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Rádio Guarujá
Deputado Rafael Pezenti alerta para impactos da importação de banana do Equador em Santa Catarina
Por Rádio Guarujá11/09/2025 11h54
Foto/Câmara dos Deputados
Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta quinta-feira (11), o deputado federal Rafael Pezenti (MDB) manifestou preocupação com a decisão do governo federal de voltar a importar bananas do Equador. A medida deve começar até o final do ano, inicialmente com bananas desidratadas, e pode impactar produtores catarinenses, responsáveis por quase metade da produção nacional da fruta.
Segundo Pezenti, a abertura do mercado para a banana equatoriana pode comprometer a produção local. “Essa medida pode acabar destruindo a produção catarinense. Só em Santa Catarina, cerca de 30 mil famílias dependem da bananicultura. Além disso, há impactos para o consumidor, que pode pagar mais caro por um produto importado de qualidade inferior ou cultivado com uso excessivo de pesticidas.”
O deputado também alertou sobre os riscos sanitários. “Junto com a banana do Equador podem chegar pragas que não existem no Brasil, como variantes agressivas da sigatoka-negra. No Equador, o produtor faz até 50 aplicações de pesticidas por safra, enquanto aqui fazemos apenas oito. Essa diferença mostra o risco de introdução de doenças que poderiam comprometer toda a cadeia produtiva.”
Pezenti criticou a atuação do governo federal, e afirmou que decisões como essa não ajudam o pequeno produtor: “Esse governo, que diz defender o pequeno, na prática quer ferrar o produtor rural e transformá-lo em dependente de programas sociais. Muitos pequenos produtores já começam a pensar em alternativas de renda para sustentar suas famílias. A bananicultura é agricultura familiar, com cada produtor cultivando entre 10 e 15 mil pés de banana. O governo precisa apoiar o agricultor para que ele continue trabalhando na terra e garantindo o sustento e futuro de seus filhos.”
Santa Catarina é responsável por 21,8 mil toneladas de bananas, gerando cerca de R$ 39,2 milhões em receita, com os municípios de Jacinto Machado, Santa Rosa do Sul, Criciúma, Sombrio e Siderópolis concentrando a maior produção na região Sul do estado.
O deputado informou que no dia 16 de setembro terá audiência em Brasília com o Ministério da Agricultura e o secretário de Defesa Agropecuária, acompanhado por prefeitos e técnicos catarinenses, para detalhar os riscos sanitários e buscar soluções junto ao governo federal.
Confira entrevista completa
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Polêmica na Câmara de Orleans: projetos do Executivo rejeitados e vereadores não se manifestam
Por Rádio Guarujá09/09/2025 12h29
Foto/Câmara de Vereadores
A 33ª sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Orleans, realizada nesta segunda-feira (8), foi marcada por debates acalorados, galerias lotadas e um resultado inédito no atual mandato: pela primeira vez, o prefeito Fernando Cruzetta (PP) viu dois projetos de lei de autoria do Executivo serem rejeitados pelo plenário.
Por 6 votos a 5, foram derrubados o Projeto de Lei Complementar 14/2025, que tratava de uma reforma administrativa no Executivo municipal, e o Projeto de Lei Complementar 15/2025, que alterava denominação, atribuições e vencimentos de cargos da Fundação Ambiental Municipal (Famor).
A grande surpresa da noite foi a posição do vereador Murilo Hoffmann (Novo). Geralmente alinhado à base governista, ele votou contra as matérias ao lado da oposição. Na tribuna, o parlamentar afirmou ter consultado representantes do partido em nível estadual e disse ter identificado “inconsistências jurídicas e falta de clareza quanto aos impactos financeiros das mudanças”.
Além de Hoffmann, votaram contra os projetos os vereadores Marlise Zomer (PSDB), Pedro Orben (MDB), Dovagner Baschirotto (MDB), Maiara Dal Ponte Martins (MDB) e Mirele Debiase (PSDB). Cinco vereadores, Genaina Coan (PL), Joel Cavanholi (PL), Leandro Martins (PSD), Osvaldo Cruzetta (PP) e Josemar Sacom (PSD), da base governista votaram a favor, mas não foi suficiente para garantir a aprovação.
Defesa do governo
O secretário de Administração, Airton Bratti Coan, defendeu que as propostas buscavam corrigir falhas apontadas pelo Ministério Público e modernizar a estrutura do Executivo. Segundo ele, a criação das secretarias de Cultura, Turismo e Esporte estava entre os principais pontos da reforma.
“Não havia aumento de despesa, como foi sugerido por alguns vereadores. Pelo contrário, o projeto corrigia lacunas jurídicas e preparava Orleans para o futuro. A rejeição representa uma perda de oportunidade para o município”, afirmou o secretário.
O líder do governo na Câmara, vereador Osvaldo Cruzetta (PP), lamentou a decisão e disse que a população será prejudicada.
“Infelizmente, prevaleceu um discurso equivocado. Esses projetos não criavam cargos comissionados nem ampliavam gastos, mas organizavam a máquina pública para atender melhor a comunidade. Quem perde é o cidadão orleanense”.
Prefeito se manifesta
Após a sessão, o prefeito Fernando Cruzetta comentou que os projetos rejeitados eram estratégicos para a modernização da administração pública e para o desenvolvimento do município.
“Não me sinto derrotado, mas estou entristecido. Esses projetos eram fundamentais para dar mais eficiência à gestão e preparar Orleans para o futuro. Quem perde não sou eu, quem perde é a cidade de Orleans”.
O prefeito explicou que a reforma administrativa não aumentaria despesas, mas reorganizaria a estrutura de cargos comissionados e efetivos, criando secretarias estratégicas para áreas prioritárias como Cultura, Turismo e Esporte. Segundo Cruzetta, a medida traria mais efetividade ao serviço público e valorizaria os servidores.
Ele também comentou sobre a postura do vereador Murilo Hoffmann (Novo), que votou contra os projetos apesar de ser considerado alinhado à base do governo.
“Fiquei entristecido com a posição do vereador Murilo. Até então, ele votava conosco e se dizia independente, mas ontem votou contra os projetos. Acredito que, se tivesse se aprofundado na discussão, teria percebido que o Partido Novo em outros municípios já adotou medidas semelhantes e aprovadas, garantindo eficiência e efetividade no serviço público. É um voto que prejudica a cidade, e não ao Executivo”, afirmou Cruzetta.
“A rejeição atrasa investimentos e programas planejados, como a implantação do projeto IntegraTur, que vai integrar o turismo de Orleans com outros 12 municípios da região. Não deixaremos de trabalhar, mas poderíamos avançar de forma mais célere se a Câmara tivesse aprovado”, acrescentou
O prefeito confirmou que pretende reapresentar os projetos em 2026.
“Vou retomar essa proposta no início do próximo ano. É uma reforma necessária, ampla e estratégica. Nosso compromisso é com o desenvolvimento da cidade e com o bem-estar dos cidadãos, não com interesses políticos de curto prazo”.
Oposição não se manifestou
Procurados os vereadores que votaram contra, não quiseram se manifestar e rejeitaram o pedido de entrevista do Jornal da Guarujá. Entre eles estão Murilo Hoffmann, Dovagner Baschirotto, Maiara Dal Ponte Martins e Mirele Debiase.
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Aprenda a usar o consórcio para investir e construir patrimônio
Por Rádio Guarujá08/09/2025 11h19
Foto/Redação
O Jornal da Guarujá recebeu André Eleutério, CEO da Exclusivo Consórcio, para falar sobre educação financeira e as vantagens do consórcio como ferramenta de planejamento. Mensalmente, André traz orientações para quem deseja organizar gastos, investir com segurança e construir patrimônio.
Segundo ele, muitas pessoas acreditam que só é possível investir com grandes aportes. Porém, revisando despesas cotidianas como assinaturas de streaming, compras online ou pequenos gastos supérfluos, é possível liberar dinheiro para iniciar um consórcio de forma acessível e compatível com o orçamento. “Às vezes, R$ 40 ou R$ 50 por mês parecem pouco, mas somados ao longo do ano representam um valor significativo que pode ser investido”, explica André.
O CEO destaca que o consórcio não serve apenas para adquirir imóveis ou veículos imediatamente, mas oferece flexibilidade e planejamento a longo prazo. Ao ser contemplado, o cliente pode quitar financiamentos existentes, reformar imóveis, adquirir novos bens ou investir em oportunidades, sem precisar de grandes aportes iniciais. Esse modelo permite alavancar patrimônio de forma segura, mantendo parcelas compatíveis com o orçamento.
Além disso, o consórcio é uma alternativa interessante para empresários e produtores rurais. É possível utilizar a carta de crédito para compra de maquinário, ampliação de imóveis comerciais ou rurais e até para levantar capital de giro, mantendo taxas de juros mais baixas do que as do financiamento tradicional. André compara o consórcio a um “funcionário financeiro”, que ajuda a construir patrimônio, gerar renda e planejar o futuro.
Outro ponto destacado é a valorização do crédito. Mesmo que o consórcio leve tempo para contemplar, índices de reajuste garantem que o poder de compra seja mantido, protegendo o investimento contra a inflação e valorização de imóveis.
Para quem ainda acredita que não pode investir, André recomenda começar com o que é possível. Com disciplina, planejamento e acompanhamento, o consórcio se torna uma ferramenta eficiente para conquistar objetivos, seja a compra da casa própria, a troca de veículo ou a expansão de negócios.
A Exclusivo Consórcio atende presencialmente em Criciúma e Araranguá, além de oferecer atendimento presencial ou online para todo o Sul de Santa Catarina, Norte do Rio Grande do Sul e clientes que residem fora do Brasil. Mais informações e simulações podem ser solicitadas pelo site www.exclusivoconsorcio.com.br ou pelo telefone (48) 9 9368-8820.
Confira
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Caminhões fora do limite são flagrados com frequência na Serra do Rio do Rastro
Por Rádio Guarujá08/09/2025 11h17
Fotos: PMRv/SC
A Serra do Rio do Rastro, conhecida pelas curvas sinuosas e altitudes elevadas, tem registrado com frequência tentativas de passagem de caminhões cujas dimensões excedem os limites regulamentares da via. Segundo o Major Álvaro Josué Moraes Paes, comandante da 2ª Companhia do 2º Batalhão de Polícia Militar Rodoviária da Região Serrana, a fiscalização é constante devido aos riscos que esses veículos representam para o trânsito e para a própria segurança dos motoristas.
“É um fato bastante comum e que exige atenção constante da nossa equipe para impedir a circulação desses caminhões”, afirmou o Major Paes. Ele explicou que, todas as semanas, a corporação precisa intervir em casos de caminhões que tentam atravessar a serra de forma irregular.
Segundo o Major, a principal justificativa apresentada pelos condutores é a indicação de rotas por aplicativos de GPS, que muitas vezes não informam sobre as restrições de peso e comprimento. “Alguns motoristas tentam a sorte, acreditando que a fiscalização não os verá. No fim, acabam sendo flagrados já no meio da serra. Isso causa diversos transtornos, porque o caminhão demora para subir e descer, às vezes quebra, e muitos motoristas não conhecem a região, ficam nervosos e não têm habilidade suficiente para transitar nesse tipo de pavimento”, alertou.
Limites e restrições
Na Serra do Rio do Rastro, o limite máximo permitido é de 23 toneladas de peso e 14 metros de comprimento. Caminhões maiores, bitrens e carretas não podem transitar pela via. Além disso, durante os finais de semana, das 8h às 18h, o limite é reduzido para 10 toneladas, a fim de garantir maior fluidez no tráfego devido ao aumento de veículos de turismo.
Fiscalização e penalidades
Quando um caminhão fora das normas é flagrado, o motorista recebe uma autuação de trânsito considerada grave, com penalidade de multa e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação, por transpor o trecho sem autorização. “É importante que os motoristas respeitem os limites da via. Cortar caminho para economizar tempo não justifica colocar em risco o trânsito e a segurança de todos”, reforçou o Major.