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Simplificando a Previdência: INSS 2026 exige atenção dos segurados

Quadro do Jornal da Guarujá esclarece dúvidas sobre aposentadoria e pensão

Por Rádio Guarujá02/02/2026 12h20
Foto/Redação

O Jornal da Guarujá recebeu em estúdio a advogada especialista em Direito Previdenciário, Charlene Cruzetta, para mais uma edição do quadro “Simplificando a Previdência”, exibido sempre na primeira segunda-feira de cada mês. Nesta edição, o tema abordado foi “INSS 2026: novas regras, novos valores e o que você precisa fazer agora”.

Durante a entrevista, Charlene falou sobre as atualizações no sistema do INSS, as mudanças que já estavam previstas desde a Reforma da Previdência de 2019 e que continuam avançando em 2026, além das dificuldades enfrentadas por segurados que tentam acessar seus direitos sem orientação especializada.

Segundo a advogada, o início de 2026 tem sido marcado por ajustes técnicos no sistema do INSS, que recentemente ficou fora do ar por alguns dias. “Estamos nos bastidores acompanhando as mudanças de Brasília. O que ficou mais em evidência agora foi a questão do sistema do INSS, que passou por alterações de segurança e está sendo ajustado”, explicou.

Charlene destacou ainda a implantação da fila única nacional, que passa a substituir o modelo regional de análise dos benefícios. “Antes, os requerimentos iam para a região onde a pessoa mora. Agora, entra tudo em uma fila única nacional. Isso pode trazer mais agilidade, porque existem regiões com mais servidores e outras com menos”, afirmou, ressaltando que a expectativa é de redução no tempo de espera dos segurados.

Atestados médicos e responsabilidade do segurado

Durante o programa, também foi esclarecida uma dúvida comum entre trabalhadores: o afastamento por atestado médico superior a 15 dias. Conforme explicou a advogada, a empresa age corretamente ao pagar apenas os primeiros 15 dias. “Os primeiros quinze dias são por conta da empresa. Depois disso, é o beneficiário quem deve fazer o pedido do auxílio no Meu INSS”, disse.

Ela alertou que, se o trabalhador não fizer o requerimento, perde o direito ao pagamento do período restante. “Se não entrar com o pedido no INSS, não tem jeito. Vai receber só os quinze dias pagos pela empresa”, reforçou.

Pensão por morte: regras mudaram

Outro ponto de destaque da entrevista foi a mudança nas regras da pensão por morte. Charlene explicou que o benefício deixou de ser integral e vitalício na maioria dos casos. “Hoje a pensão não é mais 100%. Ela começa com 50% do valor do benefício, acrescido de 10% por dependente”, explicou.

Segundo ela, a vitaliciedade da pensão depende de critérios como idade do cônjuge e tempo de casamento. “A maioria das pessoas ainda busca a pensão achando que tem direito ao valor integral, como era antigamente, mas isso mudou completamente”, alertou.

Regras de transição seguem avançando em 2026

A advogada também detalhou as regras de transição da aposentadoria, que continuam sendo ajustadas anualmente desde 2019. Em 2026, houve novo aumento na idade mínima progressiva e na regra de pontos.

“Todo ano, a idade mínima progressiva aumenta seis meses e a regra de pontos aumenta um ponto”, explicou. Atualmente, a regra exige 59 anos e meio para mulheres e 64 anos e meio para homens, além do tempo mínimo de contribuição. Já na regra de pontos, a soma da idade com o tempo de contribuição deve alcançar 93 pontos para mulheres e 103 para homens.

Charlene ressaltou que atingir os critérios não significa, necessariamente, que aquela seja a melhor aposentadoria. “Isso não quer dizer que seja a melhor opção financeiramente. Cada caso precisa ser analisado”, afirmou.

Planejamento é essencial

Ao final da entrevista, a especialista reforçou a importância do planejamento previdenciário. “Não existe uma regra pronta que sirva para todo mundo. É preciso analisar o histórico de contribuições, períodos em branco, possibilidades de correção e qual estratégia traz o melhor resultado”, destacou.

Segundo Charlene, muitos segurados deixam de se aposentar ou recebem valores menores por erros cadastrais, contribuições não computadas ou falta de orientação adequada. “Sozinho, a pessoa dificilmente vai encontrar o melhor caminho. O papel do especialista é justamente encurtar esse caminho e evitar prejuízos”, concluiu.

Confira entrevista completa

https://www.youtube.com/watch?v=nWEvWrsN53c

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