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Polícia Civil de Santa Catarina encerra 2025 com redução da criminalidade e reforça foco no combate à violência contra a mulher

Por Rádio Guarujá07/01/2026 10h38
Foto/Reprodução Instagram

O desempenho da Polícia Civil de Santa Catarina em 2025 foi marcado por avanços operacionais, aumento expressivo de ações policiais e redução dos principais índices de criminalidade no Estado. A avaliação é do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, em entrevista ao Jornal da Guarujá na manhã desta quarta-feira (7).

Segundo o delegado, os resultados são reflexo de uma política contínua de investimentos iniciada nos primeiros anos do governo Jorginho Mello, com foco tanto na valorização profissional quanto na estrutura da instituição. “Nós alcançamos índices extremamente positivos em 2025 na área de segurança pública. Foram muitos investimentos realizados ao longo de três anos, não só na valorização dos policiais, mas também na questão estrutural, com novas armas, viaturas, equipamentos de tecnologia e mais de cem obras na Polícia Civil”, afirmou.

De acordo com Ulisses Gabriel, o fortalecimento estrutural resultou em um crescimento significativo das operações policiais em todo o Estado. Ele destacou que, ao comparar os últimos anos, os números demonstram uma intensificação contínua do combate ao crime. “De 2023 para 2024, aumentamos em mais de 80% as operações policiais em Santa Catarina. De 2024 para 2025, novamente ampliamos o contingente e o número de ações policiais em mais de 80%”, ressaltou.

Esse aumento, conforme explicou, impactou diretamente na redução dos principais crimes. “Isso fez com que nós reduzíssemos os principais índices de criminalidade, especialmente homicídios, além de furtos e roubos, que impactam diretamente a população todos os dias”, disse.

O delegado-geral destacou ainda que Santa Catarina lidera o ranking nacional de segurança pública. Conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Estado apresenta o menor índice de homicídios do país. “Enquanto o Brasil tem cerca de 22 homicídios por 100 mil habitantes, Santa Catarina registra 9,2 mortes violentas por 100 mil habitantes, quase três vezes menos que a média nacional”, pontuou.

No balanço operacional, Ulisses Gabriel informou que somente em 2025 a Polícia Civil cumpriu mais de 6,6 mil mandados de prisão e mais de 9 mil mandados de busca e apreensão. Segundo ele, os números representam um crescimento constante desde o início da atual gestão. “Desde que assumimos no governo Jorginho Mello, aumentamos muito o número de operações e de ações voltadas ao combate direto ao crime”, afirmou.

Apesar dos avanços, o delegado reconheceu que ainda há desafios a serem enfrentados e anunciou reforço no efetivo como uma das prioridades para 2026. Ele explicou que um concurso público em andamento deverá ampliar o quadro da corporação. “Estamos realizando um concurso com 300 novos escrivães. As inscrições já se encerraram, a prova ocorre em março e até a metade do ano queremos concluir esse processo”, detalhou. Além disso, em janeiro terá início o curso de formação de novos delegados e psicólogos policiais.

Entre os diferentes tipos de crime, Ulisses Gabriel afirmou que a violência contra a mulher é hoje a maior preocupação da Polícia Civil. Segundo ele, embora Santa Catarina tenha registrado apenas um homicídio a mais em comparação com o ano anterior, os números relacionados a feminicídios acendem um alerta. “Mais de 50 mulheres perderam a vida. Foram 52 mortes em decorrência de ações criminosas, e isso nos preocupa muito. Cada vida perdida importa”, enfatizou.

O delegado explicou que a dificuldade no combate a esse tipo de crime está ligada à sua natureza. “Via de regra, são crimes passionais que acontecem dentro de casa. Apenas 15% das mulheres vítimas de feminicídio haviam denunciado anteriormente”, afirmou. Para ele, a escalada da violência ocorre de forma silenciosa. “A violência vai se intensificando dentro de casa, a mulher não denuncia, não procura ajuda, e de repente o criminoso tira a vida dela”, completou.

Questionado sobre o perfil dos agressores, Ulisses Gabriel confirmou que, muitas vezes, são pessoas sem histórico aparente de violência fora do ambiente doméstico. “Muitas vezes é isso: um cidadão que não levanta suspeitas, mas que dentro de casa, por ciúmes ou possessividade, acaba tirando a vida da mulher”, disse.

Durante a entrevista, o delegado também falou sobre a situação da Delegacia de Polícia de Orleans, que teve sua sede danificada por um temporal no fim de novembro. Segundo ele, medidas emergenciais já foram autorizadas pelo governo estadual. “O governador já determinou que se procure um imóvel para adaptação, para que a delegacia funcione provisoriamente até a demolição da sede atual e a construção de uma nova”, explicou.

Ulisses Gabriel informou ainda que o projeto da nova delegacia, que deverá contemplar também a Polícia Militar, está em fase de encaminhamento. “A nossa intenção é executar o projeto ainda este ano e já fazer a licitação para a construção da nova sede”, concluiu.

Confira entrevista completa:

https://www.youtube.com/watch?v=7Sa9FHEZ-DM

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