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Rádio Guarujá
Entrevista: secretário da Saúde fala sobre situação trabalhista no Hospital Materno-Infantil de Criciúma
Por Rádio Guarujá04/03/2026 11h41
Foto/Reprodução Internet
O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde) encaminhou à Secretaria de Estado da Saúde a pauta de reivindicações dos trabalhadores do Hospital Materno-Infantil Santa Catarina, em Criciúma. A unidade é administrada pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas).
Entre os principais problemas apontados estão a falta de depósito do FGTS, inconsistências no pagamento do complemento do piso da enfermagem e dificuldades relacionadas a empréstimos consignados que estariam sendo descontados em folha, mas não repassados às instituições financeiras.
Na manhã desta quarta-feira (4), o Jornal da Guarujá conversou com o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi Silva, que afirmou que o governo vem cumprindo os compromissos previstos em contrato.
“A Secretaria de Estado da Saúde vem cumprindo todos os compromissos que possui dentro do contrato de gestão, pagamentos que estão sendo pagos, mas, independente de estarmos cumprindo tudo o que é devido, nós nos preocupamos porque nós queremos que todos os funcionários, trabalhadores estejam bem, recebendo o que é de direito, para que a população possa ser atendida da maneira correta”, declarou.
O secretário reconheceu que houve necessidade de intervenção por parte do Estado em momentos anteriores e afirmou que o diálogo com a entidade gestora continua.
“Não há muito tempo atrás nós fizemos também uma intervenção nesse sentido, conversando com os trabalhadores e com a entidade. Ainda essa semana eu conversei com a entidade, porque uma parte foi regularizada, mas tem uma questão relacionada ao recolhimento de FGTS que está sendo resolvido”, disse.
Segundo ele, há um edital em andamento para seleção da entidade que administrará a unidade pelos próximos anos. “Temos um edital em andamento também, onde as entidades podem participar com a melhor proposta de trabalho dentro da unidade, e o Estado vai acompanhar para que ninguém tenha qualquer tipo de prejuízo e que a gente possa estabilizar, sem interferir no atendimento que é prestado.”
Possibilidade de greve
O presidente do sindicato Cléber Cândido não descarta a possibilidade de greve, caso as pendências não sejam resolvidas. Sobre isso, o secretário afirmou que a Secretaria acompanha o caso de forma ativa.
“A Secretaria de Estado vem acompanhando. Sobre o piso da enfermagem, trata-se de uma definição de uma lei feita pelo Congresso Nacional e uma decisão do STF com relação à diferença de pagamento. Isso foi comprovado que está regular, está correto. A questão do FGTS, ainda ontem eu conversei com uma pessoa da entidade e está sendo resolvido o que faltava essa semana. Os pagamentos de vencimentos estão em dia”, afirmou.
Ele ressaltou que, embora a responsabilidade direta seja da entidade gestora, o governo não se omite. “Mesmo não sendo uma questão do Estado, já que a entidade tem que cumprir com os compromissos, a gente entende que deve atuar, porque o que importa é o atendimento para a população e que o trabalhador não tenha qualquer tipo de prejuízo.”
Para o secretário, o diálogo é fundamental para evitar prejuízos maiores. “Quando o diálogo é construído, quando as etapas vêm sendo cumpridas, isso evita prejuízo à população. A gente tem certeza que o que falta a ser resolvido vai ser resolvido.”
Questionado sobre informações de que o Ideas teria repassado dados ao Estado que não condiziam com a realidade, o secretário confirmou que houve inconsistências.
“Nós tivemos uma situação no pagamento do vencimento de fevereiro, no momento mais crítico, onde o vencimento teve um atraso de um, dois dias, se eu não me engano, e tem uma questão muito forte relacionada aos empréstimos consignados em folha e o recolhimento desses empréstimos, além da questão do FGTS. Eles deram uma informação que estaria pacificado, uma parte foi pacificada e outra não”, afirmou.
Segundo ele, ao tomar conhecimento da situação, o Estado cobrou esclarecimentos. “Prefiro entender que sejam questões de informações que não foram repassadas na totalidade e não com uma má-fé”, disse.
O secretário reconheceu que a falta de recolhimento do FGTS gera insegurança. “Quando o trabalhador vê que o FGTS não foi recolhido, obviamente existe uma preocupação. E a questão do consignado acaba prejudicando também a vida financeira do profissional.”
Ele afirmou que os vencimentos estão em dia e que eventuais erros de cálculo já foram corrigidos. “Agora acredito que o que falta ser normalizado vai ser normalizado, e aí a partir disso a gente olhar para frente.”
Prazo e futuro da gestão
Sobre prazos para regularização, Diogo Demarchi afirmou que houve compromisso recente da entidade.
“Essa semana a entidade se comprometeu inclusive a chamar o sindicato para explicar o momento e explicar as próximas ações. Então até semana que vem a gente deve ter isso mais pacificado.”
O secretário também comentou a possibilidade de substituição do Ideas. “Nós temos um edital de concurso de projetos na rua. Esse edital está selecionando uma entidade para administrar o hospital, que pode ser o Ideas, porque ele não está impedido de participar, como pode ser outra entidade.”
O resultado do processo deve ser conhecido em meados de abril. “Se não for o Ideas, será feita uma transição garantindo todos os direitos aos profissionais. A gente vai acompanhar para que todos os direitos sejam recebidos.”
Ele destacou que o atual contrato é baseado em um edital de 2018 e que o novo modelo prevê ajustes. “O edital prevê aumento dos serviços. Nós entregamos agora também uma reforma dos leitos de UTI, com investimento de quase R$ 5 milhões na unidade.”
Entre as melhorias previstas estão adequações estruturais. “Pretendo, virando o edital com a entidade vencedora, fazer outras adequações físicas na unidade, como por exemplo a recepção, que é pouco acolhedora.”
O secretário reforçou que o foco é garantir estabilidade administrativa e continuidade do atendimento. “A gente não trabalha com a possibilidade do que aconteceu há 10, 12 anos atrás, onde numa ausência da Secretaria, os trabalhadores foram lesados. Hoje há acompanhamento. O objetivo é garantir o atendimento à população e segurança aos trabalhadores.”
Confira entrevista completa
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Entrevista: porta-voz do Exército de Israel detalha ataque que matou líder supremo do Irã em operação conjunta com os EUA
Por Rádio Guarujá04/03/2026 11h34
Imagem/Redação
Um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel na manhã de sábado matou o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, além de dezenas de autoridades iranianas, segundo informações divulgadas pelo Exército de Israel. A ofensiva elevou drasticamente a tensão no Oriente Médio e provocou reação imediata do governo iraniano, que anunciou contra-ataques.
Neste domingo, dia 1º, o edifício em Qom onde seria realizada a eleição do novo líder supremo também foi atingido. O governo iraniano afirma que houve vítimas civis em ações recentes. Israel, por sua vez, sustenta que os alvos foram exclusivamente militares.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o major Rafael Rozenszajn, porta-voz do Exército de Israel para países de língua portuguesa, afirmou que a ofensiva foi uma resposta a ameaças consideradas existenciais.
“Essa guerra foi imposta. O regime iraniano há décadas vem dizendo claramente que deseja a eliminação do Estado de Israel, a eliminação da América, e estava se aproximando de ter capacidade para colocar em prática esse desejo”, declarou.
Segundo ele, o avanço do programa militar iraniano motivou a ação conjunta. “Nós não poderíamos permitir que o regime mais perigoso do mundo tenha também os armamentos mais perigosos do mundo”, afirmou.
Rozenszajn disse que o Irã vinha ampliando significativamente seu arsenal. “O Irã tomou a decisão de chegar a ter 8 mil mísseis balísticos direcionados em direção ao território de Israel”, afirmou. Ele também alegou que, apenas no último ano, “foram 900 milhões de dólares repassados aos grupos terroristas que atuam aqui na região”.
Lideranças mortas e estruturas destruídas
Sobre os resultados da operação, o porta-voz detalhou: “Só no primeiro minuto da guerra, nós eliminamos mais de 40 líderes do Irã, inclusive o aiatolá, o líder iraniano, o Khamenei. Eliminamos o chefe de Estado-Maior, o comandante da Aeronáutica, o comandante da Guarda Revolucionária”.
Ele acrescentou que já foram destruídos “cerca de 150 mísseis balísticos que estavam direcionados ao nosso território”, além de “mais de 200 lançadores de mísseis balísticos”. Também afirmou que “1.500 mísseis que estavam prestes a serem produzidos foram destruídos” e que diversas fábricas militares foram atingidas.
“O nosso objetivo é garantir que o Irã não tenha essas três fontes de ameaça: os mísseis balísticos, o programa nuclear e o patrocínio aos grupos terroristas”, declarou.
Acusações sobre vítimas civis
A TV estatal iraniana divulgou informações de que uma escola teria sido atingida, com estudantes mortos. O porta-voz israelense refutou a versão.
“Nós não podemos acreditar em um regime terrorista”, disse. E completou: “O Exército de Israel não atuou nessa área da escola. “Qualquer civil que paga o preço da guerra é uma tragédia, mas é preciso checar os fatos”.
Ele afirmou ainda que Israel analisa eventuais acusações de irregularidades. “Quando Israel é acusado de cometer alguma conduta ilegal durante a guerra, nós analisamos as nossas condutas para verificar se agimos realmente de acordo com a lei. O Irã não verifica suas condutas quando atinge nossos civis.”
Contra-ataques e mortes em Israel
O Irã anunciou retaliações. De acordo com Rozenszajn, “foram pelo menos 12 civis aqui em Israel que já morreram pelos mísseis iranianos, dezenas ficaram feridos”. Segundo ele, os projéteis “explodem em zonas residenciais”.
“O fato de em Israel ter menos pessoas que morrem durante a guerra não é porque o Irã não atinge nossos civis, é porque nós utilizamos todos os nossos recursos para favorecer a nossa população, para construir hospitais, para construir sistemas de defesa aérea”, afirmou.
Durante a entrevista, o porta-voz classificou o conflito como ideológico. “Essa guerra não é somente uma guerra entre Israel e Estados Unidos e o Irã. É uma guerra de valores”, disse.
Ele acrescentou: “Essa guerra é travada entre o eixo do bem e o eixo do mal” e afirmou que o Irã “é um mal para o mundo todo”.
Relação com o Brasil
Questionado sobre declarações de autoridades brasileiras que pedem cautela diante do conflito, o porta-voz evitou comentar posicionamentos políticos do Brasil, mas destacou a importância histórica das relações entre os dois países.
“Eu gosto muito do povo brasileiro, sou nascido no Brasil. O povo brasileiro recebeu nosso povo de braços abertos depois do Holocausto e sou muito grato a isso. O que posso dizer é, que fico muito triste de ver como estão as relações entre os dois países. O Brasil teve papel fundamental na criação do Estado de Israel, em 1947, na ONU. Espero que as relações voltem a ser como sempre foram”, disse.
Ação Mulher Coorsel abre calendário 2026 com grupos ativos em quatro cidades do Sul
Por Rádio Guarujá03/03/2026 13h03
Foto/Divulgação Coorsel
Com horários e monitores definidos, os participantes do projeto Ação Mulher Coorsel estão em contagem regressiva para o início das atividades. As primeiras aulas de 2026 ocorrerão nesta semana.
A proposta do projeto da cooperativa é promover inclusão social, bem-estar e fortalecimento comunitário por meio de atividades físicas, culturais e recreativas. As atividades são abertas a toda a comunidade, de segunda a sexta-feira, com foco nas mulheres e nos idosos.
São cerca de 40 grupos nos municípios de Treze de Maio, Pedras Grandes, Tubarão e Orleans e aproximadamente mil participantes. As oficinas são de artesanato, culinária, ritmos, dança, funcional e bingos.
Comprometida com o bem-estar da comunidade, cooperativa disponibiliza os professores e materiais para que a comunidade possa participar gratuitamente das aulas. Em Orleans, a Coorsel conta com o apoio da prefeitura.
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Projeto que permite sepultamento de pets junto aos tutores começa a tramitar em Tubarão
Por Rádio Guarujá03/03/2026 13h00
Imagem/Reprodução
Já adotado em cidades como São Paulo e Florianópolis, um projeto de lei que autoriza o sepultamento de animais de estimação nos mesmos túmulos e jazigos de seus tutores passa a ser discutido em Tubarão a partir desta semana. A proposta é de autoria do vereador Matheus Madeira (PT).
O projeto foi apresentado em sessão da Câmara e inicia agora a tramitação pelas comissões permanentes, como as de Constituição e Justiça e de Saúde. Segundo o autor, a proposta não impõe nenhuma obrigação, apenas cria a possibilidade para quem desejar.
“A proposta é que os tutores tenham essa opção. Não será nada imposto. A vontade dos tutores será respeitada”, afirmou o vereador em entrevista ao Jornal da Guarujá.
Vínculo afetivo e questão sanitária
De acordo com Matheus Madeira, a iniciativa reconhece o vínculo afetivo cada vez mais forte entre famílias e seus animais de estimação. A ideia é permitir que, após a morte, o pet possa ser sepultado no mesmo jazigo familiar, caso essa seja a vontade dos responsáveis.
O parlamentar cita experiências já implementadas em municípios brasileiros e também em países da Europa, onde a prática é regulamentada. “Isso reconhece o vínculo afetivo que as famílias criam com seus animais e oferece um conforto espiritual para quem entende que deseja reunir os corpos no mesmo local”, explicou.
Além do aspecto emocional, o projeto também é defendido como medida sanitária. Segundo o vereador, atualmente muitos animais mortos acabam sendo enterrados de forma irregular ou descartados inadequadamente, inclusive em terrenos baldios e margens de rios — realidade observada em diversas cidades da região.
“Quando o descarte ocorre sem critérios técnicos, pode haver contaminação do solo e riscos à saúde pública. Ao permitir que o sepultamento ocorra dentro das normas do serviço funerário municipal, há um ganho ambiental e sanitário”, argumenta.
O texto do projeto é considerado simples e autorizativo. Ele permite a prática, mas delega à prefeitura a regulamentação técnica. Caberá ao Poder Executivo, por meio dos setores responsáveis pela gestão dos cemitérios e pela área sanitária, estabelecer critérios como tipo de caixão, uso de mantas protetoras e demais exigências para evitar contaminação.
De acordo com o vereador, nos municípios onde a medida já foi adotada, os procedimentos seguem parâmetros semelhantes aos dos sepultamentos humanos, com adaptações técnicas para os animais.
Na prática, o modelo permitiria, por exemplo, que um animal falecido anos após o tutor fosse colocado no mesmo jazigo da família, respeitando as normas estabelecidas. “Se há um jazigo familiar destinado a reunir os membros daquela família, o animal de estimação pode ser incluído, se essa for a vontade dos responsáveis”, detalha.
O projeto começou a tramitar oficialmente nesta semana. Segundo o vereador Matheus Madeira, já há diálogo com outros vereadores para esclarecer dúvidas e apresentar os fundamentos da proposta.
Ele reconhece que o tema pode gerar resistência inicial, mas avalia que o entendimento tende a avançar à medida que o conteúdo é debatido. “É uma opção. Quem não quiser utilizar, não será obrigado. Existem outras alternativas, como cremação. A proposta apenas amplia possibilidades”, afirma.
O vereador também destaca que o debate não se limita à esfera emocional. “Há um problema concreto de descarte inadequado de corpos de animais. Se conseguirmos estimular que isso seja feito dentro das normas técnicas, haverá benefício ambiental e sanitário.”
A expectativa é que o projeto avance nas comissões antes de ser levado à votação em plenário. Caso aprovado, Tubarão poderá se somar ao grupo de cidades brasileiras que regulamentaram o sepultamento de pets junto aos tutores, formalizando uma prática que já ocorre de maneira informal em diversas localidades.