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Rádio Guarujá
Com presença regional, Biovita investe em tecnologia sem abrir mão do cuidado humano
Por Rádio Guarujá04/02/2026 12h26
Foto/Redação
O Jornal da Guarujá recebeu, na manhã desta quarta-feira (4), no estúdio da emissora, Vana Schultz, sócia-proprietária do Laboratório Biovita, para uma entrevista presencial sobre a história do laboratório, os serviços prestados e a expansão das unidades na região Sul de Santa Catarina.
Durante a conversa, Vana destacou as mudanças no perfil da população brasileira ao longo das últimas décadas e como isso impacta diretamente a área da saúde. Segundo ela, os dados mostram uma inversão clara na pirâmide etária. “Há cerca de 30 anos, a gente tinha em torno de 30% da população com menos de 14 anos e apenas 5% acima dos 60. Hoje, esse cenário mudou completamente. Temos menos de 14% de jovens e já estamos chegando perto de 20% de pessoas com mais de 60 anos”, afirmou.
Para a empresária, esse movimento exige uma mudança de mentalidade da população. “As pessoas estão se prevenindo mais, estão se preocupando com qualidade de vida e longevidade, mas acima de tudo com saúde”, disse. Ela também comentou sobre o aumento da expectativa de vida, destacando que as mulheres já alcançam, em média, 80 anos, enquanto os homens chegam a cerca de 73. “O homem ainda é mais desleixado com a saúde, se cuida menos, mas muitas vezes é puxado pela esposa para fazer exames e consultas”, observou.
Vana relacionou esse cenário diretamente aos avanços tecnológicos. “A tecnologia não retrocede. As descobertas vão trazendo mais segurança e mais visibilidade de onde a gente pode chegar”, explicou. Para ela, assim como não faz sentido abrir mão de um carro para voltar a andar a cavalo, o mesmo vale para a evolução da medicina, dos medicamentos, suplementos e exames laboratoriais. “Tudo que se estuda hoje é para que a gente viva mais e viva melhor”, completou.
Ao relembrar o passado, a sócia-proprietária destacou que, nos anos 1980, muitos exames só podiam ser realizados em grandes centros. “Antes, quando precisava fazer uma bateria de exames, não tinha jeito: era Porto Alegre ou Florianópolis. Hoje isso mudou completamente”, afirmou. Segundo ela, atualmente cerca de 90% dos exames realizados pelo Biovita são processados internamente. “A gente não precisa mais enviar para grandes centros, exceto quando falamos de biologia molecular, que exige uma estrutura muito específica”, explicou.
Sobre a terceirização de exames mais complexos, Vana ressaltou que o laboratório adota critérios rigorosos. “Antes de fechar qualquer parceria, a gente faz visita técnica, precisa conhecer quem vai receber a amostra do nosso paciente. Para o paciente, o que importa é receber o que tem de melhor”, disse.
Um dos pontos centrais da entrevista foi o atendimento humanizado, que, segundo Vana, sempre foi um dos pilares do Biovita. “A gente automatizou processos, mas entendeu que não dá para automatizar atendimento. São pessoas”, afirmou. Ela explicou que, embora a qualidade técnica seja obrigação e responsabilidade dos órgãos fiscalizadores, o que o paciente percebe é o acolhimento. “O cliente precisa se sentir acolhido. É por isso que a gente levanta essa bandeira do cuidado humano”, destacou.
De acordo com Vana, o laboratório trabalha para que cada paciente seja tratado como único. “A gente sempre fala nos treinamentos: trate como se fosse o primeiro e o último paciente daquele dia”, disse. Ela reconheceu que nem sempre a experiência é perfeita, mas afirmou que o laboratório mantém pesquisa de opinião e uma equipe de retaguarda no pós-atendimento para acompanhar a jornada do paciente.
A empresária também falou sobre a adaptação do atendimento às diferentes faixas etárias e necessidades específicas. “Cada pessoa tem um comportamento diferente. Tem quem queira rapidez, tem quem queira conversar, tem quem não goste de toque e quem goste”, explicou. No caso de pacientes autistas, Vana ressaltou a importância do contato prévio com a família. “A gente pergunta o que faz sentido para esse paciente: se gosta de silêncio, de música, de desenho. A partir disso, a gente prepara o ambiente”, relatou.
Segundo ela, essa escuta ativa é fundamental. “Não é atender como eu gostaria de ser atendida, é atender como o paciente quer ser atendido”, afirmou. Vana destacou ainda que o laboratório oferece coleta domiciliar e agendamento específico para garantir mais conforto e segurança.
Ao falar sobre a trajetória do Biovita, Vana definiu o principal diferencial do grupo como o inconformismo. “A gente nunca se conformou. Sempre quis algo melhor, diferente, fora do padrão”, disse. Ela relembrou que o laboratório surgiu há 22 anos, fundado por duas jovens recém-formadas, em uma realidade desafiadora. “Desde o começo, a nossa bandeira foi ser diferente”, afirmou.
Atualmente, o Biovita possui unidades em Braço do Norte, Orleans, São Ludgero, Criciúma, Tubarão, Laguna e Grão-Pará, além de parcerias regionais. O grupo também oferece serviços como sala de vacinas, coleta em empresas e laboratório veterinário em Tubarão. “A gente não entrega só exames, a gente entrega uma jornada de cuidado”, concluiu.
Prefeitura de Criciúma propõe auxílio de até R$ 300 para incentivar saída do Bolsa Família
Por Rádio Guarujá04/02/2026 12h20
Foto/Reprodução
A Prefeitura de Criciúma encaminhou à Câmara de Vereadores um projeto de lei que prevê o pagamento de um auxílio mensal de até R$ 300 para beneficiários do Bolsa Família que ingressem no mercado de trabalho formal e deixem de receber o programa federal. A proposta, de autoria do Executivo, cria um subsídio temporário com o objetivo de incentivar o aumento da renda familiar e a formalização do emprego.
O projeto institui o Promove – Programa Municipal de Renda e Oportunidade para a Ocupação e Valorização do Emprego. Pela proposta, famílias que ingressarem em empregos com carteira assinada e concluírem a transição do Bolsa Família passarão a receber o auxílio municipal por até seis meses.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Criciúma, Thiago Fabris, explicou que a iniciativa surgiu a partir da análise do cenário do mercado de trabalho no município.
“Nós temos um setor específico, que é a Central de Empregos, e o que a gente percebe é que hoje tem mais vagas ofertadas pelas empresas do que pessoas procurando emprego”, afirmou.
Segundo o secretário, muitas pessoas optam por permanecer na informalidade para não perder o benefício federal.
“O que a gente acabou percebendo é que várias pessoas que procuram emprego acabam trabalhando de forma informal justamente para não perder o auxílio do Bolsa Família”, disse.
Dados apresentados pelo secretário apontam que, em dezembro de 2025, a região da Amrec registrava 10.640 famílias vinculadas ao Bolsa Família. Em Criciúma, esse número chega a cerca de 4.590 famílias, com benefício médio entre R$ 690 e R$ 695.
Fabris detalhou como funciona a transição entre o benefício federal e o auxílio municipal.
“Hoje, quando a família arruma um emprego formal, ela garante durante 12 meses 50% do valor do Bolsa Família. Depois que termina esse período, entra o Promove, que é o programa do município, repassando R$ 300 por mais seis meses”, explicou.
A proposta prevê atendimento inicial de mil famílias por semestre, totalizando duas mil famílias ao longo de um ano, desde que os beneficiários permaneçam empregados e participem de processos de qualificação profissional.
“O grande objetivo do projeto é reduzir essa situação de dependência do Bolsa Família e incentivar a inserção e a permanência dessas pessoas no mercado de trabalho formal”, destacou o secretário.
Além do Promove, o Executivo também encaminhou à Câmara outro projeto voltado a pessoas em situação de vulnerabilidade social, incluindo aquelas que não recebem o Bolsa Família.
“A gente quer dar oportunidade para essas pessoas trabalharem, resgatar a dignidade através do trabalho e, ao mesmo tempo, se qualificarem para depois ingressarem no mercado de trabalho”, afirmou.
O projeto foi protocolado na Câmara de Vereadores na última sexta-feira e já está em tramitação nas comissões permanentes.
“O Promove é um projeto inédito no Brasil. Ele foi muito estudado, envolveu várias secretarias e agora a gente espera que os vereadores aprovem para que possamos colocar ele em prática”, concluiu Fabris.
Confira entrevista completa
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Econômico Supermercados inaugura nova loja em Orleans nesta quarta-feira
Por Rádio Guarujá03/02/2026 10h14
Foto/Redação
A rede Econômico Supermercados inaugura, nesta quarta-feira, 4, uma nova unidade em Orleans, ampliando sua atuação no Sul de Santa Catarina. A abertura está marcada para as 9h, na rua Pedro Francisco Cardoso, bairro Corridas, no local onde funcionava o antigo Super Becker Supermercado. Com a nova loja, a rede passa a contar com 11 unidades em funcionamento nos municípios de Urubici, São Joaquim, Bom Jardim da Serra, São Ludgero, Urussanga, Gravatal e Orleans.
A inauguração foi tema de entrevista no Jornal da Guarujá, que recebeu em estúdio a proprietária da rede, Vanir Scremin Locks. Natural de Orleans, a empresária ressaltou a ligação com a cidade e o significado do retorno. “Eu sou orleanense. Meus pais moram em Orleans até hoje. Então, para mim, é um prazer estar inaugurando agora essa filial aqui”, afirmou.
Durante a entrevista, Vanir contou que a história do Econômico começou em São Ludgero, onde está localizada a matriz da rede. “A nossa primeira loja é em São Ludgero e ela existe até hoje. Foi lá que tudo começou”, destacou. A partir disso, a empresa iniciou um processo de expansão, com unidades em cidades da Serra e do Sul do Estado, como São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Urubici, Gravatal e Urussanga.
Sobre a volta a Orleans, a empresária explicou que o retorno era um desejo antigo. “O dia que eu saí daqui, eu saí chorando e disse: um dia eu ainda volto. Agora chegou o momento”, relatou. Segundo ela, a nova loja foi pensada para oferecer mais conforto aos clientes, especialmente com relação à estrutura. “Supermercado sem estacionamento é complicado. Aqui agora a gente consegue oferecer uma loja ampla e um bom estacionamento”, disse.
A nova unidade conta com setores reforçados, como açougue, padaria e hortifrúti. Vanir destacou que esses espaços são considerados essenciais para a qualidade do atendimento. “São três setores que têm que andar juntos: açougue, padaria e hortifrúti. O cliente quer carne de qualidade, pão fresco e fruta boa”, explicou.
No açougue, a loja contará com profissionais especializados e oferta de carne fresca, além de produtos embalados a vácuo. “O nosso forte é a carne natura, o boi na prancha, como o pessoal fala. A gente também trabalha com carne a vácuo, mas o diferencial é a carne fresca”, ressaltou. A padaria também recebe atenção especial. “A padaria está especial, com profissionais qualificados. É um setor que eu gosto muito de acompanhar de perto”, afirmou.
O horário de funcionamento da nova unidade será de segunda a sábado, das 8h às 20h, sem fechar ao meio-dia. Aos domingos, o atendimento ocorre das 8h às 18h. A inauguração oficial acontece às 9h, com programação especial, incluindo promoções e ações voltadas ao público ao longo do dia. No período da tarde, das 14h às 17h, haverá a presença da equipe da Rádio Guarujá no local.
Ao falar sobre os desafios do setor, Vanir comentou a dificuldade enfrentada por empresários na contratação de mão de obra. “Hoje, em qualquer setor, a dificuldade é a mesma: falta mão de obra. Isso é uma realidade para todos”, afirmou. Apesar dos desafios, ela destacou que a expansão da rede segue baseada no trabalho em família. “A gente conseguiu superar muitas coisas trabalhando em conjunto, em família, e é isso que mantém a empresa crescendo”, concluiu.
Confira entrevista completa
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Simplificando a Previdência: INSS 2026 exige atenção dos segurados
Por Rádio Guarujá02/02/2026 12h20
Foto/Redação
O Jornal da Guarujá recebeu em estúdio a advogada especialista em Direito Previdenciário, Charlene Cruzetta, para mais uma edição do quadro “Simplificando a Previdência”, exibido sempre na primeira segunda-feira de cada mês. Nesta edição, o tema abordado foi “INSS 2026: novas regras, novos valores e o que você precisa fazer agora”.
Durante a entrevista, Charlene falou sobre as atualizações no sistema do INSS, as mudanças que já estavam previstas desde a Reforma da Previdência de 2019 e que continuam avançando em 2026, além das dificuldades enfrentadas por segurados que tentam acessar seus direitos sem orientação especializada.
Segundo a advogada, o início de 2026 tem sido marcado por ajustes técnicos no sistema do INSS, que recentemente ficou fora do ar por alguns dias. “Estamos nos bastidores acompanhando as mudanças de Brasília. O que ficou mais em evidência agora foi a questão do sistema do INSS, que passou por alterações de segurança e está sendo ajustado”, explicou.
Charlene destacou ainda a implantação da fila única nacional, que passa a substituir o modelo regional de análise dos benefícios. “Antes, os requerimentos iam para a região onde a pessoa mora. Agora, entra tudo em uma fila única nacional. Isso pode trazer mais agilidade, porque existem regiões com mais servidores e outras com menos”, afirmou, ressaltando que a expectativa é de redução no tempo de espera dos segurados.
Atestados médicos e responsabilidade do segurado
Durante o programa, também foi esclarecida uma dúvida comum entre trabalhadores: o afastamento por atestado médico superior a 15 dias. Conforme explicou a advogada, a empresa age corretamente ao pagar apenas os primeiros 15 dias. “Os primeiros quinze dias são por conta da empresa. Depois disso, é o beneficiário quem deve fazer o pedido do auxílio no Meu INSS”, disse.
Ela alertou que, se o trabalhador não fizer o requerimento, perde o direito ao pagamento do período restante. “Se não entrar com o pedido no INSS, não tem jeito. Vai receber só os quinze dias pagos pela empresa”, reforçou.
Pensão por morte: regras mudaram
Outro ponto de destaque da entrevista foi a mudança nas regras da pensão por morte. Charlene explicou que o benefício deixou de ser integral e vitalício na maioria dos casos. “Hoje a pensão não é mais 100%. Ela começa com 50% do valor do benefício, acrescido de 10% por dependente”, explicou.
Segundo ela, a vitaliciedade da pensão depende de critérios como idade do cônjuge e tempo de casamento. “A maioria das pessoas ainda busca a pensão achando que tem direito ao valor integral, como era antigamente, mas isso mudou completamente”, alertou.
Regras de transição seguem avançando em 2026
A advogada também detalhou as regras de transição da aposentadoria, que continuam sendo ajustadas anualmente desde 2019. Em 2026, houve novo aumento na idade mínima progressiva e na regra de pontos.
“Todo ano, a idade mínima progressiva aumenta seis meses e a regra de pontos aumenta um ponto”, explicou. Atualmente, a regra exige 59 anos e meio para mulheres e 64 anos e meio para homens, além do tempo mínimo de contribuição. Já na regra de pontos, a soma da idade com o tempo de contribuição deve alcançar 93 pontos para mulheres e 103 para homens.
Charlene ressaltou que atingir os critérios não significa, necessariamente, que aquela seja a melhor aposentadoria. “Isso não quer dizer que seja a melhor opção financeiramente. Cada caso precisa ser analisado”, afirmou.
Planejamento é essencial
Ao final da entrevista, a especialista reforçou a importância do planejamento previdenciário. “Não existe uma regra pronta que sirva para todo mundo. É preciso analisar o histórico de contribuições, períodos em branco, possibilidades de correção e qual estratégia traz o melhor resultado”, destacou.
Segundo Charlene, muitos segurados deixam de se aposentar ou recebem valores menores por erros cadastrais, contribuições não computadas ou falta de orientação adequada. “Sozinho, a pessoa dificilmente vai encontrar o melhor caminho. O papel do especialista é justamente encurtar esse caminho e evitar prejuízos”, concluiu.