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Rádio Guarujá

Prefeito de Laguna diz que interdição da Ponte Anita Garibaldi já afeta saúde, educação e mobilidade da região

Por Rádio Guarujá14/07/2026 10h12
Fotos/Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Laguna

A interdição da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, continua provocando reflexos em toda a região Sul de Santa Catarina. Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta terça-feira (14), o prefeito de Laguna, Preto Crippa, afirmou que a situação preocupa pela dimensão dos impactos na mobilidade, no atendimento à saúde, na rotina das famílias e na economia do município.

Segundo o prefeito, a Prefeitura mantém contato com a CCR ViaCosteira, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Guarda Municipal para buscar alternativas que amenizem os transtornos enquanto a ponte permanece interditada para manutenção.

Na segunda-feira (13), representantes da Prefeitura, da PRF, da Guarda Municipal e da CCR ViaCosteira se reuniram para definir medidas que melhorem o fluxo de veículos nos desvios.

De acordo com Preto Crippa, uma das principais mudanças foi impedir que o trânsito deixasse a BR-101 antes do trevo principal de Laguna. “Conseguimos evitar que os veículos descessem para a marginal antes do trevo do Mercado Líder, o que estava dificultando até o acesso ao município. São pequenas mudanças que ajudam a melhorar o fluxo, mesmo sabendo que o problema não será totalmente resolvido enquanto a ponte permanecer fechada.”

Entre as medidas adotadas também estão alterações no acesso à pista marginal, retirada de lombadas em pontos estratégicos, criação de passagem exclusiva para veículos leves e reforço da fiscalização para impedir manobras irregulares.

O prefeito informou que os reparos na ponte tiveram início na sexta-feira (10), um dia após a interdição. “Especialistas vieram de São Paulo e Curitiba para avaliar a estrutura e iniciar os trabalhos. Pelo que percebemos, trata-se de uma manutenção complexa.”

Preto Crippa afirmou que pretende visitar novamente a ponte para acompanhar os serviços e buscar mais informações sobre a extensão do problema. “Pretendo ir novamente à ponte para acompanhar os trabalhos de perto. Dentro do que for permitido pelas equipes técnicas, quero entender melhor a dimensão do problema e a extensão dos reparos que estão sendo realizados”, afirmou

Reflexos na saúde e na educação

Durante a entrevista, o prefeito destacou que os maiores impactos estão sendo sentidos nos serviços públicos.

Segundo ele, o transporte de pacientes para consultas e tratamentos em Tubarão foi prejudicado. “Tem motorista da prefeitura  que fazia três ou quatro viagens por dia e agora consegue fazer apenas uma ou duas. Isso acaba comprometendo todo o atendimento.”

A rotina escolar também foi alterada. “Muitas crianças estão saindo mais cedo de casa, e os pais não sabem ao certo que horas vão conseguir voltar por causa do trânsito.”

Outro ponto destacado por Preto foi a situação dos moradores dos bairros próximos aos desvios, como Barranceira e Bananal. Segundo ele, muitos enfrentam dificuldades para entrar e sair de casa devido ao intenso fluxo de veículos.

O prefeito explicou que algumas medidas adotadas pela Polícia Rodoviária Federal obrigam moradores a percorrer trajetos maiores, mas são necessárias para evitar acidentes graves. “A prioridade é garantir a segurança. Nem sempre é possível atender a todos da forma ideal, mas estamos buscando soluções diariamente.”

Embora a ViaCosteira trabalhe com a previsão de iniciar uma liberação parcial da ponte a partir do dia 20 de julho, Preto Crippa ressaltou que ainda não há confirmação sobre a reabertura total da estrutura. “A informação que recebemos é de uma possível abertura parcial. Ainda não existe uma garantia de quando o trânsito será totalmente normalizado.”

Confira entrevista completa

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Ex-vereador de Laguna cobra respostas sobre interdição da Ponte Anita Garibaldi e relata transtornos no trânsito

Por Rádio Guarujá13/07/2026 10h41
Agência AL

A interdição total da Ponte Anita Garibaldi, na BR-101, em Laguna, continua provocando transtornos para motoristas e moradores da região Sul de Santa Catarina. Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta segunda-feira (13), o ex-vereador de Laguna Kleber Roberto Lopes Rosa, conhecido como Kek, afirmou que a população aguarda respostas mais claras sobre os problemas identificados na estrutura da ponte.

Na última sexta-feira (10), durante entrevista coletiva, o diretor da Motiva (antiga CCR ViaCosteira), Fernando de Marchi, informou que a interdição foi motivada pela necessidade de reparos emergenciais após a identificação de uma pequena anomalia em uma das cordoalhas — conjunto de cabos de aço de alta resistência que integra a estrutura da ponte. Segundo a concessionária, apesar da necessidade de manutenção, não há risco de colapso, e a estrutura permanece preservada.

Para Kek, no entanto, ainda faltam esclarecimentos à população.

“É uma situação difícil. A gente precisa de respostas. Fomos pegos de surpresa com o fechamento da ponte e queremos saber exatamente o que aconteceu”, afirmou.

Segundo ele, o impacto é sentido não apenas em Laguna, mas em toda a região Sul, já que a BR-101 é o principal corredor de ligação entre os municípios.

De acordo com o ex-vereador, desde o início da interdição o trânsito tem registrado longas filas nos dois sentidos da rodovia, afetando moradores, turistas e o transporte de cargas.

“Estive lá na quinta, na sexta, no sábado e no domingo. A situação é muito difícil. Todo o fluxo da região passa por Laguna e estamos vendo um gargalo enorme”, relatou.

Kek também destacou os transtornos enfrentados pelos moradores dos bairros Cabeçuda, Barranceira, Bananal, Bentos, Caputera e Estreito, que convivem diariamente com o aumento do tráfego nas vias locais.

“Chegou um momento em que até a entrada principal de Laguna foi fechada. Depois das cobranças, o acesso voltou a ser liberado, mas o trânsito continua bastante complicado”, disse.

Outra preocupação levantada por ele é o impacto no atendimento de urgência e emergência.

“Imagina uma ambulância precisando seguir para o Hospital de Tubarão no meio desse congestionamento. É uma situação que preocupa toda a população.”

Kek critica cancelamento da Ponte do Pontal

Durante a entrevista, o ex-vereador voltou a defender a construção da Ponte do Pontal, projeto que ligaria Laguna à região da Ponta da Barra e serviria como uma rota alternativa de acesso ao município.

Segundo Kek, a obra chegou a ter projeto e licitação, mas acabou sendo cancelada pelo Governo do Estado.

“O projeto da Ponte do Pontal estava pronto e licitado, mas foi cancelado pelo governador Jorginho Mello e pelo então secretário da Casa Civil, que hoje é prefeito de Tubarão Estêner Soratto . A Ponte do Pontal não é uma obra apenas de Laguna, ela é de toda a nossa região”, afirmou.

Na avaliação do ex-vereador, a existência dessa ligação reduziria significativamente os impactos causados pela interdição da Ponte Anita Garibaldi.

“Hoje dependemos praticamente de um único acesso. Se a Ponte do Pontal estivesse pronta, toda a região teria uma alternativa para enfrentar uma situação como essa.”

Interdição segue até o dia 20

A previsão da Motiva (CCR ViaCosteira) é de que a Ponte Anita Garibaldi permaneça interditada até o próximo dia 20 de julho, período em que serão realizados os trabalhos de inspeção e manutenção na estrutura interna.

A concessionária informou que a liberação parcial do tráfego dependerá da evolução dos serviços e das condições de segurança avaliadas pelas equipes técnicas.

Enquanto isso, os motoristas devem utilizar os desvios implantados na BR-101 e programar os deslocamentos com antecedência, já que os congestionamentos continuam sendo registrados diariamente na região.

Confira entrevista completa

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Caminhada Tropeira vai percorrer antiga rota nas Três Barras e valorizar as belezas do interior de Orleans

Por Rádio Guarujá13/07/2026 10h37
Foto/Reprodução

A Associação Empresarial de Orleans (ACIO) promove, no próximo domingo, 19 de julho, a Caminhada Tropeira, um evento que une contato com a natureza, valorização do turismo rural e integração entre os participantes. A atividade será realizada na comunidade de Três Barras, em Orleans, com um percurso de aproximadamente oito quilômetros por uma antiga rota utilizada pelos tropeiros.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, a diretora de Capacitações e Eventos da ACIO, Ketilin Rosa, destacou que o trajeto foi pensado para atender tanto pessoas que já praticam caminhadas quanto aquelas que desejam viver a experiência pela primeira vez.

“É uma caminhada de aproximadamente oito quilômetros, bem tranquila. Não é para ser feita com pressa, mas para contemplar todas as belezas do nosso interior. Ao final, teremos um almoço carreteiro para fechar o dia com chave de ouro”, afirmou.

Segundo Ketilin, um dos principais objetivos da iniciativa é incentivar moradores e visitantes a conhecerem as paisagens do interior do município, muitas vezes pouco exploradas até mesmo pelos próprios orleanenses.

“Muita gente não conhece o nosso interior, e ele é tão bonito. As Três Barras têm uma paisagem incrível, é uma oportunidade muito especial para contemplar a natureza”, ressaltou.

Além do contato com as belezas naturais, a caminhada também busca promover o relacionamento entre empresários, empreendedores e a comunidade. Como o evento é organizado pela ACIO, a expectativa é reunir associados e não associados em um momento de integração.

“A ideia é fazer networking, conhecer pessoas, trocar experiências e, ao mesmo tempo, aproveitar a natureza, atravessar rios e apreciar a paisagem da Encosta da Serra”, explicou.

O percurso seguirá uma antiga rota utilizada pelos tropeiros, resgatando parte da história da região. A caminhada será conduzida por guias da Santuá, empresa parceira do evento, que conhece o trajeto e possui autorização para a passagem por propriedades particulares.

A saída está prevista para 9h20, em frente à igreja da comunidade de Três Barras. A organização orienta que os participantes cheguem com antecedência ao local e não esqueçam de levar sua água.

As vagas são limitadas e as inscrições podem ser realizadas pelo link http://bit.ly/4vHmHMd ou pelo WhatsApp (48) 99186-1811.. O investimento é de R$ 90 para associados e R$ 110 para não associados, valores que incluem o almoço. A participação é permitida para pessoas com 14 anos ou mais.

A previsão do tempo também anima a organização. De acordo com Ketilin, a expectativa é de um domingo de sol e temperaturas agradáveis, proporcionando condições ideais para aproveitar o percurso e as paisagens da comunidade.

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Médicos do Hospital Materno Infantil Santa Catarina estão há dois meses sem receber salários e sindicato anuncia medidas

Por Rádio Guarujá10/07/2026 11h48

Médicos que atuam no Hospital Materno Infantil Santa Catarina, em Criciúma, estão há dois meses sem receber pelos serviços prestados. Diante da situação, o Sindicato dos Médicos da Região Sul Catarinense (Simersul) realizou uma assembleia nesta semana e definiu uma série de medidas para cobrar o pagamento dos honorários e buscar esclarecimentos sobre a situação financeira da unidade.

Ao Jornal da Guarujá, a presidente do sindicato, Cristiane Coral, informou que aproximadamente 130 médicos são afetados pelos atrasos, que somam cerca de R$ 4 milhões referentes aos meses de abril e maio.

Apesar da falta de pagamento, ela destaca que os profissionais continuam trabalhando normalmente para garantir o atendimento à população. “Esses profissionais, mesmo sem receber seus honorários, não deixaram de cumprir suas escalas de plantão. Isso demonstra o compromisso ético desses médicos, mas é uma realidade muito triste. Na nossa assembleia havia médicos que já passaram por essa mesma situação três vezes no Hospital Santa Catarina”, afirmou.

De acordo com Cristiane Coral, os atrasos são referentes ao período em que o hospital era administrado pelo Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), responsável pela unidade até o fim de maio.

Como os pagamentos são realizados no mês seguinte ao trabalho prestado, os médicos deixaram de receber pelos serviços realizados em abril e maio.

Desde 1º de junho, a gestão do hospital passou para a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo, vencedora da nova licitação.

A expectativa do sindicato é que os pagamentos referentes ao período da nova gestão sejam regularizados.

Sindicato define três medidas

Após a assembleia, o sindicato definiu três encaminhamentos para buscar uma solução para o impasse. O primeiro é solicitar uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Criciúma para dar transparência ao caso. “Queremos apresentar os fatos, ouvir todos os envolvidos e permitir que a sociedade compreenda exatamente o que está acontecendo dentro do hospital”, explicou a presidente.

Também será encaminhado um ofício ao Ministério Público solicitando uma audiência sobre o tema.

A segunda medida será a organização de uma paralisação assistencial, respeitando as normas éticas da profissão. Segundo Cristiane Coral, esse tipo de paralisação não significa interrupção total dos atendimentos. “O médico não pode simplesmente parar. Precisamos garantir a manutenção dos atendimentos de urgência e emergência. Todas as medidas serão tomadas junto ao Conselho Regional de Medicina antes de qualquer paralisação.”

Por fim, o sindicato abrirá uma sindicância para analisar contratos e informações financeiras da gestão anterior. O objetivo é entender se os recursos repassados pelo Governo do Estado eram suficientes para manter o funcionamento da unidade e identificar as causas dos atrasos. “O governo informa que repassou todos os recursos devidos ao Ides. Já o Ides afirma que os valores não eram suficientes para manter a gestão. Precisamos esclarecer onde está o problema.”

Situação preocupa profissionais

Cristiane Coral afirmou que o contato com representantes do Ideas tem sido difícil e que até mesmo a Secretaria de Estado da Saúde tenta negociar a liberação de recursos para quitar parte dos débitos.

Ela também chamou atenção para o impacto financeiro sobre os médicos. “Tem médicos que têm o hospital como único vínculo de trabalho. Eles dependem inteiramente desses honorários para sustentar suas famílias. É uma situação muito delicada.”

A presidente do sindicato disse ainda que a categoria pretende discutir mecanismos para evitar que situações semelhantes se repitam em futuras trocas de gestão. “Há profissionais que estão passando por isso pela terceira vez. Precisamos pensar em mecanismos que garantam mais segurança aos médicos e também à população, para que o atendimento não seja comprometido.”

Enquanto aguarda uma solução, o sindicato afirma que continuará acompanhando o caso e prestando apoio aos profissionais que seguem atuando normalmente no Hospital Materno Infantil Santa Catarina.

Confira entrevista completa:

https://www.youtube.com/watch?v=Q67ICdTVJOo

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