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Rádio Guarujá
Quadro “Mente em Sintonia” destaca nova exigência da NR-1 sobre saúde mental nas empresas
Por Rádio Guarujá25/03/2026 10h54
Foto/Redação
O quadro “Mente em Sintonia”, do Jornal da Guarujá, trouxe nesta semana um tema que começa a impactar diretamente o ambiente corporativo: a inclusão da saúde mental nas exigências da Norma Regulamentadora nº 1.
Durante a conversa, a psicóloga Vanesa Bagio explicou que a norma, considerada a base da segurança e saúde no trabalho no Brasil, passa a exigir, a partir de maio, que as empresas também avaliem os chamados riscos psicossociais.
“ Em 2024 veio essa abordagem, essa criação dessa norma, que agora, a partir de maio, vem como exigência ao qual as empresas precisam dar atenção à saúde mental dos seus colaboradores”, afirmou.
Segundo ela, a mudança está relacionada ao aumento de afastamentos por questões emocionais dentro das empresas. “Começou o aumento de afastamentos por estresse, ansiedade, burnout dentro das empresas, e isso gerou uma base de fiscalização: por que os funcionários estão se afastando tanto?”, destacou.
A exigência passa a integrar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), que antes era mais voltado à saúde física. “Antes era uma norma mais para a saúde física, ergonomia, essas questões. Agora vem a exigência da saúde mental”, explicou.
Na prática, as empresas deverão identificar, registrar e agir sobre fatores como pressão por metas, problemas de comunicação, liderança e sobrecarga de trabalho. Para isso, segundo a psicóloga, o primeiro passo é o diagnóstico do ambiente organizacional.
“A gente aplica questionário, faz uma avaliação para entender como está o ambiente de trabalho desse colaborador. Como está o nível de pressão, como está a comunicação, como está a liderança”, disse.
Vanesa ressaltou que o olhar não deve se limitar apenas ao ambiente interno. “Não é somente dentro da empresa, tem que entender que essas pessoas podem vir com alguma situação externa, alguma parte emocional externa que interfere no trabalho”, pontuou.
Após esse levantamento, é elaborado um plano de ação específico para cada realidade. “Eu vou lá para fazer um plano de ação e após esse entendimento, se existe algum risco psicossocial dentro da empresa”, explicou.
Esse plano pode incluir treinamentos, dinâmicas, rodas de conversa e acompanhamento contínuo. “São ações internas, projetos internos que a empresa pode aplicar mesmo na minha ausência, mas eu faço um acompanhamento”, afirmou.
A psicóloga também destacou que não há obrigatoriedade de contratação de um psicólogo fixo, mas sim de ações efetivas. “Não é uma exigência que o psicólogo precise estar lá, mas precisa de um profissional que atenda essa demanda e implemente esse plano de ação”, disse.
Outro ponto abordado foi a necessidade de antecipação por parte das empresas. “Ainda tem muitas empresas que estão naquela: será que vai virar? A partir de maio é lei, a partir dali o Ministério do Trabalho irá começar a fiscalizar. Então antecipe isso”, alertou.
Ela relatou que já atende empresas que iniciaram esse processo de adequação. “Se vier a fiscalização, essas empresas já estão com documento anexado, já foi feita a pesquisa, já foi identificado se existe risco ou não”, explicou.
Por fim, Vanesa reforçou que a saúde mental deve ser vista como parte estratégica do negócio. “Antes de tudo, a gente tem que pensar nas pessoas. Hoje não é só gestão técnica, é gestão emocional. A inteligência emocional é o que faz a estratégia final”, concluiu.
A psicóloga também utiliza as redes sociais para compartilhar conteúdos sobre o tema e orientar empresários e colaboradores. Para conhecer mais sobre o trabalho da psicóloga Vanesa Bagio, obter dicas sobre saúde emocional ou agendar uma consulta, o contato pode ser feito pelo Instagram @vanesabagio.psi ou no consultório localizado no Edifício Cidade das Colinas – Rua João Ramiro Machado, 321, Sala 6, Centro, Orleans.
Prefeito de Pedras Grandes assume presidência do PL no município após mudança de partido
Por Rádio Guarujá25/03/2026 10h52
Foto/Divulgação
Recentemente filiado ao Partido Liberal, o prefeito de Pedras Grandes, Agnaldo Filippi, assumiu a presidência da sigla no município. A formalização já foi encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e a comissão municipal do partido já está ativa.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quarta-feira (24), o prefeito afirmou que a decisão já vinha sendo construída há algum tempo. “Fizemos esse entendimento já há algum tempo e agora está formalizado, já encaminhado pro TRE, tudo certo, comissão já ativa aqui no município”, disse.
Segundo Filippi, um dos principais fatores para deixar o Progressistas (PP) foi a forma como ocorreu a federação com o União Brasil. “Foi uma decisão vertical, de cima pra baixo, lá do comando federal, não foi nem do estado para os municípios. A base do Progressistas tinha muita insatisfação com isso”, afirmou. Ele também mencionou divergências em relação ao alinhamento político nacional do partido como motivação para a mudança.
O prefeito destacou ainda a identificação com o modelo de gestão do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello. “A maneira com que o governador vem fazendo chama muita atenção. É um modelo municipalista, que usa o prefeito como base para canalizar os recursos e executar as obras conforme a necessidade da comunidade”, declarou.
À frente do PL no município, Filippi afirmou que pretende fortalecer a articulação política regional. “É uma provocação de união. Os prefeitos do PL aqui da Amurel devem caminhar unidos, buscando força política para atender as pautas que a gente tem na região”, disse. Apesar da mudança de sigla, ele ressaltou que a base de governo em Pedras Grandes permanece a mesma, com a união entre PP, PL e PSD.
Filippi também comentou sobre atritos anteriores com o governador Jorginho Mello e afirmou que a situação está superada. “Totalmente superada. Nunca foi pessoal, sempre foi a favor dos interesses do município”, afirmou.
Sobre uma possível candidatura à Assembleia Legislativa, o prefeito indicou que a possibilidade diminuiu. “Hoje o percentual é menor, porque temos muita coisa para fazer em Pedras Grandes. Nunca escondi essa intenção, mas hoje está mais difícil”, concluiu.
Rumores de municipalização de escolas levam professores à Câmara de Vereadores de Orleans
Por Rádio Guarujá24/03/2026 12h15
Foto/Redação
A 8ª sessão da Câmara de Vereadores de Orleans, realizada nesta segunda-feira (23), foi marcada pelo debate sobre a possível municipalização de escolas estaduais no município. O tema mobilizou professores e membros da comunidade escolar, que acompanharam a sessão.
O principal assunto foi a possibilidade de que escolas estaduais passem a ser administradas pelo município, especialmente nas turmas do ensino fundamental. Professores das escolas de Educação Básica Samuel Sandrini e Costa Carneiro estiveram presentes e se manifestaram contrários à medida.
Em entrevista, a vereadora Jana Coan (PL), explicou o motivo da mobilização. “Os professores da Escola Samuel Sandrini e Costa Carneiro estiveram hoje aqui na casa porque está se ouvindo muito falar da municipalização”, afirmou.
Ela detalhou o que está sendo discutido. “Municipalização, o que é? As escolas estaduais serem administradas pela prefeitura. Isso foi falado do primeiro ao quinto ano”, disse.
Segundo a parlamentar, a possibilidade causa preocupação na comunidade escolar. “Isso é algo que assusta, sim, toda uma comunidade escolar, pais, professores, porque nós sabemos que a municipalização não é só uma decisão política, ela mexe com vidas, com sonhos e com o futuro de crianças”, destacou.
A vereadora também defendeu a permanência das escolas sob gestão estadual. “Nós sabemos que hoje as escolas estaduais têm condições físicas e também na qualidade de ensino de continuar recebendo os nossos alunos do primeiro ao quinto”, afirmou.
Jana relatou ainda que buscou esclarecimentos junto ao Executivo municipal. “Eu estive ontem às 17 horas com o nosso prefeito Fernando e deixei claro que, mesmo sendo da base do governo, eu sou contra a municipalização”, disse.
De acordo com ela, o prefeito Fernando Cruzetta garantiu que não há intenção de avançar com a proposta. “Ele deixou claro que não existirá municipalização no seu mandato”, afirmou.
A vereadora também citou posicionamento da Secretaria de Educação. “Foi encaminhada uma mensagem dizendo que os recursos liberados para a escola municipal não estão vinculados à obrigatoriedade de municipalizar o ensino fundamental 1”, explicou.
Sobre a origem da discussão, Jana mencionou uma reunião realizada em fevereiro. “A secretária falou ao prefeito: ‘se eu repassar esses 5 milhões, será que nós podemos conversar sobre municipalização do primeiro ao quinto?’”, relatou.
Apesar disso, reforçou que não há decisão tomada. “Todos os processos de municipalização estão suspensos e somente ocorrerão com um amplo diálogo com as comunidades escolares”, completou.
Durante a sessão, todos os vereadores que utilizaram a tribuna se manifestaram contrários à municipalização das escolas Samuel Sandrini e Costa Carneiro.
Aprovações na Câmara Municipal
Durante a 8ª Sessão Ordinária de 2026, o Legislativo aprovou por unanimidade importantes medidas para a administração e infraestrutura municipal. Entre os destaques estão:
Serviços Públicos: A ampliação do quadro de motoristas da administração municipal e a reestruturação do cargo de monitor de estacionamento rotativo.
Direitos e Parcerias: A instituição do sistema de banco de horas para servidores e a autorização para parcerias com a APAE de Orleans.
Infraestrutura: A indicação para a construção de uma ponte de concreto na comunidade de Rio Hipólito.
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Orleans aprova projeto para reformular cargo e tentar resolver falta de monitores no estacionamento rotativo
Por Rádio Guarujá24/03/2026 12h07
Fotos/Assessoria de Comunicação – PMO
A Câmara de Vereadores de Orleans aprovou, na sessão realizada nessa segunda (23), o Projeto de Lei Complementar nº 0003/2026, que reformula o cargo de monitor de estacionamento rotativo no município.
A proposta altera a legislação criada em 2011 e prevê mudanças como o aumento da remuneração, redução da exigência de escolaridade e a criação de verba indenizatória de quebra de caixa para os profissionais que atuam diretamente com valores.
De acordo com o secretário de Administração, Airton Bratti Coan, a reformulação foi necessária diante da dificuldade enfrentada pelo município para contratar monitores.
Segundo ele, processos seletivos anteriores não tiveram êxito devido à baixa procura e à incompatibilidade entre as exigências e o perfil dos candidatos. “Houve situações em que as pessoas não assumiram por conta do salário ou por não atenderem aos requisitos. Por isso, reduzimos a escolaridade para ensino fundamental, aumentamos o salário e incluímos a quebra de caixa”, explicou.
A falta de profissionais tem impactado diretamente o funcionamento do estacionamento rotativo em Orleans. Conforme o secretário, o cenário de baixo índice de desemprego na cidade também contribui para a dificuldade de contratação.
“Hoje o município vive praticamente uma situação de pleno emprego, com cerca de 2% de desemprego, o que faz com que as pessoas tenham mais opções no mercado de trabalho”, afirmou.
Com a aprovação do projeto, a Prefeitura deve iniciar um novo processo seletivo nos próximos dias. A expectativa é de que as contratações ocorram até o início de maio.
Atualmente, apenas um monitor atua no sistema. A administração pretende ampliar o número para entre seis e oito profissionais, podendo chegar ao limite de dez vagas previstas em lei, caso haja necessidade.
Além disso, o município também pretende credenciar estabelecimentos comerciais para a venda de tickets de estacionamento, como forma de facilitar o acesso da população ao serviço e reduzir a dependência exclusiva dos monitores.
Durante a entrevista, um ouvinte questionou sobre a possibilidade de estrangeiros participarem do processo seletivo. Sobre o tema, o secretário afirmou que, a princípio, não há impedimentos, desde que o candidato esteja com a documentação regularizada no país. No entanto, ele ressaltou que ainda fará uma consulta ao setor jurídico para confirmar a questão.