Orleans registra aumento de casos de raiva em bovinos e reforça orientações aos produtores
Reunião entre órgãos de saúde definiu medidas de prevenção; vacinação dos animais e comunicação de casos suspeitos são as principais recomendações
O aumento de casos de raiva em bovinos no interior de Orleans levou representantes da Vigilância Epidemiológica, Secretaria de Saúde, Cidasc, Famor e Regional de Saúde de Criciúma a se reunirem na última quinta-feira (2) para definir estratégias de prevenção e orientação aos produtores rurais.
Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Orleans, Alana Patrício Stolls Cruzeta, a principal preocupação é evitar novos casos e reduzir o risco de transmissão da doença para outros animais e para seres humanos.
Atualmente, o município contabiliza entre sete e oito casos suspeitos ou confirmados de raiva em bovinos. O número ainda está sendo levantado, já que alguns produtores não comunicaram oficialmente as mortes dos animais. “Estamos percebendo um aumento significativo de casos. É importante que os produtores procurem orientação e comuniquem qualquer suspeita”, destacou Alana.
A recomendação é que todos os animais mamíferos das propriedades rurais sejam vacinados, incluindo tanto bovinos, cães e gatos. A vacina para os animais deve ser adquirida em agropecuárias, conforme a espécie.
A coordenadora explica que os casos registrados até o momento são apenas em bovinos, mas reforça que a raiva pode atingir qualquer mamífero. “O morcego é o principal transmissor da doença. Ele pode contaminar bovinos e também outros animais. Por isso, a vacinação é fundamental”, afirmou.
Doença não tem cura
A raiva é uma doença viral considerada praticamente fatal após o aparecimento dos sintomas, tanto em animais quanto em seres humanos.
Nos bovinos, os principais sinais observados são perda de força nas pernas, dificuldade para caminhar, quedas frequentes e morte em poucos dias.
Além do prejuízo financeiro causado pela perda dos animais, existe o risco de contaminação das pessoas que tiveram contato com saliva ou secreções de um animal infectado, especialmente se houver cortes ou ferimentos na pele.
Pessoas expostas devem procurar a Vigilância Epidemiológica
A Secretaria de Saúde orienta que produtores rurais ou qualquer pessoa que tenha manipulado um bovino com suspeita de raiva procure imediatamente a Vigilância Epidemiológica de Orleans.
Mesmo quando não há confirmação laboratorial da doença, a equipe avalia cada situação e, se necessário, inicia a vacinação preventiva contra a raiva.
A Vigilância Epidemiológica está localizada na Rua Rui Barbosa, ao lado do Ministério Público.
A orientação é que produtores que identificarem um animal com sintomas compatíveis com a doença comuniquem imediatamente a Cidasc ou a Famor, responsáveis pelo acompanhamento dos casos em animais.
Caso o animal já tenha morrido e sido enterrado, a recomendação é procurar a Vigilância Epidemiológica para que seja feita a avaliação das pessoas que tiveram contato com ele e, se necessário, iniciada a vacinação preventiva.
Importante: segundo a Vigilância Epidemiológica, a comunicação do caso à Cidasc não resulta na interdição da propriedade, como alguns produtores acreditam. O objetivo é identificar a doença e evitar novos casos.
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