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Rádio Guarujá
Prefeitura de Orleans desclassifica vencedora de licitação do rotativo por aparelho “totalmente diferente”
Por Rádio Guarujá17/10/2025 11h13
Foto/ Arquivo – Redação
A aguardada retomada do estacionamento rotativo em Orleans sofreu um novo revés. Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta sexta-feira, 17, o Secretário de Administração, Airton Bratti Coan, o Ito, confirmou que a primeira empresa vencedora da licitação para locação dos equipamentos foi desclassificada, atrasando a implementação do sistema. O motivo da desclassificação foi uma “incoerência” entre o equipamento licitado e o apresentado para teste.
“A gente sempre está aí para esclarecer a população e a gente quer transformar isso na maior transparência possível, que a gente possa passar informações corretas para todos os ouvintes, para todos os moradores de Orleans,” iniciou o Secretário.
Ao detalhar a situação do rotativo, Ito Coan explicou o motivo do atraso: “A gente fez a licitação e empresa vencedora veio fazer o teste dos aparelhos. Nesse teste, a comissão não julgou procedente o que eles apresentaram, porque na hora da licitação eles apresentaram um tipo de aparelho, e quando vieram demonstrar, era totalmente diferente. Então, a gente desclassificou essa empresa e acabou atrasando .”
O Secretário foi enfático ao confirmar a falha da primeira colocada: “Quando fizemos a licitação, pedimos um tipo de aparelho, mas apresentaram outro.”
Com a desclassificação, a prefeitura convocou a segunda colocada. “Ontem mesmo já convocamos a segunda colocada e partir de hoje eles têm oito dias úteis para se apresentar e também fazer esse teste com os maquinários,” informou Coan.
O Secretário também esclareceu o modelo de operação: “Esta licitação é do aluguel dos aparelhos, após o período de 12 meses, temos a opção de renovar ou fazer uma nova licitação. A administração do rotativo será feita pela prefeitura e já realizamos a contratação do gestor do rotativo.”
Preocupação com o fim de ano
Questionado sobre a preocupação de atrasos judiciais e a necessidade de celeridade para o período de Natal, o Secretário tranquilizou quanto à primeira empresa, que “aceitou” a desclassificação, e confirmou a pressa da administração.
“A preocupação não é só nossa, é da CDL, de todos os lojistas e de toda a população, porque se você chegar com um carro para ir no centro, para achar algum lugar hoje em Orleans para estacionar é difícil”, e queremos então que no lançamento do Natal, já esteja funcionando, né?”
O Secretário, no entanto, foi realista quanto ao novo prazo: “Eu acredito que seja na metade de novembro, já que ainda precisamos realizar o processo seletivo para a contratação dos monitores.” Ainda segundo secretário de administração esse processo em caráter de urgência será realizado pelo Unibave.
Ao final da entrevista, Ito falou sobre a burocracia do setor público: “É empresa pública, às vezes tem algum contratempo e temos que seguir a lei. Se fosse uma empresa privada tenho certeza que já estaria em funcionando, mas precisamos seguir todos os trâmites burocráticos, mas acreditamos que lá pela metade de novembro esteja funcionando.”
O Secretário ainda fez um apelo. Coan explicou que, como o rotativo está inativo, as pessoas estão se acostumando a utilizar o carro . Ele sugeriu que “se todos colaborarem”, inclusive praticando a “carona solidária” para ir trabalhar, assim haverá menos carros e a situação do estacionamento neste momento, pode melhorar.
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Medo ainda afasta mulheres dos exames que podem salvar vidas, alerta ginecologista
Por Rádio Guarujá17/10/2025 09h49
Foto/Arquivo pessoal
Dando sequência à campanha “Três cores, uma causa”, o Jornal da Guarujá conversou nesta sexta-feira (17) com a médica da família, ginecologista e obstetra, Dra. Katiane Brugnara Zanini, sobre a importância da prevenção ao câncer de mama e ao câncer de colo de útero.
Segundo a médica, os números continuam preocupantes. “Ainda preocupam, muito. Existe um tabu muito grande em relação à coleta do preventivo e à realização da mamografia. As mulheres ainda se colocam em segundo plano, cuidam do marido, do filho e deixam um exame tão simples como a mamografia para depois. Ou é o medo. As pessoas têm medo de fazer o exame. Eu gostaria que elas tivessem medo da doença, não do exame”, afirmou.
Ela explicou que o preventivo sofre resistência por ser um exame mais íntimo. “A coleta do preventivo, por ser um exame mais invasivo, faz com que a mulher precise sair de casa, e ela acaba deixando para depois. Mas é justamente para isso que a gente está aqui hoje: para mostrar que ela precisa se cuidar, precisa fazer o autoexame e não só em outubro, mas de outubro a outubro”, destacou.
Diagnóstico precoce e estilo de vida
Questionada sobre o medo das pacientes, Dra. Katiane respondeu: “As duas coisas. Mas eu acredito que elas têm mais medo do diagnóstico. E é justamente isso que elas não podem ter. Quando diagnosticamos o câncer de mama na fase inicial, nas microcalcificações que só aparecem na mamografia, a chance de cura ultrapassa 95% com as tecnologias atuais. E o mesmo ocorre com o câncer de colo de útero: se ela faz o preventivo e detecta um NIC 2 ou NIC 3, que são lesões antes do câncer, a chance de cura chega a 100%.”
A médica destacou que o preventivo deve começar dois anos após o início da vida sexual, e a mamografia a partir dos 40 anos. “Mas se houver histórico familiar, uma mãe que teve câncer de mama aos 45, por exemplo, é importante começar antes, aos 35 anos. O ideal é individualizar, não estabelecer uma idade única para todas”, explicou.
Katiane também lembrou que a maioria dos casos não tem origem genética. “No câncer de mama, 5% são hereditários, mas 95% não são. O principal fator de risco hoje é a obesidade. A população está mais obesa, e por isso há mais casos. Primeiro porque diagnosticamos mais, e também porque o fator de risco está em alta.”
Ela acrescentou que o estilo de vida influencia diretamente no aumento dos casos. “Está tudo no combo: obesidade, tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo, falta de exposição solar. Tudo tem relação com o nosso modo de viver. Mesmo os cânceres genéticos podem ser modificados com um estilo de vida saudável. A gente chama isso de epigenética.”
Ao falar sobre os avanços tecnológicos, a médica ressaltou: “A medicina evoluiu bastante, tanto na quimioterapia, na radioterapia quanto na cirurgia. Nosso grande objetivo seria eliminar o câncer de mama, mas mesmo nas mulheres diagnosticadas precocemente, o tratamento melhorou muito. Claro que é um processo, mas hoje a paciente enfrenta essa etapa com muito mais recursos.”
Encerrando, ela reforçou: “A mulher não deve se cuidar só em outubro. Deve se cuidar de outubro a outubro.”
A Dra. Katiane Brugnara Zanini atende mulheres com mais de 40 anos e também oferece acompanhamento em menopausa, reposição hormonal e modulação intestinal. O consultório fica na Clínica Pró Saúde, na Rua Alexandre Sandrini, Centro de Orleans.
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Trabalhadores do Hospital Materno Infantil Santa Catarina aguardam acordo para evitar greve
Por Rádio Guarujá16/10/2025 11h59
Foto/Divulgação
Os trabalhadores do Hospital Materno Infantil Santa Catarina, em Criciúma, seguem em alerta enquanto aguardam a formalização de um acordo coletivo com o Instituto Ideas, responsável pela gestão da unidade. O impasse envolve o pagamento do complemento do piso da enfermagem, que vem causando prejuízo mensal de cerca de R$ 300 por trabalhador.
A greve foi aprovada em assembleia pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), mas está suspensa até que a minuta do acordo seja analisada e assinada.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o presidente do sindicato, Cléber Ricardo da Silva Cândido, confirmou que a situação é preocupante e que a direção do hospital só aceitou negociar depois da aprovação da greve.
“A situação é preocupante. A gente tem uma administração no hospital e sempre tivemos problema na questão trabalhista. Nos últimos dias aconteceu o descumprimento convencional, que trouxe prejuízo para os trabalhadores, próximo de R$ 300 por mês. Depois de vários debates sem resolução, fizemos a assembleia e aprovamos a greve. Só então a direção definiu fazer uma reunião e concordou em firmar um acordo coletivo para tentar resolver a situação”, relatou.
Segundo Cândido, o acordo ainda não está fechado.
“A gente mandou a minuta para eles avaliarem e estamos aguardando resposta. Essa resposta tem que sair até amanhã, sexta-feira, para a gente saber o encaminhamento. Caso contrário, temos uma decisão de greve que pode acontecer a qualquer momento”, afirmou.
Problemas vão além da questão salarial
Apesar da negociação em andamento, o sindicalista disse que os trabalhadores continuam exercendo suas funções, “não como deveriam”, já que há outros problemas graves.
“Temos falta de local e espaço para descanso, falta de funcionários, atraso no FGTS e trabalhadores terceirizados com salários atrasados. Então, são várias questões que a gente enfrenta dentro do Materno Infantil”, destacou.
De acordo com ele, parte dessas dificuldades está relacionada ao modelo de gestão do Instituto Ideas.
“Um dos grandes problemas do Ideas é tentar terceirizar e fragilizar o direito dos trabalhadores. A gente tem várias ações coletivas contra o instituto por causa disso”, afirmou.
Cléber explicou também a origem do problema financeiro que afeta a categoria desde a aprovação do piso nacional da enfermagem.
“Após a aprovação da lei do piso, o STF decidiu que o complemento deveria ser pago pelo governo federal para instituições filantrópicas, que atendem mais de 60% pelo SUS. Só que, como houve reajuste no salário base, o governo começou a diminuir o valor do repasse, porque ele continua considerando o piso antigo. Isso gera um déficit de quase R$ 300 por trabalhador”, explicou.
Segundo ele, o sindicato havia negociado que o complemento fosse pago como abono, fora do salário base, para evitar a redução do repasse federal.
“O que aconteceu é que o Ideas colocou esse valor dentro do salário base, e o governo parou de repassar a diferença. Por isso, além da minuta do acordo, a gente vai ter que conversar com o governo do Estado e com a Secretaria de Saúde para resolver esse impasse”, disse.
Histórico de gestão e risco de novo prejuízo
Cândido lembrou ainda que o hospital já enfrentou graves problemas com administradoras anteriores, e teme que o cenário se repita.
“É uma instituição que tem problemas de gestão, são várias denúncias, tanto trabalhistas quanto na parte do atendimento. Nossa preocupação é o rompimento do contrato e os trabalhadores ficarem a ver navios de novo, como aconteceu com a última empresa que administrava o hospital, que até hoje não pagou as rescisões e salários atrasados”, afirmou.
O presidente reforçou que a expectativa é de que o Instituto Ideas responda até sexta-feira (17) sobre o acordo. Caso contrário, o Sindisaúde poderá deflagrar a greve nos próximos dias.
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Primeira edição da Feira Mesas & Negócios vai destacar o empreendedorismo feminino em Urussanga
Por Rádio Guarujá16/10/2025 11h54
Foto/Divulgação
O Núcleo de Mulheres Empreendedoras da Associação Empresarial de Urussanga (ACIU) realiza no dia 9 de novembro a primeira edição da Feira Mesas & Negócios, na Praça D’Itália, no Centro de Urussanga. O evento busca valorizar o trabalho e a criatividade das mulheres empreendedoras do município e da região, promovendo integração entre diferentes setores e incentivando o associativismo.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, a coordenadora do Núcleo, Márcia de Rochi, destacou a importância de fomentar o empreendedorismo feminino e criar espaços de visibilidade para mulheres que transformam ideias em negócios.
“O núcleo da mulher empreendedora de Urussanga é uma das partes da associação empresarial que mais fomenta o empreendedorismo. Ajudamos tanto aquelas mulheres que estão começando seus trabalhos em casa quanto as que já estão no mercado há mais tempo. É um espaço de apoio e aprendizado mútuo”, afirmou Márcia.
Segundo ela, o evento reflete o fortalecimento de uma rede de colaboração entre mulheres que atuam em diferentes segmentos, como indústria, comércio, artesanato e prestação de serviços.
“A gente ainda precisa evoluir no entendimento de que empreender não é competir, e sim cooperar. Quando unimos nossas forças, chegamos mais longe. Esse evento vem justamente para mostrar que o trabalho coletivo fortalece todas nós”, disse.
Durante a entrevista, Márcia lembrou que o empreendedorismo faz parte da rotina das mulheres muito antes de ganhar esse nome formal.
“A mulher já nasce empreendendo. Basta olhar para as nossas mães, que sempre souberam administrar o lar, o orçamento, o tempo. Empreender é exatamente isso: encontrar soluções, gerenciar recursos e fazer o melhor com o que se tem. Muitas mulheres trabalham fora, cuidam da casa e ainda desenvolvem um trabalho extra, como o artesanato, para complementar a renda. Todas elas são empreendedoras, às vezes só não foram apresentadas a esse conceito.”
Adesão surpreendente
As inscrições para expor na feira esgotaram em menos de 25 dias, totalizando 50 empreendedoras inscritas. O sucesso da adesão levou algumas mulheres a procurarem o evento como patrocinadoras, já que não havia mais espaço disponível para exposição.
“Foi surpreendente. As vagas se esgotaram antes mesmo de divulgarmos oficialmente nas redes de comunicação. Isso mostra a força e o entusiasmo dessas mulheres. Algumas estão expondo pela primeira vez, vencendo a timidez e mostrando seus produtos ao público”, comemorou Márcia.
Ela explicou ainda que o evento foi pensado para incentivar o trabalho colaborativo entre as participantes:
“Se uma mulher queria expor, mas tinha receio ou não tinha tantos produtos, nós propusemos que dividisse o espaço com outra. Por exemplo, uma faz topo de bolo e outra faz bolos e juntas elas criam uma parceria. A ideia é abrir oportunidades, não barreiras.”
A Feira Mesas & Negócios contará com apresentações culturais, como balé, danças e música ao vivo, além de praça de alimentação e estandes com produtos diversos, muitos deles feitos artesanalmente por empreendedoras locais.
“Vai ser um evento lindo, cheio de propósito. Queremos convidar toda a comunidade a passar o domingo conosco, conhecer o trabalho dessas mulheres e aproveitar para garantir presentes de Natal e lembranças especiais. É uma forma de valorizar o talento local e apoiar o empreendedorismo feminino”, convidou Márcia.
A coordenadora também agradeceu o apoio da Prefeitura de Urussanga, que cedeu o espaço da Praça D’Itália para a realização da feira.