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Rádio Guarujá
Depressão sazonal: psicóloga Vanesa Bagio alerta para os impactos do inverno na saúde emocional
Por Rádio Guarujá30/07/2025 13h04
Foto/Redação
Em mais uma edição do quadro Mente em Sintonia, a psicóloga Vanesa Bagio abordou um tema que costuma ganhar destaque nos dias mais frios: a depressão sazonal. Segundo ela, o inverno é um período em que aumentam os quadros de desânimo, irritabilidade e isolamento.
Ela destacou que o transtorno, conhecido também como transtorno afetivo sazonal, não está necessariamente ligado a traumas ou datas marcantes, mas sim a fatores como a menor exposição à luz solar. “A luz solar acaba não aparecendo muito, então a tendência da pessoa… o neurotransmissor dela, a parte hormonal, não ter luz solar acaba trazendo mais a questão da escuridão e daquela sensação de cansaço, de ficar mais encolhido nessa época do ano.”
Vanesa também chamou atenção para a experiência observada em outros países, como os nórdicos, onde o inverno é rigoroso. “Há uma preocupação dos países nórdicos, principalmente. Países em que três horas da tarde já está escuro. E há um alto índice de pessoas deprimidas nesses países.”
Segundo a psicóloga, o inverno favorece mudanças de rotina que afetam diretamente o bem-estar. “Começou o inverno e a tendência da pessoa é abandonar uma atividade física porque ficou gelado, ficou frio. A noite já não é tão bem dormida, já causa mais insônia. A pessoa já acorda irritada, e ao longo do dia isso vai se mantendo.”
Para quem já enfrenta quadros de depressão, ansiedade ou estresse, os sintomas podem se intensificar nessa época do ano. “A dopamina, a serotonina, que trazem aquela sensação de bem-estar… nessa época do ano, as pessoas tendem a se recolher mais, ficar em ambientes fechados. E se você já tem um grau de ansiedade maior, isso pode agravar.”
Vanesa reforçou a importância de não interromper o uso de medicações sem orientação médica. “Hoje eu estou recebendo muito algo que chama a atenção: não cortem a medicação por conta. Mantenha isso e só pare por indicação médica, por favor. A depressão é uma doença mental, seríssima.”
Além da continuidade do tratamento médico, ela orienta a manter hábitos saudáveis. “Mesmo que não for fora do teu ambiente, pense: final de semana, o tempo que você tem, saia para dar uma volta no parque, andar de bicicleta, passear com os seus filhos… Construa esses hábitos.”
Ela também sugere que novas rotinas não sejam iniciadas no inverno. “Sempre que você tem a tendência de começar algo, não comece no inverno. Comece no verão, quando tua energia está diferente. Assim, quando chegar o inverno, não vai te frustrar.”
A psicóloga ainda lembrou que a saúde emocional está conectada a outros aspectos do corpo. “Avalie a parte hormonal, a parte de vitaminas. É uma época do ano que a gente evita até tomar água. O ritmo vai mudar a tua mente também.”
Por fim, ela reforçou a importância da organização diária. “A gente precisa dessa organização, que é o nosso planejamento. E hábito é algo que você faz com prazer, que te traz bem-estar. Isso é uma prevenção.”
Para mais informações sobre o trabalho da psicóloga Vanesa Bagio, dicas sobre saúde emocional ou para agendar uma consulta, siga @vanesabagio.psi no Instagram ou visite o consultório no Edifício Cidade das Colinas – Rua João Ramiro Machado, 321, Sala 6, Centro, Orleans.
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Com tema “Matrimônio Edificado na Rocha”, acampamento para casais será realizado em Criciúma
Por Rádio Guarujá30/07/2025 12h52
Foto/Divulgação Instagram
Nos dias 13 e 14 de setembro, a cidade de Criciúma receberá o 8º Acampamento para Casais – Matrimônio Edificado na Rocha, um evento voltado à oração, reflexão e vivência espiritual para fortalecer os laços do matrimônio cristão. A programação terá missa, partilha da palavra, momentos de louvor, oração e dinâmicas especiais voltadas à restauração familiar.
O encontro será realizado no Oratório Sagrada Família, no bairro Verdinho, espaço onde o Grupo de Oração Casais Adoradores promove suas atividades mensais. A estrutura do oratório é, inclusive, simbólica: trata-se de uma antiga estufa de fumo, restaurada especialmente para acolher experiências de fé e espiritualidade.
O Jornal da Guarujá conversou com Alexandre Antunes Luca, coordenador do grupo Casais Adoradores, que destacou a missão do movimento, ativo há 15 anos na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no bairro Cidade Mineira, em Criciúma.
“Nós somos um grupo da Renovação Carismática Católica e temos como missão a restauração das famílias. Nosso lema é: ‘famílias restauradas, restaurando outras famílias’. Toda sexta-feira temos nosso grupo aberto de oração, voltado especialmente para casais, com partilha, louvor e acolhimento espiritual”, explicou Alexandre.
Acolhimento e vivência
O acampamento tem um formato diferenciado: os casais dormem em barracas e vivenciam uma imersão completa na fé e na espiritualidade conjugal. No entanto, para casais que, por questões de saúde ou preferência, não desejam acampar, há a opção de participar das atividades e retornar para casa no fim do dia, com o compromisso de voltar no dia seguinte para completar a experiência.
Neste ano, o retiro contará com a presença do bispo diocesano Dom Jacinto e do padre Vicente, da Comunidade Bethânia, fundada pelo saudoso Padre Léo, hoje em processo de beatificação no Vaticano.
“Será um momento muito impactante. O tema ‘Matrimônio Edificado na Rocha’ nos lembra que Jesus precisa ser a base sólida do casamento. O retiro é um tempo de interiorização e escuta, para permitir que Deus fale ao coração de cada casal”, reforça Alexandre.
Inscrições limitadas
As inscrições para o acampamento já estão abertas e são limitadas a 50 casais. Segundo a organização, mais da metade das vagas já foi preenchida. Interessados podem se inscrever diretamente pelo Instagram: @casaisadoradoresgo, onde está disponível o link para inscrição. Informações também podem ser obtidas diretamente com o coordenador Alexandre, pelo WhatsApp (48) 99131-7057.
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Secretário de Saúde rebate críticas do vereador Dovagner em sessão da Câmara e clima parece continuar tenso no Legislativo de Orleans
Por Rádio Guarujá29/07/2025 12h23
Foto/Redação
Após uma semana marcada por embates e declarações polêmicas no Legislativo de Orleans, a 27ª Sessão Ordinária da Câmara, realizada na noite desta segunda-feira (28), contou com a presença do secretário municipal de Saúde, Paulo Conti. Ele utilizou a tribuna para rebater duramente as críticas feitas pelo vereador Dovagner Baschirotto (MDB) na sessão anterior. O Jornal da Guarujá ouviu os dois lados.
Conti afirmou que suas declarações refletem o que sentiu diante das falas do parlamentar, especialmente durante a sessão do dia 2 de junho. “O que eu disse, eu mesmo reforço. Não é que eu reforço, é verdade, é o meu sentimento, é o que eu senti aqui na segunda-feira passada, quando eu estava no auditório da Câmara, e também na gravação da reunião do dia 2/6. Foram acusações à saúde, algumas vezes sem ter a certeza do acontecimento”, pontuou.
O secretário se mostrou incomodado com afirmações feitas por Baschirotto de que em algumas unidades de saúde só seriam atendidas gestantes ou pacientes em busca de receitas médicas. “Não é verdade. Mas ele não veio aqui questionar, ele veio afirmar que acontece assim”, criticou, destacando que está disponível na secretaria das 8h às 12h e das 13h às 17h para esclarecimentos.
Uma das falas que mais desagradou Conti foi a de que “a saúde de Orleans despencou”. “Como despencou? Nós encontramos o CAPS sem alimentação, sem veículo, sem psiquiatra. Se ele diz que a saúde despencou, eu tenho o direito de dizer que ela já estava despencada”, declarou.
O secretário também apresentou números relacionados à vacinação para contestar a crítica de queda na qualidade do serviço. “Em 2024, a vacinação de gestantes, crianças e idosos foi de 3.564 pessoas. Em 2025, em sete meses, já são 3.665. Se considerarmos o público geral, foram 7.960 pessoas vacinadas em 2024 e 8.175 em 2025 até agora. O índice estadual hoje é 45,36%. Orleans está com 60,22%”, afirmou.
Em relação à fala da vereadora Mirele Debiasi (PSDB), que disse ter se sentido ofendida por um comentário sobre “capacidade intelectual” dos críticos da saúde, o secretário negou que tenha direcionado a frase aos parlamentares. “Talvez ela tenha entendido assim. Eu estava me referindo ao comportamento dos vereadores de maneira geral na última sessão, que foi bastante conturbada. Todos os partidos fizeram manifestações contrárias àquele comportamento”, explicou.
Questionado sobre eventuais mágoas, Conti disse que episódios como o ocorrido fazem parte da política. “Fui secretário em Criciúma duas vezes, estou aqui em Orleans porque fui convidado. Quero continuar esse trabalho com minha equipe, que é muito comprometida”, afirmou.
Dovagner se diz desrespeitado por fala de secretário
Também ouvido pelo Jornal da Guarujá, o vereador Dovagner Baschirotto se disse surpreso com a postura do secretário. “Foi lamentável, porque o secretário, em vez de trazer explicações pra comunidade, se dirigiu a mim. Não precisava vir na sessão pra falar comigo”, afirmou.
Baschirotto considerou que a fala foi dirigida diretamente a ele. “Tentou até dizer que não, mas como está gravado, foi direcionado a mim. Mas eu disse e repito: a fala não é do vereador Dovagner, é da população orleanense. O vereador levanta os fatos que estão acontecendo na cidade”, disse.
Ele negou que tenha feito acusações falsas. “Falei sobre situações que estão ocorrendo na saúde. Fico triste com a fala dele, e até com o descaso dele durante a sessão.”
Baschirotto também lembrou críticas que o atual grupo político fez no passado sobre secretários de fora. “Se lá atrás eles criticavam, vem agora a mesma fala. Isso faz parte do jogo político. A sessão foi tensa, mas hoje já foi um pouco mais apaziguadora. Ainda assim, acho que teremos muitos embates até o fim do mandato”, avaliou.
Sobre sua fala na tribuna em que disse “se a eleição fosse amanhã, eu estava fora”, o vereador reafirmou o desânimo momentâneo. “Se a eleição fosse amanhã, o vereador Dovagner não seria mais candidato. Agora, daqui a três anos e quatro meses, dependendo do que acontecer, estarei à disposição da população.”
“Falta diálogo com o Executivo”, aponta vereador
Para Dovagner, o cenário político atual reflete uma falta de abertura por parte da gestão municipal. “Tivemos uma reunião no Executivo sobre projetos de ruas. De lá para cá, não fomos chamados para mais nada. Eu acho que o Executivo deveria chamar ambas as partes para conversar”, opinou.
O vereador se disse disposto ao diálogo, mas relatou situações desconfortáveis envolvendo até setores da Prefeitura. “Achei constrangedor. Tem setores que foram orientados a não nos atenderem. Isso está me tirando o sono.”
Ao final, o vereador Dovagner disse que apesar dos embates na Câmara, a população pode contar com os vereadores. A gente não vai baixar a cabeça e vai continuar levantando os fatos, não só na saúde como na educação, infraestrutura, social, administrativo e no esporte. Fomos eleitos pra isso e vamos continuar fiscalizando.”
Confira entrevista completa
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Vereador Vá se diz aberto ao diálogo e nega pedido de desculpas: “Não houve a palavra desculpa, eu não fui errado”
Por Rádio Guarujá29/07/2025 12h20
Foto/Redação
Uma das entrevistas mais aguardadas após a sessão do dia 21, da Câmara de Vereadores de Orleans foi a do vereador Osvaldo Cruzetta (PP), o Vá, líder do governo na Casa. Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta terça-feira, 29, ele deu sua versão sobre o embate acalorado com o vereador Dovagner Baschirotto (MDB).
“É bom que a gente esclareça isso. Vamos do início dessa legislatura. Em uma das últimas reuniões, o nosso ex-prefeito (Jorge Koch) chegou na Câmara e disse que teria oito vereadores de oposição. Nunca aconteceu isso em Orleans. Ele já colocou os vereadores eleitos como oposição ao governo, governo esse que foi eleito pelo povo.”
O vereador relembrou que os partidos que perderam as eleições (PSDB e MDB) oficializaram a posição de oposição com um ofício assinado pelos presidentes. “Eu considero que aquela oposição ali era contra o município de Orleans”, afirmou. “Eu fiquei quatro anos apoiando o governo anterior porque sabia do compromisso com a cidade.”
Sobre o embate específico com Dovagner, Cruzetta explicou que tudo começou após críticas feitas pelo colega à área da saúde. “Ele estava na tribuna criticando muita coisa. Pedi uma parte, ele me concedeu, e com todo o respeito comecei a falar que também havia coisas boas. Falei do secretário Paulo Conti, que assumiu a pasta com competência.”
Vá mencionou exemplos positivos, como a implantação do teleconsulta, o novo posto de saúde e a presença de dois médicos no plantão, e afirmou que “não era só coisa ruim”. Segundo ele, a discussão começou quando Dovagner não gostou da réplica e passou a retrucar da tribuna.
“No momento em que ele me deu a palavra, quem poderia me cortar era o presidente. Aí começou a discussão. Eu falava da minha cadeira, ele da tribuna. Ambos nos alteramos. O presidente acertou ao suspender a sessão por cinco minutos”, relatou.
Segundo Cruzetta, após a suspensão, foi até onde Dovagner estava, para pegar um café e com o intuito de conversar. “A gente acabou discutindo, mas em nenhum momento teve agressão. Meu pensamento nunca foi esse.”
Diferente do que a vereadora Mirele Debiasi disse em entrevista concedida ao Jornal da Guarujá, no dia 24, o vereador negou que tenha pedido desculpas formais durante a reunião de comissões realizada na última quarta-feira. “A vereadora Mirele disse que eu pedi desculpas. A palavra desculpa não aconteceu, eu não fui errado. Se eu fui errado, ele (Dovagner) também foi.”
Segundo ele, o episódio aconteceu durante a discussão de um projeto nas comissões, quando o vereador Dovagner entrou na sala. “Eu disse: Não tenho nada contra tua pessoa e nem contra a tua família. Agora, o debate aqui acontece, espero que isso não aconteça mais, mas enfim, aqui a Câmara é lugar do debate mesmo”.
O parlamentar ressaltou que os embates fazem parte do processo legislativo, mas criticou atitudes durante as sessões. “Quando um vereador está na tribuna, o outro fica fazendo gesto, micagem, não concordando, falando. Por isso o presidente pediu: ‘Por favor, deixa eu terminar meu pronunciamento’.” Ele ainda comentou o episódio envolvendo a vereadora Marlise Zomer (PSDB).
“Ela veio aqui na rádio, chorou, se fez de vítima, e depois estava lá tomando café, rindo dos outros. A Câmara de Vereadores é o parlamento, é lugar de coisa séria.”
Cruzetta defendeu respeito mútuo entre os parlamentares e disse que a Câmara não é espaço para divisão de gênero, mas de união. “Em nenhum momento foi direcionado a uma mulher. Falamos em vereadores e vereadoras. O respeito tem que ser de ambas as partes. Estamos ali para somar, não para dividir.”
O vereador e líder do governo reconheceu que apear das tensões, todos os vereadores, inclusive da oposição, estão na busca por recursos. “Todos os vereadores estão trabalhando, buscando recursos, trazendo emendas. Isso é importante, cada um fazendo a sua parte.”
Estacionamento rotativo
Questionado sobre o estacionamento rotativo, outro tema polêmico em Orleans, Vá explicou que a atual gestão precisou cancelar o contrato por inadimplência da empresa. “A empresa arrecadava e não repassava ao município. O prefeito notificou, deu prazo, mas ninguém apareceu. O decreto foi necessário.”
Segundo ele, os créditos dos usuários e as multas emitidas antes da suspensão estão sendo analisados. “O prefeito está estudando a melhor forma. A intenção é que ninguém saia prejudicado.”
Sobre o futuro do rotativo, afirmou que ainda não se sabe se será gerido pela prefeitura ou por nova concessão. “O importante é que funcione. O comércio precisa, a cidade precisa.”
Reunião entre situação e oposição?
Ao final da entrevista, o vereador disse estar aberto ao diálogo com todos os parlamentares, inclusive com o vereador Dovagner, para buscar entendimento e união na Câmara. “Acho até que concordo de fazer uma reunião para que a gente possa trabalhar ainda mais forte para o município, e é isso que a sociedade espera de nós. E não adianta um querer se fazer de vítima, outro querer ter razão, que ninguém é santo”, afirmou.
Para ele, é natural que ocorram erros, mas permanecer neles “é burrice”. O vereador destacou que, nas nove eleições das quais participou, nunca perdeu nenhuma, e afirmou que todos os vereadores também têm qualidades e histórias positivas. “Então é bom que a gente possa trabalhar unidos pelo município. Nós não queremos dividir os orleanenses, porque eu defendo isso aqui.”
Segundo ele, é normal que existam diferenças de opinião, mas isso não deve impedir a cooperação. “O resultado vai vir depois, na hora da eleição. Não se sabe quais são as futuras coligações que poderão acontecer. Eu sempre disse que os adversários de hoje são os aliados de amanhã na política.” Ele citou o próprio governo do Estado como exemplo de composição entre antigos opositores, inclusive o MDB, partido pelo qual já foi vereador e prefeito. “Muitas vezes eu sou criticado por isso, mas você tem que ter coragem, firmeza e determinação naquilo que você defende. É essa minha postura na Câmara de Vereador.”
Vá ainda reconheceu que seu jeito de se posicionar pode incomodar, mas afirmou ser convicto nas ideias que defende, “sempre visando o nosso município acima de tudo”.