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Rádio Guarujá
Orleans recebe Ônibus Lilás na próxima segunda-feira, 22
Por Rádio Guarujá18/09/2025 10h36
Imagem/PMO
Orleans vai receber, na próxima segunda-feira (22), o Ônibus Lilás, projeto do Governo de Santa Catarina que promove a defesa e a valorização da mulher. O atendimento acontece das 9h às 16h, no Centro de Eventos Galliano Zomer, com uma programação que inclui orientações, serviços sociais e atividades de cuidado e bem-estar.
O Ônibus Lilás atua como um espaço de acolhimento voltado à orientação sobre direitos das mulheres, prevenção da violência doméstica e divulgação dos serviços públicos de proteção social. O atendimento acontece em salas reservadas, garantindo privacidade e um ambiente seguro e humanizado.
O objetivo da iniciativa, segundo o governo estadual, é estimular denúncias, informar sobre os diferentes tipos de violência e contribuir para o rompimento do ciclo de agressões. Além disso, busca esclarecer que qualquer pessoa pode se informar e orientar amigas, familiares ou vizinhas que estejam em situações de risco.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, Giulia Oliva Grassi, psicóloga e coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Orleans, explicou como funciona o projeto.
“O Ônibus Lilás é um espaço pensado principalmente para as mulheres, mas também atende familiares ou pessoas próximas que queiram se informar. Muitas vezes só conseguimos proteger alguém quando estamos bem informados.”
Ela destacou a importância do projeto para orientar e proteger a população.
“A proposta é informar sobre direitos, tipos de violência e formas de buscar ajuda. O atendimento respeita sigilo e privacidade, permitindo que a mulher se sinta segura ao procurar apoio.”
Giulia comentou sobre a continuidade das ações do governo e a relevância da campanha Agosto Lilás.
“Essa iniciativa dá sequência às ações do Agosto Lilás, que visa conscientizar sobre a violência contra a mulher. Conhecimento salva vidas. Muitas vezes a violência só é denunciada quando se torna física, mas ela começa com violência psicológica, patrimonial ou sexual. É fundamental informar para prevenir e proteger.”
Ela também falou sobre a situação de Orleans, com base nas informações obtidas junto à delegacia da Polícia Civil do município.
“Não podemos comemorar. Pelo menos uma mulher procura a delegacia diariamente em função da violência. Muitas vezes, apenas a violência física é denunciada, enquanto a psicológica passa despercebida. Cada atendimento é uma oportunidade de orientar e proteger. Nosso trabalho começa cedo, com crianças e famílias, para formar meninos que não agridam e mulheres que não se submetam a situações de violência.”
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Vereador Murilo Hoffmann explica voto contra a reforma administrativa em Orleans
Por Rádio Guarujá17/09/2025 11h52
Foto/Redação
O vereador Murilo Hoffmann (Novo) foi um dos seis vereadores que votaram contra o Projeto de Lei Complementar 0014/2025, de autoria do Poder Executivo, durante a 33ª sessão ordinária, realizada no dia 8 de setembro. A proposta, que prevê alterações na estrutura, organização e funcionamento do Executivo Municipal, conhecida como reforma administrativa, tornou-se o assunto mais comentado na cidade desde então. A votação marcou a primeira derrota do prefeito Fernando Cruzetta (PP) desde que assumiu a prefeitura de Orleans.
A proposta envolvia mudanças em cargos, salários e funções, e embora o Novo tenha votado junto à base governista em projetos anteriores, Murilo se posicionou de forma independente e justificou seu voto com base em critérios técnicos e de responsabilidade fiscal.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta quarta-feira (17), Murilo explicou que começou a analisar o projeto desde sua primeira tramitação, ainda nas comissões da Câmara. “Como primeiro secretário, todos os projetos passam por mim antes de entrarem na pauta. Ao ler a justificativa do projeto do prefeito Fernando Cruzetta, já identifiquei alguns pontos que não condiziam com os princípios do nosso partido, o NOVO preza por uma gestão mais enxuta.”, disse.
Segundo o parlamentar, a proposta não apresentava análise de impacto orçamentário e incluía cargos que, na avaliação do jurídico do partido, deveriam ser ocupados por concursados e não por comissionados. “Não podemos aprovar algo sem saber quanto vai custar, de onde virá o recurso e quem será responsável. Seria um cheque em branco para a administração”, afirmou.
Murilo detalhou todo o processo de discussão que teve a presença do procurador-geral do município, Italo Zomer e do secretário de administração Airton Bratti Coan, consultas às lideranças do partido, pedido para que o líder do governo na Câmara, o vereador Osvaldo Cruzetta (PP), retirasse temporariamente a pauta para ajustes, e reuniões online com o Departamento de Apoio ao Mandatário (DAM) do Novo, em nível estadual. O parecer jurídico resultante dessas análises foi contrário ao projeto, o que fundamentou seu voto.
“Quando recebi o parecer técnico do nosso jurídico estadual, que se manifestou contrário. Sugeri ao prefeito que retirasse o projeto da pauta para ajustes, mas ele manteve. Diante disso, mantive meu voto contra”, explicou Murilo Hoffmann.
Além das questões financeiras e de cargos, o vereador citou a necessidade de transparência e cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e da LDO. Ele também analisou o impacto político da votação.
“O Novo não é situação nem oposição; nossa atuação é independente. Nosso objetivo é votar pelo que é correto para Orleans, sem qualquer interesse pessoal”, afirmou Hoffmann.
O presidente do Novo em Orleans, Joel Niero, reforçou a independência do partido e a autonomia de Murilo na decisão.
“O vereador Murilo tem liberdade total para decidir conforme nossas convicções. Nosso foco é sempre o que acreditamos ser melhor para Orleans”, disse Niero.
Anteriormente, em entrevista ao Jornal da Guarujá, o vereador Osvaldo Cruzetta (PP) mencionou Joinville, município administrado pelo prefeito Adriano Silva, do Partido Novo, mesmo partido de Murilo Hoffmann, onde já houve uma reestruturação administrativa. Questionado sobre a comparação, Murilo explicou por que considera o paralelo inadequado, sobretudo em relação ao número de cargos comissionados.
“Em Joinville, com 650 mil habitantes, há 556 comissionados, menos de um por mil habitantes. Em Orleans, com 24 mil habitantes, temos 50 comissionados, quase o dobro por mil habitantes. São realidades totalmente diferentes e não se pode comparar diretamente”, afirmou.
Sobre rumores e comentários nos bastidores de que o voto contrário teria relação com cargos ou acordos políticos, Murilo e Joel foram enfáticos.
“Desde o início, o Novo deixou claro que não buscaria secretarias ou cargos. O partido atua apenas na função legislativa, de forma independente, votando pelo que é correto para a cidade. Não houve negociação de bastidores nem interesses pessoais”, disse Joel Niero. O presidente do Novo informou ainda que em nenhum momento recebeu alguma proposta desse tipo.
O vereador também explicou os próximos passos: caso o projeto retorne à Câmara com ajustes técnicos e orçamentários, ele poderá reconsiderar o voto, mas manterá o compromisso com responsabilidade fiscal, transparência e legalidade.
“Nosso objetivo é o crescimento de Orleans de forma planejada e sustentável. Vamos apoiar projetos claros, bem fundamentados e que realmente beneficiem a população, independentemente de alinhamento político com o Executivo”, concluiu Hoffmann.
Sobre a ausência de entrevistas imediatamente após a votação, Murilo comentou que a sessão foi tensa e preferiu analisar antes de se pronunciar, enquanto Joel destacou que o partido aguardou a poeira baixar para não inflar a polêmica e garantir que a mensagem do Novo fosse transmitida com clareza.
“Não quisemos nos pronunciar de imediato. Era importante deixar a poeira baixar. O Novo não é traidor de Orleans; nosso voto foi pelo bem do município, e daqui a alguns meses ficará claro que o Murilo tomou a decisão correta”, afirmou Niero.
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Advogado de vereador de Urussanga considera acertada suspensão de cassação pela Justiça
Por Rádio Guarujá17/09/2025 11h49
Advogado Deivid Helário – Foto/Instagram
A votação sobre a cassação do vereador Luan Varnier (MDB), que estava marcada para a última sexta-feira, 12, na Câmara de Vereadores de Urussanga, foi suspensa por decisão da Justiça. O despacho é do juiz Roque Lopedotti, da 2ª Vara da Comarca de Urussanga, e determina a paralisação dos trabalhos da Comissão de Investigação e Processante (CIP) por 90 dias.
Varnier é acusado de, supostamente, ter permitido que um paciente furasse a fila para consulta com oftalmologista enquanto exercia o cargo de secretário de Saúde do município.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quarta-feira (17), o advogado de defesa de Varnier, Deivid Helário, especialista em Direito Processual Civil, avaliou a decisão como correta. “A liminar suspendeu o trâmite da CIP devido à existência de vícios materiais no relatório apresentado pela comissão. Alegamos que não houve intimação pessoal do vereador nem de seus representantes legais para as reuniões realizadas a portas fechadas”, explicou Helário.
O advogado detalhou ainda que havia divergência nos relatórios apresentados pela comissão: enquanto o relator, vereador Jaison Vieira (MDB), opinou pelo arquivamento da investigação por inexistência de provas suficientes, outro membro, vereador Ivan Vieira (PL), apresentou relatório divergente que fundamentava a cassação com base em normas aplicáveis a prefeitos. Segundo Helário, essa abordagem fere o princípio do contraditório e da ampla defesa, argumentos acolhidos pelo juiz Lopedotti.
Questionado sobre o andamento legislativo do vereador durante a suspensão da CIP, Helário esclareceu que “os trabalhos continuam normalmente e os atos da Comissão de Investigação e Processante estão suspensos”.
O advogado também comentou sobre o caráter político da acusação. “O único fato já foi investigado no Poder Executivo, por meio de sindicância e processo administrativo disciplinar (PAD), sem qualquer indiciamento. Na Câmara, a oposição tenta utilizar a comissão para cassar um vereador democraticamente eleito, sem provas concretas de que ele favoreceu o paciente”, disse.
Helário acrescentou que o suposto “fura-fila” ocorreu em um caso de urgência médica, em que o paciente apresentava glaucoma e pressão ocular elevada. Segundo ele, o atendimento foi feito de maneira adequada, e o erro foi apenas de interpretação da servidora responsável pelo encaminhamento.
A decisão judicial marca uma pausa de 90 dias nas investigações da CIP, período em que a Câmara deverá prestar esclarecimentos à Justiça sobre as reuniões e atos realizados pela comissão.
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Vereadores de Orleans explicam voto contra projeto de reestruturação administrativa
Por Rádio Guarujá15/09/2025 11h02
Foto/Redação
A última sessão da Câmara de Vereadores de Orleans, na semana passada, foi marcada por debates acalorados e polêmica. O Executivo enviou dois projetos, 14 e 15/2025, que propunham uma reestruturação administrativa, incluindo a criação de três novas secretarias e o reajuste de quase 100 cargos comissionados, sem detalhar orçamento ou impacto financeiro. Pela primeira vez, ambos os projetos foram rejeitados, com o prefeito Fernando Cruzetta sofrendo derrota por 6 a 5.
Para explicar sua decisão, os vereadores Mirele Debiasi (PSDB) e Dovagner Baschirotto (MDB) detalharam os principais pontos do projeto, destacando que o conjunto de medidas apresentava riscos financeiros e políticos significativos, e que a forma como foram apresentados poderia gerar confusão entre os funcionários e a população. Eles enfatizaram a necessidade de transparência e fiscalização rigorosa do Executivo.
Motivos do voto contrário
Antes de detalhar os problemas do projeto, Mirele ressaltou que muitos funcionários esperavam reajustes que não seriam aplicados e que a criação de novas secretarias carecia de planejamento orçamentário. Segundo ela, isso reforça a necessidade de um olhar crítico por parte da Câmara.
“O projeto veio escrito que seria uma reestruturação de cargos. Todos os funcionários ficaram esperando que teriam algum tipo de reajuste no salário, mas isso não era verdade. Esse reajuste era para cargos comissionados, cargos de confiança do prefeito. E dentro deste projeto havia a criação de mais três secretarias. Em momento algum entrou na Casa um projeto específico para criação dessas secretarias. Levaram atletas para dizer que a gente é contra o esporte. Jamais somos contra o esporte, mas temos que ter responsabilidade com o dinheiro público e não podemos votar um projeto que é um bolão de reajuste de cargos para os “amigos do rei”, criando secretarias onde nem o orçamento estava previsto.”
Durante sua fala, a vereadora também demonstrou insatisfação com declarações do prefeito Fernando Cruzetta, que teria dito que a oposição trabalha contra o município. Para Mirele, essa acusação não se sustenta, já que ela própria tem buscado recursos importantes para Orleans.
“E muito me entristece quando eu ouço do Fernando, do prefeito, que a oposição trabalha contra o município. Falei aqui antes, fora do ar: a gente trouxe 500 mil reais com a deputada Giovânia de Sá para a construção de uma quadra coberta no João Paulo II. O dinheiro já está na conta, mas a obra ainda não começou. Além disso, trouxe 250 mil reais com o deputado Marcos Vieira e, na sexta-feira, tive a grata surpresa de ser procurada pelo deputado que destinou mais 300 mil reais para aplicar este ano ainda aqui no município.”
Dovagner, por sua vez, contextualizou que o projeto passou por análises e reuniões técnicas, mas mesmo assim houve tentativas de pressão sobre os vereadores minutos antes da votação. Ele apontou que a forma de apresentação do projeto buscava garantir aprovação rápida, sem permitir avaliação detalhada
“O projeto foi lido na primeira segunda-feira, analisado nas comissões, e minutos antes da sessão, que começou atrasada, foi retirado, isso é manobra política. Ficou mais uma semana na Casa para estudo. Na outra semana, o secretário de Administração voltou à Câmara para explicar novamente, mas já havia pareceres favoráveis. Para mim, foi um modo de pressionar os vereadores para votarem a favor. Mais uma vez, era um bolão, com muitos pontos que trariam um grande impacto financeiro à folha de pagamento. Não estamos aqui para travar o município; estamos aqui para fiscalizar e legislar.”
Aprovação parcial e desmembramento do projeto
Embora alguns pontos do projeto fossem considerados positivos, ambos os vereadores destacaram que o conjunto de medidas não poderia ser aprovado em bloco, pois dificultaria a análise detalhada dos impactos financeiros e administrativos. Mirele explicou que a forma como o projeto foi apresentado gerava incerteza sobre a execução das secretarias e aumentos.
“Alguns pontos do projeto eram interessantes, como a criação de uma Secretaria de Esportes e de Turismo e Cultura, mas cada uma deveria ter vindo de forma separada, com análise própria. Por exemplo, temos nosso próprio projeto para criar a Secretaria de Cultura, com orçamento definido, e poderíamos discutir secretaria por secretaria. O que o Executivo apresentou foi um bolão: secretarias no meio, reajustes no meio, mais cargos no meio. Nossa responsabilidade é com o recurso da população, e tenho certeza de que ninguém em Orleans está trabalhando para simplesmente aumentar a máquina pública com salários.”
Dovagner reforçou que a comparação com cidades maiores evidencia a desproporção do projeto, e que a aprovação poderia criar precedentes perigosos.
“Orleans tem cerca de 25 mil habitantes e já planeja seis a nove secretarias, fora a subprefeitura em Pindotiba. Muitos cargos são direcionados apenas ao prefeito e aliados. Nosso papel é fiscalizar, legislar e observar o que vem do Executivo, não dar cheque em branco. Criciúma tem 240 mil habitantes e cinco secretarias funcionando. Orleans é menor e, ainda assim, pretende ampliar o número de secretarias e cargos sem necessidade.”
Pressão de secretários
Além das questões técnicas e financeiras, ambos os vereadores relataram episódios de pressão de secretários durante a sessão, que tentaram influenciar o voto ou intimidar os parlamentares. Mirele lembrou que atitudes como essa violam princípios democráticos.
“Durante a sessão, o Ito (secretário de administração), uma pessoa que respeito e foi meu professor na faculdade, foi para a tribuna e, antes mesmo de falar qualquer coisa, disse: ‘Boa noite, presidente, estou aqui para mostrar quem é quem, população, funcionários, olhem aqui quem é quem, cada vereador, o voto de cada um’. Jamais vou aceitar que um secretário, de quem quer que seja, passe dos limites democráticos e tente intimidar o voto dos vereadores. Eu nunca tive medo de votar, e sempre que um secretário ou qualquer pessoa chegar à Casa e ultrapassar os limites, essa será a minha resposta.”
O vereador Dovagner complementou que essas ações reforçam a importância de manter a independência da Câmara.
“Mais uma vez um secretário tentou intimidar os vereadores. Não é derrota do prefeito; é vitória do município de Orleans. O aumento da folha daria cheque em branco ao prefeito, e não podemos permitir.”
Projeto poderá ser rejeitado novamente
Com a reprovação do projeto, cresce a expectativa sobre como a questão será tratada em 2026. Os vereadores deixaram claro que sua posição não é política, mas baseada na responsabilidade fiscal e na transparência, ressaltando que qualquer medida futura deve ser apresentada de forma desmembrada, para permitir análise detalhada de cada secretaria, cargo ou reajuste e garantir segurança financeira ao município. Mirele detalhou sua postura, ressaltando que não abrirá exceções caso o projeto volte sem alterações.
“Se mandar de novo em fevereiro, meu voto é contra. Se ele quiser ajudar o esporte, pode enviar a criação da Secretaria de Esporte separadamente, e terá meu apoio”, afirmou a vereadora Mirele.
Por fim, Dovagner reforçou a mesma posição e destacou que a Câmara não pode aprovar projetos em bloco que incluam aumentos e cargos sem planejamento adequado, mesmo que contenham medidas positivas.
“Se o projeto vier como veio e não mudar nenhuma vírgula, com certeza votaremos contra novamente. Desmembrados, secretarias são importantes, mas muitos cargos políticos foram prometidos durante a campanha e isso não é o momento. O país e o município precisam enxugar a máquina.”