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Rádio Guarujá
Da produção artesanal ao reconhecimento estadual: Orleans se torna Capital Catarinense da Cerveja Artesanal
Por Rádio Guarujá15/07/2026 11h10
Foto/Redação
Orleans acaba de ganhar um novo reconhecimento: o município foi oficialmente declarado Capital Catarinense da Cerveja Artesanal. O título foi concedido por meio de um projeto aprovado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e reconhece a produção cervejeira como parte da identidade econômica, cultural e turística da cidade.
A conquista está diretamente ligada ao crescimento da produção de cervejas artesanais no município, especialmente ao trabalho desenvolvido pela Big Jack Cervejaria, que ganhou destaque nacional ao conquistar premiações importantes no setor.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o proprietário da cervejaria, Marcelo Dalazen, destacou que o reconhecimento representa muito mais do que uma homenagem à empresa. “Esse projeto envolve muito mais do que o nome da Big Jack. É o nome da cidade. Orleans, a cidade da melhor cerveja artesanal do país”, afirmou.
Para Marcelo, a cerveja pode ajudar a transformar a forma como Orleans é vista pelos visitantes. Segundo ele, durante muito tempo o município foi considerado apenas uma cidade de passagem para quem seguia em direção à Serra do Rio do Rastro. O empresário acredita que o título de Capital Catarinense da Cerveja Artesanal pode despertar a curiosidade de turistas e contribuir para movimentar outros setores da economia local.
Segundo Marcelo, o visitante que chega ao município atraído pela cerveja também pode conhecer restaurantes, vinícolas, cachaçarias, cafeterias e outros pontos turísticos da região. “Ele não vem apenas para a cervejaria. Ele se hospeda, passa na farmácia, abastece, vai ao café. Isso movimenta o dinheiro e faz com que ele circule aqui na cidade”, destacou.
Foto/PMO
Uma história que começou em 2011
A trajetória da Big Jack começou em 2011, quando Marcelo decidiu produzir a própria cerveja artesanal. “Naquele ano não havia cerveja artesanal para comprar nos mercados aqui. Então comecei a fazer em casa”, contou.
Quinze anos depois, a cidade onde o projeto começou recebeu o título de Capital Catarinense da Cerveja Artesanal. “Hoje Orleans é a Capital Catarinense da Cerveja Artesanal. Isso é muito importante. É um movimento que a gente não sonhava”, afirmou.
Marcelo também destacou que, desde o início, a cervejaria buscou levar o nome de Orleans para diferentes regiões do Brasil e até para fora do país. “Quando subimos no palco para receber os prêmios, sempre levamos a bandeira da cidade. É isso que a gente gosta de fazer”, disse.
O novo título também cria uma responsabilidade para o município e para o poder público, que pode utilizar o reconhecimento como uma ferramenta de divulgação turística.
Para ele, o momento é favorável para que Orleans fortaleça sua vocação turística, especialmente com o crescimento do turismo na região Sul de Santa Catarina. “Temos vinícolas, cachaçarias, cafeterias e uma estrutura muito boa para receber os turistas que seguem para a Serra do Rio do Rastro. Acho que a cidade pode se tornar um ponto de parada importante”, avaliou.
A expectativa é que o título contribua para ampliar a visibilidade de Orleans, atraindo visitantes, fortalecendo a produção artesanal e movimentando diferentes setores da economia local.
Confira entrevista completa
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Nova portaria regulamenta pesca artesanal de camarão no Complexo Lagunar
Por Rádio Guarujá15/07/2026 11h05
Foto/Ilustrativa
Uma portaria assinada pelos Ministérios da Pesca e Aquicultura e do Meio Ambiente e Mudança do Clima regulamenta a pesca artesanal do camarão-rosa e do camarão-branco no Complexo Lagunar Sul de Santa Catarina. A medida foi apresentada à comunidade pesqueira durante um encontro realizado na Câmara de Vereadores de Laguna.
A nova regulamentação estabelece regras para o ordenamento, o registro dos pescadores e o monitoramento da atividade. A medida atende a uma reivindicação histórica da categoria e foi construída ao longo de mais de 20 anos, com a participação de pescadores, entidades representativas, pesquisadores, órgãos públicos e instituições ligadas ao setor.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o secretário de Pesca e Agricultura de Laguna, Abdon de Oliveira Vieira, destacou a importância da medida para a região. “Nós temos aqui em Laguna a maior comunidade pesqueira artesanal do estado de Santa Catarina. Essa regulamentação estabelece normas gerais para o ordenamento, o registro das pessoas e o monitoramento da pesca artesanal do camarão-rosa e do camarão-branco”, explicou.
Segundo o secretário, a estimativa é de que entre 2 mil e 3 mil famílias estejam ligadas direta ou indiretamente à atividade. O processo envolve os municípios de Laguna, Pescaria Brava, Imaruí, Imbituba e Jaguaruna.
Cadastramento dos pescadores já começou
Com a publicação da portaria, teve início uma nova etapa do processo: o cadastramento dos pescadores.
De acordo com Abdon, o levantamento já está sendo realizado nas comunidades e cerca de 250 pessoas já foram cadastradas.
Para participar, é necessário preencher um formulário e apresentar documentos como comprovante de residência, documento de identificação e o Registro Geral da Pesca (RGP) atualizado. “O pescador precisa preencher o formulário e levar os documentos, como comprovante de residência e o Registro Geral da Pesca. É importante que essa carteira esteja atualizada. Às vezes, a pessoa chega com uma carteira de pesca de 2006. Ela precisa atualizar o registro para participar do processo”, explicou o secretário.
Após o preenchimento e a assinatura dos documentos, as informações serão encaminhadas à Superintendência Federal da Pesca em Santa Catarina, responsável pela análise dos cadastros.
Regulamentação foi construída com participação da comunidade
A regulamentação da pesca do camarão foi construída ao longo de anos de reuniões e discussões com a comunidade pesqueira.
O processo contou com a participação do Fórum da Pesca Artesanal do Complexo Lagunar Sul de Santa Catarina, que reúne representantes dos municípios envolvidos.
Para Abdon, a construção coletiva é um dos principais pontos da nova regulamentação. “Esse é um processo que vem sendo construído há mais de 20 anos por várias entidades. Ele foi feito na base, com reuniões nas comunidades e a participação dos representantes dos pescadores”, afirmou.
Além de organizar a atividade, a nova regulamentação tem como objetivo preservar as espécies e garantir a sustentabilidade da pesca.
As regras também devem definir os equipamentos e as modalidades permitidas, incluindo critérios relacionados aos petrechos utilizados e ao tamanho das malhas. A fiscalização deverá acompanhar o cumprimento das normas. “Do ponto de vista ambiental, o objetivo é manter a população de camarões e garantir que exista disponibilidade do recurso. Também será necessário respeitar as modalidades e os petrechos permitidos, porque a fiscalização vai observar, por exemplo, o tamanho da malha e os equipamentos utilizados”, explicou Abdon.
Segundo o secretário, a regulamentação também tem impacto social e econômico, já que a cadeia produtiva envolve não apenas os pescadores, mas também familiares e trabalhadores que atuam no beneficiamento e na comercialização do camarão. “A pesca não envolve apenas o pescador. Existe toda uma cadeia produtiva. Muitas mulheres participam da limpeza e do beneficiamento do camarão. É uma atividade que precisa ser vista do ponto de vista econômico, social e ambiental”, destacou.
Para Abdon, o ordenamento pode ajudar a preservar o recurso pesqueiro e, ao mesmo tempo, fortalecer uma atividade que faz parte da história e da economia de diversas comunidades do Sul de Santa Catarina. “O planejamento ajuda a evitar decisões tomadas apenas em situações de emergência. Eu vejo esse processo de forma positiva porque ele foi construído com a participação da base, dos próprios pescadores e das comunidades”, concluiu.
Confira entrevista completa
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Câmara de Orleans tem sessão tranquila com aprovação de contas, debates sobre segurança e demandas da comunidade
Por Rádio Guarujá14/07/2026 10h19
Fotos/Redação
A Câmara de Vereadores de Orleans realizou, na noite desta segunda-feira, a 25ª sessão ordinária do ano. A reunião transcorreu de forma tranquila, mas com a discussão de temas considerados importantes para o município.
Entre os assuntos em pauta esteve a aprovação das contas do ex-prefeito Jorge Koch, referentes ao exercício de 2024, último ano da gestão anterior. O vereador Joel Cavanholi (PP), relator do processo, explicou que analisou o parecer do Tribunal de Contas durante algumas semanas antes da votação.
Segundo o parlamentar, as contas foram aprovadas, mas permaneceram algumas ressalvas apontadas pelo órgão fiscalizador, especialmente relacionadas à transparência pública.
“Chamou atenção a questão da transparência, que chegou a um percentual de 36,7%, um índice baixo. Também tivemos apontamentos relacionados a outros setores, como saúde e educação, que apresentaram números positivos. Existem pontos positivos e negativos, e essas ressalvas servem também para que futuras gestões possam melhorar esses índices”, afirmou.
Joel destacou que o Tribunal de Contas recomendava a aprovação das contas e que a Câmara também avaliou os apontamentos antes de emitir a decisão.
Vereador questiona funcionamento de câmeras OCR
Durante a sessão, o vereador Dovagner Basquiroto (MDB) levantou questionamentos sobre o funcionamento das câmeras OCR instaladas no município. Segundo ele, os equipamentos responsáveis pela leitura automática de placas de veículos não estariam operando adequadamente.
O vereador explicou que recebeu relatos sobre problemas na identificação das placas e buscou informações sobre o sistema. “As câmeras 360 estão funcionando normalmente. Já as câmeras OCR, que são utilizadas pela Polícia Militar em pontos estratégicos do município e nas rodovias, estão fazendo a filmagem, mas não estão realizando a função principal, que é informar a Polícia Militar sobre placas e identificação de veículos”, relatou.
Conforme Basquiroto, as informações levantadas indicam que o convênio relacionado ao serviço estaria suspenso devido a questões envolvendo licitação. “Pelo que conseguimos apurar, estamos sem a licitação para esse tipo de convênio e, automaticamente, sem essas informações para a Polícia Militar. É algo que precisa de atenção do Poder Executivo, porque envolve a segurança pública do município e da região”, afirmou.
O vereador ressaltou ainda que a manutenção do serviço seria uma responsabilidade do governo municipal.
Pedido de informações sobre cartões corporativos e adiantamentos
Outro tema apresentado por Basquiroto foi um requerimento de informações sobre o uso de recursos por meio de adiantamentos e cartões corporativos.
Segundo ele, o pedido foi protocolado pelos vereadores do MDB e PSDB para obter detalhes sobre valores utilizados e quais secretarias fizeram uso desses recursos. “O pedido foi para saber como esse recurso foi utilizado, porque, pelo que verificamos no Portal da Transparência, houve adiantamentos para algumas secretarias. A resposta recebida até o momento informa apenas sobre a Secretaria de Administração e a Secretaria de Saúde, mas estamos aguardando informações de outras áreas, como Esportes e Social”, explicou.
O parlamentar destacou que a fiscalização faz parte da função dos vereadores e que o objetivo é garantir maior transparência sobre a aplicação dos recursos públicos.
Câmara autoriza construção de casas para famílias atingidas por enchente
Também durante a sessão foi aprovado projeto que autoriza o município a construir duas casas para famílias atingidas pela enchente de 2023, no bairro Coloninha.
O vereador Joel Cavanholi, que foi relator do projeto, explicou que a antiga residência foi atingida pela força do Rio Tubarão e abrigava duas famílias, mãe e filha. “Não era apenas reconstruir a casa no mesmo local, porque existia o risco de novos problemas. A Defesa Civil avaliou a situação e foi definido que seriam construídas duas novas casas em outro local, no bairro Corridas, em Nova Orleans”, explicou.
As novas moradias serão construídas em dois lotes diferentes, garantindo uma estrutura adequada para as famílias.
Vereadora cobra ausência de colônia de férias para crianças
A vereadora Mirele Debiasi (PSDB), levou à tribuna a preocupação de famílias com o período de férias escolares nas creches municipais.
Segundo ela, muitos pais dependem das unidades de ensino para poder trabalhar e não possuem uma rede de apoio para deixar os filhos durante os dias de recesso.
“Como mãe e vereadora, não poderia deixar de trazer esse assunto. Muitos pais trabalham o dia inteiro e não têm com quem deixar as crianças. O município precisa olhar essa demanda e avaliar uma forma de atendimento, mesmo que seja por escala ou uma triagem das famílias que realmente precisam”, afirmou.
A vereadora disse que conversou com a secretária de Educação e recebeu a informação de que o período seria utilizado para ações como limpeza das caixas d’água das escolas e capacitação dos professores. Ela destacou, porém, que é necessário buscar alternativas para atender as famílias que dependem do serviço.
Capital Catarinense da Cerveja Artesanal
Mirele também destacou a conquista recente do título de Capital Catarinense da Cerveja Artesanal.
A homenagem foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina após projeto apresentado por um deputado estadual. Para a vereadora, o reconhecimento pode fortalecer o turismo e a economia local.
“É algo que só tem a beneficiar a nossa cidade. Temos cinco cervejarias e uma produção reconhecida. Precisamos aproveitar esse potencial para que as pessoas não apenas passem por Orleans, mas parem, consumam no comércio local e conheçam a cidade”, declarou.
A parlamentar ressaltou a importância de o município desenvolver ações para aproveitar o novo título e incentivar o turismo ligado à produção artesanal de cerveja.
Confira:
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Prefeito de Laguna diz que interdição da Ponte Anita Garibaldi já afeta saúde, educação e mobilidade da região
Por Rádio Guarujá14/07/2026 10h12
Fotos/Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Laguna
A interdição da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, continua provocando reflexos em toda a região Sul de Santa Catarina. Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta terça-feira (14), o prefeito de Laguna, Preto Crippa, afirmou que a situação preocupa pela dimensão dos impactos na mobilidade, no atendimento à saúde, na rotina das famílias e na economia do município.
Segundo o prefeito, a Prefeitura mantém contato com a CCR ViaCosteira, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Guarda Municipal para buscar alternativas que amenizem os transtornos enquanto a ponte permanece interditada para manutenção.
Na segunda-feira (13), representantes da Prefeitura, da PRF, da Guarda Municipal e da CCR ViaCosteira se reuniram para definir medidas que melhorem o fluxo de veículos nos desvios.
De acordo com Preto Crippa, uma das principais mudanças foi impedir que o trânsito deixasse a BR-101 antes do trevo principal de Laguna. “Conseguimos evitar que os veículos descessem para a marginal antes do trevo do Mercado Líder, o que estava dificultando até o acesso ao município. São pequenas mudanças que ajudam a melhorar o fluxo, mesmo sabendo que o problema não será totalmente resolvido enquanto a ponte permanecer fechada.”
Entre as medidas adotadas também estão alterações no acesso à pista marginal, retirada de lombadas em pontos estratégicos, criação de passagem exclusiva para veículos leves e reforço da fiscalização para impedir manobras irregulares.
O prefeito informou que os reparos na ponte tiveram início na sexta-feira (10), um dia após a interdição. “Especialistas vieram de São Paulo e Curitiba para avaliar a estrutura e iniciar os trabalhos. Pelo que percebemos, trata-se de uma manutenção complexa.”
Preto Crippa afirmou que pretende visitar novamente a ponte para acompanhar os serviços e buscar mais informações sobre a extensão do problema. “Pretendo ir novamente à ponte para acompanhar os trabalhos de perto. Dentro do que for permitido pelas equipes técnicas, quero entender melhor a dimensão do problema e a extensão dos reparos que estão sendo realizados”, afirmou
Reflexos na saúde e na educação
Durante a entrevista, o prefeito destacou que os maiores impactos estão sendo sentidos nos serviços públicos.
Segundo ele, o transporte de pacientes para consultas e tratamentos em Tubarão foi prejudicado. “Tem motorista da prefeitura que fazia três ou quatro viagens por dia e agora consegue fazer apenas uma ou duas. Isso acaba comprometendo todo o atendimento.”
A rotina escolar também foi alterada. “Muitas crianças estão saindo mais cedo de casa, e os pais não sabem ao certo que horas vão conseguir voltar por causa do trânsito.”
Outro ponto destacado por Preto foi a situação dos moradores dos bairros próximos aos desvios, como Barranceira e Bananal. Segundo ele, muitos enfrentam dificuldades para entrar e sair de casa devido ao intenso fluxo de veículos.
O prefeito explicou que algumas medidas adotadas pela Polícia Rodoviária Federal obrigam moradores a percorrer trajetos maiores, mas são necessárias para evitar acidentes graves. “A prioridade é garantir a segurança. Nem sempre é possível atender a todos da forma ideal, mas estamos buscando soluções diariamente.”
Embora a ViaCosteira trabalhe com a previsão de iniciar uma liberação parcial da ponte a partir do dia 20 de julho, Preto Crippa ressaltou que ainda não há confirmação sobre a reabertura total da estrutura. “A informação que recebemos é de uma possível abertura parcial. Ainda não existe uma garantia de quando o trânsito será totalmente normalizado.”