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BLOG

Rádio Guarujá

Pamelys Barros confirma candidatura a deputada federal pelo Novo e defende segurança, educação e mudanças na legislação

Por Rádio Guarujá04/09/2026 12h13
Foto/Instagram

O Jornal da Guarujá conversou na manhã desta sexta-feira (4) com a advogada e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Braço do Norte, Pamelys Barros, que confirmou sua candidatura a deputada federal pelo Partido Novo nas eleições deste ano.

Durante a entrevista, a candidata falou sobre a mudança do PL para o Novo, os motivos que a levaram a aceitar o desafio de disputar uma vaga na Câmara Federal, suas principais bandeiras e a estratégia para buscar apoio nos municípios da região.

Mudança para o Partido Novo

Pamelys foi eleita vereadora pelo PL e afirmou que mantém uma relação de gratidão e respeito com o partido. Segundo ela, a mudança para o Novo ocorreu a partir de um pedido do governador, dentro da composição política para as eleições.

“Eu fui eleita pelo PL, tenho muito carinho pelo PL, por todos os amigos que fiz lá. A minha troca de partido foi um pedido do governador Jorginho Mello para compor a coligação”, explicou.

A advogada destacou que não houve desentendimento ou insatisfação com o antigo partido. De acordo com ela, a mudança teve como objetivo contribuir para a formação de uma chapa de direita em Santa Catarina.

“Foi realmente no sentido de que aqui em Santa Catarina nós pudéssemos montar uma chapa toda de direita, com os princípios que nós acreditamos”, afirmou.

Disputa por uma vaga na Câmara Federal

Sobre a candidatura a deputada federal, Pamelys afirmou que o convite também partiu da articulação política da coligação. Segundo ela, a intenção é eleger uma representante da Amurel para a Câmara dos Deputados.

“Há mais de dez anos aqui na Amurel nós não temos um representante eleito. Depois nós seguimos elegendo pessoas de fora da região. Então, dessa vez, foi pensado para que realmente pudesse ter chances”, declarou.

A candidata destacou ainda a importância de eleger alguém que conheça de perto as demandas dos municípios do Sul de Santa Catarina.

“Não foi algo que foi construído por mim, mas construído por toda a coligação, por todo o partido”, disse.

Segurança e mudanças nas leis estão entre as principais bandeiras

Com mais de dez anos de experiência na área jurídica, Pamelys afirmou que pretende levar para Brasília pautas relacionadas à segurança pública, educação e saúde.

Na área da segurança, a candidata defendeu mudanças na legislação e penas mais rigorosas para crimes.

“Não adianta nós trazermos viaturas, não adianta mandar os recursos para a Polícia Militar. Tudo isso é positivo, mas o que o Brasil precisa mesmo é de uma reforma urgente no seu corpo de leis”, afirmou.

Para ela, o país precisa de leis mais rígidas e de uma atuação parlamentar voltada à alteração da legislação.

Na educação, Pamelys defende uma educação que, segundo ela, tenha qualidade e seja “sem ideologia e sem doutrinação”. A candidata também citou a saúde e o desenvolvimento da infraestrutura entre as áreas que pretende defender caso seja eleita.

Apoio a Flávio Bolsonaro

Questionada sobre seu posicionamento na disputa presidencial, Pamelys afirmou que seu apoio é ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Ela reconheceu que tem simpatia pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Nov0), mas explicou que mantém um compromisso político construído anteriormente com o grupo ligado ao PL.

“Quando aceitei trocar de partido e compor a coligação, eu já deixei isso bastante claro: meu compromisso já era com o Flávio Bolsonaro”, afirmou.

Segundo ela, apesar da mudança de legenda, seus posicionamentos políticos permanecem os mesmos.

“Eu troquei de partido, mas sigo com os meus mesmos pensamentos”, declarou.

Críticas ao sistema e defesa de mudanças nos Poderes

Durante a entrevista, Pamelys também comentou as recentes discussões envolvendo o Judiciário e defendeu uma reforma nos Poderes.

Para a candidata, o momento exige representantes com conhecimento técnico e disposição para enfrentar o que considera problemas estruturais do sistema.

“Tudo isso mostra o quanto é urgente a gente fazer uma reforma nos nossos Poderes, colocar pessoas lá em cima que realmente não tenham medo de enfrentar tudo isso”, afirmou.

Como advogada, Pamelys defendeu que o conhecimento jurídico pode ser um diferencial na atuação parlamentar.

“Não é só gritar, não é só fazer postagem nas redes sociais, mas realmente é combater com o que eles têm que combater: a legislação. A legislação precisa ser usada em prol do povo”, disse.

Campanha busca apoio nos municípios da Amurel

A candidata afirmou que pretende concentrar parte da campanha nos municípios da Amurel e destacou que já conta com apoiadores em cidades como Braço do Norte, São Ludgero, Grão-Pará, Orleans, Tubarão e Capivari de Baixo.

Ela ressaltou a ligação que possui com Orleans, onde estudou durante cinco anos e mantém vínculos pessoais.

“Quando eu falo sobre Orleans, eu entendo que Orleans é tão próximo de Braço do Norte, tão próximo da Amurel, que não pode ficar de fora dessa conta”, afirmou.

Pamelys também defendeu que a região eleja representantes que conheçam os problemas locais e tenham proximidade com os municípios.

“É importante eleger alguém que é daqui e conhece os problemas daqui e, principalmente, que depois consegue mandar uma mensagem ou vir na minha porta e dizer: ‘Pamelys, preciso disso aqui’, e saber que vai ser ouvido”, declarou.

Pedido de apoio

Ao final da entrevista, Pamelys se apresentou aos eleitores e pediu que acompanhem sua campanha pelas redes sociais.

“Sou advogada, vereadora aqui em Braço do Norte, tenho mais de dez anos de experiência jurídica e concorro agora a uma vaga na Câmara Federal, como deputada federal, para representar os nossos municípios e a nossa região”, afirmou.

A candidata disse ainda que pretende trabalhar para viabilizar recursos, obras e projetos para os municípios da região.

Pamelys Barros disputa uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Partido Novo e utiliza o número 3099 na campanha.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=hbMUSkRBKmk

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Joma Fretta defende representação do Sul de SC na Câmara Federal

Por Rádio Guarujá03/09/2026 09h56
Foto/Redação

O Jornal da Guarujá recebeu nos estúdios o candidato a deputado federal pelo MDB, João Marcelo Fretta Zapelini, conhecido como Joma Fretta. Natural de Tubarão, ele é advogado, empresário do setor hoteleiro e possui cerca de 20 anos de experiência no setor público. Foi suplente de vereador e candidato a vice-prefeito de Tubarão em 2016.

Na eleição de 2026, Joma disputa uma cadeira na Câmara dos Deputados e afirma ser o único candidato a deputado federal do MDB entre Florianópolis e Passo de Torres. Durante a entrevista, ele destacou a falta de representação direta do Sul de Santa Catarina em Brasília e defendeu que a região escolha um representante comprometido com suas demandas.

“Eu entendo que a nossa região está desamparada há muito tempo. São mais de 12 anos que o último deputado eleito foi o deputado Edinho, lá em 2010. E isso faz muita diferença para uma cidade”, afirmou.

Entre as principais pautas apresentadas pelo candidato estão investimentos na saúde, melhorias nas rodovias SC-108 e SC-370, a construção de um anel viário para melhorar o escoamento da produção e a busca por soluções para o Morro dos Cavalos. Na saúde, Joma citou investimentos destinados ao Hospital Santa Teresinha, em Braço do Norte, e defendeu que instituições como a Fundação Hospitalar Santa Otília, em Orleans, também possam ampliar sua estrutura e atendimento regional.

Outro tema destacado foi a transição energética na região carbonífera. Joma afirmou que o encerramento previsto da atividade do carvão exige planejamento e novas alternativas econômicas para as famílias que dependem do setor.

“2040 é logo ali. A gente precisa ter alternativas econômicas para que essas pessoas sobrevivam”, declarou.

O candidato também defendeu o fortalecimento do turismo. Para ele, municípios como Lauro Müller precisam transformar o fluxo de visitantes que passa pela região em permanência, gerando movimento para hotéis, restaurantes e comércio. Ele também citou o potencial do setor vitivinícola de municípios como Orleans e Urussanga.

“A gente tem uma capacidade turística aqui absurda, fenomenal. A subida hoje, em Lauro Müller, é um turismo de passagem. Ele precisa ser um turismo de dormitório. As pessoas precisam dormir aqui”, afirmou.

Críticas à polarização

Joma também avaliou o cenário político nacional e criticou a polarização entre os grupos políticos. O candidato se definiu como de centro-direita e conservador, mas afirmou defender uma atuação política baseada em equilíbrio e racionalidade.

“O que eu vejo é que há uma polarização muito complicada. Isso não agrega a nós. A gente precisa dar um basta nisso”, disse.

Ao comentar a atuação política nos últimos anos, Joma também criticou o que considera uma valorização excessiva de políticos com forte presença nas redes sociais, mas sem resultados concretos para a população.

“Eu tenho dito que a nossa política, nos últimos anos, praticamente desde 2018 para cá, tem eleito muito político de rede social, político que vai lá, faz um corte e faz rede social e não traz resultados para nós”, afirmou.

Sobre o MDB, o candidato reconheceu que o partido enfrenta um período de perda de espaço e defendeu a recuperação de lideranças e de uma atuação mais coletiva. Segundo ele, a legenda precisa voltar a formar grupos políticos capazes de trabalhar por projetos de longo prazo.

Ao final da entrevista, Joma reforçou que sua candidatura tem como principal proposta representar o Sul de Santa Catarina em Brasília e pediu aos eleitores uma oportunidade nas urnas.

“Eu me coloquei à disposição para que a gente possa ter resultados diferentes, realmente poder ajudar a nossa região, que há mais de 14 anos não tem um representante na Câmara Federal”, afirmou.

Joma Fretta concorre a deputado federal pelo MDB com o número 1515.

Confira

https://www.youtube.com/watch?v=8KTSR7tjVpw

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Setembro Amarelo: coordenadora do CAPS de Orleans destaca importância do cuidado com a saúde mental durante todo o ano

Por Rádio Guarujá02/09/2026 11h07
Foto/Redação

O Setembro Amarelo reforça, todos os anos, a importância da prevenção ao suicídio e dos cuidados com a saúde mental. Em Orleans, o tema será trabalhado ao longo do mês em diferentes ações da Secretaria Municipal de Saúde e também integra o projeto “Três Cores, Uma Causa”, da Guarujá FM, que aborda, além do Setembro Amarelo, o Outubro Rosa e o Novembro Azul.

Para falar sobre o assunto, o Jornal da Guarujá iniciou uma série de entrevistas com profissionais e representantes da área da saúde. A primeira convidada foi Gabriela Fernandes, coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Orleans, que explicou como funciona a rede de atendimento em saúde mental do município e destacou a importância de não limitar o cuidado ao mês de setembro.

Saúde mental precisa ser cuidada o ano inteiro

Segundo Gabriela, o Setembro Amarelo tem papel importante justamente por ampliar a discussão, mas o cuidado com a saúde mental precisa fazer parte da rotina durante os 12 meses do ano.

“Estamos trabalhando já nisso desde o ano passado, da importância de cuidar da saúde mental de janeiro a janeiro. O que acontecia é que chegava em setembro e a gente ouvia falar muito de saúde mental, mas nos outros meses isso acabava ficando um pouco apagado”, explicou.

Para ela, a procura por cuidados relacionados à saúde mental tem aumentado e a sociedade também passou a reconhecer mais a importância do tema. Ao mesmo tempo, ainda existem conceitos que precisam ser desconstruídos.

Gabriela usa uma comparação para explicar essa diferença. Quando uma pessoa quebra um braço, por exemplo, as limitações físicas são visíveis e costumam ser imediatamente reconhecidas. Já dificuldades emocionais podem não impedir inicialmente que alguém trabalhe, cumpra compromissos ou mantenha a rotina, mesmo quando existe sofrimento.

Outro ponto destacado pela coordenadora é que saúde mental não se resume ao atendimento psicológico ou psiquiátrico.

“Temos a mania de pensar que saúde mental está muito ligada só ao atendimento clínico, ao atendimento psiquiátrico, ao atendimento psicológico, à terapia. Mas, para muito além disso, a saúde mental engloba muitas outras coisas”, afirmou.

Entre esses fatores estão o acesso à saúde, ao lazer, a condições básicas de vida e à alimentação, além de aspectos relacionados à rotina e ao bem-estar.

Gabriela também cita práticas de autocuidado, como atividade física e sono de qualidade. Segundo ela, o uso de medicamentos para dormir é uma realidade para muitas pessoas, mas é importante investigar também as razões que estão provocando a dificuldade para dormir.

Excesso de telas também exige atenção

A tecnologia facilita o trabalho, a comunicação e o acesso à informação, mas o uso excessivo pode se transformar em uma fonte de ansiedade.

A coordenadora do CAPS orienta que celulares, televisão, aplicativos e internet sejam utilizados com equilíbrio, principalmente no período que antecede o sono.

“É importante utilizar telas, televisão, aplicativos e internet com equilíbrio, estabelecendo horários para o uso, principalmente quando estiver relacionado ao trabalho. Também é necessário reservar tempo para atividades físicas, convivência com a família e desligar o celular antes de dormir”, orientou.

Ela ressalta que mudar hábitos pode ser difícil, principalmente quando o uso das telas já se tornou parte constante da rotina, mas considera possível recuperar gradualmente uma relação mais equilibrada com a tecnologia.

Durante a entrevista, Gabriela também explicou como funciona o atendimento em saúde mental em Orleans.

O município conta com nove unidades de saúde, que fazem o acolhimento inicial das demandas de saúde mental e contam com profissionais de psicologia. Já o CAPS atua como um serviço especializado, destinado principalmente a pessoas com transtornos psiquiátricos graves e persistentes, além de atender situações relacionadas ao uso de álcool e outras drogas.

O serviço também passou a acompanhar uma preocupação que ganhou força nos últimos anos: o comportamento relacionado às apostas on-line.

Segundo Gabriela, as equipes estão recebendo capacitação para lidar com essas situações e oferecer acolhimento adequado.

O CAPS de Orleans funciona das 8h às 18h, sem fechar ao meio-dia, e é um serviço de porta aberta. Isso significa que a pessoa que estiver passando por uma situação de sofrimento e precisar de acolhimento pode procurar diretamente o serviço.

Gabriela também chamou atenção para o preconceito que ainda existe em torno do CAPS. Segundo ela, muitas pessoas desconhecem o funcionamento do serviço e acabam criando uma imagem distorcida sobre o atendimento oferecido.

“Sempre convido as pessoas para irem conhecer o trabalho. São pessoas como nós e, em algum momento, qualquer um de nós pode precisar de um serviço especializado como o CAPS”, destacou.

Ela também explicou que a internação psiquiátrica não é adotada automaticamente. O encaminhamento ocorre quando há critérios que justificam a necessidade desse tipo de atendimento.

Segundo a coordenadora, o número de internações psiquiátricas no município atualmente é baixo, justamente porque a equipe busca acompanhar os pacientes e avaliar cada situação individualmente.

CAPS terá ações durante o Setembro Amarelo

Além dos atendimentos realizados ao longo do ano, a Secretaria de Saúde de Orleans preparou atividades específicas para o Setembro Amarelo.

A equipe está levando informações sobre saúde mental para empresas e escolas do município. A proposta é ampliar o acesso à informação e estimular a discussão sobre o tema em diferentes ambientes.

No dia 9 de setembro, será realizada, na praça, a ação “Saúde Mental na Praça”. A programação contará com roda de viola, apresentações de idosos, auriculoterapia e orientações em saúde.

Também haverá a participação de integrantes e grupos do CAPS, com exposição e atividades relacionadas à pintura em tela, crochê e pintura de toalhas.

Para Gabriela, iniciativas como essa ajudam a mostrar que o cuidado em saúde mental não acontece somente dentro de um consultório.

“Saúde mental não é só atendimento clínico individual, como as pessoas pensam. Saúde mental a gente constrói todos os dias, a gente cuida todos os dias”, afirmou.

Onde buscar atendimento em Orleans

Pessoas que necessitam de acolhimento em saúde mental podem procurar uma das nove unidades de saúde do município ou o CAPS de Orleans.

O CAPS funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, sem fechar ao meio-dia, e oferece atendimento de porta aberta para acolhimento.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=AGWzMliz15E

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Câmara de Orleans debate violência contra a mulher, transparência e funcionamento de câmeras OCR

Por Rádio Guarujá01/09/2026 11h51
Fotos/Redação

A 33ª sessão da Câmara de Vereadores de Orleans, realizada nesta segunda-feira (31), teve entre os principais assuntos debatidos a violência contra a mulher, a transparência nos gastos públicos e o funcionamento das câmeras OCR instaladas no município.

Um dos momentos de maior impacto foi a participação de Vanderleia Rossi, convidada pela Procuradoria da Mulher da Câmara para utilizar a tribuna e compartilhar a experiência vivida há cerca de 21 anos, quando foi vítima de violência física e psicológica praticada pelo então companheiro.

Durante o depoimento, Vanderleia relatou que sofreu agressões durante o relacionamento e chegou a correr risco de morte. Em uma das situações mais graves, contou que foi enforcada com o fio de um telefone.

“Eu passei isso faz 21 anos e foram momentos bem intensos. Foram violências físicas, psicológicas, agressões bem fortes que quase tiraram a minha vida. Teve uma vez que realmente quase deu certo”, relatou.

Na época, segundo ela, tinha um filho pequeno e chegou a pesar 56 quilos. Vanderleia também falou sobre uma característica que, segundo sua experiência, dificulta a identificação da violência doméstica: a diferença entre o comportamento do agressor dentro e fora de casa.

“Na rua ele não parece agressor. Ele é agressor da porta para dentro. Existe toda uma encenação e é difícil para a mulher fazer com que as pessoas acreditem”, afirmou.

Além das agressões físicas, Vanderleia contou que também sofreu com controle e isolamento. Ela relatou ter sido proibida de visitar o pai e o irmão durante um ano e disse que o ciúme do companheiro chegou a atingir seu próprio filho.

Segundo ela, até situações relacionadas à aparência e à rotina eram controladas. Vanderleia afirmou que não podia abrir as janelas da casa, receber determinadas pessoas ou frequentar a praia usando roupas que mostrassem as pernas.

“Praia só de calça jeans. Tenho fotos que comprovam isso. Eu virei motivo de piada. As pessoas achavam que eu tinha algum problema nas pernas, mas não era nada disso”, contou.

Ela afirmou ainda que as agressões começaram quando estava grávida, inicialmente com um empurrão, e foram aumentando com o tempo.

“O cuidado é uma coisa. O ciúme já é outra coisa bem diferente. O ciúme destrói”, declarou.

Ao recordar o episódio do enforcamento, Vanderleia afirmou ter acreditado que morreria.

“Naquela hora eu só pedi a Deus que meu filho ficasse bem”, relatou.

A decisão de deixar o relacionamento veio depois de uma série de acontecimentos familiares. Vanderleia contou que perdeu dois irmãos em um período de um ano e passou a temer que seu pai enfrentasse a perda de uma terceira filha.

“Eu entendi que eu seria a próxima e que seria muito duro para o meu pai perder uma terceira filha de uma forma tão trágica. Foi quando tomei a decisão de sair. Na verdade, de fugir”, afirmou.

Violência nem sempre é percebida por quem está fora

Vanderleia também chamou atenção para o fato de que a violência doméstica pode ocorrer independentemente da condição financeira ou da imagem social do agressor.

Ela contou que vinha de uma família estruturada e que o relacionamento, visto de fora, não apresentava sinais que levassem as pessoas a suspeitar das agressões.

“Como que tu vai entrar na casa de um casal e vê as melhores coisas possíveis dentro daquela casa, os armários cheios, tudo abastecido, e vai dizer que aquele marido não é bom? Fica difícil de provar”, explicou.

Ela relatou ainda que chegou a tentar registrar as agressões com uma câmera, mas o equipamento foi encontrado pelo companheiro e danificado.

Ao final do depoimento, Vanderleia deixou uma orientação para mulheres que estejam passando por situações de violência.

“Registrem o BO, denunciem. Mas, a partir do momento que vocês fizerem isso, tenham ciência de que precisam sair. Precisam buscar ajuda e proteção da família ou de amigos”, afirmou.

Ela também defendeu a busca por medidas protetivas e apoio de pessoas de confiança.

“Procurem pessoas em quem vocês confiem, denunciem, peçam medida protetiva. Mas vocês precisam sair de onde estão”, orientou.

Vanderleia afirmou que hoje se considera recuperada da experiência e reforçou a necessidade de as mulheres acreditarem na própria capacidade de reconstruir a vida.

“Hoje eu sou uma pessoa totalmente curada. É ter fé e acreditar em si, porque dentro de toda mulher existe uma guerreira forte para caramba, capaz de sair de qualquer situação”, concluiu.

Vereador cobra informações sobre gastos com publicidade

Durante a sessão, o vereador Dovagner Baschirotto (MDB) também comentou o requerimento nº 21, apresentado por ele em 24 de julho, solicitando informações sobre os gastos da Prefeitura de Orleans com marketing, publicidade e propaganda nos veículos de comunicação.

Segundo o vereador, a resposta do Executivo foi recebida em 27 de agosto. Ele afirmou que os dados encaminhados apresentam os pagamentos feitos às empresas responsáveis pela publicidade, mas não detalham quais veículos de comunicação receberam os recursos e os respectivos valores.

“Essa informação, para nós, é insuficiente, porque a gente não tem o direcionamento de quem recebeu esses pagamentos”, afirmou.

Baschirotto disse que, após orientação jurídica, pretende buscar as informações junto ao Ministério Público ou ao Tribunal de Contas, para verificar os valores destinados a rádios, portais e outros meios de comunicação.

De acordo com o vereador, a motivação do requerimento também está relacionada a publicações feitas por um portal local que, segundo ele, questionaram sua atuação parlamentar e divulgaram informações sobre valores recebidos por vereadores.

Baschirotto afirmou que já havia feito cobranças relacionadas à situação das câmeras de segurança, à Ponte Anita Garibaldi e a outras questões de interesse do município. Segundo ele, as manifestações foram interpretadas pelo portal como críticas ao governador.

“Na verdade, a gente não fala mal do governador. A gente cobra o que é melhor para o nosso estado e principalmente para o nosso município”, declarou.

O vereador defendeu que a população tenha acesso aos dados sobre os investimentos do Executivo em publicidade e comunicação.

Câmara também cobra funcionamento das câmeras OCR

Outro assunto abordado durante a sessão foi o funcionamento das câmeras OCR, equipamentos capazes de identificar e registrar placas de veículos.

A indicação foi apresentada pelo presidente da Câmara, Murilo Hofmann (Novo), solicitando que o Executivo Municipal dê atenção à situação do sistema no município.

Segundo o vereador, as câmeras estão instaladas em Orleans, mas o sistema de leitura das placas não estaria funcionando há algum tempo.

A proposta busca que a Prefeitura verifique a situação dos equipamentos e adote as medidas necessárias para que o sistema volte a operar adequadamente.

O funcionamento das câmeras é considerado uma ferramenta importante para a segurança pública, especialmente por permitir o registro de placas de veículos que circulam pelo município e auxiliar no trabalho de identificação e localização de automóveis.

Confira

https://www.youtube.com/watch?v=hInsuMnZXhU

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