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Rádio Guarujá
Vereadora Mirele Debiasi contesta críticas sobre fiscalização da obra da Casa Rosa
Por Rádio Guarujá19/08/2026 12h39
Foto/Redação
A situação do telhado da sede da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Orleans voltou a ser discutida na Câmara de Vereadores durante a sessão da última segunda-feira (17). Inaugurada há aproximadamente três anos, durante a gestão do ex-prefeito Jorge Koch (MDB), a Casa Rosa apresenta problemas de goteiras e infiltrações em alguns ambientes, principalmente durante períodos de chuva acompanhada de vento.
O assunto foi levantado pelo vereador Joel Cavanholi (PL), que demonstrou preocupação com possíveis danos aos móveis planejados da entidade, avaliados em mais de R$ 100 mil, além dos equipamentos utilizados nos atendimentos.
Durante a discussão, a vereadora Mirele Debiasi (PSDB) afirmou que o problema existe, mas contestou a informação de que a obra não teria sido fiscalizada ou que nenhuma providência teria sido tomada pela administração anterior.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quarta-feira (19), Mirele afirmou que a Rede Feminina procurou a Prefeitura e a empresa responsável em diferentes momentos.
“A obra da Rede Feminina, após concluída, apresentou alguns problemas quando chove, principalmente na chuva que está tendo agora, com vento. Alguns cômodos da Rede Feminina, algumas salas estão com vazamento. Porém, muitas partes da fala dele são inverdades. Sempre que a Rede Feminina procurou a antiga administração para falar sobre o problema, nós fomos recebidos. A gente tem as atas disso. Engenheiros da Prefeitura foram, engenheiros da empresa foram e a gente tem também uma arquiteta voluntária, que está 100% à disposição.”
Segundo a vereadora, foram feitas diversas tentativas para solucionar os vazamentos, incluindo impermeabilização, troca e adequação de calhas, substituição de telhas e reparos pontuais.
“Foi feita impermeabilização das telhas. Depois continuou ainda chovendo, foi trocada a calha porque viram que não tinha vazão quando tinha um volume muito grande de chuva. Depois foram trocadas as telhas. Teve até a contratação de pedreiros particulares e foram várias tentativas paliativas. Mas nessa última chuva, novamente, com o vento, teve vazamento.”
Apesar das intervenções, o problema voltou a aparecer. Mirele avalia que pode existir uma questão estrutural que ainda precisa ser identificada.
“Talvez seja um problema maior, até de um ângulo de telhado. Mas falta de fiscalização não foi.”
Atual administração também tem conhecimento
Mirele também afirmou que a atual administração municipal foi informada sobre os problemas. Segundo ela, um relatório com fotos, atas e informações sobre as providências tomadas ao longo dos últimos anos foi entregue ao prefeito Fernando Cruzetta.
“No ano passado, no dia 23 de novembro, inclusive, foi entregue novamente ao prefeito Fernando um relatório de tudo que tem sido feito nesses últimos três anos, com atas, datas de reuniões desde o governo Jorge. Foi entregue tudo à Prefeitura. E mês passado, oito voluntárias da Rede Feminina estiveram novamente na Prefeitura para pedir um socorro, porque a gente está aí com essa previsão de chuvas.”
A empresa responsável pela obra, segundo Mirele, decretou falência. Ela também explicou que a contratação ocorreu por meio de processo licitatório e que, após os problemas, a empresa ficou impedida de participar de novas licitações no município.
“A empresa que fez a obra decretou falência. Quando começaram esses problemas com a Rede Feminina, o jurídico da Prefeitura entrou em contato com a empresa. Ela ficou impossibilitada de fazer e participar de outras obras no município.”
Casa Rosa foi construída com mais de R$ 500 mil
Mirele também relembrou a trajetória para viabilizar a construção da sede própria da Rede Feminina. Segundo ela, antes de ser vereadora, já atuava como voluntária e presidiu a entidade. A construção da sede contou com mais de R$ 500 mil em recursos e apoio do deputado Marcos Vieira.
“Eu faço parte da Rede Feminina há muitos anos, muito antes de ser vereadora. Fui presidente da Rede Feminina e, na época, a gente escutava muito das voluntárias que queria ter um cantinho, ter a nossa casa. Eu me elegi vereadora e já no meu primeiro mandato a meta era construir a Casa Rosa. Tive um grande apoio do deputado Marcos Vieira, que foi quem mandou todo o recurso para essa obra.”
Para Mirele, apesar da discussão sobre responsabilidades, a prioridade agora deve ser encontrar uma solução para o problema e garantir a continuidade dos atendimentos realizados pela entidade.
“Não vai ser um problema no telhado que vai fazer com que a gente tenha que fechar a porta. A gente tem que resolver, porque a Casa Rosa é uma estrutura que poucos municípios têm. É uma sede própria da Rede Feminina e a gente tem que resolver essa situação e deixar um pouco essa discussão política de lado. Vamos resolver e tem que ser assim.”
Resíduos deixados após fechamento de empresa preocupam moradores do bairro Coloninha, em Orleans
Por Rádio Guarujá19/08/2026 12h36
Foto/Arquivo – Redação
A situação de uma área no bairro Coloninha, em Orleans, voltou a ser discutida na Câmara de Vereadores. O local era utilizado por uma empresa que trabalhava com materiais recicláveis, mas, após o encerramento das atividades, os resíduos permaneceram no terreno e foram se acumulando.
O problema já havia sido abordado no Jornal da Guarujá na última semana e voltou à pauta durante o uso da tribuna pela vereadora Jana Coan, na sessão da última segunda-feira (17).
Segundo relatos apresentados pela vereadora, o acúmulo de materiais tem provocado transtornos à comunidade, com a presença de ratos, baratas e animais peçonhentos nas proximidades das residências.
Ao Jornal da Guarujá, Jana afirmou que foi procurada por moradores e buscou informações junto à Vigilância Epidemiológica e ao Poder Executivo.
“Fui procurada por moradores e procurei me informar com o Luiz, que é da Vigilância Epidemiológica. Ele me respondeu que esse processo já está no Ministério Público. Em seguida, conversei com o nosso prefeito municipal e também com o assessor dele, o Leonardo, que me falaram que o Poder Executivo está ciente do problema e está vendo a melhor maneira de poder resolver.”
De acordo com a vereadora, a Prefeitura já realizou reuniões com moradores do bairro Coloninha e avalia alternativas para retirar os resíduos do local. Uma das possibilidades é encaminhar o material para uma usina de reciclagem, mas a medida depende dos procedimentos necessários para garantir uma destinação adequada.
“Uma das opções é enviar o material para uma usina de reciclagem, mas nós sabemos que isso demanda também tempo. É preciso deixar o projeto dentro da legalidade. O Poder Executivo já está atento e quer resolver esse problema.”
Problema preocupa moradores
A permanência dos resíduos no terreno também levanta preocupações relacionadas à saúde pública. Conforme Jana, moradores relatam a presença de animais e insetos nas proximidades das casas.
“Me falaram que tem ratos enormes entrando nas casas. Nós temos problemas de escorpiões, que a Vigilância Epidemiológica já esteve lá no bairro. Então isso traz realmente grandes problemas.”
A vereadora destacou que a situação precisa avançar para uma solução e que o município já acompanha o caso.
“Nós temos o problema e temos que buscar soluções. Não adianta nós só ficarmos falando, falando e não termos ideias para que se resolva.”
Segundo Jana , a área permanece sob acompanhamento do Poder Executivo, enquanto são avaliadas as medidas necessárias para a retirada e a destinação dos resíduos acumulados.
Saúde de Orleans confirma Dia D de multivacinação e atualiza situação das unidades
Por Rádio Guarujá19/08/2026 12h33
Foto/Reprodução – Arquivo
A Secretaria de Saúde de Orleans acompanha demandas estruturais e de atendimento nas unidades básicas do município. Entre os problemas recentes está a ocorrência de goteiras na Unidade Básica de Saúde São Francisco, no bairro Corridas, tema que chegou à Câmara de Vereadores por meio da Indicação nº 0148/2026, de autoria do vereador Murilo Hoffmann (NOVO), aprovada por unanimidade.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quarta-feira (19), a nova coordenadora da Atenção Básica, Luana Debiasi, informou que a situação no telhado da unidade já foi solucionada.
Luana assumiu a função na última quinta-feira (13), após convite da então secretária de Saúde, Ana Paula. Funcionária de carreira da Secretaria de Saúde há quase 20 anos, ela já integrou a equipe da pasta e também ocupou o cargo de secretária municipal de Saúde em 2017.
Segundo a coordenadora, a situação da unidade São Francisco já havia chegado ao conhecimento da Secretaria e os reparos necessários foram realizados.
“Chegou ao conhecimento da Secretaria de Saúde, porém a gestão já teve conhecimento e já resolveu o problema em relação à parte do telhado que estava com goteiras.”
A Secretaria também recebeu informações sobre problemas semelhantes na unidade de saúde de Pindotiba. Conforme Luana, as demandas relacionadas a goteiras e infiltrações estão sendo levantadas diante das chuvas registradas no município.
A forma de execução dos reparos depende de cada situação. Alguns serviços podem ser realizados diretamente pelo município, enquanto outros exigem procedimentos administrativos e contratação de empresas.
Demanda por exames e consultas
Outro desafio citado pela nova coordenadora é a demanda por consultas, exames e procedimentos especializados. Orleans conta atualmente com nove unidades de saúde com atendimento médico, sendo que algumas já possuem um segundo profissional.
As solicitações geradas nas unidades entram no sistema de regulação e passam por avaliação médica para definição de prioridade. Segundo Luana, alguns procedimentos são adquiridos por meio do CISAMREC, enquanto outros permanecem na fila de regulação do Estado.
“Nós temos um médico regulador que vai avaliar e realizar essa classificação. Algumas situações conseguimos comprar pelo consórcio CISAMREC e outras a gente insere e mantém na fila para o Estado regular.”
Luana também citou a defasagem da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) como um dos fatores que dificultam a oferta de determinados serviços.
“É uma sobrecarga bem grande de exames. A tabela do SUS é muito defasada, não tem atualização em alguns procedimentos.”
De acordo com a coordenadora, alguns procedimentos cirúrgicos contam com complementação do Estado, enquanto determinados especialistas e serviços precisam ser contratados diretamente pelos municípios quando não há oferta suficiente na rede pública.
Ao falar sobre os desafios que encontra no início da nova função, Luana apontou a necessidade de recursos para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir filas de exames e procedimentos.
A coordenadora destacou ainda o trabalho do setor responsável pelo encaminhamento dos exames por meio do CISAMREC, que busca dar maior vazão às solicitações existentes. Os casos classificados como de maior prioridade recebem atenção conforme os critérios de regulação.
Dia D de multivacinação será neste sábado
Durante a entrevista, Luana também confirmou a realização do Dia D da Campanha de Multivacinação em Orleans neste sábado (22). A mobilização faz parte da campanha iniciada em 3 de agosto e que segue até 1º de setembro.
A ação é destinada a crianças e adolescentes menores de 15 anos, com o objetivo de atualizar as cadernetas de vacinação.
As salas de vacina estarão disponíveis nas seguintes unidades:
São Donato, no Centro;
Santo Antônio, no Alto Paraná;
Nossa Senhora Aparecida, em Pindotiba;
São Francisco, em Nova Orleans;
Santa Luzia, no bairro Rio Belo;
Padre Santos, no Centro.
A orientação é que os responsáveis levem as crianças e adolescentes com a caderneta de vacinação para que a equipe de saúde possa verificar as doses e identificar eventuais vacinas que estejam em atraso.
A campanha busca atualizar a proteção contra diferentes doenças previstas no calendário de vacinação, incluindo vacinas contra difteria e tétano, conforme a situação vacinal de cada criança ou adolescente.
Câmara Setorial do Tabaco encaminha análise de sementes após casos de florescimento precoce em lavouras
Por Rádio Guarujá18/08/2026 11h22
Foto: Ilustrativa
A Câmara Setorial do Tabaco se reuniu na manhã desta segunda-feira (17) para discutir os problemas registrados em lavouras de fumo, principalmente no Sul de Santa Catarina. O principal assunto foi o florescimento precoce de plantas provenientes de determinadas sementes, situação que, segundo relatos apresentados durante a reunião, tem provocado redução no número de folhas e prejuízos aos produtores.
O vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (FETAESC), Luiz Sartor, participou da reunião e explicou ao Jornal da Guarujá que a Secretaria de Estado da Agricultura também acompanha o caso. A Câmara Setorial do Tabaco é vinculada à Secretaria da Agricultura.
Como encaminhamento, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC) deverá enviar ao Ministério da Agricultura as amostras de sementes recolhidas nas propriedades afetadas. O material passará por exames e testes laboratoriais para identificar as causas do problema.
“O assunto principal a ser discutido foi a problemática do florescimento precoce que está acontecendo em variedade de tabaco, principalmente no Sul de Santa Catarina. Foi dado o encaminhamento de que a CIDASC irá encaminhar as sementes que foram recolhidas no campo com os agricultores para o Ministério da Agricultura.”
De acordo com Sartor, o representante do Ministério da Agricultura em Santa Catarina também participou da reunião. O resultado dos exames deverá orientar os próximos encaminhamentos sobre os prejuízos registrados pelos agricultores.
Enquanto a análise não é concluída, as entidades também pretendem acompanhar o comportamento das lavouras de outras regiões do Estado onde o plantio do tabaco ocorre mais tarde. A intenção é observar se o mesmo problema será registrado nos novos cultivos.
“Nós estaremos também acompanhando as demais regiões do Estado onde o plantio está sendo mais tarde, muitas regiões estão sendo plantadas agora, para ver como se desenvolve a partir de agora.”
Possibilidade de ressarcimento
Sartor afirma que, neste momento, a prioridade é aguardar o resultado dos testes realizados nas sementes. Segundo ele, a empresa responsável pela variedade também acompanha a situação.
“O que ficou de concreto e encaminhado é que nós vamos aguardar o resultado da semente. A informação que a gente tem é que a Profigen, que é a detentora dessa variedade, está muito preocupada com isso que está acontecendo também.”
A expectativa das entidades envolvidas é que, a partir de um laudo técnico do Ministério da Agricultura, seja possível definir as medidas necessárias e avaliar a possibilidade de ressarcimento aos agricultores que tiveram prejuízos.
“A gente quer buscar, a partir desse laudo técnico do Ministério, o encaminhamento para que o agricultor possa ser ressarcido desse prejuízo.”
Outro assunto apresentado durante a reunião foi o desenvolvimento de uma máquina de classificação de tabaco utilizando inteligência artificial. O equipamento está sendo desenvolvido no Instituto Federal Catarinense, no campus de Santa Rosa do Sul, por um professor e sua equipe.
Segundo Sartor, o projeto já está na fase de primeiras demonstrações. A proposta é utilizar a tecnologia para tornar o processo de classificação mais preciso e seguro, seguindo os critérios estabelecidos pelas portarias que regulamentam a atividade.
As entidades pretendem conhecer o equipamento com mais detalhes e acompanhar o desenvolvimento da tecnologia antes de avaliar sua aplicação no setor.
“A gente espera que, em um curto espaço de tempo, seja feita uma análise mais aprofundada. Pretendemos ir lá conhecer essa máquina com profundidade, para que ela possa ser um equipamento que dê mais segurança na hora da classificação.”
O desenvolvimento da tecnologia é mais um dos temas que vêm sendo acompanhados pelo setor do tabaco, enquanto produtores e entidades aguardam os resultados das análises das sementes envolvidas nos casos de florescimento precoce.