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BLOG

Rádio Guarujá

Prevenção salva vidas: diagnóstico precoce é aliado no combate ao câncer de boca

Por Rádio Guarujá06/11/2025 14h33
Imagem/Freepik

O câncer bucal é uma doença que tem crescido e preocupa profissionais da saúde, principalmente por afetar muito mais homens do que mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 15 mil novos casos são registrados anualmente no país, e aproximadamente 72% deles ocorrem em homens. Tabagismo e consumo excessivo de álcool continuam como os principais fatores de risco.

Para explicar como identificar e prevenir a doença, o Jornal da Guarujá conversou com a cirurgiã-dentista Samia Ahmad, especialista em prótese e implantes dentários, cirurgia oral e harmonização facial.

A profissional explicou que o câncer bucal é um tumor maligno, caracterizado pelo crescimento descontrolado de células, que pode surgir tanto dentro da boca como nos lábios. Ela destacou que as áreas mais afetadas costumam ser língua, gengiva, bochechas, céu da boca e região abaixo da língua.

De acordo com a dentista, o primeiro sinal costuma ser uma lesão persistente.

“Ele começa muitas vezes como uma feridinha que não cicatriza, muita gente confunde com afta, mas quando passa desse tempo (geralmente falamos em 15 dias ), é um alerta”, afirmou.

Samia ressaltou também que, em geral, a doença é silenciosa nos estágios iniciais, o que torna as consultas periódicas ao dentista essenciais.

“O câncer de boca não costuma apresentar sintomas no início. A consulta com o cirurgião-dentista a cada seis meses é o ideal para avaliação e prevenção”, observou.

Homens acima dos 40 anos são os mais afetados

A dentista destaca que os homens, sobretudo acima dos 40 anos, têm maior probabilidade de desenvolver a doença. Ela explicou que o histórico maior de tabagismo e consumo alcoólico nessa população contribui significativamente para o risco.

Segundo ela, quando os dois hábitos estão associados, o perigo aumenta substancialmente.

“O fumo e o álcool associados aumentam em até 15 vezes o risco de câncer de boca”, alertou.

Samia também lembrou que as regiões Sul e Sudeste registram maior incidência e mortalidade pela doença, não apenas pelo perfil populacional mais envelhecido, mas também pela exposição solar relacionada ao trabalho rural e pela maior capacidade de diagnóstico especializado.

Embora existam tratamentos, como cirurgia, radioterapia e quimioterapia, a dentista reforça que a prevenção e o diagnóstico precoce são determinantes no desfecho da doença.

“O diagnóstico precoce aumenta muito a taxa de cura. A prevenção é sempre o melhor caminho”, afirmou.

Ela relatou sua experiência clínica e reforçou a importância de procurar atendimento ao notar alterações na boca.

“Já acompanhei alguns casos ao longo da minha carreira. Quando o diagnóstico é precoce, a chance de recuperação é quase 100%”, relatou a profissional.

Samia lembra que hábitos saudáveis e acompanhamento odontológico são fundamentais. “Cuidar da saúde bucal vai além da estética. É prevenção, é qualidade de vida.”

Consultas podem ser agendadas diretamente no consultório, localizado em frente ao Hospital de Braço do Norte, ou pelo Instagram: @dra.samiaahmad.

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Congresso aprova emenda que assegura continuidade da cadeia do carvão no Sul de SC

Por Rádio Guarujá06/11/2025 14h31
Foto/Reprodução

Uma emenda aprovada pelo Congresso Nacional garantiu segurança jurídica e continuidade à cadeia produtiva do carvão mineral nacional, medida considerada fundamental para o setor energético do Sul de Santa Catarina. A decisão é vista como um marco pelo setor carbonífero, que busca estabilidade para avançar na transição energética.

A mudança assegura contratos de longo prazo para usinas termelétricas até 2040, permitindo previsibilidade para investimentos e operação de toda a cadeia, da extração ao transporte e geração de energia. Segundo o presidente da Associação Brasileira do Carbono Sustentável, Fernando Zancan, a conquista é fruto de articulações políticas prolongadas.

“Esse é um trabalho de cinco anos, de muito esforço aqui em Brasília, com toda a nossa classe política, no sentido de dar uma estabilidade para as nossas usinas térmicas e consequentemente para toda a cadeia da mineração”, afirmou.

Zancan estima que o setor movimenta R$ 64 bilhões e envolve cerca de 36 mil trabalhadores em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Ele também destaca que o carvão representa pequena fatia no custo da energia nacional, em comparação aos subsídios das fontes renováveis.

A emenda, proposta pelo senador Esperidião Amin, enfrentou resistências devido ao debate internacional sobre fontes fósseis. Para Zancan, parte das críticas é impulsionada por interesses externos.

“Sempre tem a narrativa, principalmente da Europa, de que o carvão polui. Mas a Europa não tem mais carvão, então não defende o carvão. Ataca para que outras energias tenham subsídios”, argumentou.

Com a aprovação, o setor volta atenções para novas agendas, como incentivos para instalação de data centers apoiados em energia firme e avanços em políticas de produção de fertilizantes. Há também expectativa de sanção presidencial, prevista até o dia 24 deste mês. Segundo Zancan, o setor projeta avançar em inovação, desde que o marco regulatório seja mantido sem vetos.

A expectativa do setor é que a sanção confirme a garantia jurídica e permita acelerar projetos ligados à transição energética e ao desenvolvimento regional.

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“Precisamos consolidar Jaguaruna como aeroporto do Sul”, afirma presidente da ACIC

Por Rádio Guarujá05/11/2025 15h03
Foto/ACIC

O presidente da Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), Franke Robold, participou na segunda-feira (3) de uma reunião na Associação Empresarial de Tubarão (ACIT) para tratar do cronograma de ações no Aeroporto Regional Humberto Bortoluzzi, em Jaguaruna. O encontro reuniu representantes de entidades empresariais da região, dirigentes da Facisc e o secretário de Portos e Aeroportos de Santa Catarina, Beto Martins, além de membros da concessionária que vai administrar o terminal.

Segundo Robold, a concessionária assume oficialmente em 21 de dezembro.

“Eu pensava que ela já tivesse assumido, mas ela assume a partir de 21 de dezembro”, afirmou.

Durante a reunião, foram apresentados o plano de investimentos e o projeto de ampliação da estrutura. O presidente da ACIC destacou que o terminal atual já não atende confortavelmente a demanda.

“A estação de passageiros de hoje está muito acanhada, muito difícil principalmente para embarques. A arquitetura não condiz com uma estação de passageiros.”

O cronograma prevê três anos de obras, totalizando R$ 16 milhões. A construção da nova estação de passageiros está programada para 2027, com intervenções iniciais já a partir de 2026.

“A estação será feita em 2027. No primeiro ano, terão outras obras, mas a estação mesmo em 2027.”

Atualmente, o aeroporto opera dois voos diários de segunda a sexta e um por dia nos fins de semana. Em setembro, a taxa de ocupação foi de 71%, segundo dados apresentados na reunião. Robold ressaltou que o cenário é melhor do que há um ano.

“Nós não tínhamos perspectiva de voos. Hoje já temos dois por dia. É um progresso.”

Questionado sobre a demanda de empresários por uma rota para Congonhas, o presidente da ACIC explicou que o problema não está na operação local, mas na falta de espaço no aeroporto paulistano.

Mesmo sem a rota direta para Congonhas, ele destacou as possibilidades via Guarulhos.

“Você chega ao centro de São Paulo em 40 minutos. E tem opção para todo lugar. Não precisa ir a Florianópolis ou Porto Alegre.”

Robold reforçou que a consolidação do terminal depende da utilização regional.

“Nós aqui do Sul temos que fazer a nossa parte e consolidar o aeroporto como o grande aeroporto da região.”

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Integratur: Turismo ganha força como vetor econômico na Amrec

Por Rádio Guarujá05/11/2025 14h58
Foto/Redação

O Integratur, programa da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) idealizado e desenvolvido pela Unesc para estruturar e fortalecer o turismo no Sul catarinense, entrou em uma nova etapa de implementação. Nos próximos meses, analistas percorrerão bares, restaurantes e outros estabelecimentos para apresentar a iniciativa aos empresários locais e realizar o levantamento de informações.

O tema foi debatido no Jornal da Guarujá nesta quarta-feira (5), com a participação do prefeito de Lauro Müller e presidente da Amrec, Valdir Fontanella, e da analista da Unesc, Renata Mondo.

Segundo Fontanella, o Integratur nasceu da necessidade de integrar os municípios da região e profissionalizar o setor turístico.

“É uma integração dos 12 municípios para o turismo. Sabemos que cada cidade, sozinha, não consegue manter o turista mais do que um dia. Então, resolvemos contratar a Unesc para desenvolver módulos de turismo, empreendedorismo e outros. Agora, como presidente da Amrec, retomamos esse trabalho para fazer algo pelo turismo da região.”

O prefeito explicou que o programa foi estruturado em etapas e dividido inicialmente entre quatro municípios: Orleans, Lauro Müller, Treviso e Urussanga, com expansão para os demais na sequência.

“Entendemos que temos que profissionalizar o turismo. Às vezes alguém diz: ‘bota uma pousada lá no teu terreno que é legal’. Mas será que é mesmo? Será que temos essa visão técnica? A Unesc tem a expertise para avaliar se é viável, como é o acesso, como administrar. Estou muito satisfeito com o trabalho da universidade.”

Fontanella também destacou a necessidade de estrutura pública.

“Aqui em Orleans não temos secretaria de Turismo. Isso prejudica. Temos que ter uma pessoa exclusiva para isso. A profissionalização vai acontecer.”

Etapas e metodologia

De acordo com Renata Mondo, o Integratur é um programa de três anos composto por diversos módulos.

“Além de profissionalizar, vamos levantar toda a infraestrutura  do poder público e dos empreendimentos. Estamos no primeiro módulo, que é a capacitação e habilitação do município.”

Ela explicou que, após o diagnóstico, serão definidas ações conforme a necessidade de cada localidade.

“Turismo não é só rede hoteleira e gastronomia. É economia, é um braço da administração. Vamos olhar desde quem fornece alimento para os restaurantes até capacitação da mão de obra.”

Renata afirmou que o processo deve revelar potenciais ainda pouco explorados.

“A gente costuma dizer que o Integratur vai sacudir a cidade. Vamos descobrir coisas que às vezes nem imaginávamos.”

Integração regional

O presidente da Amrec defendeu maior articulação entre os municípios e lembrou a vocação natural da região.

“Sonho com uma rota que sobe a Serra do Rio do Rastro, desce pelo Corvo Branco e termina aqui. Se vamos ao Nordeste, visitamos igrejas, praias. Por que não explorar o que temos aqui, que é belo e maravilhoso?”

Ele reforçou o papel dos eventos como ferramenta de geração de movimento econômico.

“O município não pode ajudar o empresário diretamente, mas pode trazer gente para que ele explore a situação. Cada real investido no turismo pode retornar oito.”

A analista da Unesc reforçou que a principal força do projeto está na proximidade e diversidade dos municípios da região sul, o que permite ao visitante vivenciar diferentes experiências em pouco tempo. Para ela, Criciúma tem potencial para atuar como cidade hospedeira, com o turista circulando por cidades como Nova Veneza, Urussanga e Lauro Müller em um único dia, explorando tanto gastronomia quanto natureza e cultura.

Participação dos empreendedores

Nesta quarta-feira, 5, será realizado o primeiro encontro com empresários de Orleans, às 19h, no Centro de Vivências Galeano Zomer.

Renata explicou que o projeto será apresentado com todas as suas etapas e, em seguida, a equipe realizará visitas porta a porta. Segundo ela, os empreendimentos serão georreferenciados na plataforma Integratur, com registro fotográfico das fachadas e coleta de informações para alimentar o sistema.

A previsão é que, ao término do programa, a região esteja estruturada com rotas definidas e uma identidade turística fortalecida. Renata ressaltou que essas trilhas podem incluir roteiros religiosos, cervejeiros e culturais, construídos em conjunto com o conselho de turismo, entidades empresariais e o setor privado.

Fontanella destacou que o turismo se apresenta como alternativa estratégica para o futuro econômico da região, especialmente diante da necessidade de substituição gradual da matriz ligada ao carvão. Para ele, a construção de uma nova identidade territorial passa necessariamente pela qualificação e integração dos municípios.

“A região vai precisar de nova identidade. O carvão tem prazo. O turismo veio na hora certa. A Unesc está trabalhando duro e vamos acompanhar. É um trabalho árduo, mas possível.”

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