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Rádio Guarujá
“Tatu gigante” ganha novo capítulo com descoberta de túnel em Lauro Müller
Por Rádio Guarujá23/03/2026 12h04
Fotos/Divulgação
A história do chamado “tatu gigante”, já conhecida no Sul de Santa Catarina, ganhou um novo capítulo após a descoberta de um túnel subterrâneo em Lauro Müller. A estrutura, localizada na comunidade de Rio Amaral Gruta, viralizou nas redes sociais após um vídeo ultrapassar 1,7 milhão de visualizações.
A galeria foi encontrada durante uma escavação na propriedade da moradora Simone Cattaneo. O túnel possui cerca de um metro de diâmetro e 25,9 metros de extensão, com formato arredondado e presença de ramificações internas. As marcas nas paredes indicam escavação por animais, característica típica de estruturas conhecidas como paleotocas.
Para entender a descoberta, o Jornal da Guarujá conversou na manhã desta segunda-feira (23) com o geólogo e professor da Unesc, Gustavo Simão, integrante do Geoparque Mundial da Unesco Caminhos dos Cânions do Sul.
Segundo o especialista, o túnel é um tipo de registro fossilizado da atividade de animais extintos. “Tecnicamente, a gente chama de icnofóssil, que é um registro da existência de um animal já extinto, um registro de um passado biológico”, explicou.
Ele destacou que, embora estruturas semelhantes já sejam conhecidas na região, a descoberta em Lauro Müller apresenta uma característica inédita. De forma indireta, o professor aponta que a maioria das paleotocas identificadas até hoje ocorre em formações geológicas específicas, enquanto o novo túnel foi encontrado em um tipo de rocha diferente, o que amplia o interesse científico.
“Ele traz uma novidade científica interessante pra gente, porque é uma ocorrência em um tipo de rocha diferente daquilo que convencionalmente foi encontrado aqui na região”, afirmou.
As dimensões da estrutura reforçam a hipótese de que o túnel foi escavado por animais de grande porte, integrantes da chamada megafauna. “Quando a gente tem um registro de um túnel com mais de um metro de altura e mais de 20 metros de comprimento, a gente não consegue atribuir ele a nenhum animal recente”, disse.
Segundo Simão, esses animais — como tatus gigantes e preguiças gigantes — viveram há milhares de anos. Estudos indicam que a extinção ocorreu entre 10 mil e 5 mil anos atrás, período anterior à presença de registros humanos mais documentados.
Ainda assim, há indícios de convivência entre humanos e esses animais. O geólogo explica que evidências arqueológicas apontam que populações humanas podem ter tido contato com a megafauna durante o período de transição climática que marcou sua extinção.
Outro ponto que chama atenção são as marcas preservadas no interior do túnel. “Nas paredes, são visíveis as ranhuras, as garras, os resquícios da escavação”, relatou o professor, que esteve no local recentemente.
Apesar do interesse científico e turístico, ele faz um alerta sobre os riscos. “A gente recomenda que essa visitação seja feita de forma ordenada, com uso de EPI, porque são túneis que apresentam risco de colapso”, afirmou.
Para o geólogo, mesmo que a história do “tatu gigante” seja tratada como lenda, ela ajuda a despertar curiosidade e conhecimento.
“É uma brincadeira, mas uma brincadeira interessante, porque traz informação e acaba agregando conhecimento”, concluiu.
Alta nos combustíveis preocupa setor, mas não há risco de desabastecimento em SC
Por Rádio Guarujá23/03/2026 11h59
Foto/Ilustrativa
A escalada do conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos, somada à recente possível mobilização de caminhoneiros no Brasil, tem gerado preocupação sobre possíveis aumentos nos preços dos combustíveis e até risco de desabastecimento.
Sobre o tema, o Jornal da Guarujá conversou na manhã desta segunda-feira (23) com Alam Mafra, diretor jurídico do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina (SCPetro).
Segundo ele, o cenário internacional já impacta diretamente o mercado. “Toda essa crise geopolítica em nível mundial, de fato ele impacta. Primeiro porque ele tem puxado o preço do barril do petróleo para cima”, afirmou. Ele destacou que os valores têm se mantido elevados: “Tem ficado aí em patamares superiores a 100 dólares, se aproximando aí de 120 dólares”.
Mafra também apontou preocupação com a logística global, especialmente diante da possibilidade de fechamento do Estreito de Ormuz. Ele explicou que o Brasil depende de importações: “O Brasil importa aproximadamente um terço do diesel que é consumido aqui”. Segundo ele, embora nem todo o combustível passe pela região, “também tem uma grande influência daquela região”.
Sobre o aumento recente nos preços, o diretor do SCPetro afirmou que o movimento já reflete esse cenário internacional. “A gente tem visto um aumento nos preços. O preço sofre influência do mercado internacional”, disse. Ele ressaltou que, mesmo com mudanças na política da Petrobras, essa influência permanece: “Isso é inevitável, a oscilação do preço do barril de petróleo”.
Outro fator relevante foi o aumento da procura por combustíveis nos últimos dias. “Houve um aumento de procura, principalmente na semana passada, com aquela possibilidade de uma nova paralisação dos caminhoneiros”, afirmou. Segundo ele, esse comportamento gerou um efeito em cadeia no mercado.
Mafra também explicou que os custos das distribuidoras aumentaram, impactando o consumidor final. “As distribuidoras compram ou importam esses combustíveis e isso sofre influência direta do preço no mercado internacional”, disse. Ele acrescentou que, em alguns casos, a aquisição ocorre com valores mais altos: “Com ágio, que chega até a R$ 2,00 e pouco por litro”.
Apesar do cenário de instabilidade, ele afastou a possibilidade de desabastecimento no Estado neste momento. “Por ora, aqui no mercado de Santa Catarina ainda não há nada oficial e concreto que indique uma falta ou um racionamento de combustíveis”, garantiu.
Segundo Mafra, os casos registrados recentemente foram pontuais e causados pelo aumento repentino da demanda. “Esse desespero coletivo e a busca desenfreada para abastecer gera fila, aumento de consumo e, evidentemente, pontualmente em alguns estabelecimentos faltou combustível”, explicou.
Sobre a possibilidade de uma nova paralisação de caminhoneiros, ele afirmou que o movimento perdeu força. “Esse movimento começou no Porto de Santos”, relatou, destacando que a adesão foi limitada. “Me parece que a adesão foi abaixo do que era esperado”.
Ele também mencionou medidas adotadas para evitar impactos maiores. “A Justiça Federal conseguiu uma liminar no sentido de que quem aderisse aos movimentos não deveria bloquear rodovias”, disse. Além disso, segundo ele, negociações com o governo ajudaram a conter o avanço da paralisação.
“Por hora o movimento está em stand-by, pelo menos por mais uma semana”, concluiu, acrescentando que não há previsão de uma nova paralisação no curto prazo.
Pesquisadores, profissionais da saúde, educadores, estudantes, familiares e a comunidade em geral vão se reunir para discutir os desafios e as potencialidades que acompanham a vida de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em diferentes fases da vida.
O tema será abordado durante a sétima edição do simpósio Land, promovido nos dias 10 e 11 de abril, pelo Laboratório de Pesquisa em Autismo e Neurodesenvolvimento da UNESC, vinculado à Universidade do Extremo Sul Catarinense. Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta sexta-feira (20), a coordenadora do laboratório e organizadora do evento, Cinara Ludvig Gonçalves, destacou a relevância da pauta.
Segundo ela, dados recentes do IBGE apontam que a população autista representa uma parcela significativa da sociedade, acompanhando uma tendência global de aumento na prevalência do autismo.
O evento será realizado em Criciúma, na sede da ACIC. Nesta edição, o simpósio traz como tema central a jornada da pessoa autista para além do diagnóstico, abordando especialmente fases menos discutidas, como a adolescência e a vida adulta.
“Existe um foco muito grande na infância e no diagnóstico precoce, que é fundamental. Mas ainda se fala pouco sobre a transição para a adolescência e para a vida adulta, incluindo temas como sexualidade, inserção no mercado de trabalho e saúde mental”, explicou a coordenadora.
A programação contará com palestras ministradas por especialistas como psicólogos, neurologistas e neuropediatras, além de momentos de interação com o público. O evento ocorre em dois dias: na sexta-feira (10), no período noturno, e no sábado (11), com atividades ao longo da manhã e da tarde. Ao final, uma mesa-redonda reunirá pessoas autistas e familiares para discutir experiências e estratégias de inclusão, especialmente no ambiente profissional.
Outro ponto destacado é o papel da família no acompanhamento e desenvolvimento da pessoa com TEA. De acordo com Cinara, a identificação precoce de possíveis sinais é essencial para o início de intervenções. “Existem marcos esperados no desenvolvimento infantil, como fala, interação e comportamento. Quando há atrasos, é importante buscar orientação profissional e iniciar estímulos, mesmo antes de um diagnóstico fechado”, afirmou.
O simpósio é aberto ao público e busca promover um ambiente acessível, com estímulos reduzidos para garantir a participação de pessoas autistas. As inscrições são pagas, com valores diferenciados: R$ 70 para o público geral e R$ 30 para pessoas dentro do espectro. O cadastro deve ser realizado no site oficial do evento.
Topázio Neto oficializa saída do PSD e reafirma apoio a Jorginho Mello
Por Rádio Guarujá20/03/2026 10h57
Foto/Divulgação
O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, confirmou que deixou o PSD após divergências internas sobre o rumo político do partido em Santa Catarina. A decisão ocorre em meio ao debate sobre a candidatura ao governo do Estado e ao posicionamento da legenda nas próximas eleições.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o prefeito foi direto ao confirmar a desfiliação: “Ontem eu fiz a minha carta pedindo a saída do PSD”. Segundo ele, o movimento é resultado de um processo que se intensificou nos últimos meses. “Tenho grandes amigos no PSD, mas o momento agora é de sair do PSD e deixar o PSD livre para o seu projeto”, afirmou.
Topázio relembrou que ingressou na sigla durante o último ciclo eleitoral estadual, após deixar o Republicanos, mas indicou que passou a discordar da condução política adotada pelo partido. Ele disse que vinha defendendo internamente uma estratégia diferente para Santa Catarina, baseada na continuidade do atual governo.
“Eu venho defendendo há muito tempo um projeto para Santa Catarina para que a gente possa dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito”, declarou. Nesse sentido, afirmou que chegou a propor que o PSD apoiasse a reeleição do governador Jorginho Mello, em aliança com o PL.
“Eu havia expressado essa minha vontade ao meu partido PSD, de trabalhar para que o PSD estivesse junto do PL nessa eleição”, disse. Segundo ele, essa estratégia permitiria ao partido se fortalecer politicamente no futuro: “Na próxima eleição, o PSD estará muito mais forte, inclusive, para pleitear a vaga de governo do Estado”.
A divergência se aprofundou com a possibilidade de candidatura do prefeito de Chapecó, João Rodrigues. Sem citar diretamente o nome do correligionário em tom crítico, Topázio questionou a falta de clareza no projeto político apresentado.
“Qual é a visão de futuro para o Estado?”, indagou. Em outro momento, reforçou a crítica: “Não adianta simplesmente falar sem mostrar como fazer. A população não quer mais isso”.
Sobre uma frase que circulou nos bastidores de que não faria sentido apoiar um projeto sem sustentabilidade , o prefeito negou ter dito publicamente, mas endossou o conteúdo: “Não, eu não falei, mas falaria”.
Ele também afirmou que não pretende se envolver em disputas internas ou pessoais dentro do partido. “Eu não vou ficar no meio de uma confusão dessa”, disse, ao comentar o ambiente político recente da sigla.
Topázio reforçou que mantém alinhamento com o governador Jorginho Mello e confirmou que seguirá apoiando sua reeleição. “Venho confirmando isso há dois, três anos”, afirmou. Ele acrescentou que continuará ao lado do governador sempre que houver interesse do governo estadual.
Ao falar sobre o momento atual, o prefeito evitou demonstrar mágoa e destacou o foco na administração municipal. “Fui eleito prefeito para ficar quatro anos”, declarou. “Vou ficar os quatro anos trabalhando por Florianópolis”.
Sobre o futuro partidário, Topázio afirmou que recebeu convites de diferentes legendas, mas que não pretende tomar uma decisão imediata. “Vou dar um tempo até que as coisas se acalmem um pouco mais”, disse. Ele também destacou que o cenário eleitoral ainda está em definição: “Até o dia 4 de abril muita gente vai confirmar a candidatura, muita gente vai desistir”, avaliou, acrescentando que a partir desse período será possível ter um quadro mais claro das próximas eleições antes de definir seu destino político.