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Rádio Guarujá
Brasil é alvo de tarifa e sanção nos EUA: o que está por trás dos novos movimentos de Trump
Por Rádio Guarujá31/07/2025 11h31
Foto/Arquivo Agecom
Em mais um capítulo da crescente tensão nas relações comerciais e diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou nesta quarta-feira, 30, a aplicação do pacote tarifário, apelidado de “tarifaço”, que prevê aumento de 50% nas tarifas de diversos produtos brasileiros. No entanto, cerca de 700 itens acabaram sendo excluídos da medida, o que trouxe algum alívio ao governo federal. Por outro lado, Trump surpreendeu ao incluir o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na lista da Lei Magnitsky — uma legislação que prevê sanções a indivíduos acusados de corrupção e violação de direitos humanos.
Para analisar o impacto econômico e político desses desdobramentos, o Jornal da Guarujá conversou com o economista, cientista político e professor Enio Coan, que classificou o momento como delicado e alertou para a necessidade de maior protagonismo do Brasil nas negociações internacionais.
Apesar da exclusão desses itens, Coan é enfático ao afirmar que o governo brasileiro não deve comemorar. “Não, não tem que comemorar nada por enquanto, não. Aliás, ele também prorrogou o prazo de entrada em vigor, assinou o decreto, mas deu mais uma semana, digamos assim, para tentativa de negociações.”
O economista criticou a postura passiva do governo brasileiro diante da medida. “O que é de a gente estranhar bastante é que o governo brasileiro não tomou iniciativa nenhuma para sentar, negociar e tal. Então ficou esperando, ficou na expectativa. E agora tem que correr.”
Produtos isentos e prazos de transição
Apesar do aumento tarifário, uma série de itens ficou isenta das tarifas adicionais. Além de produtos específicos, outra exceção se aplica a mercadorias que já estavam em trânsito antes da entrada em vigor da ordem. Para isso, os produtos precisam chegar aos Estados Unidos até 5 de outubro, garantindo que não sejam impactados.
Confira os principais itens isentos pelo decreto:
Castanha-do-brasil
Suco e polpa de laranja
Fertilizantes
Artigos de aeronaves civis não militares
Produtos de ferro, aço, alumínio e cobre
Madeira
Celulose
Metais e minerais como silício, ferro-gusa, alumina e estanho
Diversos tipos de carvão, gás natural, petróleo e derivados
“Quem vai pagar mais caro é o consumidor americano”
Coan esclareceu que o impacto imediato não recai sobre os brasileiros. “O impacto que existe para a economia, vamos falar em Santa Catarina ou também para o Brasil todo, não é em cima do consumidor brasileiro. Muita gente tem me perguntado: vai ficar mais caro isso, vai ficar mais caro aquilo? Sim, se o Brasil retalhar, sim.”
Ele explica que a tarifa atinge empresas dos EUA que compram do Brasil. “Mas quem vai pagar mais caro pela taxa imposta pelo Trump é o consumidor americano. São os produtos que nós mandamos para lá.”
Santa Catarina na linha de frente das exportações
O professor destacou que Santa Catarina deve sentir mais diretamente os efeitos da medida. “Santa Catarina é um estado bastante dependente de exportações, porque é o estado mais dinâmico do Brasil e tem uma diversificação industrial bastante grande.”
Ele cita setores que devem ser atingidos. “O estado trabalha em muitos setores, e muitos são setores preparados para a exportação, como é o caso da madeira. Móveis e madeira de todos os tipos, beneficiadas, painéis, madeiras cerradas, apesar de isenção de alguns itens de madeira, ainda tem um impacto forte.”
“Faltou iniciativa do Brasil”
Coan também criticou a condução diplomática do governo brasileiro. “Os americanos estiveram muito abertos, como estiveram com todos os países. Se eles sentaram com a grande maioria dos países do mundo e não sentaram com o Brasil, é porque houve falta de interesse, falta de iniciativa do Brasil.”
Segundo ele, a equipe brasileira foi montada tarde e sem planejamento. “Só montaram uma equipe de negociação agora, nos últimos dias, e foram aos Estados Unidos sem agenda. Quer dizer, vão bater na porta para pedir licença. E aí é muito complicado isso das relações internacionais.”
Câmbio alto pode aliviar impactos
Apesar do cenário desafiador, Coan vê na taxa de câmbio um fator que pode ajudar os exportadores brasileiros. “Nós temos uma folga, eu creio, muito grande e que não tem sido comentada, que é o câmbio. A nossa taxa cambial está exageradamente alta.”
Ele explica que isso pode gerar compensações. “Os exportadores brasileiros podem compensar uma parte da taxa imposta ao produto com queda do preço em dólar para exportar. Então essa folga pode ajudar na hora de sentar e negociar.”
Coan também comentou o embate político que tem marcado as relações entre os dois países. “Os Estados Unidos exercem liderança mundial, tanto na questão econômica quanto nas questões políticas. A geopolítica global, digamos assim, ou a política mundial, passa pelos Estados Unidos. Eles ditam regras.”
Na visão do professor, não cabe ao Brasil tentar impor condições. “Não há como o Brasil tentar impor alguma coisa aos Estados Unidos. Tem que negociar.”
Lei Magnitsky
A inclusão do ministro Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky foi interpretada por Coan como um sinal claro do incômodo americano com os rumos da Justiça brasileira. “É exatamente essa questão de exagero que nós estamos presenciando aqui no Brasil e que está repercutindo na arena internacional.”
Segundo ele, os EUA não tomaram essa decisão de forma repentina. “Os Estados Unidos estavam observando o Brasil de longe há bastante tempo, já inclusive desde antes do governo Lula, com os outros que passaram, as outras gestões, digamos assim, do governo que se diz de esquerda no Brasil.”
Ele citou ainda episódios que contribuíram para o desgaste da imagem brasileira no exterior. “Já desde o caso Petrobras, que fez com que muitos americanos perdessem dinheiro com investimentos brasileiros feitos de forma errada. Ficou uma mancha muito grande na questão da relação econômica internacional no Brasil.”
Coan vê a atuação do STF como excessiva e aponta uma crise de legitimidade institucional. “Eles estão vendo que há um exagero judiciário brasileiro. Há um exagero da nossa justiça maior, digamos, daqueles que deveriam ser os guardiões da Constituição, estão sendo delegacia de polícia.”
E acrescenta: “O ex-presidente Jair Bolsonaro, na minha opinião, está apenas sendo uma das figuras usadas como exemplo. Fala-se em democracia no Brasil, mas me parece que democracia tem lado.”
Coan encerra com um alerta para o governo brasileiro: “Tudo precisa ir para a matemática, não é só na conversa política. O Brasil precisa sentar, tem que negociar, tem que trabalhar. O momento exige mais profissionalismo e menos ameaça.”
Confira entrevista completa
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Depressão sazonal: psicóloga Vanesa Bagio alerta para os impactos do inverno na saúde emocional
Por Rádio Guarujá30/07/2025 13h04
Foto/Redação
Em mais uma edição do quadro Mente em Sintonia, a psicóloga Vanesa Bagio abordou um tema que costuma ganhar destaque nos dias mais frios: a depressão sazonal. Segundo ela, o inverno é um período em que aumentam os quadros de desânimo, irritabilidade e isolamento.
Ela destacou que o transtorno, conhecido também como transtorno afetivo sazonal, não está necessariamente ligado a traumas ou datas marcantes, mas sim a fatores como a menor exposição à luz solar. “A luz solar acaba não aparecendo muito, então a tendência da pessoa… o neurotransmissor dela, a parte hormonal, não ter luz solar acaba trazendo mais a questão da escuridão e daquela sensação de cansaço, de ficar mais encolhido nessa época do ano.”
Vanesa também chamou atenção para a experiência observada em outros países, como os nórdicos, onde o inverno é rigoroso. “Há uma preocupação dos países nórdicos, principalmente. Países em que três horas da tarde já está escuro. E há um alto índice de pessoas deprimidas nesses países.”
Segundo a psicóloga, o inverno favorece mudanças de rotina que afetam diretamente o bem-estar. “Começou o inverno e a tendência da pessoa é abandonar uma atividade física porque ficou gelado, ficou frio. A noite já não é tão bem dormida, já causa mais insônia. A pessoa já acorda irritada, e ao longo do dia isso vai se mantendo.”
Para quem já enfrenta quadros de depressão, ansiedade ou estresse, os sintomas podem se intensificar nessa época do ano. “A dopamina, a serotonina, que trazem aquela sensação de bem-estar… nessa época do ano, as pessoas tendem a se recolher mais, ficar em ambientes fechados. E se você já tem um grau de ansiedade maior, isso pode agravar.”
Vanesa reforçou a importância de não interromper o uso de medicações sem orientação médica. “Hoje eu estou recebendo muito algo que chama a atenção: não cortem a medicação por conta. Mantenha isso e só pare por indicação médica, por favor. A depressão é uma doença mental, seríssima.”
Além da continuidade do tratamento médico, ela orienta a manter hábitos saudáveis. “Mesmo que não for fora do teu ambiente, pense: final de semana, o tempo que você tem, saia para dar uma volta no parque, andar de bicicleta, passear com os seus filhos… Construa esses hábitos.”
Ela também sugere que novas rotinas não sejam iniciadas no inverno. “Sempre que você tem a tendência de começar algo, não comece no inverno. Comece no verão, quando tua energia está diferente. Assim, quando chegar o inverno, não vai te frustrar.”
A psicóloga ainda lembrou que a saúde emocional está conectada a outros aspectos do corpo. “Avalie a parte hormonal, a parte de vitaminas. É uma época do ano que a gente evita até tomar água. O ritmo vai mudar a tua mente também.”
Por fim, ela reforçou a importância da organização diária. “A gente precisa dessa organização, que é o nosso planejamento. E hábito é algo que você faz com prazer, que te traz bem-estar. Isso é uma prevenção.”
Para mais informações sobre o trabalho da psicóloga Vanesa Bagio, dicas sobre saúde emocional ou para agendar uma consulta, siga @vanesabagio.psi no Instagram ou visite o consultório no Edifício Cidade das Colinas – Rua João Ramiro Machado, 321, Sala 6, Centro, Orleans.
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Com tema “Matrimônio Edificado na Rocha”, acampamento para casais será realizado em Criciúma
Por Rádio Guarujá30/07/2025 12h52
Foto/Divulgação Instagram
Nos dias 13 e 14 de setembro, a cidade de Criciúma receberá o 8º Acampamento para Casais – Matrimônio Edificado na Rocha, um evento voltado à oração, reflexão e vivência espiritual para fortalecer os laços do matrimônio cristão. A programação terá missa, partilha da palavra, momentos de louvor, oração e dinâmicas especiais voltadas à restauração familiar.
O encontro será realizado no Oratório Sagrada Família, no bairro Verdinho, espaço onde o Grupo de Oração Casais Adoradores promove suas atividades mensais. A estrutura do oratório é, inclusive, simbólica: trata-se de uma antiga estufa de fumo, restaurada especialmente para acolher experiências de fé e espiritualidade.
O Jornal da Guarujá conversou com Alexandre Antunes Luca, coordenador do grupo Casais Adoradores, que destacou a missão do movimento, ativo há 15 anos na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no bairro Cidade Mineira, em Criciúma.
“Nós somos um grupo da Renovação Carismática Católica e temos como missão a restauração das famílias. Nosso lema é: ‘famílias restauradas, restaurando outras famílias’. Toda sexta-feira temos nosso grupo aberto de oração, voltado especialmente para casais, com partilha, louvor e acolhimento espiritual”, explicou Alexandre.
Acolhimento e vivência
O acampamento tem um formato diferenciado: os casais dormem em barracas e vivenciam uma imersão completa na fé e na espiritualidade conjugal. No entanto, para casais que, por questões de saúde ou preferência, não desejam acampar, há a opção de participar das atividades e retornar para casa no fim do dia, com o compromisso de voltar no dia seguinte para completar a experiência.
Neste ano, o retiro contará com a presença do bispo diocesano Dom Jacinto e do padre Vicente, da Comunidade Bethânia, fundada pelo saudoso Padre Léo, hoje em processo de beatificação no Vaticano.
“Será um momento muito impactante. O tema ‘Matrimônio Edificado na Rocha’ nos lembra que Jesus precisa ser a base sólida do casamento. O retiro é um tempo de interiorização e escuta, para permitir que Deus fale ao coração de cada casal”, reforça Alexandre.
Inscrições limitadas
As inscrições para o acampamento já estão abertas e são limitadas a 50 casais. Segundo a organização, mais da metade das vagas já foi preenchida. Interessados podem se inscrever diretamente pelo Instagram: @casaisadoradoresgo, onde está disponível o link para inscrição. Informações também podem ser obtidas diretamente com o coordenador Alexandre, pelo WhatsApp (48) 99131-7057.
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Secretário de Saúde rebate críticas do vereador Dovagner em sessão da Câmara e clima parece continuar tenso no Legislativo de Orleans
Por Rádio Guarujá29/07/2025 12h23
Foto/Redação
Após uma semana marcada por embates e declarações polêmicas no Legislativo de Orleans, a 27ª Sessão Ordinária da Câmara, realizada na noite desta segunda-feira (28), contou com a presença do secretário municipal de Saúde, Paulo Conti. Ele utilizou a tribuna para rebater duramente as críticas feitas pelo vereador Dovagner Baschirotto (MDB) na sessão anterior. O Jornal da Guarujá ouviu os dois lados.
Conti afirmou que suas declarações refletem o que sentiu diante das falas do parlamentar, especialmente durante a sessão do dia 2 de junho. “O que eu disse, eu mesmo reforço. Não é que eu reforço, é verdade, é o meu sentimento, é o que eu senti aqui na segunda-feira passada, quando eu estava no auditório da Câmara, e também na gravação da reunião do dia 2/6. Foram acusações à saúde, algumas vezes sem ter a certeza do acontecimento”, pontuou.
O secretário se mostrou incomodado com afirmações feitas por Baschirotto de que em algumas unidades de saúde só seriam atendidas gestantes ou pacientes em busca de receitas médicas. “Não é verdade. Mas ele não veio aqui questionar, ele veio afirmar que acontece assim”, criticou, destacando que está disponível na secretaria das 8h às 12h e das 13h às 17h para esclarecimentos.
Uma das falas que mais desagradou Conti foi a de que “a saúde de Orleans despencou”. “Como despencou? Nós encontramos o CAPS sem alimentação, sem veículo, sem psiquiatra. Se ele diz que a saúde despencou, eu tenho o direito de dizer que ela já estava despencada”, declarou.
O secretário também apresentou números relacionados à vacinação para contestar a crítica de queda na qualidade do serviço. “Em 2024, a vacinação de gestantes, crianças e idosos foi de 3.564 pessoas. Em 2025, em sete meses, já são 3.665. Se considerarmos o público geral, foram 7.960 pessoas vacinadas em 2024 e 8.175 em 2025 até agora. O índice estadual hoje é 45,36%. Orleans está com 60,22%”, afirmou.
Em relação à fala da vereadora Mirele Debiasi (PSDB), que disse ter se sentido ofendida por um comentário sobre “capacidade intelectual” dos críticos da saúde, o secretário negou que tenha direcionado a frase aos parlamentares. “Talvez ela tenha entendido assim. Eu estava me referindo ao comportamento dos vereadores de maneira geral na última sessão, que foi bastante conturbada. Todos os partidos fizeram manifestações contrárias àquele comportamento”, explicou.
Questionado sobre eventuais mágoas, Conti disse que episódios como o ocorrido fazem parte da política. “Fui secretário em Criciúma duas vezes, estou aqui em Orleans porque fui convidado. Quero continuar esse trabalho com minha equipe, que é muito comprometida”, afirmou.
Dovagner se diz desrespeitado por fala de secretário
Também ouvido pelo Jornal da Guarujá, o vereador Dovagner Baschirotto se disse surpreso com a postura do secretário. “Foi lamentável, porque o secretário, em vez de trazer explicações pra comunidade, se dirigiu a mim. Não precisava vir na sessão pra falar comigo”, afirmou.
Baschirotto considerou que a fala foi dirigida diretamente a ele. “Tentou até dizer que não, mas como está gravado, foi direcionado a mim. Mas eu disse e repito: a fala não é do vereador Dovagner, é da população orleanense. O vereador levanta os fatos que estão acontecendo na cidade”, disse.
Ele negou que tenha feito acusações falsas. “Falei sobre situações que estão ocorrendo na saúde. Fico triste com a fala dele, e até com o descaso dele durante a sessão.”
Baschirotto também lembrou críticas que o atual grupo político fez no passado sobre secretários de fora. “Se lá atrás eles criticavam, vem agora a mesma fala. Isso faz parte do jogo político. A sessão foi tensa, mas hoje já foi um pouco mais apaziguadora. Ainda assim, acho que teremos muitos embates até o fim do mandato”, avaliou.
Sobre sua fala na tribuna em que disse “se a eleição fosse amanhã, eu estava fora”, o vereador reafirmou o desânimo momentâneo. “Se a eleição fosse amanhã, o vereador Dovagner não seria mais candidato. Agora, daqui a três anos e quatro meses, dependendo do que acontecer, estarei à disposição da população.”
“Falta diálogo com o Executivo”, aponta vereador
Para Dovagner, o cenário político atual reflete uma falta de abertura por parte da gestão municipal. “Tivemos uma reunião no Executivo sobre projetos de ruas. De lá para cá, não fomos chamados para mais nada. Eu acho que o Executivo deveria chamar ambas as partes para conversar”, opinou.
O vereador se disse disposto ao diálogo, mas relatou situações desconfortáveis envolvendo até setores da Prefeitura. “Achei constrangedor. Tem setores que foram orientados a não nos atenderem. Isso está me tirando o sono.”
Ao final, o vereador Dovagner disse que apesar dos embates na Câmara, a população pode contar com os vereadores. A gente não vai baixar a cabeça e vai continuar levantando os fatos, não só na saúde como na educação, infraestrutura, social, administrativo e no esporte. Fomos eleitos pra isso e vamos continuar fiscalizando.”