Para uma melhor experiência neste site, utilize um navegador mais moderno. Clique nas opções abaixo para ir à página de download Indicamos essas 4 opções:
Ok, estou ciente e quero continuar usando um navegador inferior.
BLOG
Rádio Guarujá
Câmara de Orleans aprova Código de Ética e busca elevar nível dos debates no Legislativo
Por Rádio Guarujá19/03/2026 12h40
Foto/Redação
Na manhã desta quinta-feira (19), o Jornal da Guarujá recebeu o presidente da Câmara de Vereadores de Orleans, Murilo Hoffmann (Novo), que comentou a aprovação do Código de Ética e Decoro Parlamentar, além de outros temas importantes envolvendo o funcionamento do Legislativo e o cenário político local.
O projeto de resolução nº 002/2026, de autoria da Mesa Diretora, foi aprovado por unanimidade na sessão ordinária realizada na última segunda-feira (16). A proposta estabelece normas disciplinares e define procedimentos para apuração de condutas inadequadas por parte dos vereadores.
De acordo com Hoffmann, a principal motivação para a criação do código foi a ausência de mecanismos intermediários para lidar com possíveis excessos dentro do plenário, o que acabava limitando as medidas a situações extremas.
“Hoje a Câmara não dispõe dos procedimentos disciplinares para se cobrar a ética e o decoro sem que fosse um pedido de cassação. Era sempre o extremo”, explicou.
O presidente também ressaltou que a proposta não busca restringir o debate político, mas sim garantir que as discussões ocorram dentro de um ambiente respeitoso e focado no interesse público, evitando conflitos pessoais.
“O objetivo não é censurar os vereadores, mas manter os debates dentro daquilo que é o debate de ideias, não deixar fugir para ataques pessoais”, afirmou.
Escala de punições e criação de comissão
Com a aprovação do código, passam a existir diferentes níveis de punição para eventuais infrações, permitindo que cada caso seja analisado de forma proporcional à gravidade da conduta.
Hoffmann detalhou que o novo sistema prevê desde advertências até sanções mais severas, criando uma espécie de progressão nas penalidades.
“Tem uma espécie de escala de punições, conforme a gravidade da infração. Pode começar com advertência verbal, passar para escrita, suspensão e, em último caso, a cassação”, destacou.
Além disso, será formada uma Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, que terá a responsabilidade de analisar denúncias e conduzir os processos internos relacionados ao comportamento dos vereadores.
Segundo o presidente, essa comissão será essencial para dar mais transparência e organização ao processo disciplinar dentro da Câmara.
“Essa comissão vai ser responsável por avaliar as representações contra vereadores que cometerem algum ato contrário à ética e ao decoro”, disse.
Apesar da importância e do histórico recente de debates mais acalorados no Legislativo, o projeto teve uma tramitação considerada tranquila, sem grandes resistências entre os parlamentares.
Hoffmann afirmou que houve entendimento entre os vereadores sobre a necessidade da medida, independentemente de posicionamento político.
“Não teve tanta discussão, nem emendas. Os vereadores, tanto da oposição quanto da situação, entenderam que é necessário. ”, comentou.
Avaliação do início do ano legislativo
Ao avaliar os primeiros meses à frente da presidência da Câmara em 2026, Hoffmann destacou que, apesar da entrada de projetos mais sensíveis recentemente, o ambiente tem sido de diálogo e foco nas propostas.
Ele ressaltou que o clima entre os vereadores tem priorizado a discussão de ideias, evitando conflitos pessoais que marcaram períodos anteriores.
“Até a penúltima sessão estava mais tranquilo. Agora entraram alguns projetos com mais divergência, mas tudo dentro do normal. Estamos discutindo mais ideias do que picuinhas”, afirmou.
Em seu primeiro mandato como vereador, o presidente também comentou sobre a experiência de atuar no Legislativo e participar diretamente das decisões do município.
Segundo ele, a atuação tem sido pautada pela busca por mais eficiência na gestão pública e transparência nos gastos.
“Tem sido uma experiência bacana. A gente consegue participar das decisões do município e trazer uma visão mais técnica, de eficiência e transparência nos gastos públicos”, disse.
Reforma administrativa
Outro tema abordado durante a entrevista foi a reforma administrativa, que voltou à pauta após ajustes no projeto enviado pelo Executivo.
Hoffmann explicou que havia votado contra anteriormente, mas decidiu mudar seu posicionamento após a inclusão de documentos obrigatórios e correções técnicas exigidas por lei.
“Vieram os pré-requisitos que eu havia solicitado, principalmente a análise de impacto financeiro. Isso é obrigatório pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, explicou.
De acordo com o presidente, os dados apresentados indicam que o município está dentro dos limites legais de gastos com pessoal, o que trouxe mais segurança para a aprovação da proposta.
“Hoje o município está em torno de 46% da receita com folha de pagamento, abaixo do limite prudencial. Isso dá segurança para aprovação”, destacou.
Ele também apontou que a redução no número de cargos previstos no projeto foi um fator relevante para a mudança de voto.
“Foi reduzido de 111 para 99 cargos. Isso também pesou na minha decisão de mudar o voto”, afirmou.
Nova secretaria e planejamento
Sobre a criação de uma nova secretaria dentro da estrutura administrativa, Hoffmann defendeu a importância da medida, especialmente para ampliar a capacidade do município de captar recursos.
Segundo ele, o planejamento técnico é essencial para viabilizar investimentos e projetos.
“A secretaria de planejamento é importante. Para buscar recursos, você precisa de projeto. Sem projeto, dificilmente se consegue alguma coisa”, pontuou.
Sicredi Sul SC realiza assembleia virtual para apresentar resultados e definir estratégias para 2026
Por Rádio Guarujá19/03/2026 12h35
Foto/Divulgação
O Jornal da Guarujá conversou, na manhã desta quinta-feira (19), com Aloísio Westrup, presidente da Sicredi Sul SC sobre a realização da assembleia da cooperativa, que neste ano será novamente em formato virtual.
O encontro tem como objetivo apresentar aos associados os resultados consolidados de 2025, além de definir, de forma conjunta, os rumos e estratégias da cooperativa para o próximo ciclo de gestão.
Na Sicredi Sul SC, que atua em 45 municípios da região e conta com 29 agências, a assembleia terá início no dia 23 de março, às 19h, com transmissão ao vivo. Após isso, o sistema ficará aberto para participação e votação até o dia 30 de março, às 17h.
Segundo o presidente, o formato virtual foi adotado ainda em 2021 e tem facilitado a participação dos associados. “Hoje estamos com mais de 80 mil associados, então reunir todo mundo presencialmente fica difícil. No modelo virtual, a pessoa pode acessar no horário que for melhor, durante toda a semana”, explicou.
Durante a assembleia, serão apresentados os números do último ano, além da prestação de contas de 2025. Também estarão em pauta a eleição de coordenadores, a distribuição de resultados aos associados e as projeções para 2026.
“É o momento em que o associado exerce o papel de dono da cooperativa, votando e ajudando a definir os próximos passos”, destacou Westrup.
Outro ponto abordado foi o crescimento da cooperativa na região. A Sicredi Sul SC deve ampliar sua presença com a abertura de novas agências entre os meses de abril e junho, nos municípios de Meleiro e Laguna. Para 2026, há previsão de expansão para cidades como Praia Grande, Passo de Torres e Jacinto Machado.
De acordo com o presidente, o modelo de cooperativismo tem sido um diferencial. “Enquanto outras instituições estão fechando agências, nós acreditamos na proximidade com a comunidade. Isso fortalece o relacionamento e traz resultados positivos”, afirmou.
Para participar da assembleia, o associado deve acessar o aplicativo do Sicredi, na aba “Assembleias”, onde poderá acompanhar a transmissão e registrar seu voto dentro do prazo.
Após o período virtual, a cooperativa também pretende realizar jantares com os cooperados, como forma de integração e celebração dos resultados.
Prefeito de Lauro Müller anuncia racionamento de combustível e alerta para crise no abastecimento
Por Rádio Guarujá18/03/2026 13h09
Foto/Divulgação
O prefeito de Lauro Müller, Valdir Fontanella, anunciou a adoção de medidas emergenciais de racionamento de combustível no município. A decisão, segundo ele, é preventiva e foi motivada por sinais de dificuldade no abastecimento, ligados ao cenário internacional e à logística de distribuição no país.
De acordo com o prefeito, fornecedores já vêm alertando sobre atrasos no carregamento de combustíveis nas refinarias. “Os pedidos que eram feitos para entrega imediata estão sendo adiados para o dia seguinte ou até depois, o que já demonstra uma dificuldade no abastecimento”, afirmou.
Diante disso, a prefeitura passou a reorganizar o uso da frota pública, priorizando apenas serviços considerados essenciais. Entre eles estão o transporte escolar, a coleta de lixo, o atendimento por ambulâncias e ações da Secretaria de Agricultura. “Nós consumimos cerca de 3 mil litros de combustível por dia. Se houver uma interrupção, em poucos dias ficamos sem estoque”, explicou.
Fontanella destacou que obras e serviços não urgentes, especialmente da Secretaria de Obras, podem sofrer redução temporária. “Estamos desacelerando onde é possível para garantir que não falte combustível nos serviços que não podem parar”, disse.
Preocupação com cenário internacional e possível desabastecimento
O prefeito relaciona a situação ao conflito no Oriente Médio, especialmente na região do Estreito de Ormuz, rota importante para o transporte de petróleo. Segundo ele, a instabilidade pode impactar diretamente o Brasil.
“Se essa situação continuar por mais alguns dias ou semanas, podemos sim ter problema de abastecimento. Já há sinais disso em rodovias como a BR-101 e BR-116, com restrições em alguns postos”, afirmou.
Apesar de entidades do setor afirmarem que não há falta oficial de combustíveis, o prefeito acredita que há uma combinação de fatores, como aumento da procura e limitações na distribuição. “Parte é consumo elevado por medo de falta, mas também há dificuldade real no carregamento”, avaliou.
Alta nos preços e impacto econômico
Outro ponto destacado foi o aumento significativo no preço dos combustíveis. Segundo Fontanella, o diesel já registra valores entre R$ 6,80 e R$ 7,90, o que impacta diretamente o setor de transporte e a economia.
“O combustível subiu muito. Isso afeta toda a cadeia, desde o transporte até o custo final dos produtos. Estamos vivendo uma crise econômica forte, e isso agrava ainda mais a situação”, disse.
Ele também criticou a política de preços e a carga tributária, afirmando que o setor produtivo enfrenta dificuldades para manter as atividades. “O empresariado não aguenta mais tantos custos e impostos”, declarou.
Possível paralisação de caminhoneiros
Durante a entrevista, o prefeito mencionou a possibilidade de uma paralisação de caminhoneiros, motivada pelo alto custo do combustível e pela defasagem no valor do frete. Caso ocorra, a medida pode agravar ainda mais o cenário.
Mesmo assim, ele se posicionou contra greves. “Sou contrário à paralisação. Acho que o caminho é o diálogo. A greve prejudica muita gente”, afirmou.
Fontanella também destacou os altos custos enfrentados pelo setor de transporte, citando gastos elevados com pedágios. “Há empresas que chegam a gastar centenas de milhares de reais por mês só com pedágio, o que mostra o tamanho da dificuldade”, pontuou.
Articulações políticas e cenário eleitoral
Além do tema econômico, o prefeito também comentou o cenário político em Santa Catarina. Ele afirmou que deve apoiar a reeleição do governador Jorginho Mello e defendeu o nome do senador Esperidião Amin para o Senado.
Segundo Fontanella, Amin tem forte apoio regional e pode se eleger mesmo fora de uma chapa principal. “Ele é um dos senadores mais atuantes do país e deve receber votos de diferentes partidos”, afirmou.
O prefeito também mencionou articulações dentro do partido e reuniões com lideranças regionais para definir estratégias eleitorais.
Medida preventiva
Por fim, Fontanella reforçou que o racionamento adotado em Lauro Müller é uma ação preventiva. “Estamos nos antecipando. Se não houver problema, melhor ainda. Mas se houver, estaremos preparados para garantir os serviços essenciais”, concluiu.
Confira entrevista completa
0
0
Ulisses Gabriel anuncia pré-candidatura e defende linha dura contra o crime
Por Rádio Guarujá17/03/2026 11h50
Foto/Redação
O Jornal da Guarujá recebeu o ex-delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, que confirmou sua pré-candidatura a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL). Durante a entrevista, ele falou sobre a decisão de entrar na disputa, a mudança de partido, sua atuação na segurança pública e polêmicas recentes.
Ulisses afirmou que tem intensificado a rotina desde que deixou o cargo, destacando a complexidade do processo eleitoral. “Tenho trabalhado ainda mais do que eu trabalhava. Já trabalhava bastante, mas o processo político é complexo demais. Para alcançar uma vaga na Assembleia Legislativa, é uma caminhada muito difícil”, disse. Segundo ele, o objetivo é representar a segurança pública e a região Sul do estado.
O ex-delegado explicou que deixou o Partido Social Democrático (PSD) em 2020, após disputar eleições pela sigla. “Eu entendi que o PSD não representava o meu modo de pensar. É um partido mais de centro, muitas vezes mais à esquerda, e isso não estava alinhado ao meu ideal”, afirmou.
A aproximação com o governador Jorginho Mello ocorreu a partir de 2023, quando foi convidado para assumir a Delegacia-Geral da Polícia Civil. Segundo Ulisses, a convivência direta com o governador influenciou sua decisão de ingressar no PL.
“Durante esse período, convivendo quase diariamente com o governador, eu entendi que o PL tinha um conjunto de características que se adequava mais à minha realidade”, explicou.
Ele também destacou que o convite para disputar uma vaga na Assembleia partiu diretamente do governador. “Ele disse que era necessário ter um representante da segurança pública na Assembleia e também alguém que representasse o Sul de Santa Catarina”, relatou.
Decisão de disputar a eleição
Ulisses afirmou que a decisão de se lançar pré-candidato foi construída ao longo do tempo, especialmente após sua passagem pela Delegacia-Geral.
“A gente foi amadurecendo essa ideia. Eu estava mais cauteloso no início, analisando o cenário, mas chegou um momento em que foi preciso tomar uma decisão”, disse.
Segundo ele, a possível redução de parlamentares da região Sul e da área da segurança pública também pesou na escolha. “Se nós não tivermos representantes, as regiões acabam sendo esquecidas no processo de decisão e na destinação de recursos”, afirmou.
Resultados na Polícia Civil
Durante a entrevista, o ex-delegado destacou ações realizadas à frente da Polícia Civil de Santa Catarina. Entre os pontos citados, ele mencionou o aumento do orçamento, que passou de cerca de R$ 77 milhões para R$ 146 milhões, além da aquisição de viaturas, armamentos e equipamentos.
“Tivemos a maior aquisição de viaturas da história da Polícia Civil, além de novos fuzis e computadores de alto desempenho. Melhoramos mais de 100 prédios e avançamos na questão do efetivo”, afirmou.
Ele também ressaltou a ampliação das operações contra a corrupção. “Santa Catarina saiu de oito operações em 2022 para quase quarenta dois anos depois. Isso mostra que não temos medo de enfrentar o crime”, disse.
Ulisses defendeu uma atuação firme das forças de segurança e afirmou que esse posicionamento gerou reações. “Quando você começa a combater o crime de forma firme, automaticamente vem a reação. Isso faz parte”, declarou.
Segundo ele, há setores que criticam o aumento de confrontos policiais sem considerar o crescimento das operações. “Se a polícia não pode reagir a uma injusta agressão, na prática está se defendendo que o criminoso leve vantagem. Isso é algo que não podemos aceitar”, afirmou.
O ex-delegado também criticou o que considera uma inversão de valores no debate público. “Muitas vezes se vê a defesa do criminoso, enquanto o policial fica desamparado. Isso precisa ser discutido com mais equilíbrio”, disse.
Caso “Orelha” e investigação
Outro tema abordado foi a investigação do Ministério Público sobre sua atuação no “caso Orelha”. Ulisses negou irregularidades e afirmou que atuou apenas como porta-voz da instituição.
“Eu não presidia o inquérito. Eu era o representante da Polícia Civil. Em nenhum momento violei sigilo ou expus adolescentes. Apenas informei que os responsáveis seriam identificados e responsabilizados”, afirmou.
Ele também rebateu acusações de uso do caso para promoção pessoal. “Não obtive nenhuma vantagem com isso. Pelo contrário, tive desgaste pessoal. Minha atuação foi dentro do que a função exige”, declarou.
Segundo Ulisses, ele pretende prestar todos os esclarecimentos necessários. “Quem está em cargo público está sujeito a questionamentos. Eu tenho tranquilidade e consciência do que fiz”, disse.
Pré-campanha
Ao final da entrevista, o ex-delegado reforçou que seguirá focado na pré-candidatura, com agenda intensa e diálogo com a população.
“Vamos continuar trabalhando de segunda a segunda. A ideia é representar o Sul de Santa Catarina e levar para a Assembleia alguém que conheça a segurança pública e entenda essa realidade”, concluiu.