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Rádio Guarujá

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, Esperidião Amin defende atuação do Senado e fala sobre reeleição

Por Rádio Guarujá18/09/2026 11h50
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O Jornal da Guarujá conversou, na manhã desta sexta-feira (18), com o senador Esperidião Amin (Progressistas), candidato à reeleição ao Senado por Santa Catarina. Durante a entrevista, o parlamentar falou sobre a atuação do Senado Federal, fez críticas a decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), comentou a disputa eleitoral no Estado e antecipou que pretende disputar a presidência do Senado caso conquiste um novo mandato.

Um dos principais assuntos abordados foi a relação entre o Senado e o Supremo. Amin afirmou que, na avaliação dele, o Senado precisa exercer sua função constitucional de analisar pedidos de impeachment de ministros da Corte.

Ao comentar uma decisão recente envolvendo pedidos de investigação, o senador fez críticas a ministros do STF e defendeu que autoridades públicas também estejam sujeitas a investigação.

“Se não pode investigar um ministro do Supremo, depois dessa evidência, perguntas como a seguinte: o senhor acha que eu devo fugir, sair do país?”, questionou Amin durante a entrevista.

O candidato também relacionou o tema à segurança pública e afirmou que decisões tomadas pelas instituições podem afetar a percepção dos profissionais que atuam na área.

“Se nós temos que prestigiar o profissional aqui, o policial que protege você e a sua cidade, imagina o desestímulo que essa atitude que foi tomada por vários ministros do Supremo representa para o Brasil”, afirmou.

Para Amin, uma das atribuições do Senado é analisar pedidos de impeachment de ministros do STF. Ele criticou declaração atribuída ao atual presidente do Senado, segundo a qual nem mesmo com 80 assinaturas seria aberto um processo de impeachment contra um ministro da Corte.

“Isso é castrar, jogar fora uma atribuição, uma responsabilidade do Senado, com o que eu não posso concordar”, disse.

Disputa eleitoral

Durante a entrevista, Amin também foi questionado sobre a formação das alianças para a eleição deste ano e sobre sua relação com o governador Jorginho Mello (PL). O senador afirmou que a composição da chapa do PL é uma decisão do governador, que preside o partido, e que não cabe a ele interferir.

Sobre os demais candidatos, Amin disse que o eleitor deve comparar os currículos antes de escolher em quem votar.

“Não vote no número. Vote no currículo”, afirmou.

O senador citou sua trajetória política e os recursos destinados a Santa Catarina como parte do que considera seu histórico de atuação. Segundo Amin, foram R$ 703,95 milhões em emendas e cerca de R$ 500 milhões recuperados para obras em rodovias federais que, conforme relatou, haviam sido repassados pelo Estado ao governo federal.

Entre as rodovias mencionadas por ele estão as BRs-285, 163, 280 e 470.

Amin também destacou a aliança formada entre Progressistas e MDB e afirmou que a coligação representa, segundo sua avaliação, uma das maiores alianças já feitas em Santa Catarina por partidos que estão na oposição.

Presidência do Senado

A entrevista também teve um momento em que Amin foi questionado se a atual eleição poderia representar sua “última dança” na política catarinense, diante dos mais de 50 anos de vida pública.

O senador respondeu que esta seria, na verdade, a “penúltima” e revelou que pretende disputar a presidência do Senado caso seja reeleito.

“Se eu quero que a atitude do Senado não seja esta que está sendo, eu não posso ficar de fora da luta para que mude o sentido, a direção da cúpula do Senado Federal”, afirmou.

Amin disse que, após o segundo turno, pretende iniciar articulações para uma eventual candidatura à presidência da Casa. Ele citou, inclusive, a possibilidade de construir um acordo com a senadora Tereza Cristina, líder de seu partido, caso haja convergência em torno da mudança na direção do Senado.

Pedido de voto

No encerramento da entrevista, Amin pediu votos para sua candidatura e para integrantes da aliança formada para a eleição. Ele citou os candidatos e aliados que integram sua composição eleitoral e voltou a defender que os eleitores analisem o histórico dos candidatos antes de escolher.

Amin é candidato ao Senado pelo Progressistas e disputa a reeleição. Natural de Florianópolis, nasceu em 21 de dezembro de 1947. É administrador, advogado e professor. Ao longo da carreira, foi prefeito de Florianópolis por dois mandatos, governador de Santa Catarina por duas vezes, deputado federal e senador.

Nas urnas, Esperidião Amin concorre ao Senado com o número 111.

Confira entrevista completa:

https://www.youtube.com/watch?v=5iQLtG6qgTQ

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Caixa apresenta nova proposta aos empregados, mas greve continua em Tubarão e região

Por Rádio Guarujá17/09/2026 10h31
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal apresentou uma nova proposta aos empregados durante uma reunião de negociação que começou na tarde de terça-feira (15) e avançou pela madrugada desta quarta-feira (16). A proposta será levada para avaliação da categoria, mas a greve dos empregados continua, por enquanto, sem previsão de encerramento.

A informação foi detalhada em primeira mão ao Jornal da Guarujá pelo presidente do Sindicato dos Bancários de Tubarão e Região, Armando Machado Filho. Segundo ele, a negociação foi longa e terminou somente durante a madrugada.

“Na verdade, a reunião avançou à madrugada. Ela começou ontem à tarde, foi à noite e foi à madrugada. E a Caixa apresentou uma proposta, cuja proposta nós vamos levar à assembleia para que os empregados da Caixa deliberem se aceitam”, explicou.

Entre os principais pontos apresentados está uma mudança no custeio do Saúde Caixa. A proposta prevê que, a partir de 2027, a participação da Caixa no custeio do plano passe dos atuais 6,5% para 9% da folha de pagamento.

O modelo solidário e o pacto intergeracional também serão mantidos, sem diferenciação das mensalidades de acordo com a idade dos beneficiários. A proposta estabelece contribuição de 3,7% da remuneração-base e prevê mensalidades específicas para dependentes, conforme as regras do plano.

O teto de comprometimento para o grupo familiar formado pelo titular e dependentes diretos ficará limitado a 9% da renda. A telemedicina também deverá continuar sem cobrança de coparticipação.

Para Armando, o Saúde Caixa foi um dos principais pontos de discussão durante o movimento dos trabalhadores.

“Esse era um ponto crucial para os empregados da Caixa, porque da forma como vinha se apresentando o Saúde Caixa era uma situação insustentável para os empregados da Caixa. Então era um ponto que ou eles reagiam dessa forma ou nunca mais voltaria a discutir sobre esse tema, pelo menos nos próximos dois anos”, afirmou.

A proposta também prevê a estruturação de um novo modelo de gestão para o Saúde Caixa, com prazo de até 60 dias para elaboração do projeto. A ideia é revisar a governança e a prestação de contas do plano, além de avaliar novas fontes de receita e soluções para a aposentadoria de empregados que ingressaram na Caixa a partir de 2018.

Mudanças no Super Caixa

Outro ponto da proposta envolve o Super Caixa. Entre as mudanças apresentadas estão a individualização dos indicadores, a ampliação da premiação para habilitação, alterações no acompanhamento das informações e a criação de uma comissão para analisar situações individuais.

Também estão previstos estudos, em 2027, para inclusão de novos produtos e revisão dos critérios utilizados para medir a satisfação dos clientes.

A Caixa manteve ainda o pagamento de R$ 3 mil por empregado como reconhecimento pelo resultado do índice de eficiência.

Segundo o documento apresentado na negociação, o pagamento de valores relacionados ao reajuste salarial, à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e ao Super Caixa deverá ocorrer até 30 de setembro.

Dias de paralisação

A proposta também estabelece regras diferentes para a paralisação realizada em 20 de agosto e para os dias de greve de setembro.

A paralisação de 20 de agosto será abonada pela Caixa, sem desconto aos empregados. Já os dias de greve de setembro deverão ser compensados no prazo de até 180 dias, contados a partir da aprovação da proposta pela categoria.

Também está prevista a preservação dos direitos dos empregados que atuam como caixa-minuto e tesoureiro, para evitar prejuízos funcionais relacionados à paralisação.

Armando destacou que a proposta representa um avanço em alguns pontos, mas ainda está distante do que os empregados esperavam.

“É uma proposta que, na verdade, avançou de alguma forma, mas, como eu disse, ainda não está aquilo que os funcionários gostariam que tivesse e nem muito perto disso”, afirmou.

O presidente do sindicato ressaltou que a proposta foi recebida durante a madrugada e que ainda não houve tempo para uma análise detalhada com os trabalhadores.

“Isso saiu na madrugada. Nós não tivemos nem tempo de sentar e avaliar a proposta e discutir com os empregados. Nós vamos discutir a proposta, conversar com os colegas da Caixa para ver o que eles acham e depois, na sequência, vamos tentar imediatamente nos inteirar melhor dessas questões e levar para a assembleia”, disse.

Greve continua até decisão da categoria

Ainda não há data definida para a assembleia que vai analisar a proposta. De acordo com Armando, a intenção é realizar o encontro o mais rápido possível e permitir que os empregados participem de forma on-line.

“Vamos chamá-los para uma reunião on-line, onde todos, em qualquer dos rincões aí, poderão votar e deliberar sobre essa proposta que está sendo apresentada”, explicou.

Questionado sobre a continuidade da greve, Armando confirmou que o movimento permanece.

“A greve deve ser mantida, sim, porque nós temos que, de repente, buscar alguns pontos aqui para esclarecer. Essa proposta que está sendo apresentada, nós não tivemos tempo ainda. Vamos chamar os empregados para uma reunião e fazer o mais breve possível para que os bancários apreciem imediatamente essa proposta”, afirmou.

A decisão sobre a continuidade ou o encerramento da greve ficará, portanto, nas mãos dos empregados da Caixa, que deverão avaliar os pontos apresentados pela instituição e deliberar em assembleia.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=wHc_8CR0Kp4

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Leatrice Bez coloca saúde e sucessão rural entre as principais propostas para o Sul de SC

Por Rádio Guarujá16/09/2026 11h45
Foto/Divulgação

Advogada e candidata a deputada estadual pelo MDB, Leatrice Bez vem percorrendo municípios de Santa Catarina desde o início do ano para conhecer de perto as demandas de diferentes regiões. Filha do ex-deputado federal Edinho Bez, ela decidiu colocar o nome à disposição para a eleição de 2026 e, durante entrevista ao Jornal da Guarujá, falou sobre as principais pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa.

Entre os temas destacados por Leatrice estão saúde, infraestrutura, segurança e sucessão rural. A candidata também falou sobre as dificuldades enfrentadas por famílias atípicas e sobre a necessidade de ampliar a atenção às pessoas que precisam de tratamentos e serviços especializados. Para o meio rural, uma das preocupações apresentadas é a continuidade das propriedades familiares e a permanência dos jovens no campo.

Leatrice contou que, desde janeiro, tem visitado municípios, instituições e projetos sociais, principalmente na região Sul. Entre os locais visitados estão 18 APAEs, além de cooperativas de crédito e de eletrificação rural. Segundo ela, essas visitas têm ajudado a conhecer de perto as necessidades de diferentes setores.

Uma das pautas que pretende levar para a Assembleia é a sucessão rural. Leatrice afirmou que muitos filhos de produtores estão deixando as propriedades para buscar oportunidades nos grandes centros e que é preciso criar condições para que essas famílias consigam dar continuidade ao trabalho no campo.

“Hoje a gente vê muitos filhos saindo do interior, indo para os grandes centros e não querendo mais seguir a atividade dos pais. Então precisamos discutir a sucessão rural e também algumas questões tributárias que acabam dificultando essa transferência”, explicou.

Na saúde, a candidata destacou principalmente as dificuldades enfrentadas por famílias atípicas e por pessoas que precisam de tratamentos de alto custo. Segundo Leatrice, há situações em que o médico indica determinado procedimento, mas a família encontra dificuldades para conseguir o atendimento pelo sistema público ou pelos planos de saúde.

“Às vezes o médico dá o laudo, mas aquele tratamento não está no rol da ANS ou do SUS. A família acaba precisando entrar na Justiça e depender de uma decisão judicial”, relatou.

Ela também chamou atenção para a realidade dos municípios menores, que muitas vezes não possuem recursos para custear tratamentos que podem chegar a R$ 200 mil ou R$ 300 mil. “A gente tem pais fazendo vaquinha para conseguir pagar tratamento dos filhos. É uma realidade que precisa ser discutida”, afirmou.

A segurança também aparece entre as pautas citadas por Leatrice, com destaque para a violência contra as mulheres e os casos de feminicídio. Já na infraestrutura, ela afirmou que pretende defender as demandas apresentadas pelos municípios e pela população da região Sul.

Durante a entrevista, Leatrice também falou sobre a importância de o deputado estadual manter proximidade com as comunidades e atuar como uma voz das regiões dentro da Assembleia Legislativa.

“Eu acredito que o deputado estadual precisa ser essa voz da região. Precisa estar presente, ouvir as pessoas e levar essas demandas para dentro da Assembleia”, disse.

Leatrice é formada em Direito e atua na área empresarial. Ela também contou durante a entrevista que sua trajetória profissional foi influenciada pela convivência com o irmão Edson, que era neurodivergente e faleceu. Antes do Direito, chegou a cursar Fisioterapia, motivada pelo desejo de compreender melhor as necessidades do irmão.

Filha de Edinho Bez, que exerceu sete mandatos como deputado estadual e federal, Leatrice afirmou que acompanhou a política catarinense desde a infância, mas que construiu sua própria trajetória profissional. O pai decidiu não disputar a eleição de 2026 e, em janeiro, ela decidiu colocar seu nome à disposição do MDB.

Ao final da entrevista, Leatrice agradeceu o espaço e falou sobre a rotina de viagens durante a campanha. “Eu queria agradecer o espaço e dizer que eu estou aqui com muita disposição para fazer acontecer. Estou bastante na estrada. Essa noite dormi pouco, estou aqui ainda, já me preparando para sair”, afirmou. Na sequência, pediu o apoio dos eleitores e fez referência ao número que foi utilizado pelo pai em sua trajetória política. “Eu saí com o número do meu pai, o 104. Então agora eu queria pedir o voto a todos, dizendo que o voto azul voltou, o voto azul lá da família Bez, agora através de uma mulher, com conhecimento jurídico e inovação. Então eu peço a todos que depositem a confiança e eu tenho certeza de que não os decepcionarei”, declarou.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=xqEF2A2H6WM

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Fila da saúde chega a 7.759 procedimentos e Câmara de Orleans cobra providências

Por Rádio Guarujá15/09/2026 12h17
Fotos/Redação

A 35ª sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Orleans, realizada na noite de segunda-feira (14), teve uma pauta diversificada. Entre os assuntos discutidos estiveram a fila de espera por consultas e exames na saúde, a manutenção da iluminação pública e uma moção de repúdio ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Um dos principais assuntos foi levantado pelo vereador Dovagner Baschirotto (MDB), que apresentou dados sobre a fila de espera por procedimentos de saúde no município. Segundo ele, atualmente são 7.759 procedimentos aguardando atendimento.

Baschirotto explicou que, inicialmente, tinha acesso apenas aos dados referentes às consultas represadas. Depois de conseguir consultar novas informações no sistema de transparência, chegou ao número total.

“Na semana passada, quando usei a tribuna, a gente não tinha 100% das informações. Estávamos só com as consultas represadas, com um saldo de 2.472. Agora conseguimos as informações e hoje nós temos 7.759 procedimentos em atraso no município de Orleans”, afirmou.

De acordo com o vereador, moradores procuraram o Legislativo após sua manifestação na Câmara e relataram que aguardam determinados exames desde fevereiro.

“Tem pessoas que nos procuraram depois da fala na tribuna, na terça-feira, que estão esperando por alguns exames desde fevereiro. Então nós estamos no mês nove, fevereiro foi o mês dois, e estão praticamente sete meses esperando”, relatou.

Entre os números que mais chamaram a atenção estão 917 mamografias e 1.987 exames de ultrassom aguardando atendimento. Para Baschirotto, a situação merece atenção principalmente diante da proximidade do Outubro Rosa.

“Fiquei preocupado porque a gente está entrando no Outubro Rosa e geralmente é feita uma campanha, principalmente para as mulheres, na questão da mamografia. Mas, com praticamente mil mamografias represadas, como que se irá trabalhar o mês de outubro em relação a esse grande passo que seria a mamografia para identificação de um problema?”, questionou.

O vereador defendeu que a Secretaria Municipal de Saúde e o Executivo acompanhem os dados e busquem alternativas para reduzir a fila. Ele também afirmou que ainda não conversou diretamente com a Secretaria de Saúde, mas que o líder do governo na Câmara, Osvaldo Cruzetta (PP), tomou conhecimento da situação.

“Eu acredito que isso será uma conversa entre o Executivo e a secretária de Saúde para que se possa dar andamento nesses procedimentos que a população está esperando para que isso se resolva o quanto antes”, disse.

Vereador cobra manutenção da iluminação pública

A manutenção da iluminação pública também foi alvo de cobrança durante a sessão. O vereador Joel Cavanholi (PL) relatou que moradores aguardam há mais de três meses pela troca de lâmpadas em diferentes pontos do município.

Segundo ele, cabe ao Legislativo fiscalizar o serviço prestado pela empresa contratada e cobrar uma solução para as demandas apresentadas pela população.

“Estamos aqui para fiscalizar. São empresas que estão licitadas, participam de um processo, então temos que ter autonomia de cobrar e, principalmente, levar as demandas que estão na comunidade”, afirmou Cavanholi.

O vereador relatou que uma programação de manutenção deveria ter começado no sábado, pela comunidade de Nova Orleans, mas o trabalho não avançou porque o caminhão utilizado pela empresa apresentou problemas.

“Foi feita uma programação que começaria no sábado, em  Nova Orleans, depois teria as outras direções das outras localidades, mas não aconteceu porque, segundo o secretário, o caminhão apresentou problemas”, explicou.

Cavanholi afirmou que os problemas operacionais da empresa não podem resultar em uma espera prolongada para os moradores.

“Nós já estamos pagando e nós não podemos pagar por uma situação falha dentro da empresa. A prefeitura fez a licitação, apresentaram o menor preço, tiveram a competência de assumir isso, então agora que façam o seu respaldo à comunidade”, declarou.

Durante a sessão, segundo o vereador, o líder do governo informou que a empresa deverá disponibilizar dois caminhões para reforçar os trabalhos.

“Fico feliz que o líder do governo já deu essa atuação, que vai ter então dois caminhões para reparar essas lâmpadas e, principalmente, tirar esse tempo que foi de demanda perdida nesse percalço da falha do caminhão”, afirmou Cavanholi.

Câmara aprova moção de repúdio a Alexandre de Moraes

Outro assunto que ganhou espaço na sessão foi uma moção de repúdio ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, aprovada por unanimidade pelos vereadores.

O presidente da Câmara, Murilo Hoffmann (Novo), explicou que a proposta partiu da bancada do partido e faz parte de um movimento que, segundo ele, também ocorre em outras câmaras municipais.

“Existe a nível nacional uma movimentação das câmaras de vereadores pedindo o afastamento do ministro Alexandre de Moraes. Tudo o que tem acontecido nos casos de corrupção com o Banco Master, perseguição à imprensa, autoritarismo, o inquérito das fake news, enfim, foram questões que já não existe mais clima para se ter um ministro do Supremo Tribunal Federal como Alexandre Moraes ocupando uma daquelas cadeiras”, afirmou.

Segundo Hoffmann, o documento será encaminhado a diferentes órgãos e instituições como forma de manifestação do Legislativo municipal.

“Através dessa moção de repúdio ao ministro, a gente pressiona pela remoção. Vai ser enviada a diversos órgãos, diversas instituições, para que nós possamos pressionar pela saída dele lá do Supremo Tribunal Federal”, declarou.

O presidente também afirmou que todos os vereadores assinaram a moção.

“Todos os vereadores aprovaram aqui essa moção, todos assinaram junto conosco pedindo esse afastamento. Então somos os vereadores, representamos 25 mil pessoas”, disse.

Hoffmann ainda defendeu que manifestações como essa servem para aproximar a população dos acontecimentos políticos e jurídicos em Brasília.

“A gente sabe que é só uma Câmara, é só um município pequeno em Santa Catarina, mas a gente tem que começar de alguma forma”, afirmou.

A 35ª sessão ordinária reuniu, portanto, temas diretamente ligados ao cotidiano de Orleans, como a fila da saúde e a iluminação pública, e uma manifestação política relacionada ao cenário nacional.

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