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Rádio Guarujá
Turismo segue em alta, mas infraestrutura aérea da região ainda é desafio, avalia empresário do setor
Por Rádio Guarujá17/06/2026 12h55
Foto/Redação
Viajar deixou de ser um hábito restrito a uma pequena parcela da população e passou a integrar os planos de cada vez mais brasileiros. A avaliação é de Everton de Bem Marcelino, proprietário da Try Travel Viagens, de Criciúma, que acompanha o setor turístico há mais de duas décadas.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, o empresário falou sobre a evolução do mercado, os desafios da infraestrutura aeroportuária no Sul catarinense e o cenário atual das viagens nacionais e internacionais.
A trajetória de Everton no turismo começou em 2001, quando passou a atuar no Aeroporto Diomício Freitas, em Forquilhinha. Anos depois, ingressou no segmento de agenciamento de viagens e participou da operação da antiga TAM Viagens em Criciúma.
Segundo ele, a criação da Try Travel ocorreu após mudanças promovidas pela companhia aérea.
“Quando a TAM encerrou a unidade em Criciúma, surgiu a oportunidade de continuarmos atuando com a marca. Depois da pandemia, a Latam fechou as unidades físicas e eu decidi seguir no mesmo ramo, criando a minha própria empresa.”
Atualmente, a Try Travel conta com uma equipe de mais de oito colaboradores e oferece serviços voltados ao turismo nacional e internacional.
“Hoje atendemos todo o mercado de viagens. Trabalhamos com passagens aéreas, hotéis, cruzeiros, turismo corporativo, seguros, chip internacional e toda a assistência necessária para quem deseja viajar.”
Com a experiência acumulada ao longo dos anos no setor, Everton avalia que a demanda por viagens cresceu significativamente, mas a infraestrutura aeroportuária da região não acompanhou esse avanço.
Ele lembra que o então Aeroporto Diomício Freitas chegou a contar com três voos diários para São Paulo.
“Na época nós tínhamos três voos por dia para São Paulo. Um às seis da manhã, um às onze horas e outro às seis da tarde. Hoje a gente praticamente tem apenas um voo regular saindo de Jaguaruna.”
Para o empresário, a redução da oferta não está relacionada à falta de passageiros.
“Eu vejo que a demanda só aumentou. Muitas pessoas que antes acreditavam que viajar era algo muito caro passaram a viajar. O que faltou foi investimento em infraestrutura.”
Segundo ele, a ampliação da oferta de voos poderia beneficiar toda a região.
“Hoje muitos clientes acabam embarcando por Florianópolis ou Porto Alegre porque encontram mais opções de horários. Quem tem uma viagem internacional, por exemplo, prefere sair por esses aeroportos para ter mais segurança caso ocorra algum cancelamento ou alteração de voo.”
Alta do dólar e viagens internacionais
Questionado sobre os impactos da alta do dólar e dos conflitos internacionais no turismo, Everton afirma que houve um momento inicial de preocupação entre alguns viajantes, principalmente aqueles que precisavam realizar conexões em países do Oriente Médio.
“Eu percebi um certo receio no começo, especialmente de quem passaria por aeroportos da região. Mas foi algo momentâneo. Hoje as viagens seguem normalmente e os clientes continuam embarcando para destinos internacionais sem maiores alterações.”
A realização da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos também movimentou o mercado turístico. No entanto, ao contrário do que muitos imaginavam, os preços das passagens acabaram recuando nos últimos meses.
“No início do ano as passagens estavam muito altas. A gente chegou a encontrar voos para os Estados Unidos custando quase R$ 9 mil. Hoje já encontramos opções para Miami, Orlando e Nova York por pouco mais de R$ 4 mil.”
Na avaliação do empresário, a redução pode estar relacionada ao aumento da oferta de voos e a uma demanda menor do que a esperada inicialmente pelas companhias aéreas.
“Hoje o preço das viagens para os Estados Unidos, por exemplo, continua dentro da normalidade. O importante é se organizar com antecedência e buscar orientação para evitar imprevistos.”
Outro ponto destacado pelo empresário é o aumento da procura por informações relacionadas a passaportes, vistos e exigências de entrada em diferentes países.
Ele lembra que alguns destinos passaram a exigir novas autorizações de viagem e que muitos turistas acabam descobrindo essas exigências apenas próximo ao embarque.
“São detalhes que muitas vezes passam despercebidos. Quando o cliente procura uma agência, a gente consegue orientar desde a documentação necessária até a melhor forma de montar o roteiro conforme o tempo disponível e os objetivos da viagem.”
Segundo Everton, esse acompanhamento ajuda o viajante a evitar contratempos e aproveitar melhor a experiência.
Apesar dos desafios enfrentados pelo mercado, especialmente relacionados aos custos operacionais das companhias aéreas e ao cenário econômico internacional, a avaliação é de que o turismo segue aquecido.
“Hoje muito mais pessoas viajam do que há vinte anos. O turismo se tornou mais acessível e faz parte dos planos de muitas famílias.”
Para ele, o desejo de conhecer novos destinos e viver experiências diferentes continua impulsionando o setor, tanto em viagens nacionais quanto internacionais.
A Try Travel Viagens oferece assessoria completa para planejamento de viagens nacionais e internacionais, incluindo emissão de passaportes, orientação para obtenção de vistos, venda de passagens aéreas, reservas de hospedagem, cruzeiros marítimos, seguros de viagem e pacotes turísticos.
A empresa está localizada na Rua Henrique Lage, nº 1251, anexo ao Giassi Supermercados, em Criciúma.
Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (48) 99128-1089 ou pelo Instagram @trytravelviagens.
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Parada irregular de veículos dificulta embarque e desembarque de alunos em Orleans
Por Rádio Guarujá17/06/2026 10h55
Foto/Redação – Arquivo
Os constantes engarrafamentos registrados em frente à Escola de Educação Básica Costa Carneiro, na Rua Aristiliano Ramos, no Centro de Orleans, voltaram a ser tema de debate na Câmara de Vereadores. Durante o uso da tribuna na última sessão do Legislativo, o vereador Dovagner Baschiroto (MDB) chamou a atenção para os transtornos enfrentados diariamente por motoristas, principalmente nos horários de entrada e saída dos estudantes.
Segundo o vereador, o problema ocorre porque veículos particulares estariam estacionando em locais destinados aos ônibus escolares, obrigando os coletivos a parar na pista para realizar o embarque e desembarque dos alunos.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, Baschiroto afirmou que recebeu registros enviados por motoristas da educação mostrando a situação.
“Eu recebi fotos dos próprios motoristas da educação que mostram veículos estacionados justamente onde existem placas e faixas amarelas. Muitas vezes são pessoas que não identificam o significado da sinalização ou até pessoas mal educadas que estacionam seus veículos nos horários em que os ônibus precisam encostar para que as crianças façam o embarque e desembarque.”
O vereador destaca que a situação acaba gerando congestionamentos significativos nos horários de maior movimento.
“Isso vem gerando o famoso engarrafamento de grande extensão nos horários de entrada, na saída das 11h45, na entrada da 1 hora da tarde e principalmente às 17 horas, que é o nosso maior horário de fluxo. Somos sabedores de que Orleans praticamente possui uma única avenida central e isso acaba causando um transtorno absurdo no trânsito.”
Fiscalização e conscientização
Durante a entrevista, Baschiroto defendeu que o município intensifique a fiscalização, mas ressaltou que a conscientização dos motoristas também é fundamental.
“O primeiro passo vem pela educação. Muitas vezes não adianta só a caneta. Mesmo sendo multado, isso não resolve sozinho o problema. Hoje nós temos agentes de trânsito que, no meu entendimento, deveriam estar mais presentes nas ruas, orientando, educando, chamando a atenção e, se necessário, multando.”
O vereador também citou que os próprios motoristas do transporte escolar cobram uma atuação mais efetiva nos horários considerados críticos.
“Os próprios motoristas questionam por que os agentes de trânsito não estão na rua, principalmente nesses horários, para fazer essa averiguação e tentar fazer com que o trânsito flua e que os ônibus consigam estacionar nos locais destinados para isso.”
Alternativas já foram discutidas
Baschiroto lembrou que o problema não é recente e que alternativas já foram discutidas antes.
Uma das propostas seria utilizar a rua localizada nos fundos da escola para o embarque e desembarque dos estudantes, reduzindo o impacto no trânsito da região central.
“Há um tempo atrás eu fiz uma indicação para que fosse estudada a utilização da rua atrás do Costa Carneiro. A ideia era que os ônibus parassem naquela parte de trás e que os alunos saíssem por aquele acesso. Na época foi considerada uma boa ideia, mas acabou sendo entendida como inviável. Eu acho que é um assunto que precisa voltar a ser estudado.”
Segundo o vereador, a preocupação é que o problema se agrave nos próximos anos.
“Nós precisamos criar uma alternativa o quanto antes, porque a tendência não é melhorar. A tendência é piorar ainda mais. O trânsito não diminui, a quantidade de veículos só aumenta.”
Ao final da entrevista, Dovagner Baschiroto fez questão de destacar que a situação não começou na atual administração municipal.
“O problema não é atual, não é de hoje. É um problema recorrente de administrações antigas e, infelizmente ou felizmente, acaba caindo no colo da atual administração. Mas é um assunto que a gente precisa sentar, conversar e procurar uma solução para resolver esse problema no município.”
Confira entrevista completa
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Caso de esporotricose gera debate durante sessão da Câmara de Orleans
Por Rádio Guarujá16/06/2026 12h59
Fotos/Redação
A 21ª Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de Orleans, realizada na noite desta segunda-feira (15), foi marcada por debates sobre trânsito, infraestrutura rural, saúde pública e causa animal. A sessão também contou com a participação do presidente do Lions Clube de Orleans, Dalton Bagio, na Tribuna Livre, além do retorno do vereador Joel Cavanholi (PL) à tribuna após a perda da filha Vivian Cavanholi, de 11 anos.
Um dos temas abordados durante a sessão foi a situação do trânsito na Rua Aristiliano Ramos, em frente à Escola de Educação Básica Costa Carneiro. O vereador Dovagner Baschiroto (MDB) chamou atenção para os congestionamentos registrados nos horários de entrada e saída dos estudantes. Segundo o parlamentar, a dificuldade ocorre porque o espaço destinado à parada dos ônibus escolares frequentemente é ocupado por veículos estacionados. Com isso, os ônibus acabam realizando o embarque e desembarque na pista de rolamento, provocando filas e lentidão no trânsito em horários de maior movimento.
Outro tema debatido foi apresentado pelo vereador Pedrinho Orben (MDB), que questionou a instalação de mata-burros de ferro em propriedades da comunidade de Barracão.
De acordo com o vereador, alguns agricultores foram atendidos pelo município enquanto outros, que também necessitam da estrutura para acesso às propriedades, ainda aguardam providências. O parlamentar solicitou atenção da Secretaria de Infraestrutura para avaliar a situação.
Retorno à tribuna
A sessão também marcou o retorno do vereador Joel Cavanholi (PL) ao Legislativo. Durante o uso da tribuna, o parlamentar falou sobre o momento de luto enfrentado pela família após a morte da filha Vivian de apenas 11 anos, ocorrida na semana passada.
O pronunciamento emocionou vereadores e a todos que acompanhavam a sessão. Em uma das passagens do discurso, Joel afirmou que já não tinha mais lágrimas para chorar ao falar sobre a dor da perda da segunda filha.
Caso de esporotricose gera debate
Outro assunto que dominou os debates foi o caso de um gato diagnosticado com esporotricose em Orleans. A doença é uma zoonose que pode ser transmitida aos seres humanos e preocupa autoridades de saúde da região.
A vereadora Mirele Debiasi (PSDB) afirmou que buscou esclarecimentos junto aos órgãos municipais após tomar conhecimento e confirmação de um gato com a doença, mas encontrou dificuldades para identificar qual setor seria responsável pelo atendimento da ocorrência.
“No dia 1º de junho eu estava em contato com a Famor, que passou para outro departamento, que passou para a Vigilância Sanitária. Ficou aquele empurra para um lado, empurra para o outro, e hoje já é dia 15 e nada foi feito”, afirmou.
Segundo a vereadora, o animal foi resgatado por uma protetora independente e encaminhado ao Hospital Veterinário do Unibave, onde recebeu diagnóstico positivo para a doença.
“Nós temos um município vizinho, Cocal do Sul, com surto dessa doença. O animal precisou ser cremado porque não pode ser enterrado, já que poderia contaminar o solo. E até hoje ninguém foi ao local verificar se existem outros animais com sintomas ou até mesmo pessoas contaminadas. A minha preocupação é com a saúde pública”, declarou.
A pedido da Câmara, a superintendente da Fundação Ambiental Municipal de Orleans (Famor), Tathiane Cordini Fernandes, utilizou a tribuna para esclarecer as atribuições da entidade e do setor de Bem-Estar Animal.
“A fundação trabalha com licenciamento ambiental, educação ambiental, gestão florestal, fiscalização ambiental e também com a questão dos maus-tratos aos animais. Mas a questão de zoonose é uma questão de saúde pública. Esse caso não está dentro das atribuições da Famor”, explicou.
Segundo Tathiane, a pessoa que procurou a fundação recebeu todas as orientações necessárias.
“Foi explicado quais eram os trâmites que deveriam ser seguidos e qual setor deveria ser procurado. Na dúvida, a população pode entrar em contato com a fundação que a gente vai orientar da melhor forma possível”, afirmou.
Ela também destacou que o setor de Bem-Estar Animal foi criado há cerca de dois meses e ainda passa por estruturação.
“A gente sabe que a causa animal não é uma coisa fácil de resolver e não vai ser do dia para a noite. Mas já evoluímos muito nesse período e vamos evoluir mais. Agora contamos também com o apoio dos vereadores para ampliar as políticas públicas voltadas à causa animal”, disse.
O que é a esporotricose?
A esporotricose é uma zoonose causada por fungos do gênero Sporothrix, que pode afetar gatos, cães e seres humanos. A transmissão ocorre principalmente por arranhões, mordidas ou pelo contato com secreções de animais infectados.
Nos gatos, a doença costuma causar feridas na pele que não cicatrizam, além de lesões que podem se espalhar pelo corpo. Em humanos, os sintomas geralmente incluem feridas e nódulos na pele, exigindo acompanhamento médico.
A doença tem tratamento, mas o diagnóstico precoce é fundamental para evitar a disseminação do fungo. Quando um animal morre em decorrência da esporotricose ou precisa ser submetido à eutanásia por recomendação veterinária, a orientação dos órgãos de saúde é que o corpo seja cremado. Isso porque o fungo pode permanecer ativo após a morte do animal e continuar presente no ambiente, representando risco de contaminação para outros animais e pessoas.
Lions Clube celebra 65 anos de atuação em Orleans
Durante a Tribuna Livre, o presidente do Lions Clube de Orleans, Dalton Bagio, falou sobre os 65 anos da entidade, comemorados no último dia 3 de junho.
Ao apresentar um histórico das ações desenvolvidas pelo clube, Bagio destacou a participação da instituição na criação e apoio a importantes entidades do município.
“O Lions Clube de Orleans completou 65 anos e, durante esse período, ajudou a criar a Apae, o Corpo de Bombeiros, a Casa de Pedra do Unibave, a Cidasc, a Rede Feminina de Combate ao Câncer, o Centro de Eventos Galeano Zomer e também participou de diversas campanhas em benefício da comunidade”, afirmou.
O presidente também lembrou da atuação da entidade em momentos de dificuldade enfrentados pela população.
“Ajudamos Orleans durante a enchente de 1974, auxiliamos recentemente as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul e estamos sempre presentes quando alguma família precisa de apoio com alimentos, roupas ou qualquer outra necessidade”, destacou.
Segundo Bagio, as ações são mantidas por meio da contribuição dos associados e da realização de campanhas e eventos beneficentes.
“A contribuição dos companheiros leões, as rifas, os galetos, as campanhas e eventos são o que permite que o Lions continue ajudando quem precisa. Quando uma cidade tem necessidade, os outros clubes também ajudam. É uma rede de solidariedade”, explicou.
O presidente também destacou o Banco Ortopédico mantido pela entidade, que disponibiliza gratuitamente equipamentos para a população.
“Temos cadeira de rodas, colchão inflável, cadeira de banho e outros equipamentos que ficam à disposição da comunidade”, concluiu.
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Curso de Educação Física da Unesc amplia procura e forma profissionais para atuação em escolas, academias e grandes eventos esportivos
Por Rádio Guarujá16/06/2026 12h53
Foto/Divulgação
O mercado de trabalho para profissionais de Educação Física segue em expansão, impulsionado pela crescente busca por qualidade de vida, promoção da saúde e prática esportiva. Na Unesc, a procura pela graduação reflete esse cenário. Desde 2021, o número de ingressantes no curso praticamente triplicou.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta terça-feira (16), o coordenador do curso de Educação Física da Unesc, Rômulo Luiz da Graça, destacou a trajetória da graduação, que soma 52 anos de história.
“É um curso muito conhecido tanto na região quanto no Brasil. Hoje nós formamos as duas habilitações, licenciatura e bacharelado. É um curso que tem colocado os egressos sempre nas cabeças dos concursos públicos, principalmente na área da licenciatura. Isso nos orgulha muito, porque temos uma ideia de que, no último concurso do Estado, a maioria dos candidatos aprovados da nossa região são egressos do curso da Unesc”, afirmou.
Licenciatura e bacharelado
Segundo o coordenador, uma das principais dúvidas dos estudantes está relacionada às áreas de atuação de cada formação.
“É importante as pessoas entenderem as duas habilitações. O curso de licenciatura prepara o professor de Educação Física, aquele que vai trabalhar na educação básica. Além de se inserir nos concursos públicos das redes municipais e estaduais, ele também pode trabalhar na rede privada de ensino. Já o bacharel é aquele que vai trabalhar no esporte, nas academias, na área fitness e também na promoção da saúde, que é um grande nicho de mercado que tem se aberto para os profissionais da nossa área”, explicou.
O professor ressalta que o interesse crescente pela saúde e pelo bem-estar tem impulsionado a procura pelo curso nos últimos anos.
“A gente costuma dizer que, há algum tempo, a Educação Física é a profissão do futuro. E esse futuro chegou. Eu sempre uso como exemplo o advento da pandemia, que fez com que as pessoas olhassem para dentro de si e percebessem o quanto é importante estar com a saúde em dia”, destacou.
Segundo ele, o reflexo dessa mudança de comportamento pode ser observado dentro da própria universidade.
“A partir de 2021, no pós-pandemia, o nosso curso triplicou o número de alunos. A gente tem entrado no início do ano, principalmente em função da finalização dos terceirões, com três ou até quatro turmas de calouros. Estou falando de cerca de 140 alunos entrando para fazer o curso de Educação Física”, relatou.
A Unesc recebe estudantes de diversas regiões do Brasil, especialmente por meio dos programas de bolsas de estudo.
“A Unesc é uma universidade comunitária. Nós participamos do Universidade Gratuita, mas também das bolsas do Prouni. Temos muitos alunos vindos principalmente do Rio Grande do Sul e do Paraná, que se mudam para a região justamente para usufruir dessas bolsas e se formar aqui”, explicou.
Oportunidades no esporte de alto rendimento
Com a realização de grandes competições esportivas internacionais, como a Copa do Mundo de Clubes e os Jogos Olímpicos, muitos estudantes sonham em atuar em equipes profissionais.
De acordo com Rômulo, a formação em Educação Física é a base para diversas funções dentro do esporte de alto rendimento.
“Nós temos hoje profissionais que são referência em nível internacional. Temos egressos trabalhando inclusive no Oriente Médio, com equipes de futebol e futsal, atuando diretamente com jogadores que estão na Copa do Mundo, não só como técnicos, mas principalmente como preparadores físicos, analistas e fisiologistas. A formação em Educação Física é a base para todos esses profissionais”, afirmou.
O coordenador destaca que a evolução da preparação física transformou o esporte moderno e elevou o nível de desempenho dos atletas.
“Hoje os atletas sabem a importância da ambientação, têm uma alimentação muito mais regrada e contam com questões tecnológicas de monitoramento que mudam muito o rendimento. Muitas vezes um atleta é poupado em função de uma identificação feita de forma eletrônica no corpo dele para que tenha menos lesão”, explicou.
Ao comentar a intensidade do esporte atual, ele citou partidas recentes de competições internacionais.
“Eu assisti a um jogo da Copa e é impressionante ver que aos 45 minutos do segundo tempo aqueles atletas continuam correndo e disputando cada bola. Isso é diretamente ligado à preparação física, que é responsabilidade do profissional de Educação Física”, destacou.
Formação e experiência prática
Outro diferencial apontado pelo coordenador é a qualificação do corpo docente da universidade.
“Quase todos os nossos professores são mestres ou doutores nas suas áreas. Mas uma característica importante é que eles também têm contato com a prática. Além da atuação acadêmica, são profissionais que trabalham ou trabalharam em equipes esportivas ou em grandes academias. Isso aproxima muito o aluno da realidade do mercado”, afirmou.
Para quem sonha em trabalhar como preparador físico em equipes esportivas, Rômulo lembra que a legislação exige formação específica e registro profissional.
“A legislação é muito clara. A preparação física é prerrogativa do profissional de Educação Física. Todo preparador físico precisa estar vinculado ao Conselho Regional de Educação Física. Se não estiver, ele não atende à legislação e estaria exercendo a profissão de forma ilegal”, concluiu.