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Rádio Guarujá
Porto de Imbituba firma parceria com Polícia Federal para reforçar segurança e agilizar operações
Por Rádio Guarujá24/04/2026 10h25
Foto/Divulgação Porto de Imbituba
O Porto de Imbituba firmou nesta quinta-feira (23) um acordo de cooperação técnica com a Polícia Federal para reforçar a segurança pública no terminal portuário e nas vias navegáveis da região. A iniciativa busca prevenir e reprimir crimes como tráfico internacional de drogas, armas e pessoas, contrabando, descaminho, imigração ilegal e crimes ambientais, além de apoiar operações de busca e salvamento.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o diretor-presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes de Oliveira, destacou que a medida fortalece a imagem do terminal e também traz impactos positivos para a atividade econômica.
“O Porto de Imbituba se torna referência para todo o Brasil na questão portuária e na questão da segurança. Isso impacta diretamente nos nossos negócios também. Um navio que tenha alguma recorrência de arma, de tráfico ou algum problema criminal gera prejuízo, fica parado e envolve processo judicial. Então é muito importante que o porto seja seguro”, afirmou.
Segundo ele, a Polícia Federal já mantém estrutura dentro do complexo portuário por meio do Núcleo Especial de Polícia Marítima (NEPOM), e agora passa a contar com novos equipamentos fornecidos pelo porto.
“A Polícia Federal já está instalada no Porto de Imbituba, mas agora a gente instrumentaliza essa sede. O Porto de Imbituba já adquiriu um drone aéreo e também um drone subaquático, que já estão à disposição da Polícia Federal”, explicou.
Christiano ressaltou que a tecnologia permitirá maior rapidez nas inspeções, sem necessidade de interromper operações.
“Hoje a gente não precisa mais parar a operação do navio para os mergulhadores verificarem a embarcação. Com o drone subaquático, um operador consegue vistoriar todo o casco do navio. Isso traz mais agilidade e eficiência”, disse.
A próxima etapa, conforme o presidente, será a aquisição de uma lancha para ampliar o monitoramento.
“A ideia agora é adquirir também uma lancha, onde a gente pode fazer a vistoria desse navio antes mesmo de ele atracar no Porto de Imbituba. Quando ele atracar, já estará tudo vistoriado”, completou.
Porto vive novo ciclo de crescimento
Preste a completar 140 anos de história, Christiano também relembrou a transformação do Porto de Imbituba, que por muitos anos teve a economia concentrada na movimentação de carvão mineral.
“A gente era um porto totalmente carbonífero. Com a crise do carvão de Criciúma e região, o porto também assumiu essa crise. Mas, na dificuldade, o porto soube se reinventar e passou a ser multipropósito. Hoje a gente faz todo tipo de carga”, destacou.
Segundo ele, os números mostram esse crescimento. Em 2012, o porto movimentava cerca de 2 milhões de toneladas por ano. Em 2024, esse volume superou 8 milhões de toneladas.
“A gente tem um novo momento no Porto de Imbituba. O porto vive hoje cerca de R$ 300 milhões em investimentos para novos cais e para receber grandes navios”, afirmou.
O diretor-presidente também ressaltou que os recursos estão sendo aplicados sem depender de aportes do governo estadual.
“O porto não vem recebendo aporte financeiro do governo do Estado. A gente tem conseguido viver das próprias pernas. O dinheiro do porto fica no porto, e por isso estamos conseguindo fazer essas grandes entregas”, declarou.
A expectativa é que, nos próximos anos, o terminal amplie ainda mais sua capacidade operacional, podendo chegar a 15 milhões de toneladas movimentadas por ano.
Hospital Santa Teresinha enfrenta superlotação e sala amarela chega a 300% em Braço do Norte
Por Rádio Guarujá23/04/2026 11h07
Foto/HST
O Hospital Santa Teresinha, de Braço do Norte, vem enfrentando forte pressão no pronto-socorro devido ao aumento na procura por atendimentos. Nos últimos dias, a unidade registrou índices elevados de ocupação em setores de urgência e emergência. A sala amarela chegou a operar com 300% da capacidade.
No boletim divulgado nesta quarta-feira (22), às 15h, a sala vermelha registrava 100% de ocupação, a sala amarela 150% e a sala de observação 187,5%. Ainda havia cinco pacientes aguardando transferência para outras unidades.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o diretor técnico do Hospital Santa Teresinha, Marcelo Brum Vinhas, explicou que o cenário atual é provocado, principalmente, pelo aumento no número de pacientes graves encaminhados por equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros.
Segundo ele, esses casos exigem atendimento imediato, mobilizam equipes médicas e acabam reduzindo a capacidade de resposta para pacientes de menor gravidade.
“Quando chega um paciente grave, um médico precisa se dedicar integralmente a esse atendimento. Isso diminui em cerca de 50% a capacidade de atender os demais pacientes e gera acúmulo na recepção”, afirmou.
Marcelo também destacou que pacientes em estado grave costumam permanecer mais tempo na unidade, especialmente quando necessitam de leitos de UTI em outras cidades.
“Mesmo após conseguir a vaga, muitas vezes ainda há demora no transporte. Em alguns casos, o paciente fica quatro ou cinco horas aguardando remoção”, explicou.
Outro fator que contribui para a superlotação, segundo o diretor técnico, é a procura por casos de baixa complexidade, que poderiam ser atendidos em policlínicas, unidades básicas de saúde ou UPAs.
Entre os exemplos citados estão sintomas gripais leves, vômitos, diarreia e dores crônicas. Nestes casos, a recomendação é buscar inicialmente unidades de menor complexidade, deixando o hospital disponível para urgências e emergências.
Apesar da alta demanda, Marcelo reforçou que nenhum paciente deixa de ser atendido, mas pede compreensão da população diante do tempo de espera.
Ampliação deve ser entregue neste ano
O Hospital Santa Teresinha também passa por obras de ampliação. A expectativa da direção é inaugurar parte da nova estrutura até o meio do ano, com novo centro de diagnóstico por imagem, ambulatório e nova entrada para pacientes.
Já a implantação de dez novos leitos de UTI deve ocorrer até o fim de 2026, o que deve ajudar a desafogar o pronto-socorro e acelerar o atendimento aos casos mais graves.
Além disso, a instituição já projeta futuras ampliações no centro cirúrgico e no setor de emergência.
Edinho Bez confirma convite para integrar possível chapa ao Senado em Santa Catarina
Por Rádio Guarujá23/04/2026 10h59
Foto/Redes Sociais
O ex-deputado federal Edinho Bez (MDB) confirmou ter recebido convite para integrar uma possível chapa ao Senado nas eleições de 2026. A proposta prevê seu nome como segundo suplente em uma eventual candidatura do senador Esperidião Amin.
Segundo Edinho, o convite partiu do também ex-deputado federal Rogério Peninha Mendonça, que se colocou à disposição para ocupar a vaga de primeiro suplente na composição.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, Edinho afirmou que recebeu a proposta com naturalidade e destacou sua experiência política e conhecimento sobre o funcionamento de Brasília e do Congresso Nacional.
“Para trabalhar no Senado ou na Câmara Federal, é preciso conhecer Brasília, entender as pautas nacionais e internacionais e saber representar o estado e o país. Essa experiência eu construí ao longo dos anos”, declarou.
Edinho ressaltou que qualquer definição dependerá das convenções partidárias, previstas entre o fim de julho e o início de agosto. Segundo ele, o MDB terá papel importante nas articulações para a eleição estadual e nacional em Santa Catarina.
O ex-parlamentar também comentou que o partido discute a possibilidade de compor chapa majoritária ao lado do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), pré-candidato ao governo do Estado.
Nesse cenário, o MDB poderá indicar o candidato a vice-governador, enquanto Esperidião Amin disputaria uma vaga ao Senado.
Experiência política pesa nas articulações
Com trajetória consolidada na política catarinense, Edinho Bez já foi deputado estadual, deputado federal e secretário de Estado da Infraestrutura. Ele afirmou que a experiência acumulada pode contribuir em um eventual projeto político para 2026.
“Quem decide é a convenção. Política se faz com diálogo, debate e democracia. Estamos conversando e aguardando o momento certo”, afirmou.
Apesar das conversas em andamento, Edinho ponderou que ainda não há decisão oficial sobre a composição final das chapas. Segundo ele, as negociações continuam entre MDB, PSD e demais partidos aliados.
As definições sobre candidaturas e alianças devem avançar nos próximos meses, com foco no calendário eleitoral de 2026.
Pré-candidata a vice-governadora afirma que coligação pretende priorizar diálogo, combate à pobreza e políticas para as mulheres
Por Rádio Guarujá22/04/2026 14h46
Foto/Reprodução
O chamado Campo Democrático de Santa Catarina oficializou na última quinta-feira (16), em Florianópolis, os nomes que irão compor a chapa majoritária para as eleições de 2026 no Estado. O ex-deputado Gelson Merísio (PSB) foi anunciado como pré-candidato ao governo, tendo como vice a ex-deputada Ângela Albino (PDT).
Para o Senado, os indicados são Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL).
A aliança reúne a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), além de PSB, PSOL, Rede e PDT.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quarta-feira (22), Ângela Albino falou sobre o convite para integrar a chapa e afirmou que o grupo quer apresentar uma alternativa ao atual cenário político catarinense.
“É um grande orgulho. Tenho absoluta compreensão de que é possível espalhar a semente da esperança se a gente puder falar mais amplamente com a sociedade catarinense. Vivemos um estado com forte polarização, que marcou muito sua imagem no país inteiro”, declarou.
Segundo ela, a proposta da coligação é abrir espaço para o diálogo e debater problemas concretos enfrentados pela população.
“Precisamos discutir o nosso estado. Precisamos discutir educação, saúde, violência e a erradicação da pobreza extrema. Temos cerca de 300 mil pessoas vivendo nessa condição em Santa Catarina”, afirmou.
Mulheres no centro do debate
Ângela destacou ainda que temas ligados às mulheres terão protagonismo no plano de governo, especialmente diante dos índices de feminicídio no Estado.
“A violência contra as mulheres cresce. A desigualdade salarial diminui em alguns setores, mas não para as mulheres. A pobreza extrema atinge principalmente as mulheres. Por isso, essa pauta terá centralidade no nosso programa”, disse.
Ao ser questionada sobre o papel que pretende desempenhar em um eventual governo, Ângela afirmou que não pretende ocupar posição simbólica.
“Se quisessem uma vice de enfeite, teriam chamado outra pessoa. Sou uma pessoa de diálogo, mas também de posições claras. Quero ajudar a construir uma chapa ativa e participativa”, ressaltou.
Mudança de partido
Conhecida por sua trajetória de quase três décadas no PCdoB, Ângela Albino explicou a decisão de se filiar ao PDT.
“Fiquei 27 anos no PCdoB, foi o único partido da minha vida. Essa mudança foi simbólica. Mas me identifiquei com a tradição trabalhista do PDT e fui muito bem acolhida”, afirmou.
A pré-candidata também disse esperar representar o novo partido “da forma mais elevada possível” durante a campanha eleitoral.