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Rádio Guarujá

Em São Ludgero, governador destaca investimentos em SC, fala sobre a Serra do Corvo Branco e critica demora em obras federais

Por Rádio Guarujá15/06/2026 13h10
Foto/Redação

Durante as comemorações dos 64 anos de emancipação político-administrativa de São Ludgero, na última sexta-feira (13), o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), destacou investimentos do Governo do Estado em infraestrutura, educação, esporte e apoio aos municípios catarinenses.

“Eu tenho um problema bom na vida: estou com muita obra para inaugurar. Só de obras de infraestrutura nós estamos com cem obras. Já inaugurei quase cinquenta e até o dia 4 de outubro termina a temporada de inaugurações”, afirmou.

Segundo Jorginho, os investimentos abrangem diversas regiões do Estado. Como exemplo, ele citou a assinatura da ordem de serviço para a pavimentação da SC-108, em Anitápolis.

“Vou gastar R$ 70 milhões para fazer 12 quilômetros. A empresa já estava lá e a obra começa dentro de aproximadamente 30 dias”, disse.

O governador também ressaltou os investimentos realizados na educação catarinense e elogiou o trabalho da secretária estadual de Educação, Luciane Ceretta e da equipe da pasta.

“A professora Luciane Ceretta tem feito um trabalho na área da educação, recuperando os equipamentos e as escolas, deixando tudo bonito, com ar-condicionado, uniforme e material escolar para os alunos”, declarou.

Apoio aos municípios

Jorginho Mello reforçou sua postura municipalista e destacou a parceria com a administração de São Ludgero.

Ao lado do prefeito Paulo Sérgio Lorenzetti, o Paulinho, o governador afirmou que o Estado tem ampliado os repasses aos municípios.

“Eu gosto muito de ajudar os prefeitos, mas quero que eles correspondam, que trabalhem. O Paulinho tem feito isso com muita propriedade. Por isso sou municipalista. Ajudo os municípios para que possam fazer um grande trabalho”, afirmou.

Segundo o governador, obras e melhorias em espaços públicos do município também receberam recursos estaduais.

“Eles nunca ganharam tanto dinheiro de governo nenhum como estão ganhando no nosso governo. E a gente diz que vai dar o dinheiro e dá, não é só conversa”, acrescentou.

Serra do Corvo Branco deve permanecer fechada

Questionado sobre a possibilidade de liberação do tráfego na Serra do Corvo Branco ainda em julho, Jorginho indicou que a abertura deverá ser adiada para permitir o avanço das obras.

“Eu acho que não. Eu disse ao secretário Ricardo Grando (secretário da infraestrutura e mobilidade) que é melhor não abrir agora para que as frentes de trabalho possam avançar”, explicou.

O governador afirmou que a expectativa é concluir a intervenção até o final do ano.

“Quero inaugurar por volta de dezembro. Vai ser um cartão-postal de Santa Catarina. Estamos fazendo um trabalho que vai deixar a serra muito bonita, algo jamais visto no Corvo Branco”, declarou.

Resposta a João Rodrigues e cobranças a Brasília

Durante a entrevista, Jorginho Mello também foi questionado sobre declarações do ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato ao governo do estado pelo PSD, João Rodrigues, que recentemente afirmou que o governador deveria manter uma relação mais próxima com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para viabilizar investimentos federais em Santa Catarina.

Ao responder, Jorginho associou a relação institucional àquilo que considera compromisso com o Estado e com o país.

“Eu tenho relação com quem é sério, com quem trabalha, com quem honra o Brasil. Aí eu tenho relação”, afirmou.

Na sequência, o governador voltou a defender a atuação do Estado na execução de obras consideradas estratégicas e criticou a condução de projetos federais em Santa Catarina.

“Eu tenho trabalhado muito pra fazer os deveres de casa em Santa Catarina. Já fiz obras federais com dinheiro do Estado. Fizemos o trevo Antônio Heil, em Itajaí, fizemos o trevo de Maravilha e estamos atuando em várias frentes porque Santa Catarina não pode ficar esperando.”

Jorginho também retomou as críticas à demora em soluções para o Morro dos Cavalos e às discussões envolvendo concessões rodoviárias federais.

“Quando chove eu sempre fico preocupado com o Morro dos Cavalos. Aquilo ali, hora por hora desce um pedaço do barranco”, afirmou.

Jorginho Mello disse que o Governo do Estado chegou a apresentar uma proposta para executar uma intervenção no local com recursos estaduais, mas que a iniciativa não foi aceita pelo Governo Federal.

“Ofereci ao Governo Federal, ao Renan Filho, para fazer aquela obra no valor de R$ 300 milhões. Não aceitaram”, declarou.

O governador criticou a alternativa defendida pelo governo federal, que prevê a construção de túneis no trecho.

“Querem fazer os túneis de R$ 1,5 bilhão cada um. Mas então começa, não fica mentindo”, disparou.

Na avaliação de Jorginho, a população catarinense aguarda há anos por uma solução definitiva para o problema, enquanto os projetos seguem sem sair do papel.

O governador também comentou o processo de concessão da BR-101 Sul.

“Agora tem que passar para a Motiva que ganhou o pedágio do Sul, . tem que tirar da Arteris e dar para a Motiva, mas não fizeram nem o contrato da Arteris ainda e já vão repactuar o pedágio. Quanto é que vai custar o pedágio? Então é muita conversa e pouco serviço”, criticou.

Durante a entrevista, o governador reforçou que Santa Catarina contribui significativamente para a arrecadação federal, mas continua aguardando investimentos considerados essenciais em áreas como rodovias, ferrovias e logística.

“O nosso estado entrega muito para Brasília e recebe pouco”, concluiu.

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Deputado Ivan Naatz propõe PEC para destinar 1% da receita estadual ao saneamento básico em Santa Catarina

Por Rádio Guarujá15/06/2026 13h04
Foto/Agência Alesc

O deputado estadual Ivan Naatz (PL) iniciou a coleta de assinaturas na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para a tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a destinação anual de 1% da Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado para ações e obras de saneamento básico.

A proposta busca garantir recursos permanentes para investimentos em abastecimento de água, manejo de resíduos sólidos, drenagem urbana e, principalmente, na implantação e ampliação de redes de coleta e tratamento de esgoto.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta segunda-feira (15), o parlamentar afirmou que os indicadores catarinenses de saneamento estão muito abaixo do esperado.

“Santa Catarina é primeiro lugar em qualidade de vida, primeiro em segurança pública e primeiro em desenvolvimento econômico. Mas, na questão do saneamento básico, estamos apenas na metade da tabela. Menos de 18% do esgoto produzido no Estado é tratado. Isso é muito pouco e nos envergonha”, declarou.

Segundo Naatz, praticamente todos os rios que deságuam no litoral catarinense recebem algum tipo de carga poluidora em razão da baixa cobertura de tratamento de esgoto.

A PEC prevê a criação de um fundo estadual permanente para financiar obras, projetos, estudos técnicos e parcerias voltadas ao saneamento básico. Os recursos também poderão ser utilizados para auxiliar os municípios na ampliação da infraestrutura de esgotamento sanitário.

De acordo com o deputado, o objetivo é criar uma política pública permanente de enfrentamento ao déficit de saneamento no estado.

“A gente acredita que esse valor pode ajudar a dar o pontapé inicial para resolver um problema histórico”, afirmou.

Conforme dados do Governo do Estado, o orçamento catarinense para 2026 está estimado em R$ 57,9 bilhões. Considerando esse montante, a destinação de 1% representaria aproximadamente R$ 579 milhões por ano para o fundo estadual de saneamento.

O parlamentar estima que, ao longo de dez anos, os investimentos possam alcançar cerca de R$ 10 bilhões.

Tramitação na Alesc

Para que a proposta possa tramitar na Assembleia Legislativa são necessárias 14 assinaturas parlamentares. Segundo Naatz, esse número já foi alcançado.

Agora, a PEC deverá passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Comissão de Administração e Serviço Público e Comissão de Finanças antes de seguir para votação em plenário.

Apesar do avanço na tramitação, o deputado destacou que a efetivação da proposta dependerá também do apoio do Governo do Estado.

“Esse 1% não está sobrando no orçamento. É preciso reorganizar as contas e definir de onde sairão esses recursos. Estamos trabalhando junto ao governo para construir essa solução”, explicou.

Críticas aos índices de tratamento

Durante a entrevista, o deputado também criticou os resultados históricos do saneamento em Santa Catarina.

Segundo ele, o estado avançou significativamente na coleta de lixo e no abastecimento de água tratada, mas continua apresentando baixos índices de tratamento de esgoto.

O deputado citou exemplos positivos, como Balneário Piçarras e Porto Belo, que possuem sistemas operados pela Casan considerados eficientes. Também destacou municípios como Jaraguá do Sul e Doutor Pedrinho, que alcançaram 100% de cobertura de tratamento de esgoto, além de Blumenau, que já atingiu cerca de 70% por meio de parcerias público-privadas.

Mesmo assim, ele avalia que os avanços ainda são insuficientes diante da realidade dos 295 municípios catarinenses.

Naatz defende que os recursos destinados ao saneamento devem ser vistos como investimento e não apenas como despesa pública.

Segundo ele, à medida que novas redes de esgoto são implantadas, os usuários passam a contribuir financeiramente pelo serviço, fortalecendo a capacidade de novos investimentos.

O parlamentar observou que, em alguns municípios, a tarifa de esgoto corresponde a aproximadamente 98% do valor da conta de água, enquanto em outros pode chegar a 120%.

“Quando o Estado investe na ampliação da rede, esse sistema passa a gerar receita própria. Além disso, há um ganho enorme para a saúde pública. Investir em saneamento significa economizar recursos que seriam gastos com doenças relacionadas à falta de tratamento de esgoto”, destacou.

Para o deputado, os atuais indicadores exigem uma ação urgente e permanente do poder público.

“Não dá mais para aceitar que menos de 18% do esgoto produzido em Santa Catarina seja tratado. Precisamos transformar o saneamento em uma política de Estado para garantir qualidade de vida e desenvolvimento sustentável para as próximas gerações”, concluiu.

Confira entrevista completa

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Lumma Insider: o novo programa de desenvolvimento para parceiros da Lumma corretores

Por Rádio Guarujá12/06/2026 13h23

O que é o Lumma Insider:  O programa consiste em encontros mensais com conteúdos voltados à realidade do mercado imobiliário catarinense. Cada edição reúne palestrantes de referência para tratar de temas práticos do dia a dia de quem vende. Os encontros acontecem em três formatos:

● Na sede da Lumma, em Florianópolis, com palestras e workshops presenciais

● Em espaços de parceiros, ampliando a rede de contatos dos participantes

● Online, para corretores de qualquer região acompanharem ao vivo Os temas Ao longo do programa, serão abordados assuntos como técnicas de vendas, negociação, permuta imobiliária, inteligência emocional, matemática financeira, macroeconomia, marca pessoal, marketing digital, atendimento ao cliente, gestão de carteira, direito imobiliário, incorporação, liderança, produtividade e tecnologia entre outros temas que serão incorporados ao longo do caminho.

O Lumma Insider é um programa contínuo e o convite já está sendo estendido aos corretores parceiros da Lumma. Fique de olho nos nossos canais para acompanhar datas, temas e formatos de cada edição.

Sobre a Lumma Construtora: duas décadas de dedicação e trabalho na construção civil. A Lumma é uma construtora catarinense de alto padrão, fundada em 2006 a partir do amor de uma família pela construção civil, e hoje é referência em qualidade e valorização imobiliária em Santa Catarina. Atualmente, a Lumma soma cerca de 150 mil metros quadrados em obras em andamento, posicionando-se entre as principais construtoras do país em volume de produção segundo o Ranking Intec das 100 maiores construtoras do Brasil.

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Defesa Civil e Secretaria de Agricultura intensificam ações preventivas contra enchentes em Orleans

Por Rádio Guarujá11/06/2026 12h13
Foto: Douglas Benker | Agência Athos Comunicação

A Defesa Civil de Orleans, em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura, está realizando uma série de ações preventivas para minimizar os impactos das fortes chuvas e possíveis enchentes associadas ao fenômeno El Niño. Neste momento, os trabalhos estão concentrados na comunidade de Brusque do Sul e, posteriormente, seguirão para Boa Vista e para a área urbana do município. A comunidade de Três Barras já foi contemplada com serviços de desassoreamento dos rios que cortam a localidade.

Sobre o assunto, o Jornal da Guarujá conversou na manhã desta quarta-feira (11) com o coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil de Orleans, Alan Firmiano, que detalhou as medidas adotadas pela administração municipal diante das previsões meteorológicas para os próximos meses.

Segundo Firmiano, a expectativa é de um El Niño mais intenso do que o registrado em anos anteriores, o que exige atenção redobrada e ações preventivas.

“A  atenção especial está na limpeza e desassoreamento dos cursos hídricos. Começando desde o interior. A gente já está com alguns maquinários nas comunidades de Três Barras e Brusque do Sul e o próximo passo é a área urbana para realizar também a limpeza desses cursos hídricos aqui no entorno e também a manutenção da drenagem pluvial”, explicou.

De acordo com o coordenador, uma das prioridades é recuperar a capacidade natural dos rios e córregos, especialmente em áreas que sofreram impactos durante as enchentes registradas em 2023 e 2024.

“A intenção maior é fazer com que o curso hídrico, os rios e afluentes do Rio Tubarão, voltem para a calha do leito natural deles. Com as últimas enchentes de 2023 e 2024, o rio acabou se alastrando em locais de lavouras e também assoreando muito. As máquinas estão fazendo com que o rio volte para o leito natural dele”, afirmou.

Além de contribuir para a redução dos riscos de enchentes, os serviços também ajudam a recuperar áreas utilizadas pelos produtores rurais, que foram afetadas pelo avanço das águas nos últimos anos.

A próxima etapa do cronograma prevê a chegada das equipes à área urbana de Orleans, onde serão realizadas intervenções em pontos considerados críticos.

“A ideia é vir do interior para o centro para verificar os pontos principais onde precisa fazer a limpeza, a intervenção e o desassoreamento também”, disse.

Segundo Firmiano, os trabalhos já estão em andamento e devem avançar para a cidade ainda neste mês.

“O start já foi dado, o trabalho já foi iniciado. A programação é que no final do mês a gente já tenha equipamentos disponíveis para trabalhar na área urbana, para limpeza e desassoreamento também, principalmente dos rios da microbacia do Rio Belo e do Rio Oratório, além do bairro Corridas, onde o foco está mais voltado para a drenagem urbana”, destacou.

A Defesa Civil também reforça a importância da colaboração da população para reduzir riscos de alagamentos provocados pelo entupimento de bocas de lobo e sistemas de drenagem.

“Sempre é bom essa parte da conscientização da população em relação ao depósito de material, de lixo, enfim, para que todos não venham a correr risco com alagamentos e inundações devido ao volume além do normal que a gente vai ter esse ano por causa do fenômeno El Niño”, ressaltou.

Embora os modelos climáticos indiquem a ocorrência de chuvas acima da média em Santa Catarina, o coordenador explica que as regiões Oeste e Meio-Oeste concentram a maior preocupação no Estado. Ainda assim, Orleans segue monitorando a situação de forma permanente.

“Recebemos informações semanalmente e até diariamente através da Defesa Civil do Estado e dos meteorologistas. E sim, é um El Niño que vai ser realmente um pouco mais forte do que os outros anos. Porém, o foco principal em Santa Catarina está mais voltado para o Centro-Oeste e o Oeste do Estado”, explicou.

Firmiano também destacou que as ações desenvolvidas no município seguem critérios técnicos definidos a partir de estudos realizados pela própria Defesa Civil.

“Orleans é formado por uma topografia muito acentuada e aqui a gente tem muitas microbacias de enxurrada. O Rio Belo é um exemplo, o Oratório é outro exemplo, além de Boa Vista, Três Barras e outras localidades. A intervenção maior está nesses pontos”, afirmou.

Por fim, ele ressaltou que os locais escolhidos para receber as primeiras intervenções foram definidos com base em levantamentos técnicos e no histórico de ocorrências registradas no município.

“Orleans fez um mapeamento de suscetibilidade a inundações e estamos confirmando os dados em campo. Se o mapa aponta que aquele local inunda e isso é confirmado presencialmente, a gente inicia as intervenções nesses pontos mais críticos”, concluiu.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=JwsUnLopGhY

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