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Rádio Guarujá

Orleans: Câmara debate saúde, segurança nas escolas e ações após chuvas durante sessão

Por Rádio Guarujá06/10/2026 11h04
Fotos/Redação

A Câmara de Vereadores de Orleans realizou, na noite desta segunda-feira (5), a 38ª Sessão Ordinária de 2026. A pauta reuniu projetos relacionados à saúde, segurança nas escolas, proteção animal e demandas de infraestrutura, além de uma homenagem pelos 45 anos da Academia Orleanense de Letras (ACOL).

Entre as matérias da Ordem do Dia esteve o Projeto de Lei Legislativo nº 18/2026, de autoria da vereadora Marlise Maria Salvador Zomer. A proposta institui a Política Municipal de Educação, Prevenção e Acompanhamento da Dor Crônica e cria a Semana Municipal de Conscientização da Dor Crônica em Orleans.

Outro projeto discutido foi o nº 20/2026, apresentado pelo vereador Joel Cavanholi, que institui o programa municipal “Vivian – Escola que Salva”. A iniciativa é destinada à orientação, prevenção e resposta inicial a situações de emergência e acidentes no ambiente escolar e no transporte de estudantes do município.

Também esteve na pauta um requerimento do vereador Murilo Hoffmann relacionado às fortes chuvas registradas recentemente em Orleans. O documento solicita informações à Defesa Civil sobre danos, medidas e providências adotadas e requer a convocação do diretor da Defesa Civil Municipal, Sr. Alan Andrade Firmiano, para prestar esclarecimentos aos vereadores e à população.

Na área de infraestrutura, uma indicação da vereadora Marlise  Zomer solicita que a Secretaria de Infraestrutura verifique um vazamento de água a céu aberto na Rua José Del Castanhel, no Loteamento João Rabelo, bairro Rio Belo. Segundo o documento, o problema estaria provocando danos na calçada e no loteamento.

A sessão ainda teve a leitura do Projeto de Lei Legislativo nº 21/2026, assinado por vereadores da Casa, que propõe a criação do programa municipal “Adote Mais um Amigo”, voltado à promoção da adoção responsável, proteção e bem-estar animal, com ações de cooperação entre poder público, instituições e sociedade civil.

ACOL celebra 45 anos

A Tribuna recebeu a presidente da Academia Orleanense de Letras, Luiza Liene Bressan da Costa, em razão dos 45 anos de fundação da entidade. Criada em 7 de setembro de 1981, a Academia mantém atualmente nove acadêmicos ativos, de um total de 15 cadeiras, e possui sede junto ao Centro de Eventos Galliano Zomer.

“Me sinto muito feliz e muito à vontade em falar sobre os 45 anos da ACOL. Tenho 20 anos que faço parte do grupo, mas a conheço desde a sua fundação, porque nasci e me criei em Orleans”, destacou Luiza.

Segundo a presidente, a instituição nasceu da iniciativa de pessoas que buscavam preservar e incentivar a produção literária no município.

“Em 1981, no dia 7 de setembro, a ACOL foi fundada por um grupo de pessoas que queriam muito eternizar os fazeres literários de Orleans. Ela é uma instituição quase cinquentenária e a gente sempre esteve junto, próximo à comunidade orleanense”, afirmou.

Luiza também chamou a atenção para o desafio de estimular a leitura entre crianças e adolescentes em um período marcado pelo consumo rápido de conteúdos digitais.

“Hoje nós temos todo um projeto nas universidades de uma alfabetização que se chama alfabetização literária, que é trazer os jovens, adolescentes e crianças, que estão muito digitais, para o mundo da palavra escrita”, explicou.

Para a presidente, a literatura também desempenha um papel importante na maneira como as pessoas compreendem e enfrentam diferentes momentos da vida.

“O escritor nada mais é do que uma pessoa da sociedade que consegue ter um sentimento de mundo”, afirmou.

A participação na Câmara marcou uma das ações alusivas aos 45 anos da Academia Orleanense de Letras e reforçou a trajetória da instituição na preservação e no incentivo à produção literária de Orleans.

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Santa Catarina não terá Lei Seca nas eleições; PM terá reforço no policiamento

Por Rádio Guarujá02/10/2026 15h40
Foto/Arquivo Redação

Santa Catarina não terá Lei Seca durante o primeiro turno das Eleições 2026, marcado para este domingo (4). A informação foi confirmada pelo capitão Valdir Cristóvão de Oliveira Júnior, comandante da 2ª Companhia do 29º Batalhão da Polícia Militar de Santa Catarina, durante entrevista ao Jornal da Guarujá.

Segundo o comandante, a adoção da medida pode variar entre os estados. Em Santa Catarina, até o momento, a Polícia Militar não recebeu nenhuma determinação estabelecendo restrições relacionadas às bebidas alcoólicas durante o período eleitoral.

“Aqui em Santa Catarina, até o presente momento, não haverá Lei Seca. Então, nós não recebemos nenhuma orientação do TRE com relação à Lei Seca. Na véspera não vai haver essa proibição”, explicou.

Outra dúvida esclarecida durante a entrevista foi sobre as prisões no período que antecede a votação. O capitão destacou que as restrições previstas pela legislação eleitoral não impedem prisões em flagrante.

“As prisões em flagrante ainda continuarão ocorrendo. É um trabalho que a gente continua realizando”, afirmou.

Para garantir a segurança durante o fim de semana, a Polícia Militar realizará uma operação especial. Os trabalhos começam à zero hora de sábado (3) e seguem até a meia-noite de domingo para segunda-feira. A atenção será reforçada principalmente a partir da noite de sábado e durante a madrugada que antecede a votação.

No domingo, todo o efetivo disponível da companhia estará mobilizado. O policiamento será reforçado tanto nos principais locais de votação das cidades quanto nos colégios eleitorais localizados no interior dos municípios atendidos pela unidade.

“Todos estão escalados, desde o comandante até todas as guarnições de serviço, para que a gente possa fazer a maior entrega no domingo”, destacou Valdir.

A atuação será principalmente preventiva, mas também haverá acompanhamento do serviço de inteligência. Segundo o comandante, o trabalho será realizado em conjunto com a Justiça Eleitoral, respeitando as atribuições de cada órgão.

“A nossa atuação vai ser muito preventiva. A gente estará de forma ostensiva e também de forma velada. Teremos também o apoio do serviço de inteligência”, explicou.

A Polícia Militar trabalha com a expectativa de uma eleição mais tranquila em comparação com as disputas municipais. Conforme o capitão, as eleições locais normalmente envolvem uma presença mais próxima das candidaturas nas comunidades, o que tende a aumentar a movimentação no dia da votação.

“A gente tem a expectativa de que essa eleição será um pouco mais tranquila do que as eleições municipais”, afirmou.

Mesmo com essa expectativa, todo o efetivo recebeu orientações sobre a forma de atuação e estará preparado para atender possíveis ocorrências. A PM também chama atenção para a possibilidade de filas nos locais de votação, diante da quantidade de escolhas que o eleitor precisará fazer na urna.

“Cada eleição tem a sua característica. A gente está preparado também para o pior, mas temos essa expectativa de que será um pleito tranquilo”, concluiu o comandante.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=10qsaSaDKSg 

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Maga Stopassoli analisa cancelamento de debate e reta final das eleições

Por Rádio Guarujá02/10/2026 15h36
Foto/Divulgação

A dois dias das eleições, os últimos movimentos das campanhas aumentaram ainda mais a temperatura da disputa. O cancelamento do debate presidencial da TV Globo, as estratégias adotadas por Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e as movimentações das candidaturas em Santa Catarina estiveram entre os assuntos analisados pela jornalista e analista política Maga Stopassoli , em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta sexta-feira (2).

Maga, que também fará parte da equipe da Guarujá FM na cobertura das Eleições 2026, classificou como histórico o que aconteceu na noite de quinta-feira (1º), quando o debate da Globo foi cancelado poucas horas antes do horário previsto.

A decisão ocorreu após uma sequência de mudanças envolvendo a Justiça Eleitoral. Uma decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alterou as condições previstas pela emissora para a ausência de Lula. Mais tarde, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no debate.

“Foi uma bagunça, ninguém morre de tédio e as campanhas reagiram como puderam”, resumiu Maga.

Lula já havia decidido não participar do encontro e concedeu entrevista ao Flow Podcast. Flávio Bolsonaro, que até então estava confirmado, também anunciou que não compareceria. Outros candidatos já estavam nos estúdios quando receberam a informação de que o programa não seria mais realizado.

Para Maga, o que tornou o episódio ainda mais significativo foi justamente o momento em que ocorreu. Tradicionalmente realizado às vésperas da votação, o último debate da Globo costuma ocupar espaço importante na reta final da campanha.

“Foi histórico, sim, porque ele não foi um debate que não foi anunciado. ‘Olha, dessa vez a Globo não vai fazer o debate’. Não. Ele foi cancelado duas, três horas antes de começar. Isso é histórico”, afirmou.

Na avaliação da jornalista, o episódio também mostra uma mudança na forma como as campanhas chegam ao eleitor. Com candidatos utilizando podcasts, transmissões ao vivo e entrevistas individuais, ela acredita que as sabatinas podem ganhar cada vez mais espaço.

“Eu acredito que as sabatinas, as entrevistas individuais, vão passar a ser mais úteis para o eleitor”, disse.

Questionada sobre quem poderia ser mais prejudicado pelo cancelamento, Maga evitou atribuir ao episódio peso suficiente para alterar sozinho o resultado da eleição. Para ela, as campanhas, no entanto, devem explorar politicamente o que aconteceu até o fim da corrida eleitoral.

“Eu não sei se chega a ter prejuízo real para algum deles. Honestamente, eu não sei se isso chega a impactar na campanha a ponto de dizer que vai definir a eleição a partir disso”, avaliou.

Maga também criticou o que considera uma participação excessiva do Judiciário em questões relacionadas à disputa eleitoral.

“Embora o Judiciário viva um momento de excesso de protagonismo, na minha percepção, é muita participação, é muito holofote. Se debate tem regra estabelecida, por que o TSE precisa entrar em campo?”, questionou.

Ao analisar as decisões tomadas pelas duas principais campanhas depois da mudança de cenário, a jornalista avaliou que tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro optaram por espaços nos quais poderiam falar diretamente com seus públicos. Enquanto Lula participou do podcast, Flávio fez uma transmissão pelas redes sociais.

“As campanhas vão explorar isso até a última gota porque é o que tem agora”, afirmou.

Para Maga, a movimentação também mostra que a polarização continua presente às vésperas da eleição. As candidaturas que tentaram ocupar um espaço alternativo não conseguiram, até aqui, romper essa dinâmica, enquanto parte do eleitorado ainda define o voto nos últimos dias.

“Eu vejo que, das últimas duas semanas para cá, tem muita gente definitivamente escolhendo os seus candidatos. Então, por isso, agora na reta final tem muita gente que toma decisão agora”, observou.

Em Santa Catarina, a última semana também foi marcada por novos movimentos. Maga citou, entre eles, a declaração de voto de João Rodrigues (PSD), candidato ao Governo do Estado, em Flávio Bolsonaro para a Presidência. A manifestação repercutiu no cenário estadual e provocou reações, inclusive do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto.

“Foi ação e reação”, definiu.

A disputa pelas duas vagas ao Senado também entrou na análise. Para Maga, essa é uma das corridas que ainda concentram atenção especial no Estado nesta reta final, diante da proximidade entre diferentes candidaturas.

Com a votação marcada para domingo (4), a jornalista acredita que as últimas horas de campanha ainda serão importantes, especialmente para conquistar os eleitores que deixaram a escolha para os últimos dias.

“Hoje é sexta-feira. Só tem mais hoje, amanhã e domingo a gente já vai votar. E aí é maluquice o que acontece nessa hora, com as pessoas definindo voto”, afirmou.

Maga Stopassoli estará ao lado da equipe da Guarujá FM na cobertura especial das Eleições 2026 neste domingo, acompanhando a votação, a apuração e os principais desdobramentos do cenário político catarinense e nacional.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=10qsaSaDKSg

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Três cores, uma causa: Guarajá inicia Outubro Rosa com alerta para prevenção do câncer de mama

Por Rádio Guarujá01/10/2026 12h00
Foto/Divulgação

Durante o mês de setembro, a Rádio Guarujá abriu espaço para falar sobre saúde mental e a importância do cuidado com a vida. Nesta quinta-feira, 1º de outubro, uma nova cor ganha destaque: começa o Outubro Rosa, campanha que reforça a conscientização sobre o câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce.

Dentro da proposta “Três cores, uma causa”, a emissora dá continuidade às ações voltadas à saúde e à prevenção. Para marcar o início do Outubro Rosa, o Jornal da Guarujá conversou com Alice Jorge Dino, vice-presidente nacional da Rede Feminina de Combate ao Câncer.

Alice destacou que, apesar da mobilização ganhar força durante outubro, os cuidados com a saúde da mulher precisam fazer parte da rotina durante todo o ano.

“A gente sabe que o mês de outubro acaba sendo dedicado ao cuidado das mamas, ao cuidado da saúde da mulher. Então, reforçamos muito esse período, mas sabemos que precisamos nos cuidar o ano inteiro”, afirmou.

Mobilização ocorre em todo o país

A Rede Feminina de Combate ao Câncer desenvolve diferentes ações de prevenção e conscientização pelo Brasil. As atividades variam de acordo com cada estado e município e incluem campanhas para realização de exames preventivos e mamografias, caminhadas, pedaladas e outras iniciativas voltadas à saúde da mulher.

“A nossa expectativa é ter cada vez mais mulheres se cuidando, fazendo a mamografia, todo esse cuidado que a gente precisa mesmo fazer”, explicou Alice.

Segundo a vice-presidente nacional, um dos principais desafios enfrentados no país ainda é fazer com que os exames cheguem às mulheres que precisam deles. A realidade, no entanto, não é a mesma em todas as regiões.

Em alguns locais, há dificuldade para conseguir uma mamografia e a espera pode chegar a meses. Em outros, existem exames disponíveis, mas parte das mulheres não procura o serviço.

“Tem estado em que realmente vemos muita dificuldade e não se consegue fazer uma mamografia. Às vezes, demora três, cinco meses para conseguir fazer esse exame. Já em outros estados, temos dificuldade de esse paciente chegar de fato às consultas e aos exames”, relatou.

Distância também dificulta acesso aos exames

Alice chamou atenção ainda para municípios que não possuem mamógrafos. Nesses casos, as mulheres precisam se deslocar para outras cidades e, em algumas situações, percorrer grandes distâncias para realizar o exame.

Para ela, ampliar a conscientização é importante, mas precisa estar acompanhado de estrutura para que as mulheres consigam efetivamente realizar os procedimentos necessários.

“Muito é o acesso, ter esses exames disponibilizados, facilitar para que essas mulheres possam fazer a mamografia e o preventivo, o que infelizmente não é uma realidade de todo o Brasil”, afirmou.

A vice-presidente também defendeu maior participação do poder público nas ações de prevenção e na ampliação do acesso aos exames.

“A gente precisa muito do apoio do poder público, que precisa estar somando junto com a gente para fazer uma ação, uma mobilização”, destacou.

Diagnóstico precoce faz diferença

Outro alerta feito durante a entrevista foi para a chegada de pacientes aos serviços de saúde quando a doença já está em estágio mais avançado. Segundo Alice, essa realidade reforça a importância de facilitar o acesso aos exames e estimular as mulheres a manterem os cuidados de saúde em dia.

“A gente sabe que o câncer tem cura, desde que seja diagnosticado no começo. Infelizmente, os pacientes já chegam com estado muito avançado para o tratamento”, disse.

“Elas não estão sozinhas”

Ao final da entrevista, Alice deixou uma mensagem especialmente às mulheres que já receberam o diagnóstico e estão enfrentando o tratamento contra o câncer.

Segundo ela, a doença provoca impactos que vão além da paciente e podem atingir emocionalmente toda a família. Nesse momento, o acolhimento e a rede de apoio também têm papel importante.

“A gente pode falar que o tratamento é difícil, mas elas não estão sozinhas. A gente sabe que esse turbilhão de emoções acontece, que não afeta somente a paciente, infelizmente acaba afetando toda a família”, afirmou.

A vice-presidente destacou que voluntários da Rede Feminina espalhados pelo país atuam justamente no acolhimento e apoio às mulheres durante esse período.

“O que a gente tem para dizer é que tenham força, que tenham coragem. A batalha é árdua, mas ela tem resultado, sim, e dizer que ela não está sozinha”, concluiu.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=UIWUb9rbidA 

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