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Rádio Guarujá
Fundo Social 2026 da Sicredi Sul SC recebe inscrições até 31 de março
Por Rádio Guarujá21/01/2026 10h49
Foto/Divulgação
A Sicredi Sul SC iniciou nesta segunda-feira (19) o período de inscrições para o Fundo Social 2026. A iniciativa é voltada a entidades associadas da cooperativa que desenvolvem ações de interesse coletivo e buscam recursos financeiros para a execução de projetos sociais. As inscrições seguem abertas até o dia 31 de março.
O Fundo Social tem como objetivo apoiar projetos nas áreas educacional, cultural, esportiva, ambiental e de saúde, fortalecendo ações que geram impacto positivo nas comunidades onde a cooperativa atua.
Sobre o tema, o Jornal da Guarujá conversou na manhã desta quarta-feira (21) com Débora Corrêa, assessora de Comunicação e Marketing da Sicredi Sul SC, que explicou o funcionamento do programa.
“O Fundo Social é uma iniciativa que faz parte dos nossos programas sociais. Nós temos diversos programas que apoiam as comunidades onde estamos presentes, e o Fundo Social apoia, com recursos financeiros, entidades sociais, ONGs e instituições que atuam diretamente com projetos educacionais, culturais, esportivos, enfim, projetos que geram impacto social”, explicou.
Segundo Débora, o programa é uma oportunidade para que entidades apresentem seus projetos e tenham acesso a recursos para ampliar ou qualificar suas ações.
“É uma oportunidade de entidades que tenham projetos que geram impacto social inscreverem seus projetos no Fundo e receberem recursos para atuar junto às comunidades”, destacou.
Na área de atuação da Sicredi Sul SC — que vai de Imbituba a Passo de Torres — o Fundo Social existe desde 2020. Desde então, mais de 350 projetos já foram contemplados, com investimentos que ultrapassam R$ 3,5 milhões.
“Hoje os recursos são repassados com base nos resultados da cooperativa. Todos os anos, 2% do resultado positivo da cooperativa são destinados ao Fundo Social. Então, quem ajuda a comunidade, na prática, é o próprio associado”, explicou Débora.
Os projetos inscritos podem receber valores que variam entre R$ 2 mil e R$ 10 mil, sendo contemplado um projeto por entidade. A seleção passa por avaliação das agências, do Conselho de Administração e considera o impacto social gerado.
“São sempre dezenas de projetos contemplados, mas o impacto atinge milhares de pessoas. Temos projetos esportivos, educacionais, oficinas de música, compra de equipamentos, iniciativas que transformam realidades”, afirmou.
Débora reforçou que o Fundo Social está alinhado ao propósito do cooperativismo defendido pela Sicredi.
“O nosso propósito é construir, junto, uma sociedade mais próspera. E quando falamos em prosperidade, não é só financeira. A comunidade pode contar com a Sicredi não apenas para cuidar do dinheiro, mas para apoiar o desenvolvimento da vida como um todo”, ressaltou.
As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de março, por meio do regulamento disponível junto à cooperativa. O resultado dos projetos contemplados será divulgado no início de junho, e os recursos serão liberados ainda no mesmo mês.
Entidades interessadas podem buscar informações em qualquer uma das 29 agências da Sicredi Sul SC, que atende 45 municípios da região. Também é possível realizar a inscrição diretamente nas agências, em caso de dificuldade de acesso à internet.
Como realizar a inscrição no Fundo Social 2026
Durante a entrevista, Débora explicou que, para participar do Fundo Social, as entidades precisam atender a alguns requisitos, como estar localizadas nos municípios da área de abrangência da Sicredi Sul SC e serem associadas à cooperativa. Segundo ela, todas as exigências estão detalhadas no regulamento disponível no site da Sicredi.
De acordo com a assessora, o primeiro passo é acessar o site sicredi.com.br/nacomunidade. Na página, a entidade deve clicar na aba Fundo Social e informar o CEP do local onde está situada. Ao inserir o CEP, o sistema direciona automaticamente para o regulamento específico da área de atuação da cooperativa.
Débora destacou ainda que um dos critérios para inscrição é que a entidade seja associada à Sicredi até 30 de dezembro de 2025, prazo válido para o Fundo Social 2026. No entanto, ela ressaltou que entidades que ainda não são associadas podem se associar ao longo de 2026 para participar das próximas edições do programa.
Na mesma página do Fundo Social, conforme explicou a entrevistada, também está disponível um passo a passo com todas as orientações para o envio do projeto. A inscrição é feita diretamente pelo site, de forma simples, mediante o preenchimento das informações do projeto.
Acordo entre Mercosul e União Europeia é assinado após mais de 25 anos e pode trazer impactos positivos e riscos à economia brasileira
Por Rádio Guarujá20/01/2026 10h56
Foto/Arquivo Agecom
Após mais de 25 anos de negociações, o acordo econômico entre os países que compõem o Mercosul e a União Europeia foi oficialmente assinado neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai. O tratado prevê que a União Europeia elimine cerca de 92% das tarifas de importação e conceda acesso preferencial a aproximadamente 7,5% das exportações do bloco sul-americano.
Apesar da assinatura, o acordo ainda não entra em vigor. Para que passe a valer, o texto precisará ser ratificado pelos parlamentos dos países envolvidos, um processo que pode se estender por anos e enfrentar resistências políticas, especialmente dentro da União Europeia, além de possíveis ajustes na configuração final do tratado.
Para analisar os possíveis impactos do acordo na economia brasileira, o Jornal da Guarujá conversou com o economista e cientista político Enio Coan, que classificou o tratado como um dos mais relevantes da história recente do comércio internacional.
“É um dos maiores acordos multilaterais da economia mundial, da globalização da economia. Mercosul e União Europeia são dois dos maiores blocos do mundo, representando mais de 22 trilhões de dólares em produção e quase 800 milhões de consumidores”, afirmou.
Segundo Coan, a longa duração das negociações está diretamente relacionada às semelhanças entre os produtos produzidos nos dois blocos, especialmente no agronegócio, setor que gerou forte resistência por parte de países europeus.
“Essa negociação demorou tanto porque há uma igualdade muito grande entre os produtos produzidos lá e os produzidos aqui, principalmente no agronegócio. França, Alemanha e outros países são muito fortes nesse setor e tinham receio da livre negociação, porque o custo deles é muito maior do que o nosso”, explicou.
No campo industrial, o economista destacou que o acordo pode trazer avanços tecnológicos importantes para o Brasil, mas alertou para riscos estruturais no médio e longo prazo.
“Na indústria, nós teríamos vantagens grandes por termos acesso a máquinas, equipamentos e tecnologia de ponta, mas isso também traz uma desvantagem, que é o risco de desindustrialização da economia brasileira. Não é um risco de curto prazo, é de longo prazo”, ponderou.
Coan também chamou atenção para os impactos sobre pequenas e médias empresas brasileiras, que podem enfrentar maior concorrência com produtos importados.
“A pequena e a microempresa vão ter desvantagens, porque o consumidor vai ter acesso a produtos importados mais baratos. É um efeito parecido com o que já aconteceu no Brasil com a China, no vestuário, nos produtos do lar e em itens de primeira necessidade”, afirmou.
No agronegócio, o economista explicou que o temor europeu está relacionado à competitividade dos produtos sul-americanos.
“O grande medo da Europa, principalmente da França, é a invasão de produtos do agronegócio brasileiro com preços bem abaixo daqueles praticados lá. Isso está por trás dos protestos dos agricultores franceses”, disse.
Por outro lado, Coan destacou que países do Mercosul também devem sentir os efeitos da maior abertura comercial, especialmente em segmentos como o de vinhos.
“Vai haver uma invasão de produtos europeus aqui. Brasil, Argentina, Uruguai e Chile vão sofrer principalmente nos vinhos de alta qualidade, com preços um pouco mais altos”, observou.
Sobre o início efetivo da vigência do tratado, o economista reforçou que o processo será demorado e dependerá de regulamentações detalhadas.
“Sem dúvida, isso demora algum tempo, anos até. A regulamentação do acordo é que vai determinar quais produtos ficam incluídos, se as taxas vão zerar totalmente e como isso vai funcionar na prática”, explicou.
Entre as possíveis vantagens adicionais para o Brasil, Coan citou o setor farmacêutico, que pode se beneficiar da redução de impostos e do acesso a tecnologias europeias.
“Os grandes laboratórios estão na Alemanha. Se isso entrar na regulamentação do acordo, nós podemos ter vantagens grandes na aquisição de medicamentos e até na utilização de patentes para produção de alguns remédios no Brasil”, afirmou.
Para o economista, apesar das incertezas e dos riscos envolvidos, o acordo tende a ser mais vantajoso para o Mercosul do que para a União Europeia.
“Há riscos, sim, mas eu penso que há mais vantagens para o Brasil e para o mercado sul-americano do que desvantagens. A Europa é que corre um risco maior de invasão de produtos em setores onde há muita similaridade entre o que se produz lá e aqui”, concluiu.
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Santa Catarina cresce acima da média nacional nos setores de indústria, comércio e serviços, aponta IBGE
Por Rádio Guarujá20/01/2026 09h29
Foto/Reprodução Instagram
Santa Catarina registrou crescimento acima da média nacional nos setores de indústria, comércio e serviços em 2025, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre janeiro e outubro do ano passado, a economia catarinense avançou 4,7%, enquanto o crescimento do Brasil no mesmo período foi de 2,4%.
O desempenho positivo ocorre em um cenário de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, que se aproxima de 5% em 2025.
Ao Jornal da Guarujá, o Secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, atribuiu o resultado ao reflexo da força da indústria catarinense, que impulsiona também os setores de comércio e serviços.
De acordo com o secretário, o crescimento está associado ao perfil empreendedor do empresariado e dos trabalhadores catarinenses, além de políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento econômico. Entre os programas citados estão o Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense (Prodec) e o Programa de Incentivo à Pesquisa e Inovação (Proipri).
“Só nesses dois programas, em dois anos e meio, foram investidos mais de 30 milhões de reais através do setor privado e gerados mais de 100 mil empregos”, ressaltou.
Mesmo diante de um cenário internacional marcado por conflitos e impactos no comércio exterior, Santa Catarina ampliou suas exportações em 4,4% em 2025 em relação a 2024. Houve aumento nas vendas para países como Argentina, Chile, Japão e Arábia Saudita, especialmente nos setores de carnes suína e de frango, forjados e motores elétricos. Em contrapartida, alguns segmentos, como madeira e móveis, registraram retração em função de barreiras tarifárias.
O agronegócio e a indústria seguem como pilares desse desempenho. Segundo Dreveck, o agronegócio deve ser compreendido como uma cadeia produtiva ampla, que envolve desde a produção no campo até a indústria de máquinas e equipamentos.
“Quando se fala em agronegócio, não é só soja e milho. Isso envolve indústria, envolve caminhão, trator, equipamentos. É uma cadeia muito forte”, explicou.
Outro fator relevante é a inovação. Atualmente, cerca de 7,5% do PIB catarinense é proveniente de atividades ligadas à ciência, tecnologia e startups. O Estado também mantém indicadores positivos no mercado de trabalho, com altos índices de emprego formal e baixos níveis de desemprego e dependência de programas sociais.
Entre os principais desafios para a indústria, comércio e serviços, o secretário apontou a escassez de mão de obra qualificada. Para enfrentar o problema, o governo estadual firmou parcerias com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), por meio do Senai, para a oferta de cursos técnicos e profissionalizantes, inclusive no contraturno escolar. Atualmente, mais de 30 mil alunos participam dessas formações.
“Hoje, muitas vezes, o curso técnico é mais importante para a empresa, porque a pessoa precisa saber operar máquinas cada vez mais robotizadas”, afirmou.
A infraestrutura logística também foi citada como um entrave, especialmente em rodovias federais como a BR-101, BR-280 e BR-470, fundamentais para o escoamento da produção. O governo estadual defende soluções alternativas, como contornos viários e novos investimentos, para reduzir gargalos e melhorar a competitividade.
Para 2026, a expectativa do governo é manter o ritmo de crescimento com foco em educação, inovação, segurança pública e infraestrutura. Projetos como a Via Mar, que ligará Florianópolis a Joinville, e investimentos no setor energético e portuário estão entre as ações previstas para sustentar o desenvolvimento econômico de Santa Catarina.
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Colégio Evolução abre período de matrículas e reforça proposta de formação humana integral
Por Rádio Guarujá19/01/2026 12h08
Fotos/Colégio Evolução
A Secretaria do Colégio Evolução já está aberta e pronta para receber pais e responsáveis que buscam uma formação educacional completa para crianças e adolescentes. O atendimento teve início no dia 12 de janeiro e marca o começo do período de matrículas para o ano letivo, com a proposta de apresentar às famílias um projeto pedagógico que vai além do ensino tradicional.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, a diretora do Ecossistema Evolução, Cenira Rodrigues, destacou que o retorno das atividades administrativas foi pensado para proporcionar uma experiência acolhedora desde o primeiro contato. Segundo ela, “retornamos com as portas abertas para que as pessoas possam conhecer, curtir e contemplar o nosso espaço, que foi minuciosamente arquitetado para ser um ambiente de educação e evolução humana”.
Com 32 anos de história na região, o Colégio Evolução mantém como propósito central a formação integral do ser humano. De forma indireta, a diretora explicou que o foco da instituição não está apenas nos alunos e nas famílias, mas também no desenvolvimento dos profissionais que atuam no colégio. Já de forma direta, afirmou: “o nosso objetivo sempre foi a evolução humana de excelência, contribuindo positivamente para o universo”.
A proposta pedagógica inclui metodologias inovadoras, como a aplicação de princípios inspirados na metodologia de Harvard, ensino bilíngue com imersão em inglês desde a educação infantil, além do ensino de língua espanhola, educação socioemocional e educação financeira. Conforme explicou Cenira, “não é apenas material didático, é uma solução e uma filosofia que permite atender o aluno na sua individualidade”.
Segundo a diretora, um dos diferenciais do colégio é o olhar personalizado sobre cada estudante. “O ensinar é coletivo, mas o aprender é individual”, ressaltou, ao explicar que os alunos recebem planos de estudo individualizados, elaborados a partir do desempenho e das necessidades de cada um.
O Colégio Evolução atende crianças desde quatro meses de idade até adolescentes de 17 anos, acompanhando todas as etapas do desenvolvimento escolar e pessoal. A formação, conforme destacou Cenira, não visa apenas preparar para provas ou para o ensino superior, mas para a vida. “Uma prova não define um ser humano. O que define é todo o acompanhamento, a orientação e o desenvolvimento ao longo do tempo”, afirmou.
Outro diferencial apresentado é o transporte próprio da instituição, que atende municípios da região. De acordo com a diretora, o serviço foi criado para garantir segurança e tranquilidade às famílias. “O aluno precisa ser cuidado com a mesma excelência desde o momento em que sai de casa até o retorno”, explicou.
Os pais e responsáveis interessados podem visitar o colégio de forma flexível, com ou sem agendamento prévio. O contato pode ser feito pelo Instagram, WhatsApp ou telefone (48) 3657-1213. Segundo Cenira, “todas as pessoas que desejam viver a experiência do Colégio Evolução são bem-vindas”.
Com uma proposta que une estrutura, inovação pedagógica e formação humana, o Colégio Evolução inicia mais um ano letivo reforçando o compromisso com a educação integral e com o desenvolvimento das famílias e da comunidade.