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Rádio Guarujá
COOPERMILA realiza Assembleia Geral Ordinária no dia 30 de janeiro em Lauro Müller
Por Rádio Guarujá21/01/2026 10h55
Foto/Redação
A Cooperativa de Eletrificação Lauro Müller (Coopermila) realiza, na próxima sexta-feira, dia 30 de janeiro, sua Assembleia Geral Ordinária, reunindo associados para deliberar sobre temas administrativos, prestação de contas e planejamento da cooperativa. A assembleia acontece na sede da Coopermila, com primeira convocação às 17h e terceira e última convocação às 19h.
Durante o encontro, o Conselho de Administração fará a prestação de contas referente ao exercício de 2025, acompanhada do parecer do Conselho Fiscal e da auditoria externa independente.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta quarta-feira (21), o presidente da Coopermila, Alcimar Damiani de Brida, destacou a importância da participação dos associados.
“Nós vamos estar apresentando tudo o que foi feito, as contas do ano de 2025 e também os projetos que a gente tem para apresentar para o exercício de 2026. É importante que o associado compareça para se informar de como está a sua cooperativa”, afirmou.
Segundo o presidente, 2025 foi marcado por investimentos significativos, especialmente na melhoria da rede elétrica.
“Foram bastante investimentos no ano passado. Nós temos quase 250 quilômetros de rede, todas no interior do município, muitas ainda no meio do mato, com poste de madeira. Então a gente precisa, ao longo do tempo, ir melhorando”, explicou.
De acordo com Alcimar, o volume de investimentos superou os valores habituais.
“Normalmente a gente investe em torno de 780 mil reais por ano, mas em 2025 esse valor passou de um milhão e quinhentos mil reais, principalmente por conta de um alimentador construído para atender a mineração, que sozinho passou de 700 mil reais”, detalhou.
Planejamento para 2026
Para este ano, a Coopermila prepara um projeto de grande porte, que será apresentado aos associados durante a assembleia.
“Nós temos um projeto em andamento para sair com uma rede exclusiva de dentro da subestação da Celesc. Isso vai melhorar muito o atendimento, porque não vamos mais ficar sujeitos aos problemas da rede da Celesc”, explicou Alcimar.
O investimento estimado é de aproximadamente R$ 2,5 milhões, valor que a cooperativa não consegue bancar sozinha.
“É um investimento alto, são cerca de nove quilômetros de rede. Por isso vamos buscar apoio político e junto ao Governo do Estado para viabilizar esse projeto”, afirmou.
Problemas no fornecimento de energia e cobrança à Celesc
Durante a entrevista, o presidente também abordou os problemas recorrentes no fornecimento de energia elétrica na região e as cobranças feitas à Celesc.
“O nosso associado não quer saber de quem é a culpa, ele quer energia. E a Celesc, sinceramente, está deixando a desejar”, disse.
Segundo Alcimar, já houve reuniões com representantes da concessionária em Florianópolis e na região, além de pedidos formais por melhorias.
“Nós estamos pedindo um plantão 24 horas mais próximo, porque hoje dependemos de Tubarão e Criciúma. Cada vento, cada trovada, está faltando energia, e isso não pode acontecer”, reforçou.
Ele também destacou a articulação com prefeitos e lideranças políticas da região.
“Vai ter que haver uma união de esforços, políticos e comunitários, para que a Celesc invista aqui. Isso impacta diretamente a economia e a vida das pessoas”, afirmou.
Ações sociais da cooperativa
Além da distribuição de energia, a Coopermila mantém ações sociais voltadas aos associados e à comunidade. Entre elas, atendimentos com médico, dentista e psicóloga, além de eventos voltados às mulheres cooperativistas.
Uma das atividades já confirmadas é a palestra do Dia da Mulher, marcada para 6 de março, com uma médica vascular convidada.
“É um evento muito importante, com temas que vêm ao encontro das necessidades das nossas mulheres. A palestra será seguida de um café, e teremos vagas para até 140 pessoas”, concluiu Alcimar.
A participação na assembleia é aberta a todos os associados que estejam em dia com suas obrigações junto à cooperativa.
Fundo Social 2026 da Sicredi Sul SC recebe inscrições até 31 de março
Por Rádio Guarujá21/01/2026 10h49
Foto/Divulgação
A Sicredi Sul SC iniciou nesta segunda-feira (19) o período de inscrições para o Fundo Social 2026. A iniciativa é voltada a entidades associadas da cooperativa que desenvolvem ações de interesse coletivo e buscam recursos financeiros para a execução de projetos sociais. As inscrições seguem abertas até o dia 31 de março.
O Fundo Social tem como objetivo apoiar projetos nas áreas educacional, cultural, esportiva, ambiental e de saúde, fortalecendo ações que geram impacto positivo nas comunidades onde a cooperativa atua.
Sobre o tema, o Jornal da Guarujá conversou na manhã desta quarta-feira (21) com Débora Corrêa, assessora de Comunicação e Marketing da Sicredi Sul SC, que explicou o funcionamento do programa.
“O Fundo Social é uma iniciativa que faz parte dos nossos programas sociais. Nós temos diversos programas que apoiam as comunidades onde estamos presentes, e o Fundo Social apoia, com recursos financeiros, entidades sociais, ONGs e instituições que atuam diretamente com projetos educacionais, culturais, esportivos, enfim, projetos que geram impacto social”, explicou.
Segundo Débora, o programa é uma oportunidade para que entidades apresentem seus projetos e tenham acesso a recursos para ampliar ou qualificar suas ações.
“É uma oportunidade de entidades que tenham projetos que geram impacto social inscreverem seus projetos no Fundo e receberem recursos para atuar junto às comunidades”, destacou.
Na área de atuação da Sicredi Sul SC — que vai de Imbituba a Passo de Torres — o Fundo Social existe desde 2020. Desde então, mais de 350 projetos já foram contemplados, com investimentos que ultrapassam R$ 3,5 milhões.
“Hoje os recursos são repassados com base nos resultados da cooperativa. Todos os anos, 2% do resultado positivo da cooperativa são destinados ao Fundo Social. Então, quem ajuda a comunidade, na prática, é o próprio associado”, explicou Débora.
Os projetos inscritos podem receber valores que variam entre R$ 2 mil e R$ 10 mil, sendo contemplado um projeto por entidade. A seleção passa por avaliação das agências, do Conselho de Administração e considera o impacto social gerado.
“São sempre dezenas de projetos contemplados, mas o impacto atinge milhares de pessoas. Temos projetos esportivos, educacionais, oficinas de música, compra de equipamentos, iniciativas que transformam realidades”, afirmou.
Débora reforçou que o Fundo Social está alinhado ao propósito do cooperativismo defendido pela Sicredi.
“O nosso propósito é construir, junto, uma sociedade mais próspera. E quando falamos em prosperidade, não é só financeira. A comunidade pode contar com a Sicredi não apenas para cuidar do dinheiro, mas para apoiar o desenvolvimento da vida como um todo”, ressaltou.
As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de março, por meio do regulamento disponível junto à cooperativa. O resultado dos projetos contemplados será divulgado no início de junho, e os recursos serão liberados ainda no mesmo mês.
Entidades interessadas podem buscar informações em qualquer uma das 29 agências da Sicredi Sul SC, que atende 45 municípios da região. Também é possível realizar a inscrição diretamente nas agências, em caso de dificuldade de acesso à internet.
Como realizar a inscrição no Fundo Social 2026
Durante a entrevista, Débora explicou que, para participar do Fundo Social, as entidades precisam atender a alguns requisitos, como estar localizadas nos municípios da área de abrangência da Sicredi Sul SC e serem associadas à cooperativa. Segundo ela, todas as exigências estão detalhadas no regulamento disponível no site da Sicredi.
De acordo com a assessora, o primeiro passo é acessar o site sicredi.com.br/nacomunidade. Na página, a entidade deve clicar na aba Fundo Social e informar o CEP do local onde está situada. Ao inserir o CEP, o sistema direciona automaticamente para o regulamento específico da área de atuação da cooperativa.
Débora destacou ainda que um dos critérios para inscrição é que a entidade seja associada à Sicredi até 30 de dezembro de 2025, prazo válido para o Fundo Social 2026. No entanto, ela ressaltou que entidades que ainda não são associadas podem se associar ao longo de 2026 para participar das próximas edições do programa.
Na mesma página do Fundo Social, conforme explicou a entrevistada, também está disponível um passo a passo com todas as orientações para o envio do projeto. A inscrição é feita diretamente pelo site, de forma simples, mediante o preenchimento das informações do projeto.
Acordo entre Mercosul e União Europeia é assinado após mais de 25 anos e pode trazer impactos positivos e riscos à economia brasileira
Por Rádio Guarujá20/01/2026 10h56
Foto/Arquivo Agecom
Após mais de 25 anos de negociações, o acordo econômico entre os países que compõem o Mercosul e a União Europeia foi oficialmente assinado neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai. O tratado prevê que a União Europeia elimine cerca de 92% das tarifas de importação e conceda acesso preferencial a aproximadamente 7,5% das exportações do bloco sul-americano.
Apesar da assinatura, o acordo ainda não entra em vigor. Para que passe a valer, o texto precisará ser ratificado pelos parlamentos dos países envolvidos, um processo que pode se estender por anos e enfrentar resistências políticas, especialmente dentro da União Europeia, além de possíveis ajustes na configuração final do tratado.
Para analisar os possíveis impactos do acordo na economia brasileira, o Jornal da Guarujá conversou com o economista e cientista político Enio Coan, que classificou o tratado como um dos mais relevantes da história recente do comércio internacional.
“É um dos maiores acordos multilaterais da economia mundial, da globalização da economia. Mercosul e União Europeia são dois dos maiores blocos do mundo, representando mais de 22 trilhões de dólares em produção e quase 800 milhões de consumidores”, afirmou.
Segundo Coan, a longa duração das negociações está diretamente relacionada às semelhanças entre os produtos produzidos nos dois blocos, especialmente no agronegócio, setor que gerou forte resistência por parte de países europeus.
“Essa negociação demorou tanto porque há uma igualdade muito grande entre os produtos produzidos lá e os produzidos aqui, principalmente no agronegócio. França, Alemanha e outros países são muito fortes nesse setor e tinham receio da livre negociação, porque o custo deles é muito maior do que o nosso”, explicou.
No campo industrial, o economista destacou que o acordo pode trazer avanços tecnológicos importantes para o Brasil, mas alertou para riscos estruturais no médio e longo prazo.
“Na indústria, nós teríamos vantagens grandes por termos acesso a máquinas, equipamentos e tecnologia de ponta, mas isso também traz uma desvantagem, que é o risco de desindustrialização da economia brasileira. Não é um risco de curto prazo, é de longo prazo”, ponderou.
Coan também chamou atenção para os impactos sobre pequenas e médias empresas brasileiras, que podem enfrentar maior concorrência com produtos importados.
“A pequena e a microempresa vão ter desvantagens, porque o consumidor vai ter acesso a produtos importados mais baratos. É um efeito parecido com o que já aconteceu no Brasil com a China, no vestuário, nos produtos do lar e em itens de primeira necessidade”, afirmou.
No agronegócio, o economista explicou que o temor europeu está relacionado à competitividade dos produtos sul-americanos.
“O grande medo da Europa, principalmente da França, é a invasão de produtos do agronegócio brasileiro com preços bem abaixo daqueles praticados lá. Isso está por trás dos protestos dos agricultores franceses”, disse.
Por outro lado, Coan destacou que países do Mercosul também devem sentir os efeitos da maior abertura comercial, especialmente em segmentos como o de vinhos.
“Vai haver uma invasão de produtos europeus aqui. Brasil, Argentina, Uruguai e Chile vão sofrer principalmente nos vinhos de alta qualidade, com preços um pouco mais altos”, observou.
Sobre o início efetivo da vigência do tratado, o economista reforçou que o processo será demorado e dependerá de regulamentações detalhadas.
“Sem dúvida, isso demora algum tempo, anos até. A regulamentação do acordo é que vai determinar quais produtos ficam incluídos, se as taxas vão zerar totalmente e como isso vai funcionar na prática”, explicou.
Entre as possíveis vantagens adicionais para o Brasil, Coan citou o setor farmacêutico, que pode se beneficiar da redução de impostos e do acesso a tecnologias europeias.
“Os grandes laboratórios estão na Alemanha. Se isso entrar na regulamentação do acordo, nós podemos ter vantagens grandes na aquisição de medicamentos e até na utilização de patentes para produção de alguns remédios no Brasil”, afirmou.
Para o economista, apesar das incertezas e dos riscos envolvidos, o acordo tende a ser mais vantajoso para o Mercosul do que para a União Europeia.
“Há riscos, sim, mas eu penso que há mais vantagens para o Brasil e para o mercado sul-americano do que desvantagens. A Europa é que corre um risco maior de invasão de produtos em setores onde há muita similaridade entre o que se produz lá e aqui”, concluiu.
Confira entrevista completa
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Santa Catarina cresce acima da média nacional nos setores de indústria, comércio e serviços, aponta IBGE
Por Rádio Guarujá20/01/2026 09h29
Foto/Reprodução Instagram
Santa Catarina registrou crescimento acima da média nacional nos setores de indústria, comércio e serviços em 2025, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre janeiro e outubro do ano passado, a economia catarinense avançou 4,7%, enquanto o crescimento do Brasil no mesmo período foi de 2,4%.
O desempenho positivo ocorre em um cenário de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, que se aproxima de 5% em 2025.
Ao Jornal da Guarujá, o Secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, atribuiu o resultado ao reflexo da força da indústria catarinense, que impulsiona também os setores de comércio e serviços.
De acordo com o secretário, o crescimento está associado ao perfil empreendedor do empresariado e dos trabalhadores catarinenses, além de políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento econômico. Entre os programas citados estão o Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense (Prodec) e o Programa de Incentivo à Pesquisa e Inovação (Proipri).
“Só nesses dois programas, em dois anos e meio, foram investidos mais de 30 milhões de reais através do setor privado e gerados mais de 100 mil empregos”, ressaltou.
Mesmo diante de um cenário internacional marcado por conflitos e impactos no comércio exterior, Santa Catarina ampliou suas exportações em 4,4% em 2025 em relação a 2024. Houve aumento nas vendas para países como Argentina, Chile, Japão e Arábia Saudita, especialmente nos setores de carnes suína e de frango, forjados e motores elétricos. Em contrapartida, alguns segmentos, como madeira e móveis, registraram retração em função de barreiras tarifárias.
O agronegócio e a indústria seguem como pilares desse desempenho. Segundo Dreveck, o agronegócio deve ser compreendido como uma cadeia produtiva ampla, que envolve desde a produção no campo até a indústria de máquinas e equipamentos.
“Quando se fala em agronegócio, não é só soja e milho. Isso envolve indústria, envolve caminhão, trator, equipamentos. É uma cadeia muito forte”, explicou.
Outro fator relevante é a inovação. Atualmente, cerca de 7,5% do PIB catarinense é proveniente de atividades ligadas à ciência, tecnologia e startups. O Estado também mantém indicadores positivos no mercado de trabalho, com altos índices de emprego formal e baixos níveis de desemprego e dependência de programas sociais.
Entre os principais desafios para a indústria, comércio e serviços, o secretário apontou a escassez de mão de obra qualificada. Para enfrentar o problema, o governo estadual firmou parcerias com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), por meio do Senai, para a oferta de cursos técnicos e profissionalizantes, inclusive no contraturno escolar. Atualmente, mais de 30 mil alunos participam dessas formações.
“Hoje, muitas vezes, o curso técnico é mais importante para a empresa, porque a pessoa precisa saber operar máquinas cada vez mais robotizadas”, afirmou.
A infraestrutura logística também foi citada como um entrave, especialmente em rodovias federais como a BR-101, BR-280 e BR-470, fundamentais para o escoamento da produção. O governo estadual defende soluções alternativas, como contornos viários e novos investimentos, para reduzir gargalos e melhorar a competitividade.
Para 2026, a expectativa do governo é manter o ritmo de crescimento com foco em educação, inovação, segurança pública e infraestrutura. Projetos como a Via Mar, que ligará Florianópolis a Joinville, e investimentos no setor energético e portuário estão entre as ações previstas para sustentar o desenvolvimento econômico de Santa Catarina.