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Rádio Guarujá
Coorsel anuncia redução de 21,10% na tarifa de energia elétrica para associados
Por Rádio Guarujá21/10/2026 11h51
Foto/Redação
Os associados da Cooperativa Regional Sul de Eletrificação Rural (Coorsel) terão uma redução de 21,10% na tarifa de energia elétrica. A informação foi confirmada pelo presidente da cooperativa, Arilton Franciscone Cândido, conhecido como Xela, durante entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta quarta-feira (21). Acompanhado do vice-presidente, Fred, ele apresentou os resultados dos investimentos realizados nos últimos anos e destacou os benefícios da nova tarifa, especialmente para os produtores rurais de Orleans, Treze de Maio e Pedras Grandes.
Segundo Xela, a redução foi definida após a revisão tarifária realizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em setembro. Enquanto consumidores de outras distribuidoras enfrentaram reajustes, os associados da Coorsel passaram a contar com uma tarifa menor.
“Além de não subir, a gente reduziu em 21,10%. É uma redução muito importante. Quando pegamos a cooperativa, éramos a 18ª entre as 22 cooperativas, com uma das energias mais caras. Hoje passamos a ser a sexta, com uma das energias mais baratas do Brasil”, afirmou Xela.
O presidente atribuiu o resultado aos investimentos realizados na infraestrutura elétrica, especialmente à construção da subestação de Treze de Maio, inaugurada em setembro de 2025. A obra recebeu aproximadamente R$ 20 milhões e permitiu que a cooperativa reduzisse despesas anteriormente pagas à Celesc pelo uso de suas subestações.
Outro investimento destacado foi a construção de um alimentador de aproximadamente 40 quilômetros, que liga a subestação de Treze de Maio a Orleans, com passagem por Pedras Grandes. A nova rede conta com postes de 13 metros, cabos protegidos e equipamentos modernos, com o objetivo de melhorar a qualidade e a segurança do fornecimento.
Desde 30 de agosto, conforme o presidente, a área de Orleans atendida pela cooperativa passou a receber energia por meio da nova estrutura. Somados, os investimentos em subestação, redes e equipamentos se aproximam de R$ 50 milhões.
Um dos principais benefícios da nova tarifa será percebido pelos agricultores, especialmente aqueles que dependem de grande quantidade de energia elétrica para manter suas atividades.
Durante a entrevista, Xela citou produtores de fumo, criadores de aves e agricultores que trabalham com gado leiteiro como exemplos de consumidores que poderão ter uma redução expressiva nas despesas mensais.
“Uma estufa de fumo gasta quatro, cinco, seis mil reais por mês. Imagina com a tarifa reduzida em 21%. Ele vai economizar mil, mil e poucos reais por mês. Em três ou quatro meses, são quatro, cinco mil reais que deixa de gastar”, exemplificou.
Para uma propriedade rural com conta mensal de R$ 5 mil, por exemplo, a redução de 21,10% representa uma economia aproximada de R$ 1.055 por mês, considerando apenas a aplicação desse percentual sobre o valor da tarifa.
O vice-presidente Fred também destacou o impacto da medida no orçamento das famílias e a importância de manter os investimentos na qualidade do fornecimento.
Segundo ele, a economia acumulada ao longo de um ano poderá representar um alívio significativo para os associados, especialmente aqueles que utilizam energia elétrica em atividades produtivas.
Energia da Coorsel está cerca de 30% mais barata que a da Celesc, afirma presidente
Outro dado apresentado durante a entrevista foi a diferença entre as tarifas da Coorsel e da Celesc. Conforme Xela, a energia fornecida pela cooperativa está aproximadamente 30% mais barata que a da distribuidora estadual.
O presidente citou o loteamento São Jerônimo, em Orleans, onde moradores de ruas próximas podem ser atendidos por distribuidoras diferentes e, consequentemente, pagar valores distintos pela energia elétrica.
Ele também afirmou que aproximadamente 95% da área rural de Orleans é atendida pela Coorsel, além de algumas localidades consideradas parte do perímetro urbano.
De acordo com Xela, a nova subestação também trouxe maior autonomia para a cooperativa, o que permite respostas mais rápidas diante de problemas no fornecimento e reduz a dependência da estrutura da Celesc.
Cooperativa anuncia novos investimentos na rede rural
Apesar das obras já realizadas, a direção da Coorsel reconhece que ainda existem necessidades importantes de melhorias na distribuição de energia, principalmente nas comunidades rurais.
Entre as prioridades estão a ampliação da rede trifásica, a substituição de estruturas antigas e a transferência de redes que atualmente passam pelo interior das propriedades para as margens das estradas, o que facilita o acesso das equipes de manutenção.
O vice-presidente Fred destacou que parte da rede rural ainda precisa de atenção, com a instalação de postes mais resistentes e cabos de maior capacidade.
Xela explicou que a cooperativa já possui projetos para novos alimentadores de três a cinco quilômetros em diferentes localidades. As obras serão definidas conforme as prioridades apresentadas pelas equipes técnicas de cada município.
“Agora a cooperativa vai investir nesses processos e levar energia trifásica para a maior quantidade possível de pessoas”, afirmou.
Presidente destaca situação financeira e capacidade para atender novas empresas
Durante a entrevista, Xela também apresentou informações sobre a situação financeira da cooperativa. Segundo ele, os investimentos realizados nos últimos anos foram pagos com recursos próprios, sem a necessidade de financiamentos.
O presidente afirmou que a Coorsel mantém uma reserva financeira de pelo menos R$ 5 milhões em caixa e que a instituição não possui dívidas relacionadas às obras executadas.
Ele também destacou que a ampliação da capacidade de fornecimento representa uma oportunidade para o desenvolvimento econômico dos municípios atendidos.
“Agora nós temos uma energia barata, uma energia de qualidade, temos subestação e temos energia à vontade”, declarou, ao comentar a possibilidade de instalação de novas indústrias na região.
Ao final da entrevista, Xela ressaltou que os resultados são fruto do trabalho conjunto da diretoria, do conselho fiscal e dos funcionários da cooperativa. O presidente afirmou que a prioridade, a partir de agora, será ampliar as melhorias nas comunidades rurais e garantir que os associados tenham acesso à energia elétrica com qualidade e tarifas competitivas.
Banco de Leite de Criciúma enfrenta estoque crítico e cobra apoio de secretarias de Saúde da região Enfermeira alerta que municípios não estã
Por Rádio Guarujá21/10/2026 11h48
Foto/Divulgação – Redes Sociais
Conforme o Portal Ligado no Sul noticiou nesta terça-feira (20), o Banco de Leite Humano do Hospital Materno Infantil Santa Catarina, em Criciúma, enfrenta uma situação crítica devido à baixa quantidade de leite materno disponível para alimentar os bebês internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. Durante entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta quarta-feira (21), a enfermeira Karolyne Sebastião, supervisora e responsável técnica do Banco de Leite, especialista em aleitamento materno e estomaterapia, revelou que, além da preocupação com o estoque, o hospital enfrenta dificuldades para receber doações de outros municípios, onde as secretarias de Saúde não estariam cumprindo o acordo de recolher o leite diretamente nas residências das doadoras.
Segundo Karolyne, na terça-feira (20), o banco contava com menos de seis litros de leite materno. A quantidade é insuficiente para manter uma margem de segurança, já que o consumo diário estava em aproximadamente 1,44 litro. A próxima remessa está prevista somente para sexta-feira (23), o que aumenta a preocupação com a continuidade do atendimento.
“Normalmente, quando o estoque chega a dez litros, precisamos conversar com os médicos para priorizar a distribuição do leite aos bebês prematuros extremos, de muito baixo peso ou que apresentam problemas gastrointestinais”, explicou.
A enfermeira demonstrou preocupação com a possibilidade de precisar restringir a distribuição do leite humano, situação que pode comprometer o atendimento a todos os recém-nascidos internados na UTI Neonatal.
“Não queremos chegar ao ponto de ter que escolher quais bebês receberão o leite. Normalmente, conseguimos atender todos os recém-nascidos da UTI Neonatal”, lamentou Karolyne.
Secretarias de Saúde não estariam cumprindo acordo para recolher doações
Um dos pontos mais preocupantes revelados durante a entrevista é que a dificuldade não está necessariamente na falta de mulheres dispostas a doar, mas na ausência de coleta do leite materno em municípios atendidos pelo hospital.
Em Criciúma, o recolhimento é realizado pela própria equipe do Banco de Leite. Já nas demais cidades, o serviço depende das secretarias municipais de Saúde, que, conforme acordo estabelecido com o hospital, deveriam buscar as doações diretamente nas casas das mães.
De acordo com Karolyne, o hospital disponibiliza todos os materiais necessários para o transporte,como caixas térmicas, placas de gelo reutilizáveis, termômetros e frascos esterilizados. Caberia às secretarias recolher o leite nas residências e encaminhá-lo ao hospital, aproveitando os deslocamentos já realizados para o transporte de pacientes.
“O acordo com as secretarias foi justamente a mãe não precisar ter que sair de casa. Seria eles buscarem na porta da casa da mãe o leite, entregar o pote vazio que a gente já dá para eles durante a semana e trazer esse leite para o hospital no dia que eles já estão trazendo os outros pacientes”, relatou.
A situação se torna ainda mais delicada porque muitas das doadoras são mulheres que acabaram de dar à luz e estão nos primeiros dias de recuperação após o parto. Algumas têm bebês com poucos dias de vida e, mesmo dispostas a contribuir, acabam diante da dificuldade de precisar sair de casa para entregar o leite.
Para a enfermeira, não é razoável transferir essa responsabilidade às mães, especialmente quando existe um acordo para que o recolhimento seja realizado pelas equipes municipais.
Karolyne afirmou que as dificuldades se intensificaram há cerca de três meses, embora anteriormente o relacionamento com as secretarias fosse considerado satisfatório. A direção do hospital já iniciou contatos com representantes da área da saúde para tentar regularizar as coletas.
Falta de coleta pode comprometer alimentação de recém-nascidos
O Banco de Leite do Hospital Materno Infantil Santa Catarina atende bebês de diferentes municípios do Sul catarinense e de regiões próximas ao Rio Grande do Sul. O leite humano doado é especialmente importante para recém-nascidos prematuros, de muito baixo peso e com problemas gastrointestinais.
A falta de regularidade no recolhimento das doações pode comprometer o abastecimento da unidade, mesmo quando existem mães dispostas a contribuir. Com o estoque abaixo do nível considerado seguro, a situação exige uma resposta das secretarias municipais de Saúde responsáveis pelo transporte.
Durante a entrevista, Karolyne também explicou que o hospital enfrentou dificuldades temporárias para cadastrar novas doadoras devido à manutenção de um veículo e ao afastamento de uma funcionária por motivo de saúde. A profissional informou que a equipe trabalha para regularizar os atendimentos e organizar as visitas às mulheres que aguardam o cadastro. As interessadas em doar leite materno ou obter mais informações podem entrar em contato com o Banco de Leite pelo telefone (48) 98849-6636.
Enquanto busca ampliar as doações, o Banco de Leite depende também da colaboração dos municípios para que o leite materno chegue ao hospital. A regularização das coletas é essencial para evitar que a falta de transporte impeça o aproveitamento de doações destinadas aos recém-nascidos.
Câmara de Orleans debate adoção de animais, fiscalização de motinhos elétricas e estacionamento rotativ
Por Rádio Guarujá20/10/2026 13h21
Fotos/Redação
A Câmara de Vereadores de Orleans realizou, na noite desta segunda-feira (19), a 40ª sessão ordinária de 2026. Entre os principais assuntos estiveram a criação de um programa de incentivo à adoção de cães e gatos, a necessidade de ampliar a fiscalização de veículos elétricos e a falta de monitores para o estacionamento rotativo. Os vereadores também discutiram a regulamentação do banco de horas dos servidores municipais.
A sessão ocorreu de forma tranquila, sem discussões acaloradas. O vereador Osvaldo Cruzetta, líder do governo, não participou dos trabalhos devido a problemas de saúde. Segundo as informações apresentadas durante a cobertura, existe a possibilidade de um suplente do Progressistas assumir temporariamente a cadeira, mas a situação ainda depende de confirmação.
Programa pretende incentivar adoção de cães e gatos
Um dos destaques da sessão foi o Projeto de Lei Legislativo nº 021/2026, que institui o programa municipal Adote Mais Um Amigo. A proposta, idealizada pela vereadora Maiara Dal Ponte Martins (MDB) e apresentada em conjunto com os demais vereadores, busca incentivar a adoção responsável de animais abandonados e daqueles que estão no canil municipal.
A ideia é aproveitar as edições do Sábado Mais, promovidas pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), para realizar feiras de adoção na Praça Celso Ramos, no Centro da cidade.
Ao Jornal da Guarujá, Maiara explicou que a proposta surgiu após conversas com profissionais ligados à proteção e ao bem-estar animal. A iniciativa pretende reunir o poder público, a CDL, o Unibave, organizações de proteção animal, associações e empresas privadas.
“Este projeto, na verdade, foi idealizado por mim. Passei essa ideia para as meninas que hoje cuidam do programa de proteção e bem-estar animal, e elas tiveram uma aceitação muito positiva”, relatou.
Segundo a vereadora, a preocupação está relacionada ao número de animais que vivem no canil municipal e aos frequentes casos de abandono registrados na cidade.
“Hoje o canil municipal conta com um número elevado de cachorros e também no nosso município, cada dia que passa, a gente ouve falar em cachorro abandonado, em cachorro com filhotes, em gatos abandonados e maus-tratos”, destacou.
Além das feiras de adoção, o programa pretende orientar a população sobre guarda responsável, cuidados com os animais e acesso aos serviços municipais de castração.
Vereadora cobra regulamentação do banco de horas
Durante o uso da tribuna, Maiara também cobrou do Executivo a regulamentação da legislação municipal relacionada ao banco de horas dos servidores públicos.
De acordo com a parlamentar, a medida permite que os profissionais acumulem horas trabalhadas além da jornada habitual para compensação posterior, em vez de receber o pagamento de horas extras. No entanto, segundo ela, a legislação aprovada em abril ainda depende de um decreto do prefeito para sua aplicação.
“Tem servidor que gosta de receber hora extra, que necessita de hora extra, mas tem aquele servidor que precisa trocar por banco de horas. Então é uma lei muito importante para o servidor municipal”, afirmou.
A vereadora pediu que o Executivo adote as providências necessárias para regulamentar a medida e permitir que os servidores tenham acesso à compensação de horas.
Vereador pede mais fiscalização
Outro assunto discutido foi a circulação de equipamentos de mobilidade individual autopropelidos e ciclomotores, especialmente na região central de Orleans.
O vereador Dovagner Baschirotto (MDB) demonstrou preocupação com o descumprimento das regras de circulação e segurança. Segundo ele, mesmo após a realização de atividades educativas, ainda são observadas situações de risco, como a circulação de usuários sem capacete.
“Eu até relatei: as leis foram feitas, nós precisamos é do cumprimento”, afirmou o parlamentar.
Dovagner destacou que o município realizou recentemente o segundo treinamento voltado aos usuários desses veículos, com aulas teóricas e práticas. Apesar disso, ele considera necessário ampliar a fiscalização para evitar acidentes.
O vereador também mencionou a possibilidade de propor penalidades financeiras caso as irregularidades continuem.
“Claro que a gente não quer chegar nesse ponto, mas, se assim for, como bons brasileiros, só vão aprender a cumprir regras ou leis quando se atinge o bolso”, declarou.
Segundo ele, a intenção é garantir que as normas sejam respeitadas antes que ocorram acidentes graves no município.
Falta de monitores do estacionamento rotativo preocupa comércio
Dovagner também cobrou providências para melhorar o funcionamento do estacionamento rotativo de Orleans, atualmente administrado pelo poder público municipal.
Segundo o vereador, embora tenham ocorrido contratações após processo seletivo, apenas um monitor estaria em atividade no município. Ele afirmou que ainda busca esclarecimentos sobre a situação dos demais profissionais.
“Hoje levantei na tribuna e fui atrás das informações. No nosso município, apenas temos um monitor trabalhando”, relatou.
O parlamentar demonstrou preocupação com a proximidade das festas de fim de ano, período em que o movimento no comércio costuma aumentar. Para ele, a falta de fiscalização e de organização das vagas pode dificultar o acesso dos consumidores às lojas da região central.
“Precisamos o quanto antes que o rotativo volte a funcionar”, defendeu.
Dovagner também destacou a concorrência enfrentada pelo comércio físico diante do crescimento das compras pela internet. Segundo ele, garantir vagas para os consumidores é uma medida importante para fortalecer os estabelecimentos locais.
O vereador informou que levou a preocupação à vice-prefeita Leonete Librelato, presente na sessão, e pediu agilidade na solução do problema.
Outros projetos da sessão
A pauta da reunião também incluiu a apresentação de propostas relacionadas à administração municipal e à infraestrutura.
Entre os projetos encaminhados para leitura estiveram alterações no Estatuto dos Servidores Públicos Municipais, mudanças na estrutura de cargos da Secretaria Municipal de Saúde e a definição de procedimentos de transparência e controle das emendas parlamentares impositivas.
Também constaram na ordem do dia o projeto que institui o Programa Municipal de Transparência de Planejamento das Obras Públicas e indicações relacionadas ao trânsito, à acessibilidade e à infraestrutura.
Uma das solicitações, apresentada pela vereadora Maiara Dal Ponte Martins, pede estudos para a construção de uma rampa de acesso para cadeirantes na Unidade de Saúde São Lucas, além da implantação de uma área exclusiva para embarque e desembarque de pacientes.
Já a vereadora Marlise Zomer apresentou uma indicação para homenagear a jovem Amábile Luísa Matheus Jung pelo destaque conquistado na patinação.
A secretária municipal de Saúde de Orleans, Ana Paula Salvador, também utilizou a tribuna livre durante a sessão para apresentar os serviços oferecidos pela rede municipal de saúde. Na oportunidade, ela convidou a comunidade para participar do lançamento do serviço de telemedicina, marcado para esta terça-feira (20), às 15h, no Centreventos Galliano Zomer. A nova ferramenta permitirá a realização de consultas nas áreas de Clínica Geral, Saúde da Família e Pediatria, com o objetivo de ampliar o acesso da população aos atendimentos médicos.
Confira:
https://www.youtube.com/watch?v=-nTRLbzQiIY
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Sicredi é eleito a melhor empresa para trabalhar no Brasil pelo terceiro ano consecutivo
Por Rádio Guarujá20/10/2026 13h16
Imagem /Reprodução Sicredi
O Sicredi conquistou, pelo terceiro ano consecutivo, o primeiro lugar no ranking Great Place to Work (GPTW) Brasil 2026, reconhecimento que o coloca entre as empresas mais bem avaliadas para trabalhar no país. A premiação considera a experiência dos colaboradores, o ambiente organizacional e as práticas de gestão de pessoas. O resultado foi tema de entrevista com Sabrina Pacheco, gestora de Pessoas e Cultura da Sicredi Sul SC, na manhã desta terça-feira (20), durante o Jornal da Guarujá.
Para Sabrina, a conquista representa o reconhecimento de um trabalho construído diariamente dentro da instituição e reforça os valores do cooperativismo. Ela destacou que receber a premiação pela terceira vez consecutiva é motivo de orgulho para os profissionais que fazem parte do Sicredi.
“É uma felicidade a gente poder falar um pouquinho sobre essa premiação. Nos enche de orgulho e gratidão por sermos reconhecidos pela terceira vez consecutiva a melhor empresa para trabalhar no Brasil”, afirmou.
Durante a entrevista, a gestora explicou que o Great Place to Work é uma organização internacional que avalia empresas de diferentes países, com foco na experiência dos profissionais e nas práticas adotadas para promover um ambiente de trabalho positivo. No processo de avaliação, as instituições apresentam informações sobre suas ações de gestão de pessoas.
Segundo Sabrina, o resultado está diretamente relacionado à cultura cooperativista, que coloca as pessoas no centro das decisões e busca fortalecer o sentimento de pertencimento entre os colaboradores.
A profissional ressaltou que a qualidade do ambiente interno também influencia o relacionamento com os associados. Para ela, não é possível oferecer um atendimento de excelência sem que os próprios colaboradores tenham uma experiência positiva dentro da instituição.
“A gente trabalha muito internamente aqui na cooperativa que não existe excelência na experiência do associado se o nosso time, os nossos colaboradores, não têm essa experiência”, explicou.
Sabrina destacou que, embora as instituições financeiras ofereçam produtos e serviços semelhantes, a maneira como se relacionam com as pessoas é um diferencial importante. No caso do Sicredi, esse relacionamento está ligado à proposta do cooperativismo e à proximidade com as comunidades onde a instituição atua.
Outro ponto abordado foi a necessidade de conciliar a cobrança por resultados com a valorização dos profissionais. A gestora lembrou que, por trás das metas e responsabilidades de cada colaborador, existe uma pessoa com desafios pessoais e profissionais que precisam ser considerados.
“Atrás de um crachá existe um ser humano que tem suas falhas, que tem suas dificuldades, que tem a sua vida lá fora, que tem o seu cotidiano, mas que também precisa entregar resultado. Então a gente precisa cuidar dessas pessoas e valorizar elas”, destacou.
Para Sabrina, oferecer um ambiente de trabalho saudável não significa abrir mão da competitividade. Pelo contrário, ela acredita que profissionais que recebem apoio, capacitação e oportunidades de crescimento têm melhores condições de alcançar os objetivos da organização.
A gestora também chamou a atenção para a importância da segurança psicológica, da confiança e do reconhecimento no ambiente profissional. Segundo ela, esses fatores contribuem para que os colaboradores desenvolvam suas habilidades e assumam novos desafios sem comprometer a própria saúde.
“Quanto mais a gente puder investir nas pessoas, desenvolver as pessoas para que elas possam crescer, a cooperativa também vai crescer, o nosso associado também vai crescer. Por isso que eu digo: é uma construção coletiva”, afirmou.
Questionada sobre a possibilidade de manter uma empresa competitiva sem prejudicar o bem-estar dos trabalhadores, Sabrina respondeu que o equilíbrio depende principalmente da relação entre líderes e equipes.
“Com certeza é possível. Essa construção entre o líder e o liderado exerce essa confiança. E aí a gente pode fazer com que as pessoas possam performar da melhor maneira possível, sem tirar o sangue das pessoas, sem que as pessoas adoeçam”, explicou.
Ela acrescentou que cabe às lideranças oferecer ferramentas, capacitação e clareza sobre as responsabilidades de cada profissional. O reconhecimento e as oportunidades de desenvolvimento também são considerados fundamentais para fortalecer o comprometimento das equipes.
Ao encerrar a entrevista, Sabrina agradeceu e destacou a satisfação de compartilhar a conquista com a comunidade. A gestora também reforçou a proximidade da cooperativa com os associados da região e lembrou que a agência do Sicredi em Orleans está de portas abertas para receber a população.