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Rádio Guarujá
Prefeito de São Ludgero diz que sindicância já foi instaurada para apurar uso de veículos oficiais
Por Rádio Guarujá28/05/2026 11h57
Foto/Arquivo – Redação
Após a movimentação da Câmara de Vereadores de São Ludgero em torno da possível instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar suspeitas de uso indevido de veículos oficiais, a Prefeitura Municipal se manifestou sobre o caso. Na manhã desta quinta-feira, 28, o Jornal da Guarujá conversou com o prefeito Paulinho Lorenzetti (PL), que comentou o assunto e afirmou que a administração municipal já instaurou uma sindicância interna para investigar a situação.
Segundo o prefeito, desde o início a Prefeitura vem colaborando com os pedidos encaminhados pelo Legislativo e também possui interesse em esclarecer os questionamentos relacionados à utilização da frota municipal.
“Em nenhum momento a prestação das informações foi omitida. Isso também é uma ansiedade da administração resolver esses questionamentos. Estamos aí para fazer o correto, fazer o certo. Não vamos nos omitir de passar informação, não estamos ali para proteger ninguém, muito pelo contrário”
Paulinho afirmou que, paralelamente às discussões sobre a possível CPI, o Executivo já abriu uma sindicância administrativa e criou uma comissão formada por servidores efetivos para conduzir as investigações.
“Instauramos uma sindicância dentro da prefeitura, criamos uma comissão com funcionários efetivos da prefeitura municipal. Esperamos que em breve isso se resolva e que a gente consiga saber quem foram as pessoas que fizeram o uso indevido dos veículos”
O prefeito também ressaltou que, caso sejam confirmadas irregularidades, a administração pretende tomar providências contra os responsáveis.
“Vamos tomar as providências para que sirva de exemplo e que não façam mais isso”
Além da sindicância, o Executivo informou que passou a adotar novas medidas de controle da frota municipal. Entre elas, está a implantação de um sistema de identificação individual dos condutores dos veículos oficiais.
De acordo com Paulinho Lorenzetti, o modelo atualmente utilizado permite rastrear os deslocamentos dos veículos, mas não identifica exatamente quem estava conduzindo cada automóvel.
“Hoje a prefeitura tem o sistema de rastreador do carro. Ele diz onde o carro esteve e onde ele parou. Só que ainda não conseguimos identificar quem utilizou o carro. A partir dessa nova licitação, teremos um diário de bordo completo e conseguiremos saber exatamente quem usou o carro, a hora que pegou, a hora que saiu e para onde foi”
Segundo o prefeito, a nova licitação prevê um sistema de liberação por identificação individual, permitindo maior controle sobre a utilização da frota pública.
“O carro será liberado por uma espécie de cartão, um chip, e ali vai estar toda a identificação do condutor”
Durante a entrevista, o prefeito de São Ludgero também rebateu as declarações da vereadora Maria Marlene Schlickmann (MDB), que afirmou ao Jornal da Guarujá haver inconsistências e ausência de informações nos materiais encaminhados pela Prefeitura à Câmara.
“Eu acho que a vereadora está equivocada. Todas as informações que tínhamos, passamos. Relatório dos carros, diárias, enfim, tudo o que tinha que ser passado foi encaminhado para a Câmara de Vereadores. Em momento nenhum a administração se omitiu em entregar informações”
Apesar disso, o prefeito afirmou respeitar a movimentação dos vereadores em torno da CPI, embora considere que a sindicância administrativa poderia ter sido concluída antes da abertura de uma comissão parlamentar.
“A gente recebeu essa notícia meio de surpresa, porque poderiam pelo menos ter esperado a apuração da sindicância. Mas é um direito deles, eu vou respeitar”
Paulinho também garantiu que a relação entre Executivo e Legislativo permanece a mesma e afirmou que o debate sobre a possível CPI não altera o diálogo mantido com os vereadores.
“Foi uma decisão deles, eu respeito. Não fico magoado com ninguém, muito pelo contrário. A gente tem que ter essa parceria com o Poder Legislativo. As portas da prefeitura continuam abertas e sempre atendemos todos eles, independente de sigla”
A sindicância instaurada pela Prefeitura segue em andamento e, até o momento, não há prazo oficial divulgado para a conclusão dos trabalhos.
Vereadores de São Ludgero discutem possível CPI para apurar uso de veículos oficiais da Prefeitura
Por Rádio Guarujá28/05/2026 11h52
Foto/Divulgação
Todos os vereadores em exercício da Câmara Municipal de São Ludgero participaram de uma reunião com assessoria jurídica especializada, com o objetivo de receber orientações sobre os procedimentos iniciais necessários para a eventual instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A medida busca apurar possíveis irregularidades relacionadas ao uso de veículos oficiais da Prefeitura.
O tema ganhou maior repercussão após a aprovação, por unanimidade, em 16 de março de 2026, de um requerimento apresentado pela vereadora Maria Marlene Schlickmann (MDB). O documento solicitava ao Executivo municipal o encaminhamento de informações detalhadas sobre a utilização da frota oficial em datas específicas ao longo do ano de 2025.
Na justificativa da proposta, a parlamentar destacou que já havia feito solicitações anteriores, mas avaliou que as respostas encaminhadas não foram suficientes para esclarecer todos os pontos levantados. Em entrevista ao Jornal da Guarujá, a vereadora Maria Marlene Schlickmann relatou como iniciou a análise dos dados recebidos e o que motivou novos pedidos de informação.
Segundo ela, a avaliação dos relatórios de rastreamento foi determinante para dar continuidade às solicitações, após identificar inconsistências e lacunas no material apresentado.
“No dia 1º de dezembro recebi o relatório dos rastreadores impressos, mais de mil e oitentas páginas impressas. Fiz uma análise e percebi que realmente as denúncias tinham sentido e solicitei as informações que não vieram junto com esses relatórios”
A vereadora afirmou ainda que, ao analisar os registros, percebeu a ausência de informações consideradas essenciais para a fiscalização do uso da frota pública, especialmente em relação à identificação de condutores e à finalidade dos deslocamentos.
“Não veio a identificação dos servidores, não veio o objetivo de deslocamento, não vieram possíveis despesas com diárias ou horas extras, uma vez que os deslocamentos mais questionáveis eram em finais de semana e à noite”
De acordo com Maria Marlene, após novos pedidos formais de complementação, a Prefeitura informou que não enviaria mais documentos além dos já disponibilizados.
“No dia 27 de fevereiro de 2026 recebi a resposta de que os documentos necessários e as informações disponíveis pela prefeitura já haviam sido encaminhadas e que nada mais iriam acrescentar”
Diante da ausência de novas informações, os vereadores passaram a discutir a possibilidade de instaurar uma CPI, com o objetivo de aprofundar a apuração dos fatos. A parlamentar reforçou que o processo não tem caráter acusatório, mas de fiscalização.
“Ninguém está aqui acusando ninguém. Não citamos nome de ninguém. Nós precisamos apenas respostas, precisamos esclarecer os fatos. Esse é o nosso papel como vereadores”
Ela também explicou que a instalação da CPI depende do apoio mínimo de um terço dos vereadores e do cumprimento das etapas regimentais da Câmara.
“Para instauração da CPI basta inicialmente o requerimento por parte de três vereadores, então um terço da Casa é suficiente”
Segundo a vereadora, os parlamentares devem realizar novas reuniões para definir os próximos passos e avaliar a formalização da comissão.
Caso seja instalada, a CPI terá prazo inicial de 90 dias, prorrogável por igual período, e ao final deverá produzir relatório a ser encaminhado ao Ministério Público. Sobre o alcance do trabalho, ela destacou que a comissão não possui função de julgamento.
A definição sobre a abertura formal da investigação deve ocorrer após as próximas reuniões entre os vereadores.
Confira entrevista completa
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Quadro “Mente em Sintonia” aborda depressão ligada ao outono e inverno no Jornal da Guarujá
Por Rádio Guarujá27/05/2026 12h04
Foto/Redação
Toda última quarta-feira do mês, o Jornal da Guarujá recebe a psicóloga Vanesa Bagio no quadro “Mente em Sintonia”, espaço voltado a debates e orientações sobre saúde mental. Nesta quarta-feira (27), o tema abordado foi o transtorno afetivo sazonal, condição conhecida por aumentar sintomas depressivos durante o outono e o inverno.
Durante a conversa, Vanesa explicou que as mudanças climáticas e a redução da exposição ao sol influenciam diretamente o humor e o comportamento das pessoas nesta época do ano.
Segundo a psicóloga, o transtorno afetivo sazonal é um tipo de depressão relacionado às mudanças de estação, especialmente nos períodos mais frios. “Quando muda a estação, principalmente no outono e inverno, a tendência é as pessoas ficarem mais desanimadas e mais tristes”, explicou.
Ela destacou ainda que a diminuição da luz solar interfere na produção de hormônios importantes para o equilíbrio emocional, como serotonina e melatonina.
De acordo com Vanesa, um dos primeiros sinais percebidos pelas pessoas é o aumento do isolamento e da falta de disposição para atividades simples do dia a dia. “Com menos luz solar, a tendência é a pessoa querer ficar mais quieta, mais isolada. Um dos primeiros sintomas é a vontade de ficar mais na cama e diminuir as atividades do dia a dia”, afirmou.
A psicóloga também alertou que o período pode agravar quadros já existentes de ansiedade e depressão, aumentando sintomas como irritabilidade, tristeza e sensação de vazio emocional.
Ao falar sobre os impactos emocionais provocados pelas estações mais frias, Vanesa ressaltou que a irritabilidade costuma ser um dos primeiros sinais percebidos. “A pessoa começa a ficar mais negativa, perde o prazer nas atividades e sente um vazio emocional”, comentou.
Durante a entrevista, ela orientou a população a manter hábitos saudáveis mesmo durante o inverno, como alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e contato com ambientes iluminados.
Segundo Vanesa, mesmo em dias nublados, a luminosidade natural já contribui para o funcionamento do organismo. “É importante abrir a casa, abrir a cortina e buscar luminosidade. Mesmo sem muito sol, essa claridade já ajuda o organismo”, disse.
Outro ponto abordado no quadro foi a relação entre vitaminas e saúde mental, principalmente a vitamina B12. A psicóloga destacou que sintomas como cansaço excessivo, desânimo e falta de energia também podem estar ligados à deficiência vitamínica.
“Muitas vezes o desânimo e o cansaço têm relação com deficiência de vitaminas. Por isso é importante buscar orientação médica e fazer acompanhamento”, destacou.
Vanesa também chamou atenção para o preconceito ainda enfrentado por pessoas diagnosticadas com depressão e reforçou que a doença não deve ser tratada como falta de vontade ou “frescura”.
Ao comentar sobre a importância do acolhimento e da busca por tratamento, a psicóloga reforçou que a depressão é uma doença séria e que muitas pessoas não conseguem enfrentar o problema sozinhas. “A pessoa perde a esperança, perde o prazer nas atividades e muitas vezes não consegue sair disso sozinha”, afirmou.
No encerramento da entrevista, Vanesa Bagio reforçou a importância de procurar ajuda profissional ao perceber sinais persistentes de tristeza, isolamento e desânimo.
“Buscar ajuda não é sinal de fraqueza. Hoje falar sobre saúde mental é necessário”, concluiu.
A psicóloga também utiliza as redes sociais para compartilhar conteúdos sobre o tema. Para conhecer mais sobre o trabalho da psicóloga Vanesa Bagio, obter dicas sobre saúde mental ou agendar uma consulta, o contato pode ser feito pelo Instagram @vanesabagio.psi ou no consultório localizado no Edifício Cidade das Colinas – Rua João Ramiro Machado, 321, Sala 6, Centro, Orleans.
Polícia Militar realiza nova etapa da Operação Adsumus em cidades do Sul catarinense
Por Rádio Guarujá27/05/2026 10h33
Foto/Divulgação
A Polícia Militar de Santa Catarina, por meio do 29º Batalhão, inicia mais uma etapa da Operação Adsumus nos municípios de Orleans, Urussanga, Cocal do Sul, Morro da Fumaça e Lauro Müller.
A operação prevê o reforço do policiamento ostensivo, com abordagens, fiscalização de veículos, patrulhamento em áreas estratégicas e ações direcionadas a pontos com maior incidência de ocorrências criminais.
Ao Jornal da Guarujá, o capitão Valdir Cristóvão de Oliveira Júnior, comandante da 2ª Companhia do 29º BPM, explicou que o objetivo é ampliar a presença policial e reduzir crimes como furtos e o tráfico de drogas.
“A Operação Adsumus foi desencadeada na última semana em cinco municípios da região e tem como objetivo aumentar a presença policial em áreas com maiores índices de furtos e tráfico de drogas”, afirmou.
Segundo o comandante a ação é baseada em indicadores de criminalidade e planejamento estratégico da corporação. “Embora a região tenha bons indicadores, a operação foi definida para reforçar a segurança da população”, disse.
O capitão explicou que cada município recebe um foco específico de atuação, de acordo com suas demandas. Em Orleans, por exemplo, o combate ao tráfico de drogas segue como prioridade.
“Temos um trabalho constante voltado ao enfrentamento do tráfico de drogas. Diversas operações já foram realizadas e seguimos atuando para retirar traficantes de circulação e aumentar a sensação de segurança da comunidade”, destacou.
A Operação Adsumus, segundo a Polícia Militar, segue nas próximas semanas e faz parte de uma diretriz estadual de intensificação do policiamento em todos os municípios catarinenses.
Além do combate ao tráfico, o capitão ressaltou que outras frentes também recebem atenção em Orleans, como a violência doméstica.
“Também temos um trabalho importante no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. Realizamos ações preventivas e visitas a vítimas para reforçar a proteção”, afirmou.
De acordo com a corporação, a operação também inclui fiscalizações de trânsito e ações voltadas à retirada de armas, drogas e foragidos de circulação, com o objetivo de reforçar a segurança pública na região.