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Rádio Guarujá
Ex-prefeito de Orleans rebate críticas sobre inauguração de obras e defende sua gestão
Por Rádio Guarujá18/02/2025 12h55
Foto/Redação
Na manhã desta terça-feira, 18, o Jornal da Guarujá recebeu em seu estúdio o ex-prefeito de Orleans, Jorge Koch, que esteve à frente da administração municipal por oito anos. Durante a entrevista, ele rebateu as críticas do vereador Murilo Hoffman (Novo), que protocolou um projeto de lei aprovado na Câmara de Vereadores de Orleans, proibindo a inauguração de obras públicas sem que estejam finalizadas.
Hoffman mencionou a Ponte da Brusque do Sul e a Escola Genésio Mazon como exemplos de obras inauguradas sem conclusão pelo então prefeito Jorge Koch. O ex-prefeito, por sua vez, contestou as afirmações e esclareceu sua versão sobre os fatos.
Ponte da Brusque
Koch admitiu que a Ponte da Brusque foi um desafio ao longo de sua gestão, destacando dificuldades enfrentadas, como problemas com a empresa responsável pela obra, condições climáticas e questões de pagamento. Segundo ele, 96% da obra foi concluída até o último dia de seu governo e apenas uma placa de construção foi colocada no local, sem qualquer cerimônia de inauguração.
“A ponte da Brusque realmente foi um problema sério. Eu sempre sonhei em concluir essa obra porque a população da Brusque precisa dela. Não conseguimos finalizá-la em 100%, mas nunca houve inauguração. O que fizemos foi colocar uma placa informativa sobre a construção”, afirmou o ex-prefeito.
Ele também criticou o vereador Murilo Hoffman por continuar abordando a questão após a troca de gestão. “Eu não sou mais prefeito desde o dia 1º de janeiro. Agora, cabe à nova administração concluir essa obra”, enfatizou.
Escola Genésio Mazon foi entregue, afirma ex-prefeito
Em relação à Escola Genésio Mazon, Jorge Koch afirmou que a obra foi integralmente concluída e que o questionamento do vereador se deve a detalhes internos como a instalação de móveis embutidos e cortinas.
“A escola foi entregue e inaugurada com toda a parte física concluída. O que faltava eram detalhes internos, como a instalação de móveis, que demandam processos licitatórios e que a atual gestão está conduzindo”, explicou.
Prestando contas
O ex-prefeito também comentou sobre as questões relacionadas ao repasse de recursos pelo governo do Estado para a conclusão de obras em Orleans. Ele informou que houve uma inconsistência na prestação de contas, motivo pelo qual alguns pagamentos foram temporariamente suspensos.
“Isso é algo normal em qualquer convênio com o governo estadual ou federal. A prestação de contas precisa passar por uma análise técnica, e se houver alguma inconsistência, os repasses são momentaneamente bloqueados até que tudo seja regularizado”, detalhou.
Futuro político
Durante a entrevista, Jorge Koch também confirmou que está articulando sua pré-candidatura a deputado estadual pelo MDB. “Meu compromisso com Orleans continua. Quero seguir contribuindo com a cidade e com Santa Catarina em uma nova função”, afirmou.
Por fim, o ex-prefeito reforçou seu desejo de que a cidade siga em paz e que a atual administração dê continuidade aos projetos que beneficiam a população. “Agora é hora de olhar para frente, deixar o passado para trás e trabalhar pelo futuro de Orleans”, concluiu.
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Deputada Daniela Reinehr lidera coleta de assinaturas para CPI das Estatais
Por Rádio Guarujá18/02/2025 12h51
Foto/Reprodução Instagram @danielareinehr
A deputada federal Daniela Reinehr (PL-SC) está à frente de um movimento no Congresso Nacional para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o déficit bilionário registrado pelas estatais federais em 2024. Segundo a parlamentar, o objetivo é apurar possíveis falhas na administração financeira, ineficiência na gestão dos recursos públicos e até irregularidades. “A gente vê nos noticiários esses rombos nas estatais, um cenário fiscal extremamente complicado, e precisamos tomar providências”, afirmou.
A deputada já iniciou a coleta das 171 assinaturas necessárias para a abertura da CPI e declarou que já possui quase um terço desse número. Entre as estatais com maiores prejuízos, Reinehr destacou:
Previ (Fundo de Previdência): rombo superior a R$ 14 bilhões;
Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron): déficit de R$ 2,49 bilhões;
Correios: prejuízo de R$ 2,2 bilhões;
Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro): déficit de R$ 590 milhões.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, a deputada criticou a postura do governo federal diante da crise nas estatais. “A gente vê uma aparente desconexão do governo com a realidade do país. O presidente simplesmente transfere a responsabilidade para outros, sem admitir os erros na administração dessas empresas”, declarou.
Reinehr também comparou os resultados das estatais no atual governo com os da gestão anterior. “No governo passado, no governo Bolsonaro, as estatais deram lucro, a casa estava arrumada. Agora, em apenas dois anos, vemos rombos estratosféricos. E o que assusta é que não há nenhuma iniciativa do governo para entender o que está acontecendo”, disse.
A deputada também levantou a possibilidade de privatizações, caso seja constatado que as estatais não são sustentáveis sob a administração pública. “Se for necessário, podemos propor privatizações parciais ou totais, mudanças na governança. O que está claro para todo mundo é que há uma ingerência muito grande e um descaso com o dinheiro público”, afirmou.
A CPI das Estatais, se instaurada, deverá investigar não apenas os déficits financeiros, mas também possíveis interferências políticas que tenham impactado a gestão dessas empresas. “Precisamos saber se há corrupção, decisões estratégicas equivocadas e quem são os responsáveis por essa situação”, concluiu Reinehr.
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Prefeito Fernando Cruzetta participa de encontro nacional em Brasília
Por Rádio Guarujá14/02/2025 11h09
Foto/Reprodução Instagram
O prefeito de Orleans, Fernando Cruzetta, esteve em Brasília nesta semana para participar do Encontro Nacional de Novos Prefeitos e buscar investimentos para o município. O evento, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, reuniu gestores municipais de todo o país para debater políticas públicas, financiamento e cooperação federativa. Com o tema “A cidade que queremos está em nossas mãos”, o encontro teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura.
Além de participar das diversas atividades do encontro, Cruzetta visitou gabinetes de deputados e senadores catarinenses no Congresso Nacional. Durante as reuniões, apresentou projetos voltados para a infraestrutura da cidade e melhorias na área da saúde, com ênfase em recursos para o hospital local. Segundo ele, a recepção foi positiva e há expectativas de que os parlamentares possam interceder pela liberação dos investimentos. “Nós tivemos a possibilidade de levar os nossos pedidos e nossos projetos de infraestrutura e saúde, especialmente para o hospital. Conversamos com vários deputados e conseguimos sensibilizar sobre a necessidade e a importância desses recursos”, afirmou o prefeito.
Outro ponto abordado foi a necessidade de desburocratizar o envio de recursos federais para os municípios. “A gente pede justamente a desburocratização para a liberação dos recursos, porque muitas vezes a gente faz um pedido e, quando ele é liberado, já não é mais tão necessário e a prioridade já mudou. A morosidade na liberação dos recursos acaba prejudicando os municípios”, destacou Cruzetta.
O prefeito também enfatizou a importância da troca de experiências com outros gestores municipais e a participação em uma audiência com o ministro de Minas e Energia. “Estivemos presentes numa audiência muito importante para nossa macro região Sul, envolvendo Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Foi discutida a permanência da atividade do carvão de forma sustentável. Tivemos a possibilidade de, juntamente com o senador Esperidião Amin e representantes do setor, sensibilizar o ministro sobre essa necessidade”, explicou.
Embora tenha considerado a viagem produtiva, Cruzetta avaliou que as discussões no encontro foram superficiais e que faltou aprofundamento em temas essenciais para os municípios. “O evento foi muito intenso, mas muito superficial. Foram várias oficinas, mas os temas foram tratados de maneira generalizada. A necessidade de liberação de recursos foi debatida, mas percebemos que há uma burocracia muito grande que atrasa os repasses. A impressão que fica é que essa morosidade acaba sendo uma desculpa para não liberar os recursos necessários para os municípios”, analisou.
O gestor retornou a Orleans com a missão de acompanhar de perto a abertura dos programas do PAC, especialmente para captar recursos destinados à saúde e à educação. “Estamos atentos à abertura dos programas do PAC, pois precisamos de mais um posto de saúde, melhorias nas escolas e infraestrutura. Já conversamos com deputados para que possam interceder por nós quando do cadastramento dos projetos, para garantir que Orleans receba os investimentos necessários”, concluiu Cruzetta.
Apesar da agenda intensa e dos desafios apontados, o prefeito considerou a viagem positiva pelo contato direto com parlamentares e gestores de outras cidades.
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Sicredi Sul abre inscrições para o Fundo Social 2025
Por Rádio Guarujá14/02/2025 11h06
Foto/Reprodução
O Sicredi Sul abriu as inscrições para o Fundo Social 2025, um programa que destinará mais de R$ 1 milhão a projetos voltados para esporte, educação, cultura, saúde, meio ambiente e desenvolvimento social. As entidades interessadas podem se inscrever até 1º de abril pelo site sicredi.com.br, na seção “Na Comunidade – Fundo Social”, onde também está disponível o regulamento completo.
O Fundo Social Sicredi tem como objetivo contribuir com o desenvolvimento das comunidades na área de atuação da cooperativa, apoiando projetos sociais locais de interesse coletivo. A seleção dos projetos é feita por um comitê interno da cooperativa, que conta com diversos representantes responsáveis por avaliar as propostas e garantir que todos os critérios do regulamento sejam cumpridos.
Crescimento do Sicredi Sul e compromisso com a comunidade
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o presidente do Sicredi Sul, Aloísio Westrup, destacou o crescimento da cooperativa. “A aceitação do público tem sido muito grande. Em 2024, chegamos a 64.876 associados, um crescimento de 32% em relação a 2023. Além disso, os recursos administrados ultrapassaram R$ 3 bilhões, com um aumento de 29% no crédito e uma operação de financiamento que atingiu R$ 1,88 bilhão, crescimento de 56% em relação ao ano anterior”, ressaltou.
O presidente enfatizou que o Sicredi Sul mantém um modelo de atuação focado na comunidade, diferentemente de outras instituições financeiras. “Enquanto alguns bancos fecham agências, nós seguimos abrindo. Não estamos aqui apenas para vender crédito ou cobrar boletos, mas para orientar nossos associados e contribuir para o desenvolvimento local”, afirmou.
Criado em 2020, o Fundo Social já contemplou 464 projetos, totalizando R$ 2,468 milhões em repasses. Somente em 2024, foram 132 projetos aprovados, somando R$ 803.238,10. Para 2025, o montante disponível será de mais de R$ 1 milhão, com valores de financiamento variando entre R$ 2 mil e R$ 10 mil por projeto.
Como funciona a seleção dos projetos?
Os projetos devem ser cadastrados no site do Sicredi e, posteriormente, analisados pelas agências locais. A seleção é realizada por um comitê interno da cooperativa, que avalia as propostas junto aos coordenadores de núcleo eleitos pelos associados, garantindo que as iniciativas estejam alinhadas ao regulamento. A aprovação final fica a cargo do Conselho de Administração, e os recursos serão liberados entre maio e junho.
Quem pode participar?
Podem se inscrever entidades com CNPJ ativo, incluindo empresas, desde que o projeto tenha caráter coletivo e social. Além disso, a entidade precisa ser associada ao Sicredi Sul até 31 de dezembro de 2024. “Nada mais justo do que contemplar aquelas entidades que já fazem parte da cooperativa e que ajudaram a gerar esses recursos”, destacou o presidente.
Aloísio Westrup reforçou o compromisso da cooperativa com a comunidade e destacou que, além do edital, o site do Sicredi oferece um curso online gratuito para ajudar as entidades a estruturarem seus projetos, não apenas para o Fundo Social, mas também para outras iniciativas.