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A substância polilaminina, que vem sendo estudada como possível tratamento para pacientes que sofreram lesões na medula espinhal, pode representar um avanço importante na recuperação de pessoas paraplégicas ou tetraplégicas.
Alison Carvalho Saldívia, de 19 anos, morador de Balneário Gaivota, é o primeiro paciente de Santa Catarina a receber a medicação. O jovem sofreu um trauma raquimedular no dia 11 de janeiro após mergulhar em águas rasas na praia, o que resultou em uma lesão na região cervical da coluna, na altura da vértebra C5.
Na manhã desta terça-feira (10), o Jornal da Guarujá conversou com Ângelo Formentin Neto, médico residente em anestesiologia e coordenador do pronto-socorro do Hospital Dom Joaquim, onde o paciente recebeu a aplicação da substância.
Segundo o médico, Alison foi incluído em uma etapa chamada de uso compassivo do medicamento, quando pacientes que não estão diretamente dentro do protocolo principal do estudo conseguem acesso ao tratamento ainda em fase experimental.
“Esse nosso paciente de Balneário Gaivota se encaixou em uma fase do tratamento que chamamos de uso compassivo. É quando se recebe a medicação, que ainda está em teste, dentro de um período de até 90 dias após a lesão raquimedular”, explicou.
A aplicação da substância ocorreu na última quinta-feira, 5 de março. Uma equipe de médicos do Laboratório Cristalia esteve no hospital para realizar o procedimento.
“Uma equipe do estudo veio até o hospital com dois médicos, dois neurocirurgiões. Eles utilizaram a estrutura do hospital e o serviço de anestesiologia para aplicar a medicação no paciente”, relatou o médico.
Apesar da expectativa em torno da substância, Formentin reforça que os efeitos não acontecem de forma imediata e que a recuperação depende de um processo longo de reabilitação.
“As pessoas tendem a acreditar que o efeito será imediato, mas não é assim que funciona. O efeito da polilaminina vem com o tempo. A gente está na expectativa de que ela funcione para o nosso paciente, mas ele precisa fazer muita fisioterapia e passar por um processo intenso de reabilitação para começar a ver os efeitos”, afirmou.
De acordo com o médico, casos de recuperação após lesões medulares costumam ocorrer de forma gradual.
“É um processo longo. Às vezes começa com pequenos movimentos, depois vem a evolução com fisioterapia. Mas tudo isso leva tempo”, explicou.
Mesmo com o tratamento experimental, o médico reforça que ainda é cedo para avaliar resultados. “A gente está no embrião do processo ainda”, disse.
A partir desta semana, Alison inicia uma rotina intensiva de reabilitação. As sessões de fisioterapia ocorrem diariamente pela manhã na cidade de Criciúma, com profissionais ligados à universidade, e no período da tarde o atendimento ocorre em casa com apoio da equipe do município.
“Agora ele vai viver praticamente para a fisioterapia. A gente vai torcer muito para que tanto a fisioterapia quanto a medicação sejam eficazes e que o corpo dele responda bem ao tratamento”, destacou o médico.
Segundo Formentin, embora o medicamento ainda esteja em fase de testes, há esperança entre os profissionais envolvidos no estudo.
“É uma medicação experimental. Existe expectativa e esperança. No caso do nosso paciente, ele não tinha outra alternativa, então qualquer benefício que venha com a medicação já será muito bem-vindo”, concluiu.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (SEMAE) recebeu, ao longo desta semana, no Sul de Santa Catarina e também na capital, especialistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para uma série de encontros com stakeholders da cadeia carbonífera da região.
As reuniões fazem parte do processo de elaboração do Plano Estadual de Transição Energética Justa para Santa Catarina (PETEJ-SC) e reuniram representantes de instituições estratégicas do setor energético, como a Celesc, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Secretaria de Estado do Planejamento de Santa Catarina (Seplan) e a SCGás, além de representantes do poder público, concessionárias, setor produtivo, academia e sociedade civil.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta sexta-feira (6), o secretário de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde, Cleiton Fossá, explicou que o debate sobre transição energética precisa ser compreendido de forma mais ampla.
“Quando falamos em transição energética justa é importante as pessoas entenderem que nós estamos falando em preparar Santa Catarina para o futuro da energia, ampliando o uso de fontes renováveis e reduzindo emissões. Mas essa mudança precisa acontecer com responsabilidade social e econômica, garantindo que trabalhadores, municípios e empresas tenham oportunidades e perspectivas de desenvolvimento”, afirmou.
Segundo ele, o processo não envolve apenas a substituição de uma fonte de energia por outra, mas também a preocupação com os impactos sociais e econômicos nas regiões onde determinadas atividades têm grande peso na economia.
“Não é simplesmente mudar, substituir uma fonte de energia por outra. É garantir que os trabalhadores, municípios e empresas que fazem parte dessa cadeia tenham segurança, oportunidades e perspectivas de desenvolvimento”, disse.
A discussão ganha maior relevância no Sul catarinense, onde a mineração de carvão ainda representa uma importante atividade econômica. Fossá destacou que a proposta de transição energética justa justamente busca evitar mudanças abruptas.
“Quando as pessoas falam que isso significa que o carvão vai acabar e que os empregos podem desaparecer, essa é justamente a preocupação que orienta o conceito da transição justa. Mudanças desse tamanho não podem acontecer de forma abrupta e sem planejamento”, ressaltou.
O secretário também defendeu que o debate ocorra com diálogo entre os diferentes setores envolvidos.
“Às vezes as pessoas já geram um preconceito sem formar um conceito. Elas geram um embate sem permitir sentar na mesa e dialogar. Nós precisamos substituir essa gritaria polarizada por uma mesa de diálogo, de planejamento”, afirmou.
De acordo com ele, os encontros realizados com especialistas da FGV têm como foco ouvir diferentes atores e compreender melhor os caminhos possíveis para o Estado.
“É de muita escuta, de muito estudo, de entender melhor a situação e compreender quais são os caminhos possíveis. Não é uma ruptura, é planejamento. Não se faz isso sem ouvir quem vive essa realidade”, disse.
Fossá também destacou o potencial ambiental de Santa Catarina como um diferencial estratégico.
“Santa Catarina tem 1% do território nacional e, desse 1%, 40% são de matas nativas. Isso mostra que nosso estado está fazendo o papel de colocar o meio ambiente não como trava, mas como um ativo”, declarou.
Segundo o secretário, a economia verde catarinense já movimenta cerca de R$ 67 bilhões e gera aproximadamente 800 mil empregos. A expectativa é que, com o planejamento da transição energética, novas oportunidades possam surgir.
“Quero tranquilizar a nossa gente do Sul. O plano visa escutar, planejar e encontrar caminhos para que a região continue crescendo, gerando renda e novas oportunidades”, concluiu.
Confira entrevista completa
Na última sessão da Câmara de Vereadores de Orleans, o Executivo municipal encaminhou o ofício nº 31/2026 solicitando a retirada do Projeto de Lei nº 002/2026, que tratava da revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos do município.
A proposta previa a recomposição salarial para servidores ativos, inativos e pensionistas da administração pública direta, além de funcionários da autarquia Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto de Orleans (Samae) e das fundações municipais, como a Fundação Educacional Barriga Verde (Famor).
Segundo o presidente do Legislativo, Murilo Hoffmann (NOVO), a retirada ocorreu para a correção de um erro um erro na redação do texto quanto ao período considerado para a alíquota que seria aplicada.
Apesar da justificativa técnica, o tema também gerou reação entre os servidores municipais. Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta sexta-feira (6), a presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Orleans (Sintramor), Janes de Lorenzi, afirmou que o sindicato não foi consultado antes do envio do projeto ao Legislativo.
Segundo ela, a pauta de reivindicações da categoria foi entregue à prefeitura ainda em dezembro do ano passado, mas até agora não houve reunião para tratar das demandas.
“Na verdade, a gente entregou a pauta no dia 9 de dezembro e não foi feita reunião nenhuma com o sindicato. Aí o prefeito mandou dois projetos de lei para a Câmara sem o conhecimento do sindicato”, afirmou.
Janes explicou que o sindicato tem uma pauta com 19 itens a serem discutidos com o Executivo municipal, entre eles a negociação salarial, o vale-alimentação, auxílio-transporte e questões relacionadas à insalubridade.
“São 19 itens que nós temos na pauta que precisam ser conversados. Eles precisam entender como está funcionando o trabalho do servidor e as melhorias que precisam ser feitas”, disse.
Entre os pontos considerados prioritários pelo sindicato está o reajuste do vale-alimentação. De acordo com a presidente da entidade, o projeto encaminhado pelo Executivo previa apenas a reposição pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e um aumento de R$ 12 no benefício.
“Esse projeto que ele mandou para a Câmara veio com aumento apenas do INPC e o vale-alimentação aumentou R$ 12. O nosso estava em R$ 300 e foi para R$ 312”, explicou.
Segundo ela, o valor ficou abaixo do praticado por municípios da região.
“As prefeituras aqui da redondeza estão pagando de R$ 600 a R$ 1 mil de vale-alimentação. Então os servidores ficaram bastante indignados com esse aumento”, afirmou.
Uma reunião entre representantes do sindicato e o prefeito de Orleans, Fernando Cruzetta, está marcada para esta sexta-feira (6), às 17h, no gabinete do Executivo. A presidente do Sintramor explicou que o encontro contará com a participação da comissão eleita pela categoria, da assessoria jurídica e da presidência do sindicato.
“A gente sempre vai com a comissão do sindicato. A presidente não vai sozinha conversar com o prefeito sobre essas coisas. Então nós teremos a comissão que foi eleita na assembleia, a assessora jurídica e a presidente”, disse.
Apesar da insatisfação inicial dos servidores, Janes afirmou que mantém expectativa positiva em relação ao encontro.
“Estou bastante otimista. O prefeito é uma pessoa inteligente, tem consciência das coisas, e creio que vamos ter uma boa conversa e encontrar caminhos que não desagradem os servidores e também não desagradem a prefeitura”, concluiu.
A expectativa é que a reunião desta sexta-feira traga encaminhamentos sobre o reajuste e sobre as demais reivindicações da categoria. Novos desdobramentos devem ocorrer nos próximos dias.
Confira entrevista completa