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Rádio Guarujá
“O desespero na prisão me levou a tentar o suicídio”, afirma Fernando de Faveri, em entrevista ao Jornal da Guarujá
Por Rádio Guarujá29/07/2024 10h41
Foto/redação
O Jornal da Guarujá teve a oportunidade de conversar na manhã desta segunda-feira, 29, com Fernando de Faveri, prefeito de Cocal do Sul. Recentemente, o prefeito passou 29 dias na prisão.
“Eu ainda não consigo compreender o que aconteceu. Recebi de forma tranquila, a equipe do GAECO em minha casa. Mostrei minhas armas e expliquei sobre munições antigas que pertenciam ao meu pai, já falecido. Depois, fomos à prefeitura onde mostrei todos os documentos necessários. No entanto, fui levado à delegacia e, posteriormente, para a penitenciária, sem uma explicação plausível”, relatou Faveri.
Ele destacou a falta de uma audiência de custódia adequada e a confusão que se seguiu. “Os três primeiros dias foram particularmente difíceis. Pensava em suicídio, pois não entendia o motivo da prisão e sentia que minha vida estava desmoronando. Fiquei em uma cela com 12 pessoas, quatro dormindo no chão, sem ver o sol por 29 dias. Foi um período de sofrimento intenso e inexplicável”, descreveu.
Investigação
A investigação que levou à prisão de Faveri envolvia um contrato com uma empresa de Brasília. A empresa em questão oferecia o trabalho de agendamento para reuniões com os ministérios, entrega de documentos para captação de recursos. “O contrato foi para assessoria na captação de recursos federais. O valor de R$ 48 mil era para manter uma base em Brasília, algo comum entre prefeituras. Não houve qualquer irregularidade”, afirmou.
“Fiquei sabendo que o contrato estava sendo investigado e, somente após quatro dias de detenção, fui informado. O desembargador que concedeu a liminar da prisão estava de férias e, por isso, fiquei detido por um período prolongado até a sua volta”, acrescentou.
Tentativa de suicídio
Durante a entrevista, o prefeito de Cocal revelou o impacto devastador da prisão em sua saúde mental. “Nos primeiros dias, eu estava em estado de desespero absoluto. A sensação de vergonha e a impossibilidade de me defender foram esmagadoras. Eu estava tão desesperado que cheguei a tentar me enforcar”, contou.
Ele descreveu como a tentativa de suicídio foi interrompida por um colega de cela. “No quarto dia, um dos presos me mostrou como outra pessoa havia se enforcado. Eu estava tentando fazer o mesmo, mas algo me fez parar. Percebi que, se eu seguisse por esse caminho, deixaria minha família em sofrimento”, disse.
O prefeito falou sobre o impacto emocional profundo da experiência. “As orações e o apoio de amigos e líderes religiosos foram importantes. Eu estava completamente perdido e achava que Deus havia me abandonado, mas a ajuda espiritual e o carinho recebido me ajudaram a superar esse período sombrio”, explicou Faveri.
Ele mencionou uma experiência particularmente significativa. “Uma pessoa na cela me mostrou como alguém havia se enforcado, e eu estava pensando em fazer o mesmo. No entanto, uma conversa com um companheiro de cela me fez refletir sobre a minha família e a dor que causaria a eles. Isso foi fundamental para eu decidir mudar minha atitude e buscar ajuda”, contou.
Reeleição
Sobre seu futuro político, Faveri está considerando cuidadosamente sua próxima decisão. “Meu partido (MDB) e aliados estão me apoiando e pedindo que eu continue. Na última semana, tivemos uma reunião com os pré-candidatos a vereadores, presidente estadual do partido, Chiodini, e os deputados estaduais. O partido e diversos apoiadores pediram que eu continue. No entanto, preciso estar bem comigo mesmo antes de tomar qualquer decisão sobre minha candidatura. Estou fazendo tratamento psiquiátrico e avaliando o impacto de continuar na política”, disse.
“Recebi um imenso apoio de pessoas e líderes religiosos. O carinho que tenho recebido me ajudou a superar esse momento difícil. Vou voltar e mostrar que a justiça que me prendeu é a mesma que vai me inocentar”, finalizou.
Confira entrevista completa
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Sicredi apresenta Plano Safra 2024/2025 com investimento recorde no sul catarinense
Por Rádio Guarujá29/07/2024 10h38
Foto/Divulgação
O Sicredi lançou seu Plano Safra 2024/2025, com um investimento de R$ 66,5 bilhões destinados a produtores de todo o Brasil, representando um aumento de 17% em relação ao ano anterior. Sobre o tema, o Jornal da Guarujá conversou na manhã desta segunda-feira, 29, com o assessor do segmento agro do Sicredi Sul SC, Diego Arnhold.
Arnhold explicou que os recursos estão disponíveis desde o lançamento interno em 9 de julho, seguido pelo lançamento externo em 10 de julho para agrônomos, parceiros e técnicos. “Desde o dia 10 já estamos contratando e liberando operações”, disse Arnhold.
O Sicredi, com raízes profundas no agronegócio, começou com 23 produtores rurais em Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul, e atualmente é a segunda instituição financeira em volume de crédito rural no Brasil. A cooperativa foi classificada em sexto lugar pelo BNDES entre dez categorias de premiação.
Do total disponibilizado, R$ 30 bilhões são destinados ao custeio, R$ 14 bilhões ao investimento e o restante para outras operações de crédito rural. “O associado, aquele produtor que ainda não é associado ao Sicredi, pode procurar uma agência que os recursos estarão sendo disponibilizados”, afirmou Arnhold.
O plano atende diferentes segmentos, incluindo a agricultura familiar com taxas de custeio variando de 2% a 6% ao ano, agricultura empresarial para médios produtores com taxas de 8% ao ano e grandes produtores com taxas de 12% ao ano. Além disso, há incentivos específicos para pequenos produtores com renda anual de até R$ 100 mil.
Para facilitar o acesso ao crédito, o Sicredi trabalha com crédito pré-aprovado, reduzindo a burocracia para produtores já associados. A instituição possui 23 agências na região Sul de SC, cada uma com colaboradores especializados para atender as necessidades do setor agro.
O Sicredi também mantém parcerias com mais de 67 agrônomos e com a Epagri para apoiar os produtores na expansão e modernização de suas atividades. “Nosso objetivo é facilitar o máximo possível para o produtor, na hora de investir ou ampliar a sua lavoura”, concluiu Arnhold.
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Adolescentes vandalizam túmulo e vaso do cemitério de Orleans
Por Rádio Guarujá26/07/2024 11h26
Foto/Ilustrativa
Na quarta-feira, 24, o Cemitério Municipal de Orleans foi vandalizado. Um túmulo foi encontrado com a tampa de granito quebrada, enquanto outro teve um vaso de flores atirado ao chão, resultando em sua quebra.
De acordo com a assessoria jurídica da Cesconetto Serviços, empresa responsável pela administração do cemitério, as câmeras de segurança flagraram três meninas e um menino, aparentemente adolescentes, praticando os atos de vandalismo. A assessora jurídica da Cesconetto, Yara Regina Martins, informou ao Jornal da Guarujá, na manhã desta sexta-feira, 26, sobre as medidas que estão sendo tomadas.
“Estamos trabalhando para identificar os responsáveis pelos danos. As imagens mostram claramente que o vandalismo foi intencional e realizado por adolescentes. Eles causaram danos significativos”, afirmou Yara. Segundo ela, o ato ocorreu às 18h45. “A entrada dos jovens foi registrada por volta das 18h25, e o vandalismo ocorreu às 18h45.”
Sobre se houve ou não consumo de bebida alcóolica ou entorpecentes, a assessoria jurídica informou que não. “Não é possível ver consumo de bebidas ou drogas nas imagens, se aconteceu, foi fora do cemitério.”
Yara detalhou que, apesar dos danos, não houve violação de sepulturas ou qualquer tipo de ritual. “Não houve violação de sepulturas ou corpos. O vandalismo foi exclusivamente de natureza maliciosa.”
A assessora também explicou os próximos passos da empresa: “Já registramos um boletim de ocorrência e estamos em processo de identificação dos adolescentes e de seus responsáveis legais. Vamos acionar o Conselho Tutelar e tomar todas as medidas legais necessárias para buscar uma indenização pelos danos causados. A indenização será uma questão importante, pois muitas vezes os pais não sabem o que os filhos estão fazendo, e o prejuízo acaba recaindo sobre eles. ”
Yara enfatizou a eficiência do sistema de monitoramento do cemitério. “Nosso sistema de câmeras é bastante eficiente e garante a segurança do local. Qualquer tentativa de vandalismo é prontamente registrada.”
Confira entrevista completa
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São Joaquim Declara situação de emergência após perda de produção de maçã
Por Rádio Guarujá25/07/2024 10h45
Foto: Arquivo / Epagri
A Prefeitura de São Joaquim, município líder na produção de maçãs em Santa Catarina, declarou situação de emergência em decorrência das chuvas intensas que causaram uma significativa redução na produção. São Joaquim, responsável por 63% da área catarinense cultivada com maçãs, sofreu perdas estimadas em 20% na produção da variedade Fuji e 30% na variedade Gala, conforme o relatório de estimativa de perdas da EPAGRI.
As chuvas afetaram todo o estado, resultando em uma queda geral de 24% na produção de maçãs na safra 2023/2024, com um total de 423 mil toneladas produzidas, em comparação com as 552,2 mil toneladas da safra anterior. Santa Catarina é reconhecida como a maior produtora de maçãs do Brasil, e o impacto das condições climáticas adversas tem sido severo para a região.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quarta-feira, 25, Valdir Colatto, Secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, destacou a magnitude da crise: “A quebra na produção chegou a 24%, com uma redução de 129 mil toneladas em relação ao ano passado. A falta de polinização, devido à ausência de abelhas, agravou a situação, uma vez que as chuvas intensas impediram a atividade das abelhas, essenciais para a polinização das maçãs.”
Colatto explicou que o governo estadual está adotando medidas para mitigar os danos: “Estamos oferecendo financiamentos sem juros e prazos estendidos para a aquisição de telas de proteção e outros insumos. Além disso, estamos trabalhando na ampliação dos subsídios para o pagamento de seguros agrícolas e na implementação de programas de reconstrução. Nosso objetivo é apoiar os agricultores na recuperação das perdas e garantir a sustentabilidade da produção.”
O secretário também mencionou que a pesquisa e o controle de qualidade estão sendo intensificados para lidar com os problemas resultantes da safra prejudicada: “Estamos colaborando com pesquisadores e técnicos para buscar soluções eficazes e esperamos que, com essas medidas, possamos restaurar a produção e superar as dificuldades atuais.”