Para uma melhor experiência neste site, utilize um navegador mais moderno. Clique nas opções abaixo para ir à página de download Indicamos essas 4 opções:
Ok, estou ciente e quero continuar usando um navegador inferior.
BLOG
Rádio Guarujá
Cirsures realiza capacitação sobre coleta de resíduos para agentes de saúde e combate a endemias
Por Rádio Guarujá22/09/2025 10h03
Foto/Divulgação
O Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos Urbanos da Região Sul (Cirsures), em parceria com o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), realiza no próximo dia 30 de setembro, em Urussanga, uma capacitação voltada aos agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias dos sete municípios consorciados: Cocal do Sul, Lauro Müller, Morro da Fumaça, Orleans, Siderópolis, Treviso e Urussanga.
O objetivo do encontro é capacitar os profissionais para que atuem como multiplicadores do programa “Pensa Logo o Destino”, projeto do IMA voltado à destinação correta de resíduos sólidos. A iniciativa busca ampliar o conhecimento da comunidade sobre coleta seletiva e descarte adequado de resíduos.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, Graziela Bolan, engenheira sanitarista ambiental do Cirsures, explicou como será a capacitação: “Nosso encontro acontece no dia 30, terça-feira, a partir das 13h30, no salão paroquial da Igreja em Urussanga. Vamos reunir todos os agentes de saúde e da vigilância sanitária para capacitá-los em relação ao programa ‘Pensa Logo o Destino’. A intenção é que eles se tornem multiplicadores e levem essas informações para a comunidade, já que estão diariamente no porta-a-porta.”
Sobre a participação, Graziela explicou que cada município deverá inscrever seus agentes: “Encaminhamos há cerca de 15 dias um convite para cada secretaria de saúde, com um link para inscrição. É rápido, simples e garante a presença no dia 30.”
A engenheira também ressaltou a importância de eventos como este: “Ainda precisamos evoluir muito na coleta seletiva e na destinação correta dos resíduos. A educação ambiental deve ser contínua, sempre presente. Capacitando os agentes de saúde e da vigilância sanitária, conseguimos levar essas informações diretamente para o dia a dia dos moradores, atingindo desde donas de casa até aposentados, que muitas vezes ainda não sabem como descartar corretamente o lixo e por que isso é importante.”
Quanto à atuação do Cirsures nos sete municípios, Graziela destacou que o consórcio possui um programa de coleta seletiva em operação há quase 20 anos: “Trabalhamos continuamente com a população. O caminhão da coleta seletiva passa geralmente uma vez por semana em cada município. Além disso, temos um programa de educação ambiental, recebendo crianças no Cirsures para palestras e visitas técnicas, e realizamos divulgação em rádios e folders para engajar cada vez mais a população na coleta seletiva.”
Confira entrevista completa
0
0
Israel enfrenta guerra intensa contra o Hamas; Major da reserva fala sobre resgate de reféns e sofrimento do povo
Por Rádio Guarujá18/09/2025 10h40
Foto/Captura vídeo
O Jornal da Guarujá conversou na manhã desta quinta-feira (18) com o Major da Reserva Rafael Rozenszajn, porta-voz em português das Forças de Defesa de Israel, diretamente do país. A entrevista, viabilizada pela Embaixada de Israel no Brasil, trouxe informações sobre o atual conflito no Oriente Médio, incluindo o drama dos reféns mantidos pelo Hamas, o impacto da guerra sobre civis e o papel de países como o Irã no financiamento de grupos terroristas.
Em Israel, a guerra deixa marcas profundas na população. Famílias vivem com medo constante de novos ataques e carregam a dor daqueles que foram sequestrados. Ao detalhar a situação, o Major explicou a prioridade das Forças de Defesa: resgatar os reféns e proteger civis.
“Nós continuamos atuando pra garantir que os objetivos da guerra sejam alcançados. Devolver nossos reféns que foram sequestrados pelo mundo terrorista Hamas. Ainda há 48 reféns em condições desumanas na Faixa de Gaza, em túneis subterrâneos, quase sem oxigênio, com muito pouco alimento, muito pouca bebida. Estamos atuando para trazer os que estão vivos, suas famílias, e aqueles que foram assassinados pelo Hamas para serem enterrados com respeito.”
Para ele, a ação não é apenas militar, mas também humanitária, visando limitar o sofrimento de civis palestinos usados como escudos humanos pelo Hamas.
“Nesse momento, estamos atuando na cidade de Gaza, que é o principal reduto do Hamas, e estamos evacuando a população civil. Esta guerra não é contra a população civil, não é contra os palestinos, é contra o terrorista que quer causar mal imenso, não apenas a Israel, mas à própria população palestina, que o Hamas utiliza como escudos humanos.”
Rumores de acordos de libertação de reféns
Nos últimos dias, surgiram notícias sobre supostos acordos internacionais para a libertação de reféns. Rozenszajn foi claro sobre a realidade.
“Em nenhum momento o Hamas aceitou liberar os reféns. O grupo vem negando qualquer acordo. Nenhum país soberano aceitaria conviver com um grupo terrorista que já demonstrou querer exterminar sua população. Nós não vamos mais aceitar essa situação e continuaremos trabalhando para trazer todos os reféns e garantir que o Hamas não continue governando a Faixa de Gaza.”
O porta-voz ainda falou sobre a persistência do Hamas em manter reféns e usar a população como estratégia de guerra, aumentando ainda mais o sofrimento humano.
Operação em Gaza e proteção de civis
A cidade de Gaza concentra a maior parte da população civil e também o núcleo militar do Hamas. Rozenszajn explicou que a operação é complexa e envolve evacuação de civis e controle operacional.
“Estamos em termos de controle operacional. Para alcançar os objetivos da guerra, precisamos controlar operacionalmente as áreas sob comando do Hamas, principalmente a cidade de Gaza. Ali, a maior concentração de civis é utilizada como escudo pelos terroristas. Eles transformam escolas e hospitais em centros de comando e escondem armamentos em casas civis.”
Ele também relatou a dificuldade de retirar civis da linha de fogo.
“Já fizemos milhares de ligações para os civis, explicando a necessidade de deixarem a cidade. Mas o Hamas faz tudo para impedir a evacuação, porque os civis são parte da estratégia de guerra deles.”
A narrativa mostra que, enquanto Israel procura proteger vidas, o Hamas usa os civis como barreira para suas ações militares.
O peso da ameaça internacional e o sofrimento do povo israelense
O apoio de países como Irã e Síria ao Hamas amplia o risco da guerra e alimenta o terror na região. Rozenszajn foi direto sobre a responsabilidade internacional.
“Sabemos que o Irã é o patrono do terrorismo mundial. Todas as organizações terroristas da região recebem apoio do Irã, não só o Hamas, mas também grupos no Iêmen, Síria e Iraque.”
Ele lembrou ainda o impacto do ataque de 7 de outubro sobre a população israelense.
“O ataque do Hamas em 7 de outubro foi o maior ataque terrorista contra o povo judeu desde o Holocausto. Aqui, a cada mil pessoas, uma foi sequestrada, ferida ou assassinada. O Hamas deixou claro que planejava ações ainda maiores.”
A fala reforça a sensação de vulnerabilidade, mas também o compromisso histórico de Israel em garantir a sobrevivência de seu povo.
Mensagem ao povo brasileiro
Rafael Rozenszajn nasceu e viveu no Brasil metade de sua vida. Aos 21 anos, mudou-se para Israel, onde se tornou militar e construiu sua carreira dentro das Forças de Defesa do país. Hoje, além de servir como Major da reserva, atua como porta-voz em português, com o objetivo de aproximar a população brasileira da realidade do conflito e combater a desinformação sobre a guerra em Israel.
Em sua mensagem aos brasileiros, o Major pediu atenção para os fatos e alertou sobre a propagação de narrativas equivocadas.
“Esta guerra não é entre Israel e o povo palestino, é entre a civilização e a barbárie, entre valores judaicos, cristãos e ocidentais contra o extremismo islâmico. Quem deseja a paz contra quem deseja ódio e destruição. No Brasil, a desinformação é grande, e meu papel é trazer informações precisas em português, combatendo narrativas enganosas.”
Ele reforçou a importância de acompanhar informações oficiais, especialmente através de sua rede social, toda escrita em português.
“Apelo ao povo brasileiro: não sejam reféns da desinformação, busquem entender os fatos. Minhas redes sociais estão à disposição para acompanhar tudo em português.”
O Major mantém sua rede social (instagram.com/rafael_rozenszajn) inteiramente escrita em português, permitindo que o público brasileiro compreenda de forma direta o que acontece em Israel, tenha acesso às informações oficiais das Forças de Defesa do país e não seja levado por narrativas equivocadas.
Confira entrevista completa
0
0
Orleans recebe Ônibus Lilás na próxima segunda-feira, 22
Por Rádio Guarujá18/09/2025 10h36
Imagem/PMO
Orleans vai receber, na próxima segunda-feira (22), o Ônibus Lilás, projeto do Governo de Santa Catarina que promove a defesa e a valorização da mulher. O atendimento acontece das 9h às 16h, no Centro de Eventos Galliano Zomer, com uma programação que inclui orientações, serviços sociais e atividades de cuidado e bem-estar.
O Ônibus Lilás atua como um espaço de acolhimento voltado à orientação sobre direitos das mulheres, prevenção da violência doméstica e divulgação dos serviços públicos de proteção social. O atendimento acontece em salas reservadas, garantindo privacidade e um ambiente seguro e humanizado.
O objetivo da iniciativa, segundo o governo estadual, é estimular denúncias, informar sobre os diferentes tipos de violência e contribuir para o rompimento do ciclo de agressões. Além disso, busca esclarecer que qualquer pessoa pode se informar e orientar amigas, familiares ou vizinhas que estejam em situações de risco.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, Giulia Oliva Grassi, psicóloga e coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Orleans, explicou como funciona o projeto.
“O Ônibus Lilás é um espaço pensado principalmente para as mulheres, mas também atende familiares ou pessoas próximas que queiram se informar. Muitas vezes só conseguimos proteger alguém quando estamos bem informados.”
Ela destacou a importância do projeto para orientar e proteger a população.
“A proposta é informar sobre direitos, tipos de violência e formas de buscar ajuda. O atendimento respeita sigilo e privacidade, permitindo que a mulher se sinta segura ao procurar apoio.”
Giulia comentou sobre a continuidade das ações do governo e a relevância da campanha Agosto Lilás.
“Essa iniciativa dá sequência às ações do Agosto Lilás, que visa conscientizar sobre a violência contra a mulher. Conhecimento salva vidas. Muitas vezes a violência só é denunciada quando se torna física, mas ela começa com violência psicológica, patrimonial ou sexual. É fundamental informar para prevenir e proteger.”
Ela também falou sobre a situação de Orleans, com base nas informações obtidas junto à delegacia da Polícia Civil do município.
“Não podemos comemorar. Pelo menos uma mulher procura a delegacia diariamente em função da violência. Muitas vezes, apenas a violência física é denunciada, enquanto a psicológica passa despercebida. Cada atendimento é uma oportunidade de orientar e proteger. Nosso trabalho começa cedo, com crianças e famílias, para formar meninos que não agridam e mulheres que não se submetam a situações de violência.”
Confira entrevista completa
0
0
Vereador Murilo Hoffmann explica voto contra a reforma administrativa em Orleans
Por Rádio Guarujá17/09/2025 11h52
Foto/Redação
O vereador Murilo Hoffmann (Novo) foi um dos seis vereadores que votaram contra o Projeto de Lei Complementar 0014/2025, de autoria do Poder Executivo, durante a 33ª sessão ordinária, realizada no dia 8 de setembro. A proposta, que prevê alterações na estrutura, organização e funcionamento do Executivo Municipal, conhecida como reforma administrativa, tornou-se o assunto mais comentado na cidade desde então. A votação marcou a primeira derrota do prefeito Fernando Cruzetta (PP) desde que assumiu a prefeitura de Orleans.
A proposta envolvia mudanças em cargos, salários e funções, e embora o Novo tenha votado junto à base governista em projetos anteriores, Murilo se posicionou de forma independente e justificou seu voto com base em critérios técnicos e de responsabilidade fiscal.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta quarta-feira (17), Murilo explicou que começou a analisar o projeto desde sua primeira tramitação, ainda nas comissões da Câmara. “Como primeiro secretário, todos os projetos passam por mim antes de entrarem na pauta. Ao ler a justificativa do projeto do prefeito Fernando Cruzetta, já identifiquei alguns pontos que não condiziam com os princípios do nosso partido, o NOVO preza por uma gestão mais enxuta.”, disse.
Segundo o parlamentar, a proposta não apresentava análise de impacto orçamentário e incluía cargos que, na avaliação do jurídico do partido, deveriam ser ocupados por concursados e não por comissionados. “Não podemos aprovar algo sem saber quanto vai custar, de onde virá o recurso e quem será responsável. Seria um cheque em branco para a administração”, afirmou.
Murilo detalhou todo o processo de discussão que teve a presença do procurador-geral do município, Italo Zomer e do secretário de administração Airton Bratti Coan, consultas às lideranças do partido, pedido para que o líder do governo na Câmara, o vereador Osvaldo Cruzetta (PP), retirasse temporariamente a pauta para ajustes, e reuniões online com o Departamento de Apoio ao Mandatário (DAM) do Novo, em nível estadual. O parecer jurídico resultante dessas análises foi contrário ao projeto, o que fundamentou seu voto.
“Quando recebi o parecer técnico do nosso jurídico estadual, que se manifestou contrário. Sugeri ao prefeito que retirasse o projeto da pauta para ajustes, mas ele manteve. Diante disso, mantive meu voto contra”, explicou Murilo Hoffmann.
Além das questões financeiras e de cargos, o vereador citou a necessidade de transparência e cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e da LDO. Ele também analisou o impacto político da votação.
“O Novo não é situação nem oposição; nossa atuação é independente. Nosso objetivo é votar pelo que é correto para Orleans, sem qualquer interesse pessoal”, afirmou Hoffmann.
O presidente do Novo em Orleans, Joel Niero, reforçou a independência do partido e a autonomia de Murilo na decisão.
“O vereador Murilo tem liberdade total para decidir conforme nossas convicções. Nosso foco é sempre o que acreditamos ser melhor para Orleans”, disse Niero.
Anteriormente, em entrevista ao Jornal da Guarujá, o vereador Osvaldo Cruzetta (PP) mencionou Joinville, município administrado pelo prefeito Adriano Silva, do Partido Novo, mesmo partido de Murilo Hoffmann, onde já houve uma reestruturação administrativa. Questionado sobre a comparação, Murilo explicou por que considera o paralelo inadequado, sobretudo em relação ao número de cargos comissionados.
“Em Joinville, com 650 mil habitantes, há 556 comissionados, menos de um por mil habitantes. Em Orleans, com 24 mil habitantes, temos 50 comissionados, quase o dobro por mil habitantes. São realidades totalmente diferentes e não se pode comparar diretamente”, afirmou.
Sobre rumores e comentários nos bastidores de que o voto contrário teria relação com cargos ou acordos políticos, Murilo e Joel foram enfáticos.
“Desde o início, o Novo deixou claro que não buscaria secretarias ou cargos. O partido atua apenas na função legislativa, de forma independente, votando pelo que é correto para a cidade. Não houve negociação de bastidores nem interesses pessoais”, disse Joel Niero. O presidente do Novo informou ainda que em nenhum momento recebeu alguma proposta desse tipo.
O vereador também explicou os próximos passos: caso o projeto retorne à Câmara com ajustes técnicos e orçamentários, ele poderá reconsiderar o voto, mas manterá o compromisso com responsabilidade fiscal, transparência e legalidade.
“Nosso objetivo é o crescimento de Orleans de forma planejada e sustentável. Vamos apoiar projetos claros, bem fundamentados e que realmente beneficiem a população, independentemente de alinhamento político com o Executivo”, concluiu Hoffmann.
Sobre a ausência de entrevistas imediatamente após a votação, Murilo comentou que a sessão foi tensa e preferiu analisar antes de se pronunciar, enquanto Joel destacou que o partido aguardou a poeira baixar para não inflar a polêmica e garantir que a mensagem do Novo fosse transmitida com clareza.
“Não quisemos nos pronunciar de imediato. Era importante deixar a poeira baixar. O Novo não é traidor de Orleans; nosso voto foi pelo bem do município, e daqui a alguns meses ficará claro que o Murilo tomou a decisão correta”, afirmou Niero.