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Rádio Guarujá
Consórcio pode ser usado como estratégia de planejamento para a aposentadoria
Por Rádio Guarujá13/08/2026 12h12
Foto/Redação
Pensar na aposentadoria enquanto ainda se está trabalhando pode parecer distante, mas o planejamento financeiro de longo prazo começa justamente antes da redução da renda. Esse é um dos pontos abordados por André Eleutério, CEO da Exclusivo Consórcios, em mais um episódio sobre educação financeira no Jornal da Guarujá.
Para Eleutério, além de controlar o quanto se ganha e o quanto se gasta, a maneira como os bens são adquiridos também interfere diretamente na organização financeira. Ele utiliza como exemplo uma carta de crédito de R$ 100 mil para a compra de um automóvel. Segundo ele, em uma simulação de consórcio com prazo de 120 meses, a parcela cheia fica em torno de R$ 966, com um custo total aproximado de R$ 116 mil. No financiamento, a parcela pode chegar a cerca de R$ 2,8 mil e o valor total pago fica próximo de R$ 170 mil.
“Só nessa compra eu economizei R$ 50 mil. E de parcela me sobrou, supostamente, R$ 1.800 por mês. Então quer dizer que isso ali vai fazer diferença no teu orçamento familiar”, afirma.
É justamente essa diferença mensal que, segundo o empresário, pode ser direcionada para outras necessidades ou para a formação de patrimônio. A lógica, explica, é fazer com que o planejamento financeiro não fique restrito ao momento presente.
A preocupação ganha ainda mais importância quando se considera a renda disponível depois da aposentadoria. Para André, muitas pessoas deixam de pensar nessa etapa porque estão concentradas na vida profissional atual, mas a renda tende a mudar quando a pessoa deixa de trabalhar.
“Hoje praticamente ninguém fala em se aposentar. Então, se ninguém fala em se aposentar, como é que vai manter o teu padrão de vida? Geralmente, o que acontece depois que tu para de trabalhar é a renda cair”, afirma.
Nesse planejamento, o consórcio aparece,como uma das ferramentas possíveis para a formação de patrimônio. Uma das estratégias apresentadas é utilizar uma carta de crédito para adquirir um imóvel e, depois da contemplação, colocar o bem para locação. A renda obtida com o aluguel pode, segundo ele, ajudar a manter o investimento e permitir a abertura de novos ciclos.
“É interessante as pessoas começarem a pensar realmente a médio prazo. E eu sei que é uma cultura que é muito difícil para o brasileiro, porque a gente tem dificuldade de planejar até o ano”, afirma.
A proposta também pode começar com valores menores. Eleutério cita modalidades de cartas de crédito que permitem parcelas inferiores a R$ 500, dependendo das condições contratadas. Em uma das simulações apresentadas durante a entrevista, uma carta de R$ 100 mil pode ter parcela de aproximadamente R$ 348 na modalidade de meia parcela. Já uma carta de R$ 200 mil aparece com parcela em torno de R$ 615.
A definição, segundo ele, deve partir da capacidade financeira de cada pessoa. “Hoje quanto que cabe de parcela no orçamento? Essa é a pergunta que eu faço para o nosso ouvinte. Quanto que cabe no teu orçamento? R$ 500, R$ 600, R$ 3 mil, R$ 5 mil? De acordo com o teu orçamento, a gente cria um planejamento”, explica.
O que fazer depois da contemplação
Outro ponto abordado por André é a estratégia adotada depois que a carta é contemplada. Entre as possibilidades estão utilizar o crédito para comprar um imóvel, manter o valor aplicado de acordo com as regras da administradora ou, quando permitido, negociar a carta contemplada.
Ele cita o caso de um cliente de Siderópolis que contrata uma carta de R$ 600 mil e consegue a contemplação já no primeiro mês. Segundo o empresário, o cliente mantém o crédito dentro da administradora e o valor chega atualmente próximo de R$ 1 milhão, devido às atualizações previstas no grupo.
André apresenta ainda uma projeção segundo a qual esse valor pode chegar a aproximadamente R$ 2,5 milhões ao final do plano. O cálculo, porém, é uma estimativa apresentada pelo próprio empresário e depende das condições do contrato, do grupo e dos rendimentos aplicados.
“Então essa é uma opção: a pessoa deixa o crédito lá rendendo juros sobre juros e saca em espécie no final do plano e faz outro tipo de investimento”, explica.
Outra possibilidade é utilizar a carta contemplada para adquirir um imóvel e gerar renda com aluguel. Entre os exemplos citados por Eleutério estão kitnets, salas comerciais e galpões.
Segundo ele, o objetivo é fazer com que o patrimônio construído deixe de depender exclusivamente do dinheiro que sai do salário todos os meses. “Quando isso acontece, a pessoa já para de tirar dinheiro do bolso”, afirma.
Planejamento começa antes da aposentadoria
André também defende que o planejamento financeiro pode começar ainda no início da vida profissional. Ele conta que os três filhos já possuem consórcio e afirma que a intenção é ajudá-los a começar a formação de patrimônio.
“Se puder, pai, ajuda o teu filho, porque vai ser uma diferença muito grande”, diz.
Na avaliação do empresário, a dificuldade de planejar o futuro também tem relação com a falta de educação financeira nas famílias. Ele cita períodos de inflação elevada, a estabilização da economia e, posteriormente, a ampliação do acesso ao crédito como fatores que influenciam a relação dos brasileiros com o dinheiro.
“Os nossos pais não ensinaram. Claro, eles não sabiam. A cultura era: o dinheiro caía na conta e tinha que ir correndo no supermercado fazer a compra”, afirma.
Para quem pretende utilizar o consórcio como parte de um plano de aposentadoria, entretanto, a escolha da modalidade não deve ser feita apenas pela expectativa de valorização. É necessário considerar o prazo, as taxas, as regras de contemplação, a capacidade de pagamento e o objetivo para o qual o crédito será utilizado.
IBGE realiza reunião em Orleans para iniciar preparativos do 12º Censo Agropecuário
Por Rádio Guarujá13/08/2026 12h09
Foto: Douglas Benker | Athos Comunicação
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realiza na próxima terça-feira (18), na Câmara de Vereadores de Orleans, a primeira reunião preparatória para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. O encontro faz parte do protocolo de organização da operação e tem como objetivo apresentar o levantamento às entidades e representantes ligados ao setor agropecuário, além de buscar apoio para a execução do trabalho.
Segundo o chefe da agência do IBGE em Criciúma, Gilmar Coelho, o Censo Agropecuário irá a campo no próximo ano e terá como objetivo visitar todos os estabelecimentos produtivos do setor.
“É um pontapé inicial para o Censo Agro. A gente vai divulgar a operação para os envolvidos na área agropecuária e também pedir apoio em alguns aspectos, por exemplo, contratação de pessoal”, explicou.
O levantamento busca reunir informações detalhadas sobre a produção agropecuária brasileira, incluindo quem são os produtores, o que é produzido, como ocorre a produção, utilização de tecnologias e acesso a financiamentos. Também serão levantadas informações relacionadas à permanência e participação dos jovens no campo.
De acordo com Gilmar, os dados coletados terão diferentes aplicações após a conclusão do Censo. “É uma investigação bem a fundo, que depois serve também de balizamento para pesquisas amostrais e até mesmo para o pessoal acadêmico, de universidades. A iniciativa privada também, por vezes, faz uso desses dados”, afirmou.
Na região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), serão realizados dois encontros. Um deles já ocorreu em Criciúma e o segundo será realizado em Orleans. A escolha dos dois municípios está relacionada à estrutura que será utilizada durante a coleta de dados.
“São os locais onde a gente vai instalar postos de coleta, onde vão ter os supervisores que vão supervisionar o trabalho dos recenseadores de toda a área da Amrec”, explicou Gilmar.
O Censo será realizado simultaneamente em todo o país. A operação também dependerá da contratação de trabalhadores temporários para a etapa de coleta.
IBGE deve abrir processo seletivo
Durante a entrevista, Gilmar Coelho também adiantou que o processo seletivo para recenseadores deve ser divulgado entre setembro e outubro. A orientação é para que interessados acompanhem os canais oficiais do IBGE e fiquem atentos à abertura das inscrições.
Na área que envolve Orleans e Lauro Müller, estão previstas 11 vagas para a função de recenseador.
A reunião de terça-feira será, portanto, uma das primeiras etapas de mobilização para a operação que será realizada no próximo ano e deverá levantar um amplo conjunto de informações sobre o setor agropecuário, florestal e aquícola brasileiro.
Produtores de fumo da região se reúnem em Grão-Pará para discutir prejuízos nas lavouras
Por Rádio Guarujá12/08/2026 12h07
Foto/Arquivo Alesc
Produtores de fumo de diferentes municípios da região se reúnem nesta quarta-feira (12), em Grão-Pará, para discutir os problemas registrados em lavouras após o uso de uma determinada semente de tabaco. O encontro ocorre a partir das 19h, na comunidade de Invernada, e deve reunir agricultores, lideranças e representantes do poder público.
Ao Jornal da Guarujá, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc), José Walter Dresch, relatou que agricultores procuraram os sindicatos rurais após identificarem alterações no desenvolvimento das plantas. Entre os problemas apontados estão a floração precoce e a quantidade reduzida de folhas, situação que pode comprometer a produtividade das lavouras.
“Fomos informados de que tem uma semente de tabaco aí na região de fumo que está trazendo problemas sérios. Ela está misturada: tem lavouras com alguns pés de fumo com uma excelente qualidade e os demais, com oito, dez folhinhas, já com floração”, relatou Dresch.
De acordo com o presidente da Fetaesc, a situação pode representar prejuízos significativos para os produtores, que já realizaram investimentos para a atual safra.
“Esses pés de fumo, quando atingem dez folhas, já acontece a floração. Então é muito diferente da tradicional cultura do tabaco. Nós precisamos saber o que está acontecendo”, afirmou.
Dresch ressaltou que o objetivo do encontro não é apontar responsáveis neste momento, mas reunir informações e buscar alternativas para os agricultores afetados.
“Não estamos criminalizando ninguém, ainda não encontramos responsáveis por essa situação. Mas quem não pode pagar essa conta é o agricultor”, destacou.
Segundo ele, entre as possibilidades que precisam ser investigadas estão problemas relacionados à própria semente distribuída aos produtores.
“Precisamos saber onde está o problema. O problema foi uma mistura de semente? Foi uma modificação genética do produto? O que está acontecendo de fato com essa semente que foi distribuída para os agricultores?”, questionou.
A reunião foi articulada após sindicatos de trabalhadores rurais da região receberem relatos dos produtores. Conforme Dresch, casos foram registrados em municípios como Grão-Pará, Orleans, Urussanga e Lauro Müller, mas a ocorrência pode alcançar outras localidades.
“Independente de quantos são, onde eles estão ou quem são eles, a nossa responsabilidade e o nosso compromisso é fazer a representação deles e do sentimento que agora afeta essas famílias, esses agricultores”, afirmou.
A expectativa é de que representantes da Secretaria de Estado da Agricultura também participem da reunião, além de outras lideranças.
O presidente da Fetaesc fez questão de destacar que a reunião desta quarta-feira não deve resultar imediatamente em uma solução para os produtores. Segundo ele, será necessário reunir dados, documentos, avaliações técnicas e, eventualmente, laudos que possam embasar as medidas a serem adotadas.
“É o primeiro passo de uma longa caminhada, com certeza”, afirmou.
Dresch ressaltou que a entidade pretende estruturar a discussão para que as reivindicações dos agricultores tenham respaldo técnico e jurídico.
“Precisamos inclusive de assessorias técnicas e jurídicas, precisamos de laudo, precisamos de todo um trabalho para que a gente não fique falando ao vento. Nós precisamos falar com segurança, com dados, com números, com informações”, explicou.
Para ele, o principal objetivo é evitar que os agricultores tenham que absorver sozinhos eventuais prejuízos provocados pelo problema.
“Quem não pode perder uma safra, ou parte de uma safra, é quem investiu valores, quem colocou tempo, quem esperava retorno e agora se depara com uma situação dessa. Então nós precisamos saber onde está o problema”, afirmou.
Fetaesc aponta dificuldades enfrentadas por outras cadeias produtivas
Walter Dresch também avaliou o cenário enfrentado pela agricultura familiar na região. Ele citou dificuldades enfrentadas por produtores de leite, suinocultores e rizicultores, além de problemas relacionados a políticas públicas e mecanismos de proteção para o setor.
“Os nossos sindicatos têm um trabalho incansável de representação da categoria da agricultura familiar, dos agricultores e do setor produtivo”, afirmou.
Segundo ele, entre as preocupações estão a crise no setor leiteiro, as dificuldades enfrentadas pela suinocultura, especialmente entre produtores independentes, e a situação da rizicultura.
“Temos inúmeras situações complicadas, a crise do leite que se arrasta, a suinocultura que passa por dificuldade e outras faltas de políticas claras para o setor”, disse.
O presidente da Fetaesc também citou dificuldades relacionadas ao seguro agrícola e ao Proagro e alertou para o risco de abandono das atividades rurais caso os produtores não consigam obter resultados suficientes com a produção.
“Não adianta ficar no discurso de que precisamos fixar o homem no campo ou as famílias no campo. Precisamos oportunizar que eles possam continuar desenvolvendo atividades com resultado positivo”, afirmou.
A reunião com os produtores de fumo ocorre a partir das 19h desta quarta-feira (12), na comunidade de Invernada, em Grão-Pará. O encontro será utilizado para reunir os relatos dos agricultores, avaliar a dimensão dos prejuízos e definir os próximos encaminhamentos.
Confira entrevista completa
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Unesc oferece pós-graduação em Enfermagem Obstétrica e Neonatal com formação teórica e prática
Por Rádio Guarujá12/08/2026 12h03
Foto/Arquivo Unesc
O Jornal da Guarujá conversou na manhã desta quarta-feira (12) com Leandro Landi, consultor comercial externo de pós-graduação da Unesc, sobre a especialização em Enfermagem Obstétrica e Neonatal oferecida pela universidade. O curso é voltado a enfermeiros já graduados que desejam ampliar a formação e se capacitar para atuar na assistência à mulher, à gestante e ao recém-nascido.
Segundo Landi, a formação contempla diferentes etapas do atendimento, desde o acompanhamento da gestação até o nascimento e os cuidados com o bebê.
“Você que é enfermeiro ou enfermeira, que é formado, graduado na área e já exerce a função e gostaria de se especializar, nós temos essa pós-graduação, que é destinada para capacitar os enfermeiros na parte da obstetrícia e neonatal”, explicou.
Ele destacou ainda que a proposta é preparar o profissional para atuar de maneira mais especializada na assistência obstétrica e neonatal.
“O profissional vai aprender nessa pós-graduação a tratar desde o pré-natal até o nascimento da criança, dando esse apoio tanto para a gestante quanto para o recém-nascido”, afirmou.
Curso é oferecido pela Unesc desde 2014
Durante a entrevista, Landi destacou que a especialização já é oferecida pela Unesc há mais de uma década e vem contribuindo para a formação de profissionais na área.
“A nossa pós-graduação existe desde 2014. São 12 anos formando enfermeiros capacitados para atuar na área de obstetrícia e neonatal”, afirmou.
A procura pelo curso, segundo ele, também vem de diferentes regiões de Santa Catarina. A atual turma reúne alunos de municípios como Blumenau, Florianópolis e Araranguá.
“A gente entende que a Unesc é uma referência não só na região, mas em todo o estado de Santa Catarina. E, por ser uma universidade com nota máxima no MEC, os profissionais procuram uma instituição de excelência para se especializar e realmente sair preparado para atuar na área”, explicou.
Para Landi, a especialização também acompanha uma mudança na forma como a assistência ao parto e ao nascimento é compreendida.
“Não é só aprender a fazer um parto. É poder fazer parte de um nascimento e prestar assistência na hora do parto”, destacou.
Formação une teoria e prática
A pós-graduação tem duração de 12 meses. São seis meses de formação teórica e outros seis meses destinados ao estágio em hospitais conveniados da região.
Segundo Landi, a experiência prática é fundamental para a formação dos profissionais e o estágio é obrigatório.
“Esses seis meses de estágio são obrigatórios. O aluno precisa participar, assistir, como a gente fala, 20 partos para poder realmente estar habilitado”, explicou.
A formação permite que os pós-graduandos vivenciem na prática os conteúdos trabalhados durante os primeiros meses do curso, acompanhando a assistência às gestantes e aos recém-nascidos.
Os encontros presenciais ocorrem a cada 15 dias, às sextas-feiras, das 19h às 22h, e aos sábados, das 8h às 17h, com uma hora de intervalo. As atividades são realizadas na estrutura da Unesc.
Condições especiais para ouvintes da Rádio Guarujá
Durante a entrevista, Landi também apresentou as condições especiais para os profissionais interessados em ingressar na especialização. O investimento é de 24 parcelas de R$ 520.
Para quem mencionar que conheceu o curso por meio da Rádio Guarujá, a Unesc oferece 10% de desconto nas mensalidades durante todo o período da pós-graduação.
“Quem procurar a gente hoje falando que ouviu na Rádio Guarujá vai ganhar 10% de desconto até o final da pós-graduação”, afirmou.
Além disso, há 50% de desconto na matrícula. Com a condição apresentada, o primeiro pagamento fica em R$ 260.
Os interessados podem obter mais informações diretamente com Leandro Landi pelo telefone (48) 99124-0090.