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BLOG

Rádio Guarujá

Vereador Dovagner Baschirotto lamenta descumprimento de acordos: “A palavra dada não foi cumprida”

Por Rádio Guarujá08/01/2025 10h34
Foto/Arquivo

O vereador Joel Cavanholi (PL) concedeu uma entrevista à Rádio Guarujá na semana passada, onde revelou sua participação em uma reunião para discutir a formação do chamado “Blocão da Oposição”. Segundo ele, o grupo previa realizar três reuniões sobre o tema, mas, diante de divergências sobre o mandato de seis meses proposto, optaram por não continuar participando das demais. Joel ainda afirmou que não houve acordo firmado devido a essa decisão.

Para esclarecer o assunto, o Jornal da Guarujá conversou com o vereador Dovagner Baschirotto (MDB), que detalhou a dinâmica das reuniões e os desdobramentos. “Na verdade, foram duas reuniões. A primeira foi na casa do vereador Joel, e a segunda, na casa do Delton Baggio. Participaram, além de nós dois, os vereadores Pedrinho, Maiara, Mirele, Marlise, Jana. O Padilha, o Cristóvão Crocetta e o Mário Coan”.

Na segunda reunião, já foi proposto como seria a divisão dos quatro mandatos da Câmara. Uma terceira reunião seria para alinhar pontos e convidar novos participantes, mas essa não aconteceu por dificuldades de agenda. Um dia um não podia, outro dia outro não queria, e assim foi enrolando”, relatou Dovagner.

Sobre o clima das reuniões, ele destacou a importância de cumprir acordos. “Vereadores bateram na mesa dizendo que palavra dada é palavra cumprida. Eu disse na minha posse: meu pai usa bigode, e eu sou do tempo do bigode. Palavra dada é palavra cumprida”.

Dovagner também mencionou que, após as duas reuniões, o prefeito Fernando Cruzeta (MDB) e a vice-prefeita Leonete (MDB) conseguiram articular a formação de um bloco aliado. “É parte do jogo. Fernando fez a parte dele, conversou e formou o bloco. Parabéns para eles. Mas a palavra dada não foi honrada por alguns. Na primeira reunião já tinha sido conversado, na segunda foi acordado, e ainda tem as conversas no WhatsApp. Então, não venham dizer que não houve acerto”, afirmou.

Quando questionado sobre a sensação de traição por não ter sido eleito presidente do Legislativo, Dovagner respondeu: “Traído, não. Aborrecido, sim, porque faz parte do jogo político. Nossa postura será de oposição consciente. Ninguém vai travar o município. Queremos que Orleans continue crescendo como tem acontecido nos últimos anos.”

O vereador também destacou sua relação com o prefeito Fernando Cruzeta e a vice Leonete. “Conheço Fernando há anos, já trabalhamos juntos na Câmara. Dona Leonete é uma grande mulher, trabalhamos em vários serviços voluntários. Tenho admiração por eles e desejo que façam um grande governo. No que depender de mim, estarei ajudando nosso município.”

Em relação à influência de ideologias partidárias, Dovagner destacou que o foco dos vereadores deve ser no desenvolvimento local. “Aqui em Orleans, pensamos mais no município. Nossos projetos e votações não são tão direcionados a nível federal. Nosso compromisso é com a saúde, educação, agricultura, infraestrutura, esporte e segurança”.

Por fim, ele ressaltou o papel do vereador na busca por recursos. “Hoje, além de fiscalizar e legislar, temos o dever de captar emendas para o município. Esses recursos são fundamentais para que a administração possa investir no crescimento de Orleans”, concluiu.

Apesar dos desafios iniciais, o vereador confia que o clima de divergências dará lugar ao diálogo e que o legislativo terá um papel fundamental para continuar o desenvolvimento de Orleans. “Tivemos um clima pesado no início, mas acredito que vamos superar isso. São pessoas adultas, conscientes, e estamos aqui para representar a população. Espero que esse seja o caminho da Câmara em 2025”.

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Jornal da Guarujá recebe Elisabete Baggio para detalhar os primeiros passos da Secretaria de Educação de Orleans

Por Rádio Guarujá07/01/2025 13h56
Foto/redação

Na manhã desta terça-feira, 7, o Jornal da Guarujá entrevistou Elisabete Menegasso Baggio, secretária de Educação de Orleans, que detalhou os desafios e as primeiras medidas da pasta sob sua gestão. A secretária, com vasta experiência na área, compartilhou c as prioridades e os compromissos assumidos para o início deste ano letivo.

Ao ser questionada sobre o estado em que encontrou a Secretaria, Elisabete destacou que, desde o primeiro dia de sua gestão, a equipe tem se empenhado para organizar os processos necessários para o início das aulas em fevereiro. “Estamos a cada dia tomando pé de fatos novos. No momento a gente está direcionando nossos esforços para organizar a licitação de transporte escolar, já que as aulas começam no dia 10 de fevereiro. O tempo hábil é bastante curto, porque os trâmites legais são mais complexos e demorados. A cada dia, a gente vai avançando em um ponto”, afirmou a secretária. Ela também ressaltou a importância de ações imediatas, como a organização das colônias de férias, que começam nesta quarta-feira, 8, no CEI Flávio Bussolo, atendendo mais de 60 crianças. “Ontem, a gente teve uma primeira reunião com os profissionais que vão atender as nossas crianças a partir de amanhã”, disse.

A secretária falou também sobre os compromissos assumidos pela gestão municipal, como a implementação do atendimento integral para a educação infantil. “A demanda que nós temos hoje é essa necessidade de atendimento integral, então estamos nessa busca, buscando espaço, adequando, vendo o que é possível para começar a tirar do papel algumas das proposições do nosso prefeito Fernando e da nossa vice Leonete”, explicou. Ela continuou: “Hoje, nós vivemos um tempo bastante diverso. Não temos mais a possibilidade de a mãe ficar em casa cuidando dos filhos enquanto o pai trabalha. Precisamos, diante da real situação social, de o trabalho dos dois. Se você tem uma criança pequena em casa, tem que obrigatoriamente encontrar um espaço para ela.”

Com relação à infraestrutura das escolas, Elisabete mencionou a necessidade de realizar pequenos reparos nas unidades, além de preparar as escolas para o início do ano letivo. “O que a gente tem que fazer agora é deixar as escolas em condições de utilidade, isso significa carpir, limpar. Essas questões mais pesadas a gente vai interferir, enquanto que as mais leves, a limpeza interna da escola, fica por conta dos profissionais que lá trabalham”, explicou a secretária. Ela também destacou a continuidade de visitas às instituições de ensino para garantir a adequação do espaço e a oferta de materiais. “Estamos dando continuidade ao levantamento de materiais do dia a dia, aquilo que precisamos licitar, o que vamos precisar comprar”, completou.

Sobre a questão do transporte escolar, a secretária reconheceu as dificuldades enfrentadas, especialmente no atendimento às comunidades mais distantes, e disse que as rotas serão mantidas inicialmente conforme estavam. “Inicialmente, nós vamos ofertar as rotas como elas estavam e, na medida que as situações forem acontecendo, vamos ouvir os reclamantes e ver até onde podemos atendê-los”, afirmou. Ela também explicou que o transporte escolar é exclusivo para alunos da educação infantil, ensino fundamental e médio: “O transporte escolar é para os alunos de ensino fundamental, educação infantil a partir dos quatro anos e ensino médio. Para universitários, vamos ver o que podemos fazer.”

A parceria com o Unibave também foi mencionada por Elisabete, destacando a importância de fortalecer os laços com instituições de ensino superior para colaborar com a educação básica. “Nós também precisamos de parceiros. E educação se faz lá, assim como se faz nas escolas da rede municipal”, afirmou.

Além disso, a secretária ressaltou a preocupação com a educação inclusiva, principalmente no atendimento a crianças com autismo, e anunciou planos para criar um centro de atendimento especializado, inspirado em modelos bem-sucedidos, como o Centro de Atendimento a Autistas de Balneário Camboriú. “A gente tem um olhar muito cuidadoso para essa demanda. Estamos pensando em tornar o Centro Rui Pfutzenreuter, no Jardim das Orquídeas, em um centro de referência para essas crianças”, disse Elisabete.

O ano letivo de 2025 começará oficialmente no dia 10 de fevereiro,  a secretária finalizou sua entrevista destacando que, apesar dos desafios, a gestão está focada em garantir a qualidade do ensino. “Estamos correndo contra o tempo, mas com a colaboração de todos, conseguiremos entregar um ano letivo com mais qualidade para nossas crianças”, concluiu.

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CMDCA de Orleans anuncia processo seletivo com vaga imediata para Conselheiro Tutelar

Por Rádio Guarujá07/01/2025 13h50
Foto/ Arquivo Redação

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Orleans abriu inscrições para o Edital Suplementar 004/2024, destinado ao preenchimento de vagas para Conselheiro Tutelar. O prazo para inscrições vai até 17 de janeiro e o processo é totalmente gratuito e online.

Requisitos para participar

De acordo com Giani Cechinel Loli Fontanella, executiva do CMDCA, os interessados devem atender aos seguintes requisitos: ter 21 anos ou mais, residir em Orleans, possuir idoneidade moral comprovada por certidões de antecedentes criminais e ter nível superior em qualquer área de formação.

“Anteriormente, exigíamos formações específicas, mas agora qualquer graduação é aceita, desde que o candidato tenha conhecimento sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a legislação municipal. Esses são elementos fundamentais para a função”, explicou Giani.

Inscrições e processo seletivo

As inscrições devem ser feitas pelo site da Prefeitura de Orleans, onde está disponível o edital completo com todas as orientações. “O processo é simples: o candidato preenche o formulário online, envia os documentos necessários e aguarda a análise pela comissão organizadora. Caso haja pendências, será concedido um prazo para regularização”, destacou a executiva.

  • 17 de janeiro: Encerramento das inscrições;
  • 27 de janeiro: Publicação dos inscritos aptos;
  • 2 de fevereiro: Aula preparatória sobre o ECA;
  • 9 de fevereiro: Prova de conhecimentos específicos;
  • 23 de março: Eleição popular;
  • 4 de abril: Posse dos eleitos.

Vagas e gestão

O edital visa preencher uma vaga imediata para conselheiro titular e cinco vagas para suplentes. Segundo Giani, os suplentes são essenciais para cobrir afastamentos temporários, como licenças ou férias.

Os eleitos atuarão de 4 de abril de 2025 a 10 de janeiro de 2028. “Eles poderão se candidatar novamente para o próximo mandato, desde que sigam os procedimentos de novos editais”, esclareceu.

Para mais informações, o edital completo pode ser consultado no site da Prefeitura de Orleans.

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“Estamos sendo prejudicados por uma retaliação política”, diz prefeito de Pedras Grandes sobre atraso nas obras da rodovia

Por Rádio Guarujá06/01/2025 11h22
Foto/divulgação

O atraso na liberação da terceira parcela para a continuidade da Rodovia da Imigração Italiana, que corta Pedras Grandes, gerou uma grande indignação no município. Em entrevista ao Jorna da Guarujá, o prefeito Agnaldo Filippi não escondeu o descontentamento com o governo estadual, que mais uma vez paralisou as obras essenciais para o desenvolvimento da região sul de Santa Catarina.

“Olha, não é pra menos, né? A situação é muito frustrante. Além de atrasar toda a programação da prefeitura, é claro que incomoda demais as pessoas. Essa obra é fundamental para o desenvolvimento do sul do estado, ela liga Pedras Grandes à Urussanga e a outras regiões, e o que estamos vendo agora é um desânimo generalizado”, afirmou o prefeito, visivelmente chateado com o cenário.

A obra da rodovia está sendo realizada em duas etapas, com um investimento de 14,9 milhões de reais na primeira e 16,8 milhões na segunda. De acordo com Agnaldo Filippi, a primeira etapa está 95% pronta, mas a paralisação da segunda etapa – com 8 quilômetros de extensão – tem gerado grandes transtornos à população local. “Com o que já foi feito, o trecho ficou praticamente pronto, mas agora estamos travados. A primeira parte deveria estar concluída, mas, por falta de repasses, a obra parou. Isso nos prejudica muito, especialmente porque a rodovia é fundamental para o escoamento da nossa produção agrícola”, explicou.

Em outra entrevista ao Jornal da Guarujá, o prefeito revelou que o município ingressou com uma ação judicial contra o governo estadual devido ao atraso nos repasses. “Ganhamos no primeiro grau, ganhamos no segundo grau. O governo foi obrigado a liberar a segunda parcela, mas, mesmo assim, a obra foi paralisada novamente”, desabafou Agnaldo Filippi.

“Agora, com dois quilômetros executados, com recurso liberado pela justiça, o governo está alegando pendências burocráticas para justificar mais um atraso. E o que mais nos incomoda é que, mesmo com a situação resolvida, a obra foi paralisada novamente”, continuou o prefeito.

A indignação de Agnaldo Filippi também se reflete na falta de infraestrutura básica e nos riscos à segurança da população. “Olha, a situação está crítica. Não consigo colocar o saibro porque vai contaminar a base, não consigo patrolar o trecho porque as pedras estão cortando os pneus dos veículos. Esse trecho é fundamental para a nossa produção, e o governo não libera os recursos. Isso está afetando diretamente nossa economia e a vida das pessoas que dependem da rodovia”, desabafou.

O prefeito também destacou que a obra deveria ter sido concluída no final do ano passado, mas agora, com o ano de 2025 em curso, a situação segue sem uma solução. “A obra está paralisada, a população está cansada dessa novela mexicana que se arrasta por anos. Isso é um absurdo”, disse com tom enfático.

Agnaldo Filippi acredita que a paralisação seja uma retaliação política. “Eu não tenho dúvida nenhuma. Antes da eleição, havia pessoas da minha oposição aqui em Pedras Grandes pedindo para que o governo não liberasse os recursos para a obra. Agora, depois de tanto tempo, não tenho dúvidas de que isso é uma retaliação política”, afirmou.

O prefeito frisou que a situação é mais grave do que uma questão partidária e pediu que as obras sejam retomadas o mais rápido possível. “Pedras Grandes não está prejudicando o governador, está prejudicando a população. Essa política velha, que atrapalha o desenvolvimento da nossa cidade, precisa acabar. Não é possível que uma obra de 34 milhões de reais leve 3, 4 anos para ser executada. Isso é uma vergonha”, concluiu Agnaldo Filippi.

Ele também ressaltou que, apesar de toda a dificuldade, Pedras Grandes segue buscando alternativas. “Eu trabalho para o município e não para a política. Minha população precisa de infraestrutura, precisa de uma rodovia que ajude no desenvolvimento e no crescimento da nossa região. É isso que estamos cobrando”, finalizou.

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