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Rádio Guarujá
Presidente da FIESC alerta para impacto da alta carga tributária e desequilíbrio fiscal no Brasil
Por Rádio Guarujá05/02/2025 12h40
Foto/Reprodução Fiesc
Na reunião de diretoria realizada na última sexta-feira, 31 de janeiro, o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, manifestou de forma contundente a preocupação do setor industrial com os rumos do país, especialmente na área fiscal.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, Aguiar destacou que a condução da política fiscal do Brasil é um tema que preocupa não apenas no momento atual, mas historicamente. “Nós temos uma preocupação muito forte com relação à condução da política fiscal do Brasil. E eu diria que não é somente agora, é de longo prazo. Nós temos um Estado muito inchado, inoperante, caro de se manter, e acaba onerando o setor produtivo, que é penalizado com uma carga tributária muito elevada para suportar toda essa despesa da máquina pública”, afirmou.
O presidente da FIESC criticou o aumento das despesas públicas e a imposição de taxas sobre o setor produtivo. “Este governo, principalmente, tem elevado muito as despesas e, por conta disso, tem aplicado taxas em cima do setor produtivo e tira competitividade da indústria nacional, da economia nacional. Então, é uma preocupação, sim. Eu acho que o Brasil precisa de um choque de administração para reduzir a despesa, o tamanho do Estado, e que nós possamos, apesar de todas as riquezas naturais que temos, ainda sermos um país que não está envelhecido, mas que tem dificuldade de crescimento”, ressaltou.
Quando questionado sobre a falta de uma ação mais enérgica do governo para equilibrar as contas públicas, Aguiar concordou e enfatizou a necessidade de coragem para enfrentar a situação. “Você está completamente correto na sua avaliação. Na verdade, nós precisamos de um choque de gestão. Precisamos ter um governo com coragem para enfrentar uma situação que precisa ser resolvida. Temos déficits acumulados e tem aumentado muito a nossa dívida, que tem um custo muito alto. Hoje, com uma taxa de juros tão elevada como está, onera muito o custo da dívida e isso faz com que haja geração de déficit. Na verdade, falta um recurso para fazer os investimentos que o Brasil precisa. Precisamos ter uma infraestrutura mais adequada, um atendimento melhor para a população em termos de segurança”, explicou.
Sobre os principais gargalos do país, Aguiar pontuou que a carga tributária brasileira é alta, mas, diferentemente de outros países com tributação elevada, não retorna em serviços de qualidade à população. “Nossa carga tributária é elevada, mas outros países também têm carga tributária elevada e entregam para a sociedade um serviço adequado. Se você avaliar, por exemplo, a questão da saúde, é direito do cidadão ter acesso à saúde, à educação, à segurança. E esses três itens você vê que o cidadão não tem adequadamente. Então, o país arrecada bem e aplica muito mal”, analisou.
Outro ponto levantado pelo presidente da FIESC foi o desequilíbrio do pacto federativo. “Santa Catarina é um estado que arrecada muito e envia grandes volumes de recursos para Brasília, mas recebe pouco em retorno. Isso não é bairrismo, isso é justiça. Estados que produzem mais também têm grandes demandas. Se você olhar para Santa Catarina, que é um estado referência e que é a quarta ou quinta maior arrecadação do país, você percebe que há um desequilíbrio. Como estado, somos o quarto em arrecadação, mas se considerarmos o Distrito Federal, caímos para quinto. Mesmo arrecadando tanto, temos deficiências em infraestrutura, saneamento e transporte”, afirmou.
Ele também chamou atenção para a falta de representação do Sul e do Sudeste nos principais cargos do Congresso Nacional. “Se você olhar a mesa diretora do Senado, não há nenhum representante do Sul e do Sudeste. Essas regiões são responsáveis por mais de 70% da produção de riqueza do Brasil, mas a composição política não reflete essa contribuição. Quando olhamos para a mesa da Câmara, a situação é um pouco melhor, mas ainda assim, a maioria dos principais cargos está nas regiões Norte e Nordeste. Precisamos de um equilíbrio entre arrecadação e representação política”, concluiu.
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Entrevista: Topázio Neto assume presidência da FECAM e destaca desafios para os municípios catarinenses
Por Rádio Guarujá05/02/2025 12h35
Foto/Divulgação
O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), foi eleito presidente da Federação de Consórcios, Associações de Municípios e Municípios de Santa Catarina (FECAM) para um mandato de dois anos. Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quarta-feira (5), Topázio falou sobre os desafios e metas da nova gestão à frente da entidade que representa os 295 municípios catarinenses.
“Recebo essa missão com muita responsabilidade. Eu e um grupo de mais sete prefeitos vamos conduzir os caminhos da FECAM em um momento crucial para os municípios, especialmente diante da reforma tributária aprovada no ano passado. Precisamos garantir que os prefeitos estejam preparados para os impactos dessa mudança, pois, ainda que não afetem os mandatos atuais, certamente influenciarão o futuro das cidades”, destacou o prefeito.
Um dos principais pontos abordados por Topázio foi a necessidade de agilizar a liberação de recursos para projetos locais. “Ninguém vive no Estado ou no país, todos vivem no município. Tivemos recentemente decisões do Supremo Tribunal Federal estabelecendo novas regras para transferências de recursos, e o Governo do Estado se adaptou a essas mudanças. Vamos trabalhar para destravar burocracias e auxiliar os prefeitos a apresentarem projetos bem estruturados, facilitando a liberação dos recursos e sua correta aplicação”, explicou.
Outro ponto abordado foi a necessidade de investimentos na Defesa Civil, dado o aumento da ocorrência de eventos climáticos extremos no Estado. “Temos a sorte de contar com o ex-prefeito Mário Hildebrandt como secretário da Defesa Civil. As enchentes em Florianópolis, Blumenau, Gaspar e Itajaí mostram a necessidade de medidas estruturais, como a dragagem de rios. Precisamos também de investimentos em saneamento e drenagem”, disse.
Questionado sobre seu futuro político, Topázio garantiu que permanecerá à frente da Prefeitura de Florianópolis até o fim do mandato. “Aceitei a missão na FECAM porque tenho compromisso com Florianópolis. Fui eleito no primeiro turno, com a maior votação da história da cidade, e cumprirei os quatro anos de mandato”, afirmou.
Sobre a movimentação do PSD para as eleições de 2026, ele avaliou como positiva a pré-candidatura do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, ao governo do Estado, mas defendeu a construção de alianças. “João Rodrigues é um grande quadro político, tem direito de pleitear qualquer cargo. Mas defendo uma articulação entre PSD e PL, assim como fizemos em Florianópolis, onde minha vice-prefeita, Mariana Matos, é do PL. Acredito que essa seja uma possibilidade viável para 2026”, explicou.
Em tom de brincadeira, Topázio também comentou sobre o cenário político estadual e a possibilidade de uma aliança entre PSD, PL e MDB na disputa para o Governo de Santa Catarina. “Se essa composição acontecesse, talvez o TRE nem precisasse fazer eleição, pois seria uma aliança muito forte. Mas isso precisa ser discutido com responsabilidade, com pessoas que pensem no futuro do Estado e não apenas em projetos pessoais.”
Ao final da entrevista, Topázio comentou sobre a importância do sul de Santa Catarina e a volta do PSD ao comando da Prefeitura de Orleans, com a vice-prefeita Leonette Librelato.
“Orleans é uma cidade importante para o Estado. O sul de Santa Catarina tem um papel fundamental no crescimento do Estado, tanto na economia quanto na cultura. Estive recentemente com o prefeito de Criciúma, Vaguinho Espíndola, que tem uma visão política e administrativa que marcará uma era na cidade. Na FECAM, queremos reconhecer e apoiar as potencialidades de cada região”, concluiu.
Topázio também anunciou que todas as quartas-feiras estará na Assembleia Legislativa, das 12h às 16h, em uma agenda exclusiva da FECAM para atender prefeitos e discutir soluções para os municípios.
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Entrevista exclusiva: Júlio Garcia assume a presidência da ALESC e garante harmonia entre os poderes – “Cada um cuida do seu poder, mas trabalhamos juntos por Santa Catarina”
Por Rádio Guarujá04/02/2025 11h19
Foto/Reprodução – Bruno Collaço / AGÊNCIA AL
Na manhã desta terça-feira (4), o deputado estadual Júlio Garcia (PSD), eleito com 37 dos 40 votos para presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), concedeu entrevista ao Jornal da Guarujá. Esta é a quarta vez que o parlamentar assume a liderança do Legislativo estadual, consolidando-se como uma das figuras mais influentes da política catarinense.
“A minha quarta eleição para a presidência da Assembleia se deve muito mais à generosidade dos meus colegas de parlamento, independentemente de partido, e à relação respeitosa que mantenho com todos eles. Num momento importante da vida pública catarinense, fui novamente eleito presidente da Assembleia. Fico muito feliz. Este é o meu último mandato como deputado estadual e encerro minha passagem pela Assembleia Legislativa na presidência da Casa. Para mim, é uma honra presidir o parlamento catarinense”, declarou.
Relação com o Executivo
Sobre a relação entre os poderes Executivo e Legislativo, Garcia reforçou o respeito e a harmonia entre as instituições. “Tenho uma relação pessoal com o governador Jorginho Mello. Fomos colegas de banco, fomos deputados juntos e temos uma relação muito forte. Ele dirige o Poder Executivo, eu, a partir de agora, dirijo o Poder Legislativo, e sabemos nos comportar à altura do que espera o cidadão catarinense. A Constituição preconiza que devemos nos relacionar com harmonia e independência, e é isso que vamos fazer. Cada um cuida do seu poder, mas, em conjunto, trabalhamos pelo melhor para Santa Catarina”, explicou.
Questionado sobre a possível candidatura do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, ao governo do Estado e os impactos dessa movimentação no PSD, Garcia minimizou a questão. “Acho que não haverá ruído. Tivemos uma disputa aguerrida recentemente com Criciúma, o governador de um lado, nós de outro. Vencemos a eleição e, na semana seguinte, estive com o governador e concordamos que a eleição acabou e é página virada. Vamos olhar para frente”, pontuou.
O futuro político de Júlio Garcia
Por fim, o presidente da ALESC confirmou que este será seu último mandato na Casa e revelou sua intenção de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. “Eu decidi que não disputaria a próxima eleição para deputado estadual. Sou pré-candidato a deputado federal, salvo se o partido assim não desejar. Meu ciclo na Assembleia se encerra ao completar este mandato na presidência da Casa.”, concluiu.
Questionado sobre a possibilidade de disputar o governo do Estado, Garcia foi categórico: ” Nunca tive pretensão de ser governador. Me senti muito bem até aqui como parlamentar e, se puder, na próxima eleição, ser deputado federal, ficarei muito feliz e satisfeito. Sou uma pessoa muito racional e nunca trabalhei para isso. Acho que aqueles que desejam ser candidatos ao governo precisam abrir mão de certas coisas, e eu nunca pretendi abrir mão do que considero essencial para mim. Nunca me senti vocacionado para ser governador, sempre atuei no Legislativo e quero continuar contribuindo dentro dessa esfera. Meu foco agora é trabalhar para uma candidatura à Câmara dos Deputados e, se eleito, usar minha experiência para ajudar ainda mais Santa Catarina”, afirmou.
O deputado também ressaltou que não tem mais ambições políticas além da disputa para a Câmara. “A minha fase de vaidade e ambição já passou faz muito tempo. Não tenho essa pretensão. Acho que cada um tem que cumprir o seu papel e há espaço para todos na política. O importante é manter uma relação respeitosa, compreender as pessoas e entender suas qualidades e dificuldades. Assim, convivemos melhor na política, que é muito parecida com a vida. Quando respeitamos os outros, vivemos melhor”, finalizou.
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CNH Social Emprego na Pista tem abertura de inscrições adiada
Por Rádio Guarujá03/02/2025 10h29
Foto/Divulgação Detran
O programa CNH Social Emprego na Pista, que oferece gratuitamente 30 mil carteiras nacionais de habilitação nas categorias A, B, D e E, incluindo a opção de atividade remunerada (EAR), teve sua abertura de inscrições adiada. O motivo são ajustes no processo de seleção e gestão do programa, conforme explicou o presidente do Detran de Santa Catarina, Ricardo Miranda, em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta segunda-feira (3).
Segundo Miranda, a previsão é que as inscrições sejam abertas entre fevereiro e março deste ano. “O programa de Santa Catarina, o CNH Emprego na Pista, já pelo próprio nome, tem uma vertente de empregabilidade. Ao receber essa missão do governador Jorginho Mello, entendemos que podíamos ir além da simples entrega da habilitação e transformar o programa em uma ferramenta para emprego e renda”, afirmou.
O presidente do Detran destacou que a proposta busca não apenas proporcionar a primeira habilitação, mas também possibilitar a formalização do trabalho de motoboys e motofretistas, além de atender a demanda do setor de transportes. “Em Santa Catarina, há 15 mil vagas em aberto para motoristas de caminhão. Muitas pessoas não têm recursos para mudar de categoria e poder trabalhar na área. O Emprego na Pista vai atender essa população”, explicou.
Processo de seleção e critérios
Os critérios de participação permanecem os mesmos. “É necessário ser residente em Santa Catarina e, para a primeira habilitação, estar registrado no Cadastro Único. Para a mudança de categoria, valem as regras estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro”, detalhou Miranda. O edital completo estará disponível no site oficial do programa.
O Detran também reforçou que não haverá cobrança de taxa de inscrição. “Infelizmente, tivemos golpes na primeira divulgação do programa, com pessoas cobrando para fazer o cadastro. O Emprego na Pista é totalmente gratuito. Se alguém cobrar qualquer valor, denuncie”, alertou o presidente do Detran.
O programa também incluirá cursos de capacitação, como orientação para caminhoneiros sobre como abrir um MEI (Microempreendedor Individual), ampliando as chances de ingresso no mercado de trabalho. “Nosso objetivo é beneficiar o maior número possível de catarinenses, garantindo não só a CNH, mas uma oportunidade real de emprego”, concluiu Miranda.
Tecnologia a serviço do atendimento
Durante a entrevista, Ricardo Miranda também destacou o uso de tecnologia para melhorar o atendimento ao cidadão. “Tínhamos uma demanda muito grande de consultas via WhatsApp e o nosso call center não dava conta do volume de mensagens. Algumas levavam até 15 dias para serem respondidas. Para resolver isso, implementamos a atendente virtual Catarina, que já realiza 70% dos atendimentos pelo aplicativo de forma rápida e eficiente”, explicou.
A assistente virtual está disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, e permite a consulta de débitos veiculares, emissão de boletos e informações sobre a CNH. Para acessá-la, basta salvar o número (48) 3664-1800 no celular e enviar uma mensagem.