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Rádio Guarujá
Escola Costa Carneiro passa a contar com programa Escola Mais Segura e recebe policial da reserva
Por Rádio Guarujá23/07/2026 11h49
Foto/Arquivo – Redação
A Escola Costa Carneiro, em Orleans, passou a integrar nesta semana o programa Escola Mais Segura, iniciativa do Governo de Santa Catarina que amplia as ações de proteção no ambiente escolar. Com a implantação do projeto, a unidade passa a contar diariamente com a presença de um policial militar da reserva, responsável por atuar na segurança, no apoio ao controle do trânsito e no suporte às demandas da comunidade escolar.
A implantação do programa foi articulada pela vereadora Jana Coan (PL) em parceria com o comandante da Polícia Militar de Orleans, capitão Valdir Cristóvão de Oliveira. O policial designado para atuar na escola é o subtenente da reserva Lúcio, que iniciou as atividades nesta semana.
Ao Jornal da Guarujá, Jana destacou que a iniciativa representa um importante reforço para a segurança de alunos, professores e funcionários da instituição.
“Desde ontem já está funcionando o projeto Escola Mais Segura. É um projeto onde nós temos um policial da reserva dentro da escola para atuar na segurança, no trânsito e dando todo o suporte necessário para a escola”, afirma.
Segundo a vereadora, o programa foi criado pelo Governo do Estado após o ataque ocorrido em uma creche de Blumenau, em 2023, episódio que motivou a adoção de novas políticas voltadas à proteção das escolas catarinenses.
“Hoje nós temos o subtenente Lúcio, que iniciou o seu trabalho na quarta-feira e estará lá diariamente, junto com professores, alunos e funcionários, para dar todo esse suporte”, destaca.
Jana explica que as tratativas para ampliar a segurança na Escola Costa Carneiro já vinham sendo discutidas desde o ano passado. Inicialmente, a proposta envolvia a possibilidade de implantação de um modelo cívico-militar, mas, com a criação do Escola Mais Segura, a unidade foi contemplada pelo novo programa estadual.
“Desde o ano passado eu já estava conversando com o capitão Cristóvão sobre o projeto de Escola Cívico-Militar, e surgiu agora o projeto Escola Mais Segura, onde a Escola Costa Carneiro já está recebendo esse projeto”, diz.
Professora de profissão, Jana afirma que a pauta da educação sempre esteve entre suas prioridades como parlamentar e reforça que iniciativas voltadas à segurança escolar contribuem para oferecer um ambiente mais tranquilo para o desenvolvimento das atividades pedagógicas. A expectativa é que a presença permanente do policial da reserva fortaleça a sensação de segurança dentro e no entorno da escola, além de aproximar ainda mais a Polícia Militar da comunidade escolar.
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“Hoje temos energia para receber qualquer empresa”, afirma presidente da Coorsel
Por Rádio Guarujá21/07/2026 13h15
Foto/Arquivo – Redação
A Cooperativa Regional Sul de Eletrificação Rural (Coorsel) deu mais um passo na ampliação da infraestrutura elétrica da região com a aquisição de mais de 34 mil metros de cabos protegidos, que serão utilizados na nova rede de distribuição de energia entre os municípios de Pedras Grandes e Orleans. O investimento na compra dos cabos foi de aproximadamente R$ 671 mil, enquanto o valor total da obra ultrapassa R$ 23 milhões.
Os materiais serão instalados inicialmente em um trecho de 4,7 quilômetros, entre a comunidade de Pindotiba e o Km 92 da rodovia SC-108, em direção a Orleans. Na sequência, outros 1,7 quilômetros da rede também receberão os novos cabos, ampliando a modernização do sistema.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta terça-feira (21), o presidente da Coorsel, Arilton Francisconi Cândido, o Xela, destacou que esta é a terceira etapa de um amplo projeto de modernização da rede elétrica da cooperativa.
Segundo ele, a obra faz parte da implantação de um novo alimentador que liga a divisa entre Tubarão e Treze de Maio, atravessa os municípios de Treze de Maio e Pedras Grandes e chega até Orleans.
“O primeiro projeto previa 33 quilômetros de rede, mas conseguimos concluir a obra antes do prazo. Como a cooperativa tinha condições financeiras e operacionais, ampliamos o projeto em mais 6,4 quilômetros, chegando até a comunidade de Santa Clara”, afirmou.
Com a ampliação, o alimentador passa a ter aproximadamente 40 quilômetros de extensão, equipado com tecnologia de última geração, incluindo cabos protegidos, postes e equipamentos modernos. De acordo com o presidente, a estrutura proporcionará maior confiabilidade ao sistema elétrico, reduzindo oscilações, quedas de tensão e interrupções no fornecimento de energia.
Xela ressaltou que o principal objetivo da obra é preparar a região para o crescimento econômico das próximas décadas.
“Quando assumimos a cooperativa, muitas empresas não conseguiam se instalar porque simplesmente não havia capacidade de fornecimento de energia. Hoje essa realidade mudou. Com a nova subestação e o novo alimentador, teremos capacidade para atender qualquer empreendimento que queira investir na região”, destacou.
O presidente acrescentou que a nova rede utiliza cabos de maior capacidade, substituindo estruturas antigas por equipamentos mais robustos e seguros.
Recursos próprios
Outro ponto destacado pelo presidente é que todas as obras vêm sendo executadas sem financiamento bancário.
Segundo ele, tanto a construção da nova subestação quanto a implantação da rede de quase 40 quilômetros estão sendo custeadas integralmente com recursos próprios da cooperativa.
“A Coorsel não possui dívidas. Todas as obras estão sendo realizadas com recursos próprios, rigorosamente pagas em dia. Isso demonstra a saúde financeira da cooperativa e garante tranquilidade aos nossos associados”, afirmou.
Com a conclusão da nova etapa, prevista para os próximos meses, a expectativa é que a região conte com um sistema elétrico mais moderno, seguro e preparado para atender o crescimento industrial, comercial e residencial dos municípios atendidos pela cooperativa.
Confira entrevista completa:
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Requerimento sobre cartões corporativos é rejeitado na Câmara de Orleans; vereadores também destacam infraestrutura, recursos e acessibilidade
Por Rádio Guarujá21/07/2026 13h12
Fotos/Redação
A 27ª Sessão Ordinária de 2026 da Câmara de Vereadores de Orleans, realizada na noite de segunda-feira (20), foi marcada por debates sobre fiscalização dos gastos públicos, investimentos no município, infraestrutura e acessibilidade.
Um dos principais assuntos da sessão foi a rejeição de um requerimento apresentado pelos vereadores da oposição, que solicitava informações ao Poder Executivo sobre repasses financeiros realizados por meio de cartões corporativos e adiantamentos concedidos a secretários municipais. A proposta foi rejeitada por cinco votos contrários e quatro favoráveis.
Ao Jornal da Guarujá, o vereador Dovagner Baschirotto (MDB) afirmou que o requerimento havia sido reapresentado após um pedido anterior não ter sido atendido devido, segundo ele, a uma divergência na interpretação do texto encaminhado ao Executivo.
“O requerimento já havia sido aprovado por unanimidade, mas não tivemos acesso às informações. Fizemos uma nova solicitação e ela acabou sendo rejeitada. Isso nos causa estranheza, principalmente porque o governo afirma atuar com transparência”, declarou.
O parlamentar informou que pretende buscar orientação jurídica para avaliar quais medidas poderão ser adotadas a fim de obter as informações solicitadas.
O vereador também comentou sobre as visitas realizadas na última semana a diversos setores do município. Segundo ele, uma das agendas ocorreu na Secretaria de Infraestrutura, onde conheceu a estrutura da pasta, a frota de veículos e os novos equipamentos adquiridos pela administração municipal. O vereador também visitou o Centro Educacional Social Rui Pfuetzenreuter, a APA, obras de pavimentação em Pindotiba e Rio Pinheiro Baixo, além do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, no bairro João Paulo II.
Recursos para pavimentação
Também entrevistado pela emissora, o vereador Leandro Martins (PSD) destacou a conquista de recursos destinados ao município por meio de emendas parlamentares.
Segundo ele, foram assegurados recursos para a pavimentação de quatro ruas, sendo duas na comunidade de Pindotiba e duas em Santa Clara, além de investimentos voltados ao fortalecimento de serviços em diferentes secretarias municipais.
“O objetivo é continuar buscando recursos para melhorar a infraestrutura e a qualidade dos serviços oferecidos à população”, afirmou.
O vereador ressaltou ainda a parceria entre os parlamentares e o Executivo para viabilizar novos investimentos no município.
Acessibilidade e uso das calçadas
Outro tema abordado durante a sessão foi a acessibilidade urbana. O vereador Joel Cavanholi (PL) chamou atenção para a necessidade de melhorias nas calçadas e nos espaços públicos de Orleans, visando garantir melhores condições de circulação para idosos e pessoas com deficiência.
Segundo o parlamentar, a reflexão surgiu após vivenciar dificuldades de mobilidade em razão de um problema de saúde enfrentado por um familiar.
Joel também manifestou preocupação com a utilização de calçadas por estabelecimentos comerciais para exposição de produtos, especialmente motocicletas e veículos autopropelidos, situação que, segundo ele, pode comprometer a passagem de pedestres.
“Não somos contra o comércio, mas é preciso preservar a mobilidade das pessoas. As calçadas são destinadas aos pedestres e o bom senso deve prevalecer”, afirmou.
O vereador informou que pretende discutir o tema com o setor jurídico da Câmara para avaliar possíveis medidas que fortaleçam a legislação relacionada à acessibilidade e ao uso adequado dos espaços públicos.
Confira:
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Preço do suíno fica abaixo do custo de produção e preocupa produtores em Braço do Norte
Por Rádio Guarujá20/07/2026 10h24
Imagem Ilustrativa
A queda no preço pago pelo quilo do suíno tem preocupado produtores e autoridades de Braço do Norte e da região. Atualmente, o valor recebido pelos suinocultores está abaixo do custo de produção, provocando prejuízos e aumentando a preocupação com o futuro da atividade.
O município de Braço do Norte tem forte presença na suinocultura e conta com centenas de propriedades ligadas à produção e à industrialização de carnes. Segundo o secretário municipal de Agricultura, José Eduardo Cláudio, o Dado, o setor tem grande importância para a economia local.
“Braço do Norte, além de ser considerada a capital do gado Jersey, é um município de destaque na suinocultura. Somos o município catarinense que possui o maior número de produtores independentes. Para se ter uma ideia, produzimos uma média de 90 mil leitões por mês”, afirmou.
Ainda conforme o secretário, o município possui 147 propriedades com granjas, além de 31 estabelecimentos de abate e industrialização de carnes.
“Temos uma produção de aproximadamente 40 mil suínos por mês no ciclo completo, que são suínos acima de 100 quilos. Então, você vê a importância que representa para nós a suinocultura. Nossa economia chega próximo a 30% de arrecadação proveniente do agronegócio. Portanto, a crise na suinocultura preocupa a todos nós”, destacou.
Preço está abaixo do custo de produção
Segundo o secretário de agricultura, o quilo do suíno é comercializado atualmente por cerca de R$ 4,70, enquanto o custo de produção pode chegar a R$ 6,50.
“O suinocultor realmente enfrenta um momento muito difícil. O valor pago hoje é de R$ 4,70 e não cobre o custo da produção, que estamos calculando em até R$ 6,50. É realmente uma crise muito grande e muito forte, que preocupa todos nós aqui no município”, afirmou.
A situação é atribuída principalmente ao desequilíbrio entre a oferta e a demanda. De acordo com o secretário, a produção elevada e o baixo consumo fazem com que haja excesso de carne no mercado, pressionando os preços para baixo.
“É a lei do mercado: sobra carne e o preço cai. A produção é muito grande e o mercado não está absorvendo toda essa quantidade. A curto prazo, não temos uma solução”, explicou.
O tema é discutido semanalmente durante a Bolsa do Suíno, realizada às quintas-feiras na Secretaria de Agricultura de Braço do Norte, com a participação de representantes de frigoríficos e produtores.
Entre as alternativas debatidas está a redução da produção. No entanto, conforme o secretário, a medida é considerada difícil de ser implementada no curto prazo.
“Discute-se diminuir a produção de suínos, mas os produtores colocam que isso não é possível a curto prazo. Também são pensadas campanhas para aumentar o consumo da carne suína, buscando realmente uma solução”, disse.
O secretário também destacou que o consumo de carne bovina ainda é predominante entre os brasileiros, o que representa um desafio para o aumento da demanda pela carne suína.
A previsão, segundo ele, é de que o preço possa cair ainda mais, chegando a aproximadamente R$ 4,50 por quilo.
“Hoje o preço é R$ 4,70, com tendência de baixar ainda mais, para R$ 4,50 o quilo. Você vê que é difícil diminuir o custo da produção e a venda realmente está nessa situação”, afirmou.
A instabilidade frequente do mercado também tem levado alguns produtores a considerar a mudança de atividade. Segundo o secretário, um produtor do interior do município relatou recentemente que pensa em abandonar a suinocultura diante das dificuldades.
“A suinocultura tem essa característica: é um ano bom, outro ano ruim, melhora um pouco e depois fica ruim novamente. É um sobe e desce muito frequente. Para quem se dedica a essa atividade, isso acaba cansando, porque não existe uma segurança”, relatou.
De acordo com o secretário, o cenário preocupa ainda mais porque muitos produtores precisam continuar investindo nas propriedades, mesmo diante da queda na remuneração.