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Rádio Guarujá
Joma Fretta defende representação do Sul de SC na Câmara Federal
Por Rádio Guarujá03/09/2026 09h56
Foto/Redação
O Jornal da Guarujá recebeu nos estúdios o candidato a deputado federal pelo MDB, João Marcelo Fretta Zapelini, conhecido como Joma Fretta. Natural de Tubarão, ele é advogado, empresário do setor hoteleiro e possui cerca de 20 anos de experiência no setor público. Foi suplente de vereador e candidato a vice-prefeito de Tubarão em 2016.
Na eleição de 2026, Joma disputa uma cadeira na Câmara dos Deputados e afirma ser o único candidato a deputado federal do MDB entre Florianópolis e Passo de Torres. Durante a entrevista, ele destacou a falta de representação direta do Sul de Santa Catarina em Brasília e defendeu que a região escolha um representante comprometido com suas demandas.
“Eu entendo que a nossa região está desamparada há muito tempo. São mais de 12 anos que o último deputado eleito foi o deputado Edinho, lá em 2010. E isso faz muita diferença para uma cidade”, afirmou.
Entre as principais pautas apresentadas pelo candidato estão investimentos na saúde, melhorias nas rodovias SC-108 e SC-370, a construção de um anel viário para melhorar o escoamento da produção e a busca por soluções para o Morro dos Cavalos. Na saúde, Joma citou investimentos destinados ao Hospital Santa Teresinha, em Braço do Norte, e defendeu que instituições como a Fundação Hospitalar Santa Otília, em Orleans, também possam ampliar sua estrutura e atendimento regional.
Outro tema destacado foi a transição energética na região carbonífera. Joma afirmou que o encerramento previsto da atividade do carvão exige planejamento e novas alternativas econômicas para as famílias que dependem do setor.
“2040 é logo ali. A gente precisa ter alternativas econômicas para que essas pessoas sobrevivam”, declarou.
O candidato também defendeu o fortalecimento do turismo. Para ele, municípios como Lauro Müller precisam transformar o fluxo de visitantes que passa pela região em permanência, gerando movimento para hotéis, restaurantes e comércio. Ele também citou o potencial do setor vitivinícola de municípios como Orleans e Urussanga.
“A gente tem uma capacidade turística aqui absurda, fenomenal. A subida hoje, em Lauro Müller, é um turismo de passagem. Ele precisa ser um turismo de dormitório. As pessoas precisam dormir aqui”, afirmou.
Críticas à polarização
Joma também avaliou o cenário político nacional e criticou a polarização entre os grupos políticos. O candidato se definiu como de centro-direita e conservador, mas afirmou defender uma atuação política baseada em equilíbrio e racionalidade.
“O que eu vejo é que há uma polarização muito complicada. Isso não agrega a nós. A gente precisa dar um basta nisso”, disse.
Ao comentar a atuação política nos últimos anos, Joma também criticou o que considera uma valorização excessiva de políticos com forte presença nas redes sociais, mas sem resultados concretos para a população.
“Eu tenho dito que a nossa política, nos últimos anos, praticamente desde 2018 para cá, tem eleito muito político de rede social, político que vai lá, faz um corte e faz rede social e não traz resultados para nós”, afirmou.
Sobre o MDB, o candidato reconheceu que o partido enfrenta um período de perda de espaço e defendeu a recuperação de lideranças e de uma atuação mais coletiva. Segundo ele, a legenda precisa voltar a formar grupos políticos capazes de trabalhar por projetos de longo prazo.
Ao final da entrevista, Joma reforçou que sua candidatura tem como principal proposta representar o Sul de Santa Catarina em Brasília e pediu aos eleitores uma oportunidade nas urnas.
“Eu me coloquei à disposição para que a gente possa ter resultados diferentes, realmente poder ajudar a nossa região, que há mais de 14 anos não tem um representante na Câmara Federal”, afirmou.
Joma Fretta concorre a deputado federal pelo MDB com o número 1515.
Setembro Amarelo: coordenadora do CAPS de Orleans destaca importância do cuidado com a saúde mental durante todo o ano
Por Rádio Guarujá02/09/2026 11h07
Foto/Redação
O Setembro Amarelo reforça, todos os anos, a importância da prevenção ao suicídio e dos cuidados com a saúde mental. Em Orleans, o tema será trabalhado ao longo do mês em diferentes ações da Secretaria Municipal de Saúde e também integra o projeto “Três Cores, Uma Causa”, da Guarujá FM, que aborda, além do Setembro Amarelo, o Outubro Rosa e o Novembro Azul.
Para falar sobre o assunto, o Jornal da Guarujá iniciou uma série de entrevistas com profissionais e representantes da área da saúde. A primeira convidada foi Gabriela Fernandes, coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Orleans, que explicou como funciona a rede de atendimento em saúde mental do município e destacou a importância de não limitar o cuidado ao mês de setembro.
Saúde mental precisa ser cuidada o ano inteiro
Segundo Gabriela, o Setembro Amarelo tem papel importante justamente por ampliar a discussão, mas o cuidado com a saúde mental precisa fazer parte da rotina durante os 12 meses do ano.
“Estamos trabalhando já nisso desde o ano passado, da importância de cuidar da saúde mental de janeiro a janeiro. O que acontecia é que chegava em setembro e a gente ouvia falar muito de saúde mental, mas nos outros meses isso acabava ficando um pouco apagado”, explicou.
Para ela, a procura por cuidados relacionados à saúde mental tem aumentado e a sociedade também passou a reconhecer mais a importância do tema. Ao mesmo tempo, ainda existem conceitos que precisam ser desconstruídos.
Gabriela usa uma comparação para explicar essa diferença. Quando uma pessoa quebra um braço, por exemplo, as limitações físicas são visíveis e costumam ser imediatamente reconhecidas. Já dificuldades emocionais podem não impedir inicialmente que alguém trabalhe, cumpra compromissos ou mantenha a rotina, mesmo quando existe sofrimento.
Outro ponto destacado pela coordenadora é que saúde mental não se resume ao atendimento psicológico ou psiquiátrico.
“Temos a mania de pensar que saúde mental está muito ligada só ao atendimento clínico, ao atendimento psiquiátrico, ao atendimento psicológico, à terapia. Mas, para muito além disso, a saúde mental engloba muitas outras coisas”, afirmou.
Entre esses fatores estão o acesso à saúde, ao lazer, a condições básicas de vida e à alimentação, além de aspectos relacionados à rotina e ao bem-estar.
Gabriela também cita práticas de autocuidado, como atividade física e sono de qualidade. Segundo ela, o uso de medicamentos para dormir é uma realidade para muitas pessoas, mas é importante investigar também as razões que estão provocando a dificuldade para dormir.
Excesso de telas também exige atenção
A tecnologia facilita o trabalho, a comunicação e o acesso à informação, mas o uso excessivo pode se transformar em uma fonte de ansiedade.
A coordenadora do CAPS orienta que celulares, televisão, aplicativos e internet sejam utilizados com equilíbrio, principalmente no período que antecede o sono.
“É importante utilizar telas, televisão, aplicativos e internet com equilíbrio, estabelecendo horários para o uso, principalmente quando estiver relacionado ao trabalho. Também é necessário reservar tempo para atividades físicas, convivência com a família e desligar o celular antes de dormir”, orientou.
Ela ressalta que mudar hábitos pode ser difícil, principalmente quando o uso das telas já se tornou parte constante da rotina, mas considera possível recuperar gradualmente uma relação mais equilibrada com a tecnologia.
Durante a entrevista, Gabriela também explicou como funciona o atendimento em saúde mental em Orleans.
O município conta com nove unidades de saúde, que fazem o acolhimento inicial das demandas de saúde mental e contam com profissionais de psicologia. Já o CAPS atua como um serviço especializado, destinado principalmente a pessoas com transtornos psiquiátricos graves e persistentes, além de atender situações relacionadas ao uso de álcool e outras drogas.
O serviço também passou a acompanhar uma preocupação que ganhou força nos últimos anos: o comportamento relacionado às apostas on-line.
Segundo Gabriela, as equipes estão recebendo capacitação para lidar com essas situações e oferecer acolhimento adequado.
O CAPS de Orleans funciona das 8h às 18h, sem fechar ao meio-dia, e é um serviço de porta aberta. Isso significa que a pessoa que estiver passando por uma situação de sofrimento e precisar de acolhimento pode procurar diretamente o serviço.
Gabriela também chamou atenção para o preconceito que ainda existe em torno do CAPS. Segundo ela, muitas pessoas desconhecem o funcionamento do serviço e acabam criando uma imagem distorcida sobre o atendimento oferecido.
“Sempre convido as pessoas para irem conhecer o trabalho. São pessoas como nós e, em algum momento, qualquer um de nós pode precisar de um serviço especializado como o CAPS”, destacou.
Ela também explicou que a internação psiquiátrica não é adotada automaticamente. O encaminhamento ocorre quando há critérios que justificam a necessidade desse tipo de atendimento.
Segundo a coordenadora, o número de internações psiquiátricas no município atualmente é baixo, justamente porque a equipe busca acompanhar os pacientes e avaliar cada situação individualmente.
CAPS terá ações durante o Setembro Amarelo
Além dos atendimentos realizados ao longo do ano, a Secretaria de Saúde de Orleans preparou atividades específicas para o Setembro Amarelo.
A equipe está levando informações sobre saúde mental para empresas e escolas do município. A proposta é ampliar o acesso à informação e estimular a discussão sobre o tema em diferentes ambientes.
No dia 9 de setembro, será realizada, na praça, a ação “Saúde Mental na Praça”. A programação contará com roda de viola, apresentações de idosos, auriculoterapia e orientações em saúde.
Também haverá a participação de integrantes e grupos do CAPS, com exposição e atividades relacionadas à pintura em tela, crochê e pintura de toalhas.
Para Gabriela, iniciativas como essa ajudam a mostrar que o cuidado em saúde mental não acontece somente dentro de um consultório.
“Saúde mental não é só atendimento clínico individual, como as pessoas pensam. Saúde mental a gente constrói todos os dias, a gente cuida todos os dias”, afirmou.
Onde buscar atendimento em Orleans
Pessoas que necessitam de acolhimento em saúde mental podem procurar uma das nove unidades de saúde do município ou o CAPS de Orleans.
O CAPS funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, sem fechar ao meio-dia, e oferece atendimento de porta aberta para acolhimento.
Câmara de Orleans debate violência contra a mulher, transparência e funcionamento de câmeras OCR
Por Rádio Guarujá01/09/2026 11h51
Fotos/Redação
A 33ª sessão da Câmara de Vereadores de Orleans, realizada nesta segunda-feira (31), teve entre os principais assuntos debatidos a violência contra a mulher, a transparência nos gastos públicos e o funcionamento das câmeras OCR instaladas no município.
Um dos momentos de maior impacto foi a participação de Vanderleia Rossi, convidada pela Procuradoria da Mulher da Câmara para utilizar a tribuna e compartilhar a experiência vivida há cerca de 21 anos, quando foi vítima de violência física e psicológica praticada pelo então companheiro.
Durante o depoimento, Vanderleia relatou que sofreu agressões durante o relacionamento e chegou a correr risco de morte. Em uma das situações mais graves, contou que foi enforcada com o fio de um telefone.
“Eu passei isso faz 21 anos e foram momentos bem intensos. Foram violências físicas, psicológicas, agressões bem fortes que quase tiraram a minha vida. Teve uma vez que realmente quase deu certo”, relatou.
Na época, segundo ela, tinha um filho pequeno e chegou a pesar 56 quilos. Vanderleia também falou sobre uma característica que, segundo sua experiência, dificulta a identificação da violência doméstica: a diferença entre o comportamento do agressor dentro e fora de casa.
“Na rua ele não parece agressor. Ele é agressor da porta para dentro. Existe toda uma encenação e é difícil para a mulher fazer com que as pessoas acreditem”, afirmou.
Além das agressões físicas, Vanderleia contou que também sofreu com controle e isolamento. Ela relatou ter sido proibida de visitar o pai e o irmão durante um ano e disse que o ciúme do companheiro chegou a atingir seu próprio filho.
Segundo ela, até situações relacionadas à aparência e à rotina eram controladas. Vanderleia afirmou que não podia abrir as janelas da casa, receber determinadas pessoas ou frequentar a praia usando roupas que mostrassem as pernas.
“Praia só de calça jeans. Tenho fotos que comprovam isso. Eu virei motivo de piada. As pessoas achavam que eu tinha algum problema nas pernas, mas não era nada disso”, contou.
Ela afirmou ainda que as agressões começaram quando estava grávida, inicialmente com um empurrão, e foram aumentando com o tempo.
“O cuidado é uma coisa. O ciúme já é outra coisa bem diferente. O ciúme destrói”, declarou.
Ao recordar o episódio do enforcamento, Vanderleia afirmou ter acreditado que morreria.
“Naquela hora eu só pedi a Deus que meu filho ficasse bem”, relatou.
A decisão de deixar o relacionamento veio depois de uma série de acontecimentos familiares. Vanderleia contou que perdeu dois irmãos em um período de um ano e passou a temer que seu pai enfrentasse a perda de uma terceira filha.
“Eu entendi que eu seria a próxima e que seria muito duro para o meu pai perder uma terceira filha de uma forma tão trágica. Foi quando tomei a decisão de sair. Na verdade, de fugir”, afirmou.
Violência nem sempre é percebida por quem está fora
Vanderleia também chamou atenção para o fato de que a violência doméstica pode ocorrer independentemente da condição financeira ou da imagem social do agressor.
Ela contou que vinha de uma família estruturada e que o relacionamento, visto de fora, não apresentava sinais que levassem as pessoas a suspeitar das agressões.
“Como que tu vai entrar na casa de um casal e vê as melhores coisas possíveis dentro daquela casa, os armários cheios, tudo abastecido, e vai dizer que aquele marido não é bom? Fica difícil de provar”, explicou.
Ela relatou ainda que chegou a tentar registrar as agressões com uma câmera, mas o equipamento foi encontrado pelo companheiro e danificado.
Ao final do depoimento, Vanderleia deixou uma orientação para mulheres que estejam passando por situações de violência.
“Registrem o BO, denunciem. Mas, a partir do momento que vocês fizerem isso, tenham ciência de que precisam sair. Precisam buscar ajuda e proteção da família ou de amigos”, afirmou.
Ela também defendeu a busca por medidas protetivas e apoio de pessoas de confiança.
“Procurem pessoas em quem vocês confiem, denunciem, peçam medida protetiva. Mas vocês precisam sair de onde estão”, orientou.
Vanderleia afirmou que hoje se considera recuperada da experiência e reforçou a necessidade de as mulheres acreditarem na própria capacidade de reconstruir a vida.
“Hoje eu sou uma pessoa totalmente curada. É ter fé e acreditar em si, porque dentro de toda mulher existe uma guerreira forte para caramba, capaz de sair de qualquer situação”, concluiu.
Vereador cobra informações sobre gastos com publicidade
Durante a sessão, o vereador Dovagner Baschirotto (MDB) também comentou o requerimento nº 21, apresentado por ele em 24 de julho, solicitando informações sobre os gastos da Prefeitura de Orleans com marketing, publicidade e propaganda nos veículos de comunicação.
Segundo o vereador, a resposta do Executivo foi recebida em 27 de agosto. Ele afirmou que os dados encaminhados apresentam os pagamentos feitos às empresas responsáveis pela publicidade, mas não detalham quais veículos de comunicação receberam os recursos e os respectivos valores.
“Essa informação, para nós, é insuficiente, porque a gente não tem o direcionamento de quem recebeu esses pagamentos”, afirmou.
Baschirotto disse que, após orientação jurídica, pretende buscar as informações junto ao Ministério Público ou ao Tribunal de Contas, para verificar os valores destinados a rádios, portais e outros meios de comunicação.
De acordo com o vereador, a motivação do requerimento também está relacionada a publicações feitas por um portal local que, segundo ele, questionaram sua atuação parlamentar e divulgaram informações sobre valores recebidos por vereadores.
Baschirotto afirmou que já havia feito cobranças relacionadas à situação das câmeras de segurança, à Ponte Anita Garibaldi e a outras questões de interesse do município. Segundo ele, as manifestações foram interpretadas pelo portal como críticas ao governador.
“Na verdade, a gente não fala mal do governador. A gente cobra o que é melhor para o nosso estado e principalmente para o nosso município”, declarou.
O vereador defendeu que a população tenha acesso aos dados sobre os investimentos do Executivo em publicidade e comunicação.
Câmara também cobra funcionamento das câmeras OCR
Outro assunto abordado durante a sessão foi o funcionamento das câmeras OCR, equipamentos capazes de identificar e registrar placas de veículos.
A indicação foi apresentada pelo presidente da Câmara, Murilo Hofmann (Novo), solicitando que o Executivo Municipal dê atenção à situação do sistema no município.
Segundo o vereador, as câmeras estão instaladas em Orleans, mas o sistema de leitura das placas não estaria funcionando há algum tempo.
A proposta busca que a Prefeitura verifique a situação dos equipamentos e adote as medidas necessárias para que o sistema volte a operar adequadamente.
O funcionamento das câmeras é considerado uma ferramenta importante para a segurança pública, especialmente por permitir o registro de placas de veículos que circulam pelo município e auxiliar no trabalho de identificação e localização de automóveis.
Candidatos do Sul assumem compromissos com pautas apresentadas pelo Voz Única
Por Rádio Guarujá31/08/2026 10h08
O encontro do Voz Única, realizado na sede da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), colocou frente a frente representantes do setor produtivo e candidatos a deputado estadual e federal do Sul de Santa Catarina. Mais do que apresentar uma lista de reivindicações, a proposta foi abrir espaço para que os candidatos conhecessem as prioridades definidas pelas entidades empresariais e assumissem compromissos com a região.
Presidente da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), Elson Otto destacou que o Voz Única chega à quinta edição como um instrumento de aproximação entre o setor produtivo e a classe política.
Segundo ele, a iniciativa busca organizar as principais demandas levantadas pelas associações empresariais e transformá-las em uma pauta comum para o Estado.
“O Voz Única foi criado no ano de 2010. Ele está na quinta edição e procura propagar e difundir as necessidades e pleitos do setor produtivo catarinense, além também do interesse comunitário. A gente fala em infraestrutura, educação, segurança pública. São os pleitos que os empresários e empreendedores catarinenses escolheram”, explicou.
Para Otto, a iniciativa também contribui para aproximar empresários e representantes políticos por meio do diálogo.
“O Voz Única é a formação de um diálogo. Nós precisamos nos conectar mais com a classe política, precisamos entender melhor o sistema político do país e estamos levando as demandas não como uma cobrança, mas como uma necessidade de maior diálogo do setor político, tanto do Estado como em nível federal”, afirmou.
O presidente da Facisc também ressaltou que as pautas construídas pelas entidades empresariais não ficam restritas a uma única região. Segundo ele, o movimento reúne demandas que refletem necessidades de diferentes áreas de Santa Catarina e também já levou reivindicações aos candidatos à Presidência da República.
Jorge Koch fala em transformar pautas em ações
Entre os candidatos que participaram do encontro estava o ex-prefeito de Orleans, Jorge Koch (MDB), candidato a deputado estadual. Para ele, o documento entregue pelas entidades reúne uma espécie de retrato das prioridades do empresariado catarinense.
“Eles entregaram uma cartilha para nós e aqui está a voz do empresariado catarinense. Tudo aquilo que o empresariado pensa, principalmente em Santa Catarina e na região Sul, está aqui compilado nesse documento”, afirmou.
Koch disse que, caso seja eleito, pretende utilizar as pautas apresentadas como referência para sua atuação parlamentar.
“Estamos firmes, comprometidos nessa pauta da Facisc, com a pauta da Acic, com os empresários que geram emprego, que geram renda e que colocam toda a economia a girar no nosso Sul. Enquanto candidato a deputado estadual, estaremos lá a partir de novembro, e eu serei parceiro dessa associação, da Facisc, levando tudo aquilo que está nesse documento e transformando em ações”, declarou.
O candidato também defendeu o fortalecimento dos municípios e citou áreas como segurança pública entre as prioridades.
“Sempre gritando menos Brasília, menos Florianópolis e mais municípios. Dessa maneira, como deputado, eu também estarei defendendo o municipalismo, defendendo a segurança pública e, acima de tudo, a Voz Única, que é a voz dos empresários”, disse.
Ulisses Gabriel destaca compromisso com o Sul
O ex-delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina e candidato a deputado estadual Ulisses Gabriel (PL) também participou do encontro. Ele avaliou positivamente a iniciativa e afirmou que a representação política precisa estar conectada às necessidades da região.
“A gente que vive no Sul, que quer o desenvolvimento do Sul, tem que ouvir os representantes do Sul de Santa Catarina, que têm como objetivo melhorar a nossa região”, afirmou.
Ulisses destacou que pretende direcionar recursos e emendas parlamentares para projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento regional.
“Meu compromisso com recursos, emendas parlamentares, vai ser com o Sul de Santa Catarina, para que nós possamos melhorar cada vez mais essa nossa região”, declarou.
Na avaliação do candidato, a participação das entidades empresariais fortalece a construção de projetos comuns.
“As entidades empresariais representam todos os empresários. Quando há uma reunião de entidades associativistas visando um projeto único em prol da sociedade, a gente fica feliz”, afirmou.
Ao falar sobre sua relação com a região, Ulisses resumiu a intenção de manter as demandas do Sul como uma prioridade em um eventual mandato.
“O Sul é o meu país, o Sul é minha região, onde a minha família vive, onde meus pais vivem. Eu acredito que o compromisso com o Sul deve ser uma missão do nosso mandato.”
Uma agenda para acompanhar depois da eleição
Com a participação dos candidatos, as entidades empresariais passam a ter não apenas um documento com as prioridades do Sul, mas também o registro dos compromissos assumidos durante o período eleitoral.
A ideia é que as pautas possam continuar sendo acompanhadas depois da eleição, permitindo comparar os compromissos apresentados pelos candidatos com as ações efetivamente desenvolvidas por aqueles que conquistarem uma vaga no Legislativo.