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Rádio Guarujá

Saúde mental em foco: Janeiro Branco é tema do quadro Mente em Sintonia

Por Rádio Guarujá28/01/2026 11h31
Foto/Redação

O Jornal da Guarujá recebeu em seu estúdio a psicóloga Vanesa Bagio para mais uma edição do quadro Mente em Sintonia, veiculado sempre na última quarta-feira de cada mês e dedicado a temas ligados à saúde mental. A entrevista marcou o início do ano com um debate amplo e necessário sobre o Janeiro Branco, campanha nacional que convida a população a refletir sobre o cuidado com a mente e as emoções.

Logo no início da conversa, Vanesa destacou que falar sobre saúde mental é essencial porque as pessoas vivem realidades muito diferentes. Segundo ela, há quem esteja bem, quem acredite estar bem e quem já reconheça a necessidade de ajuda. “Essa é a nossa missão: conscientizar, acolher e mostrar que procurar apoio psicológico é um cuidado consigo mesmo, não um sinal de fraqueza”, ressaltou.

A psicóloga explicou que tanto o final quanto o começo do ano costumam ser períodos delicados. O encerramento de ciclos, as cobranças por metas não alcançadas e a expectativa sobre o futuro podem gerar ansiedade e insegurança. Nesse contexto, o Janeiro Branco surge como um convite para iniciar o ano com planejamento emocional. “Saúde mental é bem-estar. É aprender a lidar com as emoções para que o ano seja mais equilibrado, produtivo e saudável”, afirmou.

Vanesa também fez uma reflexão sobre o estigma histórico em torno da saúde mental. Ela lembrou que, em décadas passadas, questões emocionais eram frequentemente tratadas como “frescura”, o que levou muitas pessoas a sofrerem em silêncio. Embora esse preconceito ainda exista, a psicóloga observa avanços. “As novas gerações estão ajudando a quebrar esse tabu. Hoje existe um cansaço emocional muito grande, provocado pela pressão, pelo excesso de responsabilidades e pela vida acelerada”, pontuou.

Outro tema de destaque foi o excesso de informação, intensificado pelas redes sociais e pelo uso constante do celular. Vanesa alertou que a exposição contínua a notícias, especialmente negativas, pode agravar quadros de ansiedade. “Quanto mais a pessoa consome determinado conteúdo, mais aquilo aparece. Isso acelera pensamentos, gera comparações e aumenta o nível de estresse”, explicou. Ela chamou atenção, ainda, para os impactos desse cenário sobre crianças e adolescentes, que acabam expostos a conteúdos muitas vezes inadequados para sua idade.

A psicóloga reforçou a importância do sono como base da saúde mental. Segundo ela, noites mal dormidas comprometem o humor, a concentração e a produtividade. “O sono precisa ser reparador. Sem isso, a pessoa acorda mais cansada, mais irritada, e toda a rotina fica prejudicada”, destacou. Vanesa também defendeu a inclusão do lazer na rotina, lembrando que lazer não significa, necessariamente, sair de casa. “É fazer algo que dê prazer e ajude a se reconectar consigo mesmo”, disse.

Durante a entrevista, Vanesa demonstrou preocupação com o aumento de casos de sofrimento emocional entre jovens e crianças. Fatores como pressão escolar, conflitos familiares, bullying e excesso de estímulos digitais, segundo ela, exigem atenção redobrada. “A criança dá sinais. Quando perde o interesse por algo que gostava ou apresenta alterações no sono e no comportamento, isso precisa ser observado”, alertou, defendendo a escuta ativa e a prevenção desde cedo.

Ao falar sobre o papel da psicologia, Vanesa destacou que o atendimento psicológico vai além de “dar conselhos”. “O profissional está ali para ouvir, provocar reflexões e ajudar a pessoa a compreender seus desafios. A mudança acontece na vida real, fora do consultório, a partir de novos hábitos e percepções”, explicou.

Por fim, a psicóloga ressaltou a importância da atividade física como aliada da saúde mental. Ela afirmou que movimentar o corpo contribui para o equilíbrio emocional, melhora o sono, regula hormônios e aumenta a disposição. “Cinco minutos já são um começo. O importante é criar o hábito. Cada pequeno passo conta”, concluiu, reforçando que o cuidado com a mente deve ser contínuo e integrado ao dia a dia.

Para conhecer mais sobre o trabalho da psicóloga Vanesa Bagio, obter dicas sobre saúde emocional ou agendar uma consulta, o contato pode ser feito pelo Instagram @vanesabagio.psi ou no consultório localizado no Edifício Cidade das Colinas – Rua João Ramiro Machado, 321, Sala 6, Centro, Orleans.

Confira aqui

https://www.youtube.com/watch?v=Usj9je1RZl0 

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Prevenção ainda é o melhor remédio para problemas digestivos, afirma especialista

Por Rádio Guarujá28/01/2026 11h28
Foto/Divulgação

O Jornal da Guarujá conversou, na manhã desta quarta-feira (28), com o Dr. Rogério Ricardo Alves Paz, cirurgião geral e especialista em cirurgia do aparelho digestivo. O médico é proprietário da GastroCare Clínica de Especialidades, localizada na Avenida Nereu Ramos, nº 1562, sala 2, no centro de Braço do Norte.

Durante a entrevista, o médico destacou a importância da prevenção em saúde, ressaltando que grande parte da população, especialmente os homens, ainda procura atendimento apenas quando os sintomas já começam a interferir na rotina.
“A gente tem o vício de deixar para consertar depois que estragou. Mas, se você compra um carro, faz a manutenção preventiva, leva para revisão antes que o problema apareça. Com a saúde do ser humano, precisa ser a mesma coisa”, afirmou.

Segundo ele, a prevenção é o principal caminho para reduzir doenças mais graves e, em muitos casos, evitar cirurgias. “O melhor remédio sempre vai ser a prevenção. Eu sou cirurgião, gosto de fazer cirurgia, mas existem várias atitudes que as pessoas podem adotar que, às vezes, evitam que a cirurgia seja necessária”, explicou.
Dr. Rogério também destacou a importância das campanhas de conscientização. “Esses meses vocacionados, como Outubro Rosa, Novembro Azul, servem justamente para incentivar as pessoas a olharem para si antes que o problema aconteça.”

Outro ponto abordado foi o avanço tecnológico na medicina na região. O médico destacou que procedimentos que antes exigiam deslocamento para grandes centros hoje estão mais acessíveis.
“O conhecimento médico é antigo, mas o ser humano consegue desenvolver tecnologias para melhorar a atenção e a prevenção à saúde. Hoje, clínicas e hospitais da nossa região têm investido muito para trazer aparelhos mais modernos”, disse.

Ele citou, inclusive, a possibilidade futura da cirurgia robótica na região.
“Há pouco tempo, a gente nem imaginava isso. Primeiro veio a videolaparoscopia, que na época já era algo assustador. Hoje, virou padrão. Muitas coisas que antes não eram recomendadas, hoje são o que há de melhor”, afirmou.

A GastroCare foi criada, segundo o médico, para ampliar o acesso da população a esses serviços.
“Faz 19 anos que eu vim para Santa Catarina e sempre atendi em Braço do Norte. Há cerca de três anos, tivemos a ideia de criar a clínica justamente para possibilitar pequenas cirurgias fora do ambiente hospitalar, algo que antes dependia exclusivamente de hospital”, explicou.

A clínica conta com atendimento em cirurgia geral e do aparelho digestivo, além de equipe multiprofissional.
“Além de mim, temos outro cirurgião geral, o doutor Thiago. Também focamos muito na prevenção, com enfermeira especializada em curativos simples e complexos, nutricionistas e estrutura adequada para pequenos procedimentos”, destacou.

Entre os serviços oferecidos estão a bioimpedância, utilizada principalmente no acompanhamento nutricional, e a laserterapia, aplicada em casos específicos.
“A bioimpedância mostra não só o peso, mas a composição corporal, massa magra e massa gorda. Já o laser não é usado de forma indiscriminada: a enfermeira avalia, seleciona e aplica apenas quando há real necessidade para auxiliar na cicatrização”, explicou.

Sobre as principais demandas atendidas, o médico relatou que queixas digestivas são frequentes.
“Atendemos muito gastrite, distúrbios de motilidade do trato digestivo, intolerâncias alimentares. Já na parte cirúrgica, aparecem bastante os casos de pedra na vesícula e hérnias”, afirmou.

Dr. Rogério alertou para os riscos de conviver com sintomas por longos períodos.
“A gastrite, quando deixada em segundo plano, pode esconder algo mais sério e, em casos mais graves, evoluir para câncer de estômago. Por isso, a gente sempre orienta a buscar tratamento e fazer exames preventivos.”

O médico também falou sobre a bactéria H.pylori, bastante comum na população.
“Ela não é transmitida por beijo ou contato pessoal, mas pela ingestão de alimentos contaminados. Está muito relacionada à higienização inadequada dos alimentos, principalmente fora de casa”, explicou.

A GastroCare Clínica de Especialidades atende no centro de Braço do Norte, próximo à prefeitura e à igreja matriz. O contato pode ser feito pelo telefone (48) 3658-7138 ou pelo WhatsApp (48) 99208-1363. A clínica atende diversos convênios, além de consultas particulares.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=Usj9je1RZl0 

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5ª edição do Agora Que São Elas

Por Rádio Guarujá28/01/2026 08h25

Agora Que São Elas não é apenas um nome.
É um projeto que nasceu com o propósito de reconhecer mulheres reais, suas histórias, desafios e conquistas.

Desde a sua criação, o projeto cresceu impulsionado pela força da comunidade, pela identificação de mulheres que se viram representadas e pela necessidade de dar visibilidade a trajetórias que muitas vezes permanecem invisíveis.

Ao longo de suas edições, o Agora Que São Elas se consolidou como um movimento de valorização feminina em toda a região, criando um espaço onde histórias ganham voz, trajetórias são reconhecidas e experiências são compartilhadas.

Mais do que homenagens, o projeto promove pertencimento. Aqui, mulheres entendem que fazem parte de algo maior uma rede construída com empatia, respeito e reconhecimento mútuo.

Chegar à 5ª edição é a confirmação de que o propósito segue vivo, atual e necessário. Um movimento que continua crescendo, inspirando e fortalecendo mulheres, hoje e para o futuro.

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PSOL aciona STF contra lei de SC que extingue cotas raciais no ensino superior

Por Rádio Guarujá27/01/2026 12h57
Foto/@mafaldafoto

O PSOL protocolou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para barrar os efeitos da lei recém-sancionada pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), que elimina as cotas raciais, indígenas, quilombolas e de gênero nas universidades públicas estaduais e nas instituições privadas de ensino superior que recebem recursos do Estado. A lei é de autoria do deputado estadual Alex Brasil (PL).

Sobre o tema, o Jornal da Guarujá conversou na manhã desta terça-feira (27) com o deputado estadual pelo PSOL, Marcos José de Abreu, o Marquito, que afirmou que a judicialização do projeto já era esperada, diante da natureza da matéria.

“Não é por desejo, vontade ou birra. É justamente pela natureza da matéria, que é originalmente inconstitucional. Uma lei estadual não pode superar diretrizes de leis federais. Isso rompe com a hierarquia legislativa”, explicou o parlamentar.

Segundo Marquito, quando um conjunto da sociedade se sente prejudicado, ou quando um legislador entende que houve violação da estrutura legal do Estado brasileiro, cabe a provocação do Judiciário. “Nós temos como tarefa preservar a hierarquia entre as leis e a estrutura tripartite do Estado brasileiro”, afirmou.

O deputado informou que o PSOL ingressou com duas ações: uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, questionando a compatibilidade da lei com a Constituição Estadual, e outra no STF, quando a legislação estadual extrapola seus limites e invade competências da legislação federal. A ação no Supremo conta também com a participação da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da UNIAFRO, entidade que representa movimentos da população afrodescendente.

“As duas ações acompanham pedido de liminar para suspender imediatamente os efeitos da lei, até que a Justiça faça o debate e avalie a constitucionalidade da matéria”, disse.

De acordo com Marquito, o pedido liminar se justifica pelos impactos negativos que a norma pode gerar, inclusive de forma irreversível. “Pode haver rompimento de transferências de recursos federais para universidades estaduais e também para universidades privadas, como no caso do ProUni e outros sistemas federais de financiamento de bolsas”, alertou.

Ao comentar a defesa do deputado Alex Brasil, que sustenta que a lei mantém cotas sociais e por renda, Marquito afirmou que esse argumento não altera o núcleo da questão. “A Udesc, por exemplo, já aplica cotas raciais, cotas para pessoas com deficiência e cotas para estudantes de baixa renda e oriundos do sistema público. A cota socioeconômica já existia”, explicou.

Segundo ele, a nova lei não cria nenhum mecanismo novo de acesso ao ensino superior. “Ela simplesmente exclui as cotas raciais. O conjunto das outras cotas permanece como já era”, destacou.

Para o deputado, a inconstitucionalidade está justamente no fato de uma lei estadual retirar uma política afirmativa prevista e regulamentada por legislação federal. “A lei federal estabelece a política de cotas como instrumento de reparação histórica, reconhecendo como o Estado brasileiro se formou e as dificuldades que parte da população teve para acessar a universidade ao longo de mais de 300 anos”, afirmou.

Marquito informou ainda que, com o fim do recesso do Judiciário, o partido iniciou diálogo com as relatorias das ações. “Ontem foi o primeiro dia útil após o protocolo. A nossa expectativa é que nos próximos dias haja uma decisão preliminar. Se o relator ou a relatora for sensível nesse primeiro momento, pode acatar o pedido de liminar”, concluiu.

Confira entrevista completa

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