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BLOG

Rádio Guarujá

Foragido condenado por estupro de vulnerável é preso em Orleans

Por Rádio Guarujá01/10/2025 10h57
Foto/Reprodução

A Polícia Civil  prendeu nesta segunda-feira (30) um homem condenado por diversos crimes de estupro de vulnerável. A ação foi realizada pela Delegacia de Orleans, que localizou o foragido em uma área rural do interior do município.

Segundo informações da delegacia, o homem estava foragido desde março de 2024, quando fugiu da Penitenciária de Curitibanos, e vinha sendo procurado desde então. Ele foi localizado após denúncia anônima que indicava sua presença em uma propriedade próxima a Brusque do Sul, na região de Orleans.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta quarta-feira (1º), o delegado Osmar de Souza Filho detalhou a operação. “A equipe estava realizando outras diligências quando recebemos a informação sobre a presença do foragido. Imediatamente nos deslocamos ao local e, após algumas buscas, conseguimos localizá-lo e cumprir a prisão”, relatou.

O delegado explicou que os crimes cometidos pelo homem ocorreram de forma continuada dentro do núcleo familiar em que estava inserido, na região da Serra, desde antes de sua fuga. “Não se trata de uma situação isolada, e os registros indicam que ele praticou mais de um crime de estupro de vulnerável”, disse.

O homem foi surpreendido pela ação policial, não oferecendo resistência, e foi encaminhado inicialmente à delegacia e, posteriormente, ao Presídio de Criciúma. A pessoa que o hospedava na propriedade rural desconhecia a condição do foragido.

O delegado Osmar aproveitou para orientar empregadores do meio rural e empresas sobre a importância de verificar antecedentes de trabalhadores, especialmente em períodos de maior rotatividade de mão de obra, como na colheita de fumo. “Não é incomum encontrarmos indivíduos com mandados de prisão ativos em situações assim. É essencial identificar antecedentes para reduzir riscos”, afirmou.

Osmar também comentou sobre o início de seu trabalho em Orleans, destacando que a delegacia atua em diversas frentes, incluindo casos de violência doméstica, crimes contra crianças, tráfico de drogas e furtos. “A cidade é segura, mas alguns crimes ocorrem. Nosso objetivo é combater essas ocorrências e fortalecer a segurança pública local”, concluiu.

Confira entrevista completa

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Santa Catarina terá levantamento de moradores em situação de rua

Por Rádio Guarujá30/09/2025 13h19
Foto/Alesc

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou o Projeto de Lei nº 227/2025, de autoria do deputado estadual Alex Brasil (PL), que institui o Cadastro Estadual de Pessoas em Situação de Rua. A proposta foi aprovada quase por unanimidade, com apenas um voto contrário do deputado Marquito (Psol), e segue agora para sanção do governador.

Dados do Observatório da UFMG apontam que, entre 2021 e 2023, a população em situação de rua no estado aumentou 76%, passando de 5.678 para 9.989 pessoas, número acima da média nacional, que foi de 65,5% no mesmo período.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o deputado explicou que o projeto busca mapear a situação dos moradores de rua. “O projeto, na verdade, vislumbra a questão de quem são essas pessoas, de onde vieram, por que estão nessa situação. Entendemos que dentro do conceito moradores de rua existem diferentes problemas: pode ser psicológico, psiquiátrico, dependência química ou alguém que está apenas esperando uma oportunidade e não conseguiu se encaixar. Infelizmente, também temos casos de pessoas se misturando aos moradores de rua para cometer crimes e permanecer anônimas”, disse.

O parlamentar acrescentou que o levantamento de dados permitirá ao poder estadual e aos municípios criar soluções individualizadas: “O cadastramento vai fazer com que essas pessoas sejam observadas, e daí sim o poder público possa encaminhar boas soluções para cada caso. Muitas vezes, um prefeito recebe um problema que, na verdade, é de outra cidade. Não podemos deixar essas pessoas perambularem de um município para outro”, afirmou.

Alex Brasil destacou ainda o impacto da migração para Santa Catarina: “Santa Catarina vem recebendo belíssimas avaliações em todos os quesitos, incluindo segurança pública, e isso atrai pessoas de outros estados. Os municípios que margeiam a BR-101 têm sofrido maior impacto em relação aos moradores de rua. Provavelmente essas pessoas não são de Santa Catarina. Por exemplo, após as enchentes no Rio Grande do Sul, mais de 100 mil pessoas migraram de lá para cá. Algumas delas podem ter acabado se tornando moradores de rua.”

O deputado detalhou como será feito o cruzamento de dados: “Essas informações estarão incluídas nas secretarias de Segurança Pública e de Ação Social. A partir do levantamento, o poder estadual poderá oferecer incentivos financeiros aos municípios para executar ações, que podem ir desde encaminhamento para trabalho até internação compulsória, dependendo do caso.”

Além disso, Alex Brasil anunciou audiências públicas nas maiores cidades do estado: “É importante trocar experiências. Joinville, por exemplo, já enfrenta o problema há algum tempo. O prefeito Adriano tem uma expertise avançada sobre essas tratativas, e outros municípios podem aprender com essa experiência para não repetir erros.”

O deputado finalizou explicando que a execução do projeto já começou: “O governo estadual está apoiando a formação de grupos que ajudarão os municípios a levantar os dados. Estou percorrendo o estado, ouvindo demandas de prefeitos e vereadores, e intermediando soluções junto a deputados federais e senadores. Queremos criar um raio-X da situação para ter mais clareza e eficiência na ação do poder público”, concluiu.

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Sessão da Câmara de Orleans tem aprovação de projetos e embate sobre saúde

Por Rádio Guarujá30/09/2025 13h13
Foto/Redação

Nesta segunda-feira, 29, a Câmara de Vereadores de Orleans realizou a 36ª sessão ordinária do ano, considerada tranquila, durante a qual foram aprovados por unanimidade diversos projetos de lei encaminhados pelo Executivo Municipal.

Entre os projetos aprovados está o PL 16, que altera a lei complementar e ajusta o vencimento base do cargo de monitor do estacionamento rotativo, preparando a prefeitura para assumir o serviço do município. Também foi aprovado o PL 54, que autoriza a transferência de R$ 10 mil para o Fundo de Melhorias da Polícia Militar de Santa Catarina, e o PL 55, que reconhece despesas de exercícios anteriores pagas parcialmente e autoriza o prefeito a liquidar e pagar os valores devidos. Por fim, o PL 56 trata da concessão onerosa de espaços públicos, incluindo o Ginásio Municipal Homero Miranda Gomes, a Cancha de Bocha José Cândido e outras áreas, autorizando a realização de licitação para interessados.

O líder do governo na Câmara, vereador Osvaldo Cruzetta (PP), destacou a importância desses projetos para a regularização de contratos e salários dos monitores do estacionamento rotativo, além de reforçar que o serviço será assumido diretamente pelo município. Segundo ele, a decisão visa corrigir irregularidades, garantindo o recolhimento correto das taxas e a contratação formal dos monitores.

Durante a sessão, a saúde municipal foi um dos temas mais debatidos. O vereador Osvaldo Cruzetta comentou sobre uma denúncia feita pela vereadora Marlise Zomer (PSDB), que publicou nas redes sociais um vídeo relatando demora no atendimento e na liberação de exames. Cruzetta argumentou que, no caso citado, os prazos foram cumpridos de forma razoável.

“A paciente deu entrada no pedido do exame no dia 4, no dia 6 já foi liberado pela equipe de saúde e no dia 12 foi atendida em Criciúma. Já ontem mesmo, conseguiu mostrar o exame ao médico. Muitas vezes as coisas chegam distorcidas. A postagem não resolve o problema, mas o atendimento foi feito dentro do tempo possível.”

Ele acrescentou que os profissionais da saúde se sentiram injustiçados.

“A própria enfermeira-chefe do posto ficou chateada, porque a paciente, após gravar o vídeo com a vereadora Marlise,  foi pedir desculpas a ela. O nosso secretário é bastante responsável, tem profundo conhecimento e está fazendo o melhor para a sociedade. Problemas acontecem, mas temos que tratar com seriedade e não com vídeos que acabam distorcendo os fatos.”

Já a vereadora Marlise Zomer (PSDB) defendeu sua posição e disse que apenas deu voz às reclamações que chegam diariamente da população.

“Nos últimos dias, recebi mais de 30 mensagens de pessoas relatando problemas sérios nos postos de saúde. Essas pessoas tiveram coragem de compartilhar suas dificuldades publicamente. Eu não inventei nada, apenas registrei. O que elas estão fazendo é um ato de coragem e também um grito de socorro. O povo não quer desculpas, quer atendimento digno, médicos presentes e medicamentos disponíveis.”

A vereadora destacou que não acredita que os relatos sejam invenção.

“Essas pessoas não estão mentindo. Elas mostraram o rosto, expuseram a realidade porque estão sofrendo. Difícil é encarar de frente as falhas e reconhecer que precisamos melhorar.”

A discussão também contou com a fala da vereadora Jana Coan (PL), que buscou contextualizar os prazos de atendimento. Segundo ela, embora seja necessário cobrar melhorias, no caso relatado os procedimentos ocorreram dentro do esperado para o Sistema Único de Saúde (SUS).

“Uma das consultas levou 28 dias entre o pedido e os exames laboratoriais. Já o exame de alta complexidade, realizado na URC, em Criciúma, demorou 36 dias. No total, foram 50 dias até a consulta final. Considero um prazo razoável, porque sabemos que a URC atende toda a região e tem uma demanda muito grande. É claro que a saúde precisa melhorar, mas é importante diferenciar casos de urgência daqueles de rotina.”

Jana também criticou o uso das redes sociais como ferramenta de pressão.

“Quando surge um problema, o primeiro passo deve ser procurar o posto de saúde ou a Secretaria, para esclarecer os fatos. A função do vereador é cobrar e fiscalizar, mas sem causar polêmica desnecessária. Postar vídeos pode prejudicar toda uma equipe que trabalha com dedicação.”

Outro tema abordado na sessão foi a dengue, a vereadora Jana (PL),  informou que foram identificados 16 focos de mosquito no município na região do bairro Coloninha. Ela reforçou a importância do envolvimento da comunidade no combate ao mosquito, com medidas simples de higienização e eliminação de água parada.

Além disso, o presidente da Câmara, Joel Cavanholi (PL), apresentou a Indicação 249, que solicita ao Executivo a criação de um ponto de apoio para entrega de correspondências no bairro Nova Orleans.

Segundo o vereador, o problema é antigo e gera transtornos aos moradores.

“A comunidade está há mais de 15 anos pedindo esse ponto de coleta e distribuição. Já tivemos até quatro mudanças nas numerações das residências para tentar viabilizar o serviço dos Correios, mas mesmo assim as correspondências não chegam às casas. Os moradores precisam se deslocar cerca de três quilômetros e meio até o centro para buscar cartas e encomendas.”

Cavanholi sugeriu alternativas já usadas em outras comunidades.

“O que pedimos é a criação de um ponto de apoio em uma estrutura pública existente, como um posto de saúde, uma escola ou até um centro comunitário. Isso já funciona na Brusque e na Pindotiba e poderia atender bem a nossa realidade.”

Confira

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Setembro Amarelo: neuropsicopedagoga destaca importância da prevenção e fala sobre sinais silenciosos do suicídio

Por Rádio Guarujá29/09/2025 11h58
Foto/Redação

Na manhã desta segunda-feira (29), o Jornal da Guarujá recebeu Ana Maria Auta Silva, neuropsicopedagoga do Neuro Treinar Espaço Neuropsicopedagógico. Durante todo o mês de setembro, o programa aborda o Setembro Amarelo, campanha dedicada à prevenção do suicídio e à promoção da saúde mental.

Ana Maria reforçou que, apesar de os números sobre suicídio ainda serem preocupantes, houve avanços significativos na conscientização e prevenção nos últimos anos.

A especialista explicou a origem da campanha nos Estados Unidos, em 1994, baseada na história de um jovem de 17 anos que restaurava um Mustang amarelo e acabou tirando a própria vida.

“Esse rapaz tinha um hiperfoco em restaurar carros antigos, em especial o Mustang amarelo. Ele não demonstrava sinais de tristeza ou depressão; era um jovem alegre. Por isso chocou tanto a região onde morava. No funeral, a família distribuiu fitinhas amarelas, e daí surgiu a data de conscientização ao suicídio”, explicou.

No Brasil, a campanha foi adotada oficialmente em 2003, em resposta ao aumento do número de suicídios e à mobilização de entidades médicas e psiquiátricas.

Os sinais silenciosos

Para Ana Maria, identificar os sinais de risco é um dos maiores desafios no combate ao suicídio, já que nem sempre os comportamentos são evidentes. Ela observou que pessoas alegres e ativas podem estar enfrentando sofrimento interno profundo.

“Nem sempre o suicida é uma pessoa depressiva ou que dá sinais óbvios. Muitas vezes ele é alegre, ativo, e não demonstra sofrimento. Esse é o maior desafio: entender a mente humana”, disse.

A especialista destacou que profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros são particularmente vulneráveis, devido ao preconceito e à vergonha de admitir problemas emocionais.

Ana Maria acrescentou que pessoas neurodivergentes, como indivíduos com TDAH ou Transtorno do Espectro Autista, também apresentam risco elevado.

“Os maiores suicidas hoje também no Brasil, além da área da saúde, são pessoas neurodivergentes, muitas diagnosticadas tardiamente. A dificuldade de interação social e de se enquadrar no padrão que a sociedade exige aumenta esse risco”, alertou.

Segundo ela, aproximadamente 30 pessoas cometem suicídio a cada minuto no mundo. Para a neuropsicopedagoga, conscientizar a sociedade sobre neurodivergência e saúde mental é essencial para reduzir o isolamento e o estigma.

“Muitas vezes a pessoa é a ‘engraçadinha’ da turma, sempre fazendo piada e demonstrando uma alegria que não tem. Isso pode ser um escudo para esconder vergonha ou dor”, disse.

Mudanças sociais e aumento dos transtornos

Ana Maria explicou que os transtornos mentais sempre existiram, mas hoje são mais diagnosticados graças ao avanço da ciência. Ela também apontou fatores sociais que agravam o quadro, como redes sociais, padrões de consumo e competição profissional:

“É um conjunto de fatores. O excesso de telas contribui, os padrões impostos pela sociedade contribuem. O preconceito também. Hoje há mais cobrança e competição, em qualquer área profissional. Essa aceleração da vida contribui para quadros de ansiedade e depressão”, afirmou.

Ela ressaltou ainda que, no passado, casos de suicídio eram tratados como tabu, sendo escondidos por vergonha.

“As famílias escondiam os casos por vergonha. Hoje temos mais informação, mas ainda falta compreensão da dor do outro”, disse.

A neuropsicopedagoga alerta os familiares sobre mudanças comportamentais que podem indicar sofrimento emocional, como oscilações de humor, isolamento social e perda de interesse pelo autocuidado.

“O humor é um dos principais sinais. A falta de vontade de trabalhar, de se alimentar, de se cuidar esteticamente… Tudo isso pode indicar que algo está errado”, alertou.

O papel da neuropsicopedagogia 

Segundo Ana Maria, a neuropsicopedagogia ajuda as pessoas a compreenderem seus gatilhos emocionais e desenvolverem o autoconhecimento.

“Você domina seu cérebro, não é o seu cérebro que domina você. A gente ajuda o paciente a entender o que aciona os sentimentos ruins, de tristeza, de apatia. Já a terapia com psicólogo trata a demanda emocional, e o psiquiatra entra com a medicação, se necessário.”

Ao final, ela deixou um recado às pessoas que estejam enfrentando sofrimento emocional:

“Está tudo bem não se sentir bem. Procure ajuda agora, imediatamente. Procure uma pessoa de confiança, um profissional da área que entenda suas emoções. Não é o fim do túnel. A vida segue. É possível superar.”

Para conhecer mais sobre o trabalho da neuropsicopedagoga Ana Maria Silva, obter dicas sobre saúde emocional ou agendar uma consulta, o contato pode ser feito pelo Instagram @neuro_treinar ou no consultório localizado na Rua Aristiliano Ramos, 143, sala 402 , no centro de Orleans

Confira entrevista completa

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