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Rádio Guarujá

Defesa Civil e Secretaria de Agricultura intensificam ações preventivas contra enchentes em Orleans

Por Rádio Guarujá11/06/2026 12h13
Foto: Douglas Benker | Agência Athos Comunicação

A Defesa Civil de Orleans, em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura, está realizando uma série de ações preventivas para minimizar os impactos das fortes chuvas e possíveis enchentes associadas ao fenômeno El Niño. Neste momento, os trabalhos estão concentrados na comunidade de Brusque do Sul e, posteriormente, seguirão para Boa Vista e para a área urbana do município. A comunidade de Três Barras já foi contemplada com serviços de desassoreamento dos rios que cortam a localidade.

Sobre o assunto, o Jornal da Guarujá conversou na manhã desta quarta-feira (11) com o coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil de Orleans, Alan Firmiano, que detalhou as medidas adotadas pela administração municipal diante das previsões meteorológicas para os próximos meses.

Segundo Firmiano, a expectativa é de um El Niño mais intenso do que o registrado em anos anteriores, o que exige atenção redobrada e ações preventivas.

“A  atenção especial está na limpeza e desassoreamento dos cursos hídricos. Começando desde o interior. A gente já está com alguns maquinários nas comunidades de Três Barras e Brusque do Sul e o próximo passo é a área urbana para realizar também a limpeza desses cursos hídricos aqui no entorno e também a manutenção da drenagem pluvial”, explicou.

De acordo com o coordenador, uma das prioridades é recuperar a capacidade natural dos rios e córregos, especialmente em áreas que sofreram impactos durante as enchentes registradas em 2023 e 2024.

“A intenção maior é fazer com que o curso hídrico, os rios e afluentes do Rio Tubarão, voltem para a calha do leito natural deles. Com as últimas enchentes de 2023 e 2024, o rio acabou se alastrando em locais de lavouras e também assoreando muito. As máquinas estão fazendo com que o rio volte para o leito natural dele”, afirmou.

Além de contribuir para a redução dos riscos de enchentes, os serviços também ajudam a recuperar áreas utilizadas pelos produtores rurais, que foram afetadas pelo avanço das águas nos últimos anos.

A próxima etapa do cronograma prevê a chegada das equipes à área urbana de Orleans, onde serão realizadas intervenções em pontos considerados críticos.

“A ideia é vir do interior para o centro para verificar os pontos principais onde precisa fazer a limpeza, a intervenção e o desassoreamento também”, disse.

Segundo Firmiano, os trabalhos já estão em andamento e devem avançar para a cidade ainda neste mês.

“O start já foi dado, o trabalho já foi iniciado. A programação é que no final do mês a gente já tenha equipamentos disponíveis para trabalhar na área urbana, para limpeza e desassoreamento também, principalmente dos rios da microbacia do Rio Belo e do Rio Oratório, além do bairro Corridas, onde o foco está mais voltado para a drenagem urbana”, destacou.

A Defesa Civil também reforça a importância da colaboração da população para reduzir riscos de alagamentos provocados pelo entupimento de bocas de lobo e sistemas de drenagem.

“Sempre é bom essa parte da conscientização da população em relação ao depósito de material, de lixo, enfim, para que todos não venham a correr risco com alagamentos e inundações devido ao volume além do normal que a gente vai ter esse ano por causa do fenômeno El Niño”, ressaltou.

Embora os modelos climáticos indiquem a ocorrência de chuvas acima da média em Santa Catarina, o coordenador explica que as regiões Oeste e Meio-Oeste concentram a maior preocupação no Estado. Ainda assim, Orleans segue monitorando a situação de forma permanente.

“Recebemos informações semanalmente e até diariamente através da Defesa Civil do Estado e dos meteorologistas. E sim, é um El Niño que vai ser realmente um pouco mais forte do que os outros anos. Porém, o foco principal em Santa Catarina está mais voltado para o Centro-Oeste e o Oeste do Estado”, explicou.

Firmiano também destacou que as ações desenvolvidas no município seguem critérios técnicos definidos a partir de estudos realizados pela própria Defesa Civil.

“Orleans é formado por uma topografia muito acentuada e aqui a gente tem muitas microbacias de enxurrada. O Rio Belo é um exemplo, o Oratório é outro exemplo, além de Boa Vista, Três Barras e outras localidades. A intervenção maior está nesses pontos”, afirmou.

Por fim, ele ressaltou que os locais escolhidos para receber as primeiras intervenções foram definidos com base em levantamentos técnicos e no histórico de ocorrências registradas no município.

“Orleans fez um mapeamento de suscetibilidade a inundações e estamos confirmando os dados em campo. Se o mapa aponta que aquele local inunda e isso é confirmado presencialmente, a gente inicia as intervenções nesses pontos mais críticos”, concluiu.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=JwsUnLopGhY

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Após mobilização de pescadores e lideranças, governo federal libera continuidade da pesca da tainha em SC

Por Rádio Guarujá11/06/2026 12h07
Foto/Ilustrativa

A pesca da tainha por arrasto de praia poderá continuar em Santa Catarina após o governo federal rever a suspensão anunciada nesta semana. A atividade havia sido interrompida após o limite da cota estabelecida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura se aproximar do percentual máximo autorizado para a temporada.

A decisão de liberar a continuidade da pesca ocorre após forte mobilização de pescadores catarinenses, manifestações de lideranças políticas e ampla repercussão nos meios de comunicação.

O ex-presidente do Sebrae Nacional e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Décio Lima (PT), afirmou que a medida foi revista após um pedido encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em conjunto com a deputada federal Ana Paula Lima.

“Eu não poderia deixar de compartilhar nesse momento a alegria e o entusiasmo com a decisão do presidente Lula com relação à pesca da tainha. Atendendo ao nosso pedido, ao pedido meu e da deputada federal Ana Paula Lima, ele garante a continuidade da pesca da tainha nesse período gigante que nós estamos vivendo, com resultados fantásticos com relação à safra da tainha”, declarou.

Segundo Décio, o governo federal levou em consideração a importância econômica, social e cultural da atividade para Santa Catarina.

“Foi uma decisão pensada em tudo que ela significa para o nosso Estado. Do ponto de vista da pesca artesanal, do ponto de vista daquilo que é uma expressão inclusive cultural do nosso povo”, afirmou.

O presidente do Sebrae Nacional também destacou que o presidente Lula teria articulado uma solução junto aos ministérios da Pesca e do Meio Ambiente para garantir a continuidade da safra sem comprometer a preservação da espécie.

“O presidente Lula prontamente chamou o ministro da Pesca, o ministro do Meio Ambiente e construíram esta importante solução para que a gente possa ter o fluxo normal, sem agressões ao meio ambiente, mantendo aí as disposições que consolidam um processo tranquilo com relação à própria preservação da espécie”, disse.

Décio Lima ainda avaliou que a discussão sobre a suspensão da pesca ganhou um viés político durante os últimos dias.

“Esse tema foi politizado de forma equivocada e agora o presidente Lula traz essa garantia da continuidade da pesca da tainha nesse período”, declarou.

A suspensão da modalidade de arrasto de praia havia provocado forte reação no litoral catarinense. Parlamentares, entidades ligadas ao setor e pescadores defenderam a flexibilização da medida, argumentando que a pesca da tainha representa uma atividade tradicional, responsável pela geração de renda para centenas de famílias e parte importante da cultura das comunidades costeiras do Estado.

Com a revisão da decisão, a expectativa do setor é de que a safra siga normalmente nas próximas semanas.

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CNA critica suspensão de tarifas sobre leite importado e alerta para prejuízos aos produtores brasileiros

Por Rádio Guarujá11/06/2026 11h59
Foto/Ilustrativa

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) manifestou preocupação com a decisão do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) de suspender a aplicação das tarifas antidumping sobre o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai. Embora o governo federal tenha reconhecido a prática de concorrência desleal, optou por não colocar as medidas em vigor neste momento, alegando possíveis impactos na economia.

Segundo a CNA, a decisão mantém os produtores brasileiros expostos a um cenário de competição desigual, justamente em um período em que as importações seguem em alta. Dados do setor apontam que, somente nos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil registrou novo recorde de importações, com 604 milhões de litros equivalentes de leite. Argentina e Uruguai responderam por cerca de 90% desse volume.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o assessor técnico da Comissão Nacional de Bovinocultura de Leite da CNA, Guilherme Dias, afirmou que a entidade recebeu a decisão com surpresa.

“Nós recebemos com bastante surpresa essa decisão do governo. Após mais de 18 meses de atuação incansável na investigação de dano contra o leite em pó vindo desses países, fomos surpreendidos com a decisão de aplicar as medidas, porém suspendê-las na mesma reunião. Isso acaba mantendo o produtor rural exposto a essas práticas desleais de comércio”, afirmou.

O assessor explicou que o dumping ocorre quando um país exporta um produto por um valor inferior ao praticado em seu próprio mercado interno.

“O dumping é uma estratégia condenada pela Organização Mundial do Comércio. O remédio para quando existe o dumping é justamente a aplicação de uma tarifa antidumping”, destacou.

De acordo com Dias, a própria investigação conduzida pelo governo federal reconheceu a existência da prática. No entanto, as tarifas acabaram suspensas.

“O governo reconheceu a prática do dumping, aplicou as tarifas, porém receios com eventuais impactos inflacionários fizeram com que suspendesse sua aplicação para avaliar mais profundamente uma eventual análise de interesse público”, explicou Dias.

Segundo ele, as distorções identificadas chegaram a índices expressivos.

“As margens de dumping chegaram a 60% de diferença. É uma distorção muito significativa e que afeta diretamente a competitividade do produtor brasileiro”, ressaltou.

Guilherme Dias informou que a CNA seguirá acompanhando o processo e participará da nova etapa de avaliação anunciada pelo governo federal. A entidade pretende demonstrar que a aplicação das tarifas não teria impacto relevante nos preços ao consumidor, mas contribuiria para restabelecer condições mais equilibradas de mercado.

“A CNA vai atuar com unhas e dentes para comprovar que não existem impactos inflacionários decorrentes da aplicação dos direitos antidumping sobre o leite em pó do Mercosul. Não se trata de protecionismo, mas de garantir que o produtor brasileiro possa competir em igualdade de condições”, afirmou.

Além da preocupação com as importações, o setor enfrenta um cenário considerado desafiador dentro da porteira, mesmo com a chegada do período de entressafra, quando normalmente há valorização do produto, os preços pagos aos produtores não têm reagido.

“O mercado do leite ao produtor não tem reagido. No momento em que o produtor teria um respiro melhor em função das oscilações de mercado, continua encontrando um cenário distorcido e pressionado por essas importações desleais”, observou.

Para a entidade, o debate não envolve protecionismo, mas sim o direito de utilizar mecanismos previstos na legislação internacional para combater práticas consideradas injustas.

“O Brasil aplica algumas das tarifas mais modestas do mundo na importação de lácteos. O que buscamos é apenas o direito de utilizar os instrumentos de defesa comercial previstos na legislação para garantir condições justas de concorrência”, concluiu Guilherme Dias.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=JwsUnLopGhY

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Orleans é escolhido como município piloto de projeto que busca transformar gestão de resíduos plásticos e fortalecer indústria regional

Por Rádio Guarujá10/06/2026 12h13
Foto/Assessoria de Comunicação -Prefeitura de Orleans

Orleans foi escolhido para ser o município piloto de um projeto inovador voltado à sustentabilidade, reciclagem e economia circular dos resíduos plásticos. A iniciativa reúne o Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense (Sinplasc), a Prefeitura de Orleans, a Associação Empresarial de Orleans (ACIO), universidades, catadores e entidades do setor produtivo com o objetivo de criar um modelo integrado de gestão de resíduos que possa servir de referência para todo o país.

O tema foi debatido durante uma reunião realizada nesta semana em Orleans, que contou com a participação de representantes do setor empresarial, lideranças da indústria plástica e do Executivo Municipal. O prefeito Fernando Cruzetta também participou do encontro.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta quarta-feira (10), o diretor-executivo do Sinplasc, Elias Caetano, destacou que o projeto busca enfrentar um dos principais desafios ambientais da atualidade: evitar que resíduos plásticos sejam descartados de forma inadequada e se transformem em poluição.

Segundo ele, o projeto busca criar um modelo de economia circular capaz de reduzir os impactos ambientais causados pelo descarte inadequado de resíduos plásticos.

“É uma iniciativa inovadora, única, no sentido de endereçar um assunto tão caro para nossa região e tão caro para as indústrias plásticas do país, que é a sustentabilidade. O principal objetivo é desenvolver um modelo de cadeia produtiva integrada, onde a gente evita que os plásticos causem problemas ambientais e se transformem em poluição”, afirmou.

Elias destacou ainda o engajamento encontrado durante o encontro realizado em Orleans.

“A reunião foi muito participativa e representativa. O que eu pude perceber foi o engajamento e o interesse genuíno dos empresários do município em torno dessa pauta”, ressaltou.

A escolha de Orleans para sediar o projeto não ocorreu por acaso. O município integra uma das regiões mais importantes da indústria plástica brasileira.

“Hoje o plástico representa a segunda economia industrial da região e é a atividade que mais gera valor adicionado. É a indústria que mais gera riqueza e desenvolvimento para o Sul do Estado. São 12.300 empregos diretos e cerca de 240 indústrias instaladas na região”, destacou.

Para Elias, o setor enfrenta atualmente um desafio importante diante de propostas de restrição ou proibição de determinados produtos plásticos em discussão no país.

“A gente não pode abrir mão de uma cadeia produtiva tão expressiva e tão importante para a nossa economia. Mas também precisamos apresentar soluções para um problema que existe. Existe, sim, um problema de poluição ambiental quando os materiais são descartados de forma indevida”, afirmou.

O projeto desenvolvido em Orleans pretende justamente demonstrar que esses resíduos podem ser reaproveitados e reinseridos na cadeia produtiva. A proposta envolve o acompanhamento completo do ciclo do material, desde o descarte pelo consumidor até sua transformação em novos produtos.

“O projeto acompanha todo o fluxo do resíduo para comprovar que esses materiais têm solução. Queremos mostrar que eles podem ser reciclados, reaproveitados e voltar para a cadeia produtiva, evitando que acabem no meio ambiente”, explicou.

Após a fase inicial de planejamento, a iniciativa deverá entrar em execução nos próximos meses. Entre as ações previstas estão campanhas de educação ambiental nas comunidades, investimentos em coleta seletiva, instalação de lixeiras inteligentes, adaptação de veículos para recolhimento de resíduos e fortalecimento do trabalho realizado por cooperativas e associações de catadores.

“Será um trabalho amplo, contínuo e permanente. A cidade inteira será impactada positivamente por esse projeto”, afirmou.

Além das ações locais, Orleans e a região também serão palco de uma importante discussão nacional sobre o futuro da indústria plástica. No próximo dia 26 de junho, São Ludgero sediará uma audiência pública do Senado Federal para debater sustentabilidade, reciclagem e os impactos econômicos das possíveis restrições ao setor.

“Será um momento muito importante. O Senado virá à nossa região para conhecer esse projeto, conhecer as empresas e ouvir as soluções que estamos construindo. A região precisa demonstrar força, união e mostrar a importância dos empregos e da economia gerados pelo setor plástico”, destacou Elias.

A audiência pública será presidida pelo senador Esperidião Amin e está marcada para as 15 horas, na sede da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel), em São Ludgero.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=_RfaHQlQX0E

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