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Rádio Guarujá

Setembro Amarelo: Orleans promove a prevenção ao suicídio e o cuidado com a Saúde Mental

Por Rádio Guarujá18/09/2023 14h05
Foto/Reprodução

No mês dedicado ao Setembro Amarelo e à conscientização sobre a saúde mental, o Jornal da Guarujá realiza uma série de entrevistas para abordar esse tema delicado e crucial. O Jornal da Guarujá conversou com Ana Regina Zomer, coordenadora do CAPS 1 de Orleans e psicóloga, sobre o Setembro Amarelo, um trabalho que tem recebido elogios e destaque em toda a região, especialmente no que diz respeito à prevenção ao suicídio.

O CAPS de Orleans não se limita apenas à prevenção ao suicídio, mas abrange todas as questões relacionadas à saúde mental. Durante a entrevista, Ana Regina destacou o trabalho excepcional realizado no CAPS, oferecendo uma visão sobre as atividades desenvolvidas e os serviços oferecidos aos membros da comunidade.

Acolhimento integrado para a Saúde Mental

Ana Regina explicou que Orleans é privilegiado na área da saúde mental, com psicólogos disponíveis em todas as unidades de saúde e o serviço do CAPS, que funciona diariamente das 8h às 18h sem intervalo ao meio-dia. O CAPS desempenha um papel crucial no acolhimento de pacientes com transtornos mentais e os encaminha para avaliação psiquiátrica, oferecendo tratamento psicológico e, quando necessário, internação.

Além disso, todas as unidades de saúde da cidade estão preparadas para receber pacientes com problemas de saúde mental, e o Hospital Santa Otília serve como uma porta de acolhimento durante fins de semana e fora do horário de funcionamento da Secretaria de Saúde.

Identificando sinais de risco

Para ajudar na prevenção ao suicídio, é vital identificar os sinais de risco.  a psicóloga e coordenadora do CAPS 1, enfatizou que pessoas com pensamentos suicidas geralmente sofrem de transtornos mentais e experimentam um profundo sofrimento, onde a falta de esperança prevalece. Familiares e amigos devem prestar atenção a mudanças no comportamento da pessoa, como agressividade, reclusão e outras alterações que podem indicar problemas de saúde mental.

Ela encoraja as pessoas a conversarem abertamente com aqueles que podem estar em risco e a perguntarem diretamente sobre seus pensamentos suicidas. “Isso não aumenta o risco, mas pode abrir a porta para a ajuda e o tratamento necessários”, afirma.

Buscando ajuda

Ana Regina destacou a importância de buscar ajuda profissional em situações de risco. Os serviços de saúde mental em Orleans são acessíveis e gratuitos, e qualquer pessoa pode procurá-los para obter orientação e apoio, mesmo que seja apenas para esclarecimentos.

Ela também mencionou o Serviço de Valorização da Vida (CVV) com o número 188, disponível 24 horas por dia, como um recurso para aqueles que estão enfrentando dificuldades emocionais e precisam de apoio imediato.

Trabalho contínuo

A coordenadora e psicóloga esclareceu que a cidade de Orleans está comprometida com a saúde mental durante todo o ano, não apenas em setembro. Profissionais de saúde estão sendo treinados para oferecer um melhor acolhimento aos pacientes, e programas de saúde mental estão sendo integrados em escolas para abordar questões como bullying, álcool e drogas, e outros problemas emocionais.

O município tem visto uma redução nos casos de suicídio nos últimos anos, graças ao trabalho de conscientização e aos serviços de saúde mental disponíveis para a comunidade.

Envolvimento da família

Quando um paciente com pensamentos suicidas é identificado, a família desempenha um papel crucial em seu tratamento. Ana Regina explicou que a família deve ser orientada sobre como apoiar o paciente e, em alguns casos, fornecer supervisão constante.

Em Orleans, o CAPS oferece orientação e suporte não apenas aos pacientes, mas também às suas famílias, reconhecendo a importância da rede de apoio no tratamento da saúde mental.

Para aqueles que desejam entrar em contato com o CAPS em Orleans ou obter orientação, Ana Regina enfatizou que eles estão abertos e prontos para ajudar através do telefone (48)3886-0170 que também é whatsapp. Além disso, o serviço de Valorização da Vida (CVV) pode ser acessado ligando para o número 188, 24 horas por dia.

Confira entrevista completa:

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Economista prevê aumento da inflação até o final do ano, enquanto destaca deflação nos alimentos e impacto temporário na habitação

Por Rádio Guarujá14/09/2023 12h56
Foto/Reprodução Internet

Na manhã desta quinta-feira, 14, o Jornal da Guarujá conversou com Pablo Bittencourt, Economista-Chefe da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o principal índice de inflação do país.

O IPCA foi divulgado na terça-feira, 12, e apresentou um aumento de 0,23% no mês de agosto. Esse resultado ficou abaixo das expectativas, que apontavam para uma alta de 0,29%. Esse dado reforça a expectativa de uma redução na taxa de juros de 0,5 ponto percentual. Bittencourt destacou que esse cenário deve se manter nas próximas reuniões, incluindo a próxima, marcada para 20 de setembro, bem como nas reuniões subsequentes em outubro e dezembro.

No entanto, Bittencourt ressaltou a importância de analisar os detalhes por trás desse índice de inflação. Alguns aspectos do IPCA mostram resultados positivos, como a deflação de 0,85% nos alimentos, indicando uma produtividade sólida no setor alimentício. Por outro lado, houve um aumento preocupante de 1,1% nos custos de habitação, impulsionado principalmente pelos preços da energia elétrica, energia e combustíveis, relacionados ao fim do bônus Itaipu, que antes proporcionava descontos nas contas de eletricidade.

Outros setores que tiveram aumentos notáveis foram transportes, devido ao aumento no preço do óleo diesel, e segmentos de saúde, despesas pessoais e educação, que registraram inflações de 0,58%, 0,40% e 0,59%, respectivamente. Essa alta disseminação de preços dentro desses segmentos sugere um processo inflacionário nos serviços, uma tendência que já vinha sendo observada.

O economista-chefe da FIESC tranquilizou ao afirmar que, apesar desses pontos de preocupação, os resultados gerais ainda estão dentro das expectativas, e não há razão para grande alarme. É importante notar que o índice de inflação continuará subindo até o final do ano, devido à base de comparação com o ano anterior, que apresentou deflação nos últimos meses. Espera-se que a inflação atinja aproximadamente 5% até o final de 2023.

Em resumo, o IPCA abaixo das expectativas e a expectativa de queda na taxa de juros são sinais positivos para a economia, mas é necessário monitorar de perto a inflação nos setores de serviços e a evolução ao longo do ano.

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Crise no setor de leite e desafios com javalis: Entrevista com Enori Barbieri da FAESC

Por Rádio Guarujá14/09/2023 12h51
Foto/Reprodução

Na manhã desta quinta-feira, dia 14, o Jornal da Guarujá entrevistou Enori Barbieri, vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), para discutir a preocupante crise no mercado brasileiro de leite e a proliferação de javalis em Santa Catarina.

Crise no mercado de leite

O mercado brasileiro de leite enfrenta uma situação preocupante este ano, marcada pela excessiva importação de leite, por um lado, e pela contínua queda na remuneração dos produtores rurais, por outro. O resultado mais dramático dessa situação é a constatação de que milhares de produtores de leite em Santa Catarina estão abandonando a atividade devido à falta de condições mínimas de subsistência. Essa crise coloca em risco a agricultura familiar nesse segmento da agropecuária catarinense.

Enori Barbieri explicou que a crise atual é resultado do aumento das importações de leite em pó dos países do Mercosul, que agora têm acesso irrestrito ao mercado brasileiro. Antes, as importações eram controladas por cotas de importação do Ministério da Agricultura, de acordo com a necessidade do mercado nacional. Com a abertura total do mercado, os produtos estrangeiros estão tomando o lugar dos produtores brasileiros, levando muitos deles a abandonar a atividade.

Ele destacou que, antes da pandemia, Santa Catarina tinha 34 mil produtores de leite cadastrados, mas 9 mil deles já abandonaram a atividade devido à crise, reduzindo o número para cerca de 20 mil produtores atualmente. Enori enfatizou a importância de encontrar soluções imediatas para a crise e pediu ao governo federal que suspenda imediatamente as importações excessivas de leite.

Proliferação de javalis em Santa Catarina

O vice-presidente também comentou sobre a suspensão dos abates de javalis em Santa Catarina e a preocupação dos produtores rurais com a proliferação desses animais. Os javalis são listados entre as 100 piores espécies exóticas invasoras do mundo pela União Internacional de Conservação da Natureza.

Ele enfatizou que os javalis representam um problema sério em Santa Catarina, pois não têm predadores naturais e podem causar danos significativos à agricultura. Além disso, eles podem carregar doenças que prejudicam as exportações de carne para mercados internacionais.

Enori expressou sua preocupação com a suspensão repentina da caça de javalis pelo governo federal, destacando que havia um sistema de controle em vigor nos últimos anos, que agora foi interrompido. Ele enfatizou a importância de abordar esse problema de maneira adequada e não permitir que a situação piore.

Programa de titularização de propriedades rurais

O vice-presidente da FAESC também abordou o programa do Tribunal de Justiça de Santa Catarina que permite a titularização de propriedades rurais com menos de dois módulos fiscais. Ele explicou que o programa está sendo implementado em diferentes regiões do estado para ajudar agricultores com propriedades menores a obterem a titularidade de suas terras, o que pode variar de zero a 50 hectares.

Esse programa visa resolver problemas sociais relacionados à falta de regularização fundiária e permitir que os agricultores possuam formalmente suas terras.

Confira entrevista completa:

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SC: Polícia Científica lança plataforma Criminal Data para combater a violência contra a mulher

Por Rádio Guarujá13/09/2023 14h00
Foto/Reprodução Polícia Científica de Santa Catarina

O Jornal da Guarujá teve a oportunidade de entrevistar Andressa Boer Fronza, a Perita-Geral da Polícia Científica de Santa Catarina, sobre a nova Plataforma Criminal Data. Essa ferramenta inovadora foi desenvolvida para monitorar e combater os casos de violência contra a mulher no estado.

A Polícia Científica de Santa Catarina já utilizava a Plataforma Criminal Data como uma ferramenta de Business Intelligence (BI) para monitorar estatísticas de atendimentos periciais em várias áreas de atuação. No entanto, recentemente, eles expandiram seu uso para criar um novo painel dedicado exclusivamente à violência contra a mulher.

Esse novo painel permite que a Polícia Científica acompanhe todos os atendimentos periciais relacionados a mulheres de todas as idades em todo o estado. Ele oferece uma visão detalhada dos diferentes tipos de crimes, incluindo homicídio, feminicídio, violência sexual, violência física e psicológica. Além disso, a plataforma disponibiliza informações sobre as vítimas, os agressores, faixas etárias, números de boletins de ocorrência e a distribuição geográfica dos casos.

O aspecto mais notável da Plataforma Criminal Data é a humanização dos dados. Em vez de focar apenas em números, a ferramenta prioriza os nomes das vítimas, reconhecendo a importância de cada pessoa envolvida. Esse enfoque humanitário visa quebrar estigmas e garantir que as vítimas recebam um tratamento digno e sensível.

Andressa Boer Fronza enfatiza a importância do comparecimento das vítimas para a realização de perícias, pois isso ajuda na identificação dos agressores e na busca por justiça. A Polícia Científica está comprometida em fornecer um atendimento humanizado durante esse momento difícil para as vítimas.

A Polícia Científica de Santa Catarina espera que essa nova ferramenta de monitoramento contribua para a implementação de políticas de segurança mais eficazes e medidas de combate à violência contra a mulher. Seu objetivo final é ver a redução dos índices de violência no estado.

Quanto aos números de violência contra a mulher em Santa Catarina em comparação com outros estados do Brasil, Andressa Boer Fronza observa que, embora o estado não esteja entre os piores,  a polícia está empenhada em combater e melhorar essas estatísticas.

Além disso, a conversa abordou a relação entre a violência contra a mulher e o suicídio, destacando a necessidade de prevenção e intervenção adequadas.

Confira entrevista completa: 

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