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Rádio Guarujá
Comissão do Senado se reúne com PF e STF e reforça que investigação do caso Banco Master não pode ser abafada
Por Rádio Guarujá20/02/2026 10h37
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
A Comissão de Acompanhamento do Caso Banco Master, criada na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, se reuniu na noite desta quarta-feira (11) com o diretor-geral da Polícia Federal do Brasil, Andrei Rodrigues, e com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin.
Na manhã desta quinta-feira (19), o Jornal da Guarujá conversou com o senador Esperidião Amin (PP-SC), que detalhou os bastidores das reuniões e fez críticas duras à gravidade do caso.
Segundo o senador, a criação do grupo foi uma resposta necessária do Congresso. “Realmente, em boa hora foi criado esse grupo de trabalho na Comissão de Assuntos Econômicos, porque foi o primeiro movimento no Congresso para fazer frente, para dizer presente a esta barbaridade”, afirmou.
Amin comparou o episódio às denúncias já reveladas na CPI do INSS. “Não bastassem os episódios da própria CPI do INSS, que mostraram ao Brasil a crueldade de avançar em cima do dinheirinho suado de aposentados, pessoas vulneráveis. Não bastasse isso, surge esse gigantesco processo de fraudes”, declarou.
De acordo com ele, o rombo pode chegar à casa dos R$ 50 bilhões, valor que já estaria sendo coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mantido pelos bancos brasileiros. Ele também citou a liquidação do Banco Pleno, apontado como ligado ao grupo.
“Não permitir abafar a operação”
O senador afirmou que um dos principais objetivos do grupo é garantir que as investigações avancem sem interferências. “Mobilizamos especialmente a ação no sentido de não permitir abafar a operação. A Polícia Federal sofreu tentativas de abafar, ou seja, de encobrir a sua investigação. E nós agimos politicamente para que isso não acontecesse e fomos bem-sucedidos”, disse.
Sobre o encontro com o presidente do STF, Amin destacou a fala de Fachin. “Ele se comprometeu, não conosco, mas com o Brasil, de garantir transparência. A frase dele eu faço questão de repetir: ‘Só a transparência vai permitir que as instituições brasileiras mereçam credibilidade’”, relatou.
Para o senador, sem esse compromisso o país poderia enfrentar uma crise institucional. “Sem transparência, nós estaríamos mergulhando o Brasil numa crise de moralidade nunca vista”, afirmou.
Suspeitas envolvendo consignados
Amin também comentou o depoimento previsto do ex-controlador do Banco Master na CPI do INSS. Segundo ele, há indícios de fraudes em operações de crédito consignado.
“Ele apresenta que tem 260 mil operações de crédito para aposentados, com garantia do salário para pagar o empréstimo. Suponhamos um ativo de um bilhão. E é tudo frio. A operação não foi feita. O aposentado não existe. Muitas vezes é nome de criança”, declarou.
O senador ressaltou que essas suspeitas devem ser alvo central das investigações e que o Congresso seguirá acompanhando o caso.
Durante a entrevista, Amin também comentou decisões recentes no STF envolvendo a relatoria dos inquéritos. Ele citou que o ministro Dias Toffoli foi afastado da relatoria e que o caso passou ao ministro André Mendonça.
“Eu achei muito bom para o Brasil. O ministro que já vinha acompanhando a questão da CPI do INSS agora assume também esse inquérito do Banco Master”, disse.
O senador afirmou ainda que defende a devolução rápida de valores a aposentados prejudicados, mas com a recuperação dos recursos desviados. Ele relatou que foi relator de medida provisória que abriu crédito de R$ 6 bilhões para ressarcimento e que apresentou emenda para que valores recuperados retornem ao INSS.
“Nós temos a obrigação de honrar o nosso mandato, dando às instituições, especialmente à Polícia Federal, a liberdade e o suporte para cumprirem a sua missão”, declarou.
Cenário político
Questionado sobre a possibilidade de o PL lançar chapa pura ao Senado em Santa Catarina, Amin afirmou que, caso a decisão se confirme, a federação formada por PP e União Brasil irá discutir internamente os próximos passos.
“Se esta é a decisão final, nós temos até que saudar, agradecer ao fato de termos sido avisados e procurar o nosso caminho, com serenidade. Nós temos base, temos história”, afirmou.
Ele reforçou que pretende disputar a reeleição ao Senado. “Eu não estou pedindo uma vaga, eu estou querendo merecer a possibilidade de disputar a renovação do meu mandato”, concluiu.
A Comissão de Assuntos Econômicos deve continuar acompanhando os desdobramentos do caso Banco Master nas próximas semanas, com expectativa sobre novos depoimentos e avanços nas investigações.
Produtores de Orleans têm até 31 de março para garantir bônus fiscal do Programa Agro 360
Por Rádio Guarujá18/02/2026 11h24
Foto/Redação
O secretário de Agricultura de Orleans, Guilherme Orbem, participou na manhã desta quarta-feira (18) do Jornal da Guarujá para reforçar o prazo do Programa Agro 360. Agricultores do município têm até o dia 31 de março para solicitar o bônus fiscal referente à produção do ano passado.
Segundo o secretário, o Agro 360 é dividido em três frentes: atendimento com maquinário, subsídio para contratação de equipamentos particulares e o bônus fiscal, que é uma bonificação calculada com base na produção anual do agricultor.
“O prazo, dia 31 de março, é para os produtores que tiverem interesse em solicitar o bônus fiscal”, explicou Orbem.
Ele destacou que o programa mantém o atendimento com máquinas da prefeitura, semelhante ao antigo modelo, mas com ajustes para ampliar o alcance. “As decisões que são tomadas têm por objetivo principal conseguir alcançar o maior número de produtores. Talvez a gente não consiga atender o produtor na totalidade do que ele precisa, porque a ideia não é a gente ser assistencialista, e sim promotor de crescimento”, afirmou.
Para os agricultores que não conseguem ser atendidos com os equipamentos públicos, existe a possibilidade de subsídio para locação de máquinas. “Ele aluga o maquinário, ele custeia parte da produção dele ali. De forma individual não é um valor tão grande, mas ao longo dos anos isso se torna muito vantajoso”, explicou.
Como funciona o bônus fiscal
O bônus fiscal é calculado com base nas notas fiscais de venda emitidas pelo produtor ao longo de 2025. O percentual aplicado é de 1,2% sobre o valor total faturado, com limite máximo de R$ 1.200 por produtor.
Orbem detalhou o processo com um exemplo: “Vamos trabalhar com a ideia de que o produtor emitiu R$ 50 mil em notas fiscais de venda no ano passado. 1,2% desse valor vai dar R$ 600. Esse é o bônus que ele tem direito”.
Para receber o valor, o agricultor precisa apresentar na Secretaria de Agricultura notas fiscais de compra feitas em Orleans que somem pelo menos o valor do bônus a que tem direito. “Na dúvida, leva notas que somem R$ 1.200, que é o teto que cada produtor vai receber. Não vai ter erro”, orientou.
Além das notas, a secretaria emite o relatório de movimentação econômica e o formulário de solicitação. “É muito mais tranquilo do que pegar financiamento no banco. E você não precisa devolver esse recurso. Ele é proveniente dos impostos que foram arrecadados. A prefeitura não está dando esse recurso, porque esse recurso já era do produtor”, ressaltou.
Quase um ano após o lançamento do Agro 360, o secretário avalia que os produtores já entenderam o novo modelo. “A dinâmica mudou um pouco do atendimento. A gente tenta sempre ajudar um pouco todo mundo. O que ele precisa normalmente é muito mais do que o poder público tem condição de entregar, e não é a ideia ser assistencialista”, disse.
Ele acrescentou que o objetivo é dar autonomia ao agricultor. “A gente tem que dar condições para que o produtor consiga trabalhar de forma autônoma, sem ficar dependendo do amparo da prefeitura. Como falam os antigos, o cachimbo deixa a boca torta”, comentou.
Combate ao borrachudo
Durante a entrevista, Orbem também falou sobre o combate ao borrachudo, problema recorrente no município. Segundo ele, o produto utilizado é o mesmo dos últimos anos, mas a eficiência depende da aplicação correta.
“Não é simplesmente ir lá na beiradinha da ponte, abrir o litro e jogar dentro do rio. Ele precisa ser diluído, tem período específico para aplicar. Funciona como se fosse um defensivo, mas não é um agrotóxico”, explicou.
O produto é distribuído gratuitamente pela prefeitura. “É adquirido e distribuído de forma gratuita. A gente faz reunião, orienta como aplicar e pede que todas as comunidades participem”, destacou.
O secretário reforçou que a aplicação precisa ser feita de forma conjunta. “Se uma comunidade aplica e a outra não aplica, dá zebra. O foco vai ser muito intenso onde não aplicou e isso acaba prejudicando as outras”, alertou.
Produtores que ainda têm dúvidas sobre o Agro 360 ou sobre o combate ao borrachudo podem procurar diretamente a Secretaria de Agricultura. “Não precisa ficar com vergonha de perguntar. A gente tem que ter vergonha de não saber e não ir atrás da informação”, concluiu Orbem.
Confira entrevista completa
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Parlamentares acionam Justiça contra desfile que homenageou Lula no Carnaval do Rio
Por Rádio Guarujá18/02/2026 11h21
Imagem/Reprodução -PABLO PORCIUNCULA
O deputado estadual Sargento Lima (PL-SC) protocolou uma ação popular na Justiça contra o que classifica como propaganda eleitoral antecipada em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o Carnaval do Rio de Janeiro.
A ação é direcionada à escola de samba Acadêmicos de Niterói, ao Ministério do Turismo e à Embratur. Segundo o parlamentar, a agremiação, que abriu os desfiles com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, teria utilizado recursos públicos e incorporado ao samba-enredo versos e elementos que já fizeram parte de campanhas eleitorais do presidente.
Para o deputado, a apresentação ultrapassa o caráter de homenagem cultural e entra no campo político-eleitoral. Ele afirma que o espetáculo foi amplamente divulgado por emissoras de rádio e televisão que mantêm contratos com o governo federal, o que, na avaliação dele, amplia o alcance da suposta irregularidade.
“Nós estamos diante de uma movimentação feita no Carnaval por uma escola de samba que está fazendo propaganda política antecipada, financiada com dinheiro público”, declarou Sargento Lima, ao Jornal da Guarujá.
O parlamentar questiona o uso de recursos públicos para a realização do desfile. “Se está sobrando recurso público para investir em Carnaval, enquanto faltam investimentos em infraestrutura, saneamento, saúde, segurança e educação, nós precisamos discutir isso”, afirmou.
Ele também argumenta que parte significativa do eleitorado brasileiro não votou no atual presidente. “Praticamente 50% do povo brasileiro disse que não queria esse presidente. E agora nós temos uma propaganda que é socada goela abaixo para o país inteiro”, disse.
Segundo o deputado, o caso deve ser analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base no princípio da igualdade de oportunidades entre candidatos. “Não estou discutindo uma homenagem ao cidadão, mas a um ente político. Quando se fala da trajetória política e de benefícios atribuídos ao governo, isso entra no campo eleitoral”, argumentou.
Sargento Lima afirmou ainda confiar nas instituições. “Eu acredito no TSE, eu acredito na Justiça brasileira. Por falta de tentar, não pode ser. Santa Catarina não pode ficar calada diante de uma propaganda política que será amplamente divulgada”, declarou.
Senador também se manifesta
O senador Jorge Seif (PL-SC) também divulgou nota de repúdio e informou que irá protocolar pedido formal de providências junto ao Tribunal Superior Eleitoral para apuração dos fatos.
Na manifestação, o senador afirma que o evento realizado no Sambódromo da Marquês de Sapucaí não pode ser tratado como “um simples ato cultural isolado”, citando a ampla repercussão nacional, a utilização de recursos públicos e o potencial impacto no equilíbrio do processo eleitoral.
Seif questiona se houve promoção pessoal com finalidade eleitoral, uso de recursos públicos para fortalecimento de imagem política e possível desequilíbrio na disputa antes do período oficial de campanha.
“A Lei nº 9.504/1997 é clara ao vedar a promoção eleitoral antecipada, o uso da máquina pública e qualquer prática que comprometa a igualdade de oportunidades entre candidatos”, diz trecho da nota.
O senador também defendeu aplicação isonômica da legislação eleitoral e afirmou confiar na atuação da Justiça Eleitoral. “A democracia exige tratamento igualitário e respeito absoluto à legalidade, sem exceções”, declarou.
Até o momento, a escola de samba, o Ministério do Turismo, a Embratur e o Palácio do Planalto não se manifestaram oficialmente sobre as medidas anunciadas pelos parlamentares.
Confira
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Estado alerta para riscos do uso irregular das “canetas” emagrecedoras
Por Rádio Guarujá13/02/2026 11h35
Foto/Reprodução Internet
A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina emitiu um alerta sobre os riscos à saúde provocados pelo uso indiscriminado de medicamentos emagrecedores à base de tirzepatida e retatrutida, popularmente conhecidas como “canetas”. O comunicado foi divulgado pela Diretoria de Vigilância Sanitária diante do aumento do consumo e da venda irregular desses produtos, principalmente pela internet e redes sociais.
O assunto foi tema de entrevista nesta sexta-feira (13) no Jornal da Guarujá com o diretor da Vigilância Sanitária estadual, Eduardo Macário.
Segundo ele, os medicamentos representam avanço no tratamento da obesidade e da diabetes, mas não podem ser tratados como solução milagrosa.
“Esses medicamentos novos que entraram no mercado estão causando uma verdadeira revolução no tratamento contra a obesidade e a diabetes. Principalmente a obesidade, que é uma doença crônica que pode motivar diversos outros quadros cardiovasculares”, afirmou.
Macário reforçou que o uso precisa ser feito com acompanhamento médico.
“Esse medicamento, no entanto, não é um medicamento milagroso, não é um produto estético, ele não é de consumo livre. Ele deve ser utilizado por indicação médica, prescrição médica, com o acompanhamento de um profissional de saúde aliado a outras técnicas, como por exemplo exercícios físicos e alimentação. Eles são medicamentos muito sérios.”
Venda pela internet preocupa
A Vigilância Sanitária demonstra preocupação com o comércio irregular.
“O que a gente tem visto, infelizmente, acontecer é a venda, o comércio indiscriminado, o uso indiscriminado, sem segurança, sem prescrição médica, inclusive outras pessoas adquirindo em mercados ou em locais não adequados ou mesmo pela internet”, alertou.
Macário também chamou atenção para a forma correta de aquisição.
“Essas canetas, o Mounjaro, o Ozempic, entre outras, elas só podem ser adquiridas em farmácias regularizadas, com autorização de venda, com retenção de receita.”
O diretor da Vigilância Sanitária estadual orienta que o consumidor desconfie de ofertas muito baratas.
“Quando você encontra um produto muito abaixo do mercado, tem que desconfiar. Eles podem ter procedência desconhecida, podem ser falsificados, adulterados ou mesmo armazenados de forma inadequada.”
Risco de pancreatite
Embora sejam considerados seguros quando usados corretamente, os medicamentos podem causar efeitos colaterais.
“A pessoa tem um pouco de náusea, um pouco de sensação de estufamento, um pouco de prisão de ventre, mas tudo isso controlado por um médico”, explicou.
O maior risco, segundo ele, é a pancreatite.
“Pancreatite é um quadro de inflamação do pâncreas, que quando acontece essa inflamação ela tem a tendência de aumentar de tamanho e se não tratada ela pode levar à morte.”
Ele detalhou os sintomas que exigem atenção imediata.
“Ela começa a sentir uma dor muito forte no abdômen, na área da barriga, e essa dor começa a desencadear para as costas. Começa a ter sensação de vômitos muito forte, muito persistente, uma náusea muito grande. Se estiver utilizando esse medicamento e sentir esses sintomas, deve procurar imediatamente o médico e interromper o uso.”
Uso apenas estético é erro
Macário também falou sobre o uso apenas para emagrecimento rápido.
“Essa falsa sensação de que aquilo vai resolver um problema pode não só gerar efeitos colaterais graves, mas também até uma certa frustração.”
Ele reforçou que o tratamento da obesidade não depende apenas da medicação.
“O médico deve olhar o paciente como um todo. Alimentação, atividade física e até a questão de saúde mental. O problema de utilizar unicamente a caneta sem acompanhamento médico é que pode até emagrecer, mas a que custo?”
Por fim, o diretor fez um apelo:
“Medicamentos não são produtos estéticos, precisam de prescrição. Não brinque com a sua saúde. Procure sempre um profissional habilitado para avaliar a real necessidade desse tratamento.”