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Rádio Guarujá
Vereadores de São Ludgero discutem possível CPI para apurar uso de veículos oficiais da Prefeitura
Por Rádio Guarujá28/05/2026 11h52
Foto/Divulgação
Todos os vereadores em exercício da Câmara Municipal de São Ludgero participaram de uma reunião com assessoria jurídica especializada, com o objetivo de receber orientações sobre os procedimentos iniciais necessários para a eventual instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A medida busca apurar possíveis irregularidades relacionadas ao uso de veículos oficiais da Prefeitura.
O tema ganhou maior repercussão após a aprovação, por unanimidade, em 16 de março de 2026, de um requerimento apresentado pela vereadora Maria Marlene Schlickmann (MDB). O documento solicitava ao Executivo municipal o encaminhamento de informações detalhadas sobre a utilização da frota oficial em datas específicas ao longo do ano de 2025.
Na justificativa da proposta, a parlamentar destacou que já havia feito solicitações anteriores, mas avaliou que as respostas encaminhadas não foram suficientes para esclarecer todos os pontos levantados. Em entrevista ao Jornal da Guarujá, a vereadora Maria Marlene Schlickmann relatou como iniciou a análise dos dados recebidos e o que motivou novos pedidos de informação.
Segundo ela, a avaliação dos relatórios de rastreamento foi determinante para dar continuidade às solicitações, após identificar inconsistências e lacunas no material apresentado.
“No dia 1º de dezembro recebi o relatório dos rastreadores impressos, mais de mil e oitentas páginas impressas. Fiz uma análise e percebi que realmente as denúncias tinham sentido e solicitei as informações que não vieram junto com esses relatórios”
A vereadora afirmou ainda que, ao analisar os registros, percebeu a ausência de informações consideradas essenciais para a fiscalização do uso da frota pública, especialmente em relação à identificação de condutores e à finalidade dos deslocamentos.
“Não veio a identificação dos servidores, não veio o objetivo de deslocamento, não vieram possíveis despesas com diárias ou horas extras, uma vez que os deslocamentos mais questionáveis eram em finais de semana e à noite”
De acordo com Maria Marlene, após novos pedidos formais de complementação, a Prefeitura informou que não enviaria mais documentos além dos já disponibilizados.
“No dia 27 de fevereiro de 2026 recebi a resposta de que os documentos necessários e as informações disponíveis pela prefeitura já haviam sido encaminhadas e que nada mais iriam acrescentar”
Diante da ausência de novas informações, os vereadores passaram a discutir a possibilidade de instaurar uma CPI, com o objetivo de aprofundar a apuração dos fatos. A parlamentar reforçou que o processo não tem caráter acusatório, mas de fiscalização.
“Ninguém está aqui acusando ninguém. Não citamos nome de ninguém. Nós precisamos apenas respostas, precisamos esclarecer os fatos. Esse é o nosso papel como vereadores”
Ela também explicou que a instalação da CPI depende do apoio mínimo de um terço dos vereadores e do cumprimento das etapas regimentais da Câmara.
“Para instauração da CPI basta inicialmente o requerimento por parte de três vereadores, então um terço da Casa é suficiente”
Segundo a vereadora, os parlamentares devem realizar novas reuniões para definir os próximos passos e avaliar a formalização da comissão.
Caso seja instalada, a CPI terá prazo inicial de 90 dias, prorrogável por igual período, e ao final deverá produzir relatório a ser encaminhado ao Ministério Público. Sobre o alcance do trabalho, ela destacou que a comissão não possui função de julgamento.
A definição sobre a abertura formal da investigação deve ocorrer após as próximas reuniões entre os vereadores.
Confira entrevista completa
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Quadro “Mente em Sintonia” aborda depressão ligada ao outono e inverno no Jornal da Guarujá
Por Rádio Guarujá27/05/2026 12h04
Foto/Redação
Toda última quarta-feira do mês, o Jornal da Guarujá recebe a psicóloga Vanesa Bagio no quadro “Mente em Sintonia”, espaço voltado a debates e orientações sobre saúde mental. Nesta quarta-feira (27), o tema abordado foi o transtorno afetivo sazonal, condição conhecida por aumentar sintomas depressivos durante o outono e o inverno.
Durante a conversa, Vanesa explicou que as mudanças climáticas e a redução da exposição ao sol influenciam diretamente o humor e o comportamento das pessoas nesta época do ano.
Segundo a psicóloga, o transtorno afetivo sazonal é um tipo de depressão relacionado às mudanças de estação, especialmente nos períodos mais frios. “Quando muda a estação, principalmente no outono e inverno, a tendência é as pessoas ficarem mais desanimadas e mais tristes”, explicou.
Ela destacou ainda que a diminuição da luz solar interfere na produção de hormônios importantes para o equilíbrio emocional, como serotonina e melatonina.
De acordo com Vanesa, um dos primeiros sinais percebidos pelas pessoas é o aumento do isolamento e da falta de disposição para atividades simples do dia a dia. “Com menos luz solar, a tendência é a pessoa querer ficar mais quieta, mais isolada. Um dos primeiros sintomas é a vontade de ficar mais na cama e diminuir as atividades do dia a dia”, afirmou.
A psicóloga também alertou que o período pode agravar quadros já existentes de ansiedade e depressão, aumentando sintomas como irritabilidade, tristeza e sensação de vazio emocional.
Ao falar sobre os impactos emocionais provocados pelas estações mais frias, Vanesa ressaltou que a irritabilidade costuma ser um dos primeiros sinais percebidos. “A pessoa começa a ficar mais negativa, perde o prazer nas atividades e sente um vazio emocional”, comentou.
Durante a entrevista, ela orientou a população a manter hábitos saudáveis mesmo durante o inverno, como alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e contato com ambientes iluminados.
Segundo Vanesa, mesmo em dias nublados, a luminosidade natural já contribui para o funcionamento do organismo. “É importante abrir a casa, abrir a cortina e buscar luminosidade. Mesmo sem muito sol, essa claridade já ajuda o organismo”, disse.
Outro ponto abordado no quadro foi a relação entre vitaminas e saúde mental, principalmente a vitamina B12. A psicóloga destacou que sintomas como cansaço excessivo, desânimo e falta de energia também podem estar ligados à deficiência vitamínica.
“Muitas vezes o desânimo e o cansaço têm relação com deficiência de vitaminas. Por isso é importante buscar orientação médica e fazer acompanhamento”, destacou.
Vanesa também chamou atenção para o preconceito ainda enfrentado por pessoas diagnosticadas com depressão e reforçou que a doença não deve ser tratada como falta de vontade ou “frescura”.
Ao comentar sobre a importância do acolhimento e da busca por tratamento, a psicóloga reforçou que a depressão é uma doença séria e que muitas pessoas não conseguem enfrentar o problema sozinhas. “A pessoa perde a esperança, perde o prazer nas atividades e muitas vezes não consegue sair disso sozinha”, afirmou.
No encerramento da entrevista, Vanesa Bagio reforçou a importância de procurar ajuda profissional ao perceber sinais persistentes de tristeza, isolamento e desânimo.
“Buscar ajuda não é sinal de fraqueza. Hoje falar sobre saúde mental é necessário”, concluiu.
A psicóloga também utiliza as redes sociais para compartilhar conteúdos sobre o tema. Para conhecer mais sobre o trabalho da psicóloga Vanesa Bagio, obter dicas sobre saúde mental ou agendar uma consulta, o contato pode ser feito pelo Instagram @vanesabagio.psi ou no consultório localizado no Edifício Cidade das Colinas – Rua João Ramiro Machado, 321, Sala 6, Centro, Orleans.
Polícia Militar realiza nova etapa da Operação Adsumus em cidades do Sul catarinense
Por Rádio Guarujá27/05/2026 10h33
Foto/Divulgação
A Polícia Militar de Santa Catarina, por meio do 29º Batalhão, inicia mais uma etapa da Operação Adsumus nos municípios de Orleans, Urussanga, Cocal do Sul, Morro da Fumaça e Lauro Müller.
A operação prevê o reforço do policiamento ostensivo, com abordagens, fiscalização de veículos, patrulhamento em áreas estratégicas e ações direcionadas a pontos com maior incidência de ocorrências criminais.
Ao Jornal da Guarujá, o capitão Valdir Cristóvão de Oliveira Júnior, comandante da 2ª Companhia do 29º BPM, explicou que o objetivo é ampliar a presença policial e reduzir crimes como furtos e o tráfico de drogas.
“A Operação Adsumus foi desencadeada na última semana em cinco municípios da região e tem como objetivo aumentar a presença policial em áreas com maiores índices de furtos e tráfico de drogas”, afirmou.
Segundo o comandante a ação é baseada em indicadores de criminalidade e planejamento estratégico da corporação. “Embora a região tenha bons indicadores, a operação foi definida para reforçar a segurança da população”, disse.
O capitão explicou que cada município recebe um foco específico de atuação, de acordo com suas demandas. Em Orleans, por exemplo, o combate ao tráfico de drogas segue como prioridade.
“Temos um trabalho constante voltado ao enfrentamento do tráfico de drogas. Diversas operações já foram realizadas e seguimos atuando para retirar traficantes de circulação e aumentar a sensação de segurança da comunidade”, destacou.
A Operação Adsumus, segundo a Polícia Militar, segue nas próximas semanas e faz parte de uma diretriz estadual de intensificação do policiamento em todos os municípios catarinenses.
Além do combate ao tráfico, o capitão ressaltou que outras frentes também recebem atenção em Orleans, como a violência doméstica.
“Também temos um trabalho importante no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. Realizamos ações preventivas e visitas a vítimas para reforçar a proteção”, afirmou.
De acordo com a corporação, a operação também inclui fiscalizações de trânsito e ações voltadas à retirada de armas, drogas e foragidos de circulação, com o objetivo de reforçar a segurança pública na região.
Críticas ao plano federal de ferrovias unem governadores do Sul e MS
Por Rádio Guarujá25/05/2026 11h43
Foto/Reprodução Internet
Os governadores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul assinaram um documento conjunto se posicionando contra a atual política nacional de concessões ferroviárias do governo federal.
Ao Jornal da Guarujá, o ex-secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina e coordenador do grupo de trabalho de ferrovias do Codesul, Beto Martins disse que o principal ponto de discordância é a forma como o governo federal estruturou o plano de concessões da chamada Malha Sul, sem um debate mais aprofundado com os estados diretamente impactados.
O modelo apresentado pelo governo federal prevê a fragmentação da Malha Sul ferroviária em diferentes corredores, o que, segundo os estados, compromete a integração do sistema e reduz sua eficiência logística.
O documento assinado pelos governadores contesta justamente essa divisão da rede em trechos independentes, aponta falta de diálogo com os estados e cobra participação efetiva nas decisões sobre um projeto considerado estratégico para a economia regional.
Além disso, o ofício do Codesul encaminhado ao Ministério dos Trasnportes questiona a previsão de oito leilões ferroviários, incluindo três que tratam especificamente da fragmentação da atual Malha Sul. Para o grupo de trabalho, esse formato não atende às condições necessárias para a recuperação e modernização do modal ferroviário no Sul do Brasil.
De acordo com Martins, os estados buscam há mais de um ano um diálogo mais direto com o governo federal para discutir a situação da ferrovia na região, que hoje opera de forma limitada.
“Há mais de um ano estamos tentando um debate, um diálogo. Hoje, apenas cerca de 25% dos trechos ferroviários da região Sul estão funcionando. Isso tem impacto direto na economia”, afirmou.
Ele citou como exemplo o setor agroindustrial de Santa Catarina, especialmente a suinocultura e a avicultura, que dependem fortemente do transporte de insumos como o milho.
“Nós trazemos milho do Mato Grosso e Goiás por caminhão, o que é um contra-senso logístico. Isso reduz a competitividade da nossa produção e afeta diretamente a indústria”, explicou.
O coordenador do Codesul também criticou o formato proposto pelo governo federal, que prevê a divisão da Malha Sul em diferentes trechos, o que, segundo ele, pode comprometer a viabilidade do sistema como um todo.
“Existe o risco de alguns trechos terem interesse econômico e outros não. Isso pode resultar em licitações desertas e deixar a região sem ferrovia”, alertou.
Beto Martins defende que o modelo ferroviário precisa de participação dos estados e contrapartidas públicas para ser viável.
“No mundo inteiro, ferrovia depende de investimento público e complementaridade do Estado. Sem isso, não há sistema sustentável”, disse.
Ele destacou ainda que Santa Catarina já iniciou ações nesse sentido, com a criação de uma estrutura estadual voltada ao tema, e afirmou que o governador Jorginho Mello lidera o movimento de defesa de uma revisão do modelo.
“Os quatro governadores assinaram um documento pedindo a revisão do plano e a abertura de um diálogo real sobre a Malha Sul”, completou.
Durante a entrevista, o ex-secretário também alertou para os impactos econômicos da possível fragilização do sistema ferroviário na região, incluindo reflexos nos portos e na competitividade industrial.
“Santa Catarina tem uma forte estrutura portuária, mas sem ferrovia integrada, toda a logística fica comprometida. Isso pode afetar a permanência de indústrias no estado”, afirmou.
Ele citou ainda a situação da ferrovia Tereza Cristina como exemplo de operação considerada eficiente no estado.
“A Tereza Cristina é o único trecho que funciona bem, porque tem continuidade e gestão adequada. Já outros trechos estão abandonados, com risco de depredação”, concluiu.