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Rádio Guarujá
Sicredi Sul SC distribui resultados recordes e reforça apoio social — entrevista com diretor executivo
Por Rádio Guarujá15/05/2025 11h10
Foto/Reprodução
A Sicredi Sul SC distribuiu, neste ano, mais de R$ 20,4 milhões em resultados financeiros referentes ao exercício de 2024 — um crescimento de 13% em relação a 2023. Deste total, R$ 5,092 milhões foram destinados ao capital social e R$ 3,094 milhões creditados em conta corrente dos associados.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quinta-feira, 15, o diretor executivo da cooperativa, Erli da Silveira, destacou que essa é uma característica do modelo cooperativista. “Isso é o nosso modelo cooperativo. A gente tradicionalmente tem feito assim. Essa distribuição começa em dezembro, quando pagamos os juros ao capital social. Em dezembro, remuneramos o capital do associado pela variação cheia da taxa Selic. Foram distribuídos cerca de R$ 10,5 milhões”, explicou.
A segunda etapa, segundo Erli, aconteceu após a Assembleia Geral, quando os resultados são efetivamente divididos com os cooperados: “Após a Assembleia, são feitas as destinações para os fundos, como o fundo de reserva, fundo de expansão, fundo social e o restante é distribuído aos associados. Este ano, foram R$ 9,9 milhões. Desses, 60% foram creditados no capital social e 40% na conta corrente, proporcionalmente ao uso de produtos e serviços da cooperativa durante o ano.”
O diretor executivo ainda destacou que o valor foi creditado no dia 30 de abril, e que é simples para o associado visualizar os lançamentos. “É muito fácil de verificar. Pelo nosso aplicativo, o associado acessa a aba ‘capital social’ e consegue ver tanto os juros pagos em dezembro quanto a distribuição feita em abril. Na conta corrente também aparece o lançamento feito no dia 30.”
Participação ativa valoriza o associado
Silveira explicou que a distribuição é feita com base na movimentação de cada associado. “Nós procuramos nessa distribuição, valorizar a participação integral do associado durante o ano. Quem trouxe depósitos, utilizou o crédito, contratou seguros, consórcios, cartão, ou pagou tarifa, tudo isso entra na base de cálculo para fazermos a distribuição proporcional.”
Importância do capital social
Sobre os R$ 5,092 milhões destinados ao capital social, o diretor executivo do Sicredi explicou que esse montante é essencial para o fortalecimento da cooperativa. “Esse valor nos permite alavancar novos negócios. É o que dá lastro para investir em tecnologia, abrir agências, melhorar o crédito. O patrimônio define o volume de negócios que a cooperativa pode fazer. Então, o capital do associado tem uma importância muito grande, e precisa ser bem remunerado para que continue crescendo.”
Fundo Social destina mais de R$ 1 milhão a projetos
No encerramento da entrevista, Silveira fez questão de destacar o papel social da cooperativa, por meio do Fundo Social. “Destinamos 2% do nosso resultado financeiro ao Fundo Social. Este ano serão R$ 1.040.000,00 que vão apoiar projetos sociais, culturais, educacionais e esportivos em toda a nossa área de atuação. Desde 2018, o fundo apoia entidades que não têm condições de custear seus projetos e que precisam desse suporte da comunidade.”
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Comunidades indígenas rejeitam contorno viário na BR-101 e exigem respeito a decisão por túnel no Morro dos Cavalos
Por Rádio Guarujá14/05/2025 11h36
Foto/Arquivo Pessoal
As comunidades indígenas da Terra Indígena Morro dos Cavalos, em Palhoça, se posicionaram contra a nova proposta do governo do estado para a BR-101: a construção de um contorno viário em substituição ao túnel planejado há mais de duas décadas. Segundo a coordenadora do Distrito Sanitário Especial Indígena Interior Sul, Eunice Antunes Kerexu, a proposta não foi apresentada oficialmente às lideranças e desrespeita o direito à consulta prévia garantido pela legislação brasileira e tratados internacionais.
“Na verdade, nós ainda não recebemos formalmente nenhuma informação e não teve nenhuma conversa. A gente acabou sabendo acompanhando pela mídia”, disse Eunice. “Precisa ser feita uma consulta dentro do território e precisa ter a participação dos povos indígenas por ser um território da União”, completou.
Kerexu afirma que a comunidade já participou de discussões anteriores sobre a BR-101, como na época da duplicação, e que um projeto de construção de túneis já havia sido acordado e licenciado com apoio da comunidade. “Já foi feito todo o estudo técnico, foi discutido com a gente. A gente foi martelado até ser aprovada a licença. Depois disso, silenciaram. Ninguém mais falou nada.”
Ela também criticou o uso político do tema. “Essa proposta que foi colocada pelo governador do Estado vem de embate ao direito dos povos indígenas. Ele está usando isso para a sociedade de fora, para fazer um embate com os nossos direitos. Isso sempre aparece em ano pré-eleitoral.”
Segundo a liderança, o novo traçado do contorno atravessaria áreas vitais do território indígena. “É um abuso, porque passa por cima do território, passa por cima de casas, das roças, de tudo. A gente não aceita. Não é só porque não fomos consultados. A gente não aceita essa proposta alternativa.”
Kerexu também citou que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) foi chamada a se manifestar e reafirmou que os povos indígenas devem ser consultados. “A comunidade indígena não é contra resolver o problema da rodovia. O que a gente defende é o projeto dos túneis, que foi feito com nosso aval. O contorno viário não foi discutido e vai impactar diretamente o nosso território.”
Para ela, a tentativa de impor a proposta do contorno ignora acordos e revive discursos que criminalizam os povos originários. “Já fomos acusados de não aceitar a duplicação da BR. Depois disseram que não aceitamos os túneis. E agora estão colocando a culpa na gente de novo. Não é verdade. A gente quer o desenvolvimento, mas com respeito.”
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AURESC propõe terceira via emergencial para o Morro dos Cavalos e defende que debate sobre soluções definitivas continue
Por Rádio Guarujá14/05/2025 11h32
Foto: Arteris Litoral Sul
Enquanto seguem os debates sobre qual solução definitiva será adotada para o trecho do Morro dos Cavalos, na BR-101, entre a construção de um túnel ou um novo contorno viário, uma nova alternativa foi apresentada. A Associação dos Usuários das Rodovias de Santa Catarina (AURESC) propõe uma terceira via, com caráter emergencial e temporário, para garantir a fluidez do tráfego em situações de bloqueio.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, Eduardo Volante, economista e responsável pela AURESC nas tratativas sobre o Morro dos Cavalos, explicou que a ideia não busca invalidar os projetos em discussão, mas sim oferecer uma alternativa possível enquanto as soluções definitivas não saem do papel.
“A AURESC não quer invalidar a discussão de proposta de solução nenhuma. A gente acha que essas soluções definitivas precisam ser conversadas, discutidas pela sociedade, pelas autoridades”, afirmou Volante.
A proposta da AURESC é utilizar a faixa costeira do litoral da Palhoça, partindo do Rio Maciambu, passando pelas praias da Araçatuba e Pedras Altas, e requalificando as ruas da região de Enseada do Brito até a conexão com a BR-101. A ideia é que essa rota sirva como alternativa apenas em momentos de bloqueio total da rodovia.
“A sugestão é essa: fazer o contorno pelo Rio Maciambu, de forma costeira, pela praia da Araçatuba, praia de Pedras Altas, Isso aí, não como caráter definitivo, precisa ser usado em emergência, para a gente poder escoar o trânsito por ali, com controle, com respeito à comunidade local, às especificidades da região”, detalhou.
Para Volante, a proposta pode ser viável do ponto de vista ambiental e logístico, pois envolve menos interferência em áreas sensíveis. Ele argumenta que as propostas já existentes, como o túnel e o contorno proposto pelo governo do Estado, enfrentam entraves complexos — entre eles, a sobreposição entre território indígena e parque estadual.
“Todo mundo olha pro lado esquerdo, contornar o morro por trás, e a gente tá lidando com o Parque da Serra do Tabuleiro. Segundo engenheiros que eu conversei, é um lugar com muita instabilidade no terreno, então são custos muito altos. Além disso, sobrepõe um parque estadual e uma área indígena.”
Volante ainda destacou o impacto regional e nacional da rodovia, e os prejuízos gerados quando há bloqueios no trecho do Morro dos Cavalos.
“Essa transposição não impacta só a Grande Florianópolis. Impacta todo o Sul do Estado, e em questões logísticas até o Mercosul. A gente está falando de regiões do Uruguai que co-produzem com a gente. Quando acontece um acidente ali, a volta possível é por estrada com 250 km a mais de trajeto. Isso é inviável.”
A proposta ainda está em fase de apresentação à sociedade e aos órgãos públicos, e a AURESC se propõe a colaborar com os estudos necessários.
“A gente não vem aqui pra dar a pedra de salvação, pra ser o dono da verdade, nem travar nada. A gente vem pra abrir uma solução. É uma ideia prática, que parte do que já existe, para fazer algo acontecer de forma mais rápida”, finalizou.
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CasaPronta Tubarão reúne construção, móveis e decoração no Farol Shopping entre 4 e 8 de junho
Por Rádio Guarujá14/05/2025 11h23
Foto/ Arquivo -Amanda Garcia Ludwig
A edição 2025 da CasaPronta Tubarão acontece entre os dias 4 e 8 de junho, no Farol Shopping, e promete reunir as principais novidades em construção civil, mobiliário e decoração. Com entrada gratuita, a feira ocupará uma área de 5 mil m², transformando todo o térreo do estacionamento do Farol Shopping em um verdadeiro centro de negócios.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta quarta-feira (14), Jaqueline Backes, diretora comercial da NossaCasa Feiras e Eventos — empresa organizadora da CasaPronta — explicou que a feira surgiu há 23 anos em Criciúma e há 13 anos tem uma edição em Tubarão, consolidando-se como uma vitrine regional do setor.
“A CasaPronta é pensada para facilitar a vida de quem está construindo, reformando ou buscando decorar seu lar. Hoje, nosso bem mais precioso é o tempo, e a feira permite ao visitante resolver tudo em um só lugar, em horários flexíveis e com acesso direto aos fornecedores”, destacou Jaqueline.
A escolha do Farol Shopping como sede da feira foi decisiva para ampliar o evento. Jaqueline relembra que a parceria começou há 10 anos, quando a feira precisou de um espaço maior do que o antigo Cecontu (antigo local da feira). A proposta partiu do próprio shopping.
“O Ivo Prim (in memoriam), superintendente do Farol, tinha o sonho de transformar o shopping também em um espaço de eventos. Ele nos convidou e a ideia deu super certo. Hoje, a CasaPronta ocupa o dobro da área que tínhamos antes, com toda a estrutura e conforto de um shopping center.”
A feira terá a participação de mais de 80 empresas da região, oferecendo desde materiais para construção até soluções em energia sustentável, móveis planejados, estofados, decoração e serviços de arquitetura.
“É o lugar ideal para quem quer construir, comprar, decorar ou apenas se inspirar. Você negocia diretamente com lojistas, fornecedores, arquitetos e até construtoras. São condições especiais, contato direto com os responsáveis pelos negócios e muitas novidades”, disse Jaqueline.
Além da variedade de expositores, o evento ainda movimenta a economia local. Hotelaria, gastronomia e o próprio varejo do shopping se beneficiam do aumento de público durante os cinco dias de feira.
40 anos da NossaCasa
A empresa organizadora da CasaPronta, a NossaCasa Feiras e Eventos, celebrou 40 anos de atuação no dia 13 de maio. A história da empresa é marcada pela aposta no desenvolvimento regional por meio da realização de feiras setoriais, como a Agroponte e a própria CasaPronta.
“Tivemos tudo para não dar certo no começo. Não havia logística, a BR-101 não era duplicada, o aeroporto não funcionava direito, e mesmo assim acreditamos. Fomos provocando essa mudança, criando cultura de evento. Hoje o Sul de SC está no mapa dos grandes eventos do país”, afirmou Jaqueline.
Ela também destacou que a realização de feiras impulsiona o desenvolvimento urbano e justifica investimentos em infraestrutura:
“A cidade só vai ganhar um centro de eventos se tiver eventos. Primeiro você mostra a necessidade, depois busca a solução. Foi assim em Criciúma, e agora Tubarão já começa a despertar para isso também.”
Com foco no consumidor final, a CasaPronta Tubarão 2025 promete unir negócio, conveniência e tendências em um só lugar. E o melhor: com entrada gratuita.