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Rádio Guarujá
Roseli Moraes quer levar demandas de Orleans e do Sul de SC para a Câmara Federal
Por Rádio Guarujá07/08/2026 13h07
Foto/Redação
Orleans terá uma representante na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Servidora pública da área da Saúde, graduada em Serviço Social, técnica de enfermagem e auxiliar em saúde bucal, Roseli Moraes (Cidadania), pretende levar para o debate nacional pautas ligadas principalmente à saúde, assistência social, habitação e infraestrutura.
A candidata também acumula experiência na gestão pública. Entre 2021 e 2024, esteve à frente da Secretaria de Assistência Social e Habitação de Orleans, período em que atuou diretamente com famílias e políticas sociais do município. Para ela, a experiência adquirida na administração pública foi um dos fatores que pesaram na decisão de aceitar o desafio de disputar uma vaga no Congresso.
“Eu vi também como uma grande oportunidade de estar mostrando o meu trabalho. Desde a época que eu estive à frente da Secretaria da Ação Social do município de Orleans, eu creio que fiz um excelente trabalho e acredito também que é um grande desafio pela frente. Eu amo desafio, então acho que é mais um desafio na minha vida, de estar trabalhando e fazendo melhoria na vida das pessoas”, afirmou ao Jornal da Guarujá.
Roseli contou que recebeu o convite para ingressar no Cidadania durante uma reunião política em Lages. Segundo ela, integrantes da legenda já acompanhavam sua trajetória e demonstravam interesse em contar com seu nome para a disputa. Após analisar a proposta, decidiu aceitar o desafio.
Saúde e infraestrutura entre as prioridades
Se chegar à Câmara dos Deputados, a candidata pretende concentrar a atuação em quatro áreas. Na saúde, cita como prioridades a busca por mais agilidade na realização de exames e cirurgias e o acesso a medicamentos de alto custo. Na assistência social e habitação, pretende defender políticas voltadas às famílias. Já na infraestrutura, a intenção é atuar por melhorias nas rodovias.
“Eu vou defender uma saúde mais ágil. Vou trabalhar na área da saúde, da assistência social, nas pautas de assistência social e habitação e também na infraestrutura do nosso país”, explicou.
Entre os assuntos regionais que considera importantes está a situação do Morro dos Cavalos, na BR-101. A candidata defende que o debate sobre uma solução para o trecho avance e cita a construção de um túnel ou de uma alternativa viária como uma das pautas que precisam de pressão política em Brasília.
“Eu acho que essa é uma pauta muito importante e que já deveria estar encaminhada. Há bastante tempo se fala na construção desse túnel para desafogar o gargalo nas rodovias, mas, até agora, a obra não saiu do papel. É uma pauta que precisa ser defendida”, afirmou.
A campanha deverá ter como principal área de atuação a região Sul. A candidata cita Orleans, Braço do Norte, São Ludgero Rio Fortuna, Lauro Müller e Urussanga como municípios onde pretende intensificar o trabalho.
A estratégia de campanha também deverá incluir uma atuação nas redes sociais e a articulação com contatos construídos ao longo da trajetória pessoal e profissional em diferentes regiões de Santa Catarina. Roseli afirma que pretende utilizar essa rede para ampliar o alcance da candidatura, mas manterá o Sul do Estado como principal área de atuação.
“Eu conheço muitas pessoas pelo Estado. Então, a gente já conversou com essas pessoas, alinhou, e eu vou ter um apoio, uma estrutura nesses espaços, mas vou estar trabalhando mais aqui”, explicou.
Apoio político e cenário nacional
A candidata também falou sobre a composição política que deverá sustentar sua candidatura. Durante a entrevista, Roseli citou a articulação entre Cidadania, Podemos, PL e Republicanos e afirmou que o grupo apoia a reeleição de Jorginho Mello ao governo de Santa Catarina e de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, além dos demais nomes que integram a composição para as eleições de 2026.
Para Roseli, a polarização entre direita e esquerda deve influenciar também a disputa pelas vagas no Legislativo. A candidata avalia que, em Santa Catarina, o cenário tende a favorecer nomes alinhados à direita, que, segundo ela, estão mais próximos dos valores defendidos por seu grupo político.
Ao mesmo tempo, Roseli considera que o ambiente eleitoral deve ser marcado por tensão e defende uma campanha pautada pelo bom senso e pela discussão de propostas. Na avaliação da candidata, o excesso de confrontos e discussões políticas não contribui para o país e o foco deve estar na atuação em favor da população.
Ao avaliar o cenário econômico do país, Roseli criticou a carga tributária e afirmou que empresários e famílias enfrentam dificuldades para manter as despesas. Para ela, o Brasil precisa de uma reestruturação política para voltar a crescer.
Cidadania busca uma cadeira na Câmara Federal
A candidata avalia que o Sul de Santa Catarina pode ampliar sua representação na Câmara dos Deputados. Para Roseli, os atuais parlamentares da região têm condições de conquistar a reeleição, mas há espaço para novos nomes na disputa. No Cidadania, a meta é eleger ao menos uma deputada federal em Santa Catarina. A legenda terá duas candidatas ao cargo no Estado, uma em Joinville e outra no Sul, representada por Roseli.
A experiência na gestão pública é apontada pela candidata como um dos diferenciais para a disputa. À frente da Secretaria de Assistência Social e Habitação de Orleans entre 2021 e 2024, ela afirma que pretende levar essa experiência para o Congresso. Caso seja eleita, a saúde será a prioridade inicial, com foco em exames, cirurgias e medicamentos de alto custo. Habitação e infraestrutura também estão entre as áreas que pretende defender.
“Eu creio que sou um bom nome aqui para o Sul. Eu sou a única candidata federal aqui da nossa região, de Orleans, e o pessoal de Orleans já conhece o meu trabalho”, afirmou.
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ITR deve ser declarado entre agosto e setembro; sindicato orienta produtores rurais de Orleans
Por Rádio Guarujá06/08/2026 10h55
Imagem/Divulgação
Os proprietários de imóveis rurais precisam ficar atentos ao prazo para a entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). O período para o envio da declaração começa em 10 de agosto e segue até 30 de setembro.
Ao Jornal da Guarujá a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Orleans, Janete Pizzone, informa que a declaração deve ser feita anualmente por proprietários de imóveis localizados em áreas rurais, independentemente do tamanho da propriedade.
Janete alerta que manter a documentação atualizada é importante principalmente para quem pretende realizar algum tipo de operação envolvendo o imóvel. Segundo ela, pendências podem dificultar processos como venda, desmembramento da área e obtenção de financiamento rural.
“Hoje você que vai fazer o seu ITR precisa estar atualizado”, explicou a presidente. Ela destacou que, quando houve alguma alteração na propriedade, como desmembramento, venda de parte do terreno ou inventário, é necessário atualizar primeiro a documentação.
Nesses casos, conforme Janete, o proprietário deve apresentar a escritura atualizada ao Incra e regularizar as informações referentes ao imóvel antes de realizar a declaração do ITR. Se não houve alteração na propriedade, a declaração pode ser feita normalmente com os dados já registrados.
Serviço pode ser feito no sindicato
A declaração não exige, necessariamente, a contratação de advogado. De acordo com Janete, o procedimento pode ser realizado pela internet quando a documentação estiver regularizada. Contadores também podem prestar o serviço.
O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Orleans oferece atendimento para a realização da declaração tanto para associados quanto para não associados. A presidente recomenda que os produtores procurem um serviço de confiança para evitar erros que possam gerar dificuldades posteriormente.
“Às vezes eles não fazem algo certo e aí depois, quando precisarem lá no financiamento ou algo parecido, voltam lá no sindicato e dá um transtorno danado”, afirmou.
O sindicato fica na Rua Barão do Rio Branco, no edifício São Camilo, na região do Centro Administrativo de Orleans. O contato informado por Janete é (48) 3466-0193.
Sindicato também mobiliza fumicultores
Durante a entrevista, Janete também chamou a atenção para um problema envolvendo uma variedade de fumo utilizada por produtores da região. Segundo ela, agricultores que adquiriram determinada semente estão relatando dificuldades no desenvolvimento das plantas.
De acordo com a presidente, as plantas apresentam poucas folhas e florescem precocemente, o que estaria comprometendo a produção. A situação, segundo ela, afeta agricultores de Orleans, Urussanga, Lauro Müller e Grão-Pará.
Diante dos relatos, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Grão-Pará iniciou uma mobilização e Janete informou que também passou a participar das discussões para buscar alternativas para os produtores afetados.
Uma reunião foi marcada para o dia 12, às 19 horas, na localidade de Invernada. A presidente do sindicato convidou fumicultores e demais produtores que se considerem prejudicados a participarem do encontro.
A proposta é reunir agricultores e representantes envolvidos para avaliar a situação e discutir quais medidas podem ser tomadas diante dos problemas relatados nas lavouras.
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Jorge Koch confirma candidatura a deputado estadual e defende maior representação do Sul de Santa Catarina
Por Rádio Guarujá06/08/2026 10h51
Foto/Redação
A série de entrevistas com candidatos da região Sul de Santa Catarina teve sequência nesta quinta-feira (6), no Jornal da Guarujá, com a participação do ex-prefeito de Orleans e ex-delegado regional Jorge Koch, que teve a candidatura a deputado estadual pelo MDB homologada em convenção partidária no último sábado.
Durante a entrevista, Koch explicou que a decisão de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa começou a ser construída no fim de 2024, quando foi procurado pelo então deputado estadual Volnei Weber. Segundo ele, Weber informou que não pretendia disputar um novo mandato e colocou seu nome como possibilidade para assumir a candidatura.
“Eu fui procurado pelo deputado Volnei Weber ali na prefeitura. Eu lembro que foi em dezembro de 2024. Volnei veio me procurar, dizer que não seria mais candidato a deputado e perguntou se eu estava preparado para assumir a condição de pré-candidato na vaga dele”, relatou.
Koch disse que inicialmente ficou surpreso com a decisão, mas passou a conversar com familiares e lideranças políticas antes de aceitar o desafio. Em março de 2025, segundo ele, um encontro com lideranças em São Ludgero consolidou a decisão de disputar a eleição.
O ex-prefeito afirma que pretende apresentar ao eleitorado a experiência acumulada ao longo da vida pública. Ele foi vereador por oito anos, delegado de polícia por 27 anos e prefeito de Orleans por dois mandatos.
“Eu vou entregar ao eleitor os meus oito anos de experiência como prefeito municipal, vou entregar ao eleitor os meus 27 anos como experiência de delegado de polícia e a minha experiência como oito anos vereador, quatro na cidade de Braço do Norte e quatro anos aqui em Orleans”, afirmou.
Segurança pública e representação regional
Entre as bandeiras apresentadas durante a entrevista está a segurança pública. Koch destacou os 27 anos de atuação como delegado e afirmou que pretende utilizar essa experiência caso seja eleito.
“Eu vivi segurança 27 anos. Eu posso estar lá na Assembleia, colaborar com os demais 39 deputados porque um é professor, um vai ser empresário, outro é comerciante e talvez um delegado lá dentro possa estar trabalhando sobre a segurança pública. Nós precisamos alguém que viveu segurança pública”, declarou.
O candidato também defendeu a manutenção e ampliação da representação política do Sul catarinense. Segundo Koch, a região precisa recuperar um atraso histórico em áreas como infraestrutura, aeroportos e logística.
Ele citou a duplicação da BR-101, a implantação do Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna, e o desenvolvimento do Porto de Imbituba como exemplos de investimentos que, na avaliação dele, demoraram a avançar.
Para Koch, a quantidade de representantes eleitos também interfere na capacidade da região de buscar recursos públicos.
“Quanto mais deputados no Sul, mais recursos. Se eu pegar aqui cada deputado estadual, dispõe de 20 a 22 milhões a mais de demanda positiva. Quanto mais deputado, mais recursos vão aparecer aqui no Sul”, afirmou.
O candidato também defendeu que os municípios tenham maior autonomia para decidir onde aplicar recursos recebidos do Estado.
“Menos Brasília, menos Florianópolis e mais recursos no nosso município”, resumiu, retomando uma posição que, segundo ele, já defendia durante o período em que esteve à frente da Prefeitura de Orleans.
Entre as demandas que pretende levar para a Assembleia, caso seja eleito, Koch citou a infraestrutura rodoviária. Ele criticou as condições da SC-370, entre Braço do Norte e Tubarão, e defendeu melhorias na ligação entre os municípios.
O candidato também mencionou a duplicação da SC-108 na região de Urussanga e outras obras de infraestrutura que, segundo ele, precisam avançar.
Outra área destacada foi a indústria do plástico. Koch afirmou que o setor tem forte presença econômica no Sul e que pretende defender a atividade diante das discussões sobre redução da produção e utilização de materiais plásticos.
“Hoje a indústria plástica emprega 12 mil de forma direta. Hoje nós temos quase 300 pequenas empresas aqui na região Sul vinculadas ao plástico. O plástico está sendo muito massacrado em nível nacional e mundial para se eliminar a fabricação do plástico”, disse.
Segundo ele, a atuação parlamentar também deverá ser construída a partir das demandas apresentadas por prefeitos e vereadores da região.
“São demandas regionais, locais, que a gente vai buscar e vai ouvir dos prefeitos e vereadores. E são essas demandas que vão chegar no nosso gabinete que a gente vai trabalhar”, afirmou.
Posicionamento na eleição presidencial
Durante a entrevista, Koch também foi questionado sobre a influência da disputa presidencial nas eleições para os demais cargos. Ele avaliou que a polarização entre direita e esquerda pode acabar tirando a atenção do eleitor das candidaturas a deputado estadual, deputado federal, senador e governador.
Na disputa presidencial, Koch declarou apoio a Ronaldo Caiado (PSD) no primeiro turno, seguindo, segundo ele, a posição definida pelo MDB. Ao ser questionado sobre a possibilidade de um segundo turno, afirmou que, nesse cenário, apoiaria o candidato que estivesse em melhores condições de enfrentar o atual governo.
O candidato também defendeu uma mudança no comando do governo federal.
“Eu vejo um bom momento para que a população analise exatamente o que está acontecendo. Pena é essa briga da direita e da esquerda, que realmente atrapalha cada vez mais o eleitor”, declarou.
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Ulisses Gabriel aposta na experiência na segurança para representar o Sul na Assembleia
Por Rádio Guarujá05/08/2026 12h00
Foto/Divulgação
O Jornal da Guarujá abre uma série de entrevistas com os candidatos que disputarão as eleições de 2026. A proposta é apresentar ao eleitor os nomes que estarão na disputa e conhecer as principais ideias de cada candidato para Santa Catarina e para o Sul do Estado. O primeiro entrevistado é Ulisses Gabriel (PL), ex-delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, que deixou o cargo para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa.
A decisão de entrar na disputa, segundo Ulisses, ocorreu após um convite do governador Jorginho Mello. Ele afirma que recebeu a missão de representar a segurança pública, mas também de buscar espaço para o Sul de Santa Catarina no Legislativo estadual. O candidato lembra que parte dos atuais deputados estaduais da região não deverá concorrer novamente ao mesmo cargo.
“Eu fui candidato em 2018 e acabei fazendo 28.183 votos em 156 municípios catarinenses. Melhorou um pouco em razão da Delegacia-Geral, da representação na segurança pública. Há uma tendência de se fazer votos nos 295 municípios e a gente tem buscado então essa vaga na Assembleia Legislativa como candidato para poder buscar de fato uma representação que Orleans sempre merece”, afirmou.
Para Ulisses, a presença de um deputado com proximidade com o governo estadual pode facilitar a busca por recursos e obras para os municípios. Ele cita a relação com Jorginho Mello e afirma que essa conexão já contribuiu para a chegada de investimentos à região.
“Quando se tem um deputado, a cidade fica no mapa e, juntamente com os prefeitos da região, nós procuramos sempre sensibilizar o governador Jorginho para trazer recursos e valorizar o nosso Sul de Santa Catarina. Isso acabou sendo positivo, mas é claro que como deputado estadual a representação é muito mais forte”, disse.
Entre as demandas de Orleans, o candidato citou projetos de infraestrutura que estão sendo discutidos pelo município. Um deles é um anel viário ligando o Oratório às Seis Marias, além de uma conexão entre os bairros Murialdo e São Jerônimo.
“Tem várias obras importantes que o prefeito Fernando está projetando para a cidade de Orleans, e por isso que eu digo da importância de ter uma pessoa diretamente ligada ao governador representando essa nossa região e representando Orleans, fazendo com que as coisas consigam acontecer em Orleans e região”, afirmou.
Segurança é uma das principais bandeiras
A segurança pública aparece como uma das principais bandeiras da candidatura. Ulisses comandou a Polícia Civil de Santa Catarina durante o governo Jorginho Mello e atribui os resultados obtidos pelo Estado ao trabalho conjunto das forças de segurança.
Segundo ele, o governador havia estabelecido duas prioridades quando o convidou para assumir a chefia da Polícia Civil: endurecer o enfrentamento ao crime e melhorar o atendimento à população.
“O governador Jorginho, no ano de 2020, me convidou para assumir a chefia da Polícia Civil de Santa Catarina, pediu duas coisas: linha dura contra o crime e melhoria do atendimento ao cidadão catarinense. E aí nós começamos a fazer um trabalho que fez com que Santa Catarina se tornasse o estado mais seguro do Brasil”, declarou.
Ulisses destacou que o resultado, na avaliação dele, não foi obtido apenas pela Polícia Civil.
“O trabalho em conjunto com cada policial civil, com cada policial militar, com cada policial científico, com cada bombeiro militar, com cada policial penal. Isso fez com que nós atingíssemos índices muito importantes na segurança pública”, afirmou.
Apesar da experiência na área, o candidato diz que a atuação na Assembleia precisará contemplar outras demandas. Para resumir essa visão, ele citou duas áreas que considera fundamentais.
“Sem segurança a gente não tem presente, sem educação a gente não tem futuro. Então, são dois tópicos extremamente importantes. Só que aliado a isso, nós temos aí pessoas que têm sofrido muito pleiteando saúde pública”, disse.
Saúde aparece entre as principais demandas do Sul
Ao falar sobre as necessidades da região, Ulisses afirmou que um levantamento realizado no Sul de Santa Catarina apontou a saúde pública como a principal demanda. Segundo ele, 46% da população teria alguma necessidade essencial relacionada à área. Segurança pública representaria 16% e educação, 14%.
Para o candidato, a atuação parlamentar deve buscar recursos para reduzir as dificuldades enfrentadas pela população no acesso aos serviços de saúde.
“Quanto mais nós buscarmos recursos junto ao governo para o investimento de saúde pública, fazendo exames, fazendo cirurgias, fazendo atendimentos especializados, mais tranquila vai ficar a população, porque ela precisa de saúde. Essa saúde, a pessoa não sai de casa, então é uma demanda essencial, uma demanda importante”, afirmou.
A infraestrutura também aparece entre as prioridades. Ulisses citou a SC-390 e defendeu a implantação de uma terceira faixa entre Orleans e Tubarão. Também mencionou a BR-101 e a necessidade de melhorias no corredor entre Urussanga e Criciúma. Ele também citou obras na Serra do Corvo Branco e investimentos em estradas rurais.
Falta de mão de obra muda debate sobre emprego
A falta de trabalhadores para preencher vagas disponíveis nas empresas também foi discutida durante a entrevista. Ulisses reconheceu que o problema enfrentado atualmente por muitas empresas é diferente daquele de anos atrás, quando a principal preocupação era justamente a criação de empregos.
Na avaliação dele, a redução da carga tributária é uma das medidas que podem contribuir para melhorar o cenário econômico.
“A diminuição de impostos é necessária porque todos os países que diminuem impostos, eles aumentam a arrecadação. Porque as pessoas não querem deixar de pagar imposto, elas querem pagar, elas querem ser honestas. Só que hoje no Brasil 34% do que se ganha é imposto. Então o cidadão trabalha quatro meses no ano só para pagar imposto”, afirmou.
O candidato defendeu que a redução da carga tributária pode aumentar a circulação de dinheiro e aliviar principalmente pequenos empresários.
“Então o primeiro passo seria uma busca por não aumentar imposto. Segundo tópico, tentar buscar uma diminuição de imposto e diminuição da carga tributária no Brasil. Isso faz com que o dinheiro em circulação aumente”, disse.
Para Ulisses, a segurança pública e a qualificação profissional também estão diretamente relacionadas ao crescimento econômico de Santa Catarina.
“O governador tem investido muito na qualificação técnica. Isso vai começar, na minha visão, a gerar uma demanda por trabalho, mas vai gerar também trabalhadores rápidos a estarem se apresentando aí para esses postos de trabalho”, afirmou.
Candidato fala em crescimento populacional de Santa Catarina
Ulisses também relacionou a necessidade de planejamento ao crescimento populacional do Estado. Segundo ele, Santa Catarina precisará se preparar para uma população maior nos próximos anos.
“Santa Catarina vai crescer 50% nos próximos anos. Hoje ela tem 8 milhões de habitantes, ela vai ter 12 milhões de habitantes nos próximos anos, vai superar o Rio Grande do Sul. Então esse é um tópico importante, porque a gente tem que já planejar Santa Catarina quando a gente fala em diminuição de impostos, quando a gente fala em segurança pública, quando a gente fala em crescimento populacional do Estado e quando a gente fala em qualificação”, afirmou.
Polarização também deve marcar eleição em Santa Catarina
A disputa nacional e a polarização política também entraram na conversa. Ulisses defendeu o projeto político do PL e declarou apoio ao governador Jorginho Mello em Santa Catarina.
Ao comentar a polarização, o candidato afirmou que não enxerga o cenário apenas como uma disputa entre dois grupos políticos.
“As pessoas falam em polarização. Não é polarização, na minha visão. É um grupo de pessoas tentando fazer diferença contra um grupo de pessoas que só quer obter vantagem indevida, é passar a mão no dinheiro público e se completar”, declarou.
Ulisses também defendeu que Santa Catarina continue seguindo um projeto político alinhado ao PL.
“Vamos trabalhar para que a gente possa resgatar o Brasil. Santa Catarina é o que é porque nunca foi governado pela esquerda. A gente precisa dar uma resposta e mostrar Santa Catarina é um estado que dá certo e onde as coisas acontecem”, afirmou.