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Rádio Guarujá

Críticas ao plano federal de ferrovias unem governadores do Sul e MS

Por Rádio Guarujá25/05/2026 11h43
Foto/Reprodução Internet

Os governadores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul assinaram um documento conjunto se posicionando contra a atual política nacional de concessões ferroviárias do governo federal.

Ao Jornal da Guarujá, o ex-secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina e coordenador do grupo de trabalho de ferrovias do Codesul, Beto Martins disse que o principal ponto de discordância é a forma como o governo federal estruturou o plano de concessões da chamada Malha Sul, sem um debate mais aprofundado com os estados diretamente impactados.

O modelo apresentado pelo governo federal prevê a fragmentação da Malha Sul ferroviária em diferentes corredores, o que, segundo os estados, compromete a integração do sistema e reduz sua eficiência logística.

O documento assinado pelos governadores contesta justamente essa divisão da rede em trechos independentes, aponta falta de diálogo com os estados e cobra participação efetiva nas decisões sobre um projeto considerado estratégico para a economia regional.

Além disso, o ofício do Codesul encaminhado ao Ministério dos Trasnportes questiona a previsão de oito leilões ferroviários, incluindo três que tratam especificamente da fragmentação da atual Malha Sul. Para o grupo de trabalho, esse formato não atende às condições necessárias para a recuperação e modernização do modal ferroviário no Sul do Brasil.

De acordo com Martins, os estados buscam há mais de um ano um diálogo mais direto com o governo federal para discutir a situação da ferrovia na região, que hoje opera de forma limitada.

“Há mais de um ano estamos tentando um debate, um diálogo. Hoje, apenas cerca de 25% dos trechos ferroviários da região Sul estão funcionando. Isso tem impacto direto na economia”, afirmou.

Ele citou como exemplo o setor agroindustrial de Santa Catarina, especialmente a suinocultura e a avicultura, que dependem fortemente do transporte de insumos como o milho.

“Nós trazemos milho do Mato Grosso e Goiás por caminhão, o que é um contra-senso logístico. Isso reduz a competitividade da nossa produção e afeta diretamente a indústria”, explicou.

O coordenador do Codesul também criticou o formato proposto pelo governo federal, que prevê a divisão da Malha Sul em diferentes trechos, o que, segundo ele, pode comprometer a viabilidade do sistema como um todo.

“Existe o risco de alguns trechos terem interesse econômico e outros não. Isso pode resultar em licitações desertas e deixar a região sem ferrovia”, alertou.

Beto Martins defende que o modelo ferroviário precisa de participação dos estados e contrapartidas públicas para ser viável.

“No mundo inteiro, ferrovia depende de investimento público e complementaridade do Estado. Sem isso, não há sistema sustentável”, disse.

Ele destacou ainda que Santa Catarina já iniciou ações nesse sentido, com a criação de uma estrutura estadual voltada ao tema, e afirmou que o governador Jorginho Mello lidera o movimento de defesa de uma revisão do modelo.

“Os quatro governadores assinaram um documento pedindo a revisão do plano e a abertura de um diálogo real sobre a Malha Sul”, completou.

Durante a entrevista, o ex-secretário também alertou para os impactos econômicos da possível fragilização do sistema ferroviário na região, incluindo reflexos nos portos e na competitividade industrial.

“Santa Catarina tem uma forte estrutura portuária, mas sem ferrovia integrada, toda a logística fica comprometida. Isso pode afetar a permanência de indústrias no estado”, afirmou.

Ele citou ainda a situação da ferrovia Tereza Cristina como exemplo de operação considerada eficiente no estado.

“A Tereza Cristina é o único trecho que funciona bem, porque tem continuidade e gestão adequada. Já outros trechos estão abandonados, com risco de depredação”, concluiu.

Confira entrevista completa

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Invasão de javalis atinge 92% do estado catarinense e causa prejuízos em lavouras

Por Rádio Guarujá25/05/2026 09h58
Foto/Ilustrativa

A invasão de javalis em propriedades rurais voltou a preocupar agricultores de comunidades próximas à encosta da serra em Urussanga. Em uma das ocorrências recentes, os animais destruíram cerca de meio hectare de plantação de milho, gerando prejuízo no campo.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, a coordenadora do Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras, Elaine Zuchiwschi,  detalhou as ações adotadas em Santa Catarina para enfrentar o problema.

Segundo ela, a presença do javali já atinge cerca de 270 municípios catarinenses, o que representa aproximadamente 92% do Estado.

“Esse problema tem afetado praticamente todo o território catarinense. Em 2023 foi estabelecido o plano estadual de controle e manejo do javali, com atuação conjunta do IMA, da Secretaria da Agricultura, da Polícia Militar Ambiental e da Polícia Civil”, explicou.

Elaine destacou que o programa prevê diferentes frentes de atuação, incluindo capacitação de agricultores e orientação sobre formas legais de controle dos animais.

“Realizamos capacitações com produtores rurais, principalmente na Serra Catarinense, e também ações de orientação sobre como o agricultor pode atuar dentro da legalidade”, afirmou.

De acordo com a coordenadora, o controle dos javalis depende de autorização e cadastro em sistemas federais, como o Sistema de Monitoramento e Manejo de Fauna (SIMAF), além de regras relacionadas ao uso de armas.

O agricultor pode realizar o controle diretamente na propriedade ou autorizar terceiros devidamente cadastrados para atuar no manejo, sempre com autorização formal.

Durante a entrevista, Elaine também explicou como o javali chegou ao Brasil e se espalhou pelo território catarinense.

“Eles foram introduzidos a partir de países vizinhos como Uruguai e Argentina. Além disso, houve criação autorizada até a década de 1990, o que contribuiu para escapes e dispersão”, disse.

Sobre os danos causados nas lavouras, ela explicou que o comportamento do animal agrava os prejuízos no campo.

“Eles têm o hábito de fuçar o solo, vivem em bandos e podem causar grandes danos em plantações e até em nascentes. Em alguns casos, grupos chegam a 20 ou 30 animais”, afirmou.

A especialista também alertou que, embora evitem contato humano, os javalis podem representar risco quando se sentem ameaçados ou estão protegendo filhotes.

“Normalmente eles fogem ao perceber a presença humana, mas podem reagir em situações de risco ou quando estão acuados”, explicou.

Como alternativa de controle, Elaine citou o uso de armadilhas e a organização entre produtores rurais para monitoramento das áreas afetadas.

“O ideal é que os agricultores se organizem e façam o controle de forma coordenada, utilizando armadilhas em locais de passagem dos animais”, disse.

O Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras mantém informações e orientações disponíveis no site do IMA e pelo e-mail exoticasinvasoras@ima.sc.gov.br.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=SC5412ljdQA

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Comunidade de Rio Laranjeiras celebra entrega da ordem de serviço do programa Estrada Boa Rural

Por Rádio Guarujá22/05/2026 13h00
Foto/Redação

Moradores da comunidade de Rio Laranjeiras comemoraram na tarde desta quinta-feira, 21, a entrega da ordem de serviço para a pavimentação asfáltica do trecho que liga Ponte Preta a Brusque do Sul, dentro do programa estadual Estrada Boa Rural. A obra, aguardada há anos pelos moradores e considerada uma das principais reivindicações das comunidades do interior de Orleans, deve melhorar o deslocamento de famílias, facilitar o escoamento da produção agrícola e reduzir problemas históricos enfrentados pelos moradores, como poeira em períodos de estiagem e lama em dias de chuva. O ato contou com a presença do governador Jorginho Mello, além de lideranças políticas, comunitárias e agricultores da região.

Durante a cerimônia, também foi assinada a liberação do segundo trecho da obra, que deve beneficiar as comunidades de Serraria e Rio Pinheiros.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o presidente da Associação de Moradores de Rio Laranjeiras, Leonardo Alexandre Vieira, destacou a expectativa da comunidade com a chegada da obra.

“Finalmente o asfalto vai sair aqui na comunidade, ligando Ponte Preta, Rio Laranjeiras e também Brusque do Sul. É uma obra muito importante para o agricultor e também para a própria convivência aqui da comunidade”, afirmou.

Ele relatou as dificuldades enfrentadas no dia a dia pelos moradores. “A gente ouve a reclamação e as dores dos agricultores que são moradores aqui da comunidade. A estrada, quando não é o tempo seco que causa poeira, é a chuva que afeta muito a locomoção”, disse.

Leonardo também comentou a mobilização da comunidade para o evento. “Ficamos tão contentes que pessoal veio em peso”, completou.

O presidente da Festa de Rio Laranjeiras, Valmir Dorigon, também celebrou o anúncio e destacou a importância da obra para o interior.

“Hoje é um orgulho para nossa comunidade. A gente que mora aqui, sabe o valor que vai ter o asfalto passando aqui no nosso interior. Quem vive aqui sabe da poeira quando é tempo seco e da lama quando chove. Isso vai melhorar muito a vida de todos”, disse.

Valmir também destacou o caráter coletivo do investimento. “É um investimento que é retorno dos nossos impostos que vem para a melhoria da comunidade, melhoria de todos. Todo o tráfego que passa aqui vai ser beneficiado”, completou.

Durante o evento, o ex-delegado-geral da Polícia Civil e pré-candidato a deputado, Ulisses Gabriel, também participou da programação e destacou os investimentos do governo estadual na região e no município.

“Esse é um programa que vem sendo prometido há muitos anos por vários governadores e prefeitos. O governador Jorginho Mello está entregando isso agora, junto com outros investimentos importantes. São obras que ajudam a desenvolver o agronegócio e o turismo e melhoram a vida das pessoas”, afirmou.

Ulisses e sua família possuem propriedade na comunidade e ele também citou o impacto econômico da região e o vínculo pessoal com o município. “Tenho orgulho da cidade, minha filha nasceu aqui. A gente tem acompanhado investimentos importantes, inclusive de grande porte, que ajudam no desenvolvimento da região”, disse.

Sobre segurança pública, Ulisses Gabriel destacou a relação entre infraestrutura e qualidade de vida. “Quem vive na poeira sabe a dificuldade. A gente precisa de estrada, mas também de segurança para o agricultor trabalhar em paz”, completou.

A previsão é de que o inícios das obras comecem no dia 1º de junho.

Governador destaca impacto no desenvolvimento do interior

Jorginho Mello, destacou a importância das obras do programa Estrada Boa Rural para o desenvolvimento do interior do estado. Segundo ele, o trecho entregue em Orléans contempla 14 quilômetros na primeira etapa e mais três quilômetros no segundo trecho, beneficiando moradores, agricultores e o turismo da região.

“É uma obra espetacular, uma obra que nós estamos fazendo em todo o estado de Santa Catarina. Dá gosto de vir e ver a alegria das pessoas, ligar cidades internamente, ligar vilas, ligar povoados, tirar a poeira, melhorar a qualidade de vida das pessoas e dar dignidade”, afirmou o governador.

O governador também ressaltou a proximidade com os municípios do interior e disse que acompanha pessoalmente as entregas realizadas pelo governo estadual.

“Eu sou um homem do interior. Estar no meio do povo é o que eu mais gosto, visitando, inaugurando e entregando obra”, declarou.

Jorginho Mello ainda afirmou que o Estado possui dezenas de obras concluídas em áreas como infraestrutura, saúde e educação. “Estou com dificuldade porque não venço inaugurar. Temos cerca de 100 obras prontas e estamos escolhendo as maiores para entregar antes do período eleitoral”, completou.

Confira

https://www.youtube.com/watch?v=GBL3xzCoiB8

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Presidente da AMUREL destaca desafios dos municípios na Marcha dos Prefeitos em Brasília

Por Rádio Guarujá22/05/2026 12h50
Foto: Divulgação

Entre os dias 18 e 21 de maio, Brasília sediou a 27ª Marcha dos Prefeitos, considerada o maior evento municipalista da América Latina, promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). O encontro reuniu cerca de 15 mil participantes, entre prefeitos, vice-prefeitos, secretários, vereadores e assessores de todo o país.

Com o tema “O Brasil que dá certo nasce nos municípios”, o evento discutiu gestão pública, financiamento e o fortalecimento das cidades brasileiras. O prefeito de Gravatal e presidente da Associação dos Municípios da Região de Laguna (AMUREL), Clei Rodrigues (PP), participou da programação.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, nesta sexta-feira (22), ele classificou a marcha como um dos principais espaços de debate do municipalismo no país.

Segundo o prefeito, o evento permite acompanhar de perto projetos em tramitação no Congresso Nacional que impactam diretamente a gestão municipal.

“É um evento importante para a pauta municipalista, um evento grandioso, com quase 15 mil inscritos, onde a gente debate projetos que tramitam no Congresso Nacional. Os municípios, principalmente os menores, enfrentam dificuldades financeiras”, afirmou.

Clei destacou ainda que muitas propostas discutidas no Legislativo federal acabam gerando novas despesas para as prefeituras sem indicar fonte de custeio.

“Existem projetos que não consideram a realidade dos municípios. Muitas vezes criam obrigações como frota de ônibus elétricos ou aposentadorias especiais sem apontar de onde virá o recurso. Isso acaba aumentando as despesas das prefeituras”, explicou.

Ele também ressaltou a atuação da CNM na articulação política em Brasília e na defesa de novas fontes de receita para os municípios, como o aumento de repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

A entidade já conquistou avanços como a ampliação de repasses em meses específicos do ano, mas segue defendendo novas ampliações.

“O movimento da CNM busca justamente mais recursos para os municípios, porque são eles que executam os serviços e enfrentam as maiores dificuldades”, disse.

Clei também comentou a pauta da revisão do pacto federativo, tema recorrente entre gestores municipais.

“Os recursos acabam concentrados em Brasília, enquanto os municípios recebem menos do que precisam para manter os serviços. Isso precisa ser revisto para melhorar a qualidade do atendimento à população”, afirmou.

Obras em Gravatal

Durante a entrevista, o prefeito também comentou sobre a construção da nova sede da Prefeitura de Gravatal, uma das principais obras em andamento no município.

Segundo ele, o projeto avança dentro do cronograma, apesar de dificuldades pontuais com mão de obra.

“A obra está em boa velocidade. Tivemos dificuldades com mão de obra, mas estamos acompanhando de perto. Hoje já avançamos na estrutura de concreto e alvenaria, com três pavimentos previstos”, explicou.

A nova sede terá cerca de 1.600 metros quadrados e deve concentrar toda a estrutura administrativa do município. A previsão é de entrega até o final do ano, dependendo do andamento das etapas finais.

Clei destacou ainda que a obra deve gerar economia para o município, que atualmente paga aluguel para funcionamento da prefeitura.

“Hoje temos um gasto de aproximadamente R$ 150 mil por ano com aluguel. Com a nova sede, essa despesa deixará de existir”, completou.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=GBL3xzCoiB8

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