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Rádio Guarujá

Deputada federal Daniela Reinehr relata participação na Caminhada pela Liberdade em Brasília

Por Rádio Guarujá27/01/2026 12h54
Imagem/Instagram Deputada Daniela Reinehr

A deputada federal Daniela Reinehr (PL-SC) participou da Caminhada pela Liberdade – Acorda Brasil, manifestação organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que iniciou no dia 19 de janeiro e que percorreu 240 km entre Minas Gerais e Brasília, com um ato público na capital federal neste domingo, dia 25. A mobilização ganhou destaque nacional e repercussão internacional pela adesão popular ao longo do percurso. As informações é de que mais de 100 mil pessoas tenham participado da caminhada durante o percurso.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta terça-feira (27), a deputada afirmou que o movimento aconteceu de forma espontânea e surpreendeu até mesmo os parlamentares. Segundo ela, a caminhada não foi planejada. “Foi um movimento totalmente orgânico, não foi planejado, foi inesperado. O Nikolas começou sozinho, caminhando, e as pessoas foram aderindo”, relatou.

Daniela contou que se juntou ao grupo na sexta-feira, 23 e percorreu cerca de 100 quilômetros a pé. “Eu caminhei de verdade, não fui lá só para fazer fotos. Confesso que me surpreendi comigo mesma, achei que não daria conta”, disse. Ela destacou que o esforço físico foi superado pelo propósito da mobilização. “Foi muito maior do que o cansaço físico. Cada passo valeu a pena.”

A deputada descreveu o apoio popular ao longo do trajeto, especialmente nos trechos mais urbanizados. “As pessoas formavam um corredor humano para receber a caminhada. Aplaudiam, buzinavam, acompanhavam de carro. Foi muito emocionante”, afirmou. Para ela, a presença popular fortalece a atuação do Parlamento. “Essa força da população legitima ainda mais o nosso trabalho e mostra que o povo está junto com o Congresso.”

Daniela Reinehr também falou sobre a sensação de limitação enfrentada por parlamentares. “Muitas vezes a gente se sente amarrado, impotente, usurpado. É um poder interferindo no outro, desrespeitando o Legislativo”, declarou, citando críticas ao cenário político e institucional do país.

Questionada sobre críticas de que a caminhada teria colocado pessoas em risco, a deputada negou. “Foi muito tranquilo. As pessoas no trânsito tiveram educação, diminuíam a velocidade, acompanhavam. Em todo o percurso, lembro de apenas um carro que xingou”, afirmou. Ela lamentou o episódio envolvendo uma descarga elétrica durante o evento e que feriu  cerca de 70 participantes, mas destacou que se tratou de um fenômeno climático . “Brasília tem muita incidência de raios. Foi algo que fugiu do controle.”

Sobre o encerramento do ato em Brasília, Daniela avaliou que a mobilização cumpriu seu papel. “Como o Nikolas falou, não foi o final da caminhada, foi o começo do despertar do Brasil”, disse. Segundo ela, o movimento marcou um novo momento de engajamento político. “As pessoas estavam esperando por isso, por esse despertar. Isso muda o ambiente político e fortalece quem está trabalhando essa pauta no Congresso (…) 2026 é decisivo. É um ano eleitoral importante para que a gente tenha a chance de mudar os rumos do país”, finalizou.

Foto/Instagram Nikolas Ferreira

Confira entrevista completa

 

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Santa Catarina amplia vacinação contra a dengue para jovens de 10 a 14 anos

Por Rádio Guarujá26/01/2026 11h19
Foto: Ricardo Trida

Adolescentes de 10 a 14 anos de todos os municípios de Santa Catarina já podem se vacinar contra a dengue. A ampliação da vacinação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde, que iniciou a distribuição das doses na sexta-feira (23) para todas as regionais de saúde do estado. Até então, a imunização estava restrita a 100 municípios, distribuídos em sete regiões, e contemplava jovens de 10 a 16 anos.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta segunda-feira (26), o diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), João Fuck, destacou que a medida representa um avanço importante na estratégia de enfrentamento à doença.

“O Estado sempre pleiteou a ampliação da vacinação dos adolescentes de todo o Estado e, de fato, conseguimos isso agora. É uma definição do Ministério da Saúde, que é quem fornece as vacinas, e agora conseguimos vacinar os 295 municípios das 17 regiões de saúde”, afirmou.

Segundo o diretor, a vacinação segue o público definido pelo Ministério da Saúde.

“Continuamos vacinando adolescentes de 10 a 14 anos, mas agora cobrindo todo o estado de Santa Catarina”, explicou.

Fuck explicou que, desde o início da vacinação, em fevereiro de 2024, a escolha das regiões priorizadas seguiu critérios epidemiológicos, principalmente relacionados à transmissão da dengue.

“Começamos pela região de Joinville e Jaraguá do Sul. Depois houve ampliação para a Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Oeste e, por fim, Foz do Rio Itajaí e Concórdia. As escolhas sempre se deram principalmente pelo critério epidemiológico”, detalhou.

Além disso, a baixa adesão inicial também influenciou a ampliação gradual da campanha.

“Como a procura ainda era baixa, foi possível ampliar para outras regiões e agora para todas elas”, acrescentou.

Ajustes na faixa etária

Durante a entrevista, o diretor esclareceu que, em algumas regiões, adolescentes de 15 e 16 anos chegaram a receber a primeira dose, devido à disponibilidade de vacinas. Esses jovens terão o esquema vacinal garantido.

“Esses adolescentes que receberam a primeira dose terão a garantia de completar o esquema, já que é uma vacina de duas doses, com intervalo de três meses”, afirmou.

Aumento de casos

João Fuck também alertou para o aumento das notificações de dengue e chikungunya em Santa Catarina. De acordo com o primeiro informe epidemiológico de 2026, divulgado na semana passada, os números preocupam.

“Quando a gente olha para a dengue, estamos vendo um aumento de cerca de 70% nas notificações em comparação com 2025. Para a chikungunya, o aumento é em torno de 50%”, destacou.

Segundo ele, as condições climáticas favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

“Temperaturas elevadas e chuvas constantes criam um ambiente muito favorável para a reprodução do mosquito, e isso começa a se refletir no aumento de casos”, explicou.

Vacinação e responsabilidade da população

O diretor reforçou que a vacinação é uma ferramenta importante, mas não suficiente sozinha.

“A vacina é fundamental para reduzir a gravidade da doença, mas ainda cobre uma parcela pequena da população. Por isso, eliminar locais com água parada continua sendo essencial”, alertou.

Ele destacou que o combate à dengue exige uma ação conjunta entre poder público e população.

“O poder público tem sua responsabilidade, mas a população também tem um papel fundamental. É uma parceria. Não existe uma única ação que resolva o problema, é um conjunto de ações”, afirmou.

A vacina contra a dengue é gratuita e está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O diretor da Dive orienta que as famílias procurem informações junto aos municípios.

“A distribuição começou na sexta-feira. É importante buscar informações no município, saber quando a vacina chega e em qual unidade estará disponível”, orientou.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a imunização, aliada à eliminação de focos do mosquito e à busca por atendimento médico em caso de sintomas, é fundamental para reduzir o impacto da dengue em Santa Catarina.

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Governo de SC investe R$ 7,8 milhões em pesquisa para fortalecer a agropecuária

Por Rádio Guarujá26/01/2026 09h23
Foto/Reprodução

O Governo de Santa Catarina, por meio da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), vai investir R$ 7,87 milhões nos próximos dois anos em projetos de pesquisa voltados à inovação nas principais cadeias produtivas da agropecuária e da aquicultura catarinense. O objetivo é desenvolver soluções para as demandas dos produtores rurais, garantindo competitividade e fortalecendo o setor no estado.

Ao todo, o programa contempla 54 projetos de pesquisa, abrangendo todas as unidades da Epagri em Santa Catarina. Na manhã desta segunda-feira (26), o Jornal da Guarujá conversou com o presidente da Epagri, Dirceu Leite, que destacou a importância do investimento anunciado pelo governo estadual.

Segundo ele, a Epagri atua em três frentes principais: extensão rural, ensino e pesquisa. “A Epagri é uma empresa que faz extensão rural, nós temos um escritório em cada município do estado, nós também fazemos ensino agrotécnico. Hoje a Epagri tem aproximadamente quase dois mil alunos dentro do seu ensino agrotécnico e fazemos pesquisa”, explicou.

Leite ressaltou que o novo aporte financeiro permitirá ampliar a capacidade de atuação da instituição. “Esse investimento do governador do estado, do governo de Jorginho Mello, permite que a Epagri possa alçar voos ainda mais altos, que é colocar mais gente, colocar mais recurso para a gente fazer pesquisa”, afirmou.

O presidente destacou que a Epagri trabalha com pesquisa aplicada, focada nos problemas enfrentados no dia a dia pelos agricultores. “Cada problema que a gente identifica no campo, através das equipes de extensão e da pesquisa, a gente busca estudar, conhecer e desenvolver novas tecnologias que vão permitir superar isso”, disse.

Ele também enfatizou a importância da pesquisa para um estado com forte presença da agricultura familiar. “Santa Catarina é um estado pequeno, onde prevalece a agricultura familiar. Levar esse conhecimento para o agricultor, para que ele possa produzir mais na mesma área, com um custo reduzido, é extremamente importante”, pontuou.

Dos 54 projetos previstos, 92 bolsistas serão contratados para atuar em diversas cadeias produtivas, como maçã, cebola e outras culturas estratégicas para o estado. “Ao final do projeto serão geradas novas tecnologias que serão implementadas a campo, na casa dos produtores”, explicou.

De acordo com o presidente, a iniciativa busca atender diretamente quem vive do campo. “Nós somos um estado onde temos quase 500 mil pessoas trabalhando diretamente no campo, 180 mil estabelecimentos agropecuários e 80% é agricultura familiar. Esse recurso tem que voltar para a sociedade na forma de benefício”, afirmou.

Sobre o cronograma, Leite informou que os projetos já estão em fase de edital. “Depois vai ser feita a validação dos candidatos e no início de março começa o processo de construção a campo. Ele tem uma vida útil de dois anos, são 24 meses”, explicou.

O presidente também reforçou o peso da agricultura na economia catarinense. “Nós somos o 20º estado em tamanho territorial, mas somos o gigante da produção de alimentos. Essa agricultura é responsável por 30% do PIB catarinense e por quase 65% das exportações”, destacou.

Entre as cadeias produtivas contempladas está a maçã, especialmente no Planalto Sul Catarinense. “A região de São Joaquim, Bom Jardim, Urupema e Urubici se destaca principalmente pela produção de maçã, realizada em pequenas propriedades”, disse.

Segundo Dirceu Leite, o governo do estado reforçou o quadro técnico na região. “Foi feito um reforço bastante importante na estação experimental de São Joaquim, com a contratação de novos pesquisadores, mais conhecimento chegando”, afirmou.

Ele confirmou que a cultura da maçã faz parte do escopo dos novos projetos. “A maçã, que é um orgulho para nós catarinenses, já vai fazer parte desse escopo com um projeto de pesquisa nesta área, permitindo alavancar ainda mais essa cultura e fortalecer a economia desses pequenos municípios”, concluiu.

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https://www.youtube.com/watch?v=9tZoiwjMCBI 

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Impasse marca negociação do reajuste do preço mínimo do tabaco; nova rodada deve ocorrer em fevereiro

Por Rádio Guarujá23/01/2026 11h50
Foto: Divulgação

As negociações para a definição do reajuste das tabelas de preço mínimo do tabaco (fumo) para a safra 2025 terminaram sem acordo após reuniões realizadas nos dias 19 e 20 de janeiro, no âmbito das Cadecs (Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração). Os encontros ocorreram de forma individual com as empresas compradoras e evidenciaram divergências significativas em relação ao custo de produção reconhecido pelo setor produtivo e pelas indústrias.

Para esclarecer os desdobramentos das negociações, o Jornal da Guarujá conversou, na manhã desta sexta-feira (23), com Francisco Eraldo Konkol, representante da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) nos assuntos relacionados ao tabaco.

Segundo Francisco, as reuniões foram divididas em dois dias. No dia 19, participaram as empresas BAT, JTI e Philip Morris. Já no dia 20, os encontros ocorreram com a China Brasil Tabaco, Universal e CTA.

“Foram dois dias intensos de negociação, mas não houve acordo e nem protocolo assinado, porque as propostas apresentadas pelas empresas ficaram muito distantes do custo de produção que nós reconhecemos”, afirmou.

O representante da Faesc explicou que, nas últimas duas safras, produtores e empresas haviam avançado em um modelo de levantamento conjunto dos custos de produção, justamente para evitar conflitos no momento da definição dos preços.

“Esse custo é levantado em conjunto, avaliado e fechado. E já havia um entendimento de que ele deveria ser aplicado automaticamente na tabela de preço mínimo, corrigindo a tabela do ano anterior”, explicou.

No entanto, de acordo com o representante da federação, nesta safra as empresas passaram a questionar parte desse custo, especialmente o valor relacionado à mão de obra terceirizada utilizada na colheita do tabaco.

“As empresas decidiram mudar a regra. Elas não aceitaram incluir no custo o valor das empreiteiras que hoje realizam a colheita, alegando que isso elevou muito o custo da hora trabalhada. Isso criou um impasse muito grande dentro da negociação”, relatou.

A divergência foi tão significativa que, segundo Francisco, a BAT sequer apresentou proposta oficial de reajuste.

“A BAT não chegou nem a fazer proposta, porque existe uma diferença muito grande entre o custo que ela reconhece e o custo que nós reconhecemos”, disse.

Diante da falta de consenso, ficou acordado que uma nova rodada de negociações será realizada no início de fevereiro, após um período de análise por parte das empresas.

“Demos cerca de duas semanas para que as empresas pensem e avaliem a situação. Depois disso, vamos voltar a sentar para tentar definir, porque já estamos bastante atrasados”, destacou.

Francisco explicou que, historicamente, a negociação do preço mínimo inicia ainda em dezembro, mas que, nesta safra, houve atraso no levantamento do custo de produção em razão de eventos climáticos.

“Tivemos muito granizo em todas as regiões produtoras. A Afubra precisou priorizar o levantamento dos prejuízos para fins de seguro, o que acabou atrasando o custo de produção e, consequentemente, as negociações”, explicou.

O representante da Faesc também ressaltou que as regras definidas no Fórum Nacional da Cadeia Produtiva do Tabaco (Foneagro) possuem respaldo legal, conforme a lei da integração, e devem ser cumpridas por empresas e produtores.

“Aquilo que é definido dentro do Foneagro precisa ser respeitado. Lá ficou acordado o levantamento conjunto do custo e a aplicação automática desse custo na tabela. Agora as empresas vieram com a ideia de que o custo está alto demais e querem mudar essa regra”, afirmou.

Apesar da indefinição, Francisco afirmou que os produtores não devem sofrer prejuízo imediato, uma vez que as empresas já apresentaram percentuais de reajuste que serão aplicados nas tabelas.

“A Rota ofereceu 6,55%, a Philip Morris 6,5%, a China Brasil Tabaco 7,2%, a Universal 6% e a CTA 5%. Esses percentuais vão constar na tabela, e o produtor que entregar o tabaco receberá esse reajuste”, explicou.

Ele destacou, no entanto, que a China Brasil Tabaco reduziu parte do percentual ao considerar ganhos concedidos em safras anteriores.

“Ela ofertou um valor, mas retirou o que havia pago a mais do que o custo no passado, entendendo que aquilo já tinha sido um ganho”, observou.

Sobre a rentabilidade da atividade, o representante da Faesc avaliou que, mesmo com o aumento expressivo dos custos — especialmente da mão de obra —, o produtor não deve ter prejuízo se alcançar boa produtividade.

“A mão de obra aumentou muito, principalmente pela dificuldade de contratação. Mas, se o produtor conseguir uma média acima de R$ 20 e tiver produtividade razoável, acredito que não terá prejuízo”, avaliou.

As próximas reuniões devem contar com as mesmas empresas e também com aquelas que não participaram da primeira rodada, como UTC, Alliance, Premium, Brasfumo e Marasca, que ainda não haviam definido propostas de reajuste.

Ao final da entrevista, Francisco fez um apelo aos produtores para que realizem e acompanhem de perto seus próprios custos de produção.

“Eu gostaria de deixar uma mensagem para que todo produtor faça o seu custo de produção. Eu também sou produtor de tabaco e levo esses números para a mesa de negociação. Isso nos dá mais argumentos, porque estamos falando da realidade vivida no campo.”

Confira entrevista completa

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