Para uma melhor experiência neste site, utilize um navegador mais moderno. Clique nas opções abaixo para ir à página de download Indicamos essas 4 opções:
Ok, estou ciente e quero continuar usando um navegador inferior.
BLOG
Rádio Guarujá
Polícia Civil de SC prende foragido do Pará ligado ao Comando Vermelho
Por Rádio Guarujá10/11/2025 12h31
Foto/Arquivo pessoal
A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu, na sexta-feira (7), um foragido do Pará com mandado de prisão preventiva por integrar organização criminosa. A ação ocorreu na região do Brejarú, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Segundo a investigação, o suspeito fazia parte do Conselho Geral de Missões do Comando Vermelho do Pará e utilizava Santa Catarina como ponto de refúgio.
De acordo com o coordenador da CORE (Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil de Santa Catarina), Daniel Dias, o caso não é isolado. Ele afirmou que lideranças da facção têm buscado se esconder no estado, aproveitando uma rede de apoio de grupos criminosos locais.
“Ele é mais um, entre muitos que tentam se esconder na nossa região. Existe uma relação entre criminosos daqui com o Comando Vermelho, e isso faz com que lideranças venham se abrigar em Santa Catarina”, disse Dias em entrevista ao Jornal da Guarujá. Ele observou que os detidos costumam escolher áreas de difícil acesso e com apoio de olheiros próximos a pontos de tráfico.
A operação contou com troca de informações entre as polícias civis de Santa Catarina e do Pará. O investigado foi localizado após um período de monitoramento e diligências. A prisão foi realizada no início da manhã, sem registro de confronto.
Segundo Dias, o crescimento de facções externas no estado está no radar das forças de segurança, que observam movimentos ligados à tentativa de domínio territorial, prática já consolidada em outros estados, como Rio de Janeiro, onde grupos criminosos cobram taxas de moradores e comerciantes.
“Eles aprenderam com o crime organizado do Rio que dominar território pode ser mais lucrativo do que o tráfico. Aqui ainda não temos essa prática consolidada, mas monitoramos e não vamos permitir que se estabeleça”, enfatizou.
O preso permanece à disposição da Justiça em Santa Catarina. A defesa poderá solicitar que ele cumpra pena no estado ou seja transferido para o Pará, conforme decisão judicial.
Confira entrevista completa
0
0
Fetrancesc critica ANTT e Arteris e alerta para prejuízos e riscos na BR-101 em SC
Por Rádio Guarujá10/11/2025 12h27
Foto/Reprodução
O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc), Dagnor Roberto Schneider, fez duras críticas à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e à concessionária Arteris pela falta de execução de obras consideradas essenciais na BR-101, especialmente no Trecho Norte e no Morro dos Cavalos. Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta segunda-feira (10), ele afirmou que a situação atual é resultado de “omissão” prolongada.
Segundo Schneider, os problemas da rodovia não são novidade e foram identificados há mais de uma década. “O grupo GTT, que agora chama Tripartite, lá em 2014, já havia indicado quais seriam as obras necessárias para que a gente pudesse manter fluidez, segurança e previsibilidade no trecho Norte”, declarou. Ele acrescentou que as recomendações foram encaminhadas ao Ministério Público em fevereiro de 2015, mas “infelizmente, decorridos 10 anos, nada foi feito”.
O dirigente chamou o atual cenário de “extremamente triste e lamentável” e destacou que o impacto não é apenas logístico, mas também humano. “As mortes e o cenário crítico que nós vivenciamos em termos de mobilidade decorre desse cenário”, afirmou.
Schneider citou estudo que aponta perdas bilionárias ao setor de transporte. “A gente tem um prejuízo anual de 1 bilhão de reais […] apenas em dois itens: perda de produtividade e aumento do consumo de óleo diesel.” Ele também mencionou impactos ambientais: “Nós temos mais de 20 mil toneladas de CO₂ emitido por conta dessa realidade.”
A BR-101, segundo o presidente, abriga trechos com índices alarmantes de acidentes. “Dos 10 trechos de 10 quilômetros de rodovias federais do Brasil mais perigosos, três estão citados no trecho norte da BR-101. Isso é relatório da PRF.”
Críticas ao pacto federativo e falta de investimentos
O presidente também denunciou disparidade na distribuição de recursos federais. “Santa Catarina, em 2024, remetemos mais de 140 bilhões para Brasília. […] Rio Grande do Sul e Paraná receberam algo em torno de 27% de retorno. Santa Catarina recebeu em torno de 12. Então, não dá. Nós não podemos aceitar essa realidade.”
Para ele, o estado precisaria “no mínimo, um bi por ano” para manter e ampliar obras rodoviárias federais.
Morro dos Cavalos: projeto parado há décadas
Sobre o Morro dos Cavalos, Schneider lembrou que a solução já existe e depende de decisão política. Segundo ele, o melhor caminho é transferir o trecho para o contrato da concessionária do Trecho Sul. “A Motiva sinaliza a disposição de receber essa obra e o trecho, e de outro lado a concessionária do Trecho Norte também se disponibiliza a ceder.”
O projeto dos túneis, afirmou, está pronto e com licença ambiental ativa: “O grande desafio nos projetos é o licenciamento ambiental, e isso já estaria superado.”
Mesmo assim, a decisão não avança. “Se tem um entravezinho e vai ficando, não dá, tem que reagir”, cobrou. “A sociedade precisa assumir seu papel e cobrar dos nossos representantes.”
Confira entrevista completa
0
0
CNA/Senar vai à COP30 defender papel do agro brasileiro nas soluções climáticas e na segurança alimentar
Por Rádio Guarujá07/11/2025 13h14
Foto/Divulgação
O Sistema CNA/Senar anunciou que vai promover uma agenda extensa na COP30, em Belém, de 10 a 21 de novembro, com dias temáticos, debates, conteúdos técnicos, vídeos e divulgação de tecnologias sustentáveis aplicadas no campo. A Confederação afirma que o objetivo é “levar os fatos sobre a agropecuária tropical brasileira” e rebater críticas internacionais ao setor.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta sexta-feira, o coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias, afirmou que a comitiva vai ao evento com confiança.
“A missão é importantíssima, mas vamos muito à vontade para essa COP, porque não existe setor agropecuário mais eficiente, mais produtivo e mais sustentável do que o setor agropecuário, a agricultura tropical que o Brasil desenvolveu nos últimos anos”, disse.
Segundo ele, o Brasil “recebe diversas acusações porque foi muito eficiente”, mas está preparado para defender o modelo nacional, que, de acordo com a CNA, reúne segurança alimentar, climática e energética.
“Vamos mostrar que o Brasil é uma grande opção de segurança alimentar, segurança climática e segurança energética.”
Questionado sobre ataques recentes de lideranças internacionais, como o presidente francês Emmanuel Macron, e a publicação do ator Leonardo DiCaprio pedindo “socorro ao Brasil” por causa do avanço do desmatamento, Ananias respondeu que as narrativas “não se fundamentam cientificamente”.
“A ilegalidade precisa ser combatida. Ninguém compactua com desmatamento ilegal”, afirmou.
Segundo ele, cruzamentos entre dados do Cadastro Ambiental Rural e polígonos de desmatamento mostram que “menos de 1%” das áreas com registro rural apresentam ação ou motivação feita pelo produtor rural.
Ananias defendeu também o desmatamento permitido em lei:
“O desmatamento legal deve ser mantido, uma vez que é ele que garante que a proteção ambiental ocorra. Se não tem uma propriedade que se mantém economicamente, como esse proprietário vai proteger sua reserva legal?”
Ele reforçou que, na visão do setor, a pecuária brasileira é cada vez mais eficiente e menos emissora.
“A emissão do boi e do metano é compensada pela pastagem. A pecuária é iminentemente extensiva.”
Citando estudos do Embrapa, o coordenador afirmou que 66,3% da vegetação nativa permanece preservada no Brasil e destacou que 33% estaria dentro de propriedades privadas.
“O setor privado detém metade das florestas do país dentro das suas propriedades, em área protegida por legislação ou voluntariamente.”
Ele acrescentou que, na avaliação do setor, produtores rurais são responsáveis por grande parte da conservação, e questionou a resistência interna.
“Nosso principal desafio é interno. Muitas vezes, quem vai lá fora falar mal do Brasil somos nós mesmos.”
Segundo Nelson, há desconhecimento sobre o que o agro brasileiro já faz em termos de sustentabilidade, incluindo matriz energética mais limpa, uso de biocombustíveis e práticas de manejo integradas.
Para o representante da CNA, o país precisa “mudar a mentalidade” e dar mais protagonismo ao setor produtivo nas discussões ambientais.
“A gente vai com dados, vai com argumentação. Quem quiser vir com a gente nessa ação de desenvolvimento sustentável, é só apostar no agro brasileiro.”
Ele concluiu convidando o público a acompanhar a participação da CNA na COP30 pelas redes e pelo site da entidade:
“Aqueles que estiverem em Belém, compareçam ao pavilhão AgroBrasil AgriZone. Quem estiver longe, acompanhe no cnabrasil.org.br.”.
No dia 10 de novembro, a partir das 10 horas, o pavilhão AgroBrasil abre oficialmente suas portas na AgriZone, espaço que mostra ao mundo como o agro brasileiro é parte essencial das soluções para o clima.
Crise no leite: setor pressiona governo e pede suspensão temporária das importações
Por Rádio Guarujá07/11/2025 13h10
Foto/Ilustrativa
As principais entidades que representam a cadeia produtiva do leite no país pedem que o governo federal adote, com urgência, um pacote de medidas para conter o que definem como uma das piores crises já enfrentadas pelo setor. Entre as reivindicações estão auditorias em importações, compra pública de leite em pó e suspensão temporária da entrada de produtos estrangeiros.
O Jornal da Guarujá conversou nesta sexta-feira (7) com Selvino Giesel, presidente do Conseleite-SC, que apontou desequilíbrio entre oferta e demanda como uma das causas centrais do problema. “O produtor foi estimulado no último ano, tivemos boa safra de grãos e alimento para o gado, e o preço estava compatível com o custo. Houve aumento de produção. Mas o consumo não acompanhou”, afirmou.
Além da queda no consumo interno, comum no período que antecede férias e festas, o setor também cita o avanço das importações, sobretudo de Argentina e Uruguai, em setembro e outubro, meses de maior produção no Brasil. Para Giesel, o cenário é “desalinhado” e agrava a situação do produtor.
Entre as demandas apresentadas por entidades do leite estão:
Auditoria para investigar possível prática de dumping
Verificação dos certificados sanitários internacionais
Exigência de rotulagem completa nos produtos importados
Fortalecimento da fiscalização de qualidade
Compra de leite em pó pelo governo para reduzir estoques
Suspensão temporária das importações por três a seis meses
Segundo o presidente do Conseleite-SC, as medidas são necessárias para evitar saída de produtores e fechamento de indústrias. “O excesso de oferta agora parece bom para o consumidor, mas lá na frente ele pode pagar mais caro”, afirma.
Nos últimos dias, o tema foi debatido em Brasília, com reuniões entre representantes do setor, CNA e ministérios, além de audiências públicas previstas ou já realizadas em estados do Sul.
Do ponto de vista do governo, historicamente há resistência em restringir importações, especialmente no Mercosul. Além disso, manter preços mais baixos de alimentos alivia a inflação, algo politicamente vantajoso e alinhado a interesses macroeconômicos, argumento que costuma tensionar a relação com segmentos do agronegócio.
Apesar das dúvidas sobre até que ponto o Planalto atenderá às demandas, Giesel diz estar com boas expectativas, já que esta é uma mobilização nacional: “Todo o país está se mobilizando. Acreditamos que podemos ser ouvidos em pelo menos algumas reivindicações”.