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Rádio Guarujá
ITR deve ser declarado entre agosto e setembro; sindicato orienta produtores rurais de Orleans
Por Rádio Guarujá06/08/2026 10h55
Imagem/Divulgação
Os proprietários de imóveis rurais precisam ficar atentos ao prazo para a entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). O período para o envio da declaração começa em 10 de agosto e segue até 30 de setembro.
Ao Jornal da Guarujá a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Orleans, Janete Pizzone, informa que a declaração deve ser feita anualmente por proprietários de imóveis localizados em áreas rurais, independentemente do tamanho da propriedade.
Janete alerta que manter a documentação atualizada é importante principalmente para quem pretende realizar algum tipo de operação envolvendo o imóvel. Segundo ela, pendências podem dificultar processos como venda, desmembramento da área e obtenção de financiamento rural.
“Hoje você que vai fazer o seu ITR precisa estar atualizado”, explicou a presidente. Ela destacou que, quando houve alguma alteração na propriedade, como desmembramento, venda de parte do terreno ou inventário, é necessário atualizar primeiro a documentação.
Nesses casos, conforme Janete, o proprietário deve apresentar a escritura atualizada ao Incra e regularizar as informações referentes ao imóvel antes de realizar a declaração do ITR. Se não houve alteração na propriedade, a declaração pode ser feita normalmente com os dados já registrados.
Serviço pode ser feito no sindicato
A declaração não exige, necessariamente, a contratação de advogado. De acordo com Janete, o procedimento pode ser realizado pela internet quando a documentação estiver regularizada. Contadores também podem prestar o serviço.
O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Orleans oferece atendimento para a realização da declaração tanto para associados quanto para não associados. A presidente recomenda que os produtores procurem um serviço de confiança para evitar erros que possam gerar dificuldades posteriormente.
“Às vezes eles não fazem algo certo e aí depois, quando precisarem lá no financiamento ou algo parecido, voltam lá no sindicato e dá um transtorno danado”, afirmou.
O sindicato fica na Rua Barão do Rio Branco, no edifício São Camilo, na região do Centro Administrativo de Orleans. O contato informado por Janete é (48) 3466-0193.
Sindicato também mobiliza fumicultores
Durante a entrevista, Janete também chamou a atenção para um problema envolvendo uma variedade de fumo utilizada por produtores da região. Segundo ela, agricultores que adquiriram determinada semente estão relatando dificuldades no desenvolvimento das plantas.
De acordo com a presidente, as plantas apresentam poucas folhas e florescem precocemente, o que estaria comprometendo a produção. A situação, segundo ela, afeta agricultores de Orleans, Urussanga, Lauro Müller e Grão-Pará.
Diante dos relatos, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Grão-Pará iniciou uma mobilização e Janete informou que também passou a participar das discussões para buscar alternativas para os produtores afetados.
Uma reunião foi marcada para o dia 12, às 19 horas, na localidade de Invernada. A presidente do sindicato convidou fumicultores e demais produtores que se considerem prejudicados a participarem do encontro.
A proposta é reunir agricultores e representantes envolvidos para avaliar a situação e discutir quais medidas podem ser tomadas diante dos problemas relatados nas lavouras.
Confira entrevista completa
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Jorge Koch confirma candidatura a deputado estadual e defende maior representação do Sul de Santa Catarina
Por Rádio Guarujá06/08/2026 10h51
Foto/Redação
A série de entrevistas com candidatos da região Sul de Santa Catarina teve sequência nesta quinta-feira (6), no Jornal da Guarujá, com a participação do ex-prefeito de Orleans e ex-delegado regional Jorge Koch, que teve a candidatura a deputado estadual pelo MDB homologada em convenção partidária no último sábado.
Durante a entrevista, Koch explicou que a decisão de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa começou a ser construída no fim de 2024, quando foi procurado pelo então deputado estadual Volnei Weber. Segundo ele, Weber informou que não pretendia disputar um novo mandato e colocou seu nome como possibilidade para assumir a candidatura.
“Eu fui procurado pelo deputado Volnei Weber ali na prefeitura. Eu lembro que foi em dezembro de 2024. Volnei veio me procurar, dizer que não seria mais candidato a deputado e perguntou se eu estava preparado para assumir a condição de pré-candidato na vaga dele”, relatou.
Koch disse que inicialmente ficou surpreso com a decisão, mas passou a conversar com familiares e lideranças políticas antes de aceitar o desafio. Em março de 2025, segundo ele, um encontro com lideranças em São Ludgero consolidou a decisão de disputar a eleição.
O ex-prefeito afirma que pretende apresentar ao eleitorado a experiência acumulada ao longo da vida pública. Ele foi vereador por oito anos, delegado de polícia por 27 anos e prefeito de Orleans por dois mandatos.
“Eu vou entregar ao eleitor os meus oito anos de experiência como prefeito municipal, vou entregar ao eleitor os meus 27 anos como experiência de delegado de polícia e a minha experiência como oito anos vereador, quatro na cidade de Braço do Norte e quatro anos aqui em Orleans”, afirmou.
Segurança pública e representação regional
Entre as bandeiras apresentadas durante a entrevista está a segurança pública. Koch destacou os 27 anos de atuação como delegado e afirmou que pretende utilizar essa experiência caso seja eleito.
“Eu vivi segurança 27 anos. Eu posso estar lá na Assembleia, colaborar com os demais 39 deputados porque um é professor, um vai ser empresário, outro é comerciante e talvez um delegado lá dentro possa estar trabalhando sobre a segurança pública. Nós precisamos alguém que viveu segurança pública”, declarou.
O candidato também defendeu a manutenção e ampliação da representação política do Sul catarinense. Segundo Koch, a região precisa recuperar um atraso histórico em áreas como infraestrutura, aeroportos e logística.
Ele citou a duplicação da BR-101, a implantação do Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna, e o desenvolvimento do Porto de Imbituba como exemplos de investimentos que, na avaliação dele, demoraram a avançar.
Para Koch, a quantidade de representantes eleitos também interfere na capacidade da região de buscar recursos públicos.
“Quanto mais deputados no Sul, mais recursos. Se eu pegar aqui cada deputado estadual, dispõe de 20 a 22 milhões a mais de demanda positiva. Quanto mais deputado, mais recursos vão aparecer aqui no Sul”, afirmou.
O candidato também defendeu que os municípios tenham maior autonomia para decidir onde aplicar recursos recebidos do Estado.
“Menos Brasília, menos Florianópolis e mais recursos no nosso município”, resumiu, retomando uma posição que, segundo ele, já defendia durante o período em que esteve à frente da Prefeitura de Orleans.
Entre as demandas que pretende levar para a Assembleia, caso seja eleito, Koch citou a infraestrutura rodoviária. Ele criticou as condições da SC-370, entre Braço do Norte e Tubarão, e defendeu melhorias na ligação entre os municípios.
O candidato também mencionou a duplicação da SC-108 na região de Urussanga e outras obras de infraestrutura que, segundo ele, precisam avançar.
Outra área destacada foi a indústria do plástico. Koch afirmou que o setor tem forte presença econômica no Sul e que pretende defender a atividade diante das discussões sobre redução da produção e utilização de materiais plásticos.
“Hoje a indústria plástica emprega 12 mil de forma direta. Hoje nós temos quase 300 pequenas empresas aqui na região Sul vinculadas ao plástico. O plástico está sendo muito massacrado em nível nacional e mundial para se eliminar a fabricação do plástico”, disse.
Segundo ele, a atuação parlamentar também deverá ser construída a partir das demandas apresentadas por prefeitos e vereadores da região.
“São demandas regionais, locais, que a gente vai buscar e vai ouvir dos prefeitos e vereadores. E são essas demandas que vão chegar no nosso gabinete que a gente vai trabalhar”, afirmou.
Posicionamento na eleição presidencial
Durante a entrevista, Koch também foi questionado sobre a influência da disputa presidencial nas eleições para os demais cargos. Ele avaliou que a polarização entre direita e esquerda pode acabar tirando a atenção do eleitor das candidaturas a deputado estadual, deputado federal, senador e governador.
Na disputa presidencial, Koch declarou apoio a Ronaldo Caiado (PSD) no primeiro turno, seguindo, segundo ele, a posição definida pelo MDB. Ao ser questionado sobre a possibilidade de um segundo turno, afirmou que, nesse cenário, apoiaria o candidato que estivesse em melhores condições de enfrentar o atual governo.
O candidato também defendeu uma mudança no comando do governo federal.
“Eu vejo um bom momento para que a população analise exatamente o que está acontecendo. Pena é essa briga da direita e da esquerda, que realmente atrapalha cada vez mais o eleitor”, declarou.
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Ulisses Gabriel aposta na experiência na segurança para representar o Sul na Assembleia
Por Rádio Guarujá05/08/2026 12h00
Foto/Divulgação
O Jornal da Guarujá abre uma série de entrevistas com os candidatos que disputarão as eleições de 2026. A proposta é apresentar ao eleitor os nomes que estarão na disputa e conhecer as principais ideias de cada candidato para Santa Catarina e para o Sul do Estado. O primeiro entrevistado é Ulisses Gabriel (PL), ex-delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, que deixou o cargo para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa.
A decisão de entrar na disputa, segundo Ulisses, ocorreu após um convite do governador Jorginho Mello. Ele afirma que recebeu a missão de representar a segurança pública, mas também de buscar espaço para o Sul de Santa Catarina no Legislativo estadual. O candidato lembra que parte dos atuais deputados estaduais da região não deverá concorrer novamente ao mesmo cargo.
“Eu fui candidato em 2018 e acabei fazendo 28.183 votos em 156 municípios catarinenses. Melhorou um pouco em razão da Delegacia-Geral, da representação na segurança pública. Há uma tendência de se fazer votos nos 295 municípios e a gente tem buscado então essa vaga na Assembleia Legislativa como candidato para poder buscar de fato uma representação que Orleans sempre merece”, afirmou.
Para Ulisses, a presença de um deputado com proximidade com o governo estadual pode facilitar a busca por recursos e obras para os municípios. Ele cita a relação com Jorginho Mello e afirma que essa conexão já contribuiu para a chegada de investimentos à região.
“Quando se tem um deputado, a cidade fica no mapa e, juntamente com os prefeitos da região, nós procuramos sempre sensibilizar o governador Jorginho para trazer recursos e valorizar o nosso Sul de Santa Catarina. Isso acabou sendo positivo, mas é claro que como deputado estadual a representação é muito mais forte”, disse.
Entre as demandas de Orleans, o candidato citou projetos de infraestrutura que estão sendo discutidos pelo município. Um deles é um anel viário ligando o Oratório às Seis Marias, além de uma conexão entre os bairros Murialdo e São Jerônimo.
“Tem várias obras importantes que o prefeito Fernando está projetando para a cidade de Orleans, e por isso que eu digo da importância de ter uma pessoa diretamente ligada ao governador representando essa nossa região e representando Orleans, fazendo com que as coisas consigam acontecer em Orleans e região”, afirmou.
Segurança é uma das principais bandeiras
A segurança pública aparece como uma das principais bandeiras da candidatura. Ulisses comandou a Polícia Civil de Santa Catarina durante o governo Jorginho Mello e atribui os resultados obtidos pelo Estado ao trabalho conjunto das forças de segurança.
Segundo ele, o governador havia estabelecido duas prioridades quando o convidou para assumir a chefia da Polícia Civil: endurecer o enfrentamento ao crime e melhorar o atendimento à população.
“O governador Jorginho, no ano de 2020, me convidou para assumir a chefia da Polícia Civil de Santa Catarina, pediu duas coisas: linha dura contra o crime e melhoria do atendimento ao cidadão catarinense. E aí nós começamos a fazer um trabalho que fez com que Santa Catarina se tornasse o estado mais seguro do Brasil”, declarou.
Ulisses destacou que o resultado, na avaliação dele, não foi obtido apenas pela Polícia Civil.
“O trabalho em conjunto com cada policial civil, com cada policial militar, com cada policial científico, com cada bombeiro militar, com cada policial penal. Isso fez com que nós atingíssemos índices muito importantes na segurança pública”, afirmou.
Apesar da experiência na área, o candidato diz que a atuação na Assembleia precisará contemplar outras demandas. Para resumir essa visão, ele citou duas áreas que considera fundamentais.
“Sem segurança a gente não tem presente, sem educação a gente não tem futuro. Então, são dois tópicos extremamente importantes. Só que aliado a isso, nós temos aí pessoas que têm sofrido muito pleiteando saúde pública”, disse.
Saúde aparece entre as principais demandas do Sul
Ao falar sobre as necessidades da região, Ulisses afirmou que um levantamento realizado no Sul de Santa Catarina apontou a saúde pública como a principal demanda. Segundo ele, 46% da população teria alguma necessidade essencial relacionada à área. Segurança pública representaria 16% e educação, 14%.
Para o candidato, a atuação parlamentar deve buscar recursos para reduzir as dificuldades enfrentadas pela população no acesso aos serviços de saúde.
“Quanto mais nós buscarmos recursos junto ao governo para o investimento de saúde pública, fazendo exames, fazendo cirurgias, fazendo atendimentos especializados, mais tranquila vai ficar a população, porque ela precisa de saúde. Essa saúde, a pessoa não sai de casa, então é uma demanda essencial, uma demanda importante”, afirmou.
A infraestrutura também aparece entre as prioridades. Ulisses citou a SC-390 e defendeu a implantação de uma terceira faixa entre Orleans e Tubarão. Também mencionou a BR-101 e a necessidade de melhorias no corredor entre Urussanga e Criciúma. Ele também citou obras na Serra do Corvo Branco e investimentos em estradas rurais.
Falta de mão de obra muda debate sobre emprego
A falta de trabalhadores para preencher vagas disponíveis nas empresas também foi discutida durante a entrevista. Ulisses reconheceu que o problema enfrentado atualmente por muitas empresas é diferente daquele de anos atrás, quando a principal preocupação era justamente a criação de empregos.
Na avaliação dele, a redução da carga tributária é uma das medidas que podem contribuir para melhorar o cenário econômico.
“A diminuição de impostos é necessária porque todos os países que diminuem impostos, eles aumentam a arrecadação. Porque as pessoas não querem deixar de pagar imposto, elas querem pagar, elas querem ser honestas. Só que hoje no Brasil 34% do que se ganha é imposto. Então o cidadão trabalha quatro meses no ano só para pagar imposto”, afirmou.
O candidato defendeu que a redução da carga tributária pode aumentar a circulação de dinheiro e aliviar principalmente pequenos empresários.
“Então o primeiro passo seria uma busca por não aumentar imposto. Segundo tópico, tentar buscar uma diminuição de imposto e diminuição da carga tributária no Brasil. Isso faz com que o dinheiro em circulação aumente”, disse.
Para Ulisses, a segurança pública e a qualificação profissional também estão diretamente relacionadas ao crescimento econômico de Santa Catarina.
“O governador tem investido muito na qualificação técnica. Isso vai começar, na minha visão, a gerar uma demanda por trabalho, mas vai gerar também trabalhadores rápidos a estarem se apresentando aí para esses postos de trabalho”, afirmou.
Candidato fala em crescimento populacional de Santa Catarina
Ulisses também relacionou a necessidade de planejamento ao crescimento populacional do Estado. Segundo ele, Santa Catarina precisará se preparar para uma população maior nos próximos anos.
“Santa Catarina vai crescer 50% nos próximos anos. Hoje ela tem 8 milhões de habitantes, ela vai ter 12 milhões de habitantes nos próximos anos, vai superar o Rio Grande do Sul. Então esse é um tópico importante, porque a gente tem que já planejar Santa Catarina quando a gente fala em diminuição de impostos, quando a gente fala em segurança pública, quando a gente fala em crescimento populacional do Estado e quando a gente fala em qualificação”, afirmou.
Polarização também deve marcar eleição em Santa Catarina
A disputa nacional e a polarização política também entraram na conversa. Ulisses defendeu o projeto político do PL e declarou apoio ao governador Jorginho Mello em Santa Catarina.
Ao comentar a polarização, o candidato afirmou que não enxerga o cenário apenas como uma disputa entre dois grupos políticos.
“As pessoas falam em polarização. Não é polarização, na minha visão. É um grupo de pessoas tentando fazer diferença contra um grupo de pessoas que só quer obter vantagem indevida, é passar a mão no dinheiro público e se completar”, declarou.
Ulisses também defendeu que Santa Catarina continue seguindo um projeto político alinhado ao PL.
“Vamos trabalhar para que a gente possa resgatar o Brasil. Santa Catarina é o que é porque nunca foi governado pela esquerda. A gente precisa dar uma resposta e mostrar Santa Catarina é um estado que dá certo e onde as coisas acontecem”, afirmou.
Confira
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Projeto para Prefeitura de Lauro Müller comprar prédio do INSS vai à votação na Câmara
Por Rádio Guarujá05/08/2026 11h54
Foto/Assessoria de Imprensa
A Prefeitura de Lauro Müller encaminhou à Câmara de Vereadores um projeto de lei que autoriza o município a adquirir o prédio onde funcionava o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A proposta deve ser votada na próxima segunda-feira (10) e, segundo a secretária de Administração, Finanças e Planejamento, Josiane Girardi, já recebeu parecer das comissões do Legislativo, se aprovado pelos vereadores, o texto seguirá para sanção do prefeito Valdir Fontanella.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, a secretária explicou que o município já vinha demonstrando interesse no imóvel há algum tempo, mas a negociação avançou depois que o INSS manifestou interesse em vender a estrutura.
O prédio foi avaliado atualmente em R$ 1,96 milhão. De acordo com Josiane, o primeiro laudo, realizado no ano passado, apontava um valor de aproximadamente R$ 1,6 milhão, mas perdeu a validade antes que o processo burocrático de aquisição fosse concluído.
“Agora houve o interesse por parte do INSS na venda do imóvel. Então está tudo encaminhado para o município adquirir”, explicou.
Um dos principais desafios para a Prefeitura será o pagamento do imóvel. Segundo a secretária, a União não permite o parcelamento da aquisição, o que significa que os cerca de R$ 1,96 milhão deverão ser pagos de uma única vez, ao final do processo de transferência.
O município não possui atualmente esse valor disponível em caixa para realizar o pagamento imediato. Por isso, a administração trabalha na organização dos recursos e na possibilidade de financiamento.
Josiane explica que a preocupação neste momento é aprovar a autorização legislativa para que o processo possa avançar dentro do prazo de validade do laudo de avaliação.
“A servidora do INSS que está intermediando a negociação diz que leva aproximadamente seis meses. Então esse é o prazo que nós temos para aprovar, protocolar o pedido de compra e começar os trâmites para a transferência para o município”, afirmou.
O laudo atual tem validade até fevereiro. Caso o prazo seja perdido, será necessária uma nova avaliação, o que pode elevar novamente o valor do imóvel.
“Temos seis meses antes de vencer o laudo de avaliação. Porque, se vencer, voltamos à estaca zero, tem que fazer um novo laudo e, mais uma vez, o imóvel pode agregar valor. Ele já aumentou R$ 300 mil de um laudo para o outro”, explicou.
Prédio poderá concentrar serviços públicos
A Prefeitura vê no imóvel uma oportunidade de reunir diferentes serviços municipais em um único espaço. A estrutura possui mais de mil metros quadrados de área construída, distribuídos em dois pavimentos, e, segundo a secretária, permanece bem conservada apesar do período em que ficou sem utilização.
“É uma estrutura muito bem conservada, foi uma estrutura muito bem feita na época. Eles dispõem de muito espaço, uma área de mais de mil metros construída. São dois andares com um espaço amplo, onde a gente pode concentrar muitas atividades do município”, destacou.
Atualmente, alguns serviços funcionam em imóveis alugados. Um dos exemplos citados por Josiane é a Farmácia Municipal, que poderá ser transferida para o prédio do antigo INSS.
A estrutura também poderá atender à expansão de serviços da área da saúde, como fisioterapia e outros setores que necessitam de mais espaço.
“Nós temos diversas atividades que são em prédios alugados. A nossa própria Farmácia Municipal hoje é alugada. A intenção é levar para esse prédio, porque parte dele hoje já funciona o SUS. O próprio SUS hoje, a demanda, expandiu muito. Então existe essa necessidade de mais espaço”, afirmou.
Além da economia com aluguéis, a Prefeitura considera que a localização central do imóvel poderá facilitar o acesso da população aos serviços públicos.
Representantes do Executivo e do Legislativo municipal já estiveram no prédio para avaliar a estrutura. Segundo Josiane, a Câmara de Vereadores também demonstrou interesse no espaço como uma possível sede para o Legislativo.
A secretária destacou que a concentração dos serviços em um único endereço poderá facilitar o atendimento à população.
“Seria a centralização dos serviços. Como eu disse, ele fica bem no coração da cidade. Então seria a população ter acesso a todos os serviços em um único local. É uma questão de acessibilidade em que só se tem a ganhar”, afirmou.
Projeto tramita junto com proposta para área industrial
A aquisição do prédio do INSS está inserida em um conjunto de projetos encaminhados pela Prefeitura à Câmara. Paralelamente, o município pretende criar a primeira área industrial de Lauro Müller.
Segundo Josiane, a Prefeitura contratou a SATC para realizar um estudo de viabilidade e identificou uma área próxima à rodovia, considerada estratégica para facilitar a logística das empresas.
“O objetivo do município é gerar emprego e renda. Então o município enviou também um projeto para a Câmara de Vereadores para a implantação de uma área industrial, para a gente poder fornecer condições para as empresas se instalarem aqui no nosso município”, explicou.
De acordo com a secretária, há três projetos relacionados às iniciativas. Um trata da compra do prédio do INSS; outro prevê a aquisição de terrenos para implantação da área industrial; e o terceiro trata da possibilidade de financiamento para a compra das terras e execução da estrutura necessária para o novo espaço empresarial.
A implantação da área industrial ainda dependerá de outras etapas, incluindo a abertura de acessos, questões ambientais e autorizações junto aos órgãos responsáveis.