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Rádio Guarujá

Homens e autocuidado: psicóloga aponta cultura da “invulnerabilidade” como barreira para prevenção

Por Rádio Guarujá26/11/2025 14h28
Foto/Redação

No mês dedicado à prevenção do câncer de próstata, o Novembro Azul, o Jornal da Guarujá levou ao ar uma conversa com a psicóloga Vanesa Bagio sobre o comportamento masculino diante da própria saúde. Segundo ela, a dificuldade dos homens em buscar ajuda não é mero descuido: trata-se de um padrão cultural profundamente enraizado.

Vanesa explica que, historicamente, os homens foram ensinados a se mostrarem fortes e emocionalmente inabaláveis. “Eles aprenderam que não podem chorar, não podem demonstrar vulnerabilidade. Abrir sentimentos ainda é visto como fraqueza”, afirma. O resultado é um bloqueio que se manifesta tanto na saúde emocional quanto na física.

Durante a entrevista, foi lembrado que Santa Catarina, mesmo sendo um estado com alto nível educacional, possui pouquíssimos municípios com Rede Masculina de combate ao câncer. Para Bagio, isso evidencia o quanto o autocuidado masculino ainda é negligenciado. “Muitos só vão ao médico quando alguém os leva. Muitas vezes não sabem nem descrever seus próprios sintomas”, disse.

Ela reforçou que a resistência não se limita ao câncer de próstata. Há medos mais profundos: medo de diagnóstico, de descobrir uma limitação, de perder a posição de “provedor”, medo de procedimentos médicos e até fobia de jaleco branco ou agulhas. Esses fatores, diz a psicóloga, ajudam a explicar por que tantos homens adiam exames simples.

Vanesa destacou ainda que exames de detecção precoce evoluíram: além do toque retal, ainda cercado de preconceitos, hoje existem ultrassom e exames de sangue altamente eficazes. Mesmo assim, muitos insistem em evitar consultas. “Coragem não é ignorar sinais do corpo; é procurar ajuda”, reforça.

Uma ouvinte, Natália, relatou que o pai descobriu dois cânceres: de próstata e intestino, graças à insistência da mãe em manter exames em dia. Para a psicóloga, esse exemplo evidencia o papel decisivo das mulheres no incentivo ao cuidado masculino: “Elas insistem, marcam consultas, acompanham. Sem esse apoio, muitos não fariam nada.”

Bagio afirma que o aumento da procura masculina pela psicoterapia nos últimos meses é um avanço, mas o caminho ainda é longo. “O homem precisa entender que saúde emocional e física caminham juntas. E que pedir ajuda não tira sua masculinidade pelo contrário, fortalece.”

Para conhecer mais sobre o trabalho da psicóloga Vanesa Bagio, obter dicas sobre saúde emocional ou agendar uma consulta, o contato pode ser feito pelo Instagram @vanesabagio.psi ou no consultório localizado no Edifício Cidade das Colinas – Rua João Ramiro Machado, 321, Sala 6, Centro, Orleans.

Confira

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Jack Coffee inaugura nesta quarta e promete novo conceito de cafeteria em Orleans

Por Rádio Guarujá25/11/2025 12h34
Foto/Redação

Orleans recebe nesta quarta-feira (26) um novo espaço dedicado ao café, gastronomia e convivência. A Jack Coffee Cafeteria inaugura às 10h, na Praça Celso Ramos, com a proposta de oferecer cafés selecionados, croissants deliciosos, opções sem glúten e sem lactose  e um ambiente pensado para acolher moradores e visitantes.

Os proprietários, Marcelo Dalazen e Mirele Debiasi, participaram do Jornal da Guarujá, na manhã desta terça-feira, 25, e falaram sobre a criação do empreendimento, que vem sendo preparado há quatro meses. Mirele afirmou que a cafeteria nasce de uma necessidade identificada na cidade:
“Sou apaixonada por café e a gente sentia essa carência aqui. Por isso criamos um espaço com identidade, alma e carinho. Queremos que a pessoa entre e se sinta em casa.”

Marcelo, que também é responsável pela premiada cervejaria Big Jack, eleita a melhor do Brasil e da América do Sul, explicou que a iniciativa surgiu quando encontraram um ponto disponível.
“O plano era para o ano que vem, mas o espírito empreendedor falou mais alto. Não tinha nada por perto para tomar um café no sábado ou domingo. Agora tem.”

Produtos selecionados e ingredientes locais

A Jack Coffee terá cardápio com itens preparados com ingredientes escolhidos diretamente de produtores da região. Mirele destacou que a escolha das matérias-primas foi cuidadosa:
“Nada entra na nossa cozinha sem passar por um crivo. Visitamos propriedades, acompanhamos produção. Nosso cliente merece esse tipo de alimentação.”

Haverá também opções sem glúten e sem lactose, atendendo ao público com restrições alimentares.
“Hoje em dia, comida sem glúten ou sem lactose pode ser muito saborosa. Quem provar nem vai perceber a diferença”, disse Mirele.

A cafeteria ainda contará com dois chopes da Big Jack.
“Aquela carência de não ter um chopezinho perto da Matriz acaba amanhã”, brincou Marcelo.

Um dos diferenciais será o atendimento aos sábados e domingos, justamente um pedido frequente dos moradores.
“Não quero mais ninguém dizendo que Orleans não tem o que fazer no fim de semana. Vamos abrir sábado das 15h às 19h e domingo das 16h às 21h”, destacou Mirele.

A proposta, segundo ela, é acolher famílias que frequentam a praça e o entorno da Igreja Matriz.

A estreia terá um detalhe extra: a finalização da fachada, que ainda será “revelada” durante o dia.
“Hoje vai subir uma lona preta. Amanhã a cidade vai ver o resultado final”, disse Mirele.

A Jack Coffee funcionará das 10h às 22h na estreia. O dia coincide com a abertura oficial do Natal em Orleans, chegada do Papai Noel e acendimento das luzes natalinas.

“Feito com carinho para Orleans”

Os proprietários reforçam que o empreendimento carrega forte identidade local.
“Nós somos muito bairristas. É um presente para os moradores de Orleans”, disse Mirele.
Marcelo completou: “Com certeza quem for vai se surpreender com a qualidade dos produtos, os preços e o atendimento.”

A Jack Coffee está localizada na Praça Celso Ramos, 71, sala 102, no centro da cidade.

Confira entrevista completa 

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Vereadores de Orleans asseguram R$ 70 mil à Rede Masculina durante sessão da Câmara

Por Rádio Guarujá25/11/2025 12h31
Foto/Redação

A Câmara de Vereadores de Orleans realizou ontem, dia 24, a 44ª sessão ordinária do ano, marcada por votações rápidas, poucas divergências públicas e pela presença do presidente da Rede Masculina de Combate ao Câncer, Gelson Luiz Padilha, ex-prefeito do município.

Entre as matérias aprovadas, está o projeto de lei que altera o requisito de escolaridade para o cargo de monitor de estacionamento rotativo, finalizando sua segunda votação e autorizando o encaminhamento ao Executivo. Também passou o projeto do Executivo que estabelece regras para a constituição e funcionamento do ambiente regulatório experimental voltado a startups.

A oposição, formada pelos vereadores Dovagner Baschirotto (MDB), Maiara Dal Ponte (MDB), Marlise Zomer (PSDB), Mirele Debiasi (PSDB) e Pedro João Orben (MDB), teve aprovado requerimento para convidar o ex-diretor de Esportes de Orleans, João Ribeiro, o Dão, a prestar esclarecimentos sobre questões levantadas anteriormente pela vereadora Jana Coana (PL), durante sua gestão na pasta.

Outras proposições incluíram a indicação da vereadora Marlise Zomer (PSDB), sugerindo que a Rua Projetada A, no loteamento Paraíso, no bairro Coloninha, receba o nome de Valdemar De Villa, em homenagem aos serviços prestados pelo morador. O vereador Pedro João Orben (MDB) propôs reconhecimento ao João Ribeiro pelo trabalho à frente do esporte municipal, enquanto Joel Cavanholi (PL) solicitou a instalação de uma lombada na Rua Hercílio Nicoladelli, próximo ao laboratório de análises clínicas, devido ao risco no trânsito.

Rede Masculina recebe apoio financeiro

Gelson Padilha, atual presidente da Rede Masculina de Combate ao Câncer, detalhou o trabalho de conscientização sobre a saúde do homem e ressaltou a baixa adesão masculina aos cuidados preventivos.

Orleans é uma das apenas duas cidades catarinenses com uma rede masculina formalmente estruturada, um dado que reforça, segundo ele, a necessidade de ampliar o modelo para o restante do estado. Atualmente, são 11 voluntários atuando e cerca de 180 exames de PSA foram realizados por meio de parcerias com laboratórios. Entre os resultados, aproximadamente 14 homens apresentaram sinais compatíveis com possível câncer de próstata.

Padilha destacou ainda a surpresa com o anúncio dos vereadores, que destinarão R$ 70 mil em emendas impositivas para apoiar as atividades da entidade em 2025. Os vereadores Osvaldo Cruzetta (PP), Josemar Sacom, o Cuca (PSD), Joel Cavanholi (PL), Jana Coan (PL), Marlise Zomer (PSDB), Dovagner Baschirotto (MDB) e Pedro Orben (MDB), contribuirão com R$ 10 mil cada. O recurso dará fôlego para estruturar o atendimento, ampliar ações educativas e fortalecer o acompanhamento de casos suspeitos.

Atendimento e orientação

O atendimento ocorre em espaço cedido dentro da Casa Rosa, sede da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Orleans. O foco é a saúde masculina de forma ampla como: próstata, glicemia, doenças cardiovasculares e saúde mental. Os exames de PSA, doados por laboratórios, funcionam como porta de entrada para encaminhamentos médicos quando necessário.

Padilha reforça que a prevenção precoce pode evitar quadros graves e cita sua própria experiência com problemas prostáticos recentes. Ele também defende a ampliação do número de voluntários e a participação de profissionais da área da saúde para consolidar o projeto.

Confira

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Strawplast avança em inovação ambiental com a linha sustentável CascaBrasil, premiada nacionalmente

Por Rádio Guarujá24/11/2025 13h00
Foto/Redação

A indústria Strawplast, de São Ludgero, tem se destacado no cenário nacional com a CascaBrasil, linha de produtos sustentáveis desenvolvida com matérias-primas renováveis e certificações internacionais de compostabilidade. O projeto, apresentado no quadro Transformação Sustentável, foi detalhado pela coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento, Flávia da Silva, que analisou os avanços técnicos, os desafios produtivos e o impacto ambiental da iniciativa.

O conceito da Casca Brasil

Criada para “mostrar o potencial sustentável da indústria nacional”, a Casca Brasil oferece utensílios descartáveis voltados à alimentação, produzidos com enfoque no consumo responsável. Segundo Flávia, a marca “nasce para acompanhar a lógica de renovação do meio ambiente”, propondo alternativas ao plástico convencional.

Os produtos utilizam matéria-prima derivada da cana-de-açúcar e incluem fibras naturais de madeira, que garantem maior resistência física. Essa combinação permite que os itens sejam compostáveis quando descartados corretamente,  uma diferença crucial em relação aos plásticos tradicionais, derivados de fontes fósseis.

Durante a entrevista, Flávia reforçou que o problema ambiental não está no material em si, mas no comportamento humano. “O plástico não é ruim. Ruim é o que a gente faz com ele. O destino que a gente dá é que acaba sendo prejudicial ao meio ambiente”, afirmou, destacando a importância da cadeia de reciclagem e do descarte adequado.

Segundo ela, há uma “narrativa equivocada” que coloca o plástico como vilão absoluto, ignorando o fato de que é um material 100% reciclável e que trouxe avanços importantes para diversas áreas.

Do laboratório ao reconhecimento nacional

O desenvolvimento da Casca Brasil exigiu anos de pesquisa, testes e parceria com outras instituições. O esforço resultou em reconhecimento: a marca venceu o Prêmio Plástico Sul de Inovação e Sustentabilidade, um dos mais relevantes do setor.

“Foi um reconhecimento para a Strawplast, mas também para todos os parceiros e colaboradores que participaram do projeto. Ficamos muito felizes por ver estampado, em nível nacional, o quanto estamos dispostos a inovar”, destacou Flávia.

A apresentação da Casca Brasil em eventos como a Plástico Brasil, maior feira do setor na América Latina, e em congressos internacionais reforçou a relevância do projeto no mercado.

Compostabilidade: na indústria e em casa

Os produtos são certificados  pela TUV Áustria, um dos mais respeitados órgãos certificadores do mundo, incluindo o selo OK Industrial Compostable, que garante a decomposição completa em compostagem industrial em cerca de 180 dias.

Há ainda o estudo para avançar na certificação OK Home Compostable, aplicada a ambientes domésticos, onde a decomposição é mais lenta e menos controlada.

Flávia integra a comissão que revisa a NBR 15448, norma brasileira que regulamenta embalagens compostáveis. A participação, segundo ela, “é uma forma de agregar conhecimento técnico e contribuir para normas mais modernas e eficazes”.

Expansão da linha e desafios produtivos

Hoje, a Casca Brasil conta com talheres e canudos já disponíveis no mercado. A empresa trabalha para ampliar o portfólio com pratos e copos, um desafio técnico, considerando a complexidade da matéria-prima.

A coordenadora lembra que a Strawplast foi pioneira no Brasil ao lançar, em 2017, o Canudoca, primeiro canudo compostável nacional, produzido a partir da mandioca.

Por ser um produto natural, a linha possui validade de 12 meses, já que, após esse período, pode perder resistência e apresentar rachaduras. “É a prova de que o produto funciona”, explica Flávia.

A boa aceitação da Casca Brasil impulsionou também o crescimento da empresa. Flávia confirmou que a Strawplast está com vagas abertas nas áreas produtiva e administrativa, oferecendo benefícios como plano de saúde, auxílio-alimentação e horários diferenciados aos sábados.

Confira entrevista completa

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