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Rádio Guarujá
Afrânio Boppré defende fim da escala 6×1, das bets e aumento real do salário mínimo
Por Rádio Guarujá14/09/2026 09h30
Foto/PSOL
O Jornal da Guarujá conversou na manhã desta segunda-feira (14) com Afrânio Tadeu Boppré, candidato do PSOL ao Senado Federal por Santa Catarina. Durante a entrevista, o candidato falou sobre sua trajetória política, defendeu o fim da escala de trabalho 6×1, o combate às bets, o aumento real do salário mínimo e uma maior aproximação entre Santa Catarina e o governo federal.
Natural de Florianópolis, Afrânio Boppré tem 65 anos, é economista e professor. Entre os cargos que já ocupou estão o de vice-prefeito de Florianópolis, secretário municipal de Finanças, deputado estadual e vereador da Capital, função que exerce atualmente. Ele também já participou do movimento estudantil e afirmou que entrou na política ainda jovem, durante o período da ditadura militar.
Segundo o candidato, a defesa da democracia é uma das principais razões para sua candidatura ao Senado. Ele citou os atos de 8 de janeiro de 2023 e as investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado como exemplos de situações que, na avaliação dele, precisam ser superadas pelo país.
“Eu quero que o Brasil se torne um país definitivamente democrático, que a gente não sofra mais esse tipo de situação que nós já vivemos”, afirmou.
Afrânio também criticou a atuação da oposição ao governo federal e citou a relação do ex-presidente Jair Bolsonaro com o ex-governador de Santa Catarina Carlos Moisés. Para ele, o estado perdeu espaço na política nacional nos últimos anos.
Entre as principais propostas que pretende levar ao Senado está o fim da escala 6×1. O candidato defende uma jornada de cinco dias de trabalho por dois de descanso, sem redução salarial, e jornada de 40 horas semanais.
“Eu gostaria que o Senado votasse o fim da escala 6×1 ainda antes da eleição. Mas me parece que não é prioridade a vida do povo dentro do Senado”, disse.
Outra bandeira apresentada durante a entrevista foi o combate às apostas esportivas, conhecidas como bets. Afrânio defendeu o fim desse tipo de atividade e afirmou que as apostas estão prejudicando financeiramente muitas famílias brasileiras.
“As bets estão criando uma desgraça no ambiente familiar”, declarou.
O candidato também defendeu aumentos reais do salário mínimo, acima da inflação. Na avaliação dele, o momento econômico permite ampliar o poder de compra dos trabalhadores e avançar na distribuição de renda.
Afrânio ainda falou sobre a relação entre Santa Catarina e Brasília. Segundo ele, o estado precisa ter uma maior aproximação com o governo federal, independentemente de quem esteja no comando do Executivo estadual.
“Eu quero ir para o Senado para deixar o Senado ativo, fortalecido, para que a gente possa apoiar as mudanças que o Brasil precisa”, afirmou.
Para o candidato, uma das funções de um senador catarinense deve ser aproximar o estado do governo federal e trabalhar pela liberação de recursos e pela realização de obras em Santa Catarina.
“Dar a mão para o governador eleito, não importa quem seja, dar a mão para o presidente eleito e trabalhar junto. Essa é a minha função política como senador, é diminuir a distância e procurar entendimento”, afirmou.
Ao final da entrevista, Afrânio pediu votos aos eleitores catarinenses e apresentou os nomes que apoia na disputa eleitoral.
Afrânio Boppré concorre ao Senado pelo PSOL com o número 500. Seus suplentes são Luci Choinacki (PT) e Cida da Silva (PT), de Laguna.
Durante a entrevista, o candidato também declarou apoio a Gelson Merisio, para o governo de Santa Catarina, e a Décio Lima, para o Senado. Para a Presidência da República, pediu votos para Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao pedir votos para sua candidatura, Afrânio lembrou que, neste ano, cada eleitor catarinense poderá escolher dois candidatos para o Senado, já que duas vagas estarão em disputa. Ele pediu que seu nome seja escolhido em uma das duas opções.
“Cada brasileiro terá direito a votar duas vezes para o Senado. Se você não votar no Afrânio na primeira opção, dê a chance, vote na segunda opção: Afrânio 500, senador”, afirmou.
“Quero ser senador para bem representar Santa Catarina, ser parceiro do nosso povo, defender a democracia e fazer política pública para a distribuição de cada vez mais justiça social”, finalizou.
Instituto Genésio Antônio Mendes promove primeiro seminário sobre sustentabilidade e governança em Tubarão
Por Rádio Guarujá11/09/2026 11h09
Foto/Divulgação
O Instituto Genésio Antônio Mendes promove, nos dias 16 e 17 de setembro, em Tubarão, o 1º Seminário do Instituto Genésio Antônio Mendes, o SIGAM 2026. Com o tema “Sustentabilidade se constrói com governança”, o evento será realizado no auditório da Faculdade Senac e terá programação voltada ao fortalecimento e à profissionalização das organizações sociais.
A programação reúne representantes do terceiro setor, poder público, empresas, investidores e profissionais que atuam em áreas como gestão, captação de recursos, comunicação e projetos sociais. O evento é gratuito e aberto ao público, com vagas limitadas.
Ao Jornal da Guarujá o diretor administrativo do Instituto Genésio Antônio Mendes, Carlos Roberto Roncaglio, disse que a proposta é discutir como as organizações sociais podem se estruturar para garantir sustentabilidade e ampliar o impacto de suas ações.
“Esse desenvolvimento institucional, buscando a profissionalização, é o que vai fazer diferença no futuro”, destacou Carlos.
Ele também ressaltou a importância do terceiro setor para a economia brasileira. Segundo os dados apresentados durante a entrevista, o segmento emprega mais de 6 milhões de pessoas, movimenta mais de R$ 200 bilhões por ano e representa 4,27% do PIB nacional.
Dois dias de programação
O primeiro dia, 16 de setembro, começa às 8h, com credenciamento e recepção. A abertura oficial está prevista para as 8h45.
Na sequência, Igor Drudi, fundador da DRIN Inovação, fala sobre “Governança no Terceiro Setor: O que muda até 2030?”. Depois, Vaty Colombo, CEO da Empória Branding, aborda a construção e a relevância das marcas.
Ainda pela manhã, Tammy Allersdorfer, superintendente do GRAACC SP, participa da palestra “Parcerias Estratégicas com Empresas: Relações de Longo Prazo”.
À tarde, o público poderá acompanhar a apresentação “Organizações Sociais que vivem a Governança e escalam Impacto”, com o padre Vilson Groh e Simone Marques, do Instituto Padre Vilson Groh.
Também haverá uma roda de conversa sobre desenvolvimento institucional a partir do investimento social privado, com representantes da GAM Distribuidora, Diamante Energia, Instituto Genésio Antônio Mendes e Instituto Guga Kuerten.
O primeiro dia será encerrado com uma palestra sobre inteligência artificial para organizações sociais, com Lisiane Lemos, especialista em tecnologia e IA e ex-executiva do Google e da Microsoft.
Indicadores de impacto
A programação continua na manhã do dia 17, com atividades voltadas à avaliação dos resultados das organizações sociais.
Thais Bassinello, gerente de projetos no IDIS, apresenta a palestra “Indicadores de Impacto: Transformando Resultados em Valor Institucional”. Na sequência, ela conduz uma oficina prática para mostrar como as organizações podem construir seus próprios indicadores de impacto.
Para Carlos Roncaglio, esse é um dos desafios atuais do terceiro setor: conseguir demonstrar, de forma concreta, os resultados gerados pelas ações desenvolvidas.
“A gente precisa entender como mensura, como mede o impacto no nosso território e como mede o impacto do trabalho das organizações sociais”, explicou.
O seminário será encerrado às 12h15 do dia 17, após uma síntese estratégica e a apresentação dos próximos passos do Instituto Genésio Antônio Mendes.
Inscrições gratuitas
O SIGAM 2026 será realizado no auditório da Faculdade Senac, na Rua Amarildo José da Rosa, 1600, no bairro Revoredo, em Tubarão. As inscrições são gratuitas, mas as vagas são limitadas.
A poupança que você sempre quis fazer, mas nunca conseguiu
Por Rádio Guarujá10/09/2026 10h46
Foto/Redação
Guardar dinheiro todos os meses parece simples, mas, para muita gente, não é. A pessoa começa a fazer uma reserva, mantém o hábito por algum tempo e, quando percebe um valor maior na conta, acaba usando o dinheiro para outra finalidade. O resultado é que aquele plano de longo prazo nunca sai do papel.
Foi justamente sobre essa dificuldade que André Eleutério falou no quadro Educação Financeira, do Jornal da Guarujá. Segundo ele, o consórcio pode ser utilizado como uma forma de criar uma espécie de poupança programada, já que a pessoa assume uma parcela mensal e mantém o compromisso até a contemplação.
“É uma poupança também de forma forçada”, explicou André.
A ideia, segundo o especialista, é transformar o hábito de guardar dinheiro em um compromisso financeiro. Ele contou que abordou o assunto recentemente em uma palestra e ouviu de um participante uma observação que chamou sua atenção: muitas pessoas querem fazer uma poupança, mas não conseguem manter o dinheiro guardado.
André comparou a situação com algo comum no dia a dia. Quando existe dinheiro disponível, surge a sensação de que é possível gastar um pouco mais. Aos poucos, aquela quantia que deveria permanecer guardada vai sendo utilizada.
“Essa flexibilidade do consórcio traz uma segurança e faz com que você consiga fazer a poupança que você sempre sonhou em fazer e nunca conseguiu fazer”, afirmou.
Para André, o principal cuidado é não assumir uma parcela que comprometa o orçamento. O planejamento deve começar pelo valor que a pessoa consegue pagar todos os meses.
Durante a entrevista, ele citou diferentes exemplos de cartas de crédito e parcelas, mostrando que o planejamento pode ser adaptado à realidade de cada cliente.
O objetivo pode ser a compra de um imóvel, um terreno, a construção ou ampliação de uma casa ou até mesmo a formação de patrimônio para gerar renda no futuro.
A diferença está em começar a se preparar antes de surgir a necessidade.
Uma pessoa pode, por exemplo, contratar uma carta pensando em uma futura reforma. Uma casa que hoje atende perfeitamente à família pode precisar de ampliação alguns anos depois. Da mesma forma, um imóvel pode precisar de manutenção ou de uma reforma de maior valor.
“Qual é o teu momento? Se tu pode fazer essa poupança, faça. Lá na frente vai abrir um leque de possibilidades do que você pode fazer”, destacou.
O dinheiro pode virar patrimônio
A estratégia não precisa terminar na contemplação. André explicou que, depois de receber o crédito, o cliente pode avaliar qual é a melhor utilização para aquele recurso.
Entre as possibilidades está a compra de um terreno para construção de imóveis destinados à locação. Nesse caso, o aluguel pode se transformar em uma fonte de renda e ajudar no pagamento das parcelas, de acordo com o planejamento feito pelo proprietário.
Outra possibilidade é utilizar o crédito para adquirir um imóvel e, posteriormente, buscar outras estratégias financeiras com esse patrimônio.
Para André, o mais importante é entender que o consórcio não deve ser visto apenas como uma forma de comprar um bem, mas também como uma ferramenta de planejamento.
Outro ponto destacado durante a entrevista foi a importância de manter os pagamentos em dia. André afirmou que o acompanhamento do grupo e a análise das possibilidades de lance também fazem parte da estratégia.
A contemplação pode ocorrer por sorteio ou por lance, conforme as regras previstas no contrato do grupo. Por isso, não existe garantia de contemplação em determinado mês ou período.
André também fez um alerta para quem recebe promessas de contemplação garantida.
“Ele me prometeu para daqui a dois, três meses contemplar. Não faça e ainda denuncie essa pessoa que te prometer contemplação também”, orientou.
E se o dinheiro continuar aplicado?
André também explicou que existem situações em que o cliente é contemplado, mas ainda não tem interesse em utilizar imediatamente o crédito. Nesses casos, o recurso pode permanecer aplicado conforme as regras do consórcio, enquanto a pessoa avalia o melhor momento para utilizar o dinheiro. O Banco Central informa que o crédito contemplado pode permanecer aplicado até sua utilização, seguindo as condições previstas para o consórcio.
A ideia, portanto, é não tomar uma decisão por impulso. O cliente pode avaliar se é melhor adquirir um imóvel, utilizar o recurso em outro objetivo previsto no contrato ou aguardar uma oportunidade.
Para André, muita gente espera o momento perfeito para começar a organizar a vida financeira. O problema é que esse momento pode nunca chegar.
Aquela poupança que muitas pessoas dizem que gostariam de fazer, mas nunca conseguem manter, pode começar com uma decisão concreta, uma parcela que caiba no orçamento e um objetivo definido para o futuro.
Câmara de Orleans aprova projetos de inclusão e comunicação para pessoas com deficiência
Por Rádio Guarujá09/09/2026 11h50
Presidente da Associação Pró -Autismo de Orleans, Regiane Volpato
A Câmara de Vereadores de Orleans realizou, nesta terça-feira (8), a 34ª sessão ordinária do ano. A reunião ocorreu excepcionalmente na terça-feira em razão do feriado de 7 de setembro e teve a aprovação de projetos voltados à inclusão e à acessibilidade no município.
Entre as propostas aprovadas está o Projeto de Lei nº 015/2026, de autoria do vereador Joel Cavanholi (PL), que prevê a instalação de recursos de Comunicação Aumentativa e Alternativa em espaços públicos de Orleans.
A proposta prevê a utilização de pranchas de comunicação com imagens e símbolos que ajudam pessoas que não conseguem se comunicar pela fala a expressar necessidades básicas. Os recursos poderão ser utilizados, por exemplo, para indicar que a pessoa está com sede, sente dor, precisa ir ao banheiro, está com medo ou necessita de ajuda.
Durante a sessão, a presidente da Associação Pró -Autismo de Orleans, Regiane Volpato, explicou que as pranchas podem ser adaptadas de acordo com o local onde forem instaladas, como hospitais, unidades de saúde, escolas, parques e outros espaços públicos.
“São comunicações básicas que é o direito de cada cidadão poder se comunicar”, explicou Regina durante sua participação na tribuna.
Segundo ela, a medida não beneficia apenas pessoas com autismo. Também pode auxiliar pessoas não verbais e aquelas que perderam a capacidade de falar em razão de alguma condição.
Inclusão nos parquinhos
O projeto aprovado nesta terça-feira complementa outra proposta apresentada anteriormente pelo vereador Joel Cavanholi. O Projeto de Lei nº 013/2026, já transformado na Lei Municipal nº 3.716, prevê alterações nos parquinhos para permitir a inclusão de crianças com diferentes necessidades.
De acordo com o vereador, a intenção é que os espaços de lazer sejam adaptados para crianças com dificuldades intelectuais, motoras e outras condições, além da inclusão de recursos de comunicação e informações acessíveis.
“A criança agora consegue brincar, consegue se informar com a sociedade e com as outras crianças”, afirmou Cavanholi.
A proposta sobre comunicação amplia a aplicação desses recursos para outros ambientes públicos, como escolas, unidades de saúde e hospitais.
Outras indicações
Durante a sessão, também foi aprovada por unanimidade uma indicação da vereadora Maiara Dal Ponte Martins (MDB). A proposta solicita que os responsáveis pelo Canil Municipal levem cães para o local onde será realizada uma ação de castração social de animais, prevista para o dia 17 de setembro.
Discussão entre vereadores
A sessão também foi marcada por uma discussão entre os vereadores Dovagner Baschirotto (MDB) e Joel Cavanholi (PL).
O episódio ocorreu após a reprodução de um vídeo no telão da Câmara, no qual Cavanholi e o vereador Leandro Martins aparecem no estande da Prefeitura durante a festa do município, em um momento de descontração após uma apresentação musical. No vídeo, Cavanholi comenta que o momento seria “só para causar um ciuminho no Legislativo, particular só para nós”. Segundo a explicação apresentada pelo vereador, a fala não era direcionada apenas à oposição, já que naquele momento não havia outros vereadores no estande. Dovagner Baschirotto, porém, afirmou ter interpretado o vídeo como uma provocação. Cavanholi negou essa intenção e disse que a gravação foi feita de forma inocente.