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Rádio Guarujá
Cetran critica proposta do Contran que extingue aulas obrigatórias para tirar CNH
Por Rádio Guarujá04/12/2025 11h15
Imagem/Redes Sociais
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou uma minuta de resolução que põe fim à exigência de aulas em autoescolas para a retirada da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida também atualiza outros pontos do processo de formação de novos condutores, mas ainda não está em vigor. Diante da repercussão nacional, o Jornal da Guarujá ouviu, na manhã desta quinta-feira (4), o presidente do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran), Atanir Antunes, que detalhou o conteúdo da proposta e criticou a forma como ela foi construída.
Ao explicar em que etapa o processo se encontra e por que o anúncio gerou tanta discussão antes mesmo da implementação, Antunes ressaltou que se trata apenas de uma minuta e que o texto oficial ainda não foi publicado. “É uma minuta de resolução lançada no início da semana e que não foi publicada ainda. Ela traz muitas novidades na formação de condutor, e a população está esperando para ver como serão feitas essas mudanças.”
O presidente também comentou sobre o processo de elaboração da proposta e afirmou que o Contran tomou a decisão sem consultar instituições fundamentais para o sistema de formação de motoristas. “É lamentável o comportamento do nosso Contran, que resolveu editar uma resolução sem ouvir os órgãos envolvidos. Não ouviu os Detrans, não ouviu o Centro de Formação de Condutores, não ouviu a sociedade. De forma autoritária, está exarando esta resolução.”
Ao ser questionado sobre o impacto das mudanças na segurança viária, Antunes destacou que o contexto atual é muito diferente daquele de décadas atrás e que a retirada das aulas obrigatórias preocupa justamente por ignorar essa evolução. “Lá nos anos 80 era diferente. A frota era menor, a população era menor. Hoje vemos números alarmantes. A formação de condutor precisava de revisão, mas não dessa forma.”
Ele também ampliou sua avaliação sobre os riscos envolvidos, especialmente no caso de pessoas sem treinamento conduzirem veículos durante o aprendizado. “O Contran está pensando, de forma populista, em oferecer um documento muito rápido, mas sem nenhum tipo de preparo.”
Em seguida, reforçou com um exemplo prático. “Como vamos colocar um cidadão infrator para ensinar outra pessoa a dirigir sem comando duplo de freios, sem veículo preparado? Imagine você com sua família na calçada e uma pessoa sem preparo avança sobre ela.”
Comparação com décadas anteriores e custo da CNH
Para contextualizar as mudanças de comportamento e exigências no trânsito ao longo dos anos, Antunes lembrou práticas comuns no passado que hoje seriam consideradas inseguras. “Nos anos 80 era comum ver pessoas andando de moto sem capacete. As crianças iam na caçamba de caminhonetes. Os tempos mudaram.”
Ele também rebateu dados divulgados nacionalmente sobre o suposto impacto financeiro da redução de etapas. “Não é verdade essa carteira de cinco mil reais. Em muitos estados, o preço é R$ 2.000, R$ 2.500, um pouco mais ou um pouco menos.”
Ao comentar sobre a possível relação entre a proposta e o calendário político, Antunes respondeu de forma cuidadosa, mas deixando clara sua percepção. “Já escutou aquela frase: ‘qualquer semelhança é mera coincidência’?”
Ao explicar se motoristas profissionais também seriam afetados pelas mudanças, ele afirmou que a minuta não altera essa etapa do processo. “Para caminhão, ônibus ou carreta, permanece obrigatório frequentar um CFC.”
Encerrando a entrevista, Antunes reforçou o alerta principal do Cetran sobre a proposta. “Colocar uma pessoa sem preparo para ensinar outra é um perigo muito grande. Depois não podemos reclamar que vidas estão sendo ceifadas. Temos que ter responsabilidade.”
Comércio de Orleans projeta forte movimento no Natal e CDL destaca engajamento recorde na campanha de 2025
Por Rádio Guarujá03/12/2025 12h06
Foto/Redação
O clima de Natal já movimenta o comércio de Orleans. Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quarta-feira, 3, o presidente da CDL, Reginaldo Bratti, afirmou que o setor espera um fim de ano positivo, com aumento no fluxo de clientes desde a abertura oficial do Natal, realizada no dia 26.
Segundo ele, a retomada do estacionamento rotativo deve contribuir para melhorar a circulação na área central. Bratti destacou ainda a decoração das lojas e a iluminação da praça, que, segundo ele, têm chamado a atenção de quem passa pelo Centro.
‘Natal dos Sonhos’ tem adesão recorde
A principal aposta da CDL para impulsionar as vendas neste ano é a campanha da raspadinha, integrada ao tradicional Natal dos Sonhos. Foram distribuídas mais de 100 mil raspadinhas, com mais de mil prêmios imediatos.
Bratti explicou que todas as lojas participantes possuem raspadinhas premiadas, o que aumentou o engajamento dos associados. Os prêmios, de R$ 25, R$ 50 ou R$ 100, devem ser usados na própria loja onde foram obtidos.
O presidente reforçou que as lojas participantes estão identificadas com adesivo e que a lista também está disponível no Instagram da entidade, @cdlorleans.
Horário especial de Natal
Com base em pesquisa realizada pela CDL, o horário de atendimento neste ano sofreu ajustes. A principal mudança está no dia 24 de dezembro, quando o comércio funcionará apenas até o meio-dia.
O calendário especial inclui: – Domingos 14 e 21: comércio aberto das 16h às 21h; – Sábados 6, 13 e 20: programação especial na praça e lojas abertas em horário ampliado; – Dias de semana, a partir de 8 de dezembro: atendimento estendido até 19h.
Bratti comentou que a CDL vem reforçando com os lojistas a necessidade de manter atendimento qualificado e meios de pagamento atualizados. A entidade tem trabalhado com o Sebrae e outras instituições para ampliar capacitações e auxiliar comerciantes na gestão e modernização dos negócios.
O presidente avaliou que o comércio de Orleans vive um momento mais participativo. A campanha de Natal registrou a maior adesão dos últimos anos.
Para Bratti, o resultado reflete o esforço da CDL em se aproximar dos associados. “A CDL não é da diretoria, é do associado. A gente tem buscado ouvir, visitar e ajustar ações. Os efeitos começam a aparecer”, afirmou.
Uruguai entra na Parceria Transpacífica e acende alerta sobre o futuro do Mercosul
Por Rádio Guarujá03/12/2025 12h02
Foto/Reprodução
A confirmação da entrada do Uruguai na Parceria Transpacífica (CPTPP), bloco que reúne países como Austrália, Canadá, Chile, Japão e Reino Unido, provocou preocupação na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). A entidade avalia que o movimento representa risco ao Mercosul e pode interferir diretamente nas negociações do acordo entre o bloco e a União Europeia, previsto para ser debatido em 19 de dezembro, em Foz do Iguaçu.
A presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante, explicou ao Jornal da Guarujá que o alerta está ligado ao descumprimento de uma cláusula central do Mercosul, que impede que seus integrantes firmem acordos comerciais individuais com outros países. Segundo ela, essa regra é clara e historicamente limita a atuação externa do Brasil.
“O Mercosul determina claramente que nenhum dos quatro países pode celebrar acordos de comércio internacional individuais. Essa é uma das razões pelas quais o Brasil não tem outros acordos assinados”, afirmou.
Ela ressaltou que, ao ingressar na Parceria Transpacífica, o Uruguai rompeu esse entendimento e abriu um precedente que já vinha se desenhando também na Argentina. “Temos falado a respeito da assinatura da Argentina com os Estados Unidos, que já tem uma declaração oficial de que está em trâmite um acordo de comércio”, destacou.
Bustamante disse que o maior receio é o impacto sobre o acordo Mercosul–União Europeia. Para o Brasil, segundo ela, é fundamental que o processo avance, mas a instabilidade gerada pelas decisões unilaterais de Uruguai e Argentina pode comprometer o posicionamento do bloco. Ela observou que não há clareza sobre a postura que esses países levarão à reunião de dezembro.
Diante desse cenário, a Fiesc defende que o Brasil conduza uma revisão da cláusula do Tratado de Assunção que impede acordos individuais. Bustamante argumenta que essa atualização seria positiva para todos os membros. “O Brasil não pode continuar não tendo essa oportunidade”, afirmou. Para ela, permitir negociações bilaterais sem extinguir o Mercosul seria uma adaptação necessária.
Ela explicou que o tratado prevê mecanismos de punição, como a suspensão de países que descumprirem regras, mas observou que, até o momento, não houve manifestação oficial indicando qual tratamento será dado a Uruguai e Argentina. Outro ponto que gera incerteza é a participação efetiva dos presidentes desses dois países na cúpula de dezembro, algo que ainda não foi confirmado.
Bustamante avalia que a reunião em foz do Iguaçu tende a ocorrer em clima tenso. Para ela, a ausência de sinais claros dos países membros aumenta o risco de impasse num momento decisivo para o futuro do bloco e das negociações internacionais.
Delegacia de Orleans é devastada por temporal, e reconstrução entra em pauta com urgência
Por Rádio Guarujá01/12/2025 10h23
Fotos/divulgação
O forte temporal que atingiu Orleans na última sexta-feira, 28 de novembro, deixou casas danificadas, árvores arrancadas, placas retorcidas e diversos prejuízos estruturais. Entre os pontos mais atingidos, a situação que mais chamou a atenção foi a delegacia do município, completamente destruída pela força do vento. O impacto foi tão severo que nem os próprios policiais acreditaram no que viram.
O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, que trabalhou por anos na unidade, descreveu o choque ao receber a notícia.
“Recebi com muita tristeza, em razão do fato de que por anos trabalhei nessa delegacia de polícia, onde exerci a minha função de policial. Fiquei feliz porque não tínhamos nenhum ferido. Era uma situação bem crítica, os policiais estavam no momento de expediente trabalhando no interior da delegacia. Muitos se assustaram em razão do forte vento que atingiu a delegacia e fez com que o telhado fosse arrancado. Tivemos prejuízos materiais, mas a felicidade é que ninguém sofreu dano físico”, afirmou.
Fotos/Reprodução
Com a estrutura totalmente comprometida, a Polícia Civil precisou agir rapidamente. Computadores foram levados para a sede da prefeitura ainda no dia do temporal. O governador Jorginho Mello foi comunicado de imediato.
Segundo o delegado-geral, o governo estadual já autorizou medidas emergenciais.
“O governador Jorginho já autorizou a locação do imóvel e também já autorizou o recurso para a construção da delegacia de polícia. Ele viu as fotos, conversei com ele e mostrou preocupação. Disse que não vamos ficar sem estrutura e que tem que montar uma estrutura adequada para atender melhor a população e também os policiais civis e militares que vão trabalhar”, relatou.
Nesta segunda-feira, dia 1º, uma reunião entre prefeitura, engenheiros e representantes da Polícia Militar e da Polícia Civil definirá os próximos passos. A ideia é reconstruir, num mesmo terreno dois prédios novos: a delegacia e o pelotão da Polícia Militar.
“Nós já estávamos fazendo o projeto para melhoria de toda a estrutura e construção do pelotão da Polícia Militar. Agora temos que colocar tudo abaixo e fazer ambos os prédios no terreno, que é do Estado. A Prefeitura é responsável pelo projeto, e nós ficaremos com a licitação e a execução da obra. Quanto mais rápido sair o projeto, mais rápido a obra começa”, explicou.
Enquanto isso, o atendimento policial será temporariamente realocado para outro imóvel alugado.
Com a destruição completa da delegacia, surgiu a dúvida sobre a perda de documentos, inquéritos e boletins de ocorrência. Ulisses Gabriel explicou que o sistema atual da Polícia Civil minimizou o prejuízo.
“Todos os boletins são virtuais, não são mais em papel. Os inquéritos estavam sendo transformados em sistema digital. Há uma perda de alguns inquéritos que ainda estavam no papel”, admitiu.
Ele reforça que a digitalização, acelerada na gestão atual, tem sido fundamental:
“Quando assumimos, começamos a dar intensidade ao projeto do inquérito policial digital. Ele já funciona em São José, Tubarão e Xaxerê. Vamos devagarinho implementando nas regiões. Com isso, tudo ficará digitalizado e armazenado em nuvens e bancos de dados”.
Apesar das perdas parciais, depoimentos gravados digitalmente foram preservados. Parte dos inquéritos físicos, porém, terá de ser reconstruída.
“Sempre há um prejuízo e uma necessidade de recomeço”, afirmou o delegado.