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Rádio Guarujá
Durante uso da tribuna, vereadora cobra reconhecimento por recursos destinados ao município; prefeito rebate críticas
Por Rádio Guarujá30/06/2026 12h19
Foto/Redação
A 23ª sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Orleans, realizada na noite desta segunda-feira (29), foi marcada por debates envolvendo investimentos para o município. Durante o uso da tribuna, a vereadora Maiara Dalponte Martins (MDB) cobrou maior reconhecimento ao trabalho dos parlamentares na conquista de recursos e demonstrou insatisfação por não ter sido convidada para eventos relacionados a investimentos destinados à cidade.
Entre os assuntos abordados pela parlamentar estiveram a entrega de um compressor torácico ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a assinatura da ordem de serviço para construção do Centro de Atendimento à Pessoa Idosa (CAPIs), realizada na segunda-feira (29), em Florianópolis.
Segundo a vereadora, ambos os investimentos tiveram participação direta de vereadores na busca pelos recursos, mas esse trabalho, segundo ela, não foi reconhecido pelo Executivo.
Ao falar sobre a entrega do compressor torácico ao Samu, Maiara explicou que o equipamento foi adquirido por meio de uma emenda impositiva de sua autoria, no valor de R$ 55 mil, destinada exclusivamente para essa finalidade.
Ela disse ter ficado surpresa ao perceber que, durante a entrega oficial e nas publicações feitas pela Prefeitura e pelo prefeito nas redes sociais, sua participação não foi mencionada.
“Fiquei muito chateada porque, em nenhum momento, nas redes sociais da Prefeitura e nem no vídeo apresentado pelo prefeito, foi citado que esse compressor torácico foi adquirido por meio de uma emenda impositiva desta vereadora. Foi informado apenas que eram recursos da Prefeitura e da Câmara de Vereadores, sendo que todos os vereadores destinam emendas, mas eu destinei esse recurso especificamente para a compra desse aparelho. Acho que essa informação deveria ter sido divulgada”, afirmou.
A parlamentar ressaltou que o objetivo não é buscar protagonismo, mas garantir transparência sobre a origem dos recursos utilizados para aquisição de equipamentos públicos.
Outro ponto levantado por Maiara foi a assinatura da ordem de serviço para construção do CAPIs, centro que atenderá a população idosa de Orleans.
Segundo a vereadora, o recurso foi buscado junto ao Governo do Estado por vereadores do MDB e do PSDB ainda no ano passado, por meio de reuniões e solicitações feitas à Secretaria de Estado da Assistência Social.
Ela afirmou que os parlamentares não foram convidados para a solenidade realizada em Florianópolis e lamentou que o trabalho desenvolvido também não tenha sido lembrado.
“Foi um recurso buscado pelos vereadores do MDB e do PSDB. Fizemos várias viagens a Florianópolis, conversamos com a secretária Adeliana e buscamos essa conquista para Orleans. Mais uma vez, em nenhum momento foram lembrados os vereadores que foram atrás desse recurso. Somos representantes da população e prezamos pela transparência. Não há necessidade de omitir essas informações”, declarou.
Prefeito responde às declarações
Embora não tenha participado da sessão da Câmara, o prefeito Fernando Cruzetta falou sobre o assunto na manhã desta terça-feira (30), em entrevista ao Jornal da Guarujá
Sobre o CAPIs, o prefeito confirmou que houve uma solicitação apresentada pelos vereadores à Secretaria de Estado da Assistência Social, mas explicou que, após esse primeiro contato, o município precisou cumprir uma série de exigências técnicas e burocráticas para que Orleans fosse contemplada.
Segundo ele, após a visita dos vereadores à secretária de Estado da Assistência Social, Mulher e Família Adeliana Dal Pont, recebeu um telefonema informando que o Estado não encaminharia esse tipo de investimento sem a participação do prefeito.
“A secretária Adeliana me ligou dizendo que o Estado não faz encaminhamento de recursos sem a autorização ou participação do prefeito. Depois disso, conversei com todos os vereadores, independentemente de serem de situação ou oposição, e pedi que formalizassem um ofício para encaminhar à Secretaria. Assim foi feito. A partir dali, a Prefeitura trabalhou durante meses cumprindo toda a parte burocrática necessária para que Orleans fosse credenciado e pudesse receber essa obra”, explicou.
Cruzetta destacou que, desde então, a administração municipal providenciou a documentação, realizou estudos técnicos, definiu o terreno e atendeu todas as exigências estabelecidas pelo Governo do Estado.
“Muita coisa precisou acontecer até chegarmos à assinatura da ordem de serviço. Tivemos que vencer várias etapas burocráticas para garantir que essa obra realmente viesse para Orleans”, disse.
“Nosso compromisso é entregar resultados”, afirma prefeito
Questionado sobre a cobrança da vereadora em relação ao reconhecimento dos parlamentares, Fernando Cruzetta afirmou respeitar o posicionamento da oposição, mas disse discordar das críticas.
“Percebemos que a oposição tem trabalhado de uma forma para querer sempre ser pai de alguma coisa. Eu respeito esse posicionamento, mas não concordo. O nosso compromisso é trabalhar e entregar resultados para a população. Basta dar uma volta pela cidade para ver a quantidade de obras que estão acontecendo ao mesmo tempo”, afirmou.
O prefeito também ressaltou que sua preocupação está voltada para a execução dos investimentos.
“Eu e a vice-prefeita Leonete estamos preocupados em atender a população e devolver os recursos em forma de benefícios para o município, e não em aparecer. É isso que temos feito desde o início da administração”, completou.
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Caso de gato com esporotricose volta a ser debatido na Câmara de Vereadores de Orleans
Por Rádio Guarujá30/06/2026 12h10
Foto/Redação
A 23ª sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Orleans, realizada na noite desta segunda-feira (29), voltou a discutir um assunto que tem gerado preocupação no município desde a confirmação do primeiro caso de esporotricose felina: o atendimento dado ao gato encontrado doente e os procedimentos adotados pelos órgãos públicos diante da situação.
Para esclarecer dúvidas dos vereadores e da comunidade, utilizaram a tribuna a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Alana Patrício Cruzeta, e o coordenador de Zoonoses e agente de combate às endemias, Luiz Felipe Garcia. A doença, causada por um fungo, pode ser transmitida para outros animais e também para seres humanos por meio de arranhões, mordidas ou contato com secreções de animais infectados.
Após a sessão, o Jornal da Guarujá conversou com a voluntária da causa animal Sabrina Zomer, responsável pelo resgate do gato diagnosticado com a doença. Ela contou, em detalhes, como ocorreu o atendimento ao animal e relatou as dificuldades encontradas para identificar qual órgão público deveria prestar assistência.
“Na hora percebi que não era atropelamento”
Segundo Sabrina, moradores do bairro Rio Belo entraram em contato informando que um gato bastante machucado estava circulando pelas ruas e entrando em residências em busca de alimento.
Ela explica que, inicialmente, algumas pessoas acreditavam que o animal tivesse sido atropelado ou atacado por um cachorro. No entanto, ao receber uma fotografia do gato, teve outra impressão.
“Quando me mandaram a foto do animal, na mesma hora acendeu um alerta na minha cabeça. Eu disse: ‘isso não é mordida de cachorro e nem atropelamento. Isso está com cara de esporotricose’. Apesar de ser uma doença nova em Orleans, cidades como Cocal do Sul, Criciúma, Siderópolis e até Florianópolis já enfrentam muitos casos.”
A voluntária conta que foi até o local no mesmo dia para tentar capturar o gato, mas o animal era bastante arisco e fugiu para uma área de mata.
Depois disso, ela montou uma armadilha e somente cerca de uma semana depois conseguiu realizar o resgate.
Durante todo esse período, Sabrina afirma que buscou ajuda junto aos órgãos municipais, mas encontrou dificuldades para descobrir quem seria responsável pelo atendimento.
Ela conta que procurou inicialmente a Vigilância Epidemiológica.
“Eu fui pessoalmente até a Vigilância Epidemiológica procurando orientação. Lá me explicaram muito claramente que o setor atende seres humanos e que não era responsabilidade deles cuidar do animal. Até aí eu compreendi.”
Depois disso, buscou a Fundação Ambiental Municipal (Famor).
Segundo Sabrina, o órgão informou que o caso deveria ser encaminhado ao setor de Bem-Estar Animal.
Ela afirma que entrou em contato com o setor indicado, mas recebeu uma nova negativa.
“Quando falei com o Bem-Estar Animal, me disseram que também não era com eles e que eu deveria procurar novamente a Vigilância Epidemiológica. Eu respondi que já tinha ido até lá e que eles haviam explicado que atendiam apenas pessoas. A resposta que recebi foi: ‘não sei, mas com nós também não é’.”
Segundo a voluntária, naquele momento ficou sem saber a quem recorrer.
“Eu fiquei tentando encontrar alguém que assumisse essa situação. Era um animal sem dono, circulando pelas ruas, e a esporotricose é uma zoonose que também pode passar para o ser humano. Imaginei que seria uma responsabilidade do poder público, mas infelizmente ninguém assumiu esse caso.”
Atendimento particular
Sem conseguir apoio, Sabrina decidiu levar o gato para uma clínica veterinária particular.
“Eu mesma paguei consulta, exames e todo o atendimento. Como era um animal sem tutor, muito arisco e já bastante debilitado, infelizmente não havia condições de realizar um tratamento longo. Depois da confirmação da doença, foi necessária a eutanásia.”
Ela também relatou que descobriu outra informação importante durante o processo.
“Eu nem sabia, mas um animal com esporotricose não pode ser enterrado. Ele precisa ser cremado para evitar riscos de contaminação.”
Segundo Sabrina, o diagnóstico foi confirmado após a realização de quatro exames laboratoriais.
Lei municipal
Durante a entrevista, Sabrina também chamou atenção para a Lei Municipal nº 1.435/1998, que trata dos animais errantes em Orleans.
Segundo ela, a legislação estabelece que animais sem tutor são de responsabilidade do município.
“Essa lei continua em vigor. Ela diz que o município deve recolher animais errantes, prestar o atendimento necessário e depois dar o destino adequado. Por isso eu fiquei sem entender por que ninguém assumiu esse caso.”
Zoonoses esclarece atribuições
Também ouvido pelo Jornal da Guarujá, o coordenador de Zoonoses, Luiz Felipe Garcia, explicou que os agentes de combate às endemias possuem funções estabelecidas pela Lei Federal nº 11.350/2006 e que o atendimento veterinário de animais não faz parte das atribuições do cargo.
“O setor de Zoonoses em Orleans está vinculado ao programa de combate à dengue. Hoje realizamos mutirões de limpeza, controle do mosquito Aedes aegypti, borrifação residual e outras ações preventivas. O atendimento clínico de um animal depende de um médico-veterinário e foge das atribuições dos agentes de combate às endemias.”
Segundo Luiz, exercer uma função diferente daquela prevista em lei poderia, inclusive, caracterizar desvio de função.
“Nós somos servidores públicos e precisamos atuar dentro daquilo que a legislação determina. Não podemos assumir uma responsabilidade que legalmente não pertence ao nosso cargo.”
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Coopermila cobra melhorias na infraestrutura elétrica e plantão de atendimento
Por Rádio Guarujá29/06/2026 12h16
Foto/Redação
O presidente da Cooperativa de Eletrificação de Lauro Müller (Coopermila), Alcimar de Brida, recebeu na manhã desta segunda-feira (29), na sede da cooperativa, representantes da Celesc Regional de Criciúma para uma reunião técnica voltada à melhoria da qualidade do fornecimento de energia elétrica na área atendida pela cooperativa.
A pauta principal do encontro tratou das interrupções registradas no fornecimento de energia nos últimos períodos e da necessidade de melhorias na infraestrutura, especialmente na extensão do alimentador que atende a região da Coopermila.
Durante a reunião, também foram discutidas demandas históricas relacionadas à rede de distribuição, incluindo a instalação de equipamentos de proteção e a agilidade no atendimento em casos de emergência.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, Alcimar de Brida destacou que o setor elétrico vive um momento de instabilidade e desafios estruturais, tanto no cenário nacional quanto na operação regional.
“Nós estamos vivendo momentos de incertezas, vou te dizer, hoje sim, incertezas. Nós não temos um panorama muito favorável e saudável”, afirmou.
O dirigente também mencionou discussões recentes em encontros do cooperativismo, onde foram abordados temas como gestão, governança e os impactos do mercado de energia.
“Nós tivemos encontros sobre governança e gestão de cooperativas promovidos pelo SESCOOP, e foi muito proveitoso. É conhecimento que ajuda a gente a se preparar para os desafios que vêm”, disse.
Segundo ele, o setor elétrico enfrenta mudanças importantes relacionadas à expansão da geração distribuída, especialmente a energia solar.
“A energia solar produz de dia, mas à noite não tem. Então você precisa de estrutura para absorver esse excesso. Isso exige equipamentos e investimento alto, e isso ainda não está completamente resolvido”, explicou.
Mercado livre e impactos financeiros
Outro ponto abordado pelo presidente foi a instabilidade do mercado livre de energia e seus reflexos nas cooperativas.
“Nós estamos vendo hoje comercializadoras quebrando. Cooperativas grandes aqui do Sul compraram energia no mercado livre e ficaram em situação difícil”, relatou.
Ele também alertou para a variação no preço da energia adquirida no mercado.
“Tinha energia contratada a R$ 140 e agora está chegando a R$ 350. Isso impacta diretamente a cooperativa e, no fim, o consumidor”, afirmou.
De Brida destacou ainda que parte dos encargos do setor acaba sendo repassada ao consumidor final.
“O governo não dá nada de graça. Se dá para um lado, o outro paga. E quem paga muitas vezes é quem trabalha e produz”, declarou.
Demandas operacionais com a Celesc
Na reunião com a Celesc, a Coopermila reforçou pedidos antigos de melhorias na rede, especialmente em pontos críticos de instabilidade.
“Nós estávamos cobrando um religador numa parte da rede que dá muito problema há dois anos. Essa semana vimos que começaram a se movimentar para instalar”, afirmou o presidente.
Ele também destacou limitações operacionais da concessionária na região.
“Lauro Müller e Orleans têm sérios problemas porque não existe plantão local. O atendimento vem de outras regiões e isso gera demora”, disse.
De Brida defende mudanças na estrutura de atendimento emergencial.
“Seria importante ter um plantão aqui, atendendo Lauro Müller e Orleans, porque a logística hoje atrasa muito o atendimento”, avaliou.
Segundo o presidente, a reunião teve avanços pontuais, incluindo a sinalização de antecipação de investimentos em infraestrutura elétrica.
“O Marcelo, diretor da Celesc nos passou que uma subestação, que estava prevista para 2030, pode ser antecipada devido aos problemas que estão acontecendo”, informou.
A cooperativa também reforçou a necessidade de investimentos em redes e equipamentos para reduzir falhas e melhorar a estabilidade do sistema.
Evento para mulheres terá palestra sobre saúde
Além das pautas técnicas, a Coopermila também confirmou a realização de um evento no dia 8 de julho, às 13h30, no auditório da cooperativa.
A programação inclui um café da tarde especial e uma palestra sobre saúde com o médico Dr. Marcos Antônio Bertoncini Cascaes.
“Vai ser uma tarde de conversa com o doutor Marcos, com café e encontro com a comunidade. É um momento importante de integração”, destacou De Brida.
As inscrições estão abertas na sede da cooperativa ou pelo WhatsApp (48) 98831-0375. As vagas são limitadas.
Audiência pública em São Ludgero debate futuro da indústria do plástico e economia circular
Por Rádio Guarujá29/06/2026 12h03
Foto/Cristian Veronez
São Ludgero sediou, na sexta-feira (26), uma audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal para discutir os impactos de projetos de lei que tratam da regulamentação dos plásticos de uso único no Brasil. O encontro, realizado na sede social da Cegero, reuniu empresários, trabalhadores, representantes da indústria, cooperativas de reciclagem, prefeitos e lideranças políticas de diversas regiões catarinenses.
A audiência integrou a mobilização “Transição Justa dos Plásticos para a Economia Circular” e teve como objetivo ampliar o debate sobre propostas que tramitam no Congresso Nacional e que podem afetar diretamente um dos setores que mais gera emprego e renda no Sul de Santa Catarina.
Entre as principais preocupações apresentadas durante o encontro estão projetos que propõem restrições ou até mesmo o banimento da fabricação de produtos plásticos de uso único, como copos, pratos, talheres e embalagens descartáveis. Para os participantes, o caminho mais adequado é fortalecer a reciclagem e ampliar a economia circular, mantendo a atividade industrial e reduzindo os impactos ambientais.
Descarte inadequado é o principal problema, diz Amin
Presente na audiência, o senador Esperidião Amin destacou que o debate não deve ser focado apenas no material, mas principalmente na forma como ele é descartado pela sociedade.
“Nós reconhecemos que existe um erro a corrigir, que é o descarte inadequado. Precisamos investir em educação, conscientização e gestão dos resíduos para reduzir esse problema.”
Segundo o senador, os municípios têm papel fundamental nesse processo, por meio de políticas públicas voltadas à educação ambiental, coleta seletiva e reciclagem. Amin também afirmou acreditar que o debate realizado em São Ludgero poderá contribuir para aperfeiçoar os projetos que tramitam no Congresso Nacional.
“Se exemplos concretos forem apresentados, a visão da pessoa muda. É isso que queremos levar ao Senado: soluções que preservem o meio ambiente sem prejudicar quem produz e gera empregos.”
Orleans apresenta projeto de economia circular
Durante o evento, o prefeito de Orleans, Fernando Cruzetta, apresentou o projeto de economia circular desenvolvido pelo município, aprovado pelo Ministério do Meio Ambiente. A proposta busca ampliar a coleta seletiva e garantir que os resíduos plásticos retornem ao processo produtivo.
Segundo o prefeito, o maior desafio ainda é conscientizar a população sobre a importância da separação correta dos resíduos.”O plástico não é lixo. Ele é um recurso, gera emprego, renda e pode voltar ao processo produtivo. O que precisamos é aumentar a conscientização da população e fortalecer a coleta seletiva.”
Cruzetta também destacou que Orleans saiu na frente ao desenvolver um projeto que demonstra, na prática, que o plástico pode ser reaproveitado, contribuindo para a preservação ambiental e para o fortalecimento da indústria regional.
Setor defende reciclagem em vez do banimento
Representando o Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Sul Catarinense (Simplasc), o diretor Elias Caetano afirmou que a indústria reconhece a necessidade de melhorar a gestão dos resíduos, mas defende que a solução não está na proibição dos produtos.
Segundo ele, atualmente já existem tecnologias capazes de reciclar praticamente todos os tipos de plástico, inclusive aqueles considerados de difícil reaproveitamento.
“O plástico não é o problema. O desafio é garantir que ele seja descartado corretamente e volte para a cadeia produtiva por meio da reciclagem.”
Caetano ressaltou ainda que projetos desenvolvidos na região demonstram que praticamente todo material plástico pode ganhar uma nova destinação, reduzindo o impacto ambiental e fortalecendo a economia circular.
Outro ponto destacado durante a audiência foi a importância econômica da indústria do plástico para o Sul catarinense. Segundo representantes do setor, a região concentra mais de 200 empresas ligadas à cadeia produtiva, entre fabricantes, recicladoras e fornecedores, gerando milhares de empregos diretos e indiretos.
Os participantes defenderam que qualquer mudança na legislação seja construída com diálogo entre governo, setor produtivo, trabalhadores, cooperativas de reciclagem e sociedade, buscando soluções que conciliem preservação ambiental, geração de emprego e desenvolvimento econômico.
As contribuições apresentadas durante a audiência pública serão encaminhadas ao Senado Federal e devem subsidiar as discussões sobre os projetos que tratam da regulamentação dos plásticos de uso único no país.