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Rádio Guarujá
Investir em veículos para locação pode gerar renda, afirma André Eleutério
Por Rádio Guarujá12/02/2026 11h30
Foto/Redação
O Jornal da Guarujá recebeu em seu estúdio o CEO da Exclusivo Consórcios, André Eleutério, para falar sobre um tema que tem ganhado espaço no mercado: investimentos em cartas de crédito para aquisição de automóveis destinados à locação.
Segundo ele, cresce no Brasil a procura por veículos alugados, tanto por empresas que desejam ampliar a frota quanto por motoristas de aplicativo e profissionais autônomos. A principal justificativa, de acordo com esses usuários, é a redução de custos com manutenção, seguro e impostos. “Se tem gente querendo alugar, precisa ter alguém oferecendo esses veículos. Isso abre uma oportunidade para quem quer investir”, destacou André Eleutério.
O empresário afirma que o modelo já é consolidado em países como os Estados Unidos, onde o leasing é comum. No Brasil, a cultura da locação também avança e, conforme explicou, não é necessário ter uma grande empresa para atuar no segmento. “Qualquer pessoa pode começar. Não precisa ter CNPJ nem uma estrutura grande de locadora”, disse.
De acordo com Eleutério, uma carta de crédito de R$ 50 mil para automóvel pode ter parcela inicial em torno de R$ 290 até a contemplação. Após contemplado, o valor pode chegar a aproximadamente R$ 600. Ele exemplifica que um veículo nessa faixa pode ser alugado por cerca de R$ 700 por semana. “Em uma semana paga a parcela e ainda sobra. Ao longo do mês, mesmo reservando valor para manutenção, pode gerar renda para reinvestimento”, explicou.
A estratégia, segundo ele, está ligada ao conceito de fazer o dinheiro trabalhar a favor do investidor. “Muita gente trabalha por dinheiro. A diferença é aprender a fazer o dinheiro trabalhar para você”, afirmou, defendendo o planejamento financeiro e o investimento gradual.
O empresário também comparou o consórcio ao financiamento bancário. Enquanto linhas de crédito tradicionais podem ter juros superiores a 1% ao mês, ele destaca que o consórcio opera com taxa administrativa diluída ao longo do plano, o que reduz o custo final. “Para quem tem pressa, o financiamento pode ser o caminho. Para quem pode planejar, o consórcio costuma ser mais vantajoso”, avaliou.
Outro ponto abordado foi a possibilidade de utilizar cartas de crédito para caminhões, inclusive usados, dependendo das regras da administradora. A modalidade é utilizada por transportadoras para renovação de frota e também por autônomos que desejam se programar para trocar o veículo sem recorrer a financiamentos com juros elevados.
Durante a entrevista, André Eleutério reforçou a importância da educação financeira e do controle emocional na hora de investir. “O maior erro é gastar por impulso e se comparar com os outros. Investimento exige planejamento, não pressa”, pontuou.
A Exclusivo Consórcios atua há quase 14 anos no mercado e possui escritórios em Criciúma e Araranguá. Os interessados podem entrar em contato com André Eleutério pelo telefone (48) 99636-8820 ou buscar mais informações no site exclusivoconsorcios.com.br ou nas redes sociais da Exclusivo Consórcios, onde há vídeos e conteúdos sobre planejamento e investimentos.
Presidente do Sindisaúde afirma em entrevista que acordo não foi totalmente cumprido no Hospital Santa Catarina
Por Rádio Guarujá11/02/2026 12h48
Foto/Divulgação
Santa Catarina viveu dias de apreensão diante da crise enfrentada pelo Hospital Materno-Infantil Santa Catarina, em Criciúma. A unidade, administrada pelo Instituto IDEAS, vinha acumulando atrasos no cumprimento de direitos trabalhistas, o que levou os trabalhadores a realizarem paralisação na última semana. Após mobilização da categoria e atuação do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), os depósitos referentes aos direitos em atraso foram realizados e a greve foi encerrada.
Na manhã desta quarta-feira (11), o Jornal da Guarujá conversou com o presidente do Sindisaúde, Cleber Cândido, que detalhou a situação.
Segundo ele, os problemas se intensificaram nos últimos cinco a seis meses. “A gente vem tendo problemas há uns cinco, seis meses já, com questões de atraso em FGTS, atraso em pagamento de férias, de trabalhadores com empréstimos consignados que estão sendo descontados e não estavam sendo repassados para as instituições financeiras, negativando o nome dos trabalhadores”, afirmou.
O presidente também relatou atrasos no complemento do piso salarial e no pagamento de salários. “Agora em janeiro no pagamento de salário também teve atraso e as coisas vêm piorando cada vez mais”, disse.
Diante do cenário, os trabalhadores decidiram paralisar as atividades na semana passada. Conforme Cândido, parte das pendências foi resolvida naquele momento, como o pagamento do complemento do piso, vale-alimentação e vale-transporte. No entanto, outras questões permaneceram em aberto.
“Ficando pendente ainda a questão dos empréstimos consignados, FGTS e férias, que foram prometidas resolver até ontem, mas que ainda continuam pendentes hoje”, declarou durante a entrevista.
O sindicato chegou a convocar novo ato para a manhã desta quarta-feira. “O acordo firmado tem que ser cumprido, mas infelizmente não foi”, afirmou o presidente, acrescentando que a mobilização foi mantida por solicitação dos próprios trabalhadores.
Apesar da insatisfação crescente, o hospital manteve o funcionamento. “A gente sabe que é um hospital importante para a região. Inclusive os trabalhadores queriam até parar os serviços, mas a gente tem que ter uma responsabilidade também, não podemos parar assim a qualquer momento, temos que tentar negociar”, explicou.
Cleber também demonstrou preocupação quanto ao futuro da gestão. “Nós já temos históricos na nossa região de empresas que fizeram a mesma coisa. No final, os trabalhadores saíram com uma mão na frente e outra atrás. Ganha na Justiça, mas não leva, porque não consegue executar os valores”, alertou.
Ele ainda mencionou a responsabilidade do poder público. “A responsabilidade também é dos entes públicos, quando faz o chamamento de licitação e não acompanha o cumprimento dos serviços, por mais que há denúncias”, afirmou.
Segundo o presidente, o IDEAS administra outras unidades no país. “Eles têm muita administração de hospitais e UPAs pelo Brasil todo, ultrapassam aí a 30”, disse, acrescentando que já existem diversas ações trabalhistas contra o instituto. “Nós temos mais de dez ações trabalhistas coletivas contra eles.”
Após a confirmação dos depósitos referentes aos direitos trabalhistas em atraso, a greve foi encerrada. O sindicato, no entanto, afirma que seguirá acompanhando a situação e não descarta novas mobilizações caso os problemas voltem a ocorrer.
Resgate do Carnaval de Orleans começa nesta quinta-feira com programação para todas as idades
Por Rádio Guarujá11/02/2026 12h44
Foto/Redação
Após 17 anos sem Carnaval de rua, Orleans volta a celebrar a festa popular com uma programação especial a partir desta quinta-feira (12). O “Resgate do Carnaval” será realizado na Praça Celso Ramos, em frente ao Bar da Esquina, com atividades gratuitas até domingo (15), reunindo terceira idade, crianças e público em geral.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta quarta-feira (11), os sócio-proprietários Sandro Ramires Tamagno, o Pepita (Bar da Esquina), e Ítalo Vieira (Bodega Vieira) detalharam a proposta do evento, que conta com apoio da Prefeitura.
“A ideia começou numa conversa informal, relembrando os velhos tempos. Surgiu essa oportunidade de resgatar o Carnaval de Orleans”, explicou Ítalo. Segundo ele, a administração municipal está apoiando dentro das possibilidades, com estrutura e suporte logístico.
A programação inicia na quinta-feira às 15h com o Carnaval da Terceira Idade. “Já começa o barulhinho às três horas da tarde, com o pessoal da melhor idade”, destacou Pepita. Após uma pausa para a missa, a abertura oficial ocorre às 19h, com presença de autoridades e entrega da chave da cidade ao Rei Momo, Mário Rogério Dias.
Na sequência, a tradicional Charanga 2001 sobe ao palco. “A Charanga existe desde sempre, é histórica pra nossa cidade”, afirmou Pepita. Segundo ele, o grupo surgiu de forma espontânea, com amigos que se reuniam com instrumentos para tocar por amor ao Carnaval. Nesta edição, a apresentação terá novidades, incluindo a participação de alunos da Apae.
A noite de quinta-feira também contará com DJs locais. “Tanto as bandas como os DJs são todos artistas aqui de Orleans”, ressaltou.
A programação segue na sexta-feira (13) com abertura às 19h. Às 20h30 se apresenta a Banda Estrela do Oriente, seguida por DJ e, às 22h30, pagode. No sábado (14), as atividades começam mais cedo, às 17h, novamente com a Banda Estrela do Oriente. Após intervalo para missa, a programação retorna com DJ e pagode à noite.
No domingo (15), o destaque é o Carnaval Kids, a partir das 15h. Haverá brinquedos infláveis gratuitos, além da apresentação da Charanga animando a tarde. À noite, após a missa, o evento encerra com DJ e pagode.
Segundo os organizadores, o evento será totalmente gratuito. “Não vai ter cobrança de ingresso, é praça pública, aberto”, reforçou Ítalo. A estrutura contará com banheiros químicos, além do banheiro público da praça, e praça de alimentação com comerciantes locais.
Pepita destacou o significado do momento para a cidade. “Faz 17 anos que o Carnaval de Orleans não acontece. O povo orleanense está esperando por isso”, afirmou. Para ele, o objetivo é promover uma festa familiar, segura e acessível. “Esse Carnaval aqui é pra família. Traga seu filho, seu marido, sua esposa e vem se divertir.”
A rua será parcialmente fechada para a realização do evento, e a expectativa dos organizadores é atrair também público da região, já que o modelo de Carnaval de rua gratuito se tornou menos comum nos municípios vizinhos.
Confira entrevista completa
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Unesc realiza monitoramento ambiental em praias do Sul catarinense
Por Rádio Guarujá10/02/2026 12h42
Fotos/Unesc
A Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) está realizando o monitoramento das praias no trecho entre Balneário Rincão e Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina. A ação abrange cerca de 58 quilômetros de litoral e integra o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP).
O projeto é uma exigência do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e está relacionado às atividades de pesquisa e aquisição de dados geológicos realizadas pela empresa TGS na Bacia de Pelotas.
Sobre o tema, o Jornal da Guarujá conversou, na manhã desta terça-feira (10), com a professora e pesquisadora da Unesc, Morgana Cirimbelli Gaidzinski. Segundo ela, o PMP é uma condicionante ambiental para que a empresa possa realizar estudos de prospecção sísmica na região.
“Esse projeto se chama Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas. Ele é uma condicionante do Ibama para que uma empresa chamada TGS, que trabalha com prospecção sísmica, possa realizar estudos geológicos na Bacia de Pelotas”, explicou.
A pesquisadora destacou que diversas instituições participam da iniciativa, incluindo universidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, com o objetivo de acompanhar diariamente a fauna marinha ao longo do litoral sul do Brasil.
“Algumas instituições, como a Unesc, a Univali, a Udesc, a Educamar e a UFRGS, estão envolvidas nesse projeto, que tem como objetivo monitorar a orla e analisar animais que possam encalhar, vivos ou mortos, principalmente mamíferos marinhos, aves e tartarugas marinhas”, afirmou.
De acordo com Morgana, as equipes estão em campo desde o dia 24 de novembro. No caso da Unesc, o trabalho é realizado diariamente em um trecho que vai da barra do Rio Araranguá até a barra do Camacho.
“A nossa equipe é responsável por monitorar em torno de 58 quilômetros de praias todos os dias. No verão, como ainda há muitos turistas e pessoas em veraneio, a gente se desloca mais cedo. Todos os dias a equipe percorre a orla”, relatou.
Sobre os registros feitos até o momento, a pesquisadora ressaltou que os dados estão dentro da normalidade esperada para esta época do ano.
“Ainda é um período inicial do projeto e o número de animais encontrados corresponde ao esperado para essa época. Geralmente, o maior número de ocorrências acontece no inverno, quando aves marinhas, como pinguins, e mamíferos, como lobos e leões-marinhos, saem da Patagônia e vêm para o litoral sul do Brasil”, explicou.
Segundo Morgana, a presença desses animais na região é considerada natural e está relacionada à migração em busca de alimento e condições climáticas mais favoráveis.
“Essa migração é trófica e reprodutiva. No inverno, a oferta de alimento na Patagônia diminui e as temperaturas são muito baixas. Então, eles vêm para áreas onde encontram mais alimento e uma temperatura mais adequada”, disse.
Ela acrescenta que, em muitos casos, os animais utilizam o litoral catarinense apenas como área de descanso temporário.
“Às vezes eles se afastam da área principal de alimentação e acabam parando na nossa orla para descansar. As pessoas podem achar que o animal está ferido, mas muitas vezes ele só está descansando”, esclareceu.
Quando são identificados animais feridos, a equipe aciona os protocolos de resgate.
“Se a gente encontra um animal vivo e ferido, ele é encaminhado para o Centro de Estabilização da Udesc”, completou.
O projeto tem previsão inicial de duração de dois anos, mas o prazo pode variar conforme o andamento das pesquisas realizadas pela empresa.
“A princípio, o projeto foi pensado para dois anos. Mas isso depende dos resultados dos estudos. Se a empresa concluir antes, o projeto pode encerrar antes. Caso contrário, ele pode se estender”, finalizou.