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Rádio Guarujá
Obra da Rodovia dos Mineiros, esperada há décadas, pode finalmente sair do papel, diz prefeita de Urussanga
Por Rádio Guarujá02/07/2025 13h51
Foto/Prefeitura de Urussanga
Uma comitiva formada por representantes de Urussanga e Lauro Müller esteve em Florianópolis nesta semana para uma audiência com o secretário adjunto de Infraestrutura de Santa Catarina, Ricardo Grando. O principal objetivo foi reforçar a reivindicação pela construção da Rodovia dos Mineiros, que ligará os dois municípios por meio da comunidade de Santana.
A prefeita de Urussanga, Stela Dagostin Talamini, que liderou a comitiva ao lado do prefeito de Lauro Müller, Valdir Fontanella, destacou ao Jornal da Guarujá a importância estratégica da obra para toda a região.
“Você usou uma palavra muito forte, que representa exatamente o que pensamos sobre essa rodovia: revolucionária. Esse corredor entre Urussanga e Lauro Müller, via Santana, tem para nós um olhar muito especial. É uma rodovia solicitada há mais de 40 anos e que se faz necessária, principalmente para abrir novas possibilidades de desenvolvimento econômico e turístico para toda a região”, afirmou a prefeita.
Segundo ela, a luta pela construção da rodovia tem sido prioridade da gestão desde o início do ano. “Urussanga tem muitas carências, especialmente em pavimentação e acessos, mas focamos nossos esforços nesse projeto porque acreditamos no seu potencial de transformação”, disse.
Stela também mencionou a atuação constante junto ao governo do Estado. “Participamos do projeto Santa Catarina Levada a Sério e, na audiência com o governo em março, poderíamos ter levado outras demandas. Mas escolhemos focar exclusivamente na Rodovia dos Mineiros. Saímos de lá sem recursos naquele momento, mas com confiança de que haveria retorno. E seguimos firmes nesse caminho.”
A prefeita destacou que o projeto da rodovia já está pronto e foi financiado pela Prefeitura de Urussanga. “A Secretaria de Estado de Infraestrutura exigiu adequações no projeto, como um modelo padrão de rodovia estadual (SC), além de sondagens nas bases das pontes, que também já foram realizadas e entregues. Por isso, acreditamos que não teríamos sido chamados para essa nova audiência se não fosse para acontecer algo concreto.”
Na reunião, além dos prefeitos, participaram vereadores e lideranças comunitárias dos dois municípios. “Fomos com uma comitiva de quase 30 pessoas. Segundo o secretário adjunto, a audiência só foi marcada porque há intenção real de fazer a obra. E a palavra-chave que trouxemos de volta foi: vai acontecer.”
Agora, os municípios aguardam a confirmação de uma visita técnica do secretário adjunto Ricardo Grando à região. “Provavelmente na próxima semana, ou no mais tardar na seguinte, ele estará aqui com a equipe técnica para percorrer o trajeto. Todo o projeto e as licenças já estão prontos”, garantiu.
Por fim, Stela reforçou o otimismo em relação à execução total da obra. “Não sabemos ainda se o Estado fará apenas até Santana ou todo o trecho, que tem cerca de 12 quilômetros. Mas acreditamos que o governo vai assumir o projeto completo, porque fazer só uma parte seria dar um passo e depois ter que começar tudo de novo. Nosso pedido é que o Estado assuma o projeto integralmente”, concluiu.
Confira entrevista completa
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Sessão da Câmara de Orleans tem novos projetos, viagem a Brasília e apelo por jovem atropelada
Por Rádio Guarujá01/07/2025 12h22
Foto/Arquivo
A 23ª sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Orleans, realizada nesta segunda-feira, 30 de junho, foi marcada pela leitura e encaminhamento de projetos de lei e ofícios relevantes para a administração municipal e para a comunidade.
Entre os projetos apresentados está o Plano Plurianual (PPA) do município para o período de 2026 a 2029, por meio do Projeto de Lei nº 39/2025, de autoria do Poder Executivo. Também entrou em tramitação o projeto que propõe alterações na Lei nº 3.174/2023, que trata do sistema de plantão das farmácias e drogarias da cidade, e um projeto que autoriza a abertura de crédito adicional especial no orçamento municipal.
O vereador Murilo Hoffmann também protocolou um projeto de lei complementar que altera o artigo 91 da Lei Complementar nº 1.435, que institui o Código de Posturas do Município.
Além dos projetos, diversos ofícios foram lidos durante a sessão. Um deles, do Poder Executivo, solicita a prorrogação de prazo para responder ao Requerimento nº 19/2025, assinado pelos vereadores Dovagner Baschirotto, Mirele Debiasi, Marlise Zomer e Maiara Dal Ponte, que pede a prestação de contas sobre as máquinas compradas pela prefeitura e expostas na Praça Celso Ramos. O Executivo pediu mais uma semana para apresentar as informações.
Outro ofício confirma o envio à Câmara da relação de emendas estaduais e federais destinadas ao município, detalhando quem destinou os recursos, os valores e onde serão aplicados. Também foi lido o ofício da suplente de vereadora Ivonete Ramos, solicitando uso da tribuna para apresentar um recurso que obteve, junto a um deputado de seu partido, o PL, para a construção de uma praça no loteamento São Gerônimo.
Presidente viaja a Brasília em busca de recursos
O presidente da Câmara, vereador Joel Cavanholi, viaja nesta segunda-feira para Brasília, onde deve permanecer por quatro dias com o objetivo de buscar a liberação de recursos para Orleans.
“Estive com o prefeito Fernando Cruzetta e temos umas demandas que ficaram retidas, protocoladas, então estou indo com a missão de realmente desbloquear isso e trazer para o município. Dinheiro lá é dinheiro lá, dinheiro aqui é desenvolvimento com o município. Então essa é a missão”, afirmou o presidente da Câmara.
Vereador faz apelo por sobrinha atropelada em Curitiba
Em tom emocionado, o vereador Dovagner Baschirotto usou a tribuna para relatar o drama vivido por sua sobrinha Letícia, orleanense atropelada em Curitiba no dia 5 de agosto de 2024. Ela saía da universidade onde cursava Biomedicina, quando foi atingida por um motorista alcoolizado na faixa de pedestres.
“Ela foi arremessada a mais de 20 metros e ressuscitada ali na hora do acidente. De lá pra cá, já passou por 11 ou 12 cirurgias. Estamos preparando a próxima, que vai implantar uma bomba de baclofeno no abdômen para ser colocada na medula. Isso deve amenizar as dores e ajudar na fisioterapia para desatrofiar os membros”, relatou.
Letícia, que tem 22 anos e é mãe do pequeno Luca, de 3 anos, está acamada, sem fala e sem movimentos. “Hoje ela está 100% atrofiada, não tem movimentos. Vamos iniciar novamente um processo de reabilitação com fonoaudiólogo e fisioterapia. Essa bomba pode ajudar muito”, explicou o vereador.
Dovagner contou que a família está organizando uma ação solidária para arrecadar fundos. “Temos uma rifa virtual e também um Pix solidário. Essa última cirurgia foi coberta pelo plano de saúde, mas a próxima é ainda mais cara e não sabemos se será coberta novamente. Os custos com cuidados diários são muito altos”, disse.
O Pix para doações é: (41) 99711-4387.
“A Letícia é mãe solo, mora em Curitiba com os pais, que estão fazendo o impossível para cuidar dela. A nossa luta é para dar qualidade de vida para a Letícia, e talvez, quem sabe, no futuro, a gente tenha o orgulho de ver ela voltando a falar com a gente. Esse é o nosso maior objetivo”, concluiu.
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Engenheiro da Epagri destaca importância da apicultura e da criação de abelhas sem ferrão na Câmara de Orleans
Por Rádio Guarujá01/07/2025 12h16
Foto/Redação
A criação de abelhas com e sem ferrão e o potencial econômico e ambiental dessas atividades foram temas apresentados pelo engenheiro agrônomo da Epagri de Orleans, Fabiano Alberton, durante a 23ª sessão da Câmara de Vereadores, realizada nesta segunda-feira, 30 de junho.
A participação de Fabiano foi motivada por um projeto que tramita no Legislativo e que trata da autorização para criação de abelhas com ferrão no meio urbano. Ele explicou aos parlamentares e ao público presente a importância da apicultura e da meliponicultura no município e na região Sul de Santa Catarina.
“A apicultura é a criação de abelhas com ferrão, que em Orleans já se destaca pela quantidade de colmeias, pela produção de mel e pela tecnologia que os apicultores têm aqui. Já a meliponicultura é a criação das abelhas sem ferrão, nativas ou indígenas. Só no estado de Santa Catarina a gente tem mais de 30 tipos diferentes”, afirmou.
Fabiano ressaltou que essas abelhas têm papel fundamental na polinização das plantas nativas e contribuem para o equilíbrio do ecossistema. “Preservando as abelhas, a gente preserva as plantas, os animais e o meio ambiente como um todo”, destacou.
Além do papel ambiental, o engenheiro também evidenciou o potencial econômico da meliponicultura, com a produção de mel, cera, própolis e outros derivados. “Esses produtos têm um nicho de mercado bastante interessante, um valor agregado alto e o nosso potencial de produção também é grande. A gente alia preservação ambiental com geração de emprego e renda para a região”, explicou.
Segundo ele, Santa Catarina conta com uma organização expressiva de produtores. “Temos a SOMESC, com sede em Criciúma, que representa diversos municípios e organiza anualmente o Encontro Catarinense de Meliponicultura Zootécnica. Este ano será o sétimo, em novembro, em Florianópolis”, informou.
Fabiano ainda destacou o uso do mel das abelhas sem ferrão na alta gastronomia. “Esses 33 tipos de abelhas sem ferrão que temos aqui produzem méis diferentes. Eles são doces, saborosos e estão sendo procurados por restaurantes de São Paulo e Rio de Janeiro para produção de pratos exclusivos. Ainda não conseguimos atender essa demanda, mas é um mercado promissor”, disse.
Para ele, o apoio do poder público pode alavancar ainda mais o setor. “No caso das abelhas sem ferrão, a gente não vai ganhar pela quantidade, mas sim pela qualidade e pelo valor agregado. É um produto diferenciado da nossa região, que pode virar uma fonte de renda tanto para produtores rurais quanto urbanos”, completou.
Fabiano também mencionou o uso pedagógico da atividade. “A educação ambiental é outro aspecto importante. Levar as crianças para conhecer os enxames, mostrar as abelhas, colher o mel com uma seringa e deixar elas experimentarem ajuda a formar pessoas com consciência ambiental e futuros consumidores dos nossos produtos”, concluiu.
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Em entrevista, deputado Mário Motta detalha emenda de R$ 766 mil para base do SAMU em Orleans
Por Rádio Guarujá30/06/2025 11h22
Foto/Divulgação
O município de Orleans foi contemplado com uma emenda parlamentar de R$ 766 mil, destinada à construção de uma base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). O recurso já está depositado no Fundo Municipal de Saúde e é fruto de um projeto apresentado por meio do edital de emendas participativas promovido pelo deputado estadual Mário Motta (PSD).
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o parlamentar destacou o caráter técnico e participativo do processo. “Essa emenda já está no Fundo Municipal de Saúde de Orleans. Ela é fruto de um projeto da Karla, que é a coordenadora do SAMU. Em visita a Orleans, neste sábado, 28, o deputado disse que teve a oportunidade de conhecer a coordenadora do Samu. “Ela me mostrou a cadeira e disse: ‘Está vendo aquela cadeira ali? Ali sentadinha eu fiz o projeto que mandei para o seu gabinete, inscrito no edital número 2, e que vocês decidiram por atendê-la.’ Eu respondi: ‘Não decidimos. Quem decidiu foi vocês que apresentaram um belo projeto, e dentro dos critérios do edital técnico, ele foi contemplado’.”
Motta explica que a decisão de adotar editais públicos para a destinação de emendas surgiu de uma visão diferente sobre o papel dos deputados. “Desde o início do meu mandato, eu tenho uma posição um pouco disruptiva. Eu sempre disse que não entendo a função de um deputado estadual como sendo a de decidir sozinho para onde vai o dinheiro das emendas. Nós fomos eleitos para legislar e fiscalizar o orçamento, não para executá-lo. Isso é função do governador”, afirmou.
O deputado detalhou o funcionamento dos editais: “Dividimos o estado em seis regiões, levantamos o IDH de cada uma delas, fizemos uma regrinha de três invertida com o valor que vem para o gabinete, e destinamos os recursos proporcionalmente. A região sul, por exemplo, é a segunda mais carente do estado e recebe 19% do total.”
Além da emenda para o SAMU, Orleans foi destaque no edital, sendo um dos municípios que mais apresentou projetos aprovados. “Orleans tem cinco projetos que passaram pelo crivo da parte técnica. A creche Santa Rita de Cássia vai construir um muro para segurança das crianças, a Fundação Hospitalar Santa Otília adquiriu equipamentos para o setor de maternidade e centro cirúrgico, a APAE recebeu recursos para a compra de uma van de sete lugares, e a associação dos piscicultores também foi contemplada com R$ 100 mil”, elencou.
Sobre o modelo tradicional de distribuição de emendas, Motta criticou o uso político dos recursos. “A maior parte dos deputados decide enviar recursos apenas para a sua base eleitoral. Eu sempre fui crítico a isso. Não compreendia, lá em 2014, quando foi aprovada uma emenda constitucional que passou 2% do orçamento da União para deputados e senadores distribuírem como bem entendessem. Isso acabou escorregando também para as Assembleias Legislativas. Hoje, cada deputado estadual tem aproximadamente R$ 18,5 milhões por ano para distribuir”, explicou.
Ele ressalta que, embora pudesse devolver o valor, preferiu criar os editais para garantir uma distribuição mais justa. “Preferi abrir editais. E tenho que dar esse crédito a uma iniciativa do deputado federal Gilson Marques, que também distribui suas emendas de forma técnica. A ideia é que o deputado seja um intermediário. Ele não precisa sair do gabinete, o dinheiro vem e ele simplesmente distribui.”
Por fim, Motta reforçou que o terceiro edital de emendas está aberto até 7 de setembro e que novos projetos de Orleans e de toda a região podem ser inscritos.