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Rádio Guarujá
Seguros vão além da proteção patrimonial e podem garantir renda em momentos de dificuldade
Por Rádio Guarujá01/06/2026 11h24
Foto/Redação
Em um cenário marcado por eventos climáticos, acidentes e problemas de saúde, a contratação de seguros tem sido cada vez mais discutida como uma ferramenta de proteção financeira para famílias e empresas. Em entrevista ao Jornal da Guarujá, a corretora de seguros Mirts Piazza Zomer, destaca que a principal função do seguro é garantir estabilidade diante de situações inesperadas.
Segundo ela, a proteção do patrimônio não está relacionada apenas a grandes perdas, mas também à continuidade das atividades profissionais e empresariais.
“O seguro empresarial, por exemplo, não cobre apenas incêndios. Hoje existem coberturas para vendavais, danos elétricos e até situações envolvendo acidentes de trabalho. O objetivo é garantir que a empresa consiga manter suas atividades mesmo diante de um imprevisto”, explica.
Mirts observa que muitas pessoas ainda associam o seguro de vida exclusivamente à morte, mas afirma que as apólices atuais oferecem uma série de coberturas que podem ser utilizadas ainda em vida.
“Quando falamos em seguro de vida, muita gente pensa apenas na indenização para a família após a morte. Mas existem coberturas para doenças graves, incapacidade temporária para o trabalho e outras situações que ajudam a pessoa justamente quando ela mais precisa”, afirma.
Entre os exemplos citados está o caso de uma cliente que recebeu indenização após ser diagnosticada com uma doença grave. Além disso, ela contou com o pagamento de diárias durante o período em que precisou interromper suas atividades profissionais para realizar o tratamento.
“Ela era profissional liberal e dependia do próprio trabalho para gerar renda. Como precisou parar de trabalhar, recebeu as diárias previstas no seguro, o que ajudou durante todo o período de tratamento”, relata.
Outro ponto destacado pela corretora é o aumento da procura por coberturas relacionadas a eventos climáticos e danos elétricos, especialmente em uma região que frequentemente registra temporais e vendavais.
“É muito comum as pessoas acreditarem que esse tipo de situação acontece apenas com os outros. Mas basta um temporal para causar prejuízos dentro de uma residência ou empresa. Em muitos casos, equipamentos eletrônicos podem ser danificados e os custos de reposição acabam sendo elevados”, comenta.
Além das modalidades tradicionais, o setor também tem ampliado a oferta de produtos voltados a novas demandas do mercado. Entre elas estão os seguros voltados para riscos cibernéticos, que buscam proteger empresas contra ataques virtuais e vazamento de informações.
“Hoje praticamente todas as empresas armazenam dados importantes de clientes e fornecedores. O seguro cibernético surge como uma alternativa para ajudar a lidar com prejuízos causados por ataques digitais”, explica.
Para Mirts, a contratação de um seguro deve ser analisada de acordo com a realidade e as necessidades de cada pessoa ou empresa.
“O mais importante é entender quais são os riscos envolvidos e buscar uma proteção adequada. O seguro não deve ser visto apenas como uma despesa, mas como uma ferramenta de planejamento e segurança financeira”, conclui.
A Mirts Corretora de Seguros está localizada na Rua Conselheiro João Bussolo, nº 129, no Centro de Orleans. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 18h. Informações podem ser obtidas pelos telefones (48) 99978-5704 e (48) 3466-0817 ou pelo site www.mirtsseguros.com.br.
“O Brasil perdeu a batalha da segurança pública”, afirma cientista político ao comentar decisão dos EUA
Por Rádio Guarujá01/06/2026 11h19
Foto/Arquivo Agecom
A classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas anunciada pelos Estados Unidos continua gerando repercussão. Uma reportagem publicada pela Folha de S.Paulo aponta que a medida pode trazer efeitos econômicos, financeiros e reputacionais para o Brasil, aumentando a percepção de risco para empresas e instituições que mantêm negócios ligados ao país.
Sobre o tema, o Jornal da Guarujá conversou na manhã desta segunda-feira, 1º de junho, com o cientista político Enio Coan. Para ele, a discussão vai muito além da questão diplomática e está diretamente relacionada ao avanço das facções criminosas em diversas regiões do Brasil.
Coan afirma que a preocupação das autoridades norte-americanas está ligada ao crescimento dessas organizações e à expansão de suas atividades para além do tráfico de drogas.
“Essas organizações já estão se tornando governos paralelos em certas regiões do país. Elas controlam territórios, cobram taxas, exploram serviços e impõem regras próprias. Esse é o fundamento principal da decisão do governo americano, O PCC e o CV atuam em roubos, contrabando, lavagem de dinheiro, exploração de serviços e controle de territórios. Em algumas regiões, acabam assumindo funções que deveriam ser exercidas pelo Estado”
Na avaliação de Coan, a decisão dos Estados Unidos representa também um sinal de alerta sobre a situação da segurança pública brasileira.
“O Brasil perdeu a batalha da segurança pública. É uma situação que compromete a imagem do país e gera preocupação internacional.”
O cientista político destaca que a medida não tem relação com interferência na soberania brasileira, mas com a preocupação dos Estados Unidos em impedir a atuação dessas organizações em seu território.
“O governo americano está pensando em proteger a cidadania americana. Não se trata de invadir o Brasil ou interferir na soberania nacional. O objetivo é impedir que essas organizações ampliem sua atuação dentro dos Estados Unidos.”
Segundo Coan, a preocupação também está relacionada à expansão internacional das facções brasileiras. Ele afirma que o PCC e o Comando Vermelho já possuem atuação em território americano.
“O PCC e o Comando Vermelho já estão presentes em 28 estados americanos, atuando em mais da metade dos Estados Unidos. Isso ajuda a fundamentar a decisão do governo americano e mostra que o problema deixou de ser apenas brasileiro.”
Para o cientista político, o crescimento dessas organizações dentro e fora do Brasil demonstra a dificuldade do Estado em conter o avanço do crime organizado.
“Nós estamos falando de organizações que roubam, traficam, contrabandeiam, lavam dinheiro e exercem influência em diferentes regiões. Quando elas passam a expandir suas atividades para outros países, a preocupação deixa de ser apenas nacional e passa a ter dimensão internacional.”
Em relação aos possíveis impactos econômicos, Coan acredita que os reflexos mais significativos podem ocorrer no sistema financeiro.
“Não vejo um risco imediato para os setores produtivos do país. Mas o sistema financeiro pode ser impactado, porque organizações criminosas utilizam mecanismos financeiros para movimentação e lavagem de recursos.”
Segundo ele, caso sejam identificadas conexões entre operações financeiras brasileiras e atividades ligadas ao crime organizado, o país pode enfrentar restrições e perda de credibilidade internacional.
“Se ficar comprovada a utilização do sistema financeiro para movimentação de recursos dessas organizações, o Brasil pode sofrer sanções e ter sua credibilidade afetada. Isso acaba atingindo empresas e cidadãos que utilizam o mesmo sistema.”
Durante a entrevista, Coan também comentou sobre o uso de ferramentas digitais para movimentação de recursos, incluindo o Pix. Para ele, a tecnologia trouxe avanços importantes para a população, mas também pode ser utilizada por organizações criminosas devido à rapidez das transações.
“O Pix facilitou a vida dos brasileiros e é uma ferramenta extremamente eficiente. Mas, como qualquer sistema financeiro moderno, pode ser utilizado por pessoas que atuam à margem da lei. Por isso, os mecanismos de fiscalização e rastreamento são fundamentais.”
Confira entrevista completa
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Festa junina da Escola Samuel Sandrini será neste sábado na Praça Coberta, em Orleans
Por Rádio Guarujá29/05/2026 12h38
Foto/Reprodução
A Escola Samuel Sandrini realiza neste sábado, 30 de maio, uma ação especial em alusão às festividades juninas na Praça Coberta da Praça Celso Ramos, no Centro de Orleans. A programação contará com venda de doces típicos e apresentações culturais dos alunos da unidade escolar.
A iniciativa, segundo a direção, foi organizada como alternativa à tradicional festa junina da escola, que não poderá ser realizada em seu formato habitual neste ano em razão de obras em andamento na estrutura da instituição.
A diretora da escola, Cassiane Rosa Morgan, explica que a mudança no formato não altera o objetivo principal da ação, que é manter viva a tradição junina e envolver a comunidade escolar.
“Neste ano, por conta das obras que estão acontecendo na escola, não conseguimos realizar a nossa festa junina tradicional. Por isso, organizamos essa ação na praça, em um formato diferente, mas com o mesmo carinho e objetivo de sempre”
A programação terá início às 9h da manhã, com a comercialização de produtos típicos preparados de forma artesanal. Entre as opções estarão doces tradicionais como caju, cocada, rapadura, maçã do amor, cartucho e pipoca.
“Teremos uma variedade de doces caseiros, tudo feito com muito cuidado e carinho, como caju, cocada, rapadura, puxa-puxa, maçã do amor, cartucho e pipoca”
Além da venda dos alimentos, o evento também contará com apresentações dos estudantes, que irão apresentar danças típicas juninas preparadas especialmente para a ocasião.
“As nossas crianças farão apresentações de danças típicas ali na praça, como parte da programação”
Segundo a direção, toda a arrecadação será revertida para melhorias na escola e para o fortalecimento de projetos pedagógicos já em andamento.
“Todo o dinheiro arrecadado será utilizado para melhorias na nossa escola. Temos vários projetos em andamento e queremos seguir investindo cada vez mais”
A direção reforça o convite para que a comunidade de Orleans participe da programação e prestigie a iniciativa.
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Orleans institui regras para uso de bicicletas e “motinhos” elétricas no município
Por Rádio Guarujá29/05/2026 12h34
Foto/Arquivo -PMSC
A Prefeitura de Orleans sancionou a lei que institui a Política Municipal de Segurança e Educação para o uso de bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos, conhecidos popularmente como “motinhos elétricas”.
O projeto é de autoria da vereadora Jana Coan, do PL, e do vereador Dovagner Baschirotto, do MDB, com auxílio do capitão Cristóvão de Oliveira Júnior, comandante da 2ª Companhia do 29º Batalhão da Polícia Militar.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, Jana Coan explicou que a criação da lei surgiu após pedidos da comunidade e preocupação de pais com o aumento do uso desses veículos no município.
Segundo a vereadora, a proposta começou a ser construída ainda em dezembro, quando ela apresentou uma indicação ao Executivo. Já em fevereiro, o vereador Dovagner Baschirotto procurou Jana para desenvolver o projeto em conjunto.
“Em dezembro eu havia feito uma indicação para que o Executivo fizesse essa lei. Em fevereiro, na primeira sessão, o vereador Dovagner respeitosamente me procurou e disse: ‘Jana, tu fez a indicação em dezembro e eu quero fazer um projeto de lei, vamos fazer junto’”, relatou.
A parlamentar destacou ainda que a elaboração da lei contou com apoio técnico para garantir que as regras estivessem de acordo com a legislação federal.
“Nós sentamos e começamos a definir primeiro com o nosso jurídico da Câmara, depois com o capitão Cristóvão, para que estivéssemos seguindo todas as regras federais e não estarmos colocando coisas que não podem ser cobradas”, explicou.
Entre as principais proibições previstas na nova legislação estão a circulação em calçadas e praças sem autorização, condução sob efeito de álcool ou substâncias psicoativas, participação em corridas e manobras perigosas, além do uso de celular durante a condução.
A lei também proíbe o trânsito desses veículos em vias rápidas, como a SC-108, e determina que os condutores respeitem as orientações de agentes de trânsito e policiais militares.
Outra preocupação do projeto é o trabalho educativo. Jana afirmou que a intenção é orientar principalmente adolescentes e familiares sobre os riscos e responsabilidades no uso dos equipamentos.
“Vamos passar nas escolas, conversar, fazer um folder próprio da nossa lei para entregar o que eles podem e o que não podem fazer. Isso é um projeto educativo também”, destacou.
De acordo com a vereadora, o material educativo também poderá ser distribuído em revendas de equipamentos elétricos no município, caso os proprietários autorizem.
Sobre a fiscalização, Jana explicou que atualmente não é possível aplicar multas porque os veículos não possuem placas e não há regulamentação específica para autuações vinculadas ao CPF dos condutores. Mesmo assim, a nova lei autoriza abordagens e orientações por parte das autoridades.
“Os agentes de trânsito e os policiais estão agora autorizados por uma lei. Eles podem parar, chamar os pais, reter e ter essa conversa”, afirmou.
A vereadora ressaltou que o principal objetivo da legislação é prevenir acidentes e conscientizar os usuários sobre os riscos.
“Essa lei vem para proteger, vem para ensinar e vem para educar para que nós não tenhamos nenhuma fatalidade”, declarou.
A lei já foi sancionada pelo prefeito Fernando Cruzetta e está em vigor em todo o território do município.