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Rádio Guarujá

Após mobilização de pescadores e lideranças, governo federal libera continuidade da pesca da tainha em SC

Por Rádio Guarujá11/06/2026 12h07
Foto/Ilustrativa

A pesca da tainha por arrasto de praia poderá continuar em Santa Catarina após o governo federal rever a suspensão anunciada nesta semana. A atividade havia sido interrompida após o limite da cota estabelecida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura se aproximar do percentual máximo autorizado para a temporada.

A decisão de liberar a continuidade da pesca ocorre após forte mobilização de pescadores catarinenses, manifestações de lideranças políticas e ampla repercussão nos meios de comunicação.

O ex-presidente do Sebrae Nacional e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Décio Lima (PT), afirmou que a medida foi revista após um pedido encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em conjunto com a deputada federal Ana Paula Lima.

“Eu não poderia deixar de compartilhar nesse momento a alegria e o entusiasmo com a decisão do presidente Lula com relação à pesca da tainha. Atendendo ao nosso pedido, ao pedido meu e da deputada federal Ana Paula Lima, ele garante a continuidade da pesca da tainha nesse período gigante que nós estamos vivendo, com resultados fantásticos com relação à safra da tainha”, declarou.

Segundo Décio, o governo federal levou em consideração a importância econômica, social e cultural da atividade para Santa Catarina.

“Foi uma decisão pensada em tudo que ela significa para o nosso Estado. Do ponto de vista da pesca artesanal, do ponto de vista daquilo que é uma expressão inclusive cultural do nosso povo”, afirmou.

O presidente do Sebrae Nacional também destacou que o presidente Lula teria articulado uma solução junto aos ministérios da Pesca e do Meio Ambiente para garantir a continuidade da safra sem comprometer a preservação da espécie.

“O presidente Lula prontamente chamou o ministro da Pesca, o ministro do Meio Ambiente e construíram esta importante solução para que a gente possa ter o fluxo normal, sem agressões ao meio ambiente, mantendo aí as disposições que consolidam um processo tranquilo com relação à própria preservação da espécie”, disse.

Décio Lima ainda avaliou que a discussão sobre a suspensão da pesca ganhou um viés político durante os últimos dias.

“Esse tema foi politizado de forma equivocada e agora o presidente Lula traz essa garantia da continuidade da pesca da tainha nesse período”, declarou.

A suspensão da modalidade de arrasto de praia havia provocado forte reação no litoral catarinense. Parlamentares, entidades ligadas ao setor e pescadores defenderam a flexibilização da medida, argumentando que a pesca da tainha representa uma atividade tradicional, responsável pela geração de renda para centenas de famílias e parte importante da cultura das comunidades costeiras do Estado.

Com a revisão da decisão, a expectativa do setor é de que a safra siga normalmente nas próximas semanas.

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CNA critica suspensão de tarifas sobre leite importado e alerta para prejuízos aos produtores brasileiros

Por Rádio Guarujá11/06/2026 11h59
Foto/Ilustrativa

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) manifestou preocupação com a decisão do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) de suspender a aplicação das tarifas antidumping sobre o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai. Embora o governo federal tenha reconhecido a prática de concorrência desleal, optou por não colocar as medidas em vigor neste momento, alegando possíveis impactos na economia.

Segundo a CNA, a decisão mantém os produtores brasileiros expostos a um cenário de competição desigual, justamente em um período em que as importações seguem em alta. Dados do setor apontam que, somente nos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil registrou novo recorde de importações, com 604 milhões de litros equivalentes de leite. Argentina e Uruguai responderam por cerca de 90% desse volume.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o assessor técnico da Comissão Nacional de Bovinocultura de Leite da CNA, Guilherme Dias, afirmou que a entidade recebeu a decisão com surpresa.

“Nós recebemos com bastante surpresa essa decisão do governo. Após mais de 18 meses de atuação incansável na investigação de dano contra o leite em pó vindo desses países, fomos surpreendidos com a decisão de aplicar as medidas, porém suspendê-las na mesma reunião. Isso acaba mantendo o produtor rural exposto a essas práticas desleais de comércio”, afirmou.

O assessor explicou que o dumping ocorre quando um país exporta um produto por um valor inferior ao praticado em seu próprio mercado interno.

“O dumping é uma estratégia condenada pela Organização Mundial do Comércio. O remédio para quando existe o dumping é justamente a aplicação de uma tarifa antidumping”, destacou.

De acordo com Dias, a própria investigação conduzida pelo governo federal reconheceu a existência da prática. No entanto, as tarifas acabaram suspensas.

“O governo reconheceu a prática do dumping, aplicou as tarifas, porém receios com eventuais impactos inflacionários fizeram com que suspendesse sua aplicação para avaliar mais profundamente uma eventual análise de interesse público”, explicou Dias.

Segundo ele, as distorções identificadas chegaram a índices expressivos.

“As margens de dumping chegaram a 60% de diferença. É uma distorção muito significativa e que afeta diretamente a competitividade do produtor brasileiro”, ressaltou.

Guilherme Dias informou que a CNA seguirá acompanhando o processo e participará da nova etapa de avaliação anunciada pelo governo federal. A entidade pretende demonstrar que a aplicação das tarifas não teria impacto relevante nos preços ao consumidor, mas contribuiria para restabelecer condições mais equilibradas de mercado.

“A CNA vai atuar com unhas e dentes para comprovar que não existem impactos inflacionários decorrentes da aplicação dos direitos antidumping sobre o leite em pó do Mercosul. Não se trata de protecionismo, mas de garantir que o produtor brasileiro possa competir em igualdade de condições”, afirmou.

Além da preocupação com as importações, o setor enfrenta um cenário considerado desafiador dentro da porteira, mesmo com a chegada do período de entressafra, quando normalmente há valorização do produto, os preços pagos aos produtores não têm reagido.

“O mercado do leite ao produtor não tem reagido. No momento em que o produtor teria um respiro melhor em função das oscilações de mercado, continua encontrando um cenário distorcido e pressionado por essas importações desleais”, observou.

Para a entidade, o debate não envolve protecionismo, mas sim o direito de utilizar mecanismos previstos na legislação internacional para combater práticas consideradas injustas.

“O Brasil aplica algumas das tarifas mais modestas do mundo na importação de lácteos. O que buscamos é apenas o direito de utilizar os instrumentos de defesa comercial previstos na legislação para garantir condições justas de concorrência”, concluiu Guilherme Dias.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=JwsUnLopGhY

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Orleans é escolhido como município piloto de projeto que busca transformar gestão de resíduos plásticos e fortalecer indústria regional

Por Rádio Guarujá10/06/2026 12h13
Foto/Assessoria de Comunicação -Prefeitura de Orleans

Orleans foi escolhido para ser o município piloto de um projeto inovador voltado à sustentabilidade, reciclagem e economia circular dos resíduos plásticos. A iniciativa reúne o Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense (Sinplasc), a Prefeitura de Orleans, a Associação Empresarial de Orleans (ACIO), universidades, catadores e entidades do setor produtivo com o objetivo de criar um modelo integrado de gestão de resíduos que possa servir de referência para todo o país.

O tema foi debatido durante uma reunião realizada nesta semana em Orleans, que contou com a participação de representantes do setor empresarial, lideranças da indústria plástica e do Executivo Municipal. O prefeito Fernando Cruzetta também participou do encontro.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta quarta-feira (10), o diretor-executivo do Sinplasc, Elias Caetano, destacou que o projeto busca enfrentar um dos principais desafios ambientais da atualidade: evitar que resíduos plásticos sejam descartados de forma inadequada e se transformem em poluição.

Segundo ele, o projeto busca criar um modelo de economia circular capaz de reduzir os impactos ambientais causados pelo descarte inadequado de resíduos plásticos.

“É uma iniciativa inovadora, única, no sentido de endereçar um assunto tão caro para nossa região e tão caro para as indústrias plásticas do país, que é a sustentabilidade. O principal objetivo é desenvolver um modelo de cadeia produtiva integrada, onde a gente evita que os plásticos causem problemas ambientais e se transformem em poluição”, afirmou.

Elias destacou ainda o engajamento encontrado durante o encontro realizado em Orleans.

“A reunião foi muito participativa e representativa. O que eu pude perceber foi o engajamento e o interesse genuíno dos empresários do município em torno dessa pauta”, ressaltou.

A escolha de Orleans para sediar o projeto não ocorreu por acaso. O município integra uma das regiões mais importantes da indústria plástica brasileira.

“Hoje o plástico representa a segunda economia industrial da região e é a atividade que mais gera valor adicionado. É a indústria que mais gera riqueza e desenvolvimento para o Sul do Estado. São 12.300 empregos diretos e cerca de 240 indústrias instaladas na região”, destacou.

Para Elias, o setor enfrenta atualmente um desafio importante diante de propostas de restrição ou proibição de determinados produtos plásticos em discussão no país.

“A gente não pode abrir mão de uma cadeia produtiva tão expressiva e tão importante para a nossa economia. Mas também precisamos apresentar soluções para um problema que existe. Existe, sim, um problema de poluição ambiental quando os materiais são descartados de forma indevida”, afirmou.

O projeto desenvolvido em Orleans pretende justamente demonstrar que esses resíduos podem ser reaproveitados e reinseridos na cadeia produtiva. A proposta envolve o acompanhamento completo do ciclo do material, desde o descarte pelo consumidor até sua transformação em novos produtos.

“O projeto acompanha todo o fluxo do resíduo para comprovar que esses materiais têm solução. Queremos mostrar que eles podem ser reciclados, reaproveitados e voltar para a cadeia produtiva, evitando que acabem no meio ambiente”, explicou.

Após a fase inicial de planejamento, a iniciativa deverá entrar em execução nos próximos meses. Entre as ações previstas estão campanhas de educação ambiental nas comunidades, investimentos em coleta seletiva, instalação de lixeiras inteligentes, adaptação de veículos para recolhimento de resíduos e fortalecimento do trabalho realizado por cooperativas e associações de catadores.

“Será um trabalho amplo, contínuo e permanente. A cidade inteira será impactada positivamente por esse projeto”, afirmou.

Além das ações locais, Orleans e a região também serão palco de uma importante discussão nacional sobre o futuro da indústria plástica. No próximo dia 26 de junho, São Ludgero sediará uma audiência pública do Senado Federal para debater sustentabilidade, reciclagem e os impactos econômicos das possíveis restrições ao setor.

“Será um momento muito importante. O Senado virá à nossa região para conhecer esse projeto, conhecer as empresas e ouvir as soluções que estamos construindo. A região precisa demonstrar força, união e mostrar a importância dos empregos e da economia gerados pelo setor plástico”, destacou Elias.

A audiência pública será presidida pelo senador Esperidião Amin e está marcada para as 15 horas, na sede da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel), em São Ludgero.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=_RfaHQlQX0E

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SNS Card amplia rede de atendimento e passa a oferecer pronto atendimento 24 horas em Criciúma e Braço do Norte

Por Rádio Guarujá10/06/2026 12h08
Foto/Redação

Os clientes do SNS Card passam a contar com uma nova opção de atendimento na área da saúde. A partir deste mês de junho, o convênio firmou parceria com o Hospital São José, em Criciúma, e com o Hospital Santa Terezinha, em Braço do Norte, garantindo acesso ao pronto atendimento 24 horas com valores diferenciados para os associados.

A novidade foi anunciada pela gerente do SNS Card, Daniele Monteguti Dorigon Sávio, durante entrevista ao Jornal da Guarujá. Segundo ela, a ampliação da rede busca oferecer mais segurança e comodidade aos conveniados em situações que exigem atendimento imediato.

“Antes nós não tínhamos esse benefício. Agora, a partir de junho, temos pronto atendimento 24 horas no Hospital Santa Terezinha, em Braço do Norte, e também no Hospital São José, em Criciúma. O cliente SNS pode procurar atendimento e pagar com valor reduzido”, explicou.

De acordo com Daniele, a parceria atende uma demanda recorrente dos usuários do convênio, especialmente para casos de urgência que acontecem fora do horário de funcionamento das clínicas parceiras.

No Hospital São José, além do atendimento clínico geral, os conveniados também terão acesso a especialidades como pediatria, ortopedia e ginecologia no setor de pronto atendimento. Já o Hospital Santa Teresinha passa a oferecer mais uma alternativa para moradores de Braço do Norte e municípios da região.

A gerente destacou que o SNS Card vem ampliando sua atuação nos últimos anos e atualmente possui uma rede credenciada que atende desde Passo de Torres, no Extremo Sul catarinense, até municípios do Vale do Itajaí.

“Hoje a nossa rede é bem ampla. Estamos desde Passo de Torres até o Vale do Itajaí e já avançando para cidades como Blumenau e Joinville, oferecendo consultas, exames e outros serviços de saúde com valores mais acessíveis”, afirmou.

Além da nova parceria com os hospitais, o SNS Card oferece descontos em consultas médicas e odontológicas, exames laboratoriais e de imagem, além de convênios com farmácias e atendimento por telemedicina.

Segundo Daniele, um dos diferenciais do serviço é a possibilidade de inclusão de familiares no mesmo plano, inclusive aqueles que residem em outras cidades atendidas pela rede credenciada.

A gerente também destacou que o convênio tem sido procurado por empresas da região como forma de oferecer benefícios aos colaboradores. “Hoje benefício também é qualidade de vida. Muitas empresas têm buscado alternativas para atender não apenas os funcionários, mas também suas famílias”, observou.

Com a inclusão dos hospitais São José e Santa Terezinha, o SNS Card amplia sua cobertura regional e passa a disponibilizar aos conveniados mais opções de atendimento em saúde, especialmente em situações de urgência e emergência.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=_RfaHQlQX0E

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