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Rádio Guarujá
Entrevista com o Secretário de Saúde de Orleans, Paulo Conti
Por Rádio Guarujá06/01/2025 11h16
Foto/Redação
Há seis dias à frente do cargo, o Jornal da Guarujá recebeu em seu estúdio o secretário de saúde de Orleans, Paulo Conti, para uma conversa franca sobre os desafios e as prioridades de sua gestão. Com vasta experiência, já tendo atuado nas secretarias de saúde de municípios como Criciúma, Urussanga e também Orleans, Conti compartilhou suas impressões iniciais sobre a pasta e os planos para melhorar o atendimento à população.
Conti comentou que, ao assumir o cargo, ainda está em fase de transição e adaptação. “Estamos analisando a situação, mas não faço críticas à gestão anterior. O que buscamos é identificar os pontos que precisam de melhoria e implementar soluções”, afirmou. Entre as questões mais urgentes, ele destacou problemas no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), que enfrenta dificuldades tanto na infraestrutura quanto na falta de médicos especializados.
“Não temos psiquiatra e nem clínico no CAPS. Isso é totalmente irregular e precisa ser resolvido com urgência. Estamos em busca desses profissionais e já temos alguns contatos”, explicou o secretário. Além disso, a localização do CAPS tem sido um desafio, já que a falta de transporte dificulta o acesso dos pacientes. Para resolver esse problema, a manutenção de uma van que realiza o transporte foi liberada pela prefeitura.
Outro ponto crítico abordado por Conti foi a questão dos exames laboratoriais e de imagem, que estão acumulados. O secretário explicou que, embora ainda esteja se familiarizando com o panorama completo, sua equipe já está trabalhando para agilizar os processos. “Estamos entrando em contato com os laboratórios e com o Consórcio de Saúde para entender o volume represado e resolver a situação o quanto antes”, disse.
Em relação às cirurgias eletivas, que são responsabilidade do Governo do Estado, o secretário revelou que ainda não houve contato formal, mas destacou a importância de buscar alternativas para desafogar as filas de procedimentos, como as de catarata. A Fundação Hospitalar Santa Otília, parceira da gestão municipal, está sendo consultada para novas parcerias que possam ajudar a resolver a questão.
Com o município de Orleans sendo extenso, especialmente nas áreas rurais, o secretário também mencionou a dificuldade de acesso dos moradores à saúde. “Estamos discutindo a aquisição de um veículo para facilitar o atendimento às comunidades mais distantes. Não podemos aceitar que as pessoas saiam de casa às 4h da manhã para pegar fila em um posto de saúde”, comentou.
O secretario de saúde também ressaltou a importância de ouvir os profissionais da saúde e as agentes comunitárias de saúde, que estão na linha de frente do atendimento. “Quero ouvir as necessidades dessas profissionais, pois elas conhecem bem as dificuldades da comunidade”, disse. Ele também comentou sobre a liberação do ponto eletrônico para as agentes, uma das primeiras demandas que elas levantaram.
Ao final da entrevista, Conti destacou que sua prioridade para o início do mandato é resolver os problemas mais urgentes, como a falta de médicos no CAPS e a situação dos exames represados. “A saúde é uma prioridade para todos nós. Estamos trabalhando para resolver o que for possível já em janeiro”, concluiu.
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“A gente achava que ia pegar uma situação melhor, mas não tem problema, vamos trabalhar”, diz Galego sobre a infraestrutura de Orleans
Por Rádio Guarujá03/01/2025 14h16
Foto: Arquivo/Redação
O novo secretário de infraestrutura de Orleans, Rodinei Pereira, o Galego, iniciou o ano com grandes desafios. Na madrugada do dia 1º, logo após fortes chuvas, a cidade enfrentou sérios problemas nas estradas e pontes, exigindo uma resposta rápida da sua equipe.
“Com aquela chuva que deu no dia 31, estragando as cabeceiras das pontes, tivemos um deslizamento de terra e interditamos totalmente o tráfego entre o Rio Laranjeiras e Brusque. Às 6h da manhã já estávamos lá com a escavadeira para tirar a barreira e dar passagem para o pessoal do interior. Às 7h já estava tudo liberado”, contou o secretário. Contudo, a situação se agravou com novas chuvas. “As chuvas mais fortes que vieram depois acabaram desmanchando o que a gente tinha feito nas cabeceiras das pontes, mas ontem já resolvemos novamente”, acrescentou.
Sobre a ponte de São Pedro, Galego afirmou que o problema foi maior: “Na ponte do São Pedro, desbarrancou uma cabeceira. Faltava uma atalha de contenção. Já despachamos três máquinas para lá, uma escavadeira hidráulica, uma carregadeira e uma retro. Estamos tentando liberar a ponte ainda hoje, porque ela está totalmente interditada e o tráfego é intenso”, afirmou.
Galego também falou sobre os problemas nas estradas entre Barracão e Furninhas. “Havia três trechos que não estavam mais dando passagem por causa do barro na estrada. Começamos a trabalhar ontem à tarde e hoje estamos lá para dar sequência e liberar o trânsito”, explicou.
Em relação à ponte do Menegasso, ele comentou: “A ponte do Menegasso já perdeu as cabeceiras duas vezes, no dia 1º e depois com as chuvas subsequentes. Ontem à tarde, a estrada foi liberada, mas ainda precisamos monitorar”, disse o secretário.
Apesar das dificuldades, Galego destacou que a equipe está reduzida. “Hoje estamos com 25% do quadro de funcionários. A maioria está de férias, mas conseguimos formar uma equipe para atender todo mundo. Algumas máquinas estão com problemas, como o caminhão do lixo, que quebrou ontem. Estamos dando conta, mas é uma situação difícil”, relatou.
Sobre o Rio Hipólito, o secretário mencionou outro problema: “Recebi uma ligação ontem à noite sobre pessoas ilhadas lá. O rio encheu e destruiu o passador de rio. Enviamos uma máquina para lá para resolver a situação e garantir a passagem para essas famílias. Ninguém se feriu, mas o pessoal ficou ilhado, sem poder sair de casa”, explicou.
Diferente da informação repassada pelo ex-prefeito Jorge Koch, de que a ponte da Brusque necessitava apenas de finalização para ser liberada, Galego disse que a obra ainda vai demorar: “Ainda falta muito. Tem que fazer as cabeceiras, as laterais, vai demorar mais um tempo. Eu diria que ainda precisamos de 30 a 60 dias, talvez mais. A lateral ainda está apenas com a armação de ferro, faltando concretar”, explicou.
Sobre o cronograma de obras, ele relatou que a situação se estende por um tempo. “A gente tem que levantar a estrada uns 50 a 100 metros antes da ponte para poder fazer as cabeceiras, senão a rampa vai ficar muito alta e o caminhão não vai conseguir subir. Eu creio que só lá para abril a ponte deve ficar pronta”, comentou.
O secretário também falou sobre o quadro de funcionários da secretaria. “Esse pessoal que está de férias volta em fevereiro, mas a equipe ainda vai continuar reduzida. A previsão é que tudo normalize a partir de março”, disse Galego.
Para finalizar, ele se mostrou otimista, mas realista sobre os desafios. “A gente achava que ia pegar uma situação melhor, mas não tem problema, vamos trabalhar. Pedimos a compreensão de todos. A chuva deve continuar e o trabalho vai ser intenso, mas vamos resolver os problemas aos poucos e não deixar ninguém trancado”, concluiu o secretário.
Galego também deixou seus contatos para a população. “Eu tenho dois números de telefone, 9 9118-9824 e 9 9964-9855. Se alguém tiver algum problema, pode ligar que vou atender. Mesmo que eu não consiga atender na hora, vou retornar assim que possível”, finalizou.
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“Agora é hora de sentar, planejar e botar tudo em prática”, diz prefeito de São Ludgero
Por Rádio Guarujá03/01/2025 14h13
Foto/Divulgação
O prefeito de São Ludgero, Paulo Lorenzetti, o Paulinho, começou seu mandato no dia 1º de janeiro de 2025 e já está empenhado em organizar a administração municipal. Durante entrevista ao Jornal da Guarujá, ele compartilhou suas primeiras impressões e os planos para os próximos meses.
“Agora é o momento de sentar com a equipe, revisar os planos e entender a estrutura da prefeitura. Passamos os primeiros dias focados na nomeação dos secretários e já estamos colocando as ações em prática”, explicou o prefeito.
Reforma administrativa como prioridade
Uma das principais medidas planejadas é a reforma administrativa, que busca redistribuir funções e criar novas secretarias.
“Temos pastas que acumulam funções demais, como a de Educação, que também cuida de cultura e esportes. Isso prejudica o andamento das atividades. Vamos desmembrar para dar mais eficiência e atender melhor essas áreas”, afirmou Paulinho.
Ele destacou que a mudança é essencial para corrigir problemas, como desvio de função. “Há pessoas desempenhando tarefas para as quais não foram contratadas. A reforma é uma necessidade, não um luxo. Com essas mudanças, conseguiremos organizar a administração e atender às demandas do município”, garantiu.
O projeto será encaminhado para análise e aprovação na Câmara de Vereadores. “Temos uma boa relação com o Legislativo e faremos tudo com total transparência. A população será informada de cada passo desse processo”, complementou.
Entre as prioridades já definidas, o prefeito destacou a reforma dos telhados de duas escolas municipais, que sofrem com infiltrações. “Visitamos essas escolas antes mesmo de assumir o mandato e vimos que é uma questão urgente. Já estamos organizando o processo de licitação para começar as obras o quanto antes”, afirmou.
Na saúde, o foco é manter os serviços em pleno funcionamento. Além disso, Paulinho anunciou o início da colônia de férias na próxima segunda-feira, 6 de janeiro, que atenderá cerca de 200 crianças.
Ainda durante a entrevista, o prefeito informou que a prefeitura possui cerca de R$ 11 milhões em caixa, porém a maior parte desse valor já está vinculada a projetos. “Dinheiro livre ficou pouco, mas é algo normal. Nossa arrecadação mensal de R$ 6 a R$ 7 milhões é suficiente para manter o município funcionando e dar sequência às obras já planejadas.”
“Estamos dando um passo de cada vez, mas com muito foco e planejamento. Nosso objetivo é melhorar os serviços e atender às necessidades da população com eficiência e responsabilidade”, finalizou.
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“Não era a hora nem o lugar”: Joel Cavagnolli sobre desconforto pós-eleição da mesa diretora da Câmara de Orleans
Por Rádio Guarujá02/01/2025 11h29
Foto/redação
Nessa quarta-feira, 1º de janeiro, a nova mesa diretora da Câmara de Vereadores de Orleans foi empossada para o biênio 2025-2026. O novo presidente, Joel Cavagnolli (PL), foi eleito por 6 votos a 5, derrotando a chapa encabeçada pelo vereador Dovagner Baschirotto (MDB). Ao lado de Cavagnolli, os demais integrantes da mesa diretora são: o vice-presidente Josemar Sacon (PSD), o primeiro secretário Murilo Hoffmann (NOVO) e o segundo secretário Osvaldo Cruzetta (PP).
Durante entrevista ao Jornal da Guarujá, o vereador e presidente da Câmara, Joel Cavagnolli, comentou sobre os desafios de sua eleição e o papel da nova gestão na Câmara. Ele destacou a importância de um trabalho alinhado às necessidades da população e a importância de transparência na administração pública. “Acredito que começamos bem. O PL, junto com o NOVO e o PSD, trouxe uma renovação para a Câmara, com cinco vereadores novatos que não possuem vícios políticos. Isso nos dá a oportunidade de construir um trabalho mais eficiente, sempre com foco no bem-estar da população”, afirmou.
No entanto, o processo eleitoral para a mesa diretora não foi sem controvérsias. O presidente reconheceu que a situação após a eleição causou desconforto, especialmente com o vereador Dovagner Baschirotto que se mostrou bastante descontente. Cavagnolli destacou que, após as falas de Dovagner, ele precisou deixar de lado seu discurso de posse para se concentrar nas acusações sobre o possível acordo quebrado entre o MDB e PSDB
“As reuniões realmente aconteceram, mas esse acordo que alguns mencionaram não foi selado. A política de Orleans está mudando. O MDB e o PSDB têm uma história de longa data na cidade, mas o PL, o NOVO e outros partidos vieram com propostas de renovação, de mudança e de transparência”, afirmou. Para o presidente eleito, as acusações de acordos secretos são um reflexo de uma política antiquada, que ele acredita já não tem mais lugar na Câmara.
Cavagnolli enfatizou que o momento da eleição da mesa diretora não era o adequado para esse tipo de discussão. “Ontem, tivemos uma cerimônia de posse. Era um momento de celebração, não de acusações. A Câmara estava cheia, a plateia estava ali para festejar a nova composição da mesa. Isso deveria ser uma honra para o município, não uma arena de disputas internas.”
O vereador também comentou sobre a mentalidade diferente da nova bancada, que visa um trabalho mais independente e transparente. “Nós, do PL, do NOVO, buscamos um trabalho que não seja influenciado por compromissos partidários fechados ou pressões externas. O que queremos é que as decisões que tomamos aqui sejam boas para o município, sem jogos de bastidores. Não estamos aqui para garantir méritos pessoais, mas para trabalhar pelo povo”, afirmou.
A respeito da formação da mesa diretora, Cavagnolli revelou que até cogitaram a ideia de uma composição rotativa a cada seis meses, mas que essa proposta não refletia os princípios do grupo. “Não fomos eleitos para isso. Tínhamos propostas claras de mudança, com ideias inovadoras. Não aceitamos que nos impusessem algo que não estava alinhado com o que pensamos para Orleans. “Houve reuniões, sim, e dentro dessas reuniões, sempre buscamos um entendimento com todos os partidos. A formação da mesa diretora foi pensada para dar oportunidade a todos os vereadores e garantir que o trabalho seja feito sem vícios. Não temos compromisso com práticas do passado”, afirmou.
Cavagnolli, que assume sua primeira experiência no cargo de presidente, também falou sobre a importância de um trabalho com bases sólidas e claras. “Sou um cara muito regrado, sempre busquei entender a fundo o que está sob minha responsabilidade. A partir da semana que vem, estarei me aprofundando no Regimento Interno e na Lei Orgânica da Câmara. Quero saber o que entra de receita, o que sai de despesa, tudo com total transparência”, afirmou.
O presidente eleito também comentou sobre a recente formação de um bloco de direita, que contou com a participação do PL e do NOVO. Quando questionado sobre a linha do seu partido, Cavagnolli foi enfático em afirmar que a posição do PL não é de oposição, mas sim uma busca pelo equilíbrio. “Não somos radicais. O que queremos é um trabalho transparente e com responsabilidade. A nossa bandeira é sempre a de ouvir a população e buscar as melhores soluções para o município”, disse.
Expectativa
Cavagnolli se mostrou otimista quanto à sua gestão e ao trabalho conjunto com os demais membros da Câmara. “Durante os primeiros 12 meses, nosso foco será garantir que os projetos realmente atendam às necessidades da população, sejam bem estruturados e aprovados de forma justa”, afirmou. Ele também fez questão de ressaltar a importância da relação com o Executivo. “A nossa posição será sempre em benefício de Orleans. Se algum projeto do Executivo não for bom para o município, vamos ser claros e transparentes ao dizer não”, destacou.
O novo presidente concluiu a entrevista afirmando que o trabalho da nova mesa diretora será voltado para a transparência e a busca por soluções que beneficiem a cidade e seus cidadãos. “O meu compromisso é de trabalhar com seriedade. Quero sair do meu mandato com a certeza de que fizemos a diferença, com a cabeça erguida, sabendo que fizemos o melhor para Orleans”, concluiu.