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Três cores, uma causa: Guarajá inicia Outubro Rosa com alerta para prevenção do câncer de mama

Após um mês dedicado à saúde mental, emissora abre espaço para a prevenção do câncer de mama; vice-presidente nacional da Rede Feminina de Combate ao Câncer destaca importância do diagnóstico precoce

Por Rádio Guarujá01/10/2026 12h00
Foto/Divulgação

Durante o mês de setembro, a Rádio Guarujá abriu espaço para falar sobre saúde mental e a importância do cuidado com a vida. Nesta quinta-feira, 1º de outubro, uma nova cor ganha destaque: começa o Outubro Rosa, campanha que reforça a conscientização sobre o câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce.

Dentro da proposta “Três cores, uma causa”, a emissora dá continuidade às ações voltadas à saúde e à prevenção. Para marcar o início do Outubro Rosa, o Jornal da Guarujá conversou com Alice Jorge Dino, vice-presidente nacional da Rede Feminina de Combate ao Câncer.

Alice destacou que, apesar da mobilização ganhar força durante outubro, os cuidados com a saúde da mulher precisam fazer parte da rotina durante todo o ano.

“A gente sabe que o mês de outubro acaba sendo dedicado ao cuidado das mamas, ao cuidado da saúde da mulher. Então, reforçamos muito esse período, mas sabemos que precisamos nos cuidar o ano inteiro”, afirmou.

Mobilização ocorre em todo o país

A Rede Feminina de Combate ao Câncer desenvolve diferentes ações de prevenção e conscientização pelo Brasil. As atividades variam de acordo com cada estado e município e incluem campanhas para realização de exames preventivos e mamografias, caminhadas, pedaladas e outras iniciativas voltadas à saúde da mulher.

“A nossa expectativa é ter cada vez mais mulheres se cuidando, fazendo a mamografia, todo esse cuidado que a gente precisa mesmo fazer”, explicou Alice.

Segundo a vice-presidente nacional, um dos principais desafios enfrentados no país ainda é fazer com que os exames cheguem às mulheres que precisam deles. A realidade, no entanto, não é a mesma em todas as regiões.

Em alguns locais, há dificuldade para conseguir uma mamografia e a espera pode chegar a meses. Em outros, existem exames disponíveis, mas parte das mulheres não procura o serviço.

“Tem estado em que realmente vemos muita dificuldade e não se consegue fazer uma mamografia. Às vezes, demora três, cinco meses para conseguir fazer esse exame. Já em outros estados, temos dificuldade de esse paciente chegar de fato às consultas e aos exames”, relatou.

Distância também dificulta acesso aos exames

Alice chamou atenção ainda para municípios que não possuem mamógrafos. Nesses casos, as mulheres precisam se deslocar para outras cidades e, em algumas situações, percorrer grandes distâncias para realizar o exame.

Para ela, ampliar a conscientização é importante, mas precisa estar acompanhado de estrutura para que as mulheres consigam efetivamente realizar os procedimentos necessários.

“Muito é o acesso, ter esses exames disponibilizados, facilitar para que essas mulheres possam fazer a mamografia e o preventivo, o que infelizmente não é uma realidade de todo o Brasil”, afirmou.

A vice-presidente também defendeu maior participação do poder público nas ações de prevenção e na ampliação do acesso aos exames.

“A gente precisa muito do apoio do poder público, que precisa estar somando junto com a gente para fazer uma ação, uma mobilização”, destacou.

Diagnóstico precoce faz diferença

Outro alerta feito durante a entrevista foi para a chegada de pacientes aos serviços de saúde quando a doença já está em estágio mais avançado. Segundo Alice, essa realidade reforça a importância de facilitar o acesso aos exames e estimular as mulheres a manterem os cuidados de saúde em dia.

“A gente sabe que o câncer tem cura, desde que seja diagnosticado no começo. Infelizmente, os pacientes já chegam com estado muito avançado para o tratamento”, disse.

“Elas não estão sozinhas”

Ao final da entrevista, Alice deixou uma mensagem especialmente às mulheres que já receberam o diagnóstico e estão enfrentando o tratamento contra o câncer.

Segundo ela, a doença provoca impactos que vão além da paciente e podem atingir emocionalmente toda a família. Nesse momento, o acolhimento e a rede de apoio também têm papel importante.

“A gente pode falar que o tratamento é difícil, mas elas não estão sozinhas. A gente sabe que esse turbilhão de emoções acontece, que não afeta somente a paciente, infelizmente acaba afetando toda a família”, afirmou.

A vice-presidente destacou que voluntários da Rede Feminina espalhados pelo país atuam justamente no acolhimento e apoio às mulheres durante esse período.

“O que a gente tem para dizer é que tenham força, que tenham coragem. A batalha é árdua, mas ela tem resultado, sim, e dizer que ela não está sozinha”, concluiu.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=UIWUb9rbidA 

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