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Invasão de javalis atinge 92% do estado catarinense e causa prejuízos em lavouras

Em entrevista, Elaine Zuchiwschi detalha ações de controle da espécie invasora

Por Rádio Guarujá25/05/2026 09h58
Foto/Ilustrativa

A invasão de javalis em propriedades rurais voltou a preocupar agricultores de comunidades próximas à encosta da serra em Urussanga. Em uma das ocorrências recentes, os animais destruíram cerca de meio hectare de plantação de milho, gerando prejuízo no campo.

Em entrevista ao Jornal da Guarujá, a coordenadora do Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras, Elaine Zuchiwschi,  detalhou as ações adotadas em Santa Catarina para enfrentar o problema.

Segundo ela, a presença do javali já atinge cerca de 270 municípios catarinenses, o que representa aproximadamente 92% do Estado.

“Esse problema tem afetado praticamente todo o território catarinense. Em 2023 foi estabelecido o plano estadual de controle e manejo do javali, com atuação conjunta do IMA, da Secretaria da Agricultura, da Polícia Militar Ambiental e da Polícia Civil”, explicou.

Elaine destacou que o programa prevê diferentes frentes de atuação, incluindo capacitação de agricultores e orientação sobre formas legais de controle dos animais.

“Realizamos capacitações com produtores rurais, principalmente na Serra Catarinense, e também ações de orientação sobre como o agricultor pode atuar dentro da legalidade”, afirmou.

De acordo com a coordenadora, o controle dos javalis depende de autorização e cadastro em sistemas federais, como o Sistema de Monitoramento e Manejo de Fauna (SIMAF), além de regras relacionadas ao uso de armas.

O agricultor pode realizar o controle diretamente na propriedade ou autorizar terceiros devidamente cadastrados para atuar no manejo, sempre com autorização formal.

Durante a entrevista, Elaine também explicou como o javali chegou ao Brasil e se espalhou pelo território catarinense.

“Eles foram introduzidos a partir de países vizinhos como Uruguai e Argentina. Além disso, houve criação autorizada até a década de 1990, o que contribuiu para escapes e dispersão”, disse.

Sobre os danos causados nas lavouras, ela explicou que o comportamento do animal agrava os prejuízos no campo.

“Eles têm o hábito de fuçar o solo, vivem em bandos e podem causar grandes danos em plantações e até em nascentes. Em alguns casos, grupos chegam a 20 ou 30 animais”, afirmou.

A especialista também alertou que, embora evitem contato humano, os javalis podem representar risco quando se sentem ameaçados ou estão protegendo filhotes.

“Normalmente eles fogem ao perceber a presença humana, mas podem reagir em situações de risco ou quando estão acuados”, explicou.

Como alternativa de controle, Elaine citou o uso de armadilhas e a organização entre produtores rurais para monitoramento das áreas afetadas.

“O ideal é que os agricultores se organizem e façam o controle de forma coordenada, utilizando armadilhas em locais de passagem dos animais”, disse.

O Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras mantém informações e orientações disponíveis no site do IMA e pelo e-mail exoticasinvasoras@ima.sc.gov.br.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=SC5412ljdQA

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