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Rádio Guarujá
Prefeito de Gravatal assume presidência da Amurel e destaca infraestrutura e nova sede como prioridades
Por Rádio Guarujá15/01/2026 09h55
Foto/Amurel
O prefeito de Gravatal, Clei Rodrigues (PP), tomou posse na última segunda-feira (12) como novo presidente da Associação de Municípios da Região de Laguna (Amurel). À frente da entidade que reúne 18 municípios do Sul catarinense, o gestor assume o cargo com mandato de um ano e a proposta de dar continuidade aos trabalhos já desenvolvidos, além de avançar em projetos estruturantes para a região.
Em entrevista concedida ao Jornal da Guarujá na manhã desta quinta-feira (15), Clei destacou que uma das primeiras ações será manter o trabalho técnico já realizado pela associação, especialmente na área de engenharia. Segundo ele, a Amurel desempenha papel fundamental no apoio aos municípios. “A nossa associação já presta um bom trabalho aos 18 municípios. A associação tem uma equipe de engenharia muito bem montada, que entrega projetos fundamentais para que os municípios consigam captar recursos e fazer seus investimentos”, afirmou.
Além da continuidade, o novo presidente não descarta a ampliação das atividades, com a oferta de cursos e treinamentos, caso haja necessidade. Outro ponto central da gestão será a mudança da sede da Amurel. Em 2024, a associação adquiriu o antigo Clube Cidade Luz, com o objetivo de transferir para o local a Amurel e os dois consórcios regionais.
De acordo com Clei Rodrigues, a atual sede já não comporta a estrutura das três instituições. “A sede atual já não comporta mais essas três instituições: a Associação da Amurel, o consórcio de saúde e o consórcio multifinalitário. Por isso conseguimos fazer a compra daquele prédio, onde já estamos fazendo uma pequena reforma para iniciar a mudança”, explicou.
A intenção, conforme o presidente, é transferir inicialmente uma das instituições para o novo espaço, reduzindo custos com aluguel. “Assim a gente não precisa pagar aluguel e, depois, faremos um projeto mais robusto, com uma grande reforma, para que em um futuro breve possamos mudar todas as instituições para lá, com mais qualidade, espaço e conforto para os colaboradores e para quem utiliza os serviços”, disse.
O prefeito ressaltou que ainda não há um cronograma fechado para a conclusão total das reformas, mas garantiu empenho para que o processo ocorra no menor tempo possível. “Não temos uma data definida, mas vamos trabalhar para que leve o menor tempo possível. Essa é a orientação para a nossa equipe”, pontuou.
Outro eixo importante da gestão será o fortalecimento da representatividade política da Amurel. Clei destacou que a união dos municípios amplia a força nas negociações com os governos estadual e federal. “A associação nasceu com esse intuito de representatividade política. Quando representamos 18 municípios, a força é muito maior ao chegar no governo do Estado, no governo federal ou em um ministério”, afirmou.
Para o presidente, a principal demanda da região hoje é a infraestrutura. Ele citou pavimentações, acessos rodoviários e obras estruturantes como prioridades. “Na minha opinião, as maiores demandas são em infraestrutura. No ano passado, a maioria das prioridades eleitas junto ao governo do Estado e ao governo federal foram nessa área”, destacou.
Clei mencionou como exemplo a necessidade de melhorias em rodovias que podem servir como alternativas à BR-101, especialmente em momentos de bloqueio no Morro dos Cavalos. “Ter rodovias alternativas é fundamental para o escoamento da produção, para as empresas e para o desenvolvimento de toda a região”, explicou.
O presidente da Amurel reforçou que investimentos em infraestrutura impactam diretamente na economia regional. “É isso que cria um ambiente favorável para as empresas, para os negócios, para que continuem contratando, gerando renda e para que a gente siga no caminho do desenvolvimento sustentável”, concluiu.
Clei Rodrigues permanece à frente da Amurel até 2026, seguindo o critério adotado pela entidade, no qual a presidência é definida conforme a representatividade partidária entre os prefeitos da região.
Hemosc reforça pedido de doação de sangue no início de 2026 e alerta para queda nas doações durante férias
Por Rádio Guarujá14/01/2026 11h29
Foto: Mauricio Vieira / Secom / Divulgação
O Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) reforça o pedido para que a população inicie 2026 com a doação de sangue, especialmente durante o período de férias, quando os estoques tendem a cair, mas a demanda hospitalar permanece alta e pode até aumentar.
Entre janeiro e dezembro de 2025, as doações de sangue em Santa Catarina tiveram um crescimento de 5% em relação a 2024. No entanto, no mesmo período, a demanda por transfusões aumentou 30%, o que acende um alerta para a necessidade de doações regulares ao longo de todo o ano.
Sobre o tema, o Jornal da Guarujá conversou, na manhã desta quarta-feira (14), com Osana de Oliveira Gonçalves, colaboradora do setor de captação de doadores do Hemosc. Segundo ela, o período de férias exige atenção redobrada.
“Nós estamos em período de férias, mas a necessidade por sangue nos hospitais permanece e pode até aumentar, principalmente por causa dos acidentes. Por esse motivo a gente está reforçando o convite aos nossos doadores e também às pessoas que nunca doaram”, explicou.
De acordo com Osana, historicamente as doações diminuem nesta época do ano, enquanto o número de atendimentos hospitalares cresce.
“É uma época em que as pessoas viajam bastante, vão para as praias, acabam tendo mais acidentes, e isso é o que nos preocupa”, destacou.
Tipos sanguíneos em situação mais crítica
Embora o Hemosc trabalhe com o sistema de hemorrede estadual, em que os estoques são compartilhados entre todas as unidades, alguns tipos sanguíneos estão com níveis mais baixos no momento.
“Todo sangue é bem-vindo, mas neste momento as tipagens que estão realmente reduzidas no nosso estoque são A negativo, A positivo, O negativo e O positivo”, informou a colaboradora.
Quem pode doar sangue
A colaboradora do Hemosc também explicou quais são os critérios mínimos para quem deseja se tornar doador. Segundo ela, todos passam por uma triagem feita por profissionais de saúde, mas alguns requisitos básicos já podem ser observados antes mesmo de ir até a unidade.
“Precisa ter entre 16 e 69 anos, lembrando que quem tem 16 ou 17 anos deve estar acompanhado dos pais ou responsável legal. O limite para doar pela primeira vez é até os 60 anos”, explicou.
Além da idade, é fundamental estar em boas condições de saúde.
“A pessoa precisa estar bem de saúde para passar um sangue saudável para quem vai receber”, afirmou.
Outras orientações incluem evitar jejum prolongado, não consumir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação, alimentar-se adequadamente, evitando comidas gordurosas nas três horas antes, pesar mais de 50 quilos e apresentar documento oficial com foto.
Doação é segura e salva vidas
Osana reforçou ainda que todo o processo de doação é seguro e realizado por uma equipe qualificada.
“Nós temos uma equipe especializada desde a captação até as técnicas que realizam a coleta. Todo o material é descartável, então não há contraindicação para quem está doando”, ressaltou.
Ela também lembrou que o sangue não possui substituto.
“A gente sempre alerta a população que o sangue não tem substituto. A única fonte é a doação de uma pessoa saudável para quem precisa de transfusão. Por isso, precisamos de doadores todos os dias”, enfatizou.
Onde doar e como agendar
Santa Catarina conta atualmente com sete hemocentros. Para saber qual unidade é mais próxima, os interessados podem acessar o site www.hemosc.org.br, onde também estão disponíveis informações sobre horários de atendimento.
Na região Sul, o Hemosc possui unidades em Criciúma e Tubarão. Para agendamentos ou esclarecimento de dúvidas em Criciúma, o telefone de contato é (48) 3444-7400.
Prefeito de Tubarão avalia primeiro ano de mandato, fala sobre Amurel, obras e coleta de lixo
Por Rádio Guarujá13/01/2026 11h07
Fotos/Divulgação
O Jornal da Guarujá conversou, na manhã desta terça-feira (13), com o prefeito de Tubarão, Estêner Soratto da Silva Júnior (PL), que também encerrou nesta segunda-feira, dia 12, seu mandato como presidente da Associação de Municípios da Região de Laguna (Amurel), cargo que passou ao prefeito de Gravatal, Clei Rodrigues.
Ao fazer um balanço do período à frente da Amurel, Soratto classificou o ano como intenso, especialmente por coincidir com o primeiro ano de seu mandato no Executivo tubaronense. Segundo ele, o trabalho foi possível graças ao apoio dos prefeitos da região e da equipe técnica da associação.
“Foi um ano bastante intenso porque coincidiu com o primeiro ano de mandato à frente da prefeitura de Tubarão. Mas, como a gente teve um forte apoio dos 18 prefeitos da nossa Amurel e também dos colaboradores, que já têm uma equipe muito bem coesa, nós conseguimos avanços importantes”, afirmou.
Entre as principais conquistas, o prefeito destacou a aquisição da nova sede da Amurel, localizada no antigo Clube Cidade Luz. De forma indireta, ele explicou que o imóvel possui mais de dois mil metros quadrados e deverá atender a associação e seus consórcios por décadas. De forma direta, ressaltou: “Nós adquirimos uma área muito grande, um imóvel que com certeza vai atender tanto a Amurel quanto os consórcios de saúde e multifinalitário por mais de 30 anos, sem precisar buscar uma nova sede”.
Soratto explicou ainda que seu foco foi a compra do prédio, enquanto a adequação e reforma do espaço ficarão sob responsabilidade do novo presidente da entidade. Além disso, citou a realização de treinamentos para servidores municipais e prefeitos e o início das operações da usina de asfalto da Amurel, que entrou em funcionamento em dezembro. Para ele, o mandato de um ano é curto. “Quando você está pegando o jeito da coisa, o mandato está acabando”, disse, defendendo a adoção de mandatos de dois anos, a exemplo da Fecam.
Balanço do primeiro ano de governo
Ao avaliar o primeiro ano à frente da Prefeitura de Tubarão, o prefeito afirmou que 2025 foi marcado por ajustes administrativos, desafios financeiros e entregas importantes. Ele destacou que, mesmo sendo tradicionalmente um ano sem grandes obras, a gestão rompeu esse padrão.
“Fizemos a pavimentação de mais de 52 ruas, um número histórico para um primeiro ano de mandato”, afirmou. Segundo ele, também foram iniciadas a construção do maior posto de saúde do município e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas, além da implantação da telemedicina.
Na área da saúde, Soratto detalhou a criação do programa conhecido como “Uber da Saúde”, voltado a pacientes em tratamento oncológico e de hemodiálise. “Antes, o paciente tinha que esperar todo mundo terminar o procedimento para voltar para casa. Agora, cada paciente chama o transporte, vai para a clínica e, assim que termina, já retorna para casa, dando mais conforto para quem está em um tratamento severo”, explicou.
O prefeito também citou ações na infraestrutura urbana, como a substituição de antigas tubulações por galerias maiores em rios e riachos, com o objetivo de reduzir alagamentos. “Antes eram pequenos tubinhos que não davam vazão, agora a água escoa mais rápido para o rio e as ruas não ficam alagadas”, disse.
Na educação, Soratto destacou a reforma e ampliação de duas creches, que tiveram suas estruturas dobradas, além da renovação da frota escolar. Apesar das entregas, reconheceu as dificuldades financeiras enfrentadas pelo município, que possui dívidas com bancos, parcelamentos de impostos e precatórios. Segundo ele, a situação foi organizada ao longo do ano. “A dívida ainda existe, mas está bem equacionada. Entramos em 2026 muito melhor do que quando entramos em 2025”, afirmou.
Um dos principais desafios citados pelo prefeito é a coleta de lixo em Tubarão. Atualmente, o serviço é realizado de forma emergencial por uma empresa provisória. Soratto explicou que uma nova licitação será aberta no dia 20 e que a expectativa é firmar um contrato definitivo de cinco anos.
“Estamos com uma empresa emergencial que não consegue contratar mão de obra suficiente. Não está legal”, admitiu. Ele demonstrou confiança de que o novo contrato resolverá o problema. “Com um contrato de cinco anos, a empresa tem segurança para comprar caminhões novos e remunerar melhor os funcionários, fidelizando essa mão de obra, que hoje é a grande dificuldade”, afirmou.
O prefeito explicou ainda que a empresa atual não faz investimentos justamente por saber que o contrato é temporário. “Ela sabe que a qualquer momento pode sair, então não fideliza funcionário e não investe. Com o contrato definitivo, a gente tem muita convicção de que o problema será resolvido”, concluiu.
Confira entrevista completa
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Senadores pedem prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro; Jorge Seif aponta perseguição política e agravamento da saúde
Por Rádio Guarujá12/01/2026 10h04
Foto/Agência Senado
Um grupo de cerca de 24 senadores encaminhou, na semana passada, um abaixo-assinado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido tem como base o estado de saúde do ex-presidente e é assinado por parlamentares de diferentes estados, entre eles o senador Jorge Seif (PL-SC).
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, Seif afirmou que Bolsonaro reúne uma série de condições que justificariam a medida. Segundo o senador, o ex-presidente é idoso, passou por diversas cirurgias e apresenta um quadro de saúde que vem se agravando nos últimos meses.
“O presidente Bolsonaro é uma pessoa idosa, sofreu uma tentativa de assassinato em 2018, já passou por mais de oito cirurgias, e nós temos visto a saúde dele se degradando. A última cirurgia, inclusive, já aconteceu com ele preso”, afirmou.
O senador também questionou as acusações que levaram à prisão do ex-presidente, especialmente a investigação relacionada à tentativa de golpe de Estado. Para Seif, não há elementos que sustentem a tese.
“Como falar em golpe de Estado de uma pessoa que estava nos Estados Unidos? Um golpe sem arma, sem tanque, sem sangue, num domingo em que todas as autoridades estavam de recesso. É um golpe que nós sabemos que é fake”, declarou.
De forma indireta, Seif avaliou que Bolsonaro não oferece risco à ordem pública nem possibilidade de fuga, o que, em sua visão, reforça a viabilidade da prisão domiciliar. Ele destacou que o pedido encaminhado ao STF já conta com cerca de 24 assinaturas.
“Qual é a possibilidade de ele fugir? Ele não tem condição física para isso. O que estamos pedindo é que ele fique em casa, com a família, com acompanhamento médico e de enfermeiros”, disse.
Durante a entrevista, o senador relatou preocupação com episódios recentes envolvendo a saúde de Bolsonaro dentro da unidade onde está preso. Segundo ele, houve demora no acionamento de atendimento médico após uma queda sofrida pelo ex-presidente.
“Depois desse acidente dentro da cela, demorou demais para chamar a equipe médica. Isso mostra uma leniência (lentidão) do Estado com a saúde dele. Ele bateu com a cabeça, está tossindo muito, vomitando muito, está num estado de saúde gravíssimo”, afirmou.
Seif comparou a situação de Bolsonaro com a de outros ex-presidentes que, segundo ele, receberam tratamento mais flexível da Justiça. Citou o caso de Fernando Collor de Mello, que teve prisão domiciliar concedida por questões de saúde.
“O Collor foi condenado por corrupção, tinha um quadro de saúde bem mais leve do que o do Bolsonaro, e mesmo assim teve a prisão domiciliar concedida. Então, o que estamos pedindo não é nada absurdo”, argumentou.
Questionado sobre a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes atender ao pedido, Seif disse que, apesar das divergências, ainda há expectativa de uma decisão favorável.
“Nós precisamos acreditar. Mesmo sabendo da animosidade e da perseguição visível contra o presidente Bolsonaro, é importante que esse pedido esteja na mesa do ministro”, afirmou.
O senador também citou publicações recentes da família Bolsonaro que mostram o ex-presidente passando mal, com dificuldades para se alimentar, o que, segundo ele, evidencia o impacto físico e psicológico da prisão.
“A injustiça mexe com o emocional de qualquer pessoa e isso acaba refletindo na saúde. Nós tememos, sinceramente, pela vida do presidente se ele continuar preso nessas condições”, disse.
Ao final da entrevista, Jorge Seif reforçou que os senadores estão limitados às vias institucionais e que a decisão cabe exclusivamente ao Judiciário, embora considere o tratamento dado ao ex-presidente inadequado.
“Não dá para compreender como demora quase duas horas para acionar uma equipe médica após a queda de um ex-presidente dentro da Polícia Federal, em Brasília, cercado de hospitais. Isso me parece abandono e descaso do Estado brasileiro”, concluiu.