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Rádio Guarujá

Orleans é escolhido como município piloto de projeto que busca transformar gestão de resíduos plásticos e fortalecer indústria regional

Por Rádio Guarujá10/06/2026 12h13
Foto/Assessoria de Comunicação -Prefeitura de Orleans

Orleans foi escolhido para ser o município piloto de um projeto inovador voltado à sustentabilidade, reciclagem e economia circular dos resíduos plásticos. A iniciativa reúne o Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense (Sinplasc), a Prefeitura de Orleans, a Associação Empresarial de Orleans (ACIO), universidades, catadores e entidades do setor produtivo com o objetivo de criar um modelo integrado de gestão de resíduos que possa servir de referência para todo o país.

O tema foi debatido durante uma reunião realizada nesta semana em Orleans, que contou com a participação de representantes do setor empresarial, lideranças da indústria plástica e do Executivo Municipal. O prefeito Fernando Cruzetta também participou do encontro.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá nesta quarta-feira (10), o diretor-executivo do Sinplasc, Elias Caetano, destacou que o projeto busca enfrentar um dos principais desafios ambientais da atualidade: evitar que resíduos plásticos sejam descartados de forma inadequada e se transformem em poluição.

Segundo ele, o projeto busca criar um modelo de economia circular capaz de reduzir os impactos ambientais causados pelo descarte inadequado de resíduos plásticos.

“É uma iniciativa inovadora, única, no sentido de endereçar um assunto tão caro para nossa região e tão caro para as indústrias plásticas do país, que é a sustentabilidade. O principal objetivo é desenvolver um modelo de cadeia produtiva integrada, onde a gente evita que os plásticos causem problemas ambientais e se transformem em poluição”, afirmou.

Elias destacou ainda o engajamento encontrado durante o encontro realizado em Orleans.

“A reunião foi muito participativa e representativa. O que eu pude perceber foi o engajamento e o interesse genuíno dos empresários do município em torno dessa pauta”, ressaltou.

A escolha de Orleans para sediar o projeto não ocorreu por acaso. O município integra uma das regiões mais importantes da indústria plástica brasileira.

“Hoje o plástico representa a segunda economia industrial da região e é a atividade que mais gera valor adicionado. É a indústria que mais gera riqueza e desenvolvimento para o Sul do Estado. São 12.300 empregos diretos e cerca de 240 indústrias instaladas na região”, destacou.

Para Elias, o setor enfrenta atualmente um desafio importante diante de propostas de restrição ou proibição de determinados produtos plásticos em discussão no país.

“A gente não pode abrir mão de uma cadeia produtiva tão expressiva e tão importante para a nossa economia. Mas também precisamos apresentar soluções para um problema que existe. Existe, sim, um problema de poluição ambiental quando os materiais são descartados de forma indevida”, afirmou.

O projeto desenvolvido em Orleans pretende justamente demonstrar que esses resíduos podem ser reaproveitados e reinseridos na cadeia produtiva. A proposta envolve o acompanhamento completo do ciclo do material, desde o descarte pelo consumidor até sua transformação em novos produtos.

“O projeto acompanha todo o fluxo do resíduo para comprovar que esses materiais têm solução. Queremos mostrar que eles podem ser reciclados, reaproveitados e voltar para a cadeia produtiva, evitando que acabem no meio ambiente”, explicou.

Após a fase inicial de planejamento, a iniciativa deverá entrar em execução nos próximos meses. Entre as ações previstas estão campanhas de educação ambiental nas comunidades, investimentos em coleta seletiva, instalação de lixeiras inteligentes, adaptação de veículos para recolhimento de resíduos e fortalecimento do trabalho realizado por cooperativas e associações de catadores.

“Será um trabalho amplo, contínuo e permanente. A cidade inteira será impactada positivamente por esse projeto”, afirmou.

Além das ações locais, Orleans e a região também serão palco de uma importante discussão nacional sobre o futuro da indústria plástica. No próximo dia 26 de junho, São Ludgero sediará uma audiência pública do Senado Federal para debater sustentabilidade, reciclagem e os impactos econômicos das possíveis restrições ao setor.

“Será um momento muito importante. O Senado virá à nossa região para conhecer esse projeto, conhecer as empresas e ouvir as soluções que estamos construindo. A região precisa demonstrar força, união e mostrar a importância dos empregos e da economia gerados pelo setor plástico”, destacou Elias.

A audiência pública será presidida pelo senador Esperidião Amin e está marcada para as 15 horas, na sede da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel), em São Ludgero.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=_RfaHQlQX0E

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SNS Card amplia rede de atendimento e passa a oferecer pronto atendimento 24 horas em Criciúma e Braço do Norte

Por Rádio Guarujá10/06/2026 12h08
Foto/Redação

Os clientes do SNS Card passam a contar com uma nova opção de atendimento na área da saúde. A partir deste mês de junho, o convênio firmou parceria com o Hospital São José, em Criciúma, e com o Hospital Santa Terezinha, em Braço do Norte, garantindo acesso ao pronto atendimento 24 horas com valores diferenciados para os associados.

A novidade foi anunciada pela gerente do SNS Card, Daniele Monteguti Dorigon Sávio, durante entrevista ao Jornal da Guarujá. Segundo ela, a ampliação da rede busca oferecer mais segurança e comodidade aos conveniados em situações que exigem atendimento imediato.

“Antes nós não tínhamos esse benefício. Agora, a partir de junho, temos pronto atendimento 24 horas no Hospital Santa Terezinha, em Braço do Norte, e também no Hospital São José, em Criciúma. O cliente SNS pode procurar atendimento e pagar com valor reduzido”, explicou.

De acordo com Daniele, a parceria atende uma demanda recorrente dos usuários do convênio, especialmente para casos de urgência que acontecem fora do horário de funcionamento das clínicas parceiras.

No Hospital São José, além do atendimento clínico geral, os conveniados também terão acesso a especialidades como pediatria, ortopedia e ginecologia no setor de pronto atendimento. Já o Hospital Santa Teresinha passa a oferecer mais uma alternativa para moradores de Braço do Norte e municípios da região.

A gerente destacou que o SNS Card vem ampliando sua atuação nos últimos anos e atualmente possui uma rede credenciada que atende desde Passo de Torres, no Extremo Sul catarinense, até municípios do Vale do Itajaí.

“Hoje a nossa rede é bem ampla. Estamos desde Passo de Torres até o Vale do Itajaí e já avançando para cidades como Blumenau e Joinville, oferecendo consultas, exames e outros serviços de saúde com valores mais acessíveis”, afirmou.

Além da nova parceria com os hospitais, o SNS Card oferece descontos em consultas médicas e odontológicas, exames laboratoriais e de imagem, além de convênios com farmácias e atendimento por telemedicina.

Segundo Daniele, um dos diferenciais do serviço é a possibilidade de inclusão de familiares no mesmo plano, inclusive aqueles que residem em outras cidades atendidas pela rede credenciada.

A gerente também destacou que o convênio tem sido procurado por empresas da região como forma de oferecer benefícios aos colaboradores. “Hoje benefício também é qualidade de vida. Muitas empresas têm buscado alternativas para atender não apenas os funcionários, mas também suas famílias”, observou.

Com a inclusão dos hospitais São José e Santa Terezinha, o SNS Card amplia sua cobertura regional e passa a disponibilizar aos conveniados mais opções de atendimento em saúde, especialmente em situações de urgência e emergência.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=_RfaHQlQX0E

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Na contramão de pescadores e lideranças políticas, presidente da Colônia Z-33 defende manutenção das cotas da tainha

Por Rádio Guarujá09/06/2026 16h23
Foto/Ilustrativa – Elvis Palma

A suspensão da pesca da tainha na modalidade de arrasto de praia continua gerando forte repercussão em Santa Catarina. Nos últimos dias, pescadores, entidades do setor, parlamentares e representantes do Governo do Estado se manifestaram contra o encerramento da safra, defendendo a revisão ou até mesmo o fim do sistema de cotas adotado pelo Governo Federal.

No entanto, durante entrevista ao Jornal da Guarujá, a presidente da Colônia de Pescadores Z-33, do Balneário Rincão, Maria Aparecida Luciano, apresentou uma posição diferente da maioria das manifestações que vêm ocorrendo no estado.

Segundo ela, a discussão não deve ser sobre o fim das cotas, mas sim sobre a forma como elas são distribuídas entre as regiões pesqueiras de Santa Catarina.

“A preocupação nossa é grande. Mas eu queria dizer que não é uma determinação simplesmente do governo. Existe uma câmara técnica, existe um grupo de trabalho da tainha funcionando há três anos, do qual eu tenho orgulho de participar oficialmente como pescadora de Santa Catarina. Esse grupo é composto por pescadores, pescadoras, técnicos e representantes do ministério”, afirmou.

Maria Aparecida explicou que a cota atual da pesca artesanal por arrasto de praia foi estabelecida para garantir a reprodução da espécie e a continuidade da atividade nos próximos anos.

“É o único peixe que a gente pesca com a ova. A gente acaba tirando a mãe e os filhotes juntos. Precisa existir uma reserva para que nós tenhamos peixe no ano que vem também”, argumentou.

A presidente reconheceu a insatisfação dos pescadores, especialmente daqueles que não conseguiram aproveitar a safra antes do encerramento da temporada.

“Claro que existe uma reclamação muito grande. Todo mundo queria pescar mais. Eu também queria que se pescasse mais. Mas precisamos sentar e discutir outra forma de distribuição dessa cota”, disse.

Durante a entrevista, ela destacou que muitos pescadores tiveram baixa produtividade nesta temporada, enquanto a maior parte da captura ocorreu em outras regiões do litoral catarinense.

“O problema sério que existe hoje é a distribuição da cota. Não pode uma região como Florianópolis pescar mais de mil toneladas e o restante do estado dividir pouco mais de 300 toneladas. É isso que precisa ser discutido”, avaliou.

A presidente a Colônia de pescadores também atribuiu parte da repercussão da suspensão da pesca ao momento político vivido pelo estado. Segundo ela, o debate em torno da medida acabou sendo ampliado por se tratar de um ano eleitoral.

“É um ano eleitoral. O Governo do Estado aproveitou para polemizar em cima dessa suspensão. Quando chegou na cota, ficou parecendo que o governo proibiu a pesca, mas não é isso. Não dá para pescar a vida inteira”, afirmou.

Maria Aparecida também chamou atenção para as mudanças ocorridas na atividade pesqueira ao longo dos anos. Segundo ela, a pesca artesanal passou a contar com equipamentos que aumentam significativamente a capacidade de captura.

“Hoje tem motor na canoa, tem sonar, tem drone. A pesca mudou muito. O pescador sofre muito e vai buscando tecnologia para melhorar o trabalho. Mas isso também aumenta a capacidade de localizar e capturar os cardumes”, observou.

Outro ponto levantado pela dirigente foi a necessidade de valorizar economicamente a produção. Para ela, o excesso de oferta acabou derrubando os preços pagos aos pescadores durante a safra.

“Tem gente vendendo tainha a dois reais o quilo. Será que compensa? Talvez a gente precise discutir formas de armazenar, processar e qualificar melhor esse peixe para agregar valor ao produto e melhorar a renda do pescador”, afirmou.

Apesar de defender a manutenção das cotas, Maria Aparecida reconheceu que ajustes precisam ser feitos.

“Existe problema, sim. Mas eu não acredito que a solução seja simplesmente acabar com a cota”, concluiu.

A suspensão da pesca por arrasto de praia ocorreu após o atingimento da cota estabelecida para a temporada de 2026, decisão que segue gerando debates entre o setor pesqueiro e as autoridades responsáveis pela gestão da atividade.

Confira entrevista completa

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Conde e Princesa de Orleans: concurso quer transformar jovens em embaixadores do turismo local

Por Rádio Guarujá09/06/2026 16h18
Foto/Redação

Já estão abertas as inscrições para o concurso que vai eleger o Conde e a Princesa de Orleans. Promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, a iniciativa busca selecionar dois jovens que irão representar oficialmente o município em eventos, feiras, ações institucionais e atividades de promoção turística. Os vencedores receberão uma bolsa auxílio da Prefeitura durante o período em que estiverem representando o município em eventos e atividades oficiais.

As inscrições seguem até o dia 30 de junho e são destinadas a jovens entre 18 e 26 anos  Segundo a administração municipal, o projeto faz parte de uma estratégia mais ampla para fortalecer a identidade cultural e turística de Orleans.

Durante entrevista ao Jornal da Guarujá nesta terça-feira (9), o secretário de Cultura e Turismo, Gustavo de Melo Souza, explicou como surgiu a proposta.

“Reunimos a equipe para discutir projetos e surgiu a ideia do concurso do Conde e da Princesa. Queremos valorizar a nossa identidade histórica. Orleans tem uma ligação muito forte com a família imperial e essa história precisa ser divulgada”, destacou.

O secretário lembrou que a cidade recebeu o nome em homenagem à família do Conde d’Eu e da Princesa Isabel e afirmou que Orleans é uma das poucas cidades do país que ainda não possui uma representação oficial ligada à sua história.

Segundo ele, em diversas cidades brasileiras as cortes representam festas típicas, tradições ou características locais, enquanto Orleans passará a contar com uma corte histórica voltada à divulgação do município.

“Nosso objetivo é fazer com que Orleans seja conhecida não apenas na região, mas em todo o estado e até fora dele. Esse concurso é apenas uma das ações que estamos desenvolvendo para fortalecer o turismo e a cultura”, afirmou.

De acordo com o assessor de Turismo, Nelson Maccaro Júnior, os escolhidos terão um papel muito mais amplo do que apenas participar de cerimônias protocolares.

“Nós estamos buscando jovens que serão a voz da cidade em diversos momentos. Pessoas que possam representar Orleans em eventos, feiras, ações promocionais, redes sociais e em todas as oportunidades que surgirem para divulgar o município”, explicou.

Ele destacou que Orleans possui atrativos históricos, culturais, gastronômicos e naturais capazes de atrair visitantes de diversas regiões.

“Orleans não deve ser vista apenas regionalmente. Orleans precisa ser conhecida no estado, no Brasil e até fora do país. Isso não é arrogância, é um projeto de desenvolvimento para a cidade”, afirmou.

Como será a seleção

O processo de escolha será dividido em quatro etapas.

A primeira consiste na inscrição dos candidatos. Em seguida, os participantes deverão enviar um vídeo de aproximadamente um minuto gravado com o próprio celular.

Segundo Nelson, a proposta não é avaliar produções profissionais, mas sim a capacidade de comunicação dos candidatos.

“Queremos observar a desenvoltura, a forma como a pessoa se expressa ao representar o município”, explicou.

Após a análise dos vídeos, os classificados participarão de uma entrevista presencial com uma comissão avaliadora.

A grande final está marcada para o dia 24 de julho, no Centro de Eventos Galliano Zomer. Nesta etapa, os finalistas passarão por novas avaliações e participarão de uma apresentação especial diante dos jurados e do público.

A organização também pretende envolver familiares, lideranças locais e representantes da comunidade no evento.

Turismo como investimento

Durante a entrevista, os representantes da Secretaria de Cultura e Turismo defenderam que iniciativas como o concurso ajudam a fortalecer um setor considerado estratégico para a economia local.

Nelson destacou que o turismo representa uma importante fonte de geração de renda e desenvolvimento econômico.

“Turismo é economia. O turista movimenta hotéis, restaurantes, comércio e diversos prestadores de serviço. O que a secretaria está fazendo é criar mecanismos para que Orleans aproveite todo o potencial que possui”, afirmou.

Já o secretário Gustavo ressaltou que a criação da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo permitiu ampliar o planejamento de ações voltadas ao setor.

“Orleans é um diamante bruto. Temos história, cultura, natureza e muitos atrativos. Precisamos organizar e divulgar tudo isso para transformar esse potencial em desenvolvimento para a cidade”, concluiu.

As inscrições podem ser feitas no Centro de Apoio ao Turista (CAT). Mais informações estão disponíveis no site oficial da Secretaria de Turismo: turismo.orleans.sc.gov.br.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=QH68KJR7L4c

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