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Rádio Guarujá
Setembro Amarelo: a psiquiatria na prevenção do suicídio e o cuidado com jovens e adultos
Por Rádio Guarujá11/09/2025 12h00
A Rádio Guarujá realiza o projeto “Três Cores, Uma Causa”, focado na conscientização e prevenção em saúde pública, com campanhas específicas em diferentes meses: setembro para prevenção ao suicídio, outubro voltado à prevenção dos cânceres de mama e colo de útero, e novembro à prevenção do câncer de próstata.
Neste Setembro Amarelo, a atenção se volta à prevenção do suicídio, tema complexo e de grande relevância social. Para entender como a psiquiatria atua na prevenção, o Jornal da Guarujá conversou com a Doutora Júlia Pizzolatti Pieri Tezza, médica psiquiatra com experiência em atendimento clínico e hospitalar.
Ao abordar o tema, a especialista destaca que a conversa aberta sobre suicídio é essencial para quebrar preconceitos.
“Precisamos cada vez mais falar sobre o suicídio. Muitas pessoas sentem vergonha ou acreditam que não há outra saída, e a informação aberta sobre prevenção ajuda a identificar pacientes em risco e reduzir essas mortes evitáveis.”
O tema ainda enfrenta barreiras culturais. No Brasil, muitos associam erroneamente a psiquiatria a “loucuras” e evitam buscar ajuda. Doutora Júlia reforça que essa resistência contribui para números alarmantes e alerta para a importância de desmistificar a especialidade.
“No consultório, vejo que pacientes ainda demoram a procurar ajuda por vergonha ou preconceito. Falar sobre saúde mental e suicídio permite identificar quem precisa de suporte e iniciar tratamentos eficazes.”
Promoção da saúde mental: além do tratamento médico
Para a psiquiatra, a prevenção envolve mais do que medicação. Ela explica que hábitos de vida saudáveis e suporte familiar são fundamentais para reduzir o risco de suicídio.
“Oferecer ajuda especializada é essencial. Quanto antes a intervenção, maiores as chances de prevenção.”
Dados que chamam a atenção
Os números de suicídio no Brasil são preocupantes. Em 2024, foram registrados 16 mil casos, e a maior parte das vítimas são homens, devido ao uso de métodos mais letais. Entretanto, as mulheres apresentam maior número de tentativas, embora seus métodos geralmente sejam menos agressivos. Essa diferença reforça a importância de entender padrões de comportamento e risco por gênero.
“78% das vítimas são homens. As mulheres tentam mais, mas os homens usam formas mais letais, o que explica a diferença nos números de óbitos.”
Além disso, fatores sociais, econômicos e vulnerabilidades específicas, como pertencimento a minorias ou histórico de traumas, aumentam o risco. As redes sociais também têm impacto ambivalente, oferecendo informação, mas ao mesmo tempo podendo agravar sintomas depressivos e ideação suicida.
O impacto nos jovens
O aumento de casos de autolesão e ideação suicida entre adolescentes e jovens preocupa . Ela explica que fatores da infância, como a forma como se aprende a lidar com emoções, interagem com experiências de bullying, traumas e abusos, influenciando diretamente o risco de autolesão e ideação suicida.
“A infância e adolescência são períodos cruciais para aprender a lidar com emoções e resolver problemas. Bullying, traumas e abusos podem prejudicar essa capacidade, aumentando risco de autolesão e suicídio.”
Além disso, a rotina exaustiva, a pressão por desempenho escolar e o isolamento digital tornam os jovens ainda mais suscetíveis. Muitos passam grande parte do tempo conectados a telas, absorvendo informações negativas ou inadequadas, sem orientação ou diálogo familiar, o que pode agravar pensamentos depressivos.
“Hoje, muitos adolescentes vivem isolados em seus quartos, conectados a telas, sem diálogo com a família. Pequenos sinais de sofrimento passam despercebidos, e sem orientação adequada, os jovens podem desenvolver problemas graves.”
Mudanças comportamentais, como isolamento ou retraimento, podem indicar sofrimento profundo. A médica também aponta que o papel da família é central. Observar mudanças de comportamento, oferecer escuta empática e criar ambientes seguros para expressão de sentimentos são estratégias que podem prevenir quadros mais graves.
“Pais e familiares precisam estar atentos. Observar mudanças de comportamento, ouvir sem julgamentos e oferecer suporte são atitudes que podem prevenir situações extremas. Pequenas intervenções no dia a dia fazem grande diferença.”
A prevenção na infância e adolescência não substitui o acompanhamento médico, mas é fundamental para reduzir riscos futuros. Educação emocional, diálogo e espaços seguros de expressão são ferramentas essenciais para jovens e adolescentes.
“Falar sobre saúde mental nas escolas, ensinar crianças e jovens a lidar com emoções e resolver problemas, além de criar espaços seguros para expressão, são estratégias fundamentais para reduzir riscos futuros.”
Para aqueles que se identificam com os sinais de sofrimento ou conhecem alguém em risco, a Doutora Júlia atende em diferentes localidades, oferecendo acompanhamento psiquiátrico e apoio integral. Ela realiza atendimentos pelo SUS em Orleans e Lauro Müller, além de consultas particulares em Orleans e São Ludgero.
Foto/Reprodução
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Deputado Rafael Pezenti alerta para impactos da importação de banana do Equador em Santa Catarina
Por Rádio Guarujá11/09/2025 11h54
Foto/Câmara dos Deputados
Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta quinta-feira (11), o deputado federal Rafael Pezenti (MDB) manifestou preocupação com a decisão do governo federal de voltar a importar bananas do Equador. A medida deve começar até o final do ano, inicialmente com bananas desidratadas, e pode impactar produtores catarinenses, responsáveis por quase metade da produção nacional da fruta.
Segundo Pezenti, a abertura do mercado para a banana equatoriana pode comprometer a produção local. “Essa medida pode acabar destruindo a produção catarinense. Só em Santa Catarina, cerca de 30 mil famílias dependem da bananicultura. Além disso, há impactos para o consumidor, que pode pagar mais caro por um produto importado de qualidade inferior ou cultivado com uso excessivo de pesticidas.”
O deputado também alertou sobre os riscos sanitários. “Junto com a banana do Equador podem chegar pragas que não existem no Brasil, como variantes agressivas da sigatoka-negra. No Equador, o produtor faz até 50 aplicações de pesticidas por safra, enquanto aqui fazemos apenas oito. Essa diferença mostra o risco de introdução de doenças que poderiam comprometer toda a cadeia produtiva.”
Pezenti criticou a atuação do governo federal, e afirmou que decisões como essa não ajudam o pequeno produtor: “Esse governo, que diz defender o pequeno, na prática quer ferrar o produtor rural e transformá-lo em dependente de programas sociais. Muitos pequenos produtores já começam a pensar em alternativas de renda para sustentar suas famílias. A bananicultura é agricultura familiar, com cada produtor cultivando entre 10 e 15 mil pés de banana. O governo precisa apoiar o agricultor para que ele continue trabalhando na terra e garantindo o sustento e futuro de seus filhos.”
Santa Catarina é responsável por 21,8 mil toneladas de bananas, gerando cerca de R$ 39,2 milhões em receita, com os municípios de Jacinto Machado, Santa Rosa do Sul, Criciúma, Sombrio e Siderópolis concentrando a maior produção na região Sul do estado.
O deputado informou que no dia 16 de setembro terá audiência em Brasília com o Ministério da Agricultura e o secretário de Defesa Agropecuária, acompanhado por prefeitos e técnicos catarinenses, para detalhar os riscos sanitários e buscar soluções junto ao governo federal.
Confira entrevista completa
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Polêmica na Câmara de Orleans: projetos do Executivo rejeitados e vereadores não se manifestam
Por Rádio Guarujá09/09/2025 12h29
Foto/Câmara de Vereadores
A 33ª sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Orleans, realizada nesta segunda-feira (8), foi marcada por debates acalorados, galerias lotadas e um resultado inédito no atual mandato: pela primeira vez, o prefeito Fernando Cruzetta (PP) viu dois projetos de lei de autoria do Executivo serem rejeitados pelo plenário.
Por 6 votos a 5, foram derrubados o Projeto de Lei Complementar 14/2025, que tratava de uma reforma administrativa no Executivo municipal, e o Projeto de Lei Complementar 15/2025, que alterava denominação, atribuições e vencimentos de cargos da Fundação Ambiental Municipal (Famor).
A grande surpresa da noite foi a posição do vereador Murilo Hoffmann (Novo). Geralmente alinhado à base governista, ele votou contra as matérias ao lado da oposição. Na tribuna, o parlamentar afirmou ter consultado representantes do partido em nível estadual e disse ter identificado “inconsistências jurídicas e falta de clareza quanto aos impactos financeiros das mudanças”.
Além de Hoffmann, votaram contra os projetos os vereadores Marlise Zomer (PSDB), Pedro Orben (MDB), Dovagner Baschirotto (MDB), Maiara Dal Ponte Martins (MDB) e Mirele Debiase (PSDB). Cinco vereadores, Genaina Coan (PL), Joel Cavanholi (PL), Leandro Martins (PSD), Osvaldo Cruzetta (PP) e Josemar Sacom (PSD), da base governista votaram a favor, mas não foi suficiente para garantir a aprovação.
Defesa do governo
O secretário de Administração, Airton Bratti Coan, defendeu que as propostas buscavam corrigir falhas apontadas pelo Ministério Público e modernizar a estrutura do Executivo. Segundo ele, a criação das secretarias de Cultura, Turismo e Esporte estava entre os principais pontos da reforma.
“Não havia aumento de despesa, como foi sugerido por alguns vereadores. Pelo contrário, o projeto corrigia lacunas jurídicas e preparava Orleans para o futuro. A rejeição representa uma perda de oportunidade para o município”, afirmou o secretário.
O líder do governo na Câmara, vereador Osvaldo Cruzetta (PP), lamentou a decisão e disse que a população será prejudicada.
“Infelizmente, prevaleceu um discurso equivocado. Esses projetos não criavam cargos comissionados nem ampliavam gastos, mas organizavam a máquina pública para atender melhor a comunidade. Quem perde é o cidadão orleanense”.
Prefeito se manifesta
Após a sessão, o prefeito Fernando Cruzetta comentou que os projetos rejeitados eram estratégicos para a modernização da administração pública e para o desenvolvimento do município.
“Não me sinto derrotado, mas estou entristecido. Esses projetos eram fundamentais para dar mais eficiência à gestão e preparar Orleans para o futuro. Quem perde não sou eu, quem perde é a cidade de Orleans”.
O prefeito explicou que a reforma administrativa não aumentaria despesas, mas reorganizaria a estrutura de cargos comissionados e efetivos, criando secretarias estratégicas para áreas prioritárias como Cultura, Turismo e Esporte. Segundo Cruzetta, a medida traria mais efetividade ao serviço público e valorizaria os servidores.
Ele também comentou sobre a postura do vereador Murilo Hoffmann (Novo), que votou contra os projetos apesar de ser considerado alinhado à base do governo.
“Fiquei entristecido com a posição do vereador Murilo. Até então, ele votava conosco e se dizia independente, mas ontem votou contra os projetos. Acredito que, se tivesse se aprofundado na discussão, teria percebido que o Partido Novo em outros municípios já adotou medidas semelhantes e aprovadas, garantindo eficiência e efetividade no serviço público. É um voto que prejudica a cidade, e não ao Executivo”, afirmou Cruzetta.
“A rejeição atrasa investimentos e programas planejados, como a implantação do projeto IntegraTur, que vai integrar o turismo de Orleans com outros 12 municípios da região. Não deixaremos de trabalhar, mas poderíamos avançar de forma mais célere se a Câmara tivesse aprovado”, acrescentou
O prefeito confirmou que pretende reapresentar os projetos em 2026.
“Vou retomar essa proposta no início do próximo ano. É uma reforma necessária, ampla e estratégica. Nosso compromisso é com o desenvolvimento da cidade e com o bem-estar dos cidadãos, não com interesses políticos de curto prazo”.
Oposição não se manifestou
Procurados os vereadores que votaram contra, não quiseram se manifestar e rejeitaram o pedido de entrevista do Jornal da Guarujá. Entre eles estão Murilo Hoffmann, Dovagner Baschirotto, Maiara Dal Ponte Martins e Mirele Debiase.
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Aprenda a usar o consórcio para investir e construir patrimônio
Por Rádio Guarujá08/09/2025 11h19
Foto/Redação
O Jornal da Guarujá recebeu André Eleutério, CEO da Exclusivo Consórcio, para falar sobre educação financeira e as vantagens do consórcio como ferramenta de planejamento. Mensalmente, André traz orientações para quem deseja organizar gastos, investir com segurança e construir patrimônio.
Segundo ele, muitas pessoas acreditam que só é possível investir com grandes aportes. Porém, revisando despesas cotidianas como assinaturas de streaming, compras online ou pequenos gastos supérfluos, é possível liberar dinheiro para iniciar um consórcio de forma acessível e compatível com o orçamento. “Às vezes, R$ 40 ou R$ 50 por mês parecem pouco, mas somados ao longo do ano representam um valor significativo que pode ser investido”, explica André.
O CEO destaca que o consórcio não serve apenas para adquirir imóveis ou veículos imediatamente, mas oferece flexibilidade e planejamento a longo prazo. Ao ser contemplado, o cliente pode quitar financiamentos existentes, reformar imóveis, adquirir novos bens ou investir em oportunidades, sem precisar de grandes aportes iniciais. Esse modelo permite alavancar patrimônio de forma segura, mantendo parcelas compatíveis com o orçamento.
Além disso, o consórcio é uma alternativa interessante para empresários e produtores rurais. É possível utilizar a carta de crédito para compra de maquinário, ampliação de imóveis comerciais ou rurais e até para levantar capital de giro, mantendo taxas de juros mais baixas do que as do financiamento tradicional. André compara o consórcio a um “funcionário financeiro”, que ajuda a construir patrimônio, gerar renda e planejar o futuro.
Outro ponto destacado é a valorização do crédito. Mesmo que o consórcio leve tempo para contemplar, índices de reajuste garantem que o poder de compra seja mantido, protegendo o investimento contra a inflação e valorização de imóveis.
Para quem ainda acredita que não pode investir, André recomenda começar com o que é possível. Com disciplina, planejamento e acompanhamento, o consórcio se torna uma ferramenta eficiente para conquistar objetivos, seja a compra da casa própria, a troca de veículo ou a expansão de negócios.
A Exclusivo Consórcio atende presencialmente em Criciúma e Araranguá, além de oferecer atendimento presencial ou online para todo o Sul de Santa Catarina, Norte do Rio Grande do Sul e clientes que residem fora do Brasil. Mais informações e simulações podem ser solicitadas pelo site www.exclusivoconsorcio.com.br ou pelo telefone (48) 9 9368-8820.