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Rádio Guarujá

Secretário de Saúde do estado visita Hospital Santa Otília e avalia novos serviços em Orleans

Por Rádio Guarujá14/08/2026 10h52
Fotos/ Silviane Mannrich/ ASCOM SES

A Fundação Hospitalar Santa Otília,  recebeu nesta quinta-feira (13) a visita técnica do secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi. A agenda teve como objetivo conhecer a estrutura da instituição, avaliar a capacidade instalada para novos atendimentos e acompanhar o andamento da obra de reforma e ampliação do hospital.

Durante a visita, Demarchi também tratou da possibilidade de ampliação da parceria entre o Governo de Santa Catarina e a instituição, que já realiza cirurgias reparadoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Tabela Catarinense.

“Fiz questão de passar aqui porque o Santa Otília vem sendo parceiro do Governo do Estado na Secretaria de Estado da Saúde, fazendo procedimentos pela Tabela Catarinense. Hoje é um hospital importante não só para a região, mas para a Secretaria de Estado da Saúde como um todo”, afirmou.

A obra de reforma e ampliação conta, até o momento, com R$ 4 milhões em recursos do Governo do Estado e mais R$ 1 milhão destinado por meio do senador Esperidião Amin (PP). A conclusão de toda a estrutura, no entanto, ainda depende de novos investimentos. A expectativa é que o último andar do prédio seja destinado à implantação de uma maternidade.

Questionado sobre a possibilidade de novos aportes estaduais para a conclusão da obra, Demarchi afirmou que o Governo do Estado pretende acompanhar o avanço das etapas e manter o apoio ao hospital.

“Isso vai acontecendo. A gente trabalha com os hospitais na lógica de contemplar as etapas necessárias. À medida que a obra vai avançando e as etapas vão sendo entregues, naturalmente o Governo do Estado vai estar junto, apoiando”, declarou.

Segundo o secretário, a definição de novos serviços também depende do diálogo entre a instituição e o Estado. Para ele, a ampliação de atendimentos em hospitais regionais ajuda a descentralizar a saúde e evita que pacientes precisem se deslocar para Florianópolis.

Hospital amplia atuação em cirurgias reparadoras

O Hospital Santa Otília já realiza cirurgias reparadoras em parceria com o Governo do Estado. A diretora da instituição, Cristiane Vavassori, explica que o hospital está sendo direcionado para essa área e recebe pacientes de diferentes regiões de Santa Catarina.

“Estamos trabalhando para vocacionar o nosso hospital para uma determinada área, que são as cirurgias reparadoras, como reduções de mama e abdominoplastias que não são estéticas, mas que trazem um resultado estético e uma melhora da qualidade de vida das pacientes”, explicou.

Atualmente, o hospital conta com quatro salas cirúrgicas e uma sala de recuperação. Conforme Cristiane, são realizadas entre 120 e 150 cirurgias pelo SUS por mês. Somando os procedimentos particulares e de convênios, o número chega próximo de 300 cirurgias mensais.

A estrutura, segundo a diretora, ainda permite ampliar esse volume. “A gente tem capacidade para dobrar. Esse é o grande objetivo: cada vez mais aumentar o número de cirurgias”, afirmou.

Para Cristiane, a visita do secretário também representa uma oportunidade de aproximar o hospital do Governo do Estado e alinhar as necessidades da instituição com as demandas da saúde pública catarinense.

“Essa visita representa algo muito importante, um avanço para aproximar o relacionamento, para conversar e definir estratégias de novos atendimentos e novos serviços, alinhando as nossas necessidades com as necessidades do Estado”, disse.

Obra chega aos 44 dias de execução

A reforma e ampliação do Hospital Santa Otília está sob responsabilidade da Construtora Rocha. De acordo com o proprietário e responsável técnico da empresa, Daniel Rocha, a obra está dentro do cronograma previsto e chega aos 44 dias de execução.

Daniel destaca que a empresa utiliza um sistema de acompanhamento chamado “gestão à vista”, instalado no próprio canteiro de obras. O painel apresenta as etapas do trabalho e o andamento dos serviços. Um QR Code também permite consultar as informações sobre o que já foi executado.

Um dos desafios está na adaptação de uma estrutura existente, com mais de 30 anos, aos projetos da nova área. “Uma das maiores dificuldades é a adequação dos pontos. Para isso, a gente tem todo um projeto e a nossa equipe faz a compatibilização justamente para adequar o projeto novo à estrutura já existente”, explicou.

A Construtora Rocha é especializada em obras na área da saúde. Segundo Daniel, o planejamento antecipado das equipes e dos materiais permite manter o cronograma mesmo diante dos desafios relacionados à mão de obra.

“Nós temos todas as equipes definidas. Isso não foi feito com urgência, foi tudo planejado. A gente recebe o projeto, nossa equipe planeja, contrata todas as equipes terceirizadas necessárias e dimensiona a quantidade de pessoas e materiais”, afirmou.

A expectativa é que a obra seja concluída dentro do prazo previsto, com possibilidade de antecipação da entrega.

Estado amplia cirurgias eletivas

Durante a visita, Diogo Demarchi também destacou a estratégia do Governo de Santa Catarina para reduzir as filas de cirurgias eletivas. Segundo o secretário, o Estado vem ampliando os investimentos e descentralizando os procedimentos para hospitais de diferentes regiões, com o objetivo de aumentar o acesso da população.

“Santa Catarina fez o maior movimento da história em relação às cirurgias eletivas. O governador Jorginho Mello se comprometeu a enfrentar esse desafio, porque nós tínhamos pacientes aguardando há mais de 15 anos, o que é um absurdo. Desde então, estamos trabalhando para reduzir gradativamente esse tempo de espera, em todas as especialidades e regiões do Estado”, afirmou.

Demarchi destacou ainda que o programa de cirurgias eletivas está entre as principais iniciativas da atual gestão na área da saúde e que o Estado vem ampliando os recursos destinados ao setor. Segundo ele, Santa Catarina atualmente apresenta o maior número de cirurgias eletivas do país quando considerado o desempenho em relação à população.

“É o maior programa de cirurgias eletivas da história de Santa Catarina. No ano passado, tivemos o maior investimento da história em saúde pública do Estado, com quase R$ 9 bilhões liberados pelo governador. E vamos continuar nesse sentido, ampliando o acesso e levando os serviços para mais perto das pessoas”, declarou.

O secretário citou o Hospital Santa Otília como exemplo dessa estratégia de descentralização. A instituição passou a realizar cirurgias reparadoras pelo SUS, por meio da Tabela Catarinense, recebendo pacientes de diferentes regiões.

“Antes, ficava tudo concentrado no Hospital Universitário, em Florianópolis. Aqui no Hospital Santa Otília temos profissionais capacitados e estrutura para fazer esses procedimentos. Eles aceitaram fazer pela Tabela Catarinense, que paga até 12 vezes mais que a tabela do SUS. São exemplos como esse que estamos levando para todo o Estado, ampliando o acesso e evitando que as pessoas precisem se deslocar até Florianópolis”, explicou.

Confira

https://www.youtube.com/watch?v=lg_uOIEr0fo

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Cooperativa de agricultores familiares será lançada no dia 21 em Orleans

Por Rádio Guarujá14/08/2026 10h33
Foto/Redação

Uma nova etapa para fortalecer a agricultura familiar e organizar a tradicional feira de produtores de Orleans será apresentada na sexta-feira (21). Às 7h, na Praça Celso Ramos, acontece o lançamento da cooperativa formada por agricultores familiares e artesãos do município que participam da feira realizada tradicionalmente nas manhãs de sexta-feira.

O assunto foi destaque no Jornal da Guarujá, que recebeu o secretário de Agricultura de Orleans, Guilherme Orbem. Segundo ele, a cooperativa foi criada no fim de 2024, mas a atual administração trabalha na estruturação da entidade para que ela possa, de fato, atuar na organização dos produtores e na comercialização.

“Não basta você criar o CNPJ. Você precisa pensar como cooperativista. Então você passa a atender não mais como pessoa física. A união é que vai fazer a força para que a gente possa se tornar competitivo e buscar mercado para que se tenha a comercialização mais eficiente desses nossos produtos”, explicou.

Atualmente, a cooperativa reúne mais de 30 integrantes e conta com a participação de produtores que já fazem parte da feira. A intenção é que a entidade passe a organizar a comercialização e também ajude a ampliar a variedade de produtos disponíveis aos consumidores.

De acordo com o secretário, uma das principais dificuldades enfrentadas atualmente pela feira é a falta de variedade de produtos. Segundo ele, quando o consumidor encontra apenas um ou dois tipos de produtos disponíveis, acaba optando pelo supermercado, onde consegue fazer todas as compras em um só lugar.

“Uma das dificuldades que eles vinham tendo era justamente essa falta de variedade. Às vezes, a pessoa chega à feira pensando em comprar alguns produtos, mas encontra apenas um ou dois. Aí ela pensa: ‘Vou ao mercado, porque lá vou encontrar tudo’. Então, essa diversificação é importante para trazer mais clientes para a feira”, explicou.

A proposta é permitir, inclusive, que nem todos os cooperados precisem permanecer presencialmente na feira durante todo o período. O produtor poderá deixar sua mercadoria para ser comercializada no espaço por outro integrante, mediante uma comissão. A ideia é garantir maior variedade sem exigir que cada agricultor esteja presente todas as sextas-feiras.

A Prefeitura de Orleans já iniciou o apoio à estruturação da cooperativa. Entre os equipamentos adquiridos estão notebooks, impressora, jalecos, toalhas e uma geladeira. Também está previsto um termo de fomento para o repasse de recursos destinados à compra de mesas dobráveis e expositores de vidro para produtos que precisam ser mantidos refrigerados.

Guilherme Orbem explica que o termo de fomento permite que a própria cooperativa faça as aquisições, dentro das regras estabelecidas para a utilização dos recursos. Segundo ele, isso possibilita que os produtores tenham maior autonomia para escolher produtos de qualidade e fazer a compra pelo melhor custo-benefício.

Outro ponto destacado pelo secretário é a possibilidade de participação da cooperativa em chamadas públicas para fornecimento de alimentos à merenda escolar. Por ser formada por agricultores familiares, a entidade pode ter preferência nos processos previstos para a aquisição da alimentação escolar, ampliando o mercado para os produtores.

“O objetivo do cooperativismo é tornar o pequeno produtor competitivo perante os grandes produtores”, afirmou.

A criação da cooperativa é uma demanda antiga entre os agricultores de Orleans. Segundo Orbem, embora a entidade tenha sido fundada em 2024, algumas etapas de organização não haviam sido concluídas. A partir disso, a Secretaria de Agricultura passou a trabalhar em parceria com a Epagri para orientar os produtores e estruturar o funcionamento da cooperativa.

Produtores de fumo relatam problema com florescimento precoce

Durante a entrevista, o secretário também falou sobre uma reunião realizada com produtores de fumo na comunidade de Invernada, em Grão-Pará. O encontro tratou de um problema registrado em uma determinada variedade de tabaco, que apresenta florescimento precoce.

Segundo Orbem, produtores da região encontraram plantas com apenas cinco ou seis folhas já apresentando flores, comprometendo o desenvolvimento da lavoura. Em alguns casos, agricultores precisaram eliminar as plantações porque não haveria produção suficiente.

“É um assunto bem delicado porque isso traz sérios impactos econômicos para os produtores e para os municípios onde o problema ocorreu”, afirmou.

A situação, conforme relatado na entrevista, está relacionada a sementes produzidas em 2025. Há produtores que utilizaram sementes de 2024 e não registraram o mesmo problema, inclusive em lavouras plantadas próximas.

Ainda não há uma conclusão sobre a origem do florescimento precoce. Entre as possibilidades que precisam ser investigadas estão problemas relacionados à semente, fecundação ou condições climáticas. Por isso, a orientação é que os agricultores afetados procurem as secretarias municipais de Agricultura ou os sindicatos dos trabalhadores rurais.

A recomendação também é reunir registros e provas do problema enquanto as lavouras ainda estão disponíveis. A intenção é documentar os casos e buscar esclarecimentos sobre a origem da ocorrência, além de avaliar posteriormente as medidas que poderão ser adotadas pelos produtores.

Segundo o secretário, o problema já é de conhecimento das administrações municipais envolvidas, do Governo de Santa Catarina e do Ministério da Agricultura. A mobilização busca reunir informações suficientes para identificar o que provocou o florescimento precoce e quais medidas poderão ser tomadas em relação aos prejuízos registrados pelos agricultores.

Confira entrevista completa

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Consórcio pode ser usado como estratégia de planejamento para a aposentadoria

Por Rádio Guarujá13/08/2026 12h12
Foto/Redação

Pensar na aposentadoria enquanto ainda se está trabalhando pode parecer distante, mas o planejamento financeiro de longo prazo começa justamente antes da redução da renda. Esse é um dos pontos abordados por André Eleutério, CEO da Exclusivo Consórcios, em mais um episódio sobre educação financeira no Jornal da Guarujá.

Para Eleutério, além de controlar o quanto se ganha e o quanto se gasta, a maneira como os bens são adquiridos também interfere diretamente na organização financeira. Ele utiliza como exemplo uma carta de crédito de R$ 100 mil para a compra de um automóvel. Segundo ele, em uma simulação de consórcio com prazo de 120 meses, a parcela cheia fica em torno de R$ 966, com um custo total aproximado de R$ 116 mil. No financiamento, a parcela pode chegar a cerca de R$ 2,8 mil e o valor total pago fica próximo de R$ 170 mil.

“Só nessa compra eu economizei R$ 50 mil. E de parcela me sobrou, supostamente, R$ 1.800 por mês. Então quer dizer que isso ali vai fazer diferença no teu orçamento familiar”, afirma.

É justamente essa diferença mensal que, segundo o empresário, pode ser direcionada para outras necessidades ou para a formação de patrimônio. A lógica, explica, é fazer com que o planejamento financeiro não fique restrito ao momento presente.

A preocupação ganha ainda mais importância quando se considera a renda disponível depois da aposentadoria. Para André, muitas pessoas deixam de pensar nessa etapa porque estão concentradas na vida profissional atual, mas a renda tende a mudar quando a pessoa deixa de trabalhar.

“Hoje praticamente ninguém fala em se aposentar. Então, se ninguém fala em se aposentar, como é que vai manter o teu padrão de vida? Geralmente, o que acontece depois que tu para de trabalhar é a renda cair”, afirma.

Nesse planejamento, o consórcio aparece,como uma das ferramentas possíveis para a formação de patrimônio. Uma das estratégias apresentadas é utilizar uma carta de crédito para adquirir um imóvel e, depois da contemplação, colocar o bem para locação. A renda obtida com o aluguel pode, segundo ele, ajudar a manter o investimento e permitir a abertura de novos ciclos.

“É interessante as pessoas começarem a pensar realmente a médio prazo. E eu sei que é uma cultura que é muito difícil para o brasileiro, porque a gente tem dificuldade de planejar até o ano”, afirma.

A proposta também pode começar com valores menores. Eleutério cita modalidades de cartas de crédito que permitem parcelas inferiores a R$ 500, dependendo das condições contratadas. Em uma das simulações apresentadas durante a entrevista, uma carta de R$ 100 mil pode ter parcela de aproximadamente R$ 348 na modalidade de meia parcela. Já uma carta de R$ 200 mil aparece com parcela em torno de R$ 615.

A definição, segundo ele, deve partir da capacidade financeira de cada pessoa. “Hoje quanto que cabe de parcela no orçamento? Essa é a pergunta que eu faço para o nosso ouvinte. Quanto que cabe no teu orçamento? R$ 500, R$ 600, R$ 3 mil, R$ 5 mil? De acordo com o teu orçamento, a gente cria um planejamento”, explica.

O que fazer depois da contemplação

Outro ponto abordado por André é a estratégia adotada depois que a carta é contemplada. Entre as possibilidades estão utilizar o crédito para comprar um imóvel, manter o valor aplicado de acordo com as regras da administradora ou, quando permitido, negociar a carta contemplada.

Ele cita o caso de um cliente de Siderópolis que contrata uma carta de R$ 600 mil e consegue a contemplação já no primeiro mês. Segundo o empresário, o cliente mantém o crédito dentro da administradora e o valor chega atualmente próximo de R$ 1 milhão, devido às atualizações previstas no grupo.

André apresenta ainda uma projeção segundo a qual esse valor pode chegar a aproximadamente R$ 2,5 milhões ao final do plano. O cálculo, porém, é uma estimativa apresentada pelo próprio empresário e depende das condições do contrato, do grupo e dos rendimentos aplicados.

“Então essa é uma opção: a pessoa deixa o crédito lá rendendo juros sobre juros e saca em espécie no final do plano e faz outro tipo de investimento”, explica.

Outra possibilidade é utilizar a carta contemplada para adquirir um imóvel e gerar renda com aluguel. Entre os exemplos citados por Eleutério estão kitnets, salas comerciais e galpões.

Segundo ele, o objetivo é fazer com que o patrimônio construído deixe de depender exclusivamente do dinheiro que sai do salário todos os meses. “Quando isso acontece, a pessoa já para de tirar dinheiro do bolso”, afirma.

Planejamento começa antes da aposentadoria

André também defende que o planejamento financeiro pode começar ainda no início da vida profissional. Ele conta que os três filhos já possuem consórcio e afirma que a intenção é ajudá-los a começar a formação de patrimônio.

“Se puder, pai, ajuda o teu filho, porque vai ser uma diferença muito grande”, diz.

Na avaliação do empresário, a dificuldade de planejar o futuro também tem relação com a falta de educação financeira nas famílias. Ele cita períodos de inflação elevada, a estabilização da economia e, posteriormente, a ampliação do acesso ao crédito como fatores que influenciam a relação dos brasileiros com o dinheiro.

“Os nossos pais não ensinaram. Claro, eles não sabiam. A cultura era: o dinheiro caía na conta e tinha que ir correndo no supermercado fazer a compra”, afirma.

Para quem pretende utilizar o consórcio como parte de um plano de aposentadoria, entretanto, a escolha da modalidade não deve ser feita apenas pela expectativa de valorização. É necessário considerar o prazo, as taxas, as regras de contemplação, a capacidade de pagamento e o objetivo para o qual o crédito será utilizado.

Confira

https://www.youtube.com/watch?v=7rN7zrzwDfI

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IBGE realiza reunião em Orleans para iniciar preparativos do 12º Censo Agropecuário

Por Rádio Guarujá13/08/2026 12h09
Foto: Douglas Benker | Athos Comunicação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realiza na próxima terça-feira (18), na Câmara de Vereadores de Orleans, a primeira reunião preparatória para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. O encontro faz parte do protocolo de organização da operação e tem como objetivo apresentar o levantamento às entidades e representantes ligados ao setor agropecuário, além de buscar apoio para a execução do trabalho.

Segundo o chefe da agência do IBGE em Criciúma, Gilmar Coelho, o Censo Agropecuário irá a campo no próximo ano e terá como objetivo visitar todos os estabelecimentos produtivos do setor.

“É um pontapé inicial para o Censo Agro. A gente vai divulgar a operação para os envolvidos na área agropecuária e também pedir apoio em alguns aspectos, por exemplo, contratação de pessoal”, explicou.

O levantamento busca reunir informações detalhadas sobre a produção agropecuária brasileira, incluindo quem são os produtores, o que é produzido, como ocorre a produção, utilização de tecnologias e acesso a financiamentos. Também serão levantadas informações relacionadas à permanência e participação dos jovens no campo.

De acordo com Gilmar, os dados coletados terão diferentes aplicações após a conclusão do Censo. “É uma investigação bem a fundo, que depois serve também de balizamento para pesquisas amostrais e até mesmo para o pessoal acadêmico, de universidades. A iniciativa privada também, por vezes, faz uso desses dados”, afirmou.

Na região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), serão realizados dois encontros. Um deles já ocorreu em Criciúma e o segundo será realizado em Orleans. A escolha dos dois municípios está relacionada à estrutura que será utilizada durante a coleta de dados.

“São os locais onde a gente vai instalar postos de coleta, onde vão ter os supervisores que vão supervisionar o trabalho dos recenseadores de toda a área da Amrec”, explicou Gilmar.

O Censo será realizado simultaneamente em todo o país. A operação também dependerá da contratação de trabalhadores temporários para a etapa de coleta.

IBGE deve abrir processo seletivo

Durante a entrevista, Gilmar Coelho também adiantou que o processo seletivo para recenseadores deve ser divulgado entre setembro e outubro. A orientação é para que interessados acompanhem os canais oficiais do IBGE e fiquem atentos à abertura das inscrições.

Na área que envolve Orleans e Lauro Müller, estão previstas 11 vagas para a função de recenseador.

A reunião de terça-feira será, portanto, uma das primeiras etapas de mobilização para a operação que será realizada no próximo ano e deverá levantar um amplo conjunto de informações sobre o setor agropecuário, florestal e aquícola brasileiro.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=7rN7zrzwDfI

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