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Rádio Guarujá

Impasse marca negociação do reajuste do preço mínimo do tabaco; nova rodada deve ocorrer em fevereiro

Por Rádio Guarujá23/01/2026 11h50
Foto: Divulgação

As negociações para a definição do reajuste das tabelas de preço mínimo do tabaco (fumo) para a safra 2025 terminaram sem acordo após reuniões realizadas nos dias 19 e 20 de janeiro, no âmbito das Cadecs (Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração). Os encontros ocorreram de forma individual com as empresas compradoras e evidenciaram divergências significativas em relação ao custo de produção reconhecido pelo setor produtivo e pelas indústrias.

Para esclarecer os desdobramentos das negociações, o Jornal da Guarujá conversou, na manhã desta sexta-feira (23), com Francisco Eraldo Konkol, representante da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) nos assuntos relacionados ao tabaco.

Segundo Francisco, as reuniões foram divididas em dois dias. No dia 19, participaram as empresas BAT, JTI e Philip Morris. Já no dia 20, os encontros ocorreram com a China Brasil Tabaco, Universal e CTA.

“Foram dois dias intensos de negociação, mas não houve acordo e nem protocolo assinado, porque as propostas apresentadas pelas empresas ficaram muito distantes do custo de produção que nós reconhecemos”, afirmou.

O representante da Faesc explicou que, nas últimas duas safras, produtores e empresas haviam avançado em um modelo de levantamento conjunto dos custos de produção, justamente para evitar conflitos no momento da definição dos preços.

“Esse custo é levantado em conjunto, avaliado e fechado. E já havia um entendimento de que ele deveria ser aplicado automaticamente na tabela de preço mínimo, corrigindo a tabela do ano anterior”, explicou.

No entanto, de acordo com o representante da federação, nesta safra as empresas passaram a questionar parte desse custo, especialmente o valor relacionado à mão de obra terceirizada utilizada na colheita do tabaco.

“As empresas decidiram mudar a regra. Elas não aceitaram incluir no custo o valor das empreiteiras que hoje realizam a colheita, alegando que isso elevou muito o custo da hora trabalhada. Isso criou um impasse muito grande dentro da negociação”, relatou.

A divergência foi tão significativa que, segundo Francisco, a BAT sequer apresentou proposta oficial de reajuste.

“A BAT não chegou nem a fazer proposta, porque existe uma diferença muito grande entre o custo que ela reconhece e o custo que nós reconhecemos”, disse.

Diante da falta de consenso, ficou acordado que uma nova rodada de negociações será realizada no início de fevereiro, após um período de análise por parte das empresas.

“Demos cerca de duas semanas para que as empresas pensem e avaliem a situação. Depois disso, vamos voltar a sentar para tentar definir, porque já estamos bastante atrasados”, destacou.

Francisco explicou que, historicamente, a negociação do preço mínimo inicia ainda em dezembro, mas que, nesta safra, houve atraso no levantamento do custo de produção em razão de eventos climáticos.

“Tivemos muito granizo em todas as regiões produtoras. A Afubra precisou priorizar o levantamento dos prejuízos para fins de seguro, o que acabou atrasando o custo de produção e, consequentemente, as negociações”, explicou.

O representante da Faesc também ressaltou que as regras definidas no Fórum Nacional da Cadeia Produtiva do Tabaco (Foneagro) possuem respaldo legal, conforme a lei da integração, e devem ser cumpridas por empresas e produtores.

“Aquilo que é definido dentro do Foneagro precisa ser respeitado. Lá ficou acordado o levantamento conjunto do custo e a aplicação automática desse custo na tabela. Agora as empresas vieram com a ideia de que o custo está alto demais e querem mudar essa regra”, afirmou.

Apesar da indefinição, Francisco afirmou que os produtores não devem sofrer prejuízo imediato, uma vez que as empresas já apresentaram percentuais de reajuste que serão aplicados nas tabelas.

“A Rota ofereceu 6,55%, a Philip Morris 6,5%, a China Brasil Tabaco 7,2%, a Universal 6% e a CTA 5%. Esses percentuais vão constar na tabela, e o produtor que entregar o tabaco receberá esse reajuste”, explicou.

Ele destacou, no entanto, que a China Brasil Tabaco reduziu parte do percentual ao considerar ganhos concedidos em safras anteriores.

“Ela ofertou um valor, mas retirou o que havia pago a mais do que o custo no passado, entendendo que aquilo já tinha sido um ganho”, observou.

Sobre a rentabilidade da atividade, o representante da Faesc avaliou que, mesmo com o aumento expressivo dos custos — especialmente da mão de obra —, o produtor não deve ter prejuízo se alcançar boa produtividade.

“A mão de obra aumentou muito, principalmente pela dificuldade de contratação. Mas, se o produtor conseguir uma média acima de R$ 20 e tiver produtividade razoável, acredito que não terá prejuízo”, avaliou.

As próximas reuniões devem contar com as mesmas empresas e também com aquelas que não participaram da primeira rodada, como UTC, Alliance, Premium, Brasfumo e Marasca, que ainda não haviam definido propostas de reajuste.

Ao final da entrevista, Francisco fez um apelo aos produtores para que realizem e acompanhem de perto seus próprios custos de produção.

“Eu gostaria de deixar uma mensagem para que todo produtor faça o seu custo de produção. Eu também sou produtor de tabaco e levo esses números para a mesa de negociação. Isso nos dá mais argumentos, porque estamos falando da realidade vivida no campo.”

Confira entrevista completa

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Curso de Medicina da Unesc conquista nota 4 no Enamed e alcança melhor desempenho do Sul catarinense

Por Rádio Guarujá23/01/2026 09h28
Foto/Divulgação

O curso de Medicina da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) conquistou nota 4 no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), conforme resultado divulgado na última segunda-feira (19) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC). A avaliação, que varia de 1 a 5, é aplicada a estudantes concluintes de Medicina em todo o país.

Com esse desempenho, a Unesc alcança a maior nota entre as instituições do Sul de Santa Catarina, consolidando-se entre os cursos de excelência no cenário nacional. Dos 351 cursos de Medicina autorizados no Brasil, apenas 114 obtiveram nota 4, número inferior à metade, o que, segundo a instituição, acende um alerta sobre a qualidade da formação médica no país.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, na manhã desta sexta-feira (23), a reitora em exercício da Unesc, Gisele Coelho Lopes, destacou que o resultado reflete uma trajetória construída ao longo de décadas e um modelo pedagógico sólido.

“No Brasil, nós temos 351 cursos de Medicina aprovados para oferta, e apenas 114 conseguiram nota 4. Isso é menos de 50% e é muito preocupante, porque estamos falando de uma formação que lida diretamente com a vida das pessoas. A Unesc faz parte desse seleto grupo de instituições que entregam uma formação de excelência”, afirmou.

Segundo a reitora, um dos principais diferenciais do curso está na história de 25 anos e na forma como o estudante é inserido na prática desde o início da graduação.

“Nós temos 25 anos de história no curso de Medicina. São 25 anos formando médicos e médicas para o mundo do trabalho, com um modelo pedagógico muito bem alicerçado, que coloca o estudante no centro da experiência desde o primeiro dia”, explicou.

Gisele ressaltou que a metodologia adotada pela Unesc é baseada na resolução de problemas, com turmas divididas em grupos menores, módulos tutoriais e contato precoce com a realidade da saúde.

“Os estudantes têm contato com a prática desde o início, discutem problemas reais muito antes de entrarem no internato. Eles passam pelas Clínicas Integradas de Saúde da Unesc, vivenciam a realidade e entendem as diferentes situações que o médico enfrenta no dia a dia”, disse.

A partir do sétimo período, os acadêmicos ingressam no internato, com carga horária superior à de muitas instituições do país, o que, segundo a reitora, garante maior preparo profissional.

“O nosso foco é fazer com que esse profissional, ao concluir o curso, esteja apto para exercer a profissão no dia seguinte, seja para clinicar, seja para concorrer a processos seletivos de residências médicas. Nossos estudantes têm excelente desempenho nas residências em todo o país”, destacou.

Além da formação técnica, a Unesc enfatiza a formação humana dos futuros médicos.

“Não basta apenas o conhecimento técnico. Esse profissional precisa ter empatia, compreender a história e o contexto da pessoa que está à sua frente. A nossa formação é técnica, mas também é humana”, reforçou.

Para Gisele Coelho Lopes, o resultado do Enamed não pertence apenas à universidade, mas à sociedade como um todo.

“Essa conquista não é só da Unesc. É de uma sociedade que confia nessa universidade para entregar uma formação adequada ao que o mundo precisa. Quando ficamos doentes, colocamos a nossa vida nas mãos desses profissionais. Isso é uma responsabilidade enorme”, afirmou.

A reitora também destacou o comprometimento dos estudantes e professores no processo avaliativo.

“A avaliação é anual, aconteceu em um domingo à tarde, o que não é fácil. Mesmo assim, os estudantes participaram de forma unânime e fizeram uma excelente prova. Isso mostra o quanto corresponderam à importância desse processo”, disse.

Ela fez questão de reconhecer o trabalho das equipes envolvidas na história do curso, citando as ex-coordenadoras professora Marinês da Rosa, ginecologista e obstetra responsável pela criação do curso, e professora Leda, médica psiquiatra, além dos atuais coordenadores Marcelo Vinhas e Cassiano, que dão continuidade ao projeto pedagógico.

Outro ponto destacado foi a estrutura das Clínicas Integradas de Saúde da Unesc, que oferecem mais de 200 mil atendimentos gratuitos por ano, número que deve chegar próximo a 210 mil em 2025.

“Nós oferecemos mais de 20 especialidades médicas, além de atendimentos odontológicos completos, psicologia, enfermagem, pequenas cirurgias e exames laboratoriais. Muitas vezes, esse volume supera o atendimento de municípios inteiros da região”, explicou.

Segundo a reitora, o papel da universidade comunitária vai além da formação acadêmica, atuando diretamente no desenvolvimento regional.

“Tirar a Unesc dessa região é imaginar uma realidade completamente diferente. Muitas pessoas jamais teriam acesso ao ensino superior. A universidade comunitária é essencial para o desenvolvimento do Sul de Santa Catarina”, afirmou.

Durante a entrevista, Gisele também destacou a recente regulamentação das universidades comunitárias no Brasil e aproveitou para reforçar o prazo de inscrições do Programa Universidade Gratuita, que segue até o dia 27.

“Hoje, a Unesc tem quase cinco mil estudantes beneficiados pelo programa. São pessoas que jamais entrariam na universidade sem esse acesso. Uma vez contemplado, o estudante pode cursar toda a graduação sem pagar nada”, concluiu.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=K7dWsL1iY3g 

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Transformação Sustentável destaca compromisso da Strawplast com o meio ambiente

Por Rádio Guarujá22/01/2026 12h50
Foto/Redação

Em mais um episódio do quadro Transformação Sustentável, exibido no Jornal da Guarujá desta quinta-feira (22), a analista de Sistema de Gestão de Qualidade da Strawplast, Vanderléia Matuchaki, falou sobre o compromisso da empresa com a sustentabilidade, com destaque para a linha Casca Brasil, desenvolvida a partir de materiais biodegradáveis e alinhada às exigências de segurança alimentar.

Segundo Vanderléia, a sustentabilidade é um dos pilares estratégicos da Strawplast. “Temos como foco entregar um produto de qualidade, seguro para o consumo humano, sem nenhum tipo de contaminação, e, ao mesmo tempo, buscar sempre inovação com foco em sustentabilidade”, afirmou. Dentro desse contexto, a linha Casca Brasil se destaca por utilizar fibras naturais e biopolímeros compostáveis, oriundos de fontes renováveis.

A analista explicou que os produtos da linha foram pensados para reduzir o impacto ambiental causado pelos plásticos convencionais. “Eles se decompõem em harmonia com o meio ambiente. A recomendação, inclusive, é que sejam descartados junto aos resíduos orgânicos, como uma casca de fruta ou resto de comida, participando do processo de compostagem”, detalhou. De acordo com ela, a proposta é evitar a geração de resíduos persistentes, como os microplásticos, que permanecem no meio ambiente por décadas ou séculos.

Vanderléia ressaltou que alcançar esse nível de tecnologia exige investimento contínuo. “Isso demanda muito preparo, empenho e investimento da empresa, tanto em tecnologia quanto em processos, para garantir produtos inovadores, sustentáveis e seguros”, disse.

Durante a entrevista, também foi abordada a certificação FSSC 22000 (Certificação do sistema de segurança alimentar), conquistada pela Strawplast. Vanderléia explicou que a certificação é reconhecida internacionalmente e avalia toda a cadeia de alimentos, desde a produção até as embalagens. “É a garantia de que o nosso sistema funciona, de que nossos processos são monitorados e que entregamos um produto seguro, com qualidade, sem risco à saúde do consumidor final”, afirmou. Para o cliente, segundo ela, a certificação representa a segurança de estar utilizando um produto confiável.

Atualmente, a Strawplast fabrica uma ampla linha de descartáveis, como copos, pratos, talheres, canudos, além de produtos voltados para festas, churrascos e eventos. A linha Casca Brasil integra esse portfólio com foco específico em materiais biodegradáveis. Para Vanderléia, o diferencial da empresa está na combinação entre inovação, qualidade e segurança. “Quando alguém utiliza um produto da Strawplast, sabe que ele não vai quebrar facilmente e que foi feito para cumprir sua função com segurança”, destacou.

A sustentabilidade, segundo a analista, vai além do produto final e faz parte da cultura interna da empresa. “Não adianta implantar projetos se os colaboradores não estiverem envolvidos. A sustentabilidade está muito intrínseca à nossa cultura”, afirmou. A empresa investe em treinamentos, conscientização e práticas diárias, como redução de desperdícios, uso racional de água e energia e descarte correto de resíduos.

Vanderléia também destacou o alinhamento da Strawplast aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, dos quais a empresa é signatária desde 2022. As ações envolvem desde práticas cotidianas até projetos planejados a médio e longo prazo, integrando sustentabilidade ambiental, social e inovação.

Ao final da entrevista, a gestora convidou quem tiver interesse em conhecer a empresa ou trabalhar na Strawplast a acompanhar as redes sociais e se candidatar às vagas disponíveis. Ela também deixou uma mensagem final sobre o tema. “Sustentabilidade não é simplesmente eliminar o plástico, mas buscar alternativas, descartar corretamente e conscientizar. É assim que a engrenagem funciona. Só através da conscientização é possível fazer tudo funcionar de forma correta”, concluiu.

Confira aqui

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Governo de SC se reúne com Câmara Setorial para tratar da crise no arroz

Por Rádio Guarujá22/01/2026 10h09
Foto/Divulgação

O governador Jorginho Mello recebeu lideranças da Câmara Setorial do Arroz de Santa Catarina para tratar da situação enfrentada pelo setor, especialmente em razão da queda no preço do grão e da proximidade do início da colheita. Durante a reunião, representantes destacaram que Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz do Brasil, mas que os produtores vivem um momento de forte pressão econômica.

De acordo com o setor, o custo médio de produção gira em torno de R$ 75 por saca, enquanto os valores praticados atualmente no mercado estão abaixo desse patamar, o que compromete a rentabilidade e gera preocupação. Parte das demandas apresentadas também deverá ser levada ao governo federal.

Sobre o tema, o Jornal da Guarujá conversou na manhã desta quinta-feira (22) com o secretário de Estado adjunto de Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, que explicou que o cenário atual, embora positivo para o consumidor, tem impacto negativo para o produtor rural.
“Com a produtividade alta que o agricultor, o produtor catarinense sempre tem, isso gera um pouco de excesso de oferta e a tendência do mercado é regular, e o preço consequentemente baixou. Para quem consome, o preço fica acessível, mas acaba sendo muito prejudicial e muito preocupante para o nosso produtor, porque o preço fica muito abaixo do custo que ele tem”, afirmou.

Questionado sobre o impacto das importações de arroz no cenário atual, o secretário explicou que elas não são o principal fator da crise.
“Nós estivemos levantando isso com a Fazenda também. Não é muito grande essa quantidade. Eu diria que o principal é o excesso de oferta. As importações afetam, mas não tanto”, destacou, acrescentando que o arroz enfrenta dificuldades para exportação.
“Diferente do frango e do suíno, o arroz tem essa dificuldade de exportar. O mercado interno praticamente tem que absorver tudo”, completou.

Durante a reunião com o governador, foram definidas medidas emergenciais e de médio e longo prazo para apoiar o setor. Entre elas, a criação de linhas de crédito voltadas às cooperativas, indústrias e produtores.
“Foi definido duas linhas de crédito: uma para cooperativas e indústrias, agora para março e abril, com juros mais baratos e parte subsidiada pelo governo do Estado, e depois um recurso direto para o produtor, mais subsidiado ainda, para o próximo plantio”, explicou Dalla Cort.

Outra medida anunciada envolve o programa Terra Boa, que irá disponibilizar sementes de arroz aos produtores catarinenses.
“Já foi aprovada uma resolução agora em janeiro para destinar 95 mil sacas de sementes de arroz pelo programa Terra Boa, sem juros, para dar uma condição melhor de compra para o produtor”, afirmou o secretário, destacando que a iniciativa pode beneficiar cerca de 2,4 mil produtores.

O secretário também alertou para o risco de desistência de produtores caso a crise se prolongue.
“O arroz é uma atividade própria, não tem muita alternativa de rotação de cultura. Então, pode acontecer de alguns produtores desistirem. Essas medidas do Estado são justamente para dar suporte e fazer com que o produtor continue na atividade”, concluiu.

Confira entrevista completa

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