Aqui quase não choveu, mas lá no rio virou um mar d’água das sete para as oito horas”, contou o morador Irineu, ao Jornal da Guarujá logo pela manhã.
Procurado pelo Jornal da Guarujá, o secretário de Obras de Orleans, Rudnei Pereira, informou que a prefeitura já iniciou os encaminhamentos para atender a ocorrência. “Respondendo ao seu Irineu, lá do Rio Laranjeira, nós já estamos aqui na garagem, deslocando uma máquina para refazer a cabeceira da ponte naquele trajeto”, explicou.
O secretário destacou ainda que outra equipe também foi enviada para a região do Rio Hipólito. “As chuvas de ontem, lá na encosta da Serra, deram um pancadão e estragaram bastante as estradas daquela região. Já estamos deslocando outra equipe direto para o Rio Hipólito”, afirmou.
Segundo Rudnei Pereira, havia relatos de turistas em cabanas na região que também enfrentavam dificuldades de deslocamento. “Parece que tem turistas lá que precisam sair, então estamos providenciando para destrancar as pessoas e arrumar as estradas”, completou.
Ainda de acordo com o secretário, a situação já foi resolvida.
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ACIO promove encontro de sensibilização do Núcleo de Inovação nesta quinta-feira em Orleans
Por Rádio Guarujá05/02/2026 13h09
Foto/Divulgação
Na manhã desta quinta-feira (5), o Jornal da Guarujá conversou com Monique Michels, diretora da pasta comercial da Associação Empresarial de Orleans (ACIO), sobre o Encontro de Sensibilização do Núcleo de Inovação, que acontece nesta quinta-feira, às 19h, no auditório da JET-MED, no bairro Lomba, em Orleans.
De acordo com Monique, o encontro é aberto à comunidade e não é exclusivo para associados da entidade. “É um evento aberto, não é só para associado, é para toda a comunidade justamente porque é um evento de sensibilização”, explicou. Segundo ela, a proposta é apresentar o Núcleo de Inovação, mostrar como ele funciona, quem pode participar e quais atividades serão promovidas ao longo do ano.
Durante o encontro, serão abordados temas como os benefícios do núcleo, regras de participação e ações previstas. Monique destacou que o evento também terá caráter de networking. “Vai ser um evento para conhecer o núcleo, para entender o que ele faz e também para trocar experiências”, afirmou.
A programação contará ainda com a participação de Cláudia, coordenadora regional da FACISC, que irá falar sobre o Núcleo de Inovação em nível estadual e local. “Ela vai explicar o que é o núcleo a nível estadual e também a importância dele aqui para a nossa região”, disse Monique. Representantes da diretoria da ACIO também estarão presentes no encontro.
Ao falar sobre inovação, Monique ressaltou que o conceito vai além da tecnologia. “A gente inova com pessoas, a gente inova com processos. Não é só tecnologia”, afirmou, destacando que essa abordagem já vem sendo trabalhada pelo núcleo desde o ano passado e seguirá como um dos pilares das ações em 2026.
A diretora também reforçou a importância do associativismo para o desenvolvimento dos negócios e da cidade. Segundo ela, a ACIO atua como uma rede de apoio aos empreendedores. “O associativismo é isso, um puxa o outro, um ajuda o outro. É uma rede de apoio”, disse. Ela destacou ainda que a entidade oferece diversos benefícios, como cursos, eventos, núcleos setoriais e acompanhamento aos empresários interessados em conhecer ou ingressar na associação.
Monique aproveitou para reforçar o convite à comunidade. “Não precisa inscrição, é gratuito. É só aparecer lá. A gente vai receber todo mundo muito bem”, finalizou.
Confira entrevista completa
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Com presença regional, Biovita investe em tecnologia sem abrir mão do cuidado humano
Por Rádio Guarujá04/02/2026 12h26
Foto/Redação
O Jornal da Guarujá recebeu, na manhã desta quarta-feira (4), no estúdio da emissora, Vana Schultz, sócia-proprietária do Laboratório Biovita, para uma entrevista presencial sobre a história do laboratório, os serviços prestados e a expansão das unidades na região Sul de Santa Catarina.
Durante a conversa, Vana destacou as mudanças no perfil da população brasileira ao longo das últimas décadas e como isso impacta diretamente a área da saúde. Segundo ela, os dados mostram uma inversão clara na pirâmide etária. “Há cerca de 30 anos, a gente tinha em torno de 30% da população com menos de 14 anos e apenas 5% acima dos 60. Hoje, esse cenário mudou completamente. Temos menos de 14% de jovens e já estamos chegando perto de 20% de pessoas com mais de 60 anos”, afirmou.
Para a empresária, esse movimento exige uma mudança de mentalidade da população. “As pessoas estão se prevenindo mais, estão se preocupando com qualidade de vida e longevidade, mas acima de tudo com saúde”, disse. Ela também comentou sobre o aumento da expectativa de vida, destacando que as mulheres já alcançam, em média, 80 anos, enquanto os homens chegam a cerca de 73. “O homem ainda é mais desleixado com a saúde, se cuida menos, mas muitas vezes é puxado pela esposa para fazer exames e consultas”, observou.
Vana relacionou esse cenário diretamente aos avanços tecnológicos. “A tecnologia não retrocede. As descobertas vão trazendo mais segurança e mais visibilidade de onde a gente pode chegar”, explicou. Para ela, assim como não faz sentido abrir mão de um carro para voltar a andar a cavalo, o mesmo vale para a evolução da medicina, dos medicamentos, suplementos e exames laboratoriais. “Tudo que se estuda hoje é para que a gente viva mais e viva melhor”, completou.
Ao relembrar o passado, a sócia-proprietária destacou que, nos anos 1980, muitos exames só podiam ser realizados em grandes centros. “Antes, quando precisava fazer uma bateria de exames, não tinha jeito: era Porto Alegre ou Florianópolis. Hoje isso mudou completamente”, afirmou. Segundo ela, atualmente cerca de 90% dos exames realizados pelo Biovita são processados internamente. “A gente não precisa mais enviar para grandes centros, exceto quando falamos de biologia molecular, que exige uma estrutura muito específica”, explicou.
Sobre a terceirização de exames mais complexos, Vana ressaltou que o laboratório adota critérios rigorosos. “Antes de fechar qualquer parceria, a gente faz visita técnica, precisa conhecer quem vai receber a amostra do nosso paciente. Para o paciente, o que importa é receber o que tem de melhor”, disse.
Um dos pontos centrais da entrevista foi o atendimento humanizado, que, segundo Vana, sempre foi um dos pilares do Biovita. “A gente automatizou processos, mas entendeu que não dá para automatizar atendimento. São pessoas”, afirmou. Ela explicou que, embora a qualidade técnica seja obrigação e responsabilidade dos órgãos fiscalizadores, o que o paciente percebe é o acolhimento. “O cliente precisa se sentir acolhido. É por isso que a gente levanta essa bandeira do cuidado humano”, destacou.
De acordo com Vana, o laboratório trabalha para que cada paciente seja tratado como único. “A gente sempre fala nos treinamentos: trate como se fosse o primeiro e o último paciente daquele dia”, disse. Ela reconheceu que nem sempre a experiência é perfeita, mas afirmou que o laboratório mantém pesquisa de opinião e uma equipe de retaguarda no pós-atendimento para acompanhar a jornada do paciente.
A empresária também falou sobre a adaptação do atendimento às diferentes faixas etárias e necessidades específicas. “Cada pessoa tem um comportamento diferente. Tem quem queira rapidez, tem quem queira conversar, tem quem não goste de toque e quem goste”, explicou. No caso de pacientes autistas, Vana ressaltou a importância do contato prévio com a família. “A gente pergunta o que faz sentido para esse paciente: se gosta de silêncio, de música, de desenho. A partir disso, a gente prepara o ambiente”, relatou.
Segundo ela, essa escuta ativa é fundamental. “Não é atender como eu gostaria de ser atendida, é atender como o paciente quer ser atendido”, afirmou. Vana destacou ainda que o laboratório oferece coleta domiciliar e agendamento específico para garantir mais conforto e segurança.
Ao falar sobre a trajetória do Biovita, Vana definiu o principal diferencial do grupo como o inconformismo. “A gente nunca se conformou. Sempre quis algo melhor, diferente, fora do padrão”, disse. Ela relembrou que o laboratório surgiu há 22 anos, fundado por duas jovens recém-formadas, em uma realidade desafiadora. “Desde o começo, a nossa bandeira foi ser diferente”, afirmou.
Atualmente, o Biovita possui unidades em Braço do Norte, Orleans, São Ludgero, Criciúma, Tubarão, Laguna e Grão-Pará, além de parcerias regionais. O grupo também oferece serviços como sala de vacinas, coleta em empresas e laboratório veterinário em Tubarão. “A gente não entrega só exames, a gente entrega uma jornada de cuidado”, concluiu.
Prefeitura de Criciúma propõe auxílio de até R$ 300 para incentivar saída do Bolsa Família
Por Rádio Guarujá04/02/2026 12h20
Foto/Reprodução
A Prefeitura de Criciúma encaminhou à Câmara de Vereadores um projeto de lei que prevê o pagamento de um auxílio mensal de até R$ 300 para beneficiários do Bolsa Família que ingressem no mercado de trabalho formal e deixem de receber o programa federal. A proposta, de autoria do Executivo, cria um subsídio temporário com o objetivo de incentivar o aumento da renda familiar e a formalização do emprego.
O projeto institui o Promove – Programa Municipal de Renda e Oportunidade para a Ocupação e Valorização do Emprego. Pela proposta, famílias que ingressarem em empregos com carteira assinada e concluírem a transição do Bolsa Família passarão a receber o auxílio municipal por até seis meses.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Criciúma, Thiago Fabris, explicou que a iniciativa surgiu a partir da análise do cenário do mercado de trabalho no município.
“Nós temos um setor específico, que é a Central de Empregos, e o que a gente percebe é que hoje tem mais vagas ofertadas pelas empresas do que pessoas procurando emprego”, afirmou.
Segundo o secretário, muitas pessoas optam por permanecer na informalidade para não perder o benefício federal.
“O que a gente acabou percebendo é que várias pessoas que procuram emprego acabam trabalhando de forma informal justamente para não perder o auxílio do Bolsa Família”, disse.
Dados apresentados pelo secretário apontam que, em dezembro de 2025, a região da Amrec registrava 10.640 famílias vinculadas ao Bolsa Família. Em Criciúma, esse número chega a cerca de 4.590 famílias, com benefício médio entre R$ 690 e R$ 695.
Fabris detalhou como funciona a transição entre o benefício federal e o auxílio municipal.
“Hoje, quando a família arruma um emprego formal, ela garante durante 12 meses 50% do valor do Bolsa Família. Depois que termina esse período, entra o Promove, que é o programa do município, repassando R$ 300 por mais seis meses”, explicou.
A proposta prevê atendimento inicial de mil famílias por semestre, totalizando duas mil famílias ao longo de um ano, desde que os beneficiários permaneçam empregados e participem de processos de qualificação profissional.
“O grande objetivo do projeto é reduzir essa situação de dependência do Bolsa Família e incentivar a inserção e a permanência dessas pessoas no mercado de trabalho formal”, destacou o secretário.
Além do Promove, o Executivo também encaminhou à Câmara outro projeto voltado a pessoas em situação de vulnerabilidade social, incluindo aquelas que não recebem o Bolsa Família.
“A gente quer dar oportunidade para essas pessoas trabalharem, resgatar a dignidade através do trabalho e, ao mesmo tempo, se qualificarem para depois ingressarem no mercado de trabalho”, afirmou.
O projeto foi protocolado na Câmara de Vereadores na última sexta-feira e já está em tramitação nas comissões permanentes.
“O Promove é um projeto inédito no Brasil. Ele foi muito estudado, envolveu várias secretarias e agora a gente espera que os vereadores aprovem para que possamos colocar ele em prática”, concluiu Fabris.