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Rádio Guarujá
Senador Esperidião Amin propõe audiência pública sobre economia circular do plástico em São Ludgero
Por Rádio Guarujá25/06/2026 11h30
Plenário do Senado Federal durante sessão não deliberativa.
Em discurso, à tribuna, senador Esperidião Amin (PP-SC).
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal promove nesta sexta-feira (26), às 14 horas, em São Ludgero, no sul do estado, uma audiência pública proposta pelo senador Esperidião Amin para debater os impactos da legislação e das normas regulatórias que envolvem a indústria do plástico no Brasil.
A iniciativa busca reunir representantes do setor produtivo, trabalhadores, pesquisadores e especialistas para discutir propostas em tramitação no Senado e medidas regulatórias que afetam a cadeia produtiva do plástico, conciliando desenvolvimento econômico, geração de empregos e preservação ambiental.
A escolha do Sul de Santa Catarina como sede da audiência permitirá aos senadores conhecer o Projeto Defesa Circular, que terá seu projeto-piloto em Orleans e propõe soluções inovadoras de educação ambiental, rastreabilidade e reciclagem de plásticos de baixa circularidade. A iniciativa é resultado de parceria entre setor produtivo, universidades e instituições de pesquisa.
“Precisamos construir alternativas equilibradas que promovam a sustentabilidade ambiental sem comprometer empregos, renda e a competitividade de um setor estratégico para a economia brasileira. Esta audiência será uma oportunidade para ouvir todos os segmentos envolvidos e conhecer experiências que podem servir de referência para o país”, destaca o senador Esperidião Amin.
Entre os convidados para a audiência estão representantes da indústria, da academia, dos trabalhadores e dos catadores de materiais recicláveis, incluindo Paulo Teixeira (Abiplast), André Passos Cordeiro (Abiquim), Alexander Turra (USP), Gisele Coelho Lopes (Unesc), Carlos de Cordes e Dorival Rodrigues dos Santos (Feccat).
A audiência integra a mobilização “Transição Justa dos Plásticos para a Economia Circular”, organizada pelo Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense (Sinplasc), e ocorrerá na sede social da Cegero, em São Ludgero. O evento também contará com debates e visitas técnicas voltadas à apresentação de iniciativas de inovação e reciclagem desenvolvidas na região.
A reunião será interativa, transmitida ao vivo e aberta à participação dos interessados por meio do portal e-cidadania, na internet, em senado.leg.br/ecidadania ou pelo telefone da ouvidoria 0800 061 22 11.
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Denúncia sobre suposta incompatibilidade de horários de Jana Coan é arquivada pelo Ministério Público
Por Rádio Guarujá24/06/2026 11h58
Foto/Divulgação
A vereadora de Orleans, Jana Coan (PL), informou que foi arquivada pelo Ministério Público uma denúncia que questionava a compatibilidade entre sua atuação como vereadora e as funções exercidas no serviço público.
A denúncia, apresentada de forma anônima no ano passado, apontava uma suposta incompatibilidade de horários entre o mandato legislativo e as atividades desempenhadas por Jana no então Departamento Municipal de Esportes — atualmente Secretaria de Esportes — além de sua atuação como servidora efetiva do Estado.
Ao jornal da Guarujá, a vereadora disse que toda a documentação solicitada pelos órgãos responsáveis foi apresentada durante a apuração, que concluiu não haver irregularidades.
“Eu recebi essa semana o arquivamento. Foi uma denúncia anônima. Não sei quem fez, mas quem fez não conhece a minha vida ou fez propositalmente apenas para incomodar. Sou funcionária pública efetiva do Estado desde o ano 2000, tenho 40 horas no Estado, também sou concursada no município desde 2000 e, em 2008, alterei minha carga horária. Eu sempre trabalhei 60 horas semanais. Quem me conhece sabe disso. Sempre trabalhei de manhã, à tarde e à noite. Esse sempre foi o meu ritmo de trabalho”, afirmou.
Jana disse ter ficado surpresa com o surgimento da denúncia somente após assumir uma cadeira na Câmara Municipal. Segundo ela, durante mais de três décadas de atuação no serviço público, nunca houve questionamentos sobre sua rotina profissional.
“O que me surpreendeu foi que, depois que assumi como vereadora, apareceu uma denúncia dizendo que eu não tinha tempo compatível para exercer o mandato e que havia incompatibilidade de horários. Nunca ninguém tinha se preocupado com isso antes. Foi feita essa denúncia anônima e agora veio o arquivamento”, declarou.
A parlamentar destacou que o parecer final apontou a inexistência de sobreposição de jornadas e confirmou a legalidade da acumulação das funções exercidas.
“No relatório final consta que, a partir das informações prestadas, foi constatada a inexistência de sobreposição entre as jornadas exercidas, demonstrando compatibilidade formal dos vínculos e, consequentemente, a licitude da acumulação. Eu não tenho acúmulo irregular de cargos. Consigo trabalhar normalmente. Além disso, todos sabem que a Secretaria de Esportes funciona também em finais de semana e feriados, por conta das competições e eventos esportivos”, explicou.
Críticas ao anonimato da denúncia
Durante a entrevista, Jana também criticou o fato de a denúncia ter sido feita de forma anônima. Embora tenha evitado atribuir autoria ou motivação política ao caso, afirmou que considera esse tipo de procedimento inadequado em situações que não envolvam crimes graves.
“Eu acho covarde quando alguém faz esse tipo de denúncia escondido. Se um dia eu precisar denunciar alguma situação política, vou assumir isso publicamente. As pessoas têm que ter coragem de mostrar onde entendem que está o erro, para que o outro lado também tenha o direito de se defender”, afirmou.
Questionada se acredita que o caso teve motivação política, a vereadora disse que não possui elementos para fazer acusações, mas ressaltou que a situação surgiu justamente após sua eleição.
“Como foi uma denúncia anônima, eu não posso acusar ninguém. Só acuso quando tenho provas. Mas me causou muita estranheza que a preocupação com os meus horários apareceu justamente depois que me tornei vereadora. Se fizeram por maldade política, agora terão que procurar outro motivo para tentar me prejudicar, porque esse assunto foi arquivado”, declarou.
Caso foi encerrado
De acordo com Jana Coan, o Ministério Público apenas apurou os fatos e solicitou informações aos órgãos envolvidos, sem que o caso chegasse a uma fase de julgamento.
“Foi encaminhado à Secretaria de Estado, à Prefeitura e ao Departamento de Esportes na época. Todos responderam, apresentei meus horários e, cerca de seis meses depois, veio o arquivamento. O Ministério Público analisou as informações e concluiu que não havia fundamento para a denúncia”, explicou.
Ao final da entrevista, a vereadora afirmou que seguirá exercendo normalmente suas atividades na Câmara Municipal, na Secretaria de Esportes e na Escola Estadual Toneza Cascaes, onde também atua como servidora pública.
“Continuo trabalhando para todos os munícipes, exercendo minhas funções de vereadora, no esporte e na escola. O assunto foi esclarecido e arquivado. Agora sigo focada no trabalho”, concluiu.
Mente em Sintonia: redes sociais e “vício em dopamina” afetam concentração e emoções
Por Rádio Guarujá24/06/2026 11h54
Foto/Redação
Toda última quarta-feira do mês, o Jornal da Guarujá recebe a psicóloga Vanesa Bagio no quadro Mente em Sintonia. Nesta edição, o tema foi o impacto do uso constante das redes sociais na atenção, nas emoções e no comportamento das pessoas.
Vanesa explicou que a dopamina é uma substância do cérebro ligada à sensação de prazer e recompensa. Segundo ela, o problema surge quando esse mecanismo passa a ser estimulado de forma contínua pelas redes sociais, criando um ciclo de busca por curtidas, comentários e notificações.
“Dopamina é o hormônio da felicidade, mas hoje ela está sendo usada de uma forma que acaba indo ao contrário disso. Isso já está gerando um transtorno emocional”, afirmou.
A psicóloga destacou que esse sistema de recompensa digital faz com que muitas pessoas fiquem em constante expectativa de retorno nas redes, o que pode gerar ansiedade e frustração quando não há interação.
Ela explicou que hoje é comum que usuários aguardem curtidas e comentários como forma de validação, o que intensifica o envolvimento emocional com o conteúdo publicado.
“Hoje está muito forte essa questão das redes sociais. As pessoas ficam aguardando o outro dar uma curtida, fazer um comentário, começar a ter mais seguidores. E isso vai gerando uma ansiedade em cima de uma tela de celular”, disse.
Durante a entrevista, Vanesa relatou uma observação feita em uma viagem recente até Tubarão, quando percebeu que grande parte das pessoas nas ruas estava com o olhar fixo no celular, mesmo caminhando ou pedalando. A situação, segundo ela, chamou atenção pela perda de contato com o ambiente ao redor.
“Eu fui até Tubarão e me chamou muito a atenção: pessoas na rua, caminhando ou de bicicleta, todas olhando para o celular. Todos estavam olhando a tela. Isso me chamou a atenção como profissional da saúde mental”, contou.
Ela avalia que esse comportamento constante contribui para uma desconexão do momento presente e reduz a percepção do que acontece ao redor.
Vanesa também apontou que a lógica das redes sociais pode gerar frustração emocional quando não há interação esperada, o que influencia diretamente na forma como as pessoas interpretam suas relações digitais.
Segundo ela, é comum que a ausência de curtidas seja entendida de forma pessoal, levando até a conflitos ou afastamentos.
“Se não tem curtida, gera frustração. E aí a pessoa começa a cobrar o outro: ‘por que não curtiu meu vídeo?’. Isso vai criando um excesso emocional”, explicou.
A psicóloga também comentou sobre o papel dos algoritmos na forma como o conteúdo é distribuído, o que influencia diretamente o comportamento dos usuários e o tipo de conteúdo que eles consomem diariamente.
Ela observa que isso pode reforçar a sensação de controle, mas também limita a diversidade de informações e experiências.
“A rede social hoje tem um domínio sobre o comportamento humano. Se você curte, aquilo volta para você. Se você não interage, parece que você deixa de existir no conteúdo do outro”, afirmou.
Outro ponto abordado foi a comparação constante entre pessoas, especialmente em relação a números de seguidores e engajamento, o que, segundo Vanesa, pode afetar a autoestima.
“As pessoas começam a se comparar: quantos seguidores você tem? E isso vira motivo de vergonha, como se fosse algo determinante sobre o seu valor”, disse.
Ela reforçou que o problema não está no uso das redes em si, mas no excesso e na forma como elas ocupam o cotidiano. Para ela, é possível utilizar as plataformas de forma profissional e saudável, desde que haja limites claros.
“Uma coisa é usar a rede para trabalhar, divulgar conteúdo. Outra coisa é ficar o tempo todo preso nisso, esperando retorno imediato”, afirmou.
Nos atendimentos clínicos, Vanesa relata que observa com frequência pessoas que não conseguem se desconectar nem em momentos que exigem atenção total ao diálogo terapêutico.
“Tem paciente que abre a bolsa o tempo todo para olhar o celular. E eu pergunto: você está aqui mesmo? Porque fisicamente está, mas mentalmente não”, disse.
Ela também destacou uma mudança no comportamento de consumo de conteúdo, com menor tolerância a vídeos longos e atividades que exigem mais concentração.
“Ninguém mais tem paciência para assistir um vídeo até o final. Tudo precisa ser rápido, acelerado. Isso muda o funcionamento da mente”, afirmou.
Segundo a psicóloga, crianças e adolescentes são os mais impactados por esse cenário, já que crescem com acesso constante a telas e menos mediação no uso da tecnologia.
“As crianças já não têm mais a mediação dos pais como antes. Hoje elas têm acesso direto ao celular, e isso muda completamente a forma de atenção e comportamento”, explicou.
Ao final, ela reforçou a importância da presença real nas relações cotidianas e no convívio social.
“As pessoas estão juntas, mas não estão presentes. Estão fisicamente ali, mas emocionalmente em outro lugar”, concluiu.
Para conhecer mais sobre o trabalho da psicóloga Vanesa Bagio, obter dicas sobre saúde mental ou agendar uma consulta, o contato pode ser feito pelo Instagram @vanesabagio.psi ou no consultório localizado no Edifício Cidade das Colinas – Rua João Ramiro Machado, 321, Sala 6, Centro, Orleans.
Confira
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Exames indicam que porfiria continua ativa e adolescente de Orleans precisará de mais seis doses de medicamento
Por Rádio Guarujá23/06/2026 12h22
Foto/Divulgação
A família de Mateus Carrer Della Justina, de 15 anos, morador da comunidade de Barro Vermelho, em Orleans, divulgou uma atualização sobre o estado de saúde do adolescente, que trava uma batalha contra a Porfiria Aguda Intermitente, uma doença genética rara.
Internado desde maio em Criciúma, Mateus segue em tratamento intensivo e apresenta avanços importantes em sua recuperação. No entanto, o caminho ainda é longo e exige a continuidade dos cuidados médicos.
Segundo o pai, Jorge Luiz Della Justina, desde a última atualização houve a necessidade da realização de uma traqueostomia para auxiliar a respiração do adolescente. Apesar disso, os profissionais de saúde já iniciaram o processo de redução gradual da dependência dos aparelhos.
“Hoje ele ainda se encontra com a traqueostomia para ajudar na respiração, porém os médicos e os terapeutas já estão fazendo alguns exercícios que eles chamam de desmame, deixando algum período do dia ele respirar por conta”, relatou.
De acordo com a família, Mateus já consegue permanecer por mais de uma hora respirando sem auxílio mecânico, um avanço considerado importante dentro do processo de recuperação.
“Ele fica num período de uma hora, uma hora e dez minutos e está conseguindo se manter com a respiração própria”, explicou o pai.
Exames apontam que a doença segue ativa
Apesar da evolução clínica observada nos últimos dias, a família recebeu uma notícia que demonstra que a luta contra a doença ainda está longe do fim.
Exames realizados recentemente confirmaram que a Porfiria Aguda Intermitente continua ativa, tornando necessária a realização de um novo ciclo do tratamento medicamentoso.
“Chegaram os exames para confirmar se havia ainda necessidade de novas aplicações e acabou que veio positivo ainda. A porfiria está ativa e necessitando de mais um ciclo de aplicações”, contou Jorge.
Diante da necessidade de novas doses do medicamento, a família ingressou com uma ação judicial contra o plano de saúde para garantir a continuidade do tratamento.
Nesta segunda-feira, a Justiça concedeu decisão favorável ao adolescente, determinando que o plano forneça as seis novas ampolas necessárias para a sequência do protocolo médico.
“Entramos com uma ação judicial contra o plano e veio uma decisão favorável em nome do Mateus. O plano entrou em contato comigo dizendo que iria cumprir a determinação da Justiça e disponibilizar esse medicamento”, afirmou.
Segundo o pai, as novas doses devem chegar nos próximos dias para que o segundo ciclo seja iniciado o quanto antes.
“No mais tardar na quarta-feira de manhã estarão chegando as novas doses para iniciar o segundo ciclo de tratamento”, disse.
A expectativa da família é de que a continuidade da medicação contribua para a recuperação gradual dos movimentos e da autonomia do adolescente. No entanto, o processo ainda deve ser longo e exigirá acompanhamento constante e reabilitação.
“Com esse tratamento a gente espera que ele consiga recuperar os movimentos, enfim, devagarinho, um passo por dia, para poder estar de volta. É um período longo, mas estamos confiantes”, destacou Cristiano.
Mesmo com a garantia judicial das novas doses do medicamento, a família reforça que a campanha de arrecadação continua sendo necessária. Além dos custos relacionados ao tratamento, permanecem as despesas com deslocamentos, o ressarcimento de familiares e amigos que contribuíram para a compra das primeiras medicações e as futuras etapas da recuperação.
Por isso, os familiares agradecem todas as manifestações de solidariedade recebidas desde o início da campanha e pedem que a comunidade continue ajudando e compartilhando a mobilização em favor de Mateus.