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Rádio Guarujá
Unesc realiza hoje eleição para reitoria com chapa única e participação de toda a comunidade acadêmica
Por Rádio Guarujá11/03/2025 11h32
Foto/Reprodução Instagram
Nesta terça-feira, 11 de março, a Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) realiza a eleição para a escolha da nova Diretoria Executiva da Fundação Educacional de Criciúma (Fucri) e sua reitoria, que ficará à frente da instituição no período de 2025 a 2029. A votação, aberta a estudantes, professores e colaboradores, ocorrerá das 8h às 22h, tanto de forma online quanto por meio de urnas presenciais nos campus da Universidade.
A Unesc adota um sistema único de voto universal, direto e secreto, sendo a única universidade da América Latina a permitir que todos os segmentos da comunidade acadêmica, com o mesmo peso, participem do processo eleitoral. Esse modelo democrático fortalece a legitimidade da gestão eleita e reafirma o compromisso da instituição com a participação coletiva.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, realizada nesta manhã, a candidata a vice-reitora Gisele Coelho Lopes falou sobre o significado da eleição e a chapa única formada por ela e pela professora Luciane Ceretta, candidata à reitoria. Lopes destacou o momento histórico que a Unesc está vivendo, com a comunidade acadêmica unida em torno de um projeto coletivo. “É um dia histórico, um dia em que a democracia, ela mostra um gesto de maturidade dentro de uma universidade comunitária como a nossa. Estamos falando de uma chapa única, uma universidade que, nas últimas quatro eleições, entendeu a importância de dialogar, de discutir projetos estruturantes. Quando falamos de projetos estruturantes da universidade, não estamos falando de planos de governo, mas de um plano de universidade que transcende governos. Estamos discutindo o futuro, estamos discutindo como seguir com os projetos que representam o coletivo.”
Ela ainda ressaltou que a união entre os diferentes membros da universidade, apesar das diferenças de pontos de vista, fortalece a gestão. “A unidade na diversidade, ou seja, a unidade na pluralidade, é algo que vemos no nosso dia a dia. Todos estão juntos querendo a mesma coisa: uma universidade forte, uma universidade desenvolvida e sustentável. Isso é o que percebemos ao dialogarmos com os estudantes, técnicos e professores. Foram dias de muito aprendizado, de reflexão sobre como enxergamos a Unesc nos próximos anos.”
A candidata explicou que o trabalho realizado até aqui pela gestão atual tem sido fundamental para o reconhecimento da Unesc, tanto dentro da universidade quanto pela comunidade externa. “Recentemente, todo o trabalho realizado foi reconhecido, não apenas pela universidade, mas por toda a comunidade. A Unesc se tornou cada vez mais forte entre os cidadãos. No entanto, sabemos que os desafios são grandes e que manter esse nível de excelência é mais difícil do que chegar até aqui.”
Quando questionada sobre os desafios para os próximos anos, Gisele Lopes afirmou que a universidade está preparada para enfrentar os novos tempos. “A Unesc tem se preparado para entregar uma formação de qualidade, alinhada com as necessidades do mercado de trabalho. Nossa visão é de que a Unesc deve estar à frente, oferecendo um currículo pedagógico orientado para colocar o estudante no centro da experiência. Sabemos que o Estado de Santa Catarina precisa de universidades como a Unesc, e as instituições comunitárias têm um papel essencial no desenvolvimento das regiões em que estão inseridas.”
Ela ainda destacou os planos de expansão da universidade, como a transformação do campus de Araranguá em um campus universitário com cursos presenciais e a ampliação da atuação na região da Amurel. “Estamos nos organizando para oferecer cursos presenciais também na Amurel. Essa região, em especial Tubarão e Laguna, não conta mais com uma universidade comunitária, e queremos preencher essa lacuna, atendendo as necessidades educacionais da população.”
Outro ponto importante abordado por Gisele Lopes foi a internacionalização da Unesc. A universidade já possui mais de 50 acordos internacionais e a candidata revelou que essa é uma prioridade em seu plano de trabalho. “Nosso objetivo é intensificar essa internacionalização, proporcionando aos nossos alunos uma experiência global. O mundo é globalizado e, portanto, precisamos ampliar as possibilidades de nossos estudantes interagirem com o conhecimento e com as culturas de outros países.”
Gisele também destacou a valorização das pessoas como um pilar essencial para o futuro da universidade. “Entendemos que, para garantir a sustentabilidade e o sucesso da universidade, precisamos valorizar as pessoas. A humanização das relações é fundamental para isso. Estamos focados em criar um ambiente colaborativo, inclusivo e acessível, onde todos, independentemente de gênero, possam se sentir parte do processo.”
Por fim, a candidata falou sobre o significado de ter uma chapa composta exclusivamente por mulheres. “Este é um gesto significativo, pois, ao termos uma chapa composta por duas mulheres, estamos mostrando que é possível fazer uma gestão de excelência, independentemente do gênero. A mulher pode e deve protagonizar, construir e gerir projetos estruturantes de desenvolvimento, assim como o homem. Para nós, trabalhar em conjunto não significa enxergar gênero, mas sim focar nas pessoas. A Unesc é feita de pessoas qualificadas e comprometidas com o projeto de universidade que acreditamos. E nos sentimos extremamente responsáveis por estar à frente dessa nova fase, garantindo o melhor para todos”, finalizou.
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Chefe de Gabinete de Imbituba fala sobre o planejamento para a reconstrução da unidade prisional no município
Por Rádio Guarujá10/03/2025 19h04
Foto/Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social
Na manhã desta segunda-feira (10), o Jornal da Guarujá conversou com Marco Aurélio Spinardi, chefe de gabinete do prefeito de Imbituba, sobre o projeto de reconstrução da unidade prisional do município, que tem gerado discussões e preocupações entre os moradores. Spinardi, que tem grande experiência com o sistema prisional, já tendo sido diretor do Presídio Regional de Imbituba, detalhou o processo e os benefícios esperados para a cidade.
“O presídio de Imbituba já tem praticamente 50 anos e não atende mais à demanda da região. Ele foi construído sobre uma delegacia e, ao longo do tempo, foi sendo ampliado de forma improvisada. A realidade atual é que o espaço já não comporta mais a demanda de presos, e isso tem gerado problemas. Estamos falando de 220 vagas, mas a região já precisa de uma estrutura maior”, afirmou Spinardi.
A reconstrução da unidade prisional foi discutida com o governo estadual há mais de 10 anos, e agora, com o apoio do secretário de Estado da Justiça e Reintegration Social, Carlos Alves, está sendo tratada com mais seriedade. O novo projeto visa criar uma estrutura moderna, segura e com formato industrial, voltada para a reintegração social dos detentos. A intenção é criar uma unidade com capacidade para até 500 vagas.
“A cidade já possui uma unidade prisional, e a intenção é construir uma nova, que atenda as necessidades da região. Para isso, estamos analisando diferentes locais, sempre com a preocupação de reduzir os impactos urbanos e escolher uma área que seja mais industrial. O novo presídio pode trazer muitos benefícios, principalmente em termos de ressocialização, com os reeducandos trabalhando para o município e para empresas privadas”, explicou o chefe de gabinete.
Quando questionado sobre os receios da comunidade em relação ao aumento da criminalidade, Spinardi foi claro em sua resposta. “Eu sempre digo que a ideia de que a criação de um presídio vai aumentar a criminalidade não é verdade. Ao contrário, se bem administrado, o novo presídio pode melhorar a segurança pública, já que proporcionará a reintegração dos detentos à sociedade, com trabalho e ocupação. O trabalho do reeducando é fundamental, pois ajuda a devolver à sociedade aquilo que ele tomou dela”, afirmou.
O projeto de reconstrução do presídio está em fase de estudo, com a análise de terrenos e a busca por um local ideal para a nova unidade. Spinardi ressaltou que o governo municipal está comprometido em tratar o tema com muito equilíbrio e responsabilidade, ouvindo as preocupações da comunidade, mas também priorizando as necessidades de segurança pública.
“É um tema delicado, sem dúvida. A comunidade tem seus receios, mas o governo municipal está buscando a melhor solução. Já fizemos estudos sobre a viabilidade do projeto e, apesar das preocupações, temos certeza de que a reconstrução é uma necessidade. Estamos acompanhando de perto e garantindo que a execução desse projeto traga benefícios para a cidade e para a segurança de todos”, concluiu Marco Aurélio Spinardi.
O projeto segue em discussão, e as próximas etapas serão definidas em reuniões entre as autoridades locais e o governo estadual.
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Planejamento financeiro: Consórcio como alternativa para investimentos e aquisição de bens
Por Rádio Guarujá10/03/2025 18h59
Foto/Redação
No quadro Educação Financeira do Jornal da Guarujá, o especialista em consórcios, André Eleutério, CEO da Exclusivo Consórcios, destacou a importância do consórcio como uma alternativa inteligente para aquisição de bens e investimentos financeiros. Segundo Eleutério, o consórcio imobiliário, por ter prazos mais longos e parcelas menores, oferece um retorno mais vantajoso para quem busca lucratividade.
“Um exemplo: uma carta de 100 mil para automóvel tem uma parcela de R$ 483, enquanto a mesma carta para imóvel sai por R$ 341. No décimo mês, no caso do automóvel, foram investidos R$ 4.800, enquanto no imóvel, apenas R$ 3.400. Quando vendemos essa carta por R$ 20 mil, o lucro é maior no imobiliário”, explicou.
A estratégia do planejamento a longo prazo também é um diferencial, especialmente para a troca de veículos. Eleutério contou um caso recente: “Um amigo queria trocar o carro por uma caminhonete, mas a diferença de R$ 35 mil viraria R$ 87 mil no financiamento. Com o consórcio, você escapa desses juros abusivos”.
Para Eleutério, o consórcio é um modelo de educação financeira e de planejamento. Ele próprio adota essa estratégia: “Meu carro é de consórcio, o da minha esposa também, e meus filhos já têm cartas para automóvel. Sempre deixo duas ou três esperando a contemplação para fazer bons negócios”.
A vantagem do consórcio está na sua flexibilidade. Ao ser contemplado, o cliente pode escolher onde e com quem comprar, inclusive de particulares.
Outra situação vantajosa apontada pelo CEO envolve o mercado imobiliário. “Se você tem R$ 500 mil, vale a pena comprar um imóvel à vista? Nem sempre. Com esse valor aplicado, pode-se gerar renda de R$ 5 mil ao mês, suficiente para pagar uma carta de R$ 2 milhões. Quando contemplado, você não tem mais um imóvel de R$ 500 mil, mas sim um de R$ 2 milhões, e o dinheiro seguiu rendendo”, exemplificou.
Por fim, Eleutério ressaltou que o consórcio também auxilia no controle financeiro. “Morei nos Estados Unidos por 7 anos e lá, percebi que não importa o quanto você ganha, mas sim o quanto consegue guardar. O consórcio é uma poupança forçada, um educador financeiro. Muitas pessoas aumentam seus gastos conforme sua renda cresce, mas a verdadeira riqueza está em fazer o dinheiro trabalhar para você”.
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Brasil ocupa 4º lugar no ranking mundial de acidentes de trabalho. Entrevista com o engenheiro de segurança do trabalho, Gustavo Guimarães
Por Rádio Guarujá07/03/2025 11h52
Foto/Banco de imagens – Freepek.com
Na manhã desta sexta-feira, 6, o Jornal da Guarujá conversou com o engenheiro de segurança do trabalho do SESI, Gustavo Martins Guimarães, sobre a realidade dos acidentes de trabalho no Brasil e na região. O país ocupa a preocupante quarta posição mundial nesse ranking, ficando atrás apenas de China, Índia e Indonésia, países onde a fiscalização é considerada mais deficiente.
De acordo com dados de 2023, cinco a cada mil trabalhadores sofreram acidentes de trabalho, resultando em quase 500 mil ocorrências registradas. Dessas, aproximadamente 2.800 foram fatais. Os números evidenciam a gravidade da situação: no Brasil, a cada três horas e meia, um trabalhador perde a vida em seu ambiente de trabalho, e a cada 48 segundos, um acidente é registrado.
Além do impacto humano, há também um alto custo financeiro. Entre 2012 e 2020, os acidentes de trabalho no país geraram um prejuízo de aproximadamente R$ 120 milhões para a Previdência Social. “Esses custos, no fim, recaem sobre as empresas, que pagam impostos e taxas devido aos índices de acidentalidade”, explicou Gustavo.
Os setores mais afetados por esses acidentes no Brasil são a construção civil, a indústria da transformação (metalúrgica e siderúrgica), o agronegócio, a indústria de alimentos e bebidas e o setor de transporte e logística. As principais vítimas são homens entre 20 e 34 anos, que representam 39% dos acidentados, seguidos por mulheres entre 25 e 34 anos, que compõem 10% dos casos.
Na região Sul, onde a fiscalização é mais rigorosa, o número de acidentes é mais bem documentado. Em outras regiões, como o Norte e o Nordeste, muitos acidentes deixam de ser registrados, dificultando uma análise precisa do problema.
Gustavo destacou que a conscientização sobre a segurança do trabalho e a fiscalização eficiente são essenciais para reverter esse cenário. “Muitas vezes, a segurança do trabalho é vista como custo, quando, na verdade, é um investimento. Se uma empresa não segue as normas, pode enfrentar multas e embargos, que acabam gerando custos ainda maiores.”
O agronegócio também merece atenção especial, pois, apesar de ser uma indústria altamente lucrativa, mantém características familiares, o que dificulta a implementação de medidas de segurança. “É comum ouvir que o avô fazia assim, o pai fazia assim, e a geração seguinte segue do mesmo jeito. Mas é preciso mudar essa cultura”, alertou o engenheiro.
Entre os principais riscos no agronegócio estão a exposição a produtos químicos sem o uso adequado de EPIs, ruídos excessivos de máquinas agrícolas e longas jornadas de trabalho sob o sol, que podem levar ao câncer de pele.
Por fim, Gustavo enfatizou que tanto trabalhadores quanto empregadores precisam compreender a importância da prevenção. “O objetivo é garantir que todos possam exercer suas atividades com segurança e qualidade de vida, evitando prejuízos humanos e financeiros.”
A segurança no trabalho é um desafio que exige compromisso coletivo. Somente com a fiscalização rigorosa e a conscientização de empregadores e trabalhadores será possível reduzir esses números alarmantes e garantir ambientes de trabalho mais seguros em todo o Brasil.