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BLOG

Rádio Guarujá

Coopermila cobra melhorias na infraestrutura elétrica e plantão de atendimento

Por Rádio Guarujá29/06/2026 12h16
Foto/Redação

O presidente da Cooperativa de Eletrificação de Lauro Müller (Coopermila), Alcimar de Brida, recebeu na manhã desta segunda-feira (29), na sede da cooperativa, representantes da Celesc Regional de Criciúma para uma reunião técnica voltada à melhoria da qualidade do fornecimento de energia elétrica na área atendida pela cooperativa.

A pauta principal do encontro tratou das interrupções registradas no fornecimento de energia nos últimos períodos e da necessidade de melhorias na infraestrutura, especialmente na extensão do alimentador que atende a região da Coopermila.

Durante a reunião, também foram discutidas demandas históricas relacionadas à rede de distribuição, incluindo a instalação de equipamentos de proteção e a agilidade no atendimento em casos de emergência.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, Alcimar de Brida destacou que o setor elétrico vive um momento de instabilidade e desafios estruturais, tanto no cenário nacional quanto na operação regional.

“Nós estamos vivendo momentos de incertezas, vou te dizer, hoje sim, incertezas. Nós não temos um panorama muito favorável e saudável”, afirmou.

O dirigente também mencionou discussões recentes em encontros do cooperativismo, onde foram abordados temas como gestão, governança e os impactos do mercado de energia.

“Nós tivemos encontros sobre governança e gestão de cooperativas promovidos pelo SESCOOP, e foi muito proveitoso. É conhecimento que ajuda a gente a se preparar para os desafios que vêm”, disse.

Segundo ele, o setor elétrico enfrenta mudanças importantes relacionadas à expansão da geração distribuída, especialmente a energia solar.

“A energia solar produz de dia, mas à noite não tem. Então você precisa de estrutura para absorver esse excesso. Isso exige equipamentos e investimento alto, e isso ainda não está completamente resolvido”, explicou.

Mercado livre e impactos financeiros

Outro ponto abordado pelo presidente foi a instabilidade do mercado livre de energia e seus reflexos nas cooperativas.

“Nós estamos vendo hoje comercializadoras quebrando. Cooperativas grandes aqui do Sul compraram energia no mercado livre e ficaram em situação difícil”, relatou.

Ele também alertou para a variação no preço da energia adquirida no mercado.

“Tinha energia contratada a R$ 140 e agora está chegando a R$ 350. Isso impacta diretamente a cooperativa e, no fim, o consumidor”, afirmou.

De Brida destacou ainda que parte dos encargos do setor acaba sendo repassada ao consumidor final.

“O governo não dá nada de graça. Se dá para um lado, o outro paga. E quem paga muitas vezes é quem trabalha e produz”, declarou.

Demandas operacionais com a Celesc

Na reunião com a Celesc, a Coopermila reforçou pedidos antigos de melhorias na rede, especialmente em pontos críticos de instabilidade.

“Nós estávamos cobrando um religador numa parte da rede que dá muito problema há dois anos. Essa semana vimos que começaram a se movimentar para instalar”, afirmou o presidente.

Ele também destacou limitações operacionais da concessionária na região.

“Lauro Müller e Orleans têm sérios problemas porque não existe plantão local. O atendimento vem de outras regiões e isso gera demora”, disse.

De Brida defende mudanças na estrutura de atendimento emergencial.

“Seria importante ter um plantão aqui, atendendo Lauro Müller e Orleans, porque a logística hoje atrasa muito o atendimento”, avaliou.

Segundo o presidente, a reunião teve avanços pontuais, incluindo a sinalização de antecipação de investimentos em infraestrutura elétrica.

“O Marcelo, diretor da Celesc nos passou que uma subestação, que estava prevista para 2030, pode ser antecipada devido aos problemas que estão acontecendo”, informou.

A cooperativa também reforçou a necessidade de investimentos em redes e equipamentos para reduzir falhas e melhorar a estabilidade do sistema.

Evento para mulheres terá palestra sobre saúde

Além das pautas técnicas, a Coopermila também confirmou a realização de um evento no dia 8 de julho, às 13h30, no auditório da cooperativa.

A programação inclui um café da tarde especial e uma palestra sobre saúde com o médico Dr. Marcos Antônio Bertoncini Cascaes.

“Vai ser uma tarde de conversa com o doutor Marcos, com café e encontro com a comunidade. É um momento importante de integração”, destacou De Brida.

As inscrições estão abertas na sede da cooperativa ou pelo WhatsApp (48) 98831-0375. As vagas são limitadas.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=zT4JLsBEhhc

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Audiência pública em São Ludgero debate futuro da indústria do plástico e economia circular

Por Rádio Guarujá29/06/2026 12h03
Foto/Cristian Veronez

São Ludgero sediou, na sexta-feira (26), uma audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal para discutir os impactos de projetos de lei que tratam da regulamentação dos plásticos de uso único no Brasil. O encontro, realizado na sede social da Cegero, reuniu empresários, trabalhadores, representantes da indústria, cooperativas de reciclagem, prefeitos e lideranças políticas de diversas regiões catarinenses.

A audiência integrou a mobilização “Transição Justa dos Plásticos para a Economia Circular” e teve como objetivo ampliar o debate sobre propostas que tramitam no Congresso Nacional e que podem afetar diretamente um dos setores que mais gera emprego e renda no Sul de Santa Catarina.

Entre as principais preocupações apresentadas durante o encontro estão projetos que propõem restrições ou até mesmo o banimento da fabricação de produtos plásticos de uso único, como copos, pratos, talheres e embalagens descartáveis. Para os participantes, o caminho mais adequado é fortalecer a reciclagem e ampliar a economia circular, mantendo a atividade industrial e reduzindo os impactos ambientais.

Descarte inadequado é o principal problema, diz Amin

Presente na audiência, o senador Esperidião Amin destacou que o debate não deve ser focado apenas no material, mas principalmente na forma como ele é descartado pela sociedade.

“Nós reconhecemos que existe um erro a corrigir, que é o descarte inadequado. Precisamos investir em educação, conscientização e gestão dos resíduos para reduzir esse problema.”

Segundo o senador, os municípios têm papel fundamental nesse processo, por meio de políticas públicas voltadas à educação ambiental, coleta seletiva e reciclagem. Amin também afirmou acreditar que o debate realizado em São Ludgero poderá contribuir para aperfeiçoar os projetos que tramitam no Congresso Nacional.

“Se exemplos concretos forem apresentados, a visão da pessoa muda. É isso que queremos levar ao Senado: soluções que preservem o meio ambiente sem prejudicar quem produz e gera empregos.”

Orleans apresenta projeto de economia circular

Durante o evento, o prefeito de Orleans, Fernando Cruzetta, apresentou o projeto de economia circular desenvolvido pelo município, aprovado pelo Ministério do Meio Ambiente. A proposta busca ampliar a coleta seletiva e garantir que os resíduos plásticos retornem ao processo produtivo.

Segundo o prefeito, o maior desafio ainda é conscientizar a população sobre a importância da separação correta dos resíduos.”O plástico não é lixo. Ele é um recurso, gera emprego, renda e pode voltar ao processo produtivo. O que precisamos é aumentar a conscientização da população e fortalecer a coleta seletiva.”

Cruzetta também destacou que Orleans saiu na frente ao desenvolver um projeto que demonstra, na prática, que o plástico pode ser reaproveitado, contribuindo para a preservação ambiental e para o fortalecimento da indústria regional.

Setor defende reciclagem em vez do banimento

Representando o Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Sul Catarinense (Simplasc), o diretor Elias Caetano afirmou que a indústria reconhece a necessidade de melhorar a gestão dos resíduos, mas defende que a solução não está na proibição dos produtos.

Segundo ele, atualmente já existem tecnologias capazes de reciclar praticamente todos os tipos de plástico, inclusive aqueles considerados de difícil reaproveitamento.

“O plástico não é o problema. O desafio é garantir que ele seja descartado corretamente e volte para a cadeia produtiva por meio da reciclagem.”

Caetano ressaltou ainda que projetos desenvolvidos na região demonstram que praticamente todo material plástico pode ganhar uma nova destinação, reduzindo o impacto ambiental e fortalecendo a economia circular.

Outro ponto destacado durante a audiência foi a importância econômica da indústria do plástico para o Sul catarinense. Segundo representantes do setor, a região concentra mais de 200 empresas ligadas à cadeia produtiva, entre fabricantes, recicladoras e fornecedores, gerando milhares de empregos diretos e indiretos.

Os participantes defenderam que qualquer mudança na legislação seja construída com diálogo entre governo, setor produtivo, trabalhadores, cooperativas de reciclagem e sociedade, buscando soluções que conciliem preservação ambiental, geração de emprego e desenvolvimento econômico.

As contribuições apresentadas durante a audiência pública serão encaminhadas ao Senado Federal e devem subsidiar as discussões sobre os projetos que tratam da regulamentação dos plásticos de uso único no país.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=zT4JLsBEhhc

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Senador Esperidião Amin propõe audiência pública sobre economia circular do plástico em São Ludgero

Por Rádio Guarujá25/06/2026 11h30
Plenário do Senado Federal durante sessão não deliberativa. Em discurso, à tribuna, senador Esperidião Amin (PP-SC). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal promove nesta sexta-feira (26), às 14 horas, em São Ludgero, no sul do estado, uma audiência pública proposta pelo senador Esperidião Amin para debater os impactos da legislação e das normas regulatórias que envolvem a indústria do plástico no Brasil.

A iniciativa busca reunir representantes do setor produtivo, trabalhadores, pesquisadores e especialistas para discutir propostas em tramitação no Senado e medidas regulatórias que afetam a cadeia produtiva do plástico, conciliando desenvolvimento econômico, geração de empregos e preservação ambiental.

A escolha do Sul de Santa Catarina como sede da audiência permitirá aos senadores conhecer o Projeto Defesa Circular, que terá seu projeto-piloto em Orleans e propõe soluções inovadoras de educação ambiental, rastreabilidade e reciclagem de plásticos de baixa circularidade. A iniciativa é resultado de parceria entre setor produtivo, universidades e instituições de pesquisa.

“Precisamos construir alternativas equilibradas que promovam a sustentabilidade ambiental sem comprometer empregos, renda e a competitividade de um setor estratégico para a economia brasileira. Esta audiência será uma oportunidade para ouvir todos os segmentos envolvidos e conhecer experiências que podem servir de referência para o país”, destaca o senador Esperidião Amin.

Entre os convidados para a audiência estão representantes da indústria, da academia, dos trabalhadores e dos catadores de materiais recicláveis, incluindo Paulo Teixeira (Abiplast), André Passos Cordeiro (Abiquim), Alexander Turra (USP), Gisele Coelho Lopes (Unesc), Carlos de Cordes e Dorival Rodrigues dos Santos (Feccat).

A audiência integra a mobilização “Transição Justa dos Plásticos para a Economia Circular”, organizada pelo Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense (Sinplasc), e ocorrerá na sede social da Cegero, em São Ludgero. O evento também contará com debates e visitas técnicas voltadas à apresentação de iniciativas de inovação e reciclagem desenvolvidas na região.

A reunião será interativa, transmitida ao vivo e aberta à participação dos interessados por meio do portal e-cidadania, na internet, em senado.leg.br/ecidadania ou pelo telefone da ouvidoria 0800 061 22 11.

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Denúncia sobre suposta incompatibilidade de horários de Jana Coan é arquivada pelo Ministério Público

Por Rádio Guarujá24/06/2026 11h58
Foto/Divulgação

A vereadora de Orleans, Jana Coan (PL), informou que foi arquivada pelo Ministério Público uma denúncia que questionava a compatibilidade entre sua atuação como vereadora e as funções exercidas no serviço público.

A denúncia, apresentada de forma anônima no ano passado, apontava uma suposta incompatibilidade de horários entre o mandato legislativo e as atividades desempenhadas por Jana no então Departamento Municipal de Esportes — atualmente Secretaria de Esportes — além de sua atuação como servidora efetiva do Estado.

Ao jornal da Guarujá, a vereadora disse que toda a documentação solicitada pelos órgãos responsáveis foi apresentada durante a apuração, que concluiu não haver irregularidades.

“Eu recebi essa semana o arquivamento. Foi uma denúncia anônima. Não sei quem fez, mas quem fez não conhece a minha vida ou fez propositalmente apenas para incomodar. Sou funcionária pública efetiva do Estado desde o ano 2000, tenho 40 horas no Estado, também sou concursada no município desde 2000 e, em 2008, alterei minha carga horária. Eu sempre trabalhei 60 horas semanais. Quem me conhece sabe disso. Sempre trabalhei de manhã, à tarde e à noite. Esse sempre foi o meu ritmo de trabalho”, afirmou.

Jana disse ter ficado surpresa com o surgimento da denúncia somente após assumir uma cadeira na Câmara Municipal. Segundo ela, durante mais de três décadas de atuação no serviço público, nunca houve questionamentos sobre sua rotina profissional.

“O que me surpreendeu foi que, depois que assumi como vereadora, apareceu uma denúncia dizendo que eu não tinha tempo compatível para exercer o mandato e que havia incompatibilidade de horários. Nunca ninguém tinha se preocupado com isso antes. Foi feita essa denúncia anônima e agora veio o arquivamento”, declarou.

A parlamentar destacou que o parecer final apontou a inexistência de sobreposição de jornadas e confirmou a legalidade da acumulação das funções exercidas.

“No relatório final consta que, a partir das informações prestadas, foi constatada a inexistência de sobreposição entre as jornadas exercidas, demonstrando compatibilidade formal dos vínculos e, consequentemente, a licitude da acumulação. Eu não tenho acúmulo irregular de cargos. Consigo trabalhar normalmente. Além disso, todos sabem que a Secretaria de Esportes funciona também em finais de semana e feriados, por conta das competições e eventos esportivos”, explicou.

Críticas ao anonimato da denúncia

Durante a entrevista, Jana também criticou o fato de a denúncia ter sido feita de forma anônima. Embora tenha evitado atribuir autoria ou motivação política ao caso, afirmou que considera esse tipo de procedimento inadequado em situações que não envolvam crimes graves.

“Eu acho covarde quando alguém faz esse tipo de denúncia escondido. Se um dia eu precisar denunciar alguma situação política, vou assumir isso publicamente. As pessoas têm que ter coragem de mostrar onde entendem que está o erro, para que o outro lado também tenha o direito de se defender”, afirmou.

Questionada se acredita que o caso teve motivação política, a vereadora disse que não possui elementos para fazer acusações, mas ressaltou que a situação surgiu justamente após sua eleição.

“Como foi uma denúncia anônima, eu não posso acusar ninguém. Só acuso quando tenho provas. Mas me causou muita estranheza que a preocupação com os meus horários apareceu justamente depois que me tornei vereadora. Se fizeram por maldade política, agora terão que procurar outro motivo para tentar me prejudicar, porque esse assunto foi arquivado”, declarou.

Caso foi encerrado

De acordo com Jana Coan, o Ministério Público apenas apurou os fatos e solicitou informações aos órgãos envolvidos, sem que o caso chegasse a uma fase de julgamento.

“Foi encaminhado à Secretaria de Estado, à Prefeitura e ao Departamento de Esportes na época. Todos responderam, apresentei meus horários e, cerca de seis meses depois, veio o arquivamento. O Ministério Público analisou as informações e concluiu que não havia fundamento para a denúncia”, explicou.

Ao final da entrevista, a vereadora afirmou que seguirá exercendo normalmente suas atividades na Câmara Municipal, na Secretaria de Esportes e na Escola Estadual Toneza Cascaes, onde também atua como servidora pública.

“Continuo trabalhando para todos os munícipes, exercendo minhas funções de vereadora, no esporte e na escola. O assunto foi esclarecido e arquivado. Agora sigo focada no trabalho”, concluiu.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=fImaJM_pwFM

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