Para uma melhor experiência neste site, utilize um navegador mais moderno. Clique nas opções abaixo para ir à página de download Indicamos essas 4 opções:
Ok, estou ciente e quero continuar usando um navegador inferior.
BLOG
Rádio Guarujá
Sicredi Sul SC repassa mais de R$ 17,1 milhões em juros ao capital social dos associados
Por Rádio Guarujá19/12/2025 10h56
Foto/Reprodução
A Sicredi Sul SC realizou, nesta quinta-feira (18), o pagamento da remuneração dos juros ao capital social referente ao exercício de 2025. Neste ano, o valor distribuído aos mais de 70 mil associados ultrapassa R$ 17,1 milhões, montante que corresponde a 100% da variação acumulada da taxa Selic nos últimos 12 meses. O crédito foi efetuado diretamente na conta capital dos cooperados.
Segundo Aloísio Westrup, presidente da Sicredi Sul, o pagamento contemplou todos os associados, independentemente do volume de movimentações ao longo do ano. “Fizemos o depósito na conta capital social, remunerando 100% da Selic. Isso correspondeu a mais de 17 milhões de reais pagos a todos os nossos associados”, afirmou.
Ao Jornal da Guarujá ele explicou que, diferentemente da distribuição de sobras, que depende da movimentação financeira do cooperado, a remuneração do capital social é universal. “Quando se fala em sobras, em abril, só recebe quem trabalhou e fez transações com a cooperativa. Nesse caso não. Todos recebem 100% da média da Selic do ano, que deu 14,14%”, destacou.
O presidente reforçou que o valor creditado permanece vinculado ao capital social do associado. “Ele fica na conta capital do associado. Assim como numa empresa existe capital social, na cooperativa é da mesma forma. Esse dinheiro é do associado”, explicou.
De acordo com ele, o capital acumulado pode ser utilizado no futuro, conforme regras previstas em lei. “Com 65 anos de idade e mais de dez anos de filiação, o associado pode programar o resgate de até 20% ao ano. E ainda remunerado a 100% da Selic, o que é uma bela aplicação”, afirmou, comparando com outros modelos financeiros. “Aqui não tem taxa de administração, por exemplo”, completou.
O presidente ressaltou que a prática de remunerar o capital social já é adotada pela cooperativa há vários anos. “Desde 2016 a nossa cooperativa vem fazendo isso. A lei permite remunerar até 100% da Selic, e esse ano não foi diferente. Fizemos o depósito hoje e esse dinheiro é do associado”, disse.
Ao avaliar o desempenho da cooperativa em 2025, o presidente classificou o período como desafiador. “Foi um ano difícil. A gente procura sempre levar tarifas e taxas de juros mais baixas, mas com a Selic em torno de 15%, isso é custo do dinheiro”, afirmou. Segundo ele, mesmo diante das dificuldades, a cooperativa buscou apoiar os associados. “A cooperativa é assim: está lado a lado, procurando a melhor forma para o associado parcelar, reorganizar e melhorar o seu negócio.”
Apesar do cenário econômico, a Sicredi Sul SC registrou crescimento expressivo. “O número de associados cresceu cerca de 30%. Chegamos próximo de 80 mil associados”, destacou. Na área de crédito, os números também avançaram. “Passamos de dois bilhões para cerca de dois bilhões e duzentos milhões de reais em crédito”, afirmou, ressaltando que os recursos permanecem circulando na região. “Esse dinheiro só pode ser emprestado dentro da nossa área de atuação, então ele fica aqui, gerando renda e qualidade de vida.”
Sobre as perspectivas para 2026, o presidente adotou um tom cauteloso. “É difícil projetar. O Brasil está um pouco nervoso por conta da parte política, que precisa se acomodar”, avaliou. Ainda assim, demonstrou confiança. “O Brasil é um país maravilhoso, tem tudo. O cooperativismo tem ajudado muito as pessoas a se desenvolver e seguir em frente, e a gente acredita que vai continuar crescendo, mesmo que não no ritmo ideal”, concluiu.
Confira entrevista completa
0
0
Prefeita de Urussanga anuncia licitações de mais de R$ 7,5 milhões em obras viárias
Por Rádio Guarujá19/12/2025 10h53
Foto/Prefeitura de Urussanga
A Prefeitura de Urussanga abriu duas licitações para a execução de obras de pavimentação viária consideradas estratégicas para o município. Os projetos contemplam a Rodovia da Imigração Italiana, no bairro Rancho dos Bugres, e a pavimentação do Programa Estrada Boa Rural, entre as comunidades de Barro Preto e Armazém. Juntos, os investimentos ultrapassam R$ 7,5 milhões e têm como objetivo fortalecer a mobilidade, o desenvolvimento regional e o turismo.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta sexta-feira (19), a prefeita Stela Talamini destacou a importância das obras para a integração regional e para a retomada do crescimento do município.
Segundo a prefeita, a pavimentação da Rodovia da Imigração Italiana vai ligar Urussanga a Pedras Grandes, criando uma nova rota de acesso a partir da BR-101. “São dois projetos estratégicos. Um ligará Urussanga, através da Rodovia da Imigração, até Pedras Grandes. É um trecho pequeno, mas extremamente importante”, afirmou.
Ela ressaltou que o município enfrenta um déficit histórico de pavimentação. “Eu tenho dito sempre que Urussanga ficou bastante atrasada em termos de pavimentação. Hoje temos poucas ligações entre municípios, considerando todos os vizinhos que o território de Urussanga tem”, explicou. Para a prefeita, a obra representa uma nova porta de entrada para a cidade, com relevância logística, histórica e cultural.
A prefeita também destacou o valor simbólico da rodovia. “Foi por esse caminho, através de Azambuja, que os nossos imigrantes, os nossos nonos, chegaram até Urussanga. Então ela tem uma importância histórica e cultural muito especial”, disse. O trecho a ser pavimentado tem cerca de 900 metros e contará com ciclovia, após a atualização do projeto para adequação ao plano do município vizinho. “O mundo pede por isso. As pessoas querem usar a bicicleta, seguir por caminhos com uma condição estrutural melhor”, pontuou.
Além da mobilidade, Stela destacou o potencial turístico do local. “É um trecho com muitas paisagens, parreirais, uma porta de entrada bonita. Esse caminho traz o turista que passa por Pedras Grandes também para Urussanga”, afirmou.
Já a pavimentação entre Barro Preto e Armazém, pelo Programa Estrada Boa Rural, também saiu do papel. De acordo com a prefeita, trata-se de uma parceria com o Governo do Estado. “A Rodovia da Imigração é um investimento próprio da prefeitura, em mais de dois milhões de reais. Já essa pavimentação é uma parceria: metade do recurso é da prefeitura e metade do Governo do Estado”, explicou.
O trecho terá quase quatro quilômetros e atende uma região com forte produção agrícola. “É uma área norte do município, com produção muito forte, principalmente de fumo e frutas. Por ali circula diariamente um trânsito intenso de caminhões levando essa produção para vários lugares do Brasil”, destacou. Segundo ela, além de melhorar o escoamento da produção, a obra também deve impulsionar o turismo rural e o turismo de experiência.
Ao avaliar o primeiro ano de mandato, a prefeita classificou o período como desafiador, mas positivo. “Eu diria que foi muito especial. Nós devolvemos para a cidade essa positividade, esse sentimento de acreditar em Urussanga”, afirmou. Segundo ela, apesar das adversidades políticas herdadas, a gestão conseguiu recuperar a confiança da população.
“Adversários e críticos sempre vão existir, mas a gente percebe que as pessoas voltaram a acreditar na potencialidade do município”, disse. A prefeita ressaltou ainda o compromisso com uma gestão transparente e responsável. “O recurso público vai ser sempre muito bem dimensionado e protegido”, garantiu.
Stela Talamini também destacou avanços administrativos, como a modernização dos sistemas da prefeitura. “Urussanga era um dos poucos municípios do Estado que ainda operava com um sistema muito arcaico. A partir de janeiro, começamos a transição para um sistema moderno, que vai permitir uma entrega melhor para o cidadão”, explicou.
Por fim, a prefeita afirmou que 2025 foi um ano de organização e planejamento. “Foi um ano de muito papel, muita burocracia, mas necessário. A gente sai da campanha com um programa de governo, e ele precisa virar projeto”, concluiu, ressaltando que a busca por recursos seguirá como prioridade para ampliar a capacidade de investimento do município.
Confira entrevista completa
0
0
São Ludgero é campeã nacional no Prêmio Band Cidades Excelentes 2025
Por Rádio Guarujá17/12/2025 12h32
Foto/Divulgação
A cidade de São Ludgero conquistou o título de campeã nacional no Prêmio Band Cidades Excelentes 2025, no pilar de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, na categoria destinada a municípios com até 30 mil habitantes. A cerimônia foi realizada em Brasília e reuniu autoridades, especialistas em gestão pública e representantes de todos os estados brasileiros.
Na manhã desta quarta-feira (17), o Jornal da Guarujá conversou com o prefeito de São Ludgero, Paulinho Lorenzetti (PL), que afirmou que o reconhecimento surpreendeu a administração municipal. “Vou confessar que para nós também foi uma surpresa ter recebido esse prêmio a nível estadual e também a nível federal. Hoje a gente é reconhecido nas duas esferas”, declarou.
A conquista nacional reconheceu os avanços implementados em obras estruturantes, mobilidade segura e planejamento urbano eficiente. Foram analisados diversos indicadores relacionados ao desenvolvimento urbano, evidenciando o comprometimento da administração com soluções que melhoram de forma direta o cotidiano da população.
Segundo o prefeito, a premiação é resultado de um trabalho coletivo. “Esse é um trabalho contínuo da administração. Quero agradecer a toda a nossa equipe, secretários, funcionários efetivos e comissionados. É uma parceria que vem dando certo e quem tem a ganhar é a sociedade”, afirmou. Lorenzetti destacou ainda que, após conhecer a estrutura administrativa no início do mandato, a gestão acelerou investimentos em obras e melhorias. “A gente trabalhou forte desde o início do ano, com pavimentações, reformas, enfim. Isso é um case de sucesso do município de São Ludgero.”
No quesito Infraestrutura e Mobilidade Urbana, o prefeito apontou as pavimentações como principal destaque. “Hoje é o segmento de pavimentações. A gente tem praticamente quase toda a cidade pavimentada, tanto na área urbana quanto rural, e estamos dando sequência nos trabalhos”, explicou. Ele também citou a aprovação do município no programa Estrada Boa Rural. “Nosso projeto já está aprovado e, a partir do ano que vem, vamos começar uma obra de quatro quilômetros que vai contemplar as comunidades da Ponte Baixa, Morro do Cruzeiro e Mar Grosso.”
Durante a entrevista, o prefeito também comentou sobre a rua coberta, inaugurada recentemente no centro da cidade. “É um espaço que chegou para ficar. Todo dia tem movimento de crianças, pais, avós. Estamos tendo shows e eventos natalinos. É uma obra que veio para somar muito, embelezou a cidade e atrai as pessoas para o comércio local”, disse. Lorenzetti destacou ainda o apoio do Governo do Estado para a execução do projeto.
Ao avaliar o primeiro ano de mandato, Paulinho Lorenzetti reconheceu os desafios iniciais. “Não sou político de carreira. Entrei na política a convite e hoje temos uma missão muito grande, que é administrar o município. O início é sempre um desafio, principalmente para conhecer a máquina pública”, afirmou. Ele ressaltou que, em 2024, o município recebeu mais de R$ 14 milhões em recursos estaduais, aplicados em obras, reformas e investimentos em diferentes áreas.
Na saúde, o prefeito citou a realização de mutirões. “Fizemos um limpa-fila que nunca havia existido no município. Foram mais de dois mil exames, com investimento de recursos próprios, mais de meio milhão de reais”, destacou. Para ele, o reconhecimento nacional reforça que São Ludgero está no caminho certo. “A gente está de passagem, e tudo o que puder deixar de melhor para o município e para a população, a gente tem que fazer.”
ALESC aprova projeto que extingue cotas raciais em universidades estaduais de Santa Catarina
Por Rádio Guarujá17/12/2025 12h30
Foto/Alesc
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) aprovou o projeto de lei que extingue as cotas raciais para ingresso na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e em instituições de ensino que recebem recursos do Poder Executivo estadual. A proposta é de autoria do deputado estadual Alex Brasil (PL) e, para entrar em vigor, ainda depende da sanção do governador Jorginho Mello.
Na manhã desta quarta-feira (17), o Jornal da Guarujá conversou com o parlamentar, que avaliou a repercussão do projeto após a aprovação em plenário. Segundo Alex Brasil, o debate acalorado já era esperado. “Acabou acontecendo o que a gente imaginava. Era um projeto considerado pela esquerda o pior projeto do mundo a ser aprovado na Assembleia. Eles fizeram de tudo para travar nas comissões, mas no plenário não tinham votos para barrar”, afirmou. A proposta foi aprovada com apenas sete votos contrários.
De acordo com o deputado, a discussão ultrapassou os limites do estado. “O debate não ficou só em Santa Catarina, foi a nível nacional. Outras Assembleias já começam a acenar na possibilidade de aprovar projetos similares”, disse. Para ele, a repercussão preocupa o governo federal, que, segundo suas palavras, “tem por hábito tentar colocar a sua militância e seus grupos de interesse dentro da máquina pública”.
Alex Brasil explicou que o projeto aprovado estabelece novos critérios para o acesso a cotas e bolsas, com foco na renda. “Agora a gente tem critério bem claro: fará jus quem realmente tem problema de ordem financeira, quem tem renda familiar baixa e não consegue pagar uma universidade. Essas pessoas estão amparadas pela lei”, destacou. Ele acrescentou que estudantes que cursaram integralmente a escola pública e pessoas com deficiência (PCDs) também seguem contemplados.
O parlamentar afirmou ainda que a proposta não se limita ao ingresso em universidades, mas também se estende aos concursos públicos estaduais. Segundo ele, ao longo do tempo foram criadas diversas modalidades de cotas, o que, na avaliação do deputado, acabou extrapolando os critérios originais. Alex Brasil citou como exemplo a existência de ações afirmativas voltadas a diferentes grupos e defendeu que não é razoável conceder prioridade a pessoas de outros estados em detrimento de catarinenses, que, conforme destacou, são os contribuintes responsáveis pelo financiamento das universidades por meio dos impostos.
Segundo Alex Brasil, a aprovação do projeto já provocou recuos. “Recebi informação de que, na última semana, iriam aprovar mais cotas, mas tiraram de pauta depois da aprovação da lei aqui. Já é uma vitória nossa”, afirmou. Ele disse que agora o momento é de aguardar a decisão do governador. “Sancionando, vira lei de fato. A gente sabe que isso vai acabar sendo judicializado e temos que estar preparados para esse confronto.”
Questionado sobre a sanção, o deputado afirmou que ainda não conversou diretamente com o governador. “Assim que terminou a votação eu viajei, fui ao Chile e voltei ontem. Mas o governador já se manifestou anteriormente contra esse tipo de cota. Ficaria muito ruim ele ir contra o que ele mesmo defendeu publicamente”, avaliou.
O deputado também comentou manifestações contrárias ao projeto, inclusive de integrantes do governo estadual e federal. Sobre a possibilidade de intervenção federal, afirmou que isso representaria uma quebra do pacto federativo. “Se a Assembleia e o governador não puderem decidir onde aplicar o recurso do Estado, não tem mais pacto federativo”, disse. Ele também criticou eventuais decisões judiciais contrárias. “Se uma caneta de um magistrado derrubar o que um parlamento decidiu, isso não é democracia.”
Alex Brasil disse não ter dúvidas de que a proposta será judicializada. “A esquerda não tem voto para aprovar seus projetos. Quando perde no plenário, leva para o Judiciário. Hoje o Judiciário está interferindo nos outros poderes”, afirmou. Segundo ele, recuar por medo de decisões judiciais inviabilizaria o papel do Legislativo. “Se a Assembleia deixar de legislar por causa disso, é melhor fechar as portas.”
Sobre as críticas de inconstitucionalidade, o deputado ressaltou que o projeto passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “Na CCJ só teve um voto contrário, justamente do deputado do PT. Dá para entender que foi muito mais ideológico do que constitucional”, declarou. Ele afirmou que a proposta está amparada na Constituição. “Os recursos vão para quem realmente precisa. É uma regra justa, que atende pessoas de baixa renda, independentemente de raça. Isso abrange negros, pardos, brancos, enfim. O problema é que contraria a ideologia da esquerda.”
O projeto agora aguarda a decisão do governador Jorginho Mello para ser sancionado ou vetado.