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Rádio Guarujá
Jorge Koch avalia resultado nas urnas, critica rumos do MDB e fala sobre futuro político
Por Rádio Guarujá07/10/2026 11h46
Foto/Arquivo – Redação
O ex-prefeito de Orleans e ex-delegado Jorge Koch (MDB) avaliou, na manhã desta quarta-feira (7), o resultado das eleições e falou sobre o futuro político após ficar na suplência para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Em entrevista ao Jornal da Guarujá, ele também fez críticas ao próprio partido e apontou a força das redes sociais e da polarização política como fatores que influenciaram a votação deste ano.
Koch recebeu 25.208 votos, o equivalente a 0,59% dos votos válidos, e terminou como suplente do MDB na disputa por uma cadeira na Assembleia. O resultado ficou abaixo da expectativa do ex-prefeito, que projetava alcançar entre 35 mil e 37 mil votos.
“Na verdade, eu esperava um pouco mais de votos para chegar aos meus 35, 37 mil votos. Mas eu entendi o resultado das eleições. Coração manda. Eu trabalhei muito. Foi um ano e meio de campanha”, afirmou.
Segundo Koch, durante a campanha foram percorridos mais de 100 municípios e aproximadamente 60 mil quilômetros. Entre as principais bandeiras apresentadas estavam o combate ao feminicídio, o municipalismo e a regionalização dos investimentos públicos.
“A minha parte eu fiz, agora vai caber ao eleitor. O eleitor tem a vontade dele. Sem constrangimento, cabeça erguida, vida que segue”, declarou.
“O MDB precisa se renovar”
Koch analisou a situação do MDB. Para ele, a falta de uma posição política mais definida prejudicou a legenda diante da polarização observada nesta eleição.
“O MDB foi um partido de 60 anos, um partido de lideranças velhas, um partido de lideranças que não sabem o que querem. Aquele que está no meio, aquele que não encanta, não vai mais a lugar nenhum”, afirmou.
Koch disse que já conversou com integrantes do partido eleitos para a próxima legislatura e defendeu um processo de renovação a partir de 2027.
“A única maneira que nós temos agora é tentar renovar, rejuvenescer o MDB. No ano que vem, vamos tentar fazer um seminário e ver o que vai ser do MDB”, disse.
O ex-prefeito também relacionou o desempenho eleitoral à força conquistada pelo PL em Santa Catarina. Na avaliação dele, a identificação partidária e ideológica levou parte dos eleitores a optar por votar em candidatos de uma mesma legenda, inclusive em detrimento de nomes conhecidos regionalmente.
Apesar das críticas, Koch afirmou que não pretende procurar culpados pelo resultado.
“Não adianta chorar, não adianta achar culpado. O povo quis e assim foi. Desejo a todos aqueles que se elegeram que façam aquilo que pregaram. Eu também sou catarinense e espero que façamos um bom governo nesses quatro anos”, declarou.
Redes sociais entram no radar
Outro ponto destacado por Koch foi a mudança na maneira de fazer campanha eleitoral. Depois de uma trajetória marcada pelo contato direto com os eleitores, ele reconheceu que pretende dedicar mais atenção às redes sociais.
“Eu ainda fiz política do tête-à-tête, pé a pé, mão a mão, cumprimento a cumprimento. Fiz 25 mil votos. Entendo que a rede social é a arma do momento”, afirmou.
Segundo o ex-prefeito, sua campanha alcançou aproximadamente 3,3 milhões de visualizações nas redes sociais no período final da disputa, mas o desempenho de candidatos com forte presença digital mostrou que esse trabalho precisa ser permanente.
“Se eu quiser melhorar o meu resultado, eu tenho que acompanhar o momento político, que é internet, like, curtida. É isso que a gente tem que fazer”, avaliou.
E 2028?
Questionado sobre a possibilidade de voltar a disputar uma eleição, especialmente com o pleito municipal de 2028, Koch evitou antecipar uma candidatura.
Aos 69 anos e depois de dois mandatos consecutivos como prefeito de Orleans, afirmou que a prioridade agora será descansar e aproveitar mais tempo com a família.
“Primeiro momento é descansar, descansar muito. Janeiro e fevereiro, dormir, passear. Vou curtir, vou fazer cruzeiro e aí a eleição vai chegar em 2028”, disse.
Koch sinalizou, porém, que pretende continuar participando da política, principalmente na formação de novos nomes em Orleans.
“O Jorge com certeza vai dar oportunidade para novas lideranças se formarem. Eu quero ser formador de lideranças aqui em Orleans para que elas possam continuar, porque a minha parte eu fiz”, afirmou.
No encerramento da entrevista, Koch também declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A manifestação representa a posição pessoal do ex-prefeito e ocorre enquanto partidos e lideranças políticas definem seus posicionamentos para a etapa final da disputa.
Confira a entrevista completa
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Mente em Sintonia aborda síndrome do impostor e os impactos da autossabotagem
Por Rádio Guarujá07/10/2026 11h43
Foto/Redação
O quadro Mente em Sintonia, do Jornal da Guarujá, recebeu na manhã desta quarta-feira (7) a psicóloga Vanesa Bagio para falar sobre a síndrome do impostor, fenômeno psicológico marcado pela dificuldade de reconhecer as próprias competências e conquistas.
Apesar do nome, a síndrome do impostor não é classificada como um transtorno mental específico. O fenômeno é estudado pela Psicologia e está relacionado a sentimentos persistentes de inadequação, dificuldade de aceitar o próprio sucesso e tendência a atribuir conquistas à sorte ou a fatores externos.
Durante a entrevista, Vanesa explicou que, ao receber um paciente com essas características, um dos primeiros passos é avaliar se os comportamentos estão associados a outros quadros.
“Primeiro, quando a gente faz o acompanhamento, é começar a ter entendimento se existe algum sintoma relacionado a outro tipo de transtorno. Eu gosto muito de entender desde a base, desde a infância, até o momento que esse meu paciente está vivendo”, explicou.
Entre os comportamentos que podem aparecer está o perfeccionismo. Segundo a psicóloga, a busca constante por um resultado perfeito pode provocar uma cobrança excessiva e contribuir também para a procrastinação.
“Se eu não fizer perfeito, eu não sou validado, eu não consigo atingir a minha meta. E ali eu relaciono se tem a ver com ansiedade, se a pessoa tem obsessão por organização, se vai procrastinar. O perfeccionismo leva a uma procrastinação”, afirmou.
A relação entre fenômeno do impostor, perfeccionismo e procrastinação também aparece em estudos sobre o tema.
Dificuldade para reconhecer as próprias conquistas
Vanesa destacou que uma das características mais marcantes é a dificuldade de reconhecer o próprio potencial. Mesmo diante de uma promoção, de um elogio ou de um resultado positivo, a pessoa pode acreditar que não possui capacidade suficiente ou que chegou até ali por acaso.
“Quando as pessoas chegam assim: ‘Ah, foi sorte, imagina’. Ela não se vê assim. Então eu pergunto: qual é o teu propósito? Onde tu queres chegar? E muitas vezes a pessoa não sabe, porque não consegue se ver adiante”, relatou.
A dificuldade também pode aparecer fora do ambiente profissional. Durante o programa, os participantes lembraram situações em que uma pessoa demonstra desconforto ao receber um elogio. Para Vanesa, essa reação pode revelar uma dificuldade em aceitar a própria imagem de maneira positiva.
“Não existe conforto quando é elogiado. Você já percebe que ela distorce a situação, já muda totalmente o foco porque ela não se vê”, explicou.
Psicoterapia pode ajudar a romper o ciclo
De acordo com Vanesa, o acompanhamento é construído gradualmente, ajudando o paciente a identificar comportamentos, reconhecer conquistas e modificar a forma como interpreta as próprias capacidades.
“De uma forma gradual, eu vou começar a colocar essa pessoa a entender e a se ver nas suas conquistas, no seu potencial”, afirmou.
A psicóloga explicou ainda que alguns pacientes apresentam outros quadros associados. Nesses casos, pode haver necessidade de avaliação de outros profissionais e, quando indicada clinicamente, utilização de medicamentos. Em outras situações, o acompanhamento pode ocorrer somente por meio da psicoterapia.
Para Vanesa, buscar ajuda antes que o sofrimento se intensifique pode facilitar esse processo. “A pessoa começa a tomar consciência das suas emoções. Ela começa a tomar consciência de que está se invalidando. Não é o outro que está invalidando ela”, destacou.
Para conhecer o trabalho da psicóloga, buscar orientações ou informações sobre atendimento, o contato pode ser feito pelo Instagram @vanesabagio.psi. Vanesa também realiza atendimentos presenciais no Edifício Cidade das Colinas, na Rua João Ramiro Machado, nº 321, sala 6, no Centro de Orleans, além de consultas on-line.
Confira
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23ª Feira CasaPronta reúne quase 200 empresas e traz novidades para a construção civil em Criciúma
Por Rádio Guarujá07/10/2026 11h41
Fotos/Arquivo – Divulgação
A 23ª edição da Feira CasaPronta Criciúma será realizada entre os dias 14 e 18 de outubro, no Centro de Eventos José Ijair Conti. Neste ano, o evento deve reunir quase 200 empresas ligadas à construção civil, arquitetura, decoração, mobiliário e materiais para obras.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta terça-feira (6), a diretora da NossaCasa Feiras e Eventos, Jaqueline Backes, explicou que a montagem começou ainda na segunda-feira (5) e deve levar cerca de dez dias. Uma das novidades será a apresentação de três modelos construtivos de casas em tamanho real, cada um utilizando materiais e sistemas diferentes.
“Esse ano nós vamos estar com quase 200 empresas dentro do Centro de Eventos, todas elas do ramo da construção civil, da arquitetura, da decoração, do mobiliário e fornecedores de materiais de construção. Então, é toda a cadeia produtiva para uma obra, desde o início da construção até a finalização dos acabamentos”, afirmou.
Outra novidade surgiu a partir de uma pesquisa realizada com visitantes e expositores na edição anterior. A feira contará com um espaço destinado às crianças, permitindo que pais e responsáveis possam percorrer o evento e conversar com os expositores enquanto os filhos permanecem em uma área própria.
O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) também retorna à CasaPronta. Um espaço será dedicado a palestras, workshops e conversas sobre arquitetura, urbanização, construção civil e o planejamento das cidades. A programação ainda contará com uma homenagem ao arquiteto Fernando Carneiro, apresentado pela organização como o primeiro arquiteto de Criciúma e responsável por projetos na cidade e em outras regiões de Santa Catarina.
Ao avaliar as mudanças percebidas desde a primeira edição da feira, Jaqueline destacou que sustentabilidade, economia de recursos, industrialização e facilidade de aplicação dos materiais ganharam espaço no setor da construção civil.
“Em 23 anos, muita coisa mudou. Quando a gente começou a CasaPronta, não se discutiam tanto os impactos da construção civil na natureza. Hoje, os produtos que estão chegando ao mercado tratam muito da reutilização de materiais e da redução do consumo de energia”, explicou.
A diretora também chamou a atenção para a busca da indústria por alternativas que reduzam a dependência de mão de obra especializada e tornem reformas e construções mais rápidas.
“A gente vê a preocupação da indústria em trazer para o mercado soluções mais rápidas, fáceis e que tenham menos impacto. Hoje você tem várias formas de construir de maneira mais ágil, trazendo economia financeira e consumindo muito menos materiais para produzir aquela obra”, acrescentou.
A Feira CasaPronta estará aberta nos dias 14, 15 e 16 de outubro, das 16h às 22h; no sábado (17), das 14h às 22h; e no domingo (18), das 14h às 19h. A entrada é gratuita mediante convite. Menores de 12 anos também não pagam, desde que acompanhados por um responsável. Para quem não tiver convite, o ingresso poderá ser adquirido na entrada do evento por R$ 10.
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Giovana Mondardo atribui eleição à Câmara Federal a trabalho e diz que resultado superou expectativa
Por Rádio Guarujá07/10/2026 11h39
Foto/Divulgação
Eleita deputada federal por Santa Catarina com 114.792 votos, Giovana Mondardo (PCdoB) avaliou, na manhã desta terça-feira (6), o resultado das urnas e afirmou que a votação alcançada superou as próprias expectativas. A vereadora de Criciúma também falou sobre a futura atuação em Brasília e os próximos passos até assumir o mandato na Câmara dos Deputados.
Em entrevista ao Jornal da Guarujá, Giovana afirmou que a eleição é resultado de um trabalho construído ao longo dos últimos anos. Em 2022, ela também disputou uma vaga na Câmara Federal, mas não foi eleita.
“Trabalhei quatro anos para essa eleição, me dediquei muito para isso. Passei por uma eleição municipal em que fui a mais votada. Em 2022, fiz uma campanha num curto período de tempo, acabei sendo candidata a deputada federal três meses antes da eleição. Agora, estou trabalhando há muito mais tempo, me organizei, amadureci e cresci”, afirmou.
Giovana terminou a eleição deste ano como a oitava candidata mais votada para a Câmara dos Deputados em Santa Catarina, com 114.792 votos, equivalentes a 2,69% dos votos válidos destinados ao cargo.
A deputada federal eleita disse que esperava conquistar uma cadeira, mas admitiu que o número final de votos ficou acima do projetado pela campanha.
“Eu, honestamente, não esperava fazer quase 115 mil votos. Eu tinha me organizado para fazer um pouquinho menos, que já me colocaria eleita. Certamente foi um resultado que me chamou muita atenção. A gente tinha uma campanha muito espalhada pelo estado todo”, destacou.
Questionada sobre ter conseguido votos de eleitores que escolheram candidatos de direita para outros cargos, Giovana atribuiu parte desse resultado ao trabalho desenvolvido em Criciúma e à construção de uma atuação regional.
“Eu acho que se explica isso com trabalho. Primeiro porque consegui organizar uma campanha espalhada pelo estado e que me colocou na condição de uma liderança estadualizada”, disse.
Segundo ela, a presença de poucos representantes de esquerda no Sul catarinense também contribuiu para ampliar sua atuação para além de Criciúma.
“Ser de esquerda na região Sul também é estar diante de um vácuo de representatividade. Isso me coloca numa condição de muita responsabilidade, porque o trabalho é praticamente regional e essa representação é buscada também pelos municípios da região”, afirmou.
Giovana reconheceu ainda a existência do chamado “voto misto”, quando o eleitor escolhe candidatos de diferentes campos políticos na mesma eleição.
“Esse voto que aparece, muitas vezes um voto misto, é por trabalho, por reconhecimento, por às vezes ter o nome mais conhecido. Isso acontece. Furar a bolha pode ser, mas tem um elemento aí que ainda precisa ser explicado e que ainda não está bem claro para mim também”, acrescentou.
Atuação em Brasília
Sobre o mandato que começa em 2027, Giovana afirmou que pretende manter o diálogo como uma das bases de sua atuação na Câmara dos Deputados.
“O diálogo e o respeito pelas pessoas são, para mim, estritamente necessários”, declarou.
A deputada federal eleita disse ainda que pretende representar em Brasília uma parcela do eleitorado catarinense identificada com o campo progressista.
“Na Câmara, quero poder representar os desejos da renovação de Santa Catarina, de um campo progressista amadurecido e renovado”, afirmou.
Segundo turno presidencial
Durante a entrevista, Giovana também falou sobre o segundo turno da eleição presidencial e afirmou que pretende participar da campanha do presidente Lula em Santa Catarina. Ela citou a necessidade de buscar principalmente eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno e as novas gerações.
“A gente precisa dominar a linguagem nova da política, uma linguagem adaptada que vem muito forte com as redes sociais. Acho que tem um voto aí disputado, que é o voto das novas gerações, mas por falta de mensagem mesmo”, avaliou.
Ao analisar o desempenho de Lula no primeiro turno, Giovana defendeu mudanças na comunicação da campanha.
“Eu acho que Lula apostou no sentimento de gratidão, de memória histórica, que eu acho que não leva mais as pessoas às urnas. A mensagem precisa ser atualizada, mais campanha na rua. O ritmo da campanha é outro, as pessoas querem ser tocadas e a gente precisa mobilizar sentimentos nesse processo”, afirmou.
Giovana disse que ainda está definindo qual será sua participação na campanha de segundo turno no estado, mas afirmou que o Sul catarinense deverá estar entre as regiões onde pretende atuar.
Nos próximos dias, a vereadora também deverá começar a organizar a transição entre o atual mandato em Criciúma e a preparação para assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados.
“Estou me organizando ainda. Ao longo dessa semana vou tomar algumas decisões a respeito disso, organizar a minha vida para os próximos meses, para poder começar a planejar o mandato”, disse.
Giovana Mondardo integra o grupo de 16 deputados federais eleitos por Santa Catarina e assumirá o mandato em Brasília em 2027.