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Rádio Guarujá
Delegação brasileira busca na Ásia tecnologias para tornar cadeia do carvão mais sustentável
Por Rádio Guarujá10/04/2026 11h56
Foto/Divulgação
A busca por novas tecnologias voltadas ao desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do carvão levou uma delegação brasileira à Ásia, com agendas no Japão e na China. O grupo foi composto pelo presidente da Associação Brasileira do Carbono Sustentável (ABCS), Fernando Luiz Zancan, pelo engenheiro químico e pesquisador, Dr. Thiago Aquino, e pelo engenheiro Ariel Brambilla, da Diamante Energia.
Durante a missão, os representantes realizaram visitas técnicas a instituições e empresas estratégicas, com foco em soluções para redução de emissões e avanço de projetos ligados à captura e uso de dióxido de carbono (CO₂).
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, Zancan destacou que a agenda teve início no Japão, onde o grupo participou de uma reunião do conselho da Agência Internacional de Energia, além de visitas técnicas a uma planta termoelétrica de grande porte, localizada na baía de Tóquio.
“Para se ter uma ideia, é uma planta do tamanho de toda a capacidade de carvão nacional. Ela tem cerca de 1.300 megawatts e entrou em operação em dezembro de 2023, com tecnologias de alta eficiência e baixíssimas emissões”, explicou.
Segundo ele, a estrutura chama atenção por estar instalada em uma região densamente povoada, o que demonstra a viabilidade de operação de usinas com menor impacto ambiental. “Isso mostra que é possível operar com usinas térmicas dentro de grandes cidades, com controle de emissões”, afirmou.
Na sequência, a comitiva seguiu para a China, onde o foco principal foi o estudo de tecnologias em desenvolvimento para a produção de zeólitas e, principalmente, para captura de carbono. A delegação visitou universidades, centros de pesquisa e empresas de engenharia, além do Instituto Nacional de Energia Limpa e de Baixo Carbono (NICE), em Pequim — referência internacional no desenvolvimento de tecnologias para redução de emissões.
De acordo com Zancan, uma das preocupações da missão foi entender como escalar processos já testados em laboratório. “Estamos fazendo testes em laboratório piloto e a ideia era ver como sair do piloto para o industrial, entender como funciona o escalonamento dessas tecnologias”, relatou.
Outro destaque foi a observação do modelo energético chinês, que combina fontes renováveis e térmicas. “Você vê várias usinas térmicas junto com fazendas solares. O chinês sabe que o sol não gera energia à noite, então ele mantém a térmica como suporte”, pontuou.
Entre as tecnologias analisadas, a captura de CO₂ foi apontada como uma das mais estratégicas para o futuro do setor. Zancan explicou o funcionamento de forma simplificada: “Quando você vê o gás saindo de uma usina, ali tem cerca de 12% de CO₂. A captura consiste em separar esse CO₂ dos outros gases para que ele não seja liberado na atmosfera”.
Ele destaca que já existem diferentes métodos em desenvolvimento, incluindo processos químicos e físicos, sendo este último baseado na chamada adsorção. “É um material sólido que tem afinidade com o CO₂ e consegue capturá-lo do fluxo de gás”, explicou.
A delegação também visitou uma planta de demonstração dessa tecnologia, considerada única no mundo. “Os chineses acreditam que essa pode ser a tecnologia mais barata de captura de carbono. Eles estão em fase de demonstração e pretendem escalar para nível industrial nos próximos anos”, afirmou.
Segundo Zancan, a China lidera atualmente essa corrida tecnológica, com mais de 120 projetos em andamento. “Eles já têm plantas capturando até um milhão e meio de toneladas de CO₂ por ano e querem chegar a três ou quatro milhões de toneladas, que é o tamanho das usinas deles”, disse.
Apesar do avanço internacional, o presidente da ABCS avalia que a implementação em larga escala ainda deve levar alguns anos. “Os americanos falam em 2030, mas acreditamos que pode demorar um pouco mais. Vai depender da velocidade dos chineses, que são muito rápidos”, ponderou.
A expectativa é que, entre 2030 e 2035, essas tecnologias estejam mais consolidadas e possam ser aplicadas em outros países, incluindo o Brasil. “Nós temos um horizonte até 2050, quando o país precisa ser carbono neutro. Até lá, teremos que desenvolver projetos com captura de CO₂ para manter a geração de energia com menor impacto ambiental”, concluiu.
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Novo secretário de Cultura e Turismo de Orleans projeta retomada do setor e aposta em parcerias
Por Rádio Guarujá09/04/2026 12h26
Foto/Redação
O Jornal da Guarujá recebeu, na manhã desta quinta-feira (9), o novo secretário de Cultura e Turismo de Orleans, Gustavo de Mello Souza, e o presidente do PL no município, Gelson Luiz Padilha. A entrevista ocorreu um dia após a posse da nova equipe da pasta, realizada na tarde de quarta-feira (8).
Além do secretário, também foram empossados Eric Hoffmann (diretor), Alexandro Veronezi (assessor de Cultura) e Nelson Mascaro Junior (assessor de Turismo), todos indicados pela executiva do partido.
Ao comentar sobre o convite para assumir a secretaria, Gustavo destacou o senso de responsabilidade diante do desafio. “Recebi com muita responsabilidade. Sei da importância que a gestão deu ao criar a Secretaria de Cultura e Turismo. Orleans estava adormecida culturalmente e turisticamente, então temos um grande desafio pela frente”, afirmou.
O novo secretário ressaltou que a prioridade inicial será estruturar a cidade para melhor receber visitantes. “Hoje o turista vem e fica meio perdido. Nosso primeiro desafio é organizar isso, dar informação e estrutura, para que ele permaneça na cidade e aproveite o que Orleans tem a oferecer”, explicou.
Segundo ele, o município possui potencial turístico significativo, mas ainda pouco explorado. “Temos turismo rural, paisagens naturais, o costão, o chapadão, o museu Princesa Isabel, esculturas importantes. Precisamos divulgar melhor e criar condições para que o turista não use Orleans apenas como passagem para a Serra do Rio do Rastro”, disse.
Gustavo também destacou que a gestão será participativa, ouvindo diferentes setores da comunidade. “Não vamos impor projetos. Vamos conversar com fazedores de cultura, empreendedores e a população. A secretaria estará de portas abertas e o trabalho será transparente”, garantiu.
O secretário afirmou que a equipe já iniciou reuniões internas e pretende avançar na captação de recursos. “Vamos levantar os pontos turísticos, analisar o que precisa ser feito e buscar apoio do governo do Estado e de deputados Não queremos deixar projetos no papel, queremos executar”, pontuou.
Articulação política
Durante a entrevista, o presidente do PL de Orleans, Gelson Luiz Padilha, destacou que a participação do partido na administração municipal faz parte de uma estratégia de colaboração. “Após a eleição, optamos por ajudar o município a crescer, em vez de fazer oposição por oposição. Nosso papel é contribuir com a cidade”, afirmou.
Padilha também enfatizou a importância da articulação política para viabilizar investimentos. “Desde o início estamos trabalhando para trazer recursos. Já conseguimos avanços e vamos continuar apoiando a secretaria nesse sentido”, disse.
Ele ainda destacou que os nomes escolhidos para a pasta passaram por avaliação técnica e política. “Buscamos pessoas preparadas, com conhecimento na área, mas também com visão de gestão pública”, completou.
Desafios e expectativas
Para o novo secretário, o principal desafio será transformar o potencial existente em resultados concretos. “Orleans tem tudo para ser referência cultural e turística novamente. Agora é trabalhar para tirar isso do papel e mostrar resultado para a população”, concluiu.
Urussanga inicia atualização do cadastro imobiliário após mais de 10 anos
Por Rádio Guarujá09/04/2026 12h21
Foto/Divulgação
Urussanga iniciou o processo de atualização do Cadastro Imobiliário Urbano em parceria com a Unesc – Universidade do Extremo Sul Catarinense. O trabalho prevê a visita a todos os imóveis da cidade para coleta e atualização de dados, incluindo medições, características das edificações e registro fotográfico.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quinta-feira (9), o responsável pelo setor de tributos, Rangel de Lorenzi, explicou que a atualização não era feita desde 2013.
“Já se passaram mais de 10 anos desde a última atualização. Todos os imóveis do município serão visitados. Vai ser aferida a área do terreno e da construção para fazer essa correção cadastral e promover justiça social”, destacou.
Segundo ele, a defasagem no cadastro pode gerar distorções na cobrança do IPTU. “Tem imóvel que foi demolido e ainda consta no sistema, fazendo o contribuinte pagar mais do que deveria. Por outro lado, há construções ampliadas que não estão registradas, fazendo com que alguns paguem menos”, explicou.
O trabalho de campo já começou há cerca de dois meses e deve seguir ao longo de todo o ano de 2026. Ao todo, cerca de 12 mil imóveis devem ser visitados por duas equipes da universidade, que atuam por bairros definidos pela Prefeitura.
Nesta etapa, bairros como Brasília, Vila São José e Nova Itália começam a receber as visitas. Já regiões como Vila e São Pedro tiveram o levantamento iniciado.
Rangel reforça que os profissionais estão identificados e pede a colaboração da população. “Os recenseadores usam colete da UNESC e crachá. Pedimos que os moradores recebam bem as equipes e repassem as informações necessárias”, afirmou.
Além de corrigir possíveis injustiças na cobrança de impostos, o levantamento também servirá como base para o planejamento urbano do município, especialmente na revisão do Plano Diretor.
“Esse recadastramento ajuda a entender para onde a cidade está crescendo, se é para o norte, sul, leste ou oeste. Com isso, o município consegue planejar melhor o futuro”, disse.
O responsável pelo setor de tributos também destacou que a atualização contribui para uma distribuição mais justa dos tributos. “Muitas vezes, imóveis simples acabam pagando mais do que deveriam, enquanto imóveis maiores pagam menos. Esse trabalho corrige essas distorções e traz mais equilíbrio”, concluiu.
Em caso de dúvidas, o setor de tributos da Prefeitura de Urussanga está disponível pelo WhatsApp (48) 99935-6592.
Com mais de 50 pacientes, pronto-socorro do São José enfrenta superlotação crítica
Por Rádio Guarujá08/04/2026 12h39
Foto/Divulgação – HSJ
O Hospital São José, em Criciúma, enfrenta um cenário de superlotação no pronto-socorro. Estruturado para atender simultaneamente até 15 pacientes, o setor está atualmente com cerca de 52 pessoas em atendimento.
De acordo com a instituição, a situação é resultado do aumento expressivo na demanda por atendimentos de urgência e emergência nas últimas semanas.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quarta-feira (8), a diretora técnica do hospital, Cassiana Mazon Fraga, afirmou que o cenário atingiu um nível crítico recentemente.
“Na semana passada a gente atingiu o auge da superlotação. Chegamos a uma situação em que realmente não conseguiríamos mais atender”, relatou.
Segundo ela, o hospital chegou a acionar o chamado “nível vermelho”, protocolo utilizado quando a capacidade de atendimento é ultrapassada. “Esse é o momento da superlotação, em que a gente aciona toda a rede, como Samu e outros serviços, para evitar que mais pacientes sejam encaminhados ao hospital”, explicou.
Diretora técnica do hospital São José, Cassiana Mazon Fraga – Foto/Reprodução
Ainda conforme a diretora, houve momentos em que a unidade cogitou restringir atendimentos. “Nosso último objetivo é fechar a porta do pronto-socorro, mas semana passada chegamos perto disso. Conseguimos reorganizar ao longo do dia”, disse.
A direção do hospital reforça que o problema não está apenas na alta procura, mas também no tipo de atendimento buscado pela população.
“Casos não urgentes não devem ser direcionados ao Hospital São José. A população precisa procurar as UPAs e outros prontos atendimentos da região”, destacou Cassiana.
Ela também chamou atenção para a resistência de pacientes e familiares em aceitar transferências para hospitais de menor porte. “Isso ainda acontece bastante e dificulta o nosso trabalho. Muitos desses hospitais têm condições de tratar esses casos”, afirmou.
Outro fator apontado é a concentração de atendimentos no hospital, que é referência na região. “É o preço que a gente paga por ser tão bom. A população confia muito no São José, mas existem outros serviços que também podem atender bem casos menos complexos”, completou.
O hospital reforça a necessidade de integração entre os serviços de saúde e da conscientização da população para evitar a sobrecarga da unidade, garantindo atendimento adequado para os casos mais graves.