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Rádio Guarujá
Presidente da CIP comenta suspensão temporária da investigação contra vereador de Urussanga
Por Rádio Guarujá29/09/2025 11h54
Foto/Reprodução
Na última sexta-feira (26), o juiz Roque Lopedote determinou a suspensão temporária da Comissão de Investigação e Processante (CIP) da Câmara de Urussanga, responsável por apurar denúncias contra o vereador Luan Varnier (MDB), até a decisão final do mandado de segurança impetrado pelo próprio parlamentar.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta segunda-feira, o vereador José Carlos José, o Zé Bis (PP), presidente da CIP, comentou a decisão judicial e o andamento da investigação. Sobre o registro de boletim de ocorrência feito pelo vereador Luan contra ele, Zé Bis disse que recebeu a notícia com surpresa e afirmou que a comissão estava apenas cumprindo seu papel investigativo. Ele explicou que a denúncia inicial tratava de um suposto “fura fila” na Secretaria de Saúde e que a comissão foi formalmente constituída seguindo o regimento interno da Câmara, com dois membros, um relator, duas secretárias e apoio do corpo jurídico.
“Eu ainda não recebi intimação nenhuma de que o vereador abriu um boletim de ocorrência contra mim, que sou o presidente da CIP, mas nós estamos trabalhando sério, comprometidos com a verdade. Faz parte do jogo, a gente tem que acatar e vamos ver o que diz a denúncia.”
Zé Bis relatou que a comissão diligenciou ofícios às testemunhas e ouviu o depoimento do vereador investigado. Após essas etapas, a comissão elaborou um relatório e decidiu dar continuidade aos trabalhos. Entretanto, o vereador Luan entrou com mandado de segurança pedindo a suspensão da reunião da CIP, que foi acatada pelo juiz, interrompendo temporariamente a investigação para ajustes no relatório.
Sobre o áudio que circulou em grupos internos da Câmara, atribuído a ele, o vereador do PP negou qualquer intenção de antecipar julgamento do vereador investigado. Ele explicou que a divulgação do trecho foi uma “infelicidade” e que não houve má-fé.
“Eu fiz uma nota de esclarecimento e publiquei na rede social. O trecho divulgado foi parte de uma conversa informal em um grupo interno da comissão, na qual manifestei apenas uma dúvida sobre os trâmites diante da possibilidade de afastamento do vereador investigado para uma cirurgia. Eu soube que ele ia fazer uma cirurgia, mas não sabia se era verdade ou não. Minha preocupação sempre foi com o cumprimento do prazo legal de 90 dias, que a comissão tem para apurar os fatos.”
Ele reforçou ainda que o áudio isolado acabou gerando confusão e desgaste desnecessário, desviando a atenção do trabalho da comissão.
“A divulgação isolada desse áudio só gera tumulto e desgaste desnecessário, desviando o foco da apuração séria e responsável que estamos realizando. Minha dúvida era se o prazo de 90 dias continuaria correndo diante da possibilidade de cirurgia do vereador.”
Questionado sobre se a decisão judicial enfraqueceria a comissão, Zé Bis afirmou que a CIP segue firme em suas atividades e ressaltou que o mandado de segurança é parte da defesa do vereador e que a decisão final sobre os fatos caberá aos nove vereadores em sessão da Câmara.
Sobre os próximos passos, ele explicou que a comissão está acompanhando de perto o processo com o jurídico da Câmara e aguarda o parecer final do juiz para retomar oficialmente as atividades da CIP.
Confira entrevista completa
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22ª edição da Casa Pronta apresenta inovações em construção civil, decoração e mobiliário em Criciúma
Por Rádio Guarujá26/09/2025 10h31
Foto/Arquivo
Entre os dias 15 e 19 de outubro, o Centro de Eventos José Jair Conti, em Criciúma, recebe a 22ª edição da Feira Casa Pronta, que reunirá mais de 180 empresas expositoras dos principais setores de construção civil, mobiliário e decoração. O evento promete apresentar soluções, lançamentos e oportunidades para quem busca investir, inovar ou transformar ambientes residenciais e corporativos.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, a diretora da NossaCasa Feiras e Eventos, Jaqueline Backes, destacou que a feira deste ano terá três casas modelo totalmente montadas e mobiliadas, reproduzindo as obras como seriam entregues aos clientes. “Vamos mostrar diferentes formas construtivas: steel frame, concreto, madeira e tijolos convencionais. A ideia é que o visitante consiga visualizar exatamente como será a entrega da obra, com módulos construtivos que facilitam a execução e agilizam a construção”, explicou Jaqueline.
Ela acrescentou que a feira reflete a evolução do setor da construção civil ao longo de 22 anos. “O mercado mudou muito, principalmente por causa da falta de mão de obra. Hoje, a indústria vem oferecendo soluções que agilizam e tornam a obra mais eficiente, mantendo a qualidade do produto entregue. Por exemplo, algumas construtoras vão montar casas de concreto de 120 m² com módulos pré-fabricados que podem ser entregues no terreno em 30 dias.”
Além das casas modelo, a feira contará com palestras gratuitas sobre diversos temas, incluindo o novo Código de Obras de Criciúma, tendências de decoração, segurança no trânsito para crianças e bebês, e inovações do setor imobiliário. “Todas as palestras são abertas ao público dentro do evento. No sábado, por exemplo, teremos uma palestra voltada para os pais e cuidadores, abordando segurança infantil e uso adequado de equipamentos de transporte”, afirmou Jaqueline.
A feira também trará lançamentos em produtos, móveis, revestimentos e tecnologias para construção, com negociações diretas entre visitantes e expositores. “Tudo o que você precisa, desde o tijolo até a cobertura, está na Casa Pronta. Contamos ainda com o apoio de bancos, cooperativas e instituições financeiras , oferecendo condições especiais de financiamento imobiliário.”
Além do setor da construção civil, a feira aborda interiores, decoração e mobiliário, antecipando tendências de 2026. “Os expositores já estão trazendo cores, tecidos e modelos que estarão em alta no próximo ano. Também há forte presença de artesanato decorativo e itens de Natal, mostrando que a feira vai além da construção, oferecendo soluções completas para o lar”, comentou Jaqueline.
Horários de funcionamento
15 a 17 de outubro (quarta a sexta): 16h às 22h
18 de outubro (sábado): 14h às 22h
19 de outubro (domingo): 14h às 19h
Ingressos e acesso
Entrada gratuita para quem apresentar convite oficial; menores de 12 anos não pagam.
Ingresso inteiro: R$ 10,00.
Meia-entrada (R$ 5,00) para aposentados, PCDs, estudantes com carteirinha e professores.
Ingressos vendidos nas bilheterias do evento, com dois pontos de acesso nos estacionamentos do Centro de Eventos.
Jaqueline ainda destacou a preocupação com a experiência do visitante. “Criamos o Quintal Casa Pronta, um espaço de convivência e alimentação, para que as pessoas possam relaxar após a visita à feira. Toda a feira é pensada para que o público tenha uma experiência completa e prática, seja para profissionais do setor ou consumidores finais.”
Segundo a diretora, a feira é também um reflexo da evolução tecnológica da construção civil, com produtos que permitem aplicação ‘faça você mesmo’ e melhorias na qualidade das obras, incluindo acústica, conforto térmico e acabamento superior. “Nos últimos 22 anos, vimos a construção civil se transformar. Hoje, qualquer pessoa pode aplicar revestimentos ou pisos com facilidade, sem precisar de mão de obra especializada, e isso está refletido na Casa Pronta”, concluiu.
Confira entrevista completa
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“Se eu tivesse feito, teria renunciado”: Luan Varnier chora e acusa perseguição política em entrevista sobre processo de cassação
Por Rádio Guarujá26/09/2025 10h29
Foto/Reprodução Instagram
O vereador Luan Varnier (MDB) concedeu, pela primeira vez, uma entrevista sobre o processo que responde na Câmara Municipal relacionado a um suposto caso de “fura-fila” no Sistema Único de Saúde (SUS). O parlamentar é investigado por, enquanto secretário municipal de Saúde, ter permitido que um paciente furasse a fila para consulta com um médico oftalmologista.
Na manhã desta sexta-feira (26), Varnier conversou com o Jornal da Guarujá e, bastante emocionado, detalhou sua versão sobre o caso e os motivos que o levaram a registrar um boletim de ocorrência contra o vereador José Bis (PP), presidente da comissão processante que apura o episódio.
Segundo Varnier, o registro do BO decorre de um suposto abuso de autoridade, evidenciado após a veiculação de um áudio no WhatsApp em que José Bis “demonstraria pressa” em cassar seu mandato, inclusive antes da data prevista para a votação.
“Eu posso explanar um pouco com os ouvintes, porque em outras oportunidades vocês me convidaram para participar, mas por orientações dos meus advogados eu acabei me recolhendo para aguardar todos os trâmites. Então, só para deixar claro para os ouvintes, essa é a primeira vez que eu estou falando sobre o assunto”, afirmou.
O vereador relatou se sentir alvo de perseguição política, mencionando “coações” e “abusos de poder” por parte de adversários.
“A perseguição é tanta que eu preciso expor. Eu preciso colocar aqui para vocês as perseguições que tenho passado. Vídeos montados fora do contexto, matérias no jornal como uma coluna chamada Bafone, sem identificação, com inverdades e ataques mentirosos”, disse, acrescentando que houve tentativas de instaurar duas Comissões de Investigação Processante (CIPs) contra ele.
Segundo Varnier, o próprio parecer técnico que apurou o suposto fura-fila concluiu pelo arquivamento do processo, apontando falta de materialidade.
“Esse PAD foi feito por servidores técnicos efetivos, e aí, obviamente, foi arquivado, porque entenderam que não havia materialidade contra mim. Eu não fiz nada errado, essa é a questão”, afirmou.
Nesse momento, Varnier chorou ao reafirmar que é inocente e que renunciaria caso tivesse cometido irregularidades.
“Se eu realmente tivesse feito, eu teria renunciado ao meu mandato, mas eu não fiz. Eu sempre lutei contra a corrupção, sempre lutei contra as coisas erradas da administração pública. Eu não participei. Eu nem na cidade estava naquele período, eu tirei uma licencinha de sete dias e fui ao Nordeste com a minha família. Isso me machuca. Sei que parece sinal de fraqueza o político vir aqui, mas está demais, está muito difícil”, disse, aos prantos.
O vereador explicou que seus advogados solicitaram uma liminar para suspender a tramitação do processo, alegando irregularidades. O juiz responsável, Roque, concedeu a suspensão por tempo determinado.
Varnier também criticou a postura do presidente da comissão processante, vereador José Bis.
“Ele deve ser totalmente imparcial por ser o presidente da comissão. Na outra ocasião, contra o prefeito que foi preso, mesmo havendo indícios de corrupção, eu sempre procurei ser imparcial. Nunca quis acusar alguém injustamente. Agora eu estou sentindo na pele. Esse presidente está agindo pela emoção, já com seu voto declarado pela cassação. E ainda tenta antecipar essa votação antes que eu fizesse uma cirurgia”, declarou.
Segundo ele, um áudio enviado “por engano” ao grupo da Câmara mostraria articulações para antecipar a votação do processo, o que caracterizaria abuso de poder.
“Eu realizei um BO porque na legislação fala do abuso de poder. E abuso de poder mais escancarado que esse não existe. O que se percebe é que alguns querem somente saber de me cassar. Eles não querem saber se eu fiz ou não fiz. Eu já provei que não fiz. Eles querem me tirar da Câmara pensando num processo eleitoral”, acusou.
Questionado sobre seu futuro político, Varnier sinalizou que deve encerrar sua trajetória após este mandato, mas disse que seguirá trabalhando pela população.
“Meu intuito é terminar esse mandato com as minhas mãos limpas, como sempre foi, focar no serviço público de qualidade e me dedicar ao cargo que me efetivei que é na rede estadual de ensino. Eu entendo que para ajudar o povo não preciso estar na tribuna. Vou continuar cobrando, visitando as comunidades, como sempre fiz. Eu estou na política desde os 19 anos. Não tem nada que diga que o Luan tenha feito algo errado”, afirmou, emocionado.
“Eu amo ser vereador, é uma coisa que me move. Mas eu entendo que meu ciclo vai se encerrar. Neste mandato eu não vou desistir, não vou renunciar. Vou lutar até o fim pelos meus 918 votos. Eu fui o vereador mais votado da história dessa cidade com apenas 29 anos”, completou.
No encerramento da entrevista, Varnier disse que seu sofrimento não é apenas pessoal, mas familiar.
“Não é nem mais por mim, é pela minha mãe, pela minha família. Ela chora todos os dias pela injustiça que estão cometendo comigo”, desabafou.
Áudio atribuído ao presidente da comissão processante sugere tentativa de antecipar votação do processo de cassação
Um áudio compartilhado em um grupo da Câmara Municipal mostra o presidente da comissão processante, vereador José Bis (PP), discutindo a agenda do processo de cassação do colega Luan Varnier (MDB), sugerindo antecipar a votação. No trecho, p vereador Bis comenta
“Pessoal, bom dia. Alguma notícia aí do mandado de segurança que foi impetrado ali antes de ontem? Escuta, outra coisa também importante, tá? O Sérgio Costa me ligou ainda pouco dizendo que o Luan, segunda-feira, vai marcar uma cirurgia bariátrica, certo? Vamos ver se a gente consegue aí resolver isso aí essa semana”.em referência à tramitação do processo.
Confira entrevista completa:
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Crédito rural e defesa da propriedade: Deputada faz cobranças ao ministro da Fazenda
Por Rádio Guarujá25/09/2025 15h00
Foto/Divulgação
Na manhã desta quinta-feira (25), o Jornal da Guarujá conversou com a deputada federal pelo PL e ex-vice-governadora de Santa Catarina, Daniela Reinehr.
Reinehr fez cobranças firmes ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a disponibilização de crédito no campo e destacou as dificuldades enfrentadas por produtores rurais de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e outras regiões do país, durante a audiência da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, realizada nesta quarta-feira, 24.
“Estávamos aguardando o ministro há mais de 150 dias. Às vezes, quando se faz um requerimento, a situação demora a se resolver. Quase se passou uma safra inteira entre a aprovação do pedido e a vinda do ministro. Mas, finalmente, ele veio”, relatou. Segundo a deputada, um dos principais pontos cobrados foi o crédito rural: “O produtor precisa financiar e refinanciar a safra, mas não tem acesso ao crédito com tarifas acessíveis e garantias adequadas. Em casos específicos, como no Rio Grande do Sul, produtores estão extremamente endividados e não conseguem refinanciar”.
A deputada federal destacou ainda a ameaça de taxação de instrumentos financeiros fundamentais para o crédito rural, como LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e LCI (Letra de Crédito Imobiliário). “Se o governo taxar, os pequenos investidores vão retirar dinheiro da LCA e colocar na poupança. Não podemos aceitar aumento de impostos ou tarifação adicional. O crédito rural precisa chegar à ponta, sem custo extra, porque o custo Brasil já é muito alto para quem trabalha no campo”, afirmou.
Críticas à relação do governo federal com produtores
A deputada criticou a política do governo federal em relação ao setor produtivo, considerando-a “tóxica”. Ela citou a crise do leite e a situação dos bananicultores como exemplos recentes. “O governo quer trazer bananas de fora, mesmo sendo o Brasil autossuficiente e reconhecido pela qualidade do nosso produto. Além disso, a banana importada do Equador pode trazer patologias que não existem aqui, controladas por defensivos que não usamos no Brasil. É um risco enorme para os nossos pomares”, disse.
Reinehr também citou casos anteriores de importação de arroz e maçã, que, segundo ela, colocaram em risco a produção nacional. “Em vez de valorizar o produto brasileiro, o governo muitas vezes cria obstáculos e inviabiliza negócios. Precisamos de políticas claras e soluções efetivas”, afirmou.
Legislação e defesa da propriedade rural
Além das questões do crédito e da proteção da produção nacional, Reinehr comentou sua atuação legislativa em defesa da propriedade rural. Ela foi relatora do projeto de lei 3.578, aprovado pela Comissão de Agricultura, que altera a lei da Reforma Agrária e estabelece que imóveis rurais produtivos invadidos não poderão ser desapropriados, exceto em casos de descumprimento simultâneo de requisitos constitucionais, como uso inadequado de recursos naturais, preservação ambiental, cumprimento das normas de trabalho e exploração produtiva que beneficie proprietários e trabalhadores.
“O objetivo é garantir segurança jurídica aos produtores e impedir que áreas invadidas desvalorizem as indenizações pagas aos proprietários. Também buscamos coibir incentivos indiretos à invasão de terras, que têm aumentado nos últimos anos”, afirmou. Reinehr ressaltou que a lei protege imóveis produtivos e só permite desapropriação se todos os requisitos forem descumpridos ao mesmo tempo, evitando prejuízos a quem produz e investe.
Apesar das críticas ao governo federal, a deputada mantém uma postura otimista. “Somos eternos otimistas, porque estamos trabalhando para resolver os problemas do setor. A questão do crédito rural, da proteção à produção e da defesa da propriedade são prioridades que exigem atuação contínua na frente parlamentar da agropecuária e na Comissão de Agricultura. Não podemos aceitar que o dinheiro não chegue à ponta ou que decisões prejudiciais sejam tomadas sem debate”, concluiu.