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Rádio Guarujá
Adolescente de Orleans trava batalha contra doença genética rara e mobiliza campanha de arrecadação
Por Rádio Guarujá08/06/2026 11h55
Foto/Redação
O que parecia ser uma cirurgia de rotina acabou se transformando em uma luta pela vida para o adolescente Mateus Carrer Della Justina, de 15 anos, morador da comunidade de Barro Vermelho, em Orleans.
No dia 17 de maio, Mateus foi diagnosticado com apendicite e precisou passar por uma cirurgia de urgência em um hospital de Criciúma. Segundo o pai, Jorge Luiz Della Justina, o procedimento ocorreu sem complicações e a expectativa era de que o filho recebesse alta poucos dias depois.
“A cirurgia foi feita no domingo e ele vinha se recuperando bem. A previsão era de alta na quarta-feira. Porém, começou a apresentar algumas complicações, com espasmos e dores musculares muito fortes no abdômen”, relatou.
Diante do agravamento do quadro, o adolescente precisou ser encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu por três dias. Após apresentar melhora, retornou ao quarto, mas novos sintomas começaram a surgir.
“Ele começou a sentir fraqueza nas pernas. Depois foi perdendo os movimentos. Primeiro nas pernas, depois no tronco e, por último, nas mãos. Quando percebemos, ele já não conseguia mais se movimentar”, contou o pai.
Segundo Jorge, em poucos dias Mateus ficou tetraplégico em decorrência da síndrome que atingiu seu sistema neurológico.
A situação se agravou ainda mais no último fim de semana de maio, quando a doença comprometeu também a musculatura responsável pela respiração.
“No dia 30 ele precisou ser intubado porque a síndrome atingiu o diafragma. Hoje a respiração dele é mecânica. Os médicos trabalham para recuperar essa musculatura e conseguir retirar a ventilação mecânica”, explicou.
Durante vários dias, médicos buscaram respostas para o que estava acontecendo com o adolescente.
Somente após uma série de exames foi identificado que Mateus sofria de Porfiria Aguda Intermitente, uma doença genética rara e considerada de difícil diagnóstico.
A tia do adolescente, Rafaela de Oliveira, explicou que a condição permaneceu silenciosa durante toda a vida do sobrinho e só se manifestou após a crise desencadeada pela apendicite.
“Os médicos explicaram que ele já tinha essa alteração genética. A doença estava ali, quietinha, e talvez nunca se manifestasse. O gatilho foi justamente a inflamação da apendicite e todo o processo que veio junto com ela”, afirmou.
Segundo Rafaela, a família sequer imaginava a existência da doença.
“Pode acontecer de outras pessoas da família terem essa alteração genética e nunca desenvolverem a doença. No caso do Mateus, ela acabou sendo desencadeada por essa situação.”
Um menino saudável e cheio de planos
Antes da internação, Mateus levava uma vida normal.
Gostava de jogar futebol, estar com os amigos e tinha uma paixão especial pela música.
Conhecido na família como o “gaiteiro”, aprendeu a tocar observando o primo e usando uma gaita que pertenceu ao avô.
“O Mateus sempre foi muito ativo. Gostava de ficar na rua, jogar bola, brincar e tocar gaita. Ele não tinha nenhuma doença, nenhuma comorbidade. Era um menino saudável”, lembra Rafaela.
Foto/Divulgação
Corrida contra o tempo
Após o diagnóstico, os médicos indicaram o uso imediato da hemina, medicamento considerado fundamental para conter a crise provocada pela doença.
O tratamento, porém, tem alto custo. Cada dose custa aproximadamente R$ 56 mil. Como foram necessárias quatro aplicações, o valor total ultrapassou R$ 230 mil.
Segundo a família, diante da urgência do quadro clínico, não era possível aguardar decisões burocráticas.
“Nós precisávamos agir rápido. Quanto antes o Mateus recebesse a medicação, menores seriam os danos causados pela doença”, explicou Rafaela.
Familiares, amigos e pessoas próximas se mobilizaram para levantar os recursos necessários e garantir a compra das quatro doses. A última aplicação foi realizada no último sábado.
Apesar de continuar internado na UTI e depender de ventilação mecânica, Mateus já apresenta pequenos sinais de evolução.
Segundo a família, ele voltou a movimentar os pés e as mãos, algo que traz esperança para os próximos passos do tratamento.
“É uma pequena evolução, mas para nós significa muito. Agora começa uma nova etapa, que será a reabilitação”, disse Jorge.
A expectativa é de que a recuperação seja lenta.
A família conversou com outros pacientes diagnosticados com a mesma doença. Um deles, morador de São Paulo, ficou 83 dias internado, sendo 35 deles na UTI, e levou cerca de um ano e meio para recuperar totalmente os movimentos.
“Os médicos explicaram que a doença chegou muito rápido. Em poucos dias ele perdeu os movimentos. Já a recuperação acontece de forma muito mais lenta. Pode levar semanas, meses ou até anos”, relatou Rafaela.
A mobilização rapidamente ganhou força. Em poucas horas, a campanha já havia arrecadado mais de R$ 120 mil. Atualmente, o valor ultrapassa R$ 180 mil, mas com os descontos do site, o valor disponível para a retirada é de aproximadamente R$164 mil reais, mas a família ainda precisa de ajuda para cobrir os custos já assumidos e as despesas futuras com reabilitação e fisioterapia.
“Quem não puder ajudar financeiramente pode ajudar divulgando. Compartilhe a campanha, envie para amigos e grupos. Toda ajuda faz diferença”, pede Rafaela.
Jorge também fez questão de agradecer às equipes médicas que acompanham o filho.
“Quero agradecer aos médicos da Unimed, que não mediram esforços para descobrir o que estava causando essa síndrome. É uma doença rara e difícil de diagnosticar. Também agradeço a todos que estão ajudando, rezando e torcendo pelo Mateus. Acreditamos que o momento mais difícil está passando e que agora estamos no caminho da recuperação.”
As doações podem ser realizadas por meio da chave Pix 6152128@vakinha.com.br. A família também pede que a comunidade mantenha Mateus em suas orações durante este processo de recuperação.
Braço do Norte registra 4,6 mil faltas em consultas e exames e adota WhatsApp para reduzir ausências
Por Rádio Guarujá03/06/2026 12h15
Foto/Reprodução
Quase cinco mil pacientes faltaram a consultas, exames e atendimentos agendados pela rede pública de saúde de Braço do Norte nos primeiros quatro meses de 2026. O levantamento da Secretaria Municipal de Saúde apontou 4.676 ausências entre janeiro e abril, número que preocupa o município pelos prejuízos causados ao sistema de saúde e pelo impacto na fila de espera por atendimentos.
Para tentar reduzir o problema, a Prefeitura passou a utilizar o WhatsApp como ferramenta de confirmação e lembrete de consultas agendadas. Pelo sistema, os pacientes recebem informações como data, horário, local do atendimento, chave de identificação e link para acesso ao comprovante de agendamento. Também é possível cancelar ou justificar a ausência diretamente pela plataforma.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o secretário municipal de Saúde, Sérgio Arent, explicou que o número elevado de faltas foi identificado durante um levantamento realizado pela pasta.
“Nos primeiros quatro meses do ano de 2026, a gente fez um levantamento e o que realmente nos preocupou foi esse número. Quando somado, deu quase cinco mil pessoas faltando em consultas, exames, consultas em odontologia, consultas nas unidades básicas de saúde e exames especializados. Isso realmente nos alertou”, afirmou.
Segundo o secretário, o índice de absenteísmo registrado no município está acima do percentual normalmente observado nos serviços de saúde.
“Temos aí um índice de absenteísmo de 20% a 30%, mas isso realmente passa muito além disso, de 40%”, destacou.
Arent ressaltou que as faltas representam não apenas um transtorno para quem aguarda atendimento, mas também prejuízo aos cofres públicos.
“Quando a pessoa não vai na consulta, toda a equipe está ali preparada, aguardando aquele procedimento, aguardando aquela consulta. Isso também tem um impacto financeiro. É dinheiro da gestão pública, dinheiro do contribuinte. O SUS é nosso, a gente que paga e financia esse sistema de saúde”, disse.
De acordo com o secretário, a nova ferramenta busca facilitar a comunicação com os pacientes e reduzir o número de vagas ociosas.
“Todas as pessoas que têm cadastro atualizado vão receber as informações da consulta pelo WhatsApp. Vai receber a data, o local da unidade ou da clínica credenciada e também a possibilidade de reagendar ou justificar a ausência”, explicou.
Uma das principais vantagens do sistema é permitir que a vaga seja rapidamente destinada a outro paciente quando houver cancelamento.
“Justificando a ausência, automaticamente a equipe de regulação já consegue chamar o próximo da fila, para que aquele período, aquela data, aquele agendamento não fique ocioso e não tenha perda de tempo, de pessoas e de profissionais”, ressaltou.
Segundo Arent, a expectativa é que a tecnologia contribua para reduzir o número de faltas e acelerar os atendimentos na rede pública.
“Conseguiremos dar celeridade a demanda que está reprimida. Muitas vezes a pessoa faltou à consulta, depois precisa de um novo agendamento e isso demora mais um período. Acredito que daqui a alguns meses conseguiremos ter um parâmetro e ver que a tecnologia vai ajudar a diminuir esse número de faltas”, concluiu.
A Secretaria de Saúde orienta os moradores a manterem seus dados cadastrais atualizados nas unidades de saúde para garantir o recebimento das notificações e lembretes enviados pelo sistema.
Confira os atendimentos com maior número de faltas :
Corrida Rústica das APAEs reúne cerca de 200 atletas e promove inclusão em Orleans
Por Rádio Guarujá03/06/2026 12h11
Foto/redação
A Praça Celso Ramos, no Centro de Orleans, recebeu na tarde desta terça-feira (2) a 11ª edição da Corrida Rústica das APAEs da Encosta da Serra. O evento reuniu aproximadamente 200 atletas de oito APAEs da região e teve como objetivo promover a prática esportiva, a integração e a inclusão das pessoas com deficiência.
A programação contou com provas de corrida de 50 e 100 metros, caminhada e modalidades para cadeirantes. O evento é realizado anualmente e possui caráter não competitivo.
O evento foi marcado por momentos de emoção. A cada prova concluída, era possível perceber a alegria dos participantes ao cruzarem a linha de chegada, recebidos com aplausos, incentivos e comemorações de colegas, familiares, professores e voluntários que acompanharam as atividades na Praça Celso Ramos.
Segundo o coordenador de Educação Física, Lazer e Esportes da Regional das APAEs da Encosta da Serra, Rafael Becker, a iniciativa busca proporcionar momentos de integração entre os alunos das instituições.
“Esse evento acontece de uma forma não competitiva. Ele tem o intuito de unir as APAEs, trazer os alunos, os colegas e os amigos para se reencontrarem, além de proporcionar atividade física e movimento, dada a importância que o exercício físico tem na vida das pessoas e principalmente na vida das pessoas com deficiência”, afirmou.
Becker também destacou que a corrida é uma oportunidade para dar visibilidade aos participantes.
“É importante dar protagonismo para eles, trazendo-os para a praça municipal, onde as pessoas estão passando e vendo o evento. Eles precisam ter essa noção de que estão aqui exercendo esse papel de protagonismo”, ressaltou.
De acordo com o coordenador, cerca de 200 atletas participaram das atividades neste ano.
“Além da questão esportiva, esse evento serve para eles encontrarem os amigos, serem vistos pela população e receberem esse estímulo. Isso é muito importante para o desenvolvimento e para a autoestima deles”, acrescentou.
A diretora da APAE de Orleans, Thaicy Debiasi, destacou que a Corrida Rústica é um dos eventos mais aguardados pelos alunos ao longo do ano.
“Hoje estamos realizando a 11ª Corrida Rústica aqui em Orleans, reunindo oito APAEs da Encosta da Serra. Temos aproximadamente 200 alunos participando das diversas modalidades. É um momento de confraternização, de muita emoção e, com certeza, de muita inclusão social”, disse.
Thaicy também falou sobre o trabalho desenvolvido pela instituição no município. Segundo ela, a APAE de Orleans é referência em Santa Catarina nos atendimentos pedagógicos, de saúde e assistência social.
“Atualmente atendemos aproximadamente 200 alunos durante toda a semana, oferecendo acompanhamento nas mais diversas áreas. Para as crianças de zero a seis anos é necessário apresentar atraso no desenvolvimento e, acima dessa idade, algum transtorno ou deficiência associada”, explicou.
A diretora ressaltou ainda a importância da participação das famílias e da sociedade no processo de inclusão.
“Na APAE somos uma parte do desenvolvimento desses alunos. Dependemos muito da participação das famílias e de toda a sociedade para que eles estejam cada vez mais incluídos e tenham mais qualidade de vida”, concluiu.
Fotos/Box Frame Photo
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Exame toxicológico passa a ser exigido para primeira habilitação nas categorias A e B em Santa Catarina
Por Rádio Guarujá02/06/2026 12h26
Foto: Divulgação
Os candidatos que iniciarem o processo para obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B, destinadas à condução de motocicletas e automóveis, passam a precisar apresentar exame toxicológico em Santa Catarina. A exigência entrou em vigor nesta segunda-feira, 1º de junho, seguindo determinação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
A medida já era aplicada para motoristas das categorias C, D e E e agora passa a fazer parte também dos processos de primeira habilitação para condutores de carro e moto.
Em entrevista, o presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (Detran/SC), Cristiano Medeiros, explicou que a apresentação do exame será exigida apenas na etapa final do processo de habilitação.
“Desde o dia 1º de junho, o Detran de Santa Catarina passou a exigir, para a retirada da carteira de motorista nas categorias A e B, a realização do exame toxicológico, assim como já é feito nas categorias C e D”, afirmou.
Segundo ele, o documento não será solicitado no início da formação do condutor, mas somente quando o candidato estiver apto a receber a Permissão para Dirigir (PPD).
“A apresentação do exame será cobrada somente no final de todos os testes, quando o cidadão for receber a Permissão para Dirigir. Não faria sentido exigir esse exame antes, porque o candidato pode acabar não concluindo alguma das etapas do processo”, explicou.
Cristiano Medeiros também destacou que o exame possui validade de 90 dias, fator que reforça a necessidade de sua apresentação apenas na fase final da habilitação.
“Esse exame tem validade de 90 dias. Como atualmente o processo de obtenção da carteira não possui mais um prazo determinado para ser concluído, a cobrança será feita somente no momento da emissão da Permissão para Dirigir”, completou.
A nova exigência vale para todos os processos de primeira habilitação iniciados a partir de 1º de junho de 2026.