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Rádio Guarujá
Pavimentação da Serra do Corvo Branco deve ser concluída até o fim de 2026 em Santa Catarina
Por Rádio Guarujá13/04/2026 11h43
Foto/Secom – Gov SC
A espera de décadas pela pavimentação da Serra do Corvo Branco pode estar próxima do fim. De acordo com o secretário de Estado da Infraestrutura de Santa Catarina, Ricardo Grando, a obra deve ser concluída ainda em 2026, com liberação parcial prevista para os próximos meses.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta segunda-feira (13), o secretário destacou que a pavimentação da serra é uma demanda histórica e considerada uma das obras mais aguardadas do estado.
Foto/Divulgação
Segundo Grando, a previsão é que o trecho seja liberado para o tráfego em sistema “pare e siga” já na primeira semana de julho. “A gente deve conseguir dar trânsito em cerca de 75 a 90 dias, o que já é uma grande conquista para a região”, afirmou.
A obra, no entanto, enfrentou uma série de dificuldades ao longo dos anos com problemas contratuais e desafios técnicos. Um dos principais obstáculos é a própria geografia da serra, que exige soluções complexas de engenharia, como trechos em balanço — quando a pista é construída sem base larga suficiente, sendo sustentada por estruturas especiais.
Apesar disso, o secretário afirma que a fase mais crítica já foi superada. “Hoje as soluções estão definidas, a empresa está mobilizada e o ritmo de trabalho aumentou nas últimas semanas”, explicou.
A pavimentação da Serra do Corvo Branco é considerada estratégica tanto para a mobilidade quanto para o turismo. A obra deve facilitar o acesso entre cidades como Urubici, Grão-Pará e Braço do Norte, além de impulsionar o desenvolvimento econômico da região.
Grando também destacou que a melhoria da rodovia deve fortalecer o turismo na serra catarinense, tornando o local ainda mais atrativo para visitantes de todo o país. “Vai ser mais um ícone de Santa Catarina, com impacto direto no turismo e na economia”, disse.
A expectativa do governo estadual é concluir totalmente a obra até o final deste ano.
Operação combate venda ilegal de “canetas emagrecedoras” e apreende produtos em Santa Catarina
Por Rádio Guarujá13/04/2026 11h39
Foto/Reprodução
O Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, deflagrou a Operação Heavy Pen, conduzida pela Polícia Federal com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com o objetivo de combater a comercialização ilegal de medicamentos utilizados para emagrecimento, conhecidos como “canetas”.
A ação ocorreu em 12 estados e teve como foco toda a cadeia ilegal desses produtos, desde a importação irregular até a venda sem autorização, muitas vezes sem qualquer controle sanitário.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o superintendente da Polícia Federal em Santa Catarina, Edson Geraldo de Souza, destacou que o aumento da procura por esse tipo de medicamento também impulsionou o crescimento de produtos falsificados e do comércio clandestino.
“Com o aumento da demanda, tivemos também um crescimento de falsificações e importações ilegais. Isso pode causar sérios problemas de saúde e até levar à morte”, alertou.
Em Santa Catarina, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão — sendo 10 em Joinville e dois em Lages — dentro de um total de 45 ações realizadas no país. Durante a operação, clínicas foram fiscalizadas e produtos apreendidos.
Segundo o superintendente, os medicamentos ilegais geralmente entram no Brasil por contrabando, vindos de países da América Latina e da Europa. Alguns contêm substâncias autorizadas, mas são comercializados de forma irregular; outros são manipulados sem controle ou até totalmente falsificados.
Entre os princípios ativos citados estão a Semaglutida e a Tirzepatida, que têm uso autorizado no Brasil sob prescrição médica, além da Retratutida que sequer possuem liberação da Anvisa.
Edson reforçou que o problema não está no medicamento em si, mas na forma como ele é comercializado. “Essas canetas são autorizadas e têm eficácia comprovada, desde que utilizadas com acompanhamento médico. O risco está no uso de produtos ilegais ou falsificados”, explicou.
Ele também alertou para os efeitos do uso sem orientação, que podem incluir perda de massa muscular, deficiência de nutrientes e outras complicações.
A Polícia Federal destaca que quem for flagrado comercializando esses produtos de forma irregular pode responder por crimes como contrabando e infrações contra a saúde pública, com penas que podem chegar a até 20 anos de prisão.
Para a população, a orientação é clara: procurar orientação médica antes de iniciar qualquer tratamento e verificar a procedência dos medicamentos. “É fundamental ter certeza de que o produto é original e seguro. Em caso de dúvida, o consumidor deve buscar informações junto ao fabricante ou aos canais oficiais”, concluiu o superintendente.
Orleans: Escola Toneza Cascaes promove Dia da Família com serviços gratuitos à comunidade neste sábado
Por Rádio Guarujá10/04/2026 12h01
Foto/Reprodução – arquivo
A Escola de Educação Básica Toneza Cascaes, de Orleans realiza neste sábado (11), das 14h às 17h, o tradicional Dia da Família na Escola. O evento, aberto ao público, contará com uma série de atendimentos gratuitos e atividades voltadas à integração entre escola e comunidade.
A ação faz parte de uma legislação estadual que prevê a realização do evento em unidades de ensino durante o mês de abril. Ao jornal da Guarujá, diretor da escola, professor Tiago Kestering Pereira, disse que a iniciativa vai além do cumprimento da norma e busca aproximar as famílias do ambiente escolar.
“É um evento que faz parte de uma legislação estadual que nós cumprimos com esse Dia da Família na Escola, sempre num sábado de abril. Mas também é uma oportunidade de estender o convite não só aos pais, mas a toda a comunidade que quiser participar”, destacou.
Durante a programação, a escola oferecerá diversos serviços, como vacinação, testes de visão e exames de glicemia, além de atendimentos nas áreas de estética e bem-estar, realizados em parceria com cursos do Centro Universitário Barriga Verde.
O diretor reforça a importância da participação da comunidade, especialmente pela oportunidade de acesso facilitado a serviços de saúde. “Muitas vezes, na correria do dia a dia, é difícil ir ao posto de saúde. Então é uma oportunidade de colocar a vacinação em dia. Basta levar a carteirinha, principalmente no caso das crianças”, explicou.
Além dos atendimentos, o evento contará com feira do empreendedor organizada pelos alunos do terceiro ano do ensino médio, exposição de trabalhos escolares e atividades esportivas na quadra da escola, que estará aberta ao público.
Outro destaque da programação será o lançamento de um programa do Governo do Estado voltado ao enfrentamento da violência contra mulheres e meninas. “Nós também estaremos lançando o programa Catarinas por Elas, então vai ter bastante coisa acontecendo simultaneamente na escola”, acrescentou o diretor.
A escolha do período da tarde, segundo Tiago, foi pensada para facilitar a participação da população. “A gente opta por fazer à tarde porque sabe que muitas pessoas trabalham no comércio pela manhã e, assim, conseguem participar”, afirmou.
Para a direção da escola, eventos como esse têm papel fundamental no fortalecimento da relação entre família e instituição de ensino. “Eles só fazem sentido quando as famílias participam. Isso ajuda a criar vínculos, e é comprovado que, quando família e escola estão juntas, a tendência é de que tudo funcione muito melhor”, concluiu.
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Delegação brasileira busca na Ásia tecnologias para tornar cadeia do carvão mais sustentável
Por Rádio Guarujá10/04/2026 11h56
Foto/Divulgação
A busca por novas tecnologias voltadas ao desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do carvão levou uma delegação brasileira à Ásia, com agendas no Japão e na China. O grupo foi composto pelo presidente da Associação Brasileira do Carbono Sustentável (ABCS), Fernando Luiz Zancan, pelo engenheiro químico e pesquisador, Dr. Thiago Aquino, e pelo engenheiro Ariel Brambilla, da Diamante Energia.
Durante a missão, os representantes realizaram visitas técnicas a instituições e empresas estratégicas, com foco em soluções para redução de emissões e avanço de projetos ligados à captura e uso de dióxido de carbono (CO₂).
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, Zancan destacou que a agenda teve início no Japão, onde o grupo participou de uma reunião do conselho da Agência Internacional de Energia, além de visitas técnicas a uma planta termoelétrica de grande porte, localizada na baía de Tóquio.
“Para se ter uma ideia, é uma planta do tamanho de toda a capacidade de carvão nacional. Ela tem cerca de 1.300 megawatts e entrou em operação em dezembro de 2023, com tecnologias de alta eficiência e baixíssimas emissões”, explicou.
Segundo ele, a estrutura chama atenção por estar instalada em uma região densamente povoada, o que demonstra a viabilidade de operação de usinas com menor impacto ambiental. “Isso mostra que é possível operar com usinas térmicas dentro de grandes cidades, com controle de emissões”, afirmou.
Na sequência, a comitiva seguiu para a China, onde o foco principal foi o estudo de tecnologias em desenvolvimento para a produção de zeólitas e, principalmente, para captura de carbono. A delegação visitou universidades, centros de pesquisa e empresas de engenharia, além do Instituto Nacional de Energia Limpa e de Baixo Carbono (NICE), em Pequim — referência internacional no desenvolvimento de tecnologias para redução de emissões.
De acordo com Zancan, uma das preocupações da missão foi entender como escalar processos já testados em laboratório. “Estamos fazendo testes em laboratório piloto e a ideia era ver como sair do piloto para o industrial, entender como funciona o escalonamento dessas tecnologias”, relatou.
Outro destaque foi a observação do modelo energético chinês, que combina fontes renováveis e térmicas. “Você vê várias usinas térmicas junto com fazendas solares. O chinês sabe que o sol não gera energia à noite, então ele mantém a térmica como suporte”, pontuou.
Entre as tecnologias analisadas, a captura de CO₂ foi apontada como uma das mais estratégicas para o futuro do setor. Zancan explicou o funcionamento de forma simplificada: “Quando você vê o gás saindo de uma usina, ali tem cerca de 12% de CO₂. A captura consiste em separar esse CO₂ dos outros gases para que ele não seja liberado na atmosfera”.
Ele destaca que já existem diferentes métodos em desenvolvimento, incluindo processos químicos e físicos, sendo este último baseado na chamada adsorção. “É um material sólido que tem afinidade com o CO₂ e consegue capturá-lo do fluxo de gás”, explicou.
A delegação também visitou uma planta de demonstração dessa tecnologia, considerada única no mundo. “Os chineses acreditam que essa pode ser a tecnologia mais barata de captura de carbono. Eles estão em fase de demonstração e pretendem escalar para nível industrial nos próximos anos”, afirmou.
Segundo Zancan, a China lidera atualmente essa corrida tecnológica, com mais de 120 projetos em andamento. “Eles já têm plantas capturando até um milhão e meio de toneladas de CO₂ por ano e querem chegar a três ou quatro milhões de toneladas, que é o tamanho das usinas deles”, disse.
Apesar do avanço internacional, o presidente da ABCS avalia que a implementação em larga escala ainda deve levar alguns anos. “Os americanos falam em 2030, mas acreditamos que pode demorar um pouco mais. Vai depender da velocidade dos chineses, que são muito rápidos”, ponderou.
A expectativa é que, entre 2030 e 2035, essas tecnologias estejam mais consolidadas e possam ser aplicadas em outros países, incluindo o Brasil. “Nós temos um horizonte até 2050, quando o país precisa ser carbono neutro. Até lá, teremos que desenvolver projetos com captura de CO₂ para manter a geração de energia com menor impacto ambiental”, concluiu.